ANÁLISE DE CONJUNTURA NACIONAL - ?· ANÁLISE DE CONJUNTURA NACIONAL ... como não poderia deixar de…

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ANLISE DE CONJUNTURA NACIONAL

(TODA ANLISE DE CONJUNTURA DEVE CONSIDERAR O CONTEXTO EXTERNO - CAPITALISMO EM

CRISE)

Vivemos um perodo histrico em que o capitalismo transita da supremacia produtiva e

industrial para financeira. Antes os empresrios comandavam a economia, hoje so os

banqueiros.

A classe hegemnica no capitalismo financeiro composta por rentistas. Dos

50 maiores conglomerados empresariais do mundo 48 so de grupos

financeiros.

Apenas 28 bancos controlam os mercados mundiais de cmbio, juros e

valores mobilirios.

O sistema financeira opera sem regulao e impe suas regras para os Bancos Centrais, que

cada vez mais perdem autonomia.

A desregulamentao ocorrida nos governos Teacher (Inglaterra) e Bush (EUA) permitiu que

os bancos utilizem os depsitos monetrios de seus clientes para os seus prprios negcios,

inclusive a especulao nos mercados de valores mobilirios, de cmbio ou de mercadorias.

Os bancos passaram a concentrar cada vez mais em aes especulativas, reduzindo

drasticamente o servio de crdito (para o consumo e para o investimento produtivo).

Em muitos pases o sistema financeiro controla o prprio oramento pblico por meio da

dvida pblica. Os estados esto refns dos rentistas.

Atravs da dvida pblica, os rentistas transformam paulatinamente os

empresrios produtivos em investidores

VEJAM O TRUQUE: Os papis da dvida pblica, como no poderia deixar de

ser, so tomados pelos bancos e repassados aos investidores privados. Para

estes, tal operao financeira provocou de imediato um duplo e substancial

benefcio: de um lado, o no-aumento (ou mesmo a reduo) da carga

tributria; de outro, a oportunidade de ganhos suplementares pelo

recebimento de juros da dvida pblica. Em pouco tempo, os empresrios

industriais, que j haviam se deixado seduzir pela especulao com valores

mobilirios, foram se transformando, total ou parcialmente, em rentistas.

A dvida total dos pases da rea do euro correspondia a 79,3% do PIB em 2008 e cresceu

para 102,4% em 2011. A dvida grega, que em 2008, era de 116,1% do PIB aumentou para

157,1% em junho de 2011. A dvida portuguesa aumentou, no mesmo perodo, de 80,6%

do PIB para 110,8%; a da Espanha de 47,4% para 74,8%; a da Itlia, cresceu de 115,2 para

129,0%; a da Irlanda de 49,6 para 120,4%; a da Inglaterra de 57% para 88,5%; a da Frana

de 77,8 para 97,3%; e a da Alemanha de 69,3 para 87,3%. O Japo, o mais endividado,

passou de uma dvida de 174,1 em 2008 para 212,7% em junho de 2011. Em todos os

pases, o que se nota um salto extraordinrio no endividamento aps a crise. Cresce em

todos os quadrantes a tentativa do capitalismo resolver sua crise e a artificialidade

financeira atravs da superexplorao dos trabalhadores e trabalhadoras (baixos salrios,

precarizao, aumento da produtividade, reduo de direitos/previdencia ).

Uma das consequncias da supremacia do capital financeiro desindustrializao (exceto a

China) e o colapso das finanas dos estados.

A EXPLOSO DA DESIGUALDADE E DA CONCENTRAO DE RIQUEZA:

A metade mais pobre da humanidade possui menos de 1% da riqueza planetria.

Aps a crise de 2008, nos EUA, o 1% mais rico da populao absorveu 95% da riqueza

produzida.

85 dos maiores multimilionrios mundiais contm tanta riqueza quanto a metade mais

pobre da populao mundial.

174 empreendimentos so considerados superentidades que controlam 40% da

economia mundial (Merrill Lynch & Co Inc EUA, UBS AG Sua, Vanguard Group Inc

EUA, Legal & General Group PLC Reino Unido, JP Morgan Chase & Co EUA, State Street

Corporation EUA, AXA Frana, FMR Corporation EUA, Capital Group Companies Inc

EUA, Barclays PLC Reino Unido). A grande maioria so instituies financeiras.

Atualmente 10 empresas controlam quase tudo que consumimos de alimentos e produtos

de higiene (Nestle, Kellonggs, Johnson-Johnson, Coca Cola ...)

