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  • ANEXO VIII

    ESPECIFICAES TCNICAS PARA A CONSTRUO DE

    MDULOS SANITRIOS.

  • 1. Consideraes preliminares

    O mdulo sanitrio uma obra com fim social e que visa a melhoria das condies de

    higiene e sade pblica nas localidades aonde so instalados, destina-se famlias de baixa renda

    que no possuam e que no tenham condies de construir o seu prprio banheiro e demais

    instalaes sanitrias adequadas para o destino do esgoto sanitrio domiciliar. necessrio

    ento, a execuo de um inqurito sanitrio, nos locais aonde se pretende construir os mdulos,

    visando a melhor aplicao dos recursos pblicos de forma a maximizar os benefcios da obra no

    que se refere sade pblica. O inqurito sanitrio resultar numa lista de beneficirios que

    devero ser contemplados com a construo do mdulo sanitrio e demais melhorias conforme a

    necessidade. A FUNASA s reconhecer a construo dos mdulos sanitrios nos endereos

    indicados exatamente na lista de beneficirios, qualquer alterao que venha a ser necessria deve

    ser justificada e comunicada imediatamente FUNASA, que aps a apreciao da justificativa

    acatar, ou no, uma nova lista de beneficirios.

    Este projeto foi desenvolvido na suposio de que existe no local uma fonte de gua

    disponvel , com vazo mnima de 0,5 l/s e presso mnima de 5 MCA, caso no seja a realidade

    local, consultar o corpo tcnico da FUNASA para as devidas alteraes.

    A construo do mdulo sanitrio dever ser complementada por um programa

    educacional, de forma a dar s famlias beneficiadas melhores condies para o aproveitamento e

    durabilidade da obra, garantindo assim que a melhoria seja utilizada de maneira adequada para

    que venha a atender aos seus objetivos.

    1. Descrio

    O mdulo sanitrio uma obra de construo civil composta de: banheiro, fossa sptica e

    sumidouro. Como toda a obra de construo civil dever atender s condies impostas pelas

    normas brasileiras (ABNT) no que se refere resistncia, segurana e utilizao, pertinentes

    ao assunto. Esta especificao e o projeto que a acompanha apenas uma referncia e uma

    contribuio da FUNASA para a facilitar a execuo da obra, caber conveniada e ao seu corpo

    tcnico ou aquele que venha a representar legal e tecnicamente conveniada analisar o projeto e

    responder pelo seu contedo e pela sua execuo, sendo necessrio inclusive a apresentao da

    ART CREA/GO paga referente ao projeto e execuo da obra.

    2. Materiais de construo

    Os materiais de construo devero ser apreciados e aprovados pela convenente antes da

    sua utilizao, sem prejuzo de outras fiscalizaes que podero ser efetuadas pela FUNASA.

    De maneira geral os materiais devero ser de boa qualidade e atender s seguintes normas

    brasileiras da ABNT:

    Blocos cermicos: NBR 7171

    Tijolos cermicos macios: NBR 7170

    Argamassas: NBR 7215, NBR 7223 e NBR 8522

    Tubos e conexes de PVC soldvel para instalaes prediais: NBR 5648

    Tubos e conexes de PVC para esgoto sanitrio predial: NBR 10570, NBR 7367

    Bacia sanitria: NBR 9060, NBR 6498

    Lavatrio: NBR 10353

    Torneiras: NBR 10281

    Registros: NBR 10071, NBR 11306, NBR 10929

    Caixas de descarga: NBR 11852

  • Caso a localidade j conte com rede de esgoto sanitrio, o ramal de esgoto do banheiro

    Telhas de fibrocimento: NBR 7581, NBR 7196 e NBR 9066

    Cimento Portland : NBR 5732

    Agregados para concreto : NBR 7211

    Fator gua/cimento : NBR 6118

    3. Execuo da obra

    As recomendaes a seguir devem ser adotadas sem prejuzo s normas brasileiras

    pertinentes e de forma alguma pretende esgotar o assunto. Em casos aonde as recomendaes no

    se mostrem adequadas , sua aplicao se torne extremamente difcil, em casos omissos ou que

    no haja uma boa compreenso, o corpo tcnico da FUNASA dever ser consultado.

    4.1 Locao da obra

    O banheiro dever ser locado de forma que a porta do mdulo fique de frente e paralela ao

    fundo da casa da famlia beneficiada, e o caimento do telhado do mdulo dever concordar com o

    caimento do telhado da casa.

    O banheiro padro foi projetado para ser construdo de 2 a 5 metros de distncia da casa,

    funcionando de forma independente da mesma. Entre a casa e o banheiro no devero haver

    quaisquer obstculos.

