Análise Fundamentalista como Suporte no Mercado de Renda ... ?· 1 - INTRODUÇÃO A análise fundamentalista…

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<ul><li><p>Anlise Fundamentalista como Suporte noMercado de Renda Varivel</p><p>Luis Felipe Camlo de Freitasfelipecamelo.eco@gmail.com</p><p>UniFOA</p><p>Camila Fatima Clarimundo de Freitasmila_nely@hotmail.com</p><p>UniFOA</p><p>Patricia Nunes Costa dos Reispatricia.nunes@foa.org.br</p><p>UniFOA</p><p>Resumo:A anlise fundamentalista tem como objetivo avaliar alternativas de investimento a partir doprocessamento, caracterizao e interpretao das informaes contbeis e gerenciais das empresaslistadas na BOVESPA Bolsa de Valores do Estado de So Paulo, bem como, a leitura de informaessobre a conjuntura macroeconmica e do panorama setorial nos quais a companhia se insere. Essaanlise, particularmente, utiliza estudos de histricos financeiro dos investimentos, com a presuno deprever o comportamento das aes no mercado acionrio. Para se trabalhar essas questes, esta pesquisarealiza o estudo exploratrio da Anlise Fundamentalista para explicitar e verificar sua recepo nomercado de renda varivel quando da publicao do balano patrimonial das empresas. Buscou-sedemonstrar quais so as variveis mais importantes da anlise fundamentalista e como o mercado derenda varivel percebe esses resultados em termos de evoluo do valor das aes das empresasnegociadas na Bolsa de Valores. Para responder as questes da pesquisa, trabalhou-se com a perspectivade realizar o estudo exploratrio da Anlise Fundamentalista, com base em levantamento e anlisebibliogrfica e documental, acessando fontes primrias e secundrias para explicitar a anlisefundamentalista, luz do referencial terico de Assaf Neto (2001), Pinheiro (2009) e estudos deCorretoras de Valores especializadas. Verificou-se o maior relevo que o mercado trabalha em relao sexpectativas do que com os fatos. Dado que, em uma situao onde o fluxo de informaes eficiente,toda informao j se refletiria no preo dos ativos.</p><p>Palavras Chave: Anlise Fundamentali - Aes - Expectativas - - </p></li><li><p>1 - INTRODUO </p><p>A anlise fundamentalista tem como objetivo avaliar alternativas de investimento a </p><p>partir do processamento, caracterizao e interpretao das informaes contbeis e gerenciais </p><p>das empresas listadas na BOVESPA Bolsa de Valores do estado de So Paulo, bem como, a </p><p>leitura de informaes sobre a conjuntura macroeconmica e do panorama setorial nos quais a </p><p>companhia se insere. Essa anlise, particularmente utiliza estudos de histricos financeiro dos </p><p>investimentos, com finalidade de prever seu comportamento futuramente. </p><p>O investimento em aes de uma empresa no gera resultados instantneos por ter </p><p>uma perspectiva de retorno financeiro no longo prazo. Sendo assim, a anlise fundamentalista </p><p>tem a presuno de estabelecer o valor justo para a ao, fundamentando decises do </p><p>investimento para gerar lucro no longo prazo. Assim com as inovaes tecnolgicas o </p><p>mercado varivel vem proporcionando facilidades e mais segurana aos investimentos por </p><p>parte dos aplicadores. </p><p>Existem trs alternativas de anlise de investimentos de renda varivel, sendo elas </p><p>Aes, Fundo de ndice e Fundo de Investimento Imobilirio. Tais investimentos so </p><p>baseados em hipteses, ou seja, investimentos de risco. Como esclarece Pinhero (2009), </p><p>a justificativa desse tipo de anlise antecipar o comportamento futuro de uma </p><p>determinada empresa no mercado, isto , adiantar-se ao mercado. Para que isso seja </p><p>certo, tem que partir de uma hiptese bsica: o mercado no eficiente no curto </p><p>prazo. Se no fosse assim, no seria possvel adiantar-se ao mercado. Hoje o preo </p><p>de uma ao no reflete o verdadeiro valor, mas existe uma tendncia de que isso </p><p>ocorra em um futuro prximo. O analista fundamentalista trata o tempo todo de </p><p>descobrir supervalorizaes ou subvalorizaes, com base em determinada </p><p>informao ainda no negociada pelo mercado.