ANLISE DE CUSTOS DAS LIGAES EFICIENTES E ? Segundo Gil (1996, p. 19), pode-se ainda definir

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UNIVERSIDADE TECNOLGICA FEDERAL DO PARAN DEPARTAMENTO DE CINCIAS CONTBEIS ESPECIALIZAO EM GESTO CONTBIL E FINANCEIRA TURMA IX RICARDO RUSCHEL ANLISE DE CUSTOS DAS LIGAES EFICIENTES E INEFICIENTES NO SERVIO DE ATENDIMENTO MVEL DE URGNCIAS 192 DO SUDOESTE DO PARAN TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO PATO BRANCO 2014 2 RICARDO RUSCHEL ANLISE DE CUSTOS DAS LIGAES EFICIENTES E INEFICIENTES NO SERVIO DE ATENDIMENTO MVEL DE URGNCIAS 192 DO SUDOESTE DO PARAN Monografia apresentada como requisito parcial obteno do ttulo de Especialista na Ps Graduao em Gesto Contbil e Financeira, do Curso de Cincias Contbeis da Universidade Tecnolgica Federal do Paran UTFPR Cmpus de Pato Branco Orientador Prof. Dr. Luiz Fernande Casagrande PATO BRANCO 2014 3 4 O que importa na vida no o simples fato de ter vivido. A diferena que fizemos na vida dos outros que vai determinar a importncia da vida que conduzimos. Nelson Mandela 5 AGRADECIMENTOS Agradecer primeiramente a Deus, por ter dado a oportunidade de iniciar e concluir esse trabalho. Agradecer aos meus familiares, que souberam compreender a minha ausncia, me incentivaram e fortaleceram para que pudesse alcanar o objetivo. Agradecer a todos os professores do curso de Ps-Graduao em Gesto Contbil e Financeira da Universidade Tecnolgica Federal do Paran UTFPR Campus Pato-Branco, que com competncia e disposio souberam conduzir as aulas de modo a nos mostrar os caminhos para nos tornar excelentes profissionais. Agradecer o Consrcio Intermunicipal da Rede de Urgncias do Sudoeste do Paran CIRUSPAR, na pessoa de seu presidente, Sr. Luiz Fernando Bandeira e a sua Coordenadora Geral, Sra. Kelly Cristina Custdio dos Santos, que me proporcionaram efetuar este trabalho e nos permitiu aplicar nosso conhecimento acadmico em pratica. Agradecer em especial ao Professor Doutor Luiz Fernande Casagrande, que como professor orientador acreditou em nosso trabalho e no mediu esforos para que vencssemos os desafios, e realizssemos um trabalho de qualidade. A alguns amigos de turma que sempre estiveram ao meu lado em todos os momentos. Embora ocorressem alguns desacertos a amizade verdadeira sempre prevaleceu. 6 RESUMO RUSCHEL, Ricardo. Anlise de Custos das Ligaes Eficientes e Ineficientes no Servio de Atendimento Mvel de Urgncias 192 do Sudoeste do Paran. 2014. 34 pginas. Trabalho de concluso de curso da Especializao em Gesto Contbil e Financeira. Universidade Tecnolgica Federal do Paran, Pato Branco, 2014. Em razo da competitividade existente no mercado atual, a Contabilidade de Custos assume uma importncia fundamental para as empresas auxiliando na tomada de decises. Atravs da mesma, foi possvel identificar os custos e gastos com produtos e servios e analisa-los de forma mais confivel e segura para a empresa. Este trabalho visou a aplicao das ferramentas contbeis em relao aos gastos e custos dos servios com os trotes e demais ligaes ineficientes, tambm buscou a aplicao dessa tcnica atravs de Pesquisa Bibliogrfica e Estudo de Caso em uma empresa do ramo de atendimento mvel pr-hospitalar de emergncias. O objetivo geral do trabalho foi identificar os gastos e analisa-los referente aos atendimentos eficientes e atendimentos ineficientes dos atendimentos prestados pelo SAMU 192 do Sudoeste do Paran no perodo de 7 meses e comparando o impacto tanto no desempenho no processo de gesto quanto em seu gasto total efetivo. Para alcanar os objetivos foi necessrio um acompanhamento de todos os relatrios contbeis, relatrios de atendimentos e planilhas de controles existentes na empresa para posteriormente analisa-los. Com concluso da pesquisa, evidenciou-se que os gastos com ligaes ineficientes tem um impacto considervel nos gastos do servio, pois no ocorria a separao dos gastos e alocavam no custos no servio. Trazendo assim, o real custo do atendimento aos gestores, possibilitando desta maneira uma nova abordagem perante a conduta a ser tomada mediante a essas ligaes ineficientes. Palavras-chave: Contabilidade de Custos, Pesquisa Bibliogrfica, Estudo de Caso, Emergncias. 7 ABSTRACT RUSCHEL, Ricardo. Cost Analysis of Efficient and Inefficient Connections in Mobile Service Emergency 192 Southwest of Paran. 2014. 34 pages. Work of completion of the Specialization in Accounting and Financial Management. Federal Technological University of Paran, Pato Branco, 2014. On account of the competitiveness in the current market , Cost Accounting is of paramount importance for companies aiding in decision making . Through it, we could identify the costs and expenses products and services and analyzes them more reliably and safely for the company . This work aimed at applying accounting tools regarding expenditures and costs of services hazing and other inefficient connections , also sought to apply this technique through Bibliographical Survey and Case Study on a branch company of mobile prehospital care of emergencies . The overall objective of this study was to identify the expenditures and analyzes them regarding the efficient and inefficient care attendances of care provided by SAMU 192 Southwest of Paran in the period of 7 months and comparing the impact on both the performance management process and in its spending total workforce. To achieve the goals we needed a monitoring of all financial reports, attendance sheets and existing controls at the company to further analyze them . With conclusion of the research , it became clear that spending on inefficient connections have a considerable impact on costs of the service , the separation did not occur because of the expenses and costs alocavam in the service. Thus bringing the actual cost of care managers , thus enabling a new approach towards the action to be taken by these inefficient links. Keywords: Cost Accounting, Bibliographical Survey, Case Study, Emergencies. 