    A construo do banheiro no interior da casa permitida, porm neste caso a conveniada

    dever apresentar um projeto especfico para cada casa, cada projeto especfico estar sujeito s

    seguintes condies para que venham a ser aceitos pela FUNASA:

    S podero ser utilizados materiais e servios que estejam previstos na planilha oramentria

    do projeto do banheiro padro;

    O projeto especfico dever atender a todos os requezitos, tcnicos e funcionais, aos quais

    atende o projeto padro; O custo total do banheiro de forma alguma poder ser maior que o do banheiro padro;

    Os materiais empregados devero ser da mesma qualidade dos empregados no banheiro

    padro;

    Os materiais e servios previstos para o banheiro padro que porventura no sejam utilizados

    sero descontados do valor do banheiro;

    A conveniada ou aquele que venha a represent-la tecnicamente arcaro sozinhas com todo e

    quaisquer nus referentes a danos que venham a ocorrer devido s obras executadas no interior

    ou nos limites das casas.

    No permitido o uso de recursos provenientes da FUNASA para quaisquer tipo de reparo nas

    casas.

    Os mdulos sanitrios que necessitem sofrer alteraes para o atendimento das necessidades

    especiais dos deficientes fsicos sero objeto de anlise em separado, e neste caso os custos e itens

    adicionais podero ser includos no oramento.

    O tanque sptico dever ser instalado o mais prximo possvel do banheiro, em cota

    topogrfica igual ou inferior do banheiro, de preferncia na frente da casa, o mais prximo

    possvel da via pblica.

    O sumidouro dever ser locado em terreno com taxa de percolao mnima de 400 min/m,

    em casos de solos de mais baixa porosidade ou terrenos com o lenol fretico prximo

    superfcie, principalmente naqueles locais aonde a gua subterrnea explorada para consumo

    humano, consultar o corpo tcnico da FUNASA.

  • Caso a localidade j conte com rede de esgoto sanitrio, o ramal de esgoto do banheiro dever

    ser lanado diretamente na rede coletora de esgoto pblica, neste caso, a fossa e o sumidouro

    no devero ser construdos.

    4.2 Fundao

    A fundao do banheiro dever ser executada em alvenaria de tijolos macios ou de pedra,

    granito ou pedra com resistncia similar, conforme a disponibilidade do material na regio e

    construda de forma a garantir a estabilidade da edificao do banheiro. A alvenaria de fundao

    dever ter as seguintes dimenses mnimas:

    Largura maior ou igual a 0,20 metros;

    Altura maior ou igual a 0,30 metros;

    O comprimento dever apoiar todas as paredes do banheiro, inclusive as paredes que apiam a pia

    e o tanque de lavar roupas.

    As cavas para a fundao devero ser agulhadas com pedra de mo, granilitica, e apiloadas

    com mao de no mnimo 8 kg, sobre a cava apiloada ser aplicado uma camada de 5 centmetros de

    concreto magro e ento dever ser construda a alvenaria de fundao. Recomendamos que os

    tijolos ou pedras sejam assentados em argamassa de cimento com areia grossa no trao de 1:6.

    A fundao dever ser disposta e construda de forma a no interferir de nenhuma maneira

    com a fundao da casa existente.

    Uma ateno especial dever ser dada execuo da fundao no que se refere ao

    nivelamento e ao esquadro, de forma a permitir a construo adequada das paredes do banheiro.

    4.2.1Alvenaria de Pedras

    4.2.1.1Materiais

    As pedras sero de dimenses regulares, de conformidade com a indicao do projeto. No ser

    admitida a utilizao de pedras originadas de rochas em decomposio.

    4.2.2.2Processo Executivo

    As alvenarias de pedra sero executadas em obedincia s dimenses e alinhamentos indicados no

    projeto. Os leitos sero executados a martelo. As pedras sero molhadas antes do

    assentamento, envolvidas com argamassa e caladas a malho de madeira at permanecerem fixas na

    sua posio. Em seguida, as pedras sero caladas com lascas de pedra dura, com forma e

    dimenses adequadas. A alvenaria dever tomar uma forma macia, sem vazios ou interstcios. No

    caso de alvenaria no aparelhada, as camadas devero ser respaldadas horizontalmente. O

    assentamento das pedras ser executado com argamassa de cimento e areia, no trao volumtrico

    1:3, quando no especificado pelo projeto ou Fiscalizao. As pedras sero comprimidas at que a

    argamassa reflua pelos lados e juntas.

    4.3 Paredes

    4.3.1Alvenaria

    A alvenaria das paredes do banheiro devero ser executadas com blocos cermicos de

    10x20x20 cm, e devero ser assentados em juntas de 1,0 cm, conforme o projeto. A alvenaria

    vedao com resistncia compresso igual ou superior a 2,5 MPa, com dimenses nominais

    dever ser executada em prumo e esquadro perfeito.

    As juntas devero vedar completamente os furos dos blocos, impossibilitando que

    quaisquer animais ou vegetais venham a neles se alojarem.

  • Para a perfeita aderncia do emboo, ser aplicado chapisco de argamassa de cimento e

    areia, no trao em volume de 1:3, sobre a alvenaria e em seguida ser aplicado o emboo.

    Os blocos a serem empregados nas alvenarias com funo portante ou de vedao devero

    apresentar dimenses padronizadas, sem grandes desvios de forma ou grandes variaes