apostila cipa - nova revisada

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CURRCULO BSICO

I. Estudo do meio ambiente, das condies de trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo; II. Metodologia de investigao e anlise de acidentes e doenas do trabalho; III. Noes sobre acidentes e doenas do trabalho decorrente de exposio aos riscos existentes na empresa; IV. Noes sobre a sndrome da imunodeficincia Adquirida AIDS, e medidas de preveno; V. Noes sobre Legislao Trabalhista e Previdenciria relativas a segurana e sade no trabalho; VI. Princpios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos; VII. Organizao da CIPA e outros assuntos necessrios ao exerccio das atribuies da Comisso.

I. CONCEITO E OBJETIVO DA CIPA5

1.1. ORIGEM DA CIPA Em 1921, a OIT Organizao Internacional do Trabalho, organizou uma comisso para pesquisar a situao da segurana e da higiene nas indstrias dos pases a ela filiados. Como parte das concluses dessa pesquisa, a comisso props que fossem criados comits de segurana no trabalho que teriam atribuies voltadas preveno de acidentes nas indstrias. Tendo origem a verso brasileira que a nossa tradicional CIPA - Comisso Interna de Preveno de Acidentes. A OIT expediu instruo aos governos dos pases membros para que legislassem sobre a criao de comits de segurana do trabalho, sugerindo que fossem tornados obrigatrios em indstrias com 25 ou mais empregados. Alguns pases adotaram os comits j nos anos vinte: outros s mais tarde. Criao da CIPA no Brasil: apenas em 1944 o governo brasileiro adotou a recomendao da OIT, atravs do decreto-lei n 7.036, de 10 de novembro, que trazia o seguinte enunciado:

Art. 82 - Os empregadores, cujo nmero de empregados seja superior a 100, devero providenciar a organizao, em seus estabelecimentos, de comisses internas com representantes dos empregados, para fim de estimular o interesse pelas questes de preveno de acidentes, apresentar sugestes quanto a orientao e fiscalizao das medidas de proteo ao trabalhador, realizar palestras instrutivas, propor a instituio de concursos e prmios e tomar outras providncias tendentes a educar o empregado na prtica de prevenir acidentes. Das alteraes que ocorreram no texto original a mais importante foi introduzida pela lei n 6.514 de 22.12.77, que assegurou a garantia provisria de emprego ao titular da representao dos empregados na CIPA (Comisso Interna de Preveno de Acidentes). A CIPA tem demonstrado que pode ser de grande utilidade na preveno dos acidentes do trabalho, no tanto pela sua existncia institucional, mas tambm pelo interesse das empresas e pela dedicao de seus membros junto aos empregados visando a segurana de todos

1.2. CONCEITO DA CIPA COMISSO INTERNA DE PREVENO DE ACIDENTESO significado da sigla CIPA Comisso Interna de preveno de Acidentes pode ser assim conceituada: Comisso: Grupo de pessoas que se renem para tratar de um determinado assunto, onde seus objetivos estejam sempre em primeiro plano. A Comisso tem a participao do empregador e dos empregados na preveno de acidentes. Interna: Seu campo de atuao est restrito prpria empresa. Preveno: Significa prever antes que venha a ocorrer. a atuao do Cipeiro quando se depara com alguma situao de risco capaz de provocar um acidente. Acidente: Qualquer ocorrncia inesperada que interfere no andamento normal do trabalho causando danos materiais, perda de tempo ou leso pessoa.

1.3. CONCEITOS DE ACIDENTES DO TRABALHOH trs aspectos a serem considerados quando nos referimos ao acidente: O Conceito Legal, Prevencionista e o Tcnico.

1. O conceito legal de acidente de trabalho definido pela Previdncia Social voltado para odireito do trabalhador a certos benefcios, quando acidentado. O seu enunciado, adiante descrito, no tem valor prtico na preveno de acidentes.

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Art. 19 Acidente de Trabalho o que ocorre pelo exerccio do trabalho a servio da empresa, ou pelo exerccio do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11, esta lei, provocando leso corporal ou perturbao funcional que cause a morte ou a perda ou reduo, permanente ou temporria da capacidade para o trabalho. Lei8.213/91, regulamentada pelo Dec. n 3.048 de 06.05.99 Regulamento dos Benefcios da Previdncia Social.

2. O conceito prevencionistas de acidente do trabalho deve ser mais amplo, comoenunciado abaixo:Acidente do trabalho toda ocorrncia no programada que interfere no andamento normal do trabalho dos quais resultam, separadamente ou em conjunto, leses, danos materiais ou perda de tempo.

Acidentes do trabalho, portanto, no so somente aqueles que causam leses ao trabalhador, mas tambm outras ocorrncias que ocasionam algum outro dano como perda de tempo e danos materiais.

3. Conceito Tcnico: A Associao Brasileira de Normas Tcnicas define na norma NBR14.280, de fevereiro de 1999, acidente como sendo:Ocorrncia imprevista e indesejvel, instantnea ou no, relacionada com o exerccio do trabalho, que provoca leso pessoal ou de que decorre risco prximo ou remoto dessa leso.

