anurio simag_2008

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Mármore e granito: a escolha certa para seu projeto.

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  • A N U R I O

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    Roch

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    o RS

    2 0 0 8

    PROJETOSMRMORES E GRANITOS PARA TODOS OS BOLSOS

    MATERIAISExTENSA vARIEDADEDE PRODUTOS PARAPISOS E SUPERFCIES Projeto

    MRMORE E GRANITO:A ESCOLhA CERTA PARA SEU

    Projeto MRMORE E GRANITO:A ESCOLhA CERTA PARA SEU

  • N D I C E

    08h I S T R I C OCATEDRAL DEROChAS ORNAMENTAIS

    16A R T EOS MOSAICOS DE LEONARDO POSENATO

    18MATERIAISPRODUTOS PARAPISOS E SUPERFCIES

    28MEIO AMB I ENTEMRMORE AGRIDEMENOS QUE A CERMICA

    22A R Q U I T E T U R ABOURBON POMPIA vALORIZA AS ROChAS

    20P R O J E TO SPEDRAS QUE CABEMNO SEU ORAMENTO

    24A M B I E N T EPEDRAS CONSERvAM MELhOR O CALOR

    26CONSTRUO CIvILACABAMENTOS ESEUS CUIDADOS

    33S I M A GAES E PROJETOSDO SINDICATO

    30P R O C E S S O E T E C N O L O G I AMTODOS DE ExTRAO,TCNICAS DE CORTE E BENEFICIAMENTO

    12E S P E C I A LRENOMADOS ARQUITETOS INDICAM FORMAS DE USAR MRMORE E GRANITO

    0 4 | A N U R I O S I M A G

  • E D I T O R I A L

    UNIO DA CLASSE GERA MAIOR COMPETITIvIDADE

    Para fortalecer ainda mais as empresas do setor e unir a categoria, a atual diretoria do Simag Sindicato das Indstrias de Mrmores, Granitos e Rochas Ornamentais do Rio Grande do Sul, pe em prtica uma srie de aes e projetos, como a segunda edio do Anurio Simag. Criada para ser uma publicao tcnica e mercadolgica, traz em suas pginas a opinio de renomados arquitetos sobre o uso de mrmores e granitos em obras comerciais e residenciais, novidades em construo civil, materiais, produtos e tecnologias, aes e desco-bertas na rea ambiental e dados histricos relacionados s pedras.

    Trata-se de um veculo de comunicao de alto padro editorial, di-recionado a profissionais da construo civil, como arquitetos, deco-radores e engenheiros. A publicao visa a evidenciar o uso de rochas ornamentais, que tornam as obras mais duradouras e sofisticadas e contribuem para a expanso do mercado.

    Outra iniciativa importante que se repete este ano a participao do Simag na Expoacabamento Feira da Indstria de Materiais para Acabamento, de 22 a 25 de outubro, no Centro de Exposies FIERGS, em substituio a Construsul Acabamento & Iluminao. Reconhecido como um dos maiores eventos da construo civil, conta com mos-tras, palestras, premiaes e programao especialmente voltada para arquitetos e empresrios do setor.

    Tambm em relao s metas do Simag, foram firmadas recentemen-te novas importantes parcerias, como a com o escritrio Codorniz Advogados e a Prospecta Engenharia e Geologia. Atitudes como essas reforam o compromisso do Simag em trabalhar para fortalecer o setor, gerar maior competitividade e, principalmente, valorizar o uso de rochas ornamentais em todo Pas. Aproveite a leitura!

    Rogrio Adolfo RiegelPRESIDENTE

    E x P E D I E N T E

    O Anurio SIMAG uma publicao da Interna Projetos Editoriais, sob licena do Sindicato da Indstria de Mrmores, Granitos e Rochas Ornamentais do RS. As opinies, entrevistas, artigos, anncios e colunas assinadas so de inteira responsabilidade dos autores. vedada a reproduo total ou parcial do contedo sem prvia autorizao e sem citao da fonte.