(p.380) </p><p>Nessa dimenso, anlise fundamentalista preocupa-se em estabelecer o valor justo </p><p>para a ao da empresa, fundamentando decises de investimentos. Nesse sentido, a premissa </p><p>bsica da anlise fundamentalista baseia-se em objetivar o valor justo da empresa pela sua </p><p>capacidade de gerar lucros no futuro. </p><p> medida que os produtos financeiros ganham sofisticaes e o acesso ao mercado </p><p>varivel vai se facilitando cada vez mais atravs do home broker1, o entendimento dos </p><p>fundamentos da empresa proporciona maior segurana aos investimentos de longo prazo, </p><p>nesse mercado. </p><p>No acompanhamento do mercado de renda varivel perceptvel a importncia que a </p><p>divulgao de resultados de uma empresa pode ter sobre os seus papis comercializados na </p><p>Bolsa de Valores. Nesse cenrio, os resultados servem como importantes indicadores do </p><p>desempenho da empresa, dando elementos para a avaliao do quanto vale a companhia. </p><p>Para se realizar a anlise dos resultados, devem-se determinar quais so as variveis </p><p>mais importantes. Os analistas de mercado estariam se preocupando no momento, em relao </p><p> empresa analisada com o lucro, o crescimento das receitas, a gerao operacional de caixa, </p><p>ou outra varivel? </p><p>Uma questo indelvel diz respeito comparao dos resultados anteriores que podem </p><p>ser do perodo imediatamente anterior ou se propor a comparao com o mesmo perodo em </p><p>anos anteriores ou, com a expectativa existente dos analistas. Nessa dimenso se apresenta o </p><p>problema: Por que as aes de algumas empresas caem aps a divulgao de resultados, </p><p>mesmo quando apresentam lucro superior ao perodo anterior? E o que se pode inferir sobre </p><p> 1 Tecnologia desenvolvida sobre a internet que permite atravs de uma plataforma on line ao investidor comum </p><p>acessar e fazer aplicaes no mercado acionrio, desde que cadastrado em uma Corretora de Valores. </p></li><li><p> empresas com resultados positivos divulgados quando notcias negativas do mercado </p><p>internacional disparam a manada 2 em sentido contrrio. </p><p>Os resultados trimestrais so bastante aguardados pelo mercado, pois com o </p><p>demonstrativo de resultados, verifica-se o desempenho das empresas. Nessa dimenso surgem </p><p>algumas dvidas sobre qual seria a importncia desses nmeros no comportamento das aes? </p><p>Por que algumas empresas conseguem um excelente lucro e mesmo assim suas aes caem? </p><p>Ou, ao contrrio, por que algumas empresas registram e publicam prejuzo e ainda assim o </p><p>comportamento de seus papis fica na esfera positiva da Bolsa de Valores? </p><p>Para se trabalhar essas questes, esta pesquisa realiza o estudo exploratrio da Anlise </p><p>Fundamentalista para explicitar e verificar sua recepo no mercado de renda varivel quando </p><p>da publicao do balano patrimonial das empresas. </p><p>Sendo assim, a pesquisa busca demonstrar quais so as variveis mais importantes da </p><p>anlise fundamentalista e como o mercado de renda varivel percebe esses resultados em </p><p>termos de evoluo do valor das aes das empresas negociadas na Bolsa de Valores. Ser </p><p>oportuno, tambm, acompanhar o comportamento dos agentes do mercado de renda varivel </p><p>frente s suas expectativas sobre a publicao da anlise fundamentalista das empresas. </p><p>Para responder essas questes, esta anlise trabalhou com a perspectiva de realizar o </p><p>estudo exploratrio da Anlise Fundamentalista, com base em levantamento e anlise </p><p>bibliogrfica e documental, acessando fontes primrias e secundrias para explicitar a anlise </p><p>fundamentalista, luz do referencial terico de Assaf Neto (2001), Pinheiro (2009) e estudos </p><p>de Corretoras de Valores. </p><p>2 - PRINCPIOS DA ANLISE FUNDAMENTALISTA </p><p>A anlise dos fundamentos da empresa, sublinha a anlise financeira, sendo assim, </p><p>busca estudar em detalhe os demonstrativos financeiros da companhia, como o balano </p><p>patrimonial e o demonstrativo de resultados, por exemplo. A partir destes