André Guarçoni - minicurso AVANÇOS NA NUTRIÇÃO PARA O CAFÉ CONILON

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Apresentando no VIII Simpsio de Pesquisa dos Cafs do Brasil 25 28 de Novembro, 2013, Salvador-BA AVANOS NA NUTRIO PARA O CAF CONILON D.Sc. Andr Guaroni Martins Solos e Nutrio de Plantas/Incaper

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<ul><li> 1. MiniCursoD.Sc. Andr Guaroni Martins Solos e Nutrio de Plantas/Incaper</li></ul> <p> 2. 2000 a 2006 56,7 % de incremento na produtividade de conilon no ES. Principal fator: produtivas.variedadesclonaisaltamente Forte demanda sobre a forma correta de manejar essas lavouras. Trabalho cientfico: tempo. Lavouras tecnificadas com produtividades superiores a 120 sc/ha (Ferro et al., 2007). 3. Discutir questes ligadas nutrio do caf conilon, traando um paralelo com o caf arbica, de forma a explicitar suas diferenas e semelhanas, bem como os avanos obtidos at o momento. 4. Tabela 1 Quantidade de macronutrientes exportados em uma saca (60 kg) beneficiada de caf conilon e de caf arbica NutrientesBragana et al. (2000)Prezotti et al. (2000)Arzolla et al. (1963)ConilonArbicaArbica------------------------------ g/saca ----------------------N2.9522.0481.026P15617760K3.0242.402920Ca936312162Mg25823190S1688072 5. Tabela 2 Acmulo total de macronutrientes em conilon e arbicaNutrientesBragana (2005)1/ ConilonBragana et al. (2000)2/Cietto et al. (1991a,b)3/ConilonArbica--------------------------------------- g/planta ----------------------------------N249,38196,67209,99P14,178,924,11K137,16159,39187,09Ca214,1080,5639,75Mg42,3722,1621,18S23,6413,309,801/Estdioinicial de desenvolvimento dos frutos 6 anos, livre crescimento; 2/ Maturao dos frutos 3,6 anos; 3/ Maturao dos frutos 5 anos. 6. Bragana (2005): N &gt; Ca &gt; K &gt; Mg &gt; S &gt; P Malavolta (1986): Quantidade de Ca na raiz, no caule e nos ramos do cafeeiro da mesma ordem que a de K. Nos frutos, a quantidade de Ca 25 % da quantidade de K. Bragana (2005): quantidade de Ca foi 71 % da de K. Cietto et al. (1991): 61,82 % do K absorvido estava nos frutos, no perodo de maturao. Bragana (2005): 19,41 % do K absorvido estava nos frutos. Chaves e Sarruge (1984): reduo de 70 % na concentrao de Ca nos frutos do catua, do 21 ao 252 dia aps incio da formao. Chaves e Sarruge (1984): Reduo na concentrao de K inicialmente, voltando a aumentar aps o 105 dia.Bragana et al. (2000): N &gt; K &gt; Ca &gt; Mg &gt; S &gt; P 7. A maior exigncia do conilon, em relao ao arbica, est relacionada quantidade de macronutrientes exportada por meio da colheita. O conilon muito mais exigente em Ca do que o arbica. A ordem de absoro seria: N &gt; K &gt; Ca &gt; Mg &gt; S &gt; P 8. Tabela 3 Acmulo total e na parte area de micronutrientes em conilon e arbica NutrienteBragana et al. (2007)1/Bragana et al. (2007)2/Cietto &amp; Haag (1989)2/-------------------------- mg/planta -------------------------------Fe471713274956Mn10189301863B336288248Zn2409476Cu88721041/Considerando a matria seca de toda a planta; frutos.2/ Considerandotronco, ramos, folhas e 9. No ES Banco de dados armazenado pela EMCAPA, na segunda metade da dcada de 80 (baixa produtividade mdia). Leite (1993); Bragana et al. (1989); Wadt et al. (1999): Excesso ou deficincia de Mn; deficincia de Cu, P, Ca, B, K. Partelli et al. (2005): Mn mais limitante; deficincia de P em lavouras convencionais e orgnicas. Costa et al. (2000): 60 sc/ha; Baixa e mdia produtividades: limitantes - P, K, B e Ca. Alta produtividade: limitante - Mn. 10. Rondnia Mendes et