Anexo II Complexo Industrial Matriz Tecnológica Mercadoló 5 - AAE... · 4.1 Porto e Instalações…

Download Anexo II Complexo Industrial Matriz Tecnológica Mercadoló 5 - AAE... · 4.1 Porto e Instalações…

Post on 11-Nov-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 264

    Anexo II

    Complexo Industrial Matriz Tecnolgica Mercadolgica

  • Avaliao Ambiental Estratgica do Programa

    Multimodal de Transporte e Desenvolvimento Mnero-

    Industrial da Regio Cacaueira

    COMPLEXO PORTO SUL

    Complexo Industrial

    Matriz Tecnolgica-Mercadolgica

    Agosto / 2009

  • Avaliao Ambiental Estratgica do Programa Multimodal de Transporte e Desenvolvimento

    Mnero-Industrial da Regio Cacaueira

    COMPLEXO PORTO SUL

    GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

    SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DA BAHIA

    INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE

    DIRETORA GERAL

    Elizabeth Souto Wagner

    ASSESSORIA TCNICA Ronaldo Martins

    DIRETORIA DE FISCALIZAO E MONITORAMENTO AMBIENTAL

    Pedro Ricardo Moreira

    DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS Sidrnio Bastos

    DIRETORIA DE FLORESTA, FLORA E FAUNA

    Ruy Muricy

    DIRETORIA DE LICENCIAMENTO Silvio Orrico

    COORDENAO DE LICENCIAMENTO

    Ana Cordeiro

  • Avaliao Ambiental Estratgica do Programa Multimodal de Transporte e Desenvolvimento

    Mnero-Industrial da Regio Cacaueira

    COMPLEXO PORTO SUL

    Complexo Industrial

    Matriz Tecnolgica-Mercadolgica PPE - 11521

    Laboratrio Interdisciplinar de Meio Ambiente

    Coordenao Geral: Emilio Lbre La Rovere

    Coordenao Tcnica: Heliana Vilela de Oliveira Silva

    Responsvel Tcnico: Manoel Henrique Golleg Placido

  • Sumrio

    1. Introduo ....................................................................................................................... 1

    2. Construo Conceitual ................................................................................................... 2

    2.1 Matriz Tecnolgica / Mercadolgica ( Matriz Tec/Mec) ...................................................................... 2

    3. Formao do Objeto AAE ............................................................................................... 3

    3.1 Conjugao Macro Eixos ...................................................................................................................... 3

    4. Complexo Porturio ........................................................................................................ 4

    4.1 Porto e Instalaes On Shore / Off Shore ........................................................................................... 4 4.2 Ptios Logsticos ................................................................................................................................... 6 4.3 Complexo Porturio Dimenso Plena .............................................................................................. 8

    5. Complexo Industrial Potencial ....................................................................................... 9

    5.1 Ncleo Base Complexo Industrial .................................................................................................... 9 5.2 Ncleo Base Complexo de Servios .............................................................................................. 10 5.3 Ncleo Potencial ................................................................................................................................. 10 5.4 Matriz Tec / Mec Projeto Porto Sul ................................................................................................. 10

    6. Complexo Industrial e Servios Ncleo Base .......................................................... 11

    6.1 Usina Siderrgica ................................................................................................................................ 11 6.2 Usina de Peletizao ........................................................................................................................... 11 6.3 Indstria Automobilstica (Montadora de Veculos Leves) ............................................................. 12 6.4 Usina Termeltrica UTE ................................................................................................................... 12 6.5 Fabricao de Cimento ....................................................................................................................... 12 6.6 Fabricao de Perfis Estruturais em Ao ......................................................................................... 12 6.7 Alimentao Coletiva .......................................................................................................................... 13 6.8 Transporte Fretado ............................................................................................................................. 13 6.9 Centro de Atendimento Mdico ......................................................................................................... 13 6.10 Complexo Industrial e Servios Dimenso Plena ...................................................................... 14

    7. Ncleos Potenciais e Teoria da Polarizao ............................................................... 15

    7.1 Descentralizao e Regionalizao dos Ncleos Potenciais ......................................................... 15 7.2 Ncleo Potencial Referncia .............................................................................................................. 16

