apostila calculo tributário

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Apostila Clculo TributrioProf. Giordano Bruno da Silveira

TRIBUTO Tributo a obrigao imposta s pessoas fsicas e pessoas jurdicas de recolher valores ao Estado, ou entidades equivalentes. vulgarmente chamado por imposto, embora tecnicamente este seja mera espcie dentre as modalidades de tributos. Os tributos incluem: impostos, taxas e contribuies. Excludos do conceito de tributo esto todas as obrigaes que resultem de aplicao de pena ou sano, por exemplo, multa de trnsito, os tributos sempre so obrigaes que resultam de um fato regular ocorrido.

FASES DOS TRIBUTOS 1 - A incidncia: na incidncia se definem os pressupostos tributrios que fazem nascer obrigao de imposto, em que, em abstrato, se define a matria coletvel do imposto e identificam os sujeitos passivos da relao jurdica fiscal a que o mesmo dar lugar. a fase do imposto em que feita, pela lei, a definio geral e abstrata dos atos ou situaes sujeitos a imposto e das pessoas sobre quem recai a respectiva prestao. nessa fase, em suma, em que a lei determina o que vai estar sujeito a imposto (e quem vai estar sujeito a imposto. 2 - O lanamento: corresponde ao momento do incio da aplicao da lei. a fase em que se passa para o individual e concreto; a fase em que se processam as operaes conducentes identificao particular dos sujeitos passivos e determinao concreta da matria coletvel sobre que vai incidir o imposto. Nos principais impostos que compe atualmente o sistema tributrio brasileiro (ICMS, PIS, COFINS, IR, CSSL, IPI), as operaes de lanamento so efetuadas pelo prprio contribuinte, por isso se fala em autolanamento do imposto. 3 - A liquidao: a operao aritmtica de aplicao de uma taxa matria coletvel apurada na fase do lanamento, para determinao do montante exato de imposto devido pelo sujeito passivo (coleta). Naqueles impostos em que a lei prev a possibilidade de dedues coleta, a liquidao abrange tambm os clculos decorrentes destas dedues. a fase que consiste na aplicao da taxa do imposto matria coletvel para determinao da coleta. 4 O pagamento (cobrana): cobrana e pagamento so expresses que traduzem a mesma realidade jurdica. A primeira assumida do ponto de vista da administrao fiscal, que cobra o imposto; a segunda encarada do ponto de vista do contribuinte, que o

paga. a fase final da vida do imposto, para que tende toda a relao jurdica fiscal. Com o pagamento (cobrana) os valores correspondentes ao imposto vo dar entrada nos cofres do Estado e com isso a relao jurdica fiscal, normalmente, extinguir-se-. FATO GERADOR O fato gerador uma expresso utilizada em Direito tributrio que representa um fato ou conjunto de fatos a que o legislador vincula o nascimento da obrigao jurdica de pagar um tributo determinado. O Cdigo Tributrio Nacional do Brasil (CTN) utiliza a expresso fato gerador tanto no momento que se refere hiptese de incidncia tanto quanto ao fato imponvel, deixando para que o intrprete da norma reconhea o significado referido segundo o contexto em que se encontra. O CTN faz meno ao fato gerador nos artigos 114 e 115. De acordo com o texto do artigo 114 do CTN, fato gerador da obrigao principal a hiptese definida em lei como necessria e suficiente para o surgimento da obrigao tributria. Por sua vez, o artigo 115 diz que fato gerador da obrigao acessria a hiptese que, na forma da legislao aplicvel, impe a prtica ou a absteno de ato que no configure obrigao principal.

SUJEITO ATIVO E PASSIVO DA OBRIGAO TRIBUTRIA

SUJEITO ATIVO: Conforme preceitua o artigo 119 do CTN, Sujeito ativo da obrigao a pessoa jurdica de direito pblico titular da competncia para exigir o seu cumprimento, aquele que tem o direito de exigir a obrigao tributria imposta ao sujeito passivo, o credor, ou seja, o que integra o plo ativo da relao jurdica tributria. Assim, o sujeito ativo pode ser dito como a pessoa jurdica de direito pblico ou agente pblico que lhe faa s vezes, com personalidade jurdica para figurar no plo ativo da relao jurdica tributria estabelecida, ou seja, todo aquele que possui capacidade tributria ativa, porm, nem todo que exerce a capacidade tributria possui competncia tributria, como no caso referente ao INSS, SESC, SESI, etc., pois estes possuem a capacidade de cobrar os tributos a eles referentes, enquanto que a competncia legislativa tributria da Unio. o titular do poder de tributar, atributo este, proveniente da soberania do Estado dado pelos contribuintes atravs de seus representantes do poder legislativo, para a criao do tributo. o autoconsentimento para a tributao restringindo o governante de exigir diretamente o pagamento de tributos dos contribuintes.