al. (2003): limitantes S e N. Transamaznica Veloso et al. (2003): 30 sc/ha. Abaixo de 30 sc/ha: limitantes P, K e Ca. Acima de 30 sc/ha: limitantes P, B e Zn. Em 75 % das lavouras: limitantes Zn e Mn. 11. NitrognioFsforoPotssioMVEIS Magnsio 12. ClcioFerroIMVEISBoro 13. EnxofreZincoCobreINTERMEDIRIOS Mangans 14. SINTOMA DE DEFICINCIA Magnsio 15. SINTOMA DE DEFICINCIA Clcio 16. Deficincia de Clcio 17. SINTOMA DE DEFICINCIA Mangans 18. TOXIDEZ Mn (555 mg kg-1 ) X DEFICINCIA Fe (52 mg kg-1 ) 19. SINTOMA DE DEFICINCIA Ferro 20. ENXOFREZINCO 21. BOROCOBRE 22. Tabela 4 Valores de referncia de macronutrientes no tecido foliar dos cafs arbica e conilon, segundo alguns autores AutorCafNPKCaMgS-------------------------------------- dag/kg ------------------------------------Martinez et al. (1999)Arbica1/2,70-3,200,15-0,201,90-2,401,00-1,400,31-0,36 0,15-0,20Bragana etal. (2007)Conilon1/2,90-3,200,12-0,162,00-2,501,00-1,500,35-0,40 0,20-0,25Bragana et al. (2001)Conilon2/3,00,122,11,40,320,24Prezotti &amp; Fulin (2007)Conilon2/2,70,122,11,40,320,241/Faixas de suficincia; 2/ Nveis crticos. 23. Tabela 5 Valores de referncia de micronutrientes no tecido foliar dos cafs arbica e conilon, segundo alguns autores AutorCafFeZnCuMnB------------------------------ mg/kg ------------------------------Martinez et al. (1999)Arbica1/90-1808-168-16120-21059-80Bragana et al. (2007)Conilon1/120-15010-1510-2060-8050-60Bragana et al. (2001)Conilon2/13112116948Prezotti &amp; Fulin (2007)Conilon2/131121169481/Faixas de suficincia; 2/ Nveis crticos. Fahl et al. (1998) relatam a seletividade do sistema radicular de C. canephora em relao ao Mn. Willson (1987): Plantas de C. canephora so mais sensveis ao Mn do que as de C. arabica e tendem a apresentar menores nveis crticos de Mn no tecido foliar. 24. Maior resistncia e menor necessidade de fertilizantes do caf conilon, para uma mesma produtividade. O sistema radicular em Cofeea canephora mais extenso do que em Cofeea arabica!!!??? Rena &amp; DaMatta (2002): levantam muitas dvidas. Observaes de A. B. Rena, em Linhares ES, mostram pequena diferena. Influncia de fatores edficos. 25. Figura 1 Sistema radicular do cafeeiro conilon, de lavoura adulta, em Latossolo Vermelho Amarelo distrfico (LVAd), com presena de camada adensada, Linhares ES. Foto de J.G.F. da Silva (Ronchi &amp; DaMatta, 2007). 26. Figura 2 Sistema radicular de caf conilon (mesmo clone), plantado em vasos contendo Horizonte A (T20 e T25) e Horizonte B adensado (T7 e T12) de um LVAd da regio de Sooretama ES. (Dados de A. Guaroni M., no publicados). 27. Impedimento qumico: Matiello (1998); Mauri et al. (2004) e Mattiello et al. (2008): menor tolerncia do caf conilon ao Al3+, em relao ao caf arbica. Se essa menor tolerncia for mesmo real e aindaconsiderando o possvel impedimento fsico: O sistema radicular do conilon superficial na maioria das regies produtoras. 28. Avaliaes indiretas, utilizando o conilon como portaenxerto. Fahl et al. (1998); Aguilar et al. (2001); Reis Jr. &amp; Martinez (2002); Tomaz et al. (2003); Tomaz et al. (2006): eficincia de absoro de K e Ca e de Mg, Mn, P e Zn. eficincia de utilizao de Ca, Zn e P e Mg e S. 29. Elevado influxo de absoro para alguns nutrientes e maior eficincia de utilizao para outros: causa da Maior resistncia e menor necessidade de fertilizantes do caf conilon. Elevada eficincia de absoro de K. Baixa eficincia de absoro e utilizao de Mg. Baixa eficincia de absoro de Mn. 30. Bragana et al. (1995): 124,7 g/planta de N (208 kg/ha de N), para 36 sc/ha. O K no apresentou efeito sobre