8 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Gastos/Custos total do Servio ..............................................................22 Quadro 2 - Relatrio de tipos de ligaes x ocorrncias............................................24 Quadro 3 Relatrio de custos..................................................................................26 Quadro 4 Relatrio de atendimento por ambulncia...............................................27 Quadro 5 Separao das chamadas em Ineficientes eficientes.............................28 Quadro 6 Comparao gasto total com chamadas Ineficientes e Eficientes.........29 9 SUMRIO 1 INTRODUO ....................................................................................................... 10 1.1 Tema e Problema ......................................................................................... 10 1.2 Objetivos .......................................................................................................... 11 1.2.1 Objetivo Geral ........................................................................................... 11 1.2.2 Objetivos especficos ................................................................................ 11 1.3 Justificativa ...................................................................................................... 11 1.4 Metodologia ..................................................................................................... 12 1.4.1 Pesquisas Bibliogrficas ........................................................................... 12 1.4.2 Estudo de caso ......................................................................................... 13 2 FUNDAMENTAO TERICA ............................................................................. 14 2.1 Principais conceitos e definies de custos ..................................................... 14 2.2 Sistemas de custeio ......................................................................................... 17 2.2.1 Custeio ABC (Custeio Baseado em Atividades) ........................................ 17 2.2.2 Custeio Ideal ............................................................................................. 18 2.2.2.1 Custos Eficientes.................................................................................... 19 2.2.2.2 Custos Ineficientes ................................................................................. 19 2.3 Servios de emergncia no Brasil ................................................................... 19 3 ESTUDO DE CASO ............................................................................................... 21 3.1 O Consrcio Intermunicipal de Urgncias do Sudoeste do Paran -CIRUSPAR ............................................................................................................................... 21 3.3 Anlise dos dados ........................................................................................... 28 3.4 Consideraes sobre o estudo ........................................................................ 29 4 CONCLUSO ........................................................................................................ 31 REFERNCIAS ......................................................................................................... 33 10 1 INTRODUO O Servio de Atendimento Mvel de Urgncias (SAMU 192) no Sudoeste do Paran iniciou suas atividades no dia 21 de fevereiro de 2013, tendo seu principal objetivo realizar a coordenao, a regulao e a superviso mdica, direta ou distncia, de todos os atendimentos pr-hospitalares; realizar o atendimento mdicopr-hospitalar de urgncia, tanto em casos de traumas como em situaes clnicas, prestando os cuidados mdicos de urgncia apropriados ao estado de sade do cidado. Quando se faz necessrio transportar o cidado com segurana e com o acompanhamento de profissionais do sistema at o ambulatrio hospitalar; participar dos planos de organizao de socorros em caso de desastres ou eventos com mltiplas vtimas, tipo acidente areo, ferrovirio, inundaes, terremotos, exploses, intoxicaes coletivas, acidentes qumicos ou de radiaes ionizantes e demais situaes de catstrofes (SECRETARIA DE ESTADO DA SADE DE SANTA CATARINA, 2013). um servio financiado pela Unio, Estado e Municpios. De 01 maro de 2013 a 30 de setembro de 2013 o SAMU do Sudoeste recebeu 30.923 ligaes, para diversos tipos de ocorrncias. Atualmente dispes de 295 funcionrios no Sudoeste do Paran (CIRUSPAR, 2013). Frequentemente o SAMU alvo de trotes telefnicos, o que causa aumento nos custos operacionais. E tambm ineficincia no atendimento em casos onde a ambulncia se desloca at o local onde a pessoa que informou a ocorrncia e somente ao chegar ao local os atendentes constatam que foi uma ligao falsa. 