anne frank - prof. altair aguilar

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1. Anne Frank Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 Bergen-Belsen, 31 de Maro de 1945), foi uma adolescente alem de origem judaica, vtima do Holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentrao. Ela tornou-se mundialmente famosa com a publicao pstuma de seu Dirio, no qual escrevia as experincias do perodo em que a sua famlia se escondeu da perseguio aos judeus dos Pases Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Dirio de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e considerado um dos livros mais importantes do sculo XX. 2. Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929 em Frankfurt am Main, na Alemanha, que, naquele momento, vivia um perodo poltico democrtico conhecido como Repblica de Weimar. Anne Frank, como ficou conhecida, era a segunda filha do casal Otto Frank (1889 - 1980) e Edith Frank- Hollnder (1900 - 1945). Margot Frank (1926 - 1945) era a sua irm, trs anos mais velha. Os Frank eram uma famlia de judeus liberais, que no seguiam todos os costumes e tradies do judasmo e viviam em uma comunidade de cidados judeus e no judeus de vrias religies. Edith Frank era a mais devota da famlia, enquanto Otto Frank estava interessado em atividades acadmicas e tinha uma extensa biblioteca. Os pais incentivam as crianas a lerem desde de muito cedo. 3. Em 13 de maro de 1933, foram realizadas eleies para o conselho municipal de Frankfurt e o partido nazista de Adolf Hitler sai vitorioso. Manifestaes antissemitas ocorreram quase que imediatamente e a famlia Frank comeou a temer o que aconteceria a eles se permanecessem na Alemanha. Mais tarde, naquele mesmo ano, Edith e as crianas foram para Aquisgrano, onde ficaram com a me de Edith, Rosa Hollnder e Kzia Lascosck,que tambm se refugiaria durante a guerra. Otto Frank permaneceu em Frankfurt, mas depois de receber uma oferta para iniciar uma empresa em Amsterd, mudou-se para l a fim de organizar o negcio da vida e arranjar muito dinheiro e acomodaes para a famlia. Os Frank estavam entre os cerca de 300 000 judeus que fugiram da Alemanha entre 1933 e 1939 4. Otto Frank comeou a trabalhar na Opekta, uma empresa que vendia um extrato de fruta chamado pectina e encontrou um apartamento na praa Merwede, em Amsterd. Em fevereiro de 1934, Edith e as crianas chegaram em Amsterd e as duas meninas foram matriculadas na escola: Margot em escola pblica e Anne em uma escola montessoriana. Margot demonstrava habilidade em aritmtica enquanto que Anne mostrava aptido para a leitura e escrita. Sua amiga Hanneli Goslar depois lembrou que, desde a infncia, Anne escrevia frequentemente, embora ela no permitisse aos outros que lessem e se recusasse a discutir o contedo da sua escrita. As irms Frank tinham personalidades altamente distintas: Margot era bem-educada, reservada e estudiosa, enquanto Anne era franca, enrgica e extrovertida. 5. As irms Frank iam bem em seus estudos e tinham muitos amigos, mas, com a introduo de um decreto que determinava que crianas judias poderiam se matricular apenas em escolas judaicas, elas tiveram que se matricular no liceu Judaico. Em abril de 1941, Otto Frank tomou algumas medidas importantes para evitar que sua empresa, a Pectacon, fosse confiscada pelo governo por ser uma empresa de propriedade judaica. Ele transferiu suas aes da Pectacon para Johannes Kleiman e renunciou ao cargo de diretor. A empresa foi liquidada e todos os ativo transferidos para Gies and Company, comandada por Jan Gies. Em dezembro de 1941, ocorreu um processo semelhante para salvar a Opekta. Os negcios continuaram, apesar desta pequena mudana, e permitiram a sobrevivncia de Otto Frank, que passou a ganhar uma renda mnima, mas suficiente para sustentar sua famlia. 6. No seu 13 aniversrio, em 12 de junho de 1942, Anne Frank ganhou de presente um livro que ela tinha mostrado a seu pai em uma vitrine alguns dias antes. Embora originalmente fosse um livro de autgrafos, com uma estampa xadrez em vermelho e verde e com um pequeno cadeado na parte da frente, Anne decidiu que iria us-lo como dirio e comeou a escrever nele quase que imediatamente. Enquanto muitas de suas observaes de incio descrevessem os aspectos mundanos de sua vida, ela tambm descreveu algumas das mudanas que ocorreram nos Pases Baixos desde a ocupao alem. Em sua entrada datada de 20 de junho de 1942, ela enumerou muitas das restries que haviam sido colocadas sobre a vida da populao judaica neerlandesa e observou, tambm, o pesar que sentia pela morte de sua av no incio deste mesmo ano. 7. Anne sonhava em ser jornalista. Ela tambm adorava assistir filmes, mas os judeus neerlandeses foram proibidos de ter acesso s salas de cinema a partir de 8 de janeiro de 1941. Em julho de 1942, Margot Frank recebeu uma carta do Jdische Zentralstelle fr Auswanderung (Escritrio Central de Emigrao Judaica). Era um aviso prvio, ordenando que ela fosse para um dos Campos de concentrao nazistas. Otto Frank ento revelou famlia seus planos prvios para que eles fossem se esconder em uma espcie de anexo secreto atrs de sua empresa, na rua Prinsengracht, uma rua junto a um dos canais de Amsterdam , onde alguns de seus empregados mais confiveis os ajudariam. A carta de Margot os forou a se mudar algumas semanas mais cedo do que ele tinha previsto. 