a produo. Veloso et al. (2003): K no apresentou efeito sobre o desenvolvimento; V entre 40 e 60 % foram mais eficientes no clculo da calagem. Mendes et al. (2003): 200g/planta de N com 120g/planta de K2O, para 61 sc/ha. Bragana at al. (2005): 298 kg/ha de N com 150 kg/ha de P2O5, para 57,2 sc/ha. No houve efeito de K. Silva et al. (1997): existem reservas de potssio no-trocvel, que podem atender s exigncias. Elevada eficincia de absoro de K. 31. (Wadt e Dias, 2012) Normas DRIS x Conilon 32. (Favarin e Teixeira, 2013): Nitrognio Em lavouras fertirrigadas, a aplicao de N pode comear entre 30 e 50 dias antes da florao. Em sequeiro, de trs a quatro parcelamentos de N so suficientes. Nas lavouras irrigadas o crescimento vegetativo e a produo de gros so superiores s lavouras de sequeiro, e, portanto, a dose de N tambm ser maior, assim como o nmero de parcelamentos, via sistema de aplicao da gua. 33. (Partelli et al., 2013): Parcelamento x Gentipo As exigncias so notadamente maiores na estao chuvosa, quando as plantas esto em fase de crescimento vegetativo e em fase de formao e enchimento de gros. A maior demanda por nutrientes ocorre no perodo de maior temperatura e precipitao. A taxa de crescimento baixa no perodo de inverno (maio a setembro), uma vez que o conilon reduz seu desenvolvimento a baixas temperaturas (Libardi et al., 1998). 80 % do N exigido para o crescimento vegetativo e reprodutivo do cafeeiro Conilon absorvido entre os meses de setembro a fevereiro, para gentipos de maturao precoce e mdia. J nos gentipos tardios e super tardios a maior necessidade nutricional inicia-se a partir de outubro, indo at a colheita (junho a julho). 34. (Martins et al., 2013): Fsforo X Gentipo 35. Figura 4 Cortes na superfcie de resposta da produo de caf conilon em funo de doses de N e de P2O5, fixando N e variando P2O5 (Adaptado de Bragana et al., 2009). (K solo = 32 mg/dm3) 36. Figura 3 Cortes na superfcie de resposta da produo de caf conilon em funo de doses de N e de P2O5, fixando P2O5 e variando N (Adaptado de Bragana et al., 2009). 37. 140 sc/ha ?? 70 sc/ha D0CBAD2D1Doses crescentes de nutriente 38. Guaroni M. (2011): Fertilidade do Solo X Espaamento O teor de P aumentou 315% e o de K 189%, quando se passou de uma densidade de 2.222 plantas/ha para 5.000 plantas/ha 39. O teor de P aumentou 947 % e o de K 248%, quando se passou de uma densidade de 2.222 plantas/ha para 5.000 plantas/ha 40. (Machado Filho et al., 2013): Produtividade x EspaamentoAcumulado273,34 468,25325,97 565,64 41. Discrepncias podem haver entre o que oficialmente recomendado e o que observado na prtica. As recomendaes oficiais, mesmo sendo aproximaes, encontram-se embasadas em diversos conhecimentos cientficos acumulados. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistncia Tcnica e Extenso Rural (Incaper) tem sua recomendao oficial para fertilizao do caf conilon. (Prezotti et al., 2007 Caf Conilon). 42. QC = T (V2 V1) x p PRNT Em que: QC = Quantidade de calcrio em t/ha; T = CTC a pH 7 em cmolc/dm3; V2 = Saturao por bases ideal para a cultura a ser implantada, em %; (para o caf conilon, o valor mais adequado para V2 de 60 %). V1 = Saturao em bases atual do solo, em %; p = fator de profundidade de incorporao do calcrio: p = 0,5 para aplicao superficial sem incorporao p = 1 para incorporao a 20 cm de profundidade p = 1,5 para incorporao a 30 cm de profundidade PRNT = Poder relativo de neutralizao total do calcrio a ser empregado. 