1.1 Tema e Problema O SAMU presta populao do Sudoeste do Paran, o Suporte de Atendimento Mvel de Urgncias (SAMU 192), e das muitas dificuldades em atendimentos, em razo de ligaes ineficientes (os chamados trotes), levanta-se o seguinte problema: como identificar os gastos com atendimentos eficientes e com os 11 atendimentos ineficientes? E realizar assim, uma analise do impacto tanto no processo de gesto quanto em seu gasto total efetivo. 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo Geral Identificar os gastos dos atendimentos prestados pelo SAMU 192 do Sudoeste do Paran e analisa-los referente aos atendimentos eficientes e atendimentos ineficientes, e os impactos tanto no processo de gesto quanto em seu gasto total efetivo. 1.2.2 Objetivos especficos a) Identificar os principais conceitos e ferramentas para anlise de custos que possam ser aplicados na pesquisa; b) Elaborar um diagnstico detalhado dos gastos do SAMU no perodo de 01/03/2013 a 30/09/2013; c) Separar os gastos entre eficientes e ineficientes para avaliar o impacto econmico no desempenho do servio e no processo de gesto. d) Levantar formas de resolver ou minimizar o problema dos trotes. 1.3 Justificativa O tema abortado tem real importncia tanto para o SAMU 192 quanto para a populao, pois serve para demonstrar e conscientizar os mesmos quanto este servio de extrema importncia, cujos desperdcios registrados tais como os trotes (chamadas falsas) podem prejudicar significativamente o desempenho do servio de emergncia. 12 No cenrio brasileiro, as pesquisas apontam que variam de 10% a 30%, (PORTAL DA SADE, 2013) as chamadas ineficientes como os trotes. Estas informaes no podem ser precisas, pois a rede SAMU 192 no Brasil est em implantao no mbito intermunicipal e antes eram apenas municipais. O SAMU um projeto nvel de Brasil, para tentar diminuir o tempo de atendimento, qualidade e sem deixar sequelas posteriormente ao paciente que utilizou o sistema. 1.4 Metodologia Nesse tpico sero apresentadas: a tipologia desta pesquisa e os procedimentos metodolgicos utilizados para embasar e desenvolver este trabalho. Toda a pesquisa um aprofundamento real e objetivo sobre determinado assunto. Segundo Gil (1996, p. 19), pode-se ainda definir pesquisa, como: Procedimento racional e sistemtico que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que so propostos. A pesquisa requerida quando no se dispe de informao suficiente para responder ao problema, ou ento quando a informao disponvel se encontra em tal estado de desordem que no possa ser adequadamente racionada ao problema. Os procedimentos desenvolvidos neste trabalho foram: as teorias de Pesquisa Bibliogrfica e Estudo de Caso. 1.4.1 Pesquisas Bibliogrficas A pesquisa bibliogrfica o ato de adquirir conhecimento, de efetuar pesquisas sobre determinado assunto em matria j escrito, divulgado. Segundo Lakatos (1983, p. 44) pesquisa bibliogrfica o levantamento de toda a bibliografia j publicada, em forma de livros, revistas, publicaes avulsas e imprensa escrita. Sua finalidade colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi descrito sobre determinado assunto. 13 1.4.2 Estudo de caso Para estruturar este presente trabalho foi utilizado a tcnica de estudo de caso, que segundo Gil (1999, p. 72), caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado, tarefa praticamente impossvel mediante os outros tipos de delineamentos considerados. De acordo com Silva, Morozini (2005, p. 40) estudo de caso : Um mtodo de estudo intensivo, profundo e exaustivo. levada em considerao, principalmente, a compreenso, como um todo do assunto investigado. Todos os aspectos do caso so investigados. Devemos, na utilizao desse mtodo, analisar a abrangncia da pesquisa, pois dependendo do volume de informaes e situaes teremos que delimitar nosso objeto de estudo. 14 2 FUNDAMENTAO TERICA Neste capitulo sero apresentados os principais conceitos e definies. Para tanto, buscou-se referencias em literatura clssica, bem como artigos peridicos e congressos atravs de uma busca de palavras chaves em bancos de dados a respeito do tema. Porm em relao a estudo de custos no SAMU 192, no foi encontrado nenhum resultado especifico entre os pesquisados. No entanto, foram encontrados artigos com relao a parte operacional (atendimentos) do servio como: Processo de trabalho no SAMU e humanizao do SUS do ponto de vista da atividade humana de autoria de (TRAJANO e CUNHA, 2011), e Simulao do fluxo operacional do servio de atendimento pr-hospitalar realizado pelo GSE/SAMU no municpio de Rio de Janeiro dissertao de Mestrado (OLIVEIRA, 2012). 2.1 Principais conceitos e definies de custos A Contabilidade de Custos atualmente fundamental e indispensvel em qualquer ramo de atividade. Mudou seu conceito de ser apenas uma ferramenta utilizada na avaliao e controle de estoques, e passou a ser uma ferramenta gerencial de planejamento e controle para tomada de decises. Seu principal objetivo a coleta de dados da instituio, para lapidar essas informaes e transforma-las em informaes teis. Para Martins (2006, p. 21) com o crescimento das empresas, o consequente aumento da distncia entre administrador e ativos, e pessoas administradas, passou a Contabilidade de Custos a ser encarada como uma eficiente forma de auxilio do desempenho dessa nova misso, a gerencial. Bornia (2008, p. 36) diz que a Contabilidade de Custos passou a desempenhar um papel importante como sistema de informaes gerenciais, obtendo lugar de destaque nas empresas. 