dados e da cotao </p><p>das aes3 da empresa, a anlise pode distinguir se os papis esto caros ou baratos em </p><p>relao aos seus fundamentos atuais ou futuros. Este um ponto de relevo da anlise </p><p>fundamentalista. </p><p>O Balano Patrimonial um dos tipos de demonstrativos financeiros existentes, pois </p><p>serve para analisar o valor contbil de uma empresa, com base nas aplicaes e origens de </p><p>seus recursos em um dado momento. Os nmeros quando transformados e utilizados em </p><p>forma de ndices podem sinalizar aspectos importantes como liquidez e endividamento. </p><p>A estrutura do balano dividida em duas partes, sendo que todos os ativos ficam do </p><p>lado esquerdo e os passivos e o patrimnio lquido do lado direito. As contas so classificadas </p><p>em termos de prazo, sendo que as de curta maturao (os chamados circulantes) ficam na </p><p>parte superior. As contas da parte inferior so aquelas de longo prazo, como demonstrado no </p><p>Quadro seguinte. </p><p> 2 O efeito manada comumente definido por um consenso que se forma entre os investidores ao tomarem </p><p>conhecimento do pensamento hegemnico no mercado. Ou seja, os investidores preferem agir junto com os </p><p>demais para aumentarem lucros ou diminurem prejuzo. 3 Ao um valor mobilirio representativo de uma parcela (frao) do capital social de uma sociedade, com </p><p>prazo de emisso indeterminado e negocivel no mercado. (ASSAF NETO e LIMA 2011, 40) </p></li><li><p> Quadro 1 Estrutura do Balano Patrimonial </p><p>ATIVO PASSIVO </p><p>Ativo Circulante </p><p>Ativo Realizvel a Longo Prazo </p><p>Ativo Permanete </p><p>Investimento </p><p>Imobilizado </p><p>Diferido </p><p>Passivo Circulante </p><p>Passivo Exigvel a Longo Prazo </p><p>Resultados de Exerccios Futuros </p><p>Patrimnio Lquido </p><p>Capital Social </p><p>Reservas de Capital </p><p>Reservas de Reavaliao </p><p>Reservas de Lucros </p><p>Lucros ou Prejuzos Acumulados Fonte: (ASSAF NETO e LIMA 2011, 188) </p><p>Os ativos representam as aplicaes de recursos da empresa, e incluem o caixa, ttulos </p><p>comercializveis, os estoques, os equipamentos, etc. Eles so contabilizados na parte esquerda </p><p>do balano patrimonial. So classificados como ativos circulantes, ativos realizveis em longo </p><p>prazo e ativos permanentes, conforme o prazo de maturao do ativo. Para toda aplicao de </p><p>recursos, necessrio um financiamento. Desse modo, a soma dos passivos e do patrimnio </p><p>lquido de uma empresa deve sempre ser igual ao montante de seus ativos. </p><p>No lado direito do balano patrimonial, ficam as contas de financiamento. Elas so </p><p>divididas em passivo (capital de terceiro) e patrimnio lquido (capital prprio). A relao </p><p>entre essas suas divises importante, pois mostra quo endividada uma empresa est. </p><p>Outra anlise que pode ser feita com base no balano patrimonial a do perfil das </p><p>dvidas. possvel calcular a parcela de passivos de curto prazo no montante total, sabendo </p><p>quantas contas vencero nesse e quantas vencero nos prximos exerccios. Outro clculo </p><p>interessante a do capital de giro lquido, ou seja, a diferena entre os ativos circulantes da </p><p>empresa e os seus passivos circulantes. A empresa precisa equilibrar os prazos de suas </p><p>aplicaes com o de suas origens. </p><p>Como cita Assaf Neto &amp; Lima ( 2011), </p><p>as sociedades por aes so obrigadas a elaborar e publicar as seguintes </p><p>demonstraes financeiras: Balano Patrimonial; Demonstrao das </p><p>Mutaes Patrimoniais ou Demonstrao dos lucros ou Prejuzos </p><p>acumulados; Demonstrao do Resultado do Exerccio e Demonstrao das </p><p>Origens e Aplicaes de Recursos.