andrÉ vinÍcius nunes silva a (in)compatibilidade ...· 4.2.2.2.princípio da liberdade dos modelos

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  • UNIVERSIDADE DE BRASLIA UNB

    FACULDADE DE DIREITO

    ANDR VINCIUS NUNES SILVA

    A (IN)COMPATIBILIDADE JURDICA DO ESTABELECIMENTO D E

    FRANQUIAS NO SERVIO DE BANDA LARGA FIXA COM A LEI DO

    MARCO CIVIL DA INTERNET

    Braslia

    2016

  • ANDR VINCIUS NUNES SILVA

    A (IN)COMPATIBILIDADE JURDICA DO ESTABELECIMENTO D E

    FRANQUIAS NO SERVIO DE BANDA LARGA FIXA COM A LEI DO

    MARCO CIVIL DA INTERNET

    Monografia apresentada como requisito

    parcial obteno do grau de bacharel em

    Direito pela Faculdade de Direito da

    Universidade de Braslia.

    Orientador: Prof. Dr. Mrcio Nunes

    Iorio Aranha Oliveira

    Braslia

    2016

  • ANDR VINCIUS NUNES SILVA

    A (IN)COMPATIBILIDADE JURDICA DO ESTABELECIMENTO D E

    FRANQUIAS NO SERVIO DE BANDA LARGA FIXA COM A LEI DO

    MARCO CIVIL DA INTERNET.

    Monografia apresentada como requisito parcial obteno do grau de bacharel em

    Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Braslia.

    ______________________________________

    Prof. Dr. Mrcio Nunes Iorio Aranha Oliveira

    Orientador

    ______________________________________

    Dr. Alexandre Pereira Pinheiro

    Membro da banca

    __________________________________________

    Dr. Edmundo Belarmino Ribeiro dos Anjos

    Membro da banca

    _____________________________________

    Prof. Dr. Othon de Azevedo Lopes

    Membro suplente da banca

    Braslia, 29 de novembro de 2016

  • Agradecimentos

    Agradeo primeiramente a Deus, Pai da vida, que me deu foras para concluir este trabalho.

    Dedico este trabalho aos meus pais, Manoel e Maria da Glria, por todo o esforo dedicado aos meus estudos. Sem vocs, eu no conseguiria chegar at aqui.

    s minhas queridas irms Manoela e Elaine, que sempre acreditaram em mim e me impulsionaram para chegar ao meu objetivo. minha sobrinha Brenda, pela companhia e apoio. Aos meus cunhados Paulo Tiago e Pedro pela fora.

    Aos meus tios, primos e familiares pela convivncia e apoio.

    Ao meu amigo Hilton, que sempre me incentivou para essa conquista.

    minha pastora Luzia Maria da Costa, que me ensinou os primeiros passos da f que me fizeram chegar ao que sou hoje.

    Ao meu amigo Vitor Elisio, que me acolheu em Braslia e me deu apoio para conquistar o meu objetivo.

    Aos meus pastores Regisnaldo e Elza, que me receberam com carinho e so referenciais para minha vida.

    Aos meus colegas da SCD, que me ajudaram a desenvolver esse trabalho. Em especial ao Rodolfo e ao Cludio Silva pelas consultorias.

    Ao Prof. Dr. Marcio Iorio Aranha, pela prontido e dedicao em fazer a orientao deste trabalho.

    A todos os meus amigos que contriburam para essa conquista.

    Muito obrigado!

    Andr Vincius Nunes Silva

  • RESUMO

    A presente pesquisa discute a compatibilidade do estabelecimento de franquias

    de dados no Servio de Comunicao Multimdia (servio de banda larga fixa

    brasileiro) com a Lei n 12.965, de 23 de abril de 2014, conhecida como o Marco

    Civil da Internet. A teoria de Charles Eisenmann sobre o princpio da legalidade e a

    viso de Alexandre Santos de Arago sobre a legalidade principiolgica so

    apresentadas e discutidas, bem como as diferentes concepes sobre a aplicabilidade

    do princpio da legalidade atuao da Administrao Pblica. Ademais, esta

    pesquisa analisa as dimenses e os limites do poder normativo das agncias

    reguladoras, as quais foram criadas durante o processo de reestruturao do Estado

    Brasileiro para regular determinados setores da economia, focando-se o histrico da

    internet e a sua importncia para a sociedade atual, bem como as naturezas jurdicas

    do Servio de Conexo Internet e do Servio de Comunicao Multimdia - SCM, o

    qual serve como um suporte essencial para o acesso banda larga fixa. O marco

    regulatrio do SCM ento comparado com os fundamentos, princpios e objetivos

    do Marco Civil da Internet. Finalmente, os argumentos favorveis e contrrios ao

    estabelecimento de franquias de dados na banda larga fixa so examinados e

    detalhados, com uma avaliao final sobre o tema.