15 Segundo Leone (2000, p. 19) Contabilidade de Custos : o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informaes pra os diversos nveis gerenciais de uma entidade, como auxilio as funes de determinao de desempenho, de planejamento e controle das operaes e de tomada de decises. A Contabilidade de Custos coleta, classifica e registra os dados operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados internos, bem como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos. Para Horngren, Datar e Foster (2004, p. 2) definem a Contabilidade de Custos como sendo: A atividade que fornece informaes tanto para Contabilidade Gerencial quanto para a Financeira. Mede e relata informaes financeiras e no financeiras relacionadas ao custo de aquisio utilizao de recursos em uma organizao; inclui aquelas partes, tanto da contabilidade gerencial quanto da financeira, em que as informaes de custos so coletadas e analisadas. No entendimento de Lozeckyi (2009, p. 37) Contabilidade de Custos o ramo da Contabilidade que se dedica a apurar todos os gastos da empresa na sua busca do resultado. Tentando satisfazer os objetivos de custeio para a Contabilidade Financeira e Gerencial, fornecendo informaes de custeio, para se ter um melhor planejamento e controle nas tomadas de decises. O principal ponto de partida em Contabilidade de Custos separar e estabelecer a diferenciao entre gasto, custo, despesa, investimento e perda. Nesse sentido, o termo gasto mais abrangente e representa todos os sacrifcios da empresa na gerao de resultado, segundo Martins (2006, p. 24) gasto pode ser definido como compra de produto ou servio qualquer, que gera sacrifcio financeiro para a entidade (desembolso), sacrifcio representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). J para Bornia (2008, p. 39) gasto o valor dos insumos adquiridos pela empresa, independentemente de terem sido utilizados ou no. No sinnimo de Desembolso, que o ato do pagamento e que pode ocorrer em momento diferente do gasto. Os gastos, porm podem ser divididos em custos e despesas. Custo aquele gasto, utilizado ou originado pela produo de um produto ou um servio prestado. Para Martins (2006, p. 25) custo gasto relativo a bem ou servio utilizado na produo de outros bens ou servios. J segundo Bornia (2008, p. 39) custo o 16 valor dos insumos usados na fabricao dos produtos da empresa. E citando alguns exemplos como: materiais, trabalho humano, energia eltrica, maquinas e equipamentos, entre outros. Em outras palavras Padoveze (1997, p. 214) diz que: custos so os gastos relacionados aos produtos, posteriormente ativados quando os produtos objeto desses gastos forem gerados. J o termo despesa representa os gastos incorridos direta ou indiretamente para obter resultado. Bornia (2008, p. 40) diz que despesa o valor dos insumos consumidos com o funcionamento da empresa e no identificados com a fabricao. So atividades fora do mbito da fabricao. A despesa geralmente dividida em administrativa, comercial e financeira. Para Martins (2006, p. 26) define que: as despesas so itens que reduzem o Patrimnio Liquido e que tm essa caracterstica de representar sacrifcios no processo de obteno de receitas. Marion (2006, p. 78) conceitua despesa dizendo que, todo sacrifcio, todo esforo da empresa para obter Receita. Pode-se considerar Investimento como sendo sacrifcios ocasionados devido a compra de bens ou servios que so estocados em Ativos da empresa. A definio de Investimento segundo Martins (2006, p. 25) gasto ativado em funo de sua vida til ou de benefcios atribuveis a futuro(s) perodo(s). J para Bornia (2008, p. 41) investimento o valor dos insumos adquiridos pela empresa no utilizados no perodo, mas que podero ser empregados em perodos futuros. No entanto perdas que so bens ou servios consumidos de forma anormal ao processo de produo. Para Bornia (2008, p. 41) a perda normalmente vista, na literatura contbil, como sendo o valor dos insumos consumidos de forma anormal. As perdas so separadas dos custos, no sendo incorporadas nos estoques. Segundo Martins (2006, p. 26) bem ou servio consumidos de forma anormal e involuntria. Porem, no pode ser confundido com despesa e nem com custo, por sua caracterstica ser de anormalidade e involuntariedade no sendo um sacrifcio feito com inteno de obter receita. 17 2.2 Sistemas de custeio Para a Contabilidade de Custos o sistema de custeio um dos principais fundamentos, pois est ligada mensurao do custo do produto ou servio. Padoveze (2000, p. 44) afirma que o mtodo de custeio : como deve ser feito o custeio dos produtos. Pela adoo do mtodo de custeio, que definimos quais os custos devem fazer parte do custeio dos produtos. Segundo Bornia (2008, p. 51), a anlise de um sistema de custos pode ser entendida por dois pontos de vista, no primeiro analisamos se o tipo de informao gerada adequado s necessidades da empresa e quais seriam as informaes importantes que deveriam ser fornecidas. Ressaltando que tem que ser analisada o objetivo do sistema, pois uma informao pode ser prestativa para um setor, mas pra outro pode no ser o necessrio para se tomar decises corretas. No segundo ponto de vista levamos em considerao a parte operacional do mesmo, ou seja, como os dados so processados para a obteno das informaes. J para Padoveze (2000, p. 44) o Sistema de Custeio ou Forma de Custeio que est ligado dimenso da unidade de mensurao e indica quais as opes de mensurao aps adotado um mtodo de custeio (baseado em custo real, custos esperados, padronizados etc.). Bornia (2008, p. 52) conclui de forma geral que o sistema de custos vai, primeiramente, decidir o que deve ser levado em considerao (qual informao importante), para, em seguida, analisar como a informao ser obtida (de que forma ser feita a operacionalizao do sistema). No presente trabalho ser utilizado o sistema de custeio ABC (Custeio Baseado em Atividades) e do Custeio Ideal. 