(p.188) </p><p>A legislao regula a publicao em seus valores nominais no exerccio passado, ou </p><p>seja, a preos correntes da poca, no evidenciando os valores reais. </p><p>Assaf Neto &amp; Lima (2011), esclarece que em 2007, com o advento da Lei n11.638, </p><p>buscou-se padronizar o modelo de contabilidade nacional s caractersticas dos Balanos </p><p>Contbeis Internacionais, desta feita, o objetivo em um mundo globalizado com a presuno </p><p>da concorrncia perfeita, seria facilitar o acesso s informaes entre os agentes de mercado e, </p><p>nesse caso, os agentes internacionais. </p><p>Balanos das companhias brasileiras devem seguir os padres internacionais, </p><p>mais prximo ao europeu, e conhecido pela sigla IFRS (International </p><p>Financial Reporting Standard). O IFRS constitui-se em um conjunto de </p><p>pronunciamentos de contabilidade, adotados pelos pases da Europa (Unio </p><p>Europia) em 2005, e tem por objetivo padronizar as demonstraes </p></li><li><p> contbeis elaboradas pelas companhias abertas da Europa. Diversos pases </p><p>passaram a adotr estes procedimentos contbeis, inclusive o Brasil. (ASSAF </p><p>NETO e LIMA 2011, 189) </p><p>3 - PRINCIPAIS INDICADORES E EVOLUO DAS CONTAS </p><p>Embora a anlise dos nmeros isolados seja pouco usual, pois, ao contrrio do </p><p>demonstrativo de resultado, o balano analisa estoques e no fluxos elucidador analisar </p><p>ndices derivados do balano. Estes podem ser comparados com os de outras companhias do </p><p>setor ou mesmo com os de outros anos. A evoluo das contas pode ser bastante elucidativa </p><p>sobre o rumo da empresa. </p><p>Uma distino importante do balano em relao a outros demonstrativos que ele </p><p>mostra a situao da empresa em um momento especfico, no se referindo a um perodo. Por </p><p>exemplo, o balano pode mostrar a situao em 31 de dezembro, porm no no quarto </p><p>trimestre. Assim, ele evidencia a situao da empresa, ao contrrio do demonstrativo de </p><p>resultados, que funciona mais como um "filme", como, por exemplo, dos fluxos, como </p><p>receitas e despesas, referentes ao quarto trimestre. Sendo assim, vale citar que o valor contbil </p><p>geralmente no indica o valor real da companhia. Mesmo com limitaes, o balano </p><p>patrimonial, certamente um instrumento til na anlise da situao das empresas. </p><p>Analisar os demonstrativos financeiros de uma empresa uma forma importante de </p><p>medir seu desempenho. No entanto, a maior parte dos analistas no considera apenas os </p><p>nmeros que constam nos principais demonstrativos, como o balano patrimonial, </p><p>o demonstrativo de resultados e o demonstrativo de origem e aplicao de recursos. </p><p> atravs da anlise de indicadores financeiros, calculados a partir dos dados </p><p>disponveis nos demonstrativos, que os analistas obtm uma noo mais clara da situao e </p><p>desempenho recente das empresas. </p><p>3.1 - INDICADORES DE RENTABILIDADE </p><p>Permitem avaliar os lucros da empresa em relao a um dado nvel de vendas, ativos, e </p><p>capital investido. A anlise vertical particularmente til na comparao do desempenho de </p><p>uma empresa entre perodos diversos. Os indicadores mais utilizados so retorno sobre </p><p>patrimnio liquido, retorno sobre ativos e retorno sobre vendas. </p><p>3.1.2 - MARGEM OPERACIONAL </p><p> Determina a porcentagem de cada unidade monetria de venda que restou aps a </p><p>deduo de todas as despesas, exceo do imposto de renda. definida como resultado </p><p>operacional dividido pela receita lquida de vendas. Caso uma empresa tenha um resultado </p><p>operacional de R$ 10 milhes e vendas de R$ 100 milhes, a margem operacional ser 10%, </p><p>ou seja, a empresa ganhou R$ 10,00 (antes de imposto) para cada R$ 100,00 vendidos. </p><p>3.1.3 - MARGEM EBITDA </p><p> Essa medida ao contrrio da margem operacional exclui despesas financeiras e </p><p>depreciao. O EBITDA4 visto como uma aproximao do impacto das vendas no caixa da </p><p>empresa, de forma que a margem EBITDA d uma ideia de retorno em termos de dinheiro em </p><p>caixa. </p><p>3.1.4 - MARGEM LQUIDA </p><p> 4 Expresso em ingls para lucro antes de juros impostos, depreciao e amortizao. </p></li><li><p> Determina a porcentagem de cada real de venda que restou aps a deduo de todas as </p><p>despesas, inclusive o imposto de renda. definida como lucro lquido dividido pela receita...</p></li></ul>

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