43. Em faixas: QC = T (V2 V1) x p x (SC/100) PRNT QC em t/ha. Em covas: QC = T (V2 V1) x (volume da cova em dm3/2) PRNT QC em g/cova. Ca e Mg no solo no devem ser inferiores a 2,4 e 0,8 cmolc/dm3, respectivamente; Relao Ca:Mg prxima de 4:1 e 3:1. 44. Recomendao baseada nos seguintes limites para o sub-solo: Teor de clcio menor ou igual a 0,5 cmolc/dm3. Teor de alumnio maior que 0,5 cmolc/dm3. Saturao por alumnio (m) maior que 40 %. QG = 0,3 QC Se a menor tolerncia do caf conilon maiores concentraes de Al3+ no solo, for confirmada em trabalhos futuros, os limites mximos de Al3+ e saturao por alumnio so excessivos. 45. Tabela 6 - Adubao fosfatada do cafeeiro conilon para diferentes sistemas de plantio Sistema de plantioP-rem &lt; 20 20 40 &gt; 40Cova de 40 x 40 x 40 SulcoTeor de P no solo (mg/dm3) Baixo Mdio Alto &lt; 10 10 - 20 &gt; 20 &lt; 20 20 50 &gt; 50 &lt; 30 30 - 60 &gt; 60 g de P2O5 por cova ou metro de sulco 40 30 20 60 50 30&lt; 0,6 mg/dm3 de B 1 g/cova de B. &lt; 6,0 mg/dm3 de Zn 2,5 g/cova de Zn. Regies de solos de tabuleiros 2 g de Mn e 1 g de Fe. 5 g de N e 10 g de K2O, em trs parcelamentos, espaados de um ms. Teor de potssio superior a 80 mg/dm3, reduzir a dose de K2O para 5 g. 46. Tabela 7 Adubao nitrogenada e potssica para formao do cafeeiro conilon Teor de K no solo (mg/dm3)Dose de N Idade&lt; 60 g/planta/aplicao de N60-120120-200&gt; 200---------------- g/planta/aplicao de K2O -------------1 ano102010502 anos203020100 Caso as plantas iniciem a produo antes dos dois anos, adotar a adubao de produo. 47. Adubao de produo Tabela 8 - Adubao fosfatada para o cafeeiro conilon em funo da produtividade esperada e do teor de fsforo no solo P-rem (mg/L)&lt; 20 20 - 40 &gt; 40Produtividade sc/ha &lt; 20 21 30 31 50 51 70 71 100 101 130 131 170 &gt; 170 1/Classe TexturalMuito baixoArgilosa Mdia Arenosa 20 &gt; 307 - 10 11 - 20 21 - 30Dose de Fsforo1/ ------------------------------------ kg/ha/ano de P2O5 -------------------------30 45 60 75 90 105 120 14020 35 45 60 75 90 105 1200 0 0 20 35 50 65 80O adubo fosfatado pode ser aplicado em dose nica, junto com a primeira parcela de N e K (florao).0 0 0 0 0 20 40 60 48. Tabela 9 - Adubao nitrogenada e potssica para o cafeeiro conilon em funo da produtividade esperada e do teor de potssio no solo Teor de K no solo (mg/dm3) &lt; 60 60 - 120 120 - 200 &gt; 200 ---------------------- kg/ha/ano de K2O1/ ---------------------ProdutividadeDose de N(sc/ha)kg/ha/ano de N1/&lt; 2020017010030021 3026023016090031 50320290220150051 703803502802108071 100440410340270140101 130500470400330200131 170560530460390260&gt; 1706206005204503201/As doses devem ser divididas em, no mnimo, trs parcelas e aplicadas durante o perodo chuvoso (florao, chumbinho e granao). 49. Aplicao via solo Tabela 10 - Adubao com micronutrientes em funo dos teores no solo para o caf conilon em produo NutrienteTeor no solo (mg/dm3) &lt; 2,0 2,0 6,0 &gt; 6,0 &lt; 0,2 0,2 0,6 &gt; 0,6 &lt; 0,5 0,5 1,5 &gt; 1,5 &lt; 5,0 5,0 15,0 &gt; 15,0Zinco 1/Boro 2/Cobre 1/Mangans 1/1/Extrator Mehlich-1;2/Extrator gua quenteDose (kg/ha) 3 2 0 2 1 0 3 2 0 15 10 0 50. Aplicao via foliar Em lavouras com elevada produo Calda contendo: Sulfato de zinco 0,3 % cido brico 0,3 % Sulfato de cobre 0,3 % Cloreto de potssio 0,3 % Deficincias especficas: Mangans: Sulfato manganoso 0,3 % Ferro: Sulfato ferroso 0,3 % (no perodo de maio a agosto reduzir para 0,2 %) Molibdnio: Molibdato de sdio ou amnio 0,1 % 51. OBRIGADO!!!Andr Guaroni M. Incaper/CRDR Centro Serrano Venda Nova do Imigrante ES Tel.: (27) 3248-1181 E-mail: guarconi@incaper.es.gov.br</p>

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