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dos

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ano 2013

Ministrio de

Minas e Energia

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

i

Ministrio de Minas e Energia

GOVERNO FEDERAL

Ministrio de Minas e Energia Ministro Edison Lobo

Anlise de Conjuntura dos

Biocombustveis Ano 2013

Empresa pblica, vinculada ao Ministrio de Minas e Energia, instituda nos termos da Lei n 10.847, de 15 de maro de 2004, a EPE tem por finalidade prestar servios na rea de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energtico, tais como energia eltrica, petrleo e gs natural e seus derivados, carvo mineral, fontes energticas renovveis e eficincia energtica, dentre outras.

Presidente Mauricio Tiomno Tolmasquim Diretor de Estudos de Petrleo, Gs e Biocombustveis Diretor de Estudos Econmico-Energticos e Ambientais Amlcar Gonalves Guerreiro Diretor de Estudos de Energia Eltrica Jos Carlos de Miranda Farias Diretor de Gesto Corporativa lvaro Henrique Matias Pereira

Coordenao Executiva

Ricardo Nascimento e Silva do Valle

Coordenao Tcnica Angela Oliveira da Costa

Equipe Tcnica

Andr Luiz Ferreira dos Santos Angela Oliveira da Costa

Antonio Carlos Santos Euler Joo Geraldo da Silva

Henrique dos Prazeres Fonseca Lenidas Bially Olegario dos Santos

Patrcia Feitosa Bonfim Stelling Pedro Nin de Carvalho

Rachel Martins Henriques Rafael Barros Araujo

URL: www.epe.gov.br

Sede

SAN Quadra 1 Bloco B Sala 100-A

70041-903 - Braslia DF

Escritrio Central

Av. Rio Branco, 01 11 Andar

20090-003 - Rio de Janeiro RJ

EPE-DPG-SDB-Bios-NT-01-2014 Data: 04 de junho de 2014

http://www.epe.gov.br/

2

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Apresentao

A EPE apresenta sua quinta Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis, com os fatos

mais relevantes ocorridos no ano de 2013.

Os principais temas abordados so: a oferta e demanda de etanol e sua infraestrutura

de produo e transporte, a comercializao de bioeletricidade nos leiles de energia,

o mercado internacional, as expectativas para os novos biocombustveis e as emisses

de gases de efeito estufa evitadas pela utilizao dessas fontes de energia.

Nessa edio, alm da avaliao dos principais acontecimentos ocorridos em 2013, o

documento apresenta um texto, em anexo, sobre as perspectivas dos custos de

produo de etanol para os prximos anos.

3

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Sumrio

APRESENTAO ............................................................................... 2

1. OFERTA DE ETANOL ................................................................... 6

1.1. REA, PRODUTIVIDADE AGRCOLA E RENDIMENTO DA CANA ............................ 7

1.2. PROCESSAMENTO DE CANA-DE-ACAR ....................................................... 10

1.3. PRODUO DE ETANOL ............................................................................. 11

1.4. PRODUO DE ACAR ............................................................................. 14

1.5. MIX DE PRODUO .................................................................................. 16

2. DEMANDA DE ETANOL .............................................................. 18

2.1. LICENCIAMENTO DE VECULOS LEVES .......................................................... 18

2.2. DEMANDA DE COMBUSTVEIS DA FROTA CICLO OTTO ..................................... 22

3. ANLISE ECONMICA .............................................................. 25

3.1. MERCADO NACIONAL DE ETANOL ................................................................ 25

4. CAPACIDADE DE PRODUO E INFRAESTRUTURA DE

TRANSPORTE DE ETANOL ............................................................... 30

4.1. CAPACIDADE PRODUTIVA .......................................................................... 30

4.2. DUTOS E HIDROVIAS ................................................................................ 33

4.3. VIAS DE EXPORTAO DE ETANOL ............................................................... 33

5. BIOELETRICIDADE ................................................................... 35

5.1. COMERCIALIZAO DE ENERGIA ................................................................. 36

5.2. GERAO VERIFICADA DAS FONTES ALTERNATIVAS ........................................ 37

6. BIODIESEL ............................................................................... 39

6.1. LEILES E PREOS DE BIODIESEL ............................................................... 39

6.2. PRODUO REGIONAL E CAPACIDADE INSTALADA .......................................... 40

6.3. MATRIA-PRIMA PARA O BIODIESEL ........................................................... 41

6.4. COPRODUTOS DO BIODIESEL ..................................................................... 43

7. MERCADO INTERNACIONAL DE BIOCOMBUSTVEIS ................. 44

7.1. ESTADOS UNIDOS BLEND WALL .............................................................. 45

7.2. UNIO EUROPEIA BIOCOMBUSTVEIS DE PRIMEIRA GERAO ...................... 46

8. NOVOS BIOCOMBUSTVEIS ...................................................... 47

9. EMISSES DE GASES DE EFEITO ESTUFA ................................. 50

10. ANLISE DOS CUSTOS DE PRODUO DO ETANOL ................. 51

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................................ 59

