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Anurio Brasileirode Segurana Pblica

ISSN 1983-7364 ano 8 2014

2014

4 Ficha institucional 5 Ficha tcnica 6 Infogrfico 8 Introduo

sumrio

2

Frum Brasileiro de Segurana Pblica Rua Mrio de Alencar, n 103 Vila Madalena So Paulo SP Brasil CEP: 05436-090 tel/fax: 55 11 3081-0925 www.forumseguranca.org.br

4 Ficha institucional 5 Ficha tcnica 6 Infogrfico 8 Introduo

Parte 1 Segurana Pblica em nmeros

14 Estatsticas criminais 50 Gastos com segurana pblica e prises 64 Populao carcerria 84 Efetivos das foras policiais 98 Sistema socioeducativo

Parte 2 Projeto O Brasil que Queremos

110 O Judicirio, a polcia e as leis na viso dos brasileiros 124 Defendendo mais paz, segurana e justia na Agenda Ps-2015 da ONU 134 Congresso Nacional e segurana pblica: a produo legislativa

Parte 3 Apndice Metodolgico

144 Metodologia dos Grupos de Qualidade de 2014

3

4

expediente

Ficha institucional

Frum Brasileiro de segurana PBlica

Presidente de HonraElizabeth Leeds

Conselho de Administrao

Roberto Maurcio Genofre (Presidente) Renato Srgio de Lima (Vice-Presidente)Arthur Trindade Cristiane Loureiro LimaDanillo FerreiraLus Flvio SaporiLuiz Antnio Brenner GuimaresMarcos VelosoRodrigo Ghiringhelli de AzevedoSrgio Roberto de AbreuSilvia Ramos Conselho FiscalCssio RosaJsus TrindadeJos Luiz Ratton

Comit de Ex-Presidentes do Conselho de AdministraoHumberto Viana

Diretora Executiva Samira Bueno

Copyright Frum Brasileiro de Segurana Pblica ISSN 1983-7634

equiPe Frum Brasileiro de segurana PBlica

Coordenao GeralRenato Srgio de Lima Samira Bueno

Coordenao InstitucionalPatrcia Nogueira Prglhf

Equipe Administrativo-FinanceiraDbora LopesHilda MancusoMarianni Costa

Equipe TcnicaAna Carolina PeknyBeatriz Rodrigues Las Figueiredo

EstagiriosIsabela SobralVitor Chaves

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5

Ficha tcnica

anurio Brasileiro de segurana PBlica 2014

Coordenao GeralRenato Srgio de Lima Samira Bueno

Assistente de CoordenaoBeatriz Rodrigues

Equipe TcnicaAna Carolina PeknyLas FigueiredoPatrcia Nogueira Prglhf

EstagiriosIsabela SobralVitor Moneo

Consultoria TcnicaCimar Alejandro Prieto AparcioTlio Kahn

TextosBeatriz RodriguesCarolina RicardoDaniel CerqueiraFabiana Luci de OliveiraFbio de S e SilvaLenin PiresLuciana de Oliveira RamosLuciana Gross Cunha

Marcello Fragano BairdMaria Fernanda Tourinho PeresNatlia PollachiRafael AlcadipaniRafael CustdioRegina MikiRenato Srgio de LimaRobert MuggahSamira BuenoTlio KahnUrsula Peres

AgradecimentosBruno Cesar Grossi de SouzaDbora PereiraIsabel FigueiredoJanaina PenalvaJander RamonJos Francisco Scaglione QuarenteiJos Reinaldo de Lima LopesMarcello Barros de OliveiraMaria Jos TonelliOscar Vilhena VieiraRafael RodriguesRaphael FerrariRegina MikiRenato De VittoTatiana Whately de MouraVaney Fornazieri

Secretaria Nacional de Segurana Pblica SENASP/MJSecretarias Estaduais de Segurana Pblica ou Defesa SocialDepartamento Penitencirio Nacional - DEPENGestores Estaduais do SINESP

Open Society Foundations - OSFFundao FordCAF Banco da Amrica LatinaBID Banco Interamericano para o DesenvolvimentoInstituto ArapyaFGV EAESP FGV Direito SP (Centro de Pesquisas Jurdicas Aplicadas CPJA)Instituto IgarapInstituto Sou da PazLetra CertaUrbania

Assessoria de ComunicaoLetra Certa Estratgia e Ttica em Comunicao (11) 3812-6956

Edio de arteURBANIA (11) 3828-3991

Nota legalOs textos e opinies expressos no Anurio Brasileiro de Segurana Pblica so de responsabilidade institucional e/ou, quando assinados, de seus respectivos autores. Os contedos e o teor das anlises publicadas no necessariamente refletem a opinio de todos os colaboradores envolvidos na produo do Anurio, bem como dos integrantes dos Conselhos Diretivos da instituio.

Licena Creative Commons permitido copiar, distribuir, exibir e executar a obra, e criar obras derivadas sob as seguintes condies: dar crdito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante; no utilizar essa obra com finalidades comercias; para alterao, transformao ou criao de outra obra com base nessa, a distribuio desta nova obra dever estar sob uma licena idntica a essa.