8. Na manh do dia 9 de julho de 1942, uma segunda-feira, a famlia mudou-se para seu esconderijo, um anexo secreto. O apartamento deles foi deixado em um estado de desordem para criar a impresso de que tinham partido repentinamente. Otto Frank tambm deixou uma nota que insinuava que eles estavam indo para a Sua. A necessidade de sigilo os forou a deixar para trs o gato de Anne, Moortje. Como os judeus no estavam autorizados a utilizar os transportes pblicos, eles andaram vrios quilmetros, cada um deles vestindo vrias camadas de roupa, pois no podiam ser vistos carregando bagagem. O Achterhuis (a palavra neerlandesa que denota a parte traseira de uma casa, traduzido como "anexo secreto") era um espao de trs andares, com entrada a partir de um patamar acima dos escritrios da Opekta. Duas salas pequenas, com um banheiro contguo ficavam no primeiro nvel, acima de um maior espao aberto, com uma pequena sala ao lado. A partir desta sala menor, uma escada levava ao sto. A porta para o Achterhuis ("Anexo Secreto") foi, posteriormente, coberta por uma estante de livros para garantir que ele permanecesse oculto. O edifcio principal, situado a uma quadra da Westerkerk ("igreja do oeste"), era o tipo de edifcio tpico dos bairros ocidentais de Amsterd. 9. Anne Frank escreveu sobre a dedicao e os esforos dos amigos para elevar o moral dentro da casa durante os perodos mais perigoso. Todos estavam cientes de que, se pegos, os ajudantes poderiam ser condenados a pena de morte por abrigar judeus. Anne escreveu de seu prazer em ter novas pessoas para conversar, mas logo tenses se desenvolveram dentro do grupo, que fora forado a viver em tais condies de confinamento. Algum tempo depois, aps no ter se dado bem com o tmido e desajeitado Peter, eles comearam a se entender, e at comearam um romance. Seu primeiro beijo foi com Peter, mas sua paixo por ele comeou a diminuir quando ela questionou se os seus sentimentos por ele eram genunos, ou resultado do confinamento compartilhado. Anne Frank criou um vnculo estreito com cada um dos ajudantes e Otto Frank relembrou mais tarde que ela ficava entusiasmada com as visitas. Ele ainda observou que Anne era muito amiga de Bep Voskuijl: "A jovem datilgrafa ... As duas muitas vezes ficavam sussurrando pelos cantos." 10. No seu texto, Anne Frank examinou seus relacionamentos com os membros de sua famlia, e as fortes diferenas de personalidades. Ela se considerava a filha mais prxima emocionalmente de seu pai, que depois comentou: "Eu tinha um melhor relacionamento com Anne do que com Margot, que era mais apegada me. A razo para isso pode ter sido o fato de Margot raramente mostrar seus sentimentos e no precisar de tanto apoio porque no sofria as mudanas de humor de Anne." As irms Frank comearam uma relao mais estreita do que tinham antes de se esconderem, embora Anne s vezes expressasse cimes em relao a Margot, particularmente quando os moradores do esconderijo criticavam Anne por no ter a natureza gentil e plcida de Margot. Com o amadurecimento, as irms foram capazes de confiar mais uma na outra. Em 12 de janeiro de 1944, Anne escreveu, "Margot est muito melhor... Ela no est to hostil esses dias e est se tornando uma verdadeira amiga. Ela no me v mais como um beb." 11. Anne tambm escreveu frequentemente sobre seu difcil relacionamento com a me e de sua ambivalncia em relao a ela. Em 7 de novembro de 1942, ela descreveu seu "desprezo" por sua me e sua incapacidade de "enfrent-la com o seu descuido, seu sarcasmo e sua dureza de corao", antes de concluir: "Ela no uma me para mim." Mais tarde, como ela retrata no dirio, Anne sentiu-se envergonhada da sua atitude severa, escrevendo: "Anne, voc mesma falando de dio? Ah, Anne, como pde?". Ela veio a entender que suas diferenas resultaram de mal-entendidos que foram tanto culpa dela como da me, e viu que tinha escrito coisas ruins de sua me desnecessariamente, que a me tambm sofria com a situao. Com essa percepo, Anne comeou a tratar a me com um grau de tolerncia e respeito. 12. As irms Frank queriam voltar para a escola assim que pudessem, e continuaram com os estudos enquanto estavam escondidas. Margot entrou em um curso por correspondncia no nome de Bep Voskuijl, e recebeu notas altas. A maior parte do tempo Anne passou lendo e estudando, e ela regularmente escrevia em seu dirio, e editava-o. Alm de fornecer uma narrativa dos acontecimentos da poca, Anne tambm escreveu sobre seus sentimentos, crenas e ambies, assuntos esses que ela no podia se sentir segura para discutir com ningum. Com o crescimento da confiana em sua escrita, e seu prprio amadurecimento, ela comeou a escrever sobre assuntos mais abstrat