    8. Consolidao do Objeto AAE ...................................................................................... 18

    8.1 Objeto AAE .......................................................................................................................................... 18 8.2 Atemporalidade ................................................................................................................................... 19 8.3 Maturao do Investimento................................................................................................................ 19 8.4 Potencial Poluidor ............................................................................................................................... 19

    9. Perfil do Objeto AAE e Magnitudes ............................................................................. 21

    9.1 Complexo Porturio Magnitudes Dimenso Plena ....................................................................... 21 9.2 Complexo Industrial Potencial Magnitudes Dimenso Plena ..................................................... 21 9.3 Investigao Setorial .......................................................................................................................... 22

    10. Objeto AAE Magnitudes Dimenso Plena ................................................................ 23

    10.1 Objeto AAE ........................................................................................................................................ 23 10.2 Objeto AAE Magnitude Especfica do Emprego ......................................................................... 23 10.3 Objeto AAE Magnitude Global do Emprego ................................................................................ 23 10.4 Matriz Insumo-Produto / MGE .......................................................................................................... 23 10.5 Formao Bruta de Capital Fixo ...................................................................................................... 24 10.6 Consolidao ...................................................................................................................................... 25

    11. Objeto AAE - Maturao do Investimento ................................................................... 26

    11.1 Maturao dos Investimentos ......................................................................................................... 26

    12. Objeto AAE - Caracterstica Ambiental ....................................................................... 28

    12.1 Magnitude do Potencial Poluidor e o Investimento ...................................................................... 28

  • Lista de Anexos

    Anexo I. Notas Metodolgicas Matriz TEC / MEC ...................................................................... 30

    Anexo II. Dinmica da Articulao Produtiva ........................................................................... 32

    Anexo III. Teoria da Polarizao .............................................................................................. 34

    Anexo IV. Descentralizao e Regionalizao Ncleos Potenciais ........................................... 37

    Anexo V. IBGE - Setores Industriais e Servios Descrio da Atividade .............................. 41

    Anexo VI. Objeto AAE - Cronograma de Maturao do Investimento e Emprego -

    Dimenso Plena - Matriz Detalhada .............................................................................................. 42

    Referncias Bibliogrficas ......................................................................................................... 43

  • 1

    1. Introduo

    A Avaliao Ambiental Estratgica do Porto Sul pressupe a modelagem do complexo industrial que

    nele se localizar, prospeco e conhecimento de mdulos industriais, de modo a torn-lo funcional

    aplicao da AAE.

    Somente com esse espectro industrial e de servios, com a perspectiva tecnolgica e mercadolgica

    desse conjunto, ser possvel avanar no desenvolvimento desta AAE. Assim, seu primeiro passo

    ser a definio de seu Objeto, a Configurao Industrial Potencial que tende a se estabelecer na

    rea de estudo.

    Quatro macro-eixos conduzem esta abordagem:

    A concepo do Porto Sul. O Porto Sul um empreendimento concebido no Planejamento

    Estratgico do Estado da Bahia e corresponde ao extremo leste da Ferrovia Oeste-Leste, ou seja,

    o seu porto no Oceano Atlntico. Esta ferrovia, tambm proposta na estratgia de

    desenvolvimento estadual, visa estabelecer um eixo logstico transversal que articula este porto

    martimo com a regio do Brasil Central;

    O componente determinante do Porto Sul, que repousa na extrao de minrio de ferro em

    Caetit, transporte ferrovirio e exportao em porto off shore TUP, Porto Pblico e ZAL e a

    ser construdo em Ponta da Tulha, Ilhus, tendo a Bahia Minerao Ltda. (BML) e o Estado da

    Bahia como agentes empreendedores;

    A insero estratgica do Porto Sul. A Ferrovia Oeste-Leste e seu principal componente logstico,

    o Porto Sul, so empreendimentos estratgicos do Governo da Bahia e inseridos na estratgia

    logstica nacional;

    A dimenso estruturante do Projeto, que tem seu determinismo potencial abrigado na atitude do

    governo, quando o define como eixo de articulao leste-oeste do Brasil proposto pelo governo

    da Bahia, ruptura dos paradigmas Norte-Sul e Centralidade Sudeste. Vai alm com a Insero

    do Empreendimento Estratgico do Governo da Bahia na Estratgia Nacional e Eixo de

    agregao de valor capturando as cadeias dinmicas do Estado e articulao de capacidade

    logstico-produtiva estabelecida do sul e sudoeste do Estado com o Brasil Central, inclusive o

    norte de Minas Gerais.