1.3.1. Conseqncias de Acidentes: Humanas Mutilao Fsica Perda de Capacidade Inutilidade Morte 1.4. OBJETIVOS DA CIPA O objetivo fundamental da CIPA a preveno de acidentes, sendo que para um maior esclarecimento, devemos socorrer-nos da Norma Regulamentadora NR-5, da Portaria n 3.214 de 08 de junho de 1978, baixada pelo Ministrio do Trabalho, com o seguinte teor:5.1 A CIPA tem como objetivo a preveno de acidentes e doenas decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatvel permanentemente o trabalho com a preservao da vida e a promoo da sade do trabalhador.

Econmicas Desemprego Mendicncia Marginalizao Desagregao Familiar

1.5. O PAPEL DO CIPEIRO Cipeiro o empregado de um estabelecimento regularmente eleito por escrutnio secreto para representar os empregados, em uma gesto de um ano, perante a Comisso Interna de Preveno de Acidentes. cipeiro tambm o empregado de um estabelecimento escolhido pelo empregador para represent-lo na Comisso Interna de Preveno de Acidentes, j que a CIPA paritria, com representantes do empregador e dos empregados. A CIPA no pode existir apenas para cumprir exigncia legal, pois assim seus resultados nunca sero satisfatrios. Ela deve ser absorvida e aceita por todos como um rgo de objetivos to importantes quanto os de produo e financeiros. Suas propostas devem representar os interesses de toda a comunidade de trabalho e um desafio a ser vencido por todos. 1.6. RESPONSABILIDADES DA CIPA Na CLT Consolidao das Leis do Trabalho Captulo V, Ttulo II Art. 163: Ser obrigada a constituio de Comisso Interna de Preveno de Acidentes (CIPA), de conformidade com instrues expedidas pelo Ministrio do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obras nela especificadas. Pargrafo nico: O Ministrio do Trabalho regulamentara atribuies, a composio e o funcionamento das CIPAs. as

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As obrigaes pela segurana estendem-se por outros dispositivos legais, que fazem parte desse captulo da CLT: Art. 157: Cabe s empresas: I - Cumprir e fazer cumprir as normas de segurana e medicina do trabalho; II - Instruir os empregados, atravs de ordens de servio quanto s precaues a tornar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenas ocupacionais; III - Adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo rgo regional competente; IV - Facilitar o exerccio da fiscalizao pela autoridade competente. Art. 158: Cabe aos empregados: I. Observar as normas de segurana e medicina do trabalho, inclusive as instrues que trata o item II do artigo anterior; II. Colaborar com a empresa na aplicao dos dispositivos deste captulo. Pargrafo nico: Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: a) observncia das instrues expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; b) ao uso dos equipamentos de proteo individual fornecidos pela empresa. Na Conveno Coletiva de Trabalho A organizao e o funcionamento da CIPA pode, hoje, sofrer algumas alteraes levadas a efeito por acordos entre empregados e empregadores nas Convenes coletivas de trabalho. Os dirigentes de empresa e mesmo a prpria CIPA devem ficar atentos aos dispositivos das Convenes que podem alterar alguma coisa, sem prejudicar a organizao e o funcionamento da CIPA.

Normas RegulamentadorasPortaria n 3.214, de 08 de junho de 1978, do Ministrio do Trabalho, que aprovou as Normas Regulamentadoras do Captulo V, Ttulo II da CLT. Nota: - Toda portaria tem funo reguladora de uma Lei ou Decreto Lei que, pelo ministrio correspondente, cria disposies regulamentares dentro da competncia determinada pela legislao. A Portaria, em resumo, tem carter disciplinador de ordem prtica. No caso da Portaria n 3.214, de 08.06.78, houve a decomposio em 28 Normas Regulamentadoras, em 1997 este nmero subiu para 29, com a entrada da NR Trabalho Porturio, sendo que todas relacionadas com aspecto de Segurana e Medicina do Trabalho. Entre elas encontramos a de n 5, que trata da CIPA. No captulo V, da CLT, encontramos outras referncias sobre Comisses de Preveno de Acidentes, conforme segue: NR 18 Condies e Meio Ambiente de Trabalho na Indstria da Construo. O item 18.3.3, desta norma, trata do dimensionamento e organizao de Comisso Interna de Preveno de Acidentes CIPA, nas empresas da indstria da Construo. NR 29 Segurana e Sade no Trabalho Porturio. O item 9.2.2, desta norma, trata da organizao, dimensionamento, manuteno e funcionamento de uma Comisso de Preveno de Acidentes no Trabalho Porturio CPATP. Normas Regulamentadoras Rurais NR 3: Comisso Interna de Preveno de Acidentes do Trabalho Rural CIPATR. Esta norma rural trata da organizao, dimensionamento, manuteno e funcionamento de uma Comisso Interna de Preveno de Acidentes do Trabalho Rural CIPATR. 5

1.7. ALTERAES NA LEGISLAO No dia 23 de fevereiro de 1999 o Ministrio do Trabalho e Emprego, publicou no Dirio Oficial da Unio, trs portarias que tem uma relao direta com as Comisses Internas de Preveno de Acidentes CIPA. Estas portarias tra