2.2.1 Custeio ABC (Custeio Baseado em Atividades) O mtodo de custeio ABC (Activity-Based Costing) segundo Martins (2006, p. 87) um mtodo de custeio que procura reduzir sensivelmente as distores provocadas pelo rateio arbitrrio dos custos indiretos. 18 J Bornia (2008, p. 121) comenta que a ideia bsica do ABC tomar os custos das vrias atividades da empresa e entender seu comportamento, encontrando bases que representam as relaes entre os produtos e essas atividades. Nesse sentido Silva e Niyama (2011, p. 190) entendem que o custeio ABC um sistema de custeio que se assemelha ao mtodo de custeio por absoro, porm, a forma de alocao dos gastos ocorre por meio de identificao das atividades significantes relacionadas ao objeto de custeio. Pode-se entender o ABC, como um custeio baseado em atividades de uma empresa para o desenvolvimento de um produto ou servio, tendo como principal objetivo a reduo dos custos, otimizao dos desperdcios que possam ocorrer durante o processo e aperfeioar os lucros. Nesse caso, torna-se necessrio a identificao dos setores dentro da organizao para encontrar os respectivos custos e em seguida alocando-os aos produtos ou ao servio prestado. Bert e Beulke (2005, p. 35) destacam a caracterstica bsica deste mtodo sendo a apropriao aos produtos, as mercadorias e aos servios de todos os custos e despesas diretas possveis, sejam elas fixas ou variveis. Nesse sentido pode-se dizer que o ABC teoricamente um sistema de custos que visa a quantificar as atividades realizadas por uma empresa, utilizando alguns direcionadores, para de forma mais realista alocar as despesas nos produtos e servios. 2.2.2 Custeio Ideal O Custeio Ideal a diferenciao dos outros mtodos de custeio, pois os custos relacionados com a produo ou servio de forma ineficiente (desperdcios) no sero alocados ao produto ou servio. Segundo Bornia (2008, pg. 57) que define custeio ideal sendo a separao entre custos e desperdcios, prpria do custeio por absoro ideal, fundamental para a mensurao dos desperdcios no processo produtivo, facilitando o controle dos mesmos. O autor salienta ainda que esse modelo de custeio se adapta empresa que trabalha com processo de melhoria contnua. 19 2.2.2.1 Custos Eficientes Os custos eficientes so considerados aqueles que tm seu consumo normal durante o processo de produo ou servio prestado. Segundo Beber et al (2004, p. 2195) a perda normal que admitida pela prpria especificao do processo, a qual dentro do contexto tcnico-econmico atual no pode ser recuperada. Podendo ter como exemplo: tempo gasto com regulagem de mquinas e equipamentos, etc. 2.2.2.2 Custos Ineficientes So considerados custos ineficientes aqueles que so consumidos de forma anormal. Beber et al (2004, p. 2195) considera que perda anormal que no est prevista na especificao do processo, sobre a qual pode ser estabelecido um plano imediato de ao visando a sua eliminao. Tendo como exemplo ociosidade, maquinas operando com velocidade reduzida, etc. 2.3 Servios de emergncia no Brasil O Servio de Atendimento Mvel de Urgncia (SAMU 192) no Brasil teve seu incio atravs de um acordo bilateral, entre o Brasil e a Frana, atravs de uma solicitao do Ministrio da Sade. Em 2003 foi criado e oficializado pelo Ministrio da Sade pelo decreto n. 5.055, de 27 de abril de 2004. Atualmente, o SAMU 192 regido no Brasil pela Portaria 1.010 de 21 de maio de 2012. Possuindo outras Portarias relacionadas como: Portaria 2.971 de 08 de dezembro de 2008 e Portaria 804 de 28 de novembro de 2011. O Brasil possui um total de 178 Centrais de Regulao das Urgncias que regulam 2.528 municpios brasileiros, com uma cobertura populacional do SAMU 20 192 no Brasil de 70,3%, o que equivale a mais de 134 milhes de pessoas (PORTAL DA SADE, 2012). O Servio de Atendimento Mvel de Urgncia (SAMU) tem por objetivo realizar o atendimento das urgncias e emergncias em qualquer lugar seja eles: vias pblicas, locais de trabalho, residncias entre outros locais do dia-a-dia. Um atendimento comea quando a chamada (gratuita) feita para o telefone 192. A ligao atendida por tcnicos em enfermagem que fazem uma triagem como: local onde a vitima est, em quais condies se encontra. Em seguida transferida a ligao para um mdico regulador, que faz o diagnstico da situao e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras aes. Conforme a situao do paciente, o mdico definir qual a ambulncia ser enviada pra o local. Se uma ambulncia de suporte bsico com um tcnico de enfermagem e um condutor socorrista ou uma ambulncia de suporte avanado UTI mvel, composta por um mdico intervencionista, enfermeira e condutor socorrista. Ao mesmo tempo ele avisa sobre a emergncia a um hospital pblico mais prximo ou que tenha a especialidade necessria naquela ocasio para que a rapidez do tratamento tenha continuidade. O servio tem seu funcionamento 24 horas por dia 7 dias da semana, com equipes de mdicos reguladores e intervencionistas (reguladores so aqueles mdicos que iro atender a ligao depois de feita a triagem pela tcnica em enfermagem, e o intervencionista o mdico que ir na ambulncia avanada UTI mvel no local da ocorrncia) enfermeiros, tcnicos em enfermagem e condutores socorristas, para atender as ocorrncias de natureza traumtica, clnica, peditrica, cirrgica, gineco-obsttrica e de sade mental da populao. A seguir apresentado o estudo de caso na empresa CIRUSPAR (SAMU 192). 