    Um complexo desta magnitude causar reao em cadeia, em funo de sua existncia, no

    podendo ser avaliado ambientalmente s por ele mesmo, mas envolvendo esse potencial. Esse

    complexo porturio industrial ser presena que provocar a formao expressiva de um parque

    produtor decorrente dessa dimenso e induzindo crescimento econmico alm dessa dimenso.

  • 2

    2. Construo Conceitual

    2.1 Matriz Tecnolgica / Mercadolgica ( Matriz Tec/Mec)

    Construo conceitual que consiste na resposta a um modelo terico (Anexo I Notas Metodolgicas-

    Matriz Tec/Mec), que delineia os mdulos industriais potenciais do Complexo Industrial, subordinados

    diversidade, magnitudes estratgicas, capacidades plenas ambicionadas e qualificados em seu

    potencial poluidor. Sua utilizao como instrumento metodolgico deve ser entendida como mtodo

    de minimizao de subjetivismos das possibilidades de integrao da estrutura industrial, de modo a

    considerar as alternativas que satisfaam os objetivos do Porto Sul.

    A concepo da matriz permite alcanar a identificao de grupos de indstrias com mais fortes

    relaes de complementaridade e potencial de mercado, objetivando a definio da configurao

    industrial potencial e moldando seu desenho perspectivo para ser avaliado ambientalmente. O tema

    indutor est na anlise das indstrias com gradientes de complementaridade e interdependncia para

    subsidiar, pela identificao e caracterizao, a maximizao das relaes internas e sua

    competitividade nos mercados decorrentes e ampliados.

    Esse complexo um conjunto de atividades industriais que mantm entre si um volume de relaes

    mais intensas e com uma intensidade de transaes para poder ser assim caracterizado e que

    possuam um expressivo coeficiente de insumos predominantes em sua interdependncia. As

    relaes de complementaridade geram a sinergia da eficincia agregada, que tender a ser maior

    que a somatria das eficincias parciais de cada unidade do complexo, minimizando o apenas estar

    competitivo e ampliando o ser competitivo.

    Este exerccio tem como objetivo maior captar, ainda que virtualmente, desdobramentos decorrentes

    da implantao e operao do empreendimento Porto Sul, considerando-se cada um dos seus

    componentes estruturais (minerao, ferrovia, porto, mercado externo). Trata-se da capacidade de

    propagao industrial provocada e a vocao voltada a setores industriais correlacionados, com

    complementaridade em gradientes de aderncia significativos, em termos de interdependncia

    tecnolgica, intensidade mercadolgica e efeitos multiplicadores.

    Nessas condies, o Objeto AAE articulador, pois, a partir de seus resultados, delineia-se a

    magnitude dos processos ambientais / regionais antevistos, quer em termos de grandes benefcios,

    quer adversos e, mais ainda, circunstancia as diretrizes e recomendaes.

  • 3

    3. Formao do Objeto AAE

    3.1 Conjugao Macro Eixos

    A conjugao dos macro-eixos do Porto Sul configura a vetorizao estratgica de sua formao e se

    debrua na articulao espacial.

    Fonte: Porto Sul Projeto Conceitual Governo da Bahia (2009)

    Esse modelo esquemtico da articulao espacial traa um eixo logstico e sincroniza a formao

    tambm espacial da estrutura multimodal do porto, a zona logstica restrita, do ncleo base, a zona

    logstica e industrial para o complexo industrial, com sua definio ZPE. Um ncleo base (mdulos

    industriais definidos com a concepo / vocao do projeto) conseqente da orientao mercado

    externo como vetor mais expressivo e que existiria mesmo sem ZPE. Sustentaria, em funo da

    natureza expectativa para o projeto, o que se poderia chamar de tipologia de ocupao espacial:

    Porto off-shore para navios de grande porte e vocao graneleira, tendo potencial para carga

    geral / contineres.

    Retro-porto, complexo industrial e de servios.