    DIretorIARogrio Adolfo RiegelFbio MllerGabriel Gehrke CoNSeLHo FISCALAndr Luiz WetzelAlexandre Bittencourt De Carli DeLeGADoS jUNto FIerGSCaetano Rosito NetoFbio Mller

    rePreSeNtANteS PerANteA ABIroCHASRogrio Adolfo RiegelAlexandre Bittencourt De CarliGabriel Gehrke

    CoNtAtoFone: (51) 3347.8736Av. Assis Brasil, 8787 - complexo FiergsBairro Sarandi - Porto Alegre - RSCEP 91140-001- simag@fiergs.org.br

    eDIo, Projeto GrFICo, rePortAGem, revISo, ComerCIALIzAo e DIAGrAmAo

    (51) 3019-5643www.interna.com.brJornalista responsvel:Cristina dAzevedoMTb 11.421/RS

    CoorDeNAoRenato Delfino Rodrigues

    ImPreSSoGrfica Maredi3.000 exemplares

    Sandra veroneze, Fbio Mller, Alexandre Bittencourt De Carli, Rogrio Adolfo Riegel, Caetano Rosito Neto e Gabriel Gehrke.

    0 6 | A N U R I O S I M A G

  • h I S T R I C O

    PEDRAS TESTEMUNhAS DA hISTRIA

    Amarelo Ornamental(Granito)

    A CATEDRAL METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE FOI A PRIMEIRA PARQUIA

    DA CIDADE. CONSTRUDA EM 1772, ChAMAvA-SE PARQUIA NOSSA SENhORA

    MADRE DE DEUS E TEM SUA hISTRIA INTIMAMENTE RELACIONADA ORIGEM

    DA CAPITAL GAChA. PORM, FOI DURANTE O BISPADO DE DOM JOO BECKER,

    J NO SCULO xx, QUE SE DEU O INCIO DA CONSTRUO DA NOvA CATEDRAL,

    PROJETADA PELO ARQUITETO ITALIANO GIOvANNI BAPTISTA GIOvENALE, UMA

    DAS PRIMEIRAS OBRAS DE PORTO ALEGRE E DO RIO GRANDE DO SUL A ExPLORAR

    AS ROChAS ORNAMENTAIS DE FORMA TO GRANDIOSA E SIGNIFICATIvA.

    0 8 | A N U R I O S I M A G

    FOTO

    S: IN

    TERN

    A

  • A PEDRA fundamental foi lanada em 07 de agosto de

    1921. Aps sucessivas fases de construo, veio a ser con-

    sagrada em 1986, j sob o arcebispado de Dom Cludio

    Colling. a obra mais preciosa em granito do Brasil,

    seno da Amrica Latina, aposta o arquiteto e urbanis-

    ta Analino Zorzi. Ela nica! So toneladas de granito

    rosa, hoje tombado pelo municpio. Aqui, a pedra no

    um elemento decorativo, a estrutura da prpria obra.

    Para mim, uma das obras mais preciosas de nossa ar-

    quitetura.

    Em estilo neoclssico, possui uma grande quantidade de

    diferentes tipos de rochas ornamentais em funo do

    passar dos anos. So pedras que marcam pocas. As co-

    lunas internas em granito polido foram feitas em Porto

    Alegre na dcada de 50 e a base delas de mrmore de

    Carrara importado da Itlia, lembra Zorzi. Tambm em

    50, comeou a ser construda a cpula, que inicialmente

    foi revestida em mrmore, depois substitudo por cobre.

    O piso, todo em granito Capo do Leo, foi concludo

    em 1986, quando tambm colocaram o reboco interno e

    deram a obra por encerrada.