21 3 ESTUDO DE CASO O presente trabalho foi desenvolvido mediante a coleta de dados no setor administrativo do Consrcio Intermunicipal de Urgncias do Sudoeste do Paran CIRUSPAR. Foram coletadas as informaes de nmero de ligaes telefnicas, atendimentos, trotes, regulaes mdicas entre outros so atravs do sistema utilizado pelo SAMU 192, j os custos e gastos com, manuteno do sistema, combustvel, materiais mdicos, folha de pagamento e encargos foram extrados atravs de relatrios fornecidos pelos setores de Contabilidade, Coordenao de Almoxarifado e Frotas e Controle Interno. 3.1 O Consrcio Intermunicipal de Urgncias do Sudoeste do Paran -CIRUSPAR O CIRUSPAR um consrcio composto por 42 municpios do Sudoeste do Paran. Sua sede atualmente na cidade de Pato Branco e dividida em administrativo, central de regulao e base do SAMU 192, tendo mais 9 bases descentralizadas nas seguintes Cidades: Chopinzinho, Coronel Vivida, Palmas, Realeza, Dois Vizinhos, Francisco Beltro, Clevelndia, Mangueirinha e Santo Antnio do Sudoeste. Atualmente possui 295 funcionrios, sendo eles subdivididos em diversas reas como: Controle Interno, Coordenao Geral, Coordenao de Administrao, Coordenao de Enfermagem e Coordenao Mdica. Conta com 16 ambulncias para atender os 42 Municpios da Regio Sudoeste unindo a 7 e 8 regionais de sade do Estado do Paran. No que tange o ambiente de trabalho uma forma de atendimento mvel de urgncias, ou algum acidente, incndio, terremoto, desmoronamento, entre outros sinistros que venham a ser causada a populao em geral. 22 Por se tratar de um Consrcio de Direito Pblico, para adquirir qualquer material, tanto de consumo quando de manuteno tem que possuir um processo de licitatrio, aps esse procedimento feito a solicitao do material/bem ou servio para o setor de compras, que ir fazer a solicitao de empenho para o setor de contabilidade, aps a chegada do material, bem ou servio feito a conferncia, e liquidado o empenho para futuro pagamento. O maior gasto/custo com folha de pagamento como pode se ver na Quadro 01 a seguir: Quadro 01 Gastos/Custos total do Servio Fonte CIRUSPAR (2013) Pode-se observar no Quadro 01, o gasto com folha de pagamento e encargos em uma mdia dos meses fica em torno 93% dos custos totais, por motivo de ser um servio especialmente tcnico e tem algumas variaes por no ter a escala completa da equipe mdica, assim acaba onerado a folha com as horas extras. O oramento anual para 2013 estimado em torno de R$ 14.798.512,08. Por se tratar de um Consrcio Pblico ele possui receita das trs esferas do governo, por parte da Unio sendo R$ 6.002.690,00, do Estado com R$ 3.196.360,00 e os Municpios R$ 5.599.462,08. Os trabalhos da parte administrativa do consrcio se iniciaram no ms de junho de 2012 com os primeiros convocados do concurso pblico realizado. Posteriormente no dia 10 de setembro de 2012 foram convocados os colaboradores para a parte operacional dos atendimentos, sendo eles os Mdicos, Enfermeiros, Tcnicos em Enfermagem e Condutores Socorristas. Esses passaram por treinamento intensivo em atendimento pr-hospitalar, atravs de um convnio firmado com a Secretaria de Sade do Estado do Paran e com contrapartida do consrcio. Aps o treinamento comeou a cobrana da parte dos prefeitos consorciados pra que o inicio dos servios se iniciassem o quanto antes, pois a populao estava 23 necessitando dos atendimentos, porm com muitas dificuldades para a compra de materiais para a os atendimentos, iniciou-se uma longa corrida para fazer as aquisies dos materiais necessrios, muitos processos de dispensa de licitao, e algumas licitaes iniciadas. Aps longo perodo de reunies, discusses, em um curto espao de tempo foi possvel colocar em funcionamento o servio. No dia 21 de fevereiro de 2013 foi implantado em toda a regio Sudoeste do Paran o SAMU, atendendo 42 Municpios pelo nmero 192. Porm um fator importante a salientar a inadimplncia dos Municpios para com o CIRUSPAR, pois a dvida total dos do ano de 2012 que no foi paga o contrato de rateio soma-se R$ 2.000.000,00. J ano de 2013 alguns Municpios continuaram inadimplentes perfazendo um total estimado de R$ 250.000,00. Porm muitos dos Municpios que estavam inadimplentes no ano de 2012 conseguiram fazer novos acertos e parcelaram suas dividas em at 40 vezes, acredita-se que um dos motivos da inadimplncia foi devido a um perodo de transio de governo com muitas trocas de prefeitos. Outro fator financeiro os repasses do Estado do Paran e do Governo Federal, ambos repassam os valores devidos para o SAMU 192 do Sudoeste do Paran com at trs meses de atraso, causando um enorme transtorno para o setor administrativo. Com no pagamento dos Municpios ou atraso e grande incertezas dos repasses do Estado e da Unio, ocorre um desgaste do setor financeiro do CIRUSPAR. Existem gastos fixos e variveis mensais tornando se difcil honrar com os compromissos e principalmente efetuar o pagamento da folha dos funcionrios, e que por muitas vezes acaba por ter que comprometer outros pagamentos como de vrios fornecedores para no comprometer outros setores. 