    Tipos de empreendimentos:

    Umbilicalmente ligados, que dependem do porto e devem se estabelecer na retro-rea (zona

    logstica restrita), abrigando os ptios logsticos;

    Parcialmente dependentes, compondo relaes intersetoriais em complementaridade Tec/Mec

    que alcanam componentes conexos maximais (zona logstica e industrial), caracterizado pelo

    ncleo base do complexo industrial;

    Pouco ligados, que poderiam ficar mais afastados, abrangendo ncleos industriais potenciais

    espacialmente e regionalmente induzidos ao longo do eixo logstico.

  • 4

    4. Complexo Porturio

    4.1 Porto e Instalaes On Shore / Off Shore

    O componente determinante deste projeto (exportao de minrio de ferro) e sua insero estratgica

    estadual contemplam o Porto Sul em Ponta da Tulha, Ilhus, como stio com elementos essenciais

    para agregao de valor em um n logstico, na terminao do maior eixo de transporte do Estado, a

    Ferrovia OesteLeste, e regime aduaneiro pr-qualificado como ZPE.

    Produtos a serem transportados pela ferrovia, agrcolas e biocombustveis, na exportao, e carvo

    destinado produo de coque para a siderrgica e fertilizantes, na importao, comporo, junto com

    o minrio de ferro, pauta de movimentao do Complexo Porto Sul.

    Na perspectiva Objeto AAE caracteriza mdulo componente do ncleo base e representado por um

    porto aliado a terminais diversificados com estrutura para graneis slidos, nos quais predomina o

    minrio de ferro, contando tambm com graneis lquidos, agrcolas, contineres, produtos

    siderrgicos, rochas ornamentais.

    Trata-se de porto off-shore, com ponte de acesso entre 2 e 2,7 km de extenso, com capacidade para

    navios de grande porte, pers e bacia de manobra. A vocao do Porto Sul graneleira: minrios,

    produtos agrcolas, em especial a soja (Bahia, Tocantins, Mato Grosso), tendo potencial para a

    movimentao de combustveis (lcool), carga geral e contineres, resultante da articulao

    produtiva, de logstica e de trade. O desenho a seguir apresenta sua perspectiva:

    Fonte: Porto Sul Projeto Conceitual Governo da Bahia (2009)

  • 5

    Eixo de agregao de valor, capturando as cadeias dinmicas do Estado, contempla alternativas

    potenciais representadas:

    pela diversidade de cargas em articulao de logstica e de trade, tendo o porto como elemento

    logstico;

    pela articulao produtiva, tendo o porto como elemento conjunto com a zona industrial restrita.

    O Anexo II Dinmica da Articulao Produtiva apresenta detalhadamente esta abrangncia

    produtiva, logstica e trade.

    Equacionando esta adequao, sua descrio contempla:

    reas do TUP terminal privado com uso compartilhado com o poder pblico;

    Porto Pblico rea logstica de domnio federal;

    ZAL rea de armazenamento de domnio do Estado da Bahia.

    Onde, o per de minrio, especfico BML, para recebimento ferrovirio do minrio, ptio logstico de

    estocagem e embarque de 50 milhes de toneladas ano de minrio de ferro e pellets. Ir operar

    navios de grande porte, graneleiros de 170.000 dwt inicialmente e at 220.000 dwt no futuro, com

    calados de 18 m e 22 m, respectivamente. Em sua rea on shore ter a infraestrutura de servios

    para abrigar instalaes, prdios administrativos, servios, utilidades etc.

    Perspectiva do per de carga de minrios.

    Fonte: Porto Sul Projeto Conceitual Governo da Bahia (2009)

  • 6

    Per de contineres, de mltiplo uso, diante do potencial e da diversidade de produtos da dinmica de

    articulao produtiva, contemplando carga containerizada e, em sua extenso, terminais para a

    diversidade potencial de cargas mencionadas e para produtos siderrgicos, celulose, madeira, pedras

    ornamentais e embarque roll-on/roll-off de veculos:

    Terminal de Contineres, para navios portacontineres com capacidade para 4.000 a 5.000 TEU

    inicialmente. Sua dimenso plena, refletindo o raio de captao de cargas consolidado e abrigado

    na rea de influncia direta e estendida do Plano Diretor de Desenvolvimento do Complexo Porto

    Sul, receberia navios de ltima gerao, para 8.000 / 10.000 TEU, diante da capacidade

    mencionada no estudo de cargas / terminais logsticos, de 300.000 TEU e da diversidade

    potencial de cargas;

    Terminal de produtos s

Recommended

View more >