EXPANSO DO DESEMPREGO MUNDIAL:

O nmero final de desemprego em 2015 estimado em 197 milhes. Em 2016 um

aumento de cerca de 2,3 milhes, o que levou o nmero a 199,4 milhes. Em em 2017

mais 1,1 milho de desempregados (OIT). Estamos prximos de atingir 200 milhes de

trabalhadores desempregados.

A CRISE DO CAPITALISMO ACIRRA OS CONFLITOS E CRIA ZONAS DE GUERRA.

ndia (EUA) e o Paquisto (China)

Chechenia X Russia

Correia do Sul x Correia do Nore

China x Japo: disputam as Ilhas Senkaku/Diaoyu

Israle x Palestina

Sria: o confronto entre o ditador srio Bashar al-Assad e seus opositores j produziu mais

de 70 mil mortos e 700 mil refugiados.

Turquia: desde 1984, o Partido dos Trabalhadores do Curdisto (PKK) trava uma luta

armada contra o poder central turco pela criao de um pas para os 14 milhes de curdos

(20% da populao).

Segundo o relatrio da Global Peace Index (2014), dos 162 pases, apenas 11 no h

registro de nenhum conflito violento.

A situao geopoltica hoje mais explosiva que em qualquer outro momento anterior, desde as

vsperas da Segunda Guerra Mundial. Acossada por crise econmica e social para as elites

governantes no tm resposta progressista a oferecer. A nica resposta smear instabilidade,

conflitos e guerras.

SNTESE: O setor mais parasitrio passou a hegemonizar as decises econmicas e polticas nos

pases centrais e subordinou todos os outros setores lgica financeira, desenvolvendo de

maneira acelerada um processo especulativo que hegemonizou no s a esfera das finanas, mas

contaminou a produo e as decises oramentrias do Estado. Para compensar a sua crise o

capitalismo aumenta a superexplorao do trabalho, desemprega e promove a desigualdade.

Alm disso, o Imprio patrocina zonas de instabilidades criando uma situao de guerra. BRASIL

(A CRISE POLTICA DO BRASIL E EM OUTROS PASES E FORJADA PELOS PODERES NORTE-

AMERICANOS)

A estratgia aproveitar as contradies domsticas do pas, os problemas internos, a fim de

agrav-los, gerar turbulncia e caos at derrubar o governo sem recorrer a golpes militares.

A desestabilizao econmica, poltica e social do Brasil til ao Imprio (EUA). Ela cria melhores

condies para.

Desregulamentar o acesso estrangeiro s nossas riquezas (quebra do regime de partilha,

etc.);

Internacionalizar a economia (venda das empresas para o capital externo);

Possibilita quebra de normas de acesso aos nossos mercados (o capitalismo precisa ampliar

mercados para venda de seus produtos);

Impede que o Brasil se torne um contraexemplo e ameace a hegemonia norte-americana

no cenrio internacional;

Cria um ambiente de intolerncia e de fortalecimento de ideias conservadoras e neoliberais

(competio, individualismo, meritocracia, etc.);

Dificulta a participao do Brasil em outros blocos econmicos (tira gs dos Brics) o Brasil

voltou a ser uma republica de bananas

AS MEDIDAS DO GOVERNO LULA/DILMA QUE FORAM CONTRA OS INTERESSES DO IMPRIO

O governo Lula tirou da pauta a ALCA;

Aposta no fortalecimento do Mercosul - formado pelo Uruguai, Paraguai, Venezuela e

Argentina, recebeu forte oposio de setores empresariais;

Incentivo a criao da Unasul;

A diplomacia brasileira no apoiou os EUA na guerra do Iraque;

O caso de Honduras: os Estados Unidos reconheceram o governo eleito de Porfirio Lobo. O

Brasil defendeu a legitimidade de Manuel Zelaya como presidente do pas;

O Brasil e a Turquia intermediaram o problema nuclear iraniano;

Protagonismo no G20 - em 2003, em Cancum, o Brasil liderou a formao do G-20, com

vistas a montar uma coalizo nas negociaes da Rodada Doha de liberao do comrcio.

Com isso, barrou as tentativas das grandes potncias de abrir os mercados das naes em

desenvolvimento, sem a devida reciprocidade;

Dilma Rousseff denunciou na ONU a espionagem da NSA (Agncia Nacional de Segurana

dos EUA);

Comprou os avies-caa da Sucia e no dos EUA (com contrato de domnio de tecnologia);

No entregou o pr-sal s petrolferas americanas;

Compra de submarinos nuclear franceses com transferncia de tecnologia, o Brasil poder

ser o quinto pas do mundo a controlar essa tecnologia, depois dos EUA, Inglaterra, Rssia,

e China;

Em 2002, o Brasil tinha 150 representaes em todo o mundo, que passaram a 216 em

2010; 35 novas embaixadas foram criadas na gesto Amorim 16 delas na frica;

O Brasil , hoje, o quarto maior contribuidor entre os pases em desenvolvimento para o

oramento das operaes de paz da ONU, participando em nove misses com 2.256

soldados;

China: aumento da importncia do comrcio com a China, que liderou a lista de parceiros

comerciais do Brasil em 2008;

Aumento da participao da Argentina e da ndia no comrcio brasileiro entre 2002 e 2009.