24 3.2 Coleta dos dados A coleta das informaes de ligaes telefnicas, trotes e orientaes entre outras foram extradas durante o perodo de 01 de maro a 30 de setembro de 2013, junto a central de regulao do SAMU, na rua Olavo Bilac, bairro Bortot, na Cidade de Pato Branco, os dados foram retirados do sistema que o SAMU possui que foi cedido pelo Governo do Estado, que um programa nacional da rede de urgncias, e na parte administrativa dos gastos e custos foram tirados relatrios dos setores de Contabilidade, Coordenao de Almoxarifado e Frotas e Controle Interno. Com auxilio da Central de Regulao do SAMU 192 do Sudoeste do Paran, foi repassado o relatrio de tipos de ligaes ms a ms como pode ser visto no Quadro 02 a seguir: Quadro 02 Relatrio de tipos de ligaes x ocorrncias Fonte: Central de Regulao do SAMU 192, (2013) No Quadro 02, pode ser analisado que aps 30.923 ligaes, o SAMU 192 pode prestar 19.939 atendimentos de diversos graus de complexidade, de casos clnicos at fraturas, acidentes entre outros. Porm com isso foi constatado que houve 3.938 ligaes de pessoas que passaram trotes nos atendentes da Central de Regulao, desses trotes 40% foram deslocadas as ambulncias at o local indicado pela pessoa que passou a informao, totalizando em nmeros 1.580, atendimentos ineficientes, que nesse caso chegam ao local e no encontram vitima nenhuma. 25 Nesse sentido, deve ser analisada a questo de quando uma ambulncia se desloca para atendimento, nesse caso ineficiente, outra pessoa pode estar realmente precisando de atendimento e acaba sendo prejudicada, tanto na hora de ligar para o 192, que ir estar ocupado com uma pessoa passando trote, e consequentemente a ambulncia vai ser utilizada de forma errada, muitas vezes a pessoa que realmente est precisando essa demora pode ser fatal, pois esse servio de extrema importncia para a populao. Se comparar a questo das orientaes com os trotes, se tem uma grande diferena, pois houve muito mais trotes e do que orientaes que nesse caso a regulao mdica que acontece quando se tem uma emergncia que o mdico ao atender a ligao vai orientar a pessoa da melhor forma a proceder com a situao, sem precisar o deslocamento de alguma ambulncia. J as outras informaes apresentadas no Quadro 02, esto dentro da normalidade segundo os Coordenadores de Enfermagem e Mdico, s eles salientaram que o servido de transporte de pacientes est deixando o servio um pouco comprometido, pois nesse caso o paciente est estvel, desviando um pouco o foco do servido do SAMU 192 que para atender apenas urgncias e emergncias extremamente graves. Na sequencia tem-se o Quadro 03, que trata das informaes administrativas dos custos/gastos do servio em seus totais do dia 01 de maro de 2013 a 30 de setembro de 2013. Nesses 7 meses de funcionamento pode-se analisar os custos e gastos em seu total e por base descentralizada, nota-se que o servio possui um custo mais elevado nas Cidades que tem o suporte avanado (UTI mvel), o motivo dessa diferena entre uma e outra base, que o servio na ambulncia de suporte avanado depende de um profissional da rea mdica. 26 Quadro 03 Relatrio de custos Fonte: Coordenao de Almoxarifado e Frotas, Controle Interno, Contabilidade (2013). Nesse sentido o Sudoeste do Paran est com enorme carncia de mdicos, dispostos a salvar vidas no SAMU 192, como consequncia disso acaba elevando os salrios, esse o principal motivo de alguns dias o servio no dispor das equipes completas com mdicos 24 horas no suporte avanado. Foram coletados os dados a respeito de atendimento por ambulncia. 27 Quadro 04 Relatrio de atendimento por ambulncia Fonte: Central de Regulao do SAMU 192 (2013) No Quadro 04 tem-se o nmero de atendimento por ambulncia, nos meses de maro a setembro de 2013, nota-se que as ambulncias das cidades de Pato Branco e Francisco Beltro so as que mais prestaram atendimento a populao, mas no sendo todos os atendimentos necessariamente na prpria cidade, mas em cidades circunvizinhas, que o caso de Chopinzinho que muitas vezes atende ocorrncias nas cidades de So Joo, Saudade do Iguau e Sulina. As ambulncias possuem uma numerao e so chamadas de Bravo as Unidades de Servio Bsico e Alfa para as ambulncias de Unidade de Suporte Avanado esses termos so basicamente tcnicos utilizados pelas equipes do setor operacional do SAMU 192. J a ambulncia da cidade de Mangueirinha, por no ter ficado pronta a base na cidade estava prestando atendimento na cidade de Palmas, mas no incio de setembro ela entrou em funcionamento. Essa medida foi tomada a fim dos colaboradores no ficassem parados e ao mesmo tempo pudessem seguir nos treinamentos que fazem de rotina. 28 3.3 Anlise dos dados Em vista de um grande nmero de ligaes ineficientes, e o alto custo do servio do SAMU 192, foram tabulados alguns dados que temos a seguir. Quadro 05 Separao das chamadas em Eficientes e Ineficientes Fonte: Pesquisador No Quadro 05 se tem descriminado exatamente a quantia de cada procedimento tanto ineficientes quanto eficientes que foi efetuado na Central de Regulao do SAMU 192 no perodo de maro setembro de 2013. Nas chamadas ineficientes foram relacionadas no somente os chamados trotes, mas sim todas as ligaes que por um motivo ou outro acabaram resultando em gasto de tempo do profissional que prestou o atendimento, que se observar as desistncias, quedas de ligao, engano e particular somam-se 45,9% do total das chamadas ineficientes. Com as chamadas eficientes, pode ser observado que os atendimentos com a ambulncia no local superior em relao as orientaes e demais procedimentos chegando a um percentual de 84,4% do total de 23.647 chamadas eficientes, ficando consequentemente as orientaes com 14,37% e os demais como transferncias, administrativo, transporte e servio social somam juntos 1,23% do total de chamadas eficientes. 