Apoio/PatrocnioEdio 2014 do Anurio Brasileiro de Segurana Pblica

Open Society Foundations - OSF

Fundao Getulio Vargas FGV (EAESP e Direito SP: projeto O Brasil que Queremos)

CAF Banco da Amrica Latina

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Segurana Pblica em Nmeros

A cada 10 minutos, 1 pessoa assassinada no pas

ESTUPROS

PRISES

VITImIzaO E LETaLIdadE POLIcIaL

SOcIOEdUcaTIVO

aSSaSSINaTOS

E o que o Brasil pode fazer para mudar esse triste quadro?

53.646 mortes violentas em 2013, incluindo vtimas de homicdios dolosos e ocorrncias de latrocnios e leses corporais seguidas de morte.

costumam relatar o episdio s pol-cias, segundo pesquisas internacionais. Assim possvel que que o Brasil tenha convivido no ano passado com cerca de 143 mil estupros.

490 policiais tiveram mortes violentas no ano de 2013.Nos ltimos 5 anos a soma de 1.770 policiais vitimados. No mesmo perodo, as polcias brasileiras mataram o equivalente ao que as polcias dos EUA em 30 anos.

81,8% do total de mortes registradas foram cometidas por policiais em servio; en-quanto 75,3% das mortes de policiais ocorreram fora de servio.

Dos 20.532 jovens cumprindo medidas socioeducativas no Brasil em 2012, apenas 11,1% correspondem a crimes vio-lentos contra vida (homicdios e latrocnios).

Homens

Negros

15 e 29 anos

Analisando as experincias bem-sucedidas em reduzir homi-cdios nos anos 2000, cuja marca foi a cooperao e a mudan-a de prticas institucionais, e integrando os recursos hoje dis-ponveis, o Brasil rene condi-es de assumir uma meta:

11.197 11.090

Brasil2009-2013

eua1983-2012

Ao menos 6 pessoas foram mortas por dia pelas polcias brasileiras em 2013

Negros so 18,4% mais encarcerados e 30,5% mais vtimas de homicdio no Brasil

mortos

dadOS gERaIS

O nmero de pessoas encarceradas no Brasil atingiu 574.207

O nmero de presos provisrios, aguardando julgamento, atingiu 215.639 pessoas, ou, 40,1% do total de presos no sistema penitencirio, que no inclui os presos sob custdia das polcias.

50.320estupros

35% das vtimas

de estupro

foram registrados no pas em 2013, numa leve oscilao no nmero de regis-tros em relao a 2012, quando foram relatados 50.224 casos.

1,1% superior ao de 2012, quando foram registradas 53.054 mortes violentas.

65,5% de reduo de homicdios at 2030. compromisso de reduzir tais crimes a uma

mdia de 5,7% a cada ano.

93,8%

68,0%

53,3%

Encarcerados

93,9%

61,7%

54,8%

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Segurana Pblica em Nmeros

cONfIaNa NaS INSTITUIES E NaS LEIS

fINaNaS

entrevistados acionaram as polcias para resolverem problemas em que foram vtimas e/ou partcipes. Des-ses, s 37% declararam-se muito ou um pouco satis-feitos com o servio por elas prestados. 62% declara-ram-se insatisfeitos.

Em 4 anos, na atual legislatura, foram aprovados 35 projetos ligados rea da segurana pblica, sendo que 43% desses dedicados a temas de interesse cor-porativo das instituies policiais.

maPEamENTO LEgISLaTIVO

4% dos Deputados Federais eleitos para a legislatura 2015-2018 so policiais ou ex-policiais.

O maior destaque da produo legislativa foi a aprovao da lei 12.681/2012, que cria o SINESP e consolida a demanda de anos por um sistema de informao es-pecfico da rea.

O Brasil gastou em 2013 com custos da violncia, segurana pblica, prises e unidades de medidas socioeducativas.

Esse gasto equivalente a 5,4% do PIB brasileiro.

R$ 258 bilhes

R$ 192 bilhes

Despesas realizadas com Segurana Pblica em relao ao PIB e ndices de Homicdio:

Considerando apenas os r$ 61,1 bilhes gastos em 2013 com segurana pblica, Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios gastaram cerca de 8,6% mais recursos do que 2012, num indicativo da urgncia de ajustes.

Pases selecionados

Pases% em

relao ao PIB

Ns. Abs. de Homicdios

Taxa de homicdio

Unio Europia - 27 pases

1,30 5.539 1,1

Frana 1,38 665 1,0

Alemanha 1,06 662 0,8

Reino Unido 1,56 653 1,0

Brasil 1,26 50.806 25,2

Chile 0,80 550 3,1

Guatemala 0,70 6.025 39,9

EUA 1,02 14.827 4,7

Foram gastos com custos sociais da violncia; r$ 61,1 bilhes com polcias e segurana pblica; e outros r$ 4,9 bilhes com prises e uni-dades de medidas socioeducativas.

importante destacar que, dos r$ 192 bilhes de custos sociais da violncia, r$ 114 bilhes so decorrentes de perdas humanas, ou seja, vidas perdi-das. As demais despesas incluem gastos com segu-rana privada, sistema de sade e seguros.

O dficit de vagas nos presdios brasileiros cres-ceu 9,8% entre 2012 e 2013 e atingiu um to-tal de 220.057 vagas faltantes.

A maior parcela da populao prisional encontra-se presa em razo de crimes: patrimonias

49%

homicdios

12%

drogas

26%

81%

32%

33%

59%

dos entrevistados pela pesquisa da FGV Direito SP con-cordam que fcil desobedecer as leis no pas.

das pessoas entrevistadas declararam confiar no Poder Judicirio, 33% na Polcia e 48% no Mini