SUJEITO PASSIVO: O CTN em dois dispositivos - artigos 121 e 122 do CTN - prev a existncia de dois sujeitos passivos, o da obrigao acessria e o da obrigao principal que se divide em direto e indireto, ou seja, o contribuinte e o responsvel. A obrigao tributria principal e/ou acessria dever do sujeito passivo assim como o crdito tributrio direito do sujeito ativo, nascendo assim relao jurdico tributria entre estes dois sujeitos, passivo e ativo. SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAO ACESSRIA: O sujeito passivo da obrigao acessria, conforme o artigo 122 do CTN a pessoa obrigada s prestaes (dever de prestar) que constitui o seu objeto, ou seja, a pessoa obrigada a fazer, a no fazer ou tolerar uma gama de deveres no interesse da arrecadao e da fiscalizao tributria, ou seja, so componentes do objeto principal. O sujeito passivo da obrigao acessria a pessoa qual a legislao tributria atribui deveres diversos do dever de pagar. (...) Qualquer dever diverso do pagamento atribudo pela legislao tributria a qualquer pessoa, no interesse da arrecadao ou da fiscalizao de tributos, obrigao acessria, na linguagem do Cdigo Tributrio Nacional. O sujeito passivo da obrigao acessria se difere do sujeito passivo da obrigao principal devido ao fato deste ser o responsvel pelo pagamento do tributo ou penalidade pecuniria, enquanto aquele cumpre as obrigaes impostas pela legislao tributria no interesse da arrecadao ou da fiscalizao de tributos. SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAO PRINCIPAL: Conforme prescreve o artigo 121 do CTN, "Sujeito passivo da obrigao principal a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniria. Pargrafo nico: o sujeito da obrigao principal diz-se: I - contribuinte, quando tenha relao pessoal e direta com a situao que constitua o respectivo fato gerador; II - responsvel, quando, sem revestir a condio de contribuinte, sua obrigao decorra de disposio expressa em lei". O sujeito passivo da obrigao principal caracteriza-se, independentemente dos aspectos econmicos implcitos na relao jurdica tributria, pela prtica de um comportamento qualificado como tributvel pela legislao tributria. Assim, o sujeito passivo da obrigao principal aquele obrigado a pagar o tributo ou uma penalidade pecuniria ou multa.

Mensagem do prof.: sonhar, todas as pessoas possuem este dom. Quando no h ao, somente um sonho. Quando se age, sem ter tido pelo menos um mnimo de sonho, apenas um impulso. Quando o sonho acompanhado da ao, da atitude, percebe-se a mudana, da o sucesso.

SIGNIFICADOS DOS IMPOSTOS E O PROCESSO DE RECOLHIMENTO ISSQN o imposto sobre servios de qualquer natureza. um imposto municipal, ou seja, somente os municpios tm competncia para institu-lo. O ISSQN tem como fato gerador a prestao (por empresa ou profissional autnomo) de servios descritos na lista de servios da Lei Complementar n 116 (de 31 de julho de 2003). O ISSQN no incide sobre prestaes de servios de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicao. Como regra geral, o ISSQN recolhido ao municpio em que se encontra o estabelecimento do prestador. O recolhimento somente feito ao municpio no qual o servio foi prestado, por exemplo: limpeza de imveis, segurana, construo civil, fornecimento de mo-de-obra. A finalidade da verba arrecadada com o ISSQN o custeio das atividades rotineiras do municpio. Os contribuintes do imposto so as empresas ou profissionais autnomos que prestam o servio tributvel, e a base de clculo o preo do servio prestado. A alquota utilizada varivel de um municpio para outro, ela varia de 2% a 5%. Na cidade de Passos a alquota 3% e o vencimento todo dia 15, subseqente ao ms de apurao. O ISSQN no incide sobre locao de bens mveis, conforme jurisprudncia do STF. Ele devido ao municpio em que o "servio positivamente prestado, ainda que o estabelecimento prestador esteja situado em outro municpio". Exemplo do clculo do ISSQN 1) Uma empresa situada em Passos (MG), no ms de setembro de 2011, prestou servios no valor de R$ 5.000,00, sua atividade principal a prestao de servios de representao comercial de materiais de construo, qual o valor devido a pagar de ISSQN? R: Faturamento do ms x 3% = 5.000,00 x 3% = 150,00 O valor devido dessa empresa de ISSQN em Setembro de 2011 R$ 150,00. 2) Uma empresa cuja atividade principal a prestao de servios de locao de bens mveis e imveis, situada na cidade de Passos (MG), obteve um faturamento em Setembro de 2011 no valor de R$ 20.000,00, sendo que R$ 15.000,00 foi referente a locao de bens imveis e R$ 5.000,00 referente a locao de bens mveis. Qual o valor devido de ISSQN em Setembro de 2011? R: (Faturamento do ms valor referente locao de bens mveis) x 3% = (20.000,00 5.000,00) x 3% = 15.000,00 x3% = 450,00. O valor devido de ISSQN dessa empresa em Setembro de 2011 R$ 450,00.

ICMS O ICMS (imposto sobre operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicao) de competncia dos Estados e do Distrito Federal. Sua regulamentao constitucional est prevista na Lei Complementar 87/1996 (a chamada Lei Kandir), alterada posteriormente pelas Leis Complementares 92/97, 99/99 e 102/2000. O ICMS o imposto estadual mais importante porque representa a mais expressiva fonte de receita tributria e pode chegar a 90 % do total arreca