    Palavras-chaves: FRANQUIAS NO SERVIO DE BANDA LARGA FIXA;

    SERVIO DE COMUNICAO MULTIMDIA; SERVIO DE CONEXO

    INTERNET; MARCO CIVIL DA INTERNET; PRINCPIO DA LEGALIDADE;

    PODER NORMATIVO DAS AGNCIAS REGULADORAS.

  • ABSTRACT

    This study discusses the compatibility of establishing broadband data limits at

    the Multimedia Communication Service (the Brazilian service of fixed broadband),

    according of the Law no.12,965, of April 23rd, 2014, known as the Brazilian Civil

    Rights Framework for the Internet. The theory of Charles Eisenmann on the legality

    principle and Alexandre Santos de Aragos proposal of principled legality are

    described and critized as well as conceptions about the legality principle applicability

    on the Public Administration procedures. Also, this study analyzes the dimensions and

    boundaries of the normative power of the regulatory agencies, which were established

    amid the Brazilian State restructuring process to regulate certain sectors of the

    economy, focusing on internet history and its importance to the modern society, as

    well as the legal nature of the Internet Service Provider and the Multimedia

    Communications Service (Portuguese acronym SCM), which serve as an essential

    facility for the access to the fixed broadband service. The regulatory framework of

    SCM is then compared to the underpinnings, principles and foreseen goals of the

    Brazilian Civil Rights Framework for the Internet. Finally, the favorable and

    unfavorable assertions regarding fixed broadband data limits are scrutinized and

    detailed, with a final evaluation on the subject.

    Key-words: FIXED BROADBAND DATA LIMITS; MULTIMEDIA COMMUNICATIONS SERVICE; INTERNET SERVICE PROVIDER; BRAZILIAN CIVIL RIGHTS FRAMEWORK FOR THE INTERNET; LEGALITY PRINCIPLE; NORMATIVE POWER OF THE REGULATORY AGENCIES.

  • LISTA DE ILUSTRAES

    Grfico 1 Nmero de autorizaes de SCM..............................................................40

  • LISTA DE SIGLAS

    ABRINT - Associao Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicaes ADIn Ao Direta de Inconstitucionalidade ANATEL Agncia Nacional de Telecomunicaes CDC Cdigo de Defesa do Consumidor CGI - Comit Gestor da Internet EESPTs - Entidades Exploradoras de Servios Pblicos de Telecomunicaes LGT Lei Geral de Telecomunicaes Mbps: Megabite por segundo MB Megabyte MHz Mega-hertz GB - Gigabyte MCT - Ministrio da Cincia e Tecnologia PSCI - Provedor de Servio de Conexo Internet RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa SAC - Servio de Atendimento ao Consumidor SCM Servio de Comunicao Multimdia SENACON/MJC Secretaria Nacional do Consumidor do Ministrio da Justia e Cidadania SINDITELEBRASIL Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Servio Mvel Celular e Pessoal SMP Servio Mvel Pessoal SPV Superintendncia de Servios Privados SRC - Superintendncia de Relaes com Consumidores STF Supremo Tribunal Federal STFC Servio Telefnico Fixo Comutado SVA - Servio de Valor Adicionado

  • SUMRIO INTRODUO ........................................................................................................... 10 1. O PRINCPIO DA LEGALIDADE E A SUBORDINAO DOS ATOS DA ADMINISTRAO LEI. ........................................................................................ 13

    1.1.As concepes de Charles Eisenmann sobre o princpio da legalidade .............. 13 1.2.A viso de Alexandre Santos de Arago sobre a legalidade principiolgica ....... 19

    2.O PODER NORMATIVO DAS AGNCIAS REGULADORAS ............................ 22 2.1.A discusso acerca do cabimento dos regulamentos autnomos no Brasil ......... 22 2.2.A extenso e os limites do poder normativo das agncias reguladoras ............... 24

    2.2.1.O argumento da deslegalizao ...................................................................... 25 2.2.2.O argumento da competncia normativa inerente ao modelo regulatrio ..... 26 2.2.3.O argumento da discricionariedade ................................................................ 26

    2.3.Extenso do poder normativo das agncias reguladoras ..................................... 27 2.4.Limites ao poder normativo ................................................................................. 28 2.5.O poder normativo da Anatel............................................................................... 29

    3.O SERVIO DE BANDA LARGA FIXA ................................................................ 32 3.1.Histrico da internet ............................................................................................ 32 3.2.O Servio de Conexo Internet ......................................................................... 35 3.3.Conceito e natureza jurdica do SCM .................................................................. 37

    4.NORMA DA ANATEL SOBRE FRANQUIA DA BANDA LARGA FIXA E A LEI DO MARCO CIVIL DA INTERNET ......................................................................... 41

    4.1.Norma da Anatel sobre franquia da banda larga fixa .......................................... 41 4.2.Fundamentos, princpios e objetivos da Lei do Marco da Internet ..................... 44

    4.2.1.Fundamentos da Lei do Marco Civil da Internet ........................................... 44 4.2.1.1.Fundamentos da livre iniciativa, da livre concorrncia e da defesa do consumidor ....................................................................................................... 45 4.2.1.2.Fu