Participao na formao dos agrupamentos regionais (Ibas e BRIC).

Proteo reservas energticas do Brasil (petrleo,eltrica, gua, Fora de Trabalho,

minerais).

ELEMENTOS DA CRISE ECONMICA BRASILEIRA

Brasil encontra-se hoje nas mos dos banqueiros. Os cinco maiores bancos (Ita Unibanco,

Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econmica Federal e Santander) controlam 86% do total

dos ativos financeiros (em 1995 era 56%).

Enquanto no primeiro semestre de 2015, o Produto Nacional Bruto entrava em recesso, o

lucro lquido contbil dos quatro maiores bancos do pas crescia 46% em relao ao mesmo

perodo do ano anterior.

A crise da dvida pblica. No fim do primeiro governo de Dilma, em 2014, a dvida tinha

crescido de 51,3% para 57,2% do PIB. Em 2015, saltou para 66,2%. Com uma taxa de juros

acima de 14%, a nossa dvida pblica gigantesca e impagvel. Ela drena recursos do

oramento para o pagamento de juros e enriquecimento dos rentistas.

A desacelerao da economia chinesa levou a uma queda brusca no preo das

commodities. O minrio de ferro despencou de US$ 187,18 a tonelada para US$ 37. O

petrleo perdeu mais de 60% de seu valor e encerrou 2015 abaixo de US$ 40 o barril.

As operaes de combate a corrupo paralisaram grandes empresas que estavam a frente

de grandes construes de infraestrutura. O combate a corrupo serviu para desestabilizar

a poltica e paralisar a economia.

Aumento da inflao e do custo de vida aumenta e reduz drasticamente o poder de compra

da classe trabalhadora.

O aumento do desemprego (13 milhes de desempregados mais 13 milhes que deixaram

de procurar emprego/desaltento)

A economia deixou de crescer

2012 1,0%

2013 2,7%

2014 0,1%

2015 - -3,80%

2018 1%

Os nossos piores desempenhos econmicos concentra-se na rea da indstria.

A CRISE ECONMICA FOI UTILIZADA PARA DESESTABILIZAR O GOVERNO E PROVOCAR O GOLPE

O golpe foi comandado por uma quadrilha, subdividida em vrias faes, com um comando

central alojado nos EUA:

A faco judicial: utilizao dos mecanismos judiciais, muitos dos quais criados pelos

governos LULA/DILMA, para derrotar o PT. Por trs do combate a corrupo esconde-se a

agenda neoliberal;

A faco miditica: os meios de comunicao so porta-vozes e atuam como Partido

Poltico (Partido da Imprensa Golpista).

A faco financeira-empresarial: os empresrios embarcaram e patrocinaram o golpe

(episdio da FIESP e o seu pato amarelo).

A faco poltica: o PSDB partido derrotado nas eleies e o PMDB traidor no ninho.

O golpe institucional sofrido por Dilma Rousseff nos recoloca no dia primeiro de janeiro de

2003, pois o programa apresentado o de continuidade do enxugamento do Estado, da

meritocracia, privatizao e desregulamentao. O governos petistas interromperam este

ciclo e agora a direita faz de tudo para retom-lo.

Reforma trabalhista o saque nos direitos

Priso do Lula as elites querem ganhar as eleies a qualquer custo para consolidar no

pas o seu projeto neoliberal.

O PROCESSO DE RESISTNCIA EM CURSO

Neoliberalismo busca quebrar as organizaes sociais populares e de carter classista

Movimento Sindical, Social, setores de Igrejas, Militantes em geral

Os Atos, Greves, Mobilizaes Setoriais

Maior horizontalidade nas relaes

Experincia da CUT (necessidade de maior formao, capacitao, inovar nas organizaes/base,

repensar as estruturas, maior comunicao)

Construir contra-hegemonias (gnero, raa, juventude, sobre democracia, etc) fortalecimento

das experincias organizativas de base.

Maior Unidade Classista (Processo eleitoral uma parte) mas neste ano assume fundamental

importncia

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