29 A seguir tem-se o Quadro 06, que representa um comparativo dos gastos total do servio dividido entre as chamadas Ineficientes e as Eficientes. Quadro 06 Comparao gasto total com chamadas Ineficientes e Eficientes Fonte: Pesquisador Ao analisar o Quadro 06, em relao ao gasto total com as chamadas ineficientes que chega a ter um percentual de 23,60% em relao ao gasto total do servio do SAMU 192, porm 85% pode-se contar como perca normal do processo, est sendo contadas todas as ligaes que foram atendidas via 192, segundo informaes obtidas pelo Coordenador Mdico, 15% das ligaes so efetivamente deslocadas as ambulncias representando um total em modo geral 4% do gasto total. Visto discrepncia de valores da base da cidade de Pato Branco para com as demais cidades a justificativa se d por que a Central de Regulao do servio est localizada em Pato Branco. Pois conta com 2 mdicos 24 horas por dias 7 dias da semana, sendo muitas vezes pago hora-extra para esse profissional visto que o Sudoeste do Paran est carente de profissional mdico e o SAMU 192 acaba sendo prejudicado, porque nesse caso o princpio do SAMU 192 a equipe mdica hospitalar. 3.4 Consideraes sobre o estudo Diante do que foi exposto neste trabalho foi observa-se que o principal gasto com pessoal tcnico como mdicos, enfermeiros, tcnicos em enfermagem, e 30 condutores que integram as equipes nas ambulncias, nesse sentido o SAMU 192 possui uma carncia de mdicos no que onera a folha de pagamento que aumenta as horas-extras. Nesse sentido com o enorme custo para se ter um servio do SAMU 192 do Sudoeste do Paran com qualidade, nota-se que tem muitas pessoas que esto prejudicando esse sistema com os trotes ou outras ligaes que acabam afetando o trabalho chegando ah R$ 301.194,97 no perodo estudado. Gastos com manuteno de ambulncias e mveis e utenslios mdicos/hospitalares tem-se um controle bem especfico e no impacta muito no custo do servio, pois combustveis, medicamentos s iro ser gastos se tiver atendimentos, caso contrario permanecero em estoque. Um fator muito importante que vale salientar a inadimplncia dos Municpios para com o CIRUSPAR, pois est afetando drasticamente. Pois com os atrasos nos pagamentos e os repasses do Estado e Unio que tambm esto atrasados acaba ficando com falta de crdito no mercado, pois a administrao presa pelo pagamento dos funcionrios aps isso feito o pagamento dos credores. Vale salientar que o impacto causado no desempenho do servio notvel, pois as equipes acabam se desgastando muito nesses atendimentos ineficientes e consequentemente acaba prejudicando a qualidade do servio. E na questo da gesto os administradores acabam perdendo um tempo considervel tentando resolver esse problema de ligaes ineficientes, assim no conseguindo atender todas as expectativas da populao. 31 4 CONCLUSO Os gestores devem estar constantemente buscando solues rpidas para os problemas administrativos e operacionais de seus negcios. Dentre as reas que mais requerem informaes rpidas a de Custos e Gastos. O objetivo principal deste trabalho foi identificar os gastos e analisa-los referente aos atendimentos eficientes e atendimentos ineficientes dos atendimentos prestados pelo SAMU 192 do Sudoeste do Paran em um determinado perodo de tempo, comparando o impacto tanto no desempeno do processo de gesto quanto em seu gasto total efetivo. Diante dos trabalhos realizados, apresentados neste relatrio, pode-se dizer que os objetivos do trabalho foram atingidos e que, pode-se por em prtica vrios conceitos adquiridos durante o perodo da ps-graduao. No que se refere aos objetivos especficos, foram identificadas os principais conceitos e ferramentas para efetuar as anlises dos gastos e custos do servio do SAMU 192, em seguida foi feita a elaborao de um diagnstico detalhado dos gastos do SAMU em um determinado perodo de tempo nesse caso foi de maro/2013 a setembro/2013, na sequncia foram feitas as separaes dos gastos em eficientes e ineficientes e foi feito a avaliao do impacto econmico dos gastos com o servio. Com os grandes nmeros de ligaes ineficientes, pode-se fazer algumas sugestes para minimizar e resolver esse problema crnico que o SAMU 192 do Sudoeste vem enfrentando, que seria a conscientizao das crianas nas escolas Estaduais e Municipais com o projeto SAMUZINHO, orientaes nas rdios e canais de comunicao, promover eventos para a conscientizao junto com as Prefeituras do Sudoeste. Ao trmino deste trabalho, conclui-se que a utilizao da tcnica da Contabilidade de Custos/Gastos muito importante para qualquer empresa, pois atravs dela pode-se apurar de forma mais detalhada os gastos e custos do servio ou produtos. Alm disso, que os gastos com ligaes ineficientes so muito mais altos do que os prprios gestores imaginavam. 32 Este trabalho teve grande contribuio, para alm da caminhada acadmica, ou seja, para a carreira profissional dos pesquisadores, visando impulsionar uma futura atuao na rea. Nisso, as tcnicas aqui aprendidas sero de grande importncia. Importante salientar que este trabalho no se encerra por aqui. Na empresa ainda exista espao para estudos na rea de controle de gastos com pessoal, controle de estoques. 33 REFERNCIAS BEBER, Sedinei Jos Nardelli; SILVA, Edson Zilio; DIGENES, Mara Chagas; NETO, Francisco Jos Kliemann. Princpio de custeio: uma nova abordagem. XXIV encontro Nac. de Eng. De Produo Florianpolis SC, Brasil 03 a 05 de nov de 2004. 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