    Segundo o pesquisador, as carrancas de feies indgenas

    ostentadas pela cripta da Catedral Metropolitana foram

    feitas por artesos locais. Esto situadas no nvel do Sa-

    lo Nobre da Catedral, antiga cripta, que est em proces-

    so de restauro, avisa ele. Inaugurada dia 20 de maro

    de 1929, a cripta passou a receber os servios religiosos,

    permitindo a demolio final da velha construo e a

    continuidade das novas obras. incrvel a qualidade do

    trabalho de cantaria! Nem mesmo a calada ficou imune

    pedra, observa o arquiteto e urbanista, referindo-se

    ao mosaico portugus usado na pavimentao do entorno

    da igreja.

    A N U R I O S I M A G | 0 9

    As carrancas indgenas foram feitas por artesos locais.

    As colunas internas da igreja so da dcada de 50.

    Calada do entorno em mosaico portugus.

    A Catedral Metropolitana de Porto Alegre foi toda feita em granito rosa.

  • 1 0 | A N U R I O S I M A G

    Somente cerca de 20 anos depois que as

    celebraes puderam deixar a cripta e serem

    realizadas na nave da Catedral. A finalizao

    das torres levou outros 20 anos e foram ser

    inauguradas em 1971, sendo que a cpula foi

    terminada no ano seguinte, quando recebeu

    o cruzeiro em seu topo.

    A ltima obra na Catedral Metropolitana, re-

    alizada de julho a agosto deste ano, foi a

    reformulao do presbitrio, que o espao

    da liturgia, com a instalao do novo altar,

    de forma cbica, com dimenses de 151m3,

    e do ambo, onde feita a leitura da palavra

    de Deus. O antigo altar de granito Olho de

    Boi permanece como elemento histrico,

    explica Zorzi. O novo tem 100m2 e todo

    em granito Amazon Star. J o ambo foi feito

    em granito Branco Siena flameado. O tem-

    plo tem que ser uma obra slida e perene.

    Acredito que exatamente isso que o grani-

    to representa, conclui o arquiteto.

    O piso de granito Capo do Leo foi concludo em 1986.

    O novo presbitrio todo em granito Amazon Star.

  • E S P E C I A LBege Ipanema(Granito)

    MRMORE E GRANITO:A ESCOLhA CERTA PARA SEU PROJETO

    EM BANCADAS, FAChADAS, PISOS, REvESTIMENTOS DE PAREDES ExTERNAS E INTERNAS

    E AT MESMO EM OBJETOS DE DECORAO, O MRMORE E O GRANITO ESTO CADA vEZ

    MAIS PRESENTES EM AMBIENTES DE UMA CASA, CONSULTRIO, ESCRITRIO, PRDIO

    COMERCIAL OU RESIDENCIAL. A PRINCIPAL DIFERENA ENTRE ELES QUE O GRANITO

    OFERECE MAIOR DURABILIDADE E RESISTNCIA E MENOS POROSIDADE DO QUE O MR-

    MORE, POR ISSO MAIS INDICADO PARA REAS ExPOSTAS A INTEMPRIES E SUJEIRA.

    PARA SABER COMO RENOMADOS ARQUITETOS TM UTILIZADO PEDRAS EM SEUS PROJE-

    TOS, CONvERSAMOS COM IvO NEDEFF, JOYCE ChWARTZMANN E MDIA BORGES.

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  • A N U R I O S I M A G | 1 3

    h MAIS DE 30 anos no mercado, Ivo Nedeff gosta

    muito de usar rochas ornamentais em seus proje-

    tos devido dureza e resistncia que oferecem.

    So diversas vantagens, mas duas se destacam: a

    perenidade do material e a pouca manuteno que

    exige, afirma o profissional. Alm disso, so ver-

    steis e agregam grande valor obra.

    Entre as obras projetadas por ele, destaca o edifcio

    residencial ville de Grasse e o novo Centro Clnico

    do hospital Moinhos de vento. O ville de Grasse

    tem um apartamento por andar e sua melhor vista

    para os fundos, onde tambm encontramos sua me-

    lhor volumetria plstica, conta. Especificamos em

    sua fachada o granito preto So Gabriel em compo