4

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Lista de grficos

Grfico 1 Produtividade agrcola x Aquisio de financiamentos pblicos ............................................... 7

Grfico 2 - Evoluo da rea de cana total cultivada* ................................................................................. 8

Grfico 3 Colheita e Plantio mecanizados x Qualidade da cana na regio Centro-Sul ............................ 10

Grfico 4 Histrico anual de processamento de cana ............................................................................. 11

Grfico 5 Produo brasileira de etanol .................................................................................................. 12

Grfico 6 Evoluo mensal do estoque fsico de etanol ........................................................................... 13

Grfico 7 Produo e exportaes brasileiras de acar ......................................................................... 14

Grfico 8 Preos internacionais do acar............................................................................................... 15

Grfico 9 Mix de produo (acar x etanol)........................................................................................... 16

Grfico 10 Preo do ATR para acar e etanol ........................................................................................ 17

Grfico 11 Licenciamentos de veculos leves ........................................................................................... 18

Grfico 12 Taxa de juros Aquisio de veculos Pessoa Fsica (% a.m.) ............................................. 19

Grfico 13 ndice de Inadimplncia Pessoa Fsica ................................................................................. 20

Grfico 14 Perfil de licenciamento ........................................................................................................... 20

Grfico 15 Demanda de Combustveis da Frota de Veculos Ciclo Otto* ................................................. 22

Grfico 16 Demanda anual de etanol hidratado e gasolina C ................................................................. 23

Grfico 17 Demanda total e participao de Combustveis na Frota de Veculos de motores Ciclo Otto* .................................................................................................................................................................... 24

Grfico 18 Demanda, Produo, Exportao e Importao de gasolina A .............................................. 25

Grfico 19 Preos por litro de Etanol Hidratado ...................................................................................... 26

Grfico 20 Histrico da relao PE/PG .................................................................................................... 27

Grfico 21 Relao PE/PG mensal em 2013 ............................................................................................ 28

Grfico 22 Nmero de Estados onde h competitividade do hidratado em relao gasolina C. .......... 29

Grfico 23 Volume do Hidratado sobre o Total de Combustveis consumidos pela Frota Ciclo Otto (VE/VT) X Relao de Preos PE/PG ............................................................................................................ 30

Grfico 24 Entrada de novas usinas no Brasil .......................................................................................... 32

Grfico 25 Principais portos exportadores de etanol do Brasil (Milhes de Litros) ................................. 34

Grfico 26 Principais destinos do etanol exportado via martima ........................................................ 34

Grfico 27 Investimentos do BNDES com nfase em Bioeletricidade .................................................... 35

Grfico 28 Energia Contratada no ACR pelas usinas de bagao de cana ................................................ 36

Grfico 29 Energia Contratada nos leiles: Elica x Bagao ................................................................... 37

Grfico 30 Preo mdio dos leiles de biodiesel ...................................................................................... 40

Grfico 31 Produo Regional de Biodiesel 2013 ................................................................................. 40

Grfico 32 Capacidade instalada de produo e consumo de biodiesel .................................................. 41

Grfico 33 Participao de matrias-primas para a produo de biodiesel (%) ...................................... 42

Grfico 34- Comportamento do mercado de leo de soja .......................................................................... 43

Grfico 35 Exportao de glicerina bruta ................................................................................................ 43

5

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 36 Exportaes brasileiras de etanol 2001 a 2013 ................................................................... 44

Grfico 37 Produo Real de Combustveis Celulsicos (EUA) ................................................................. 48

Grfico 38 Emisses Evitadas com Biocombustveis em 2013 Brasil .................................................... 50

Grfico 39 Histrico de mecanizao da colheita nas principais reas do Brasil .................................... 54

Lista de tabelas

Tabela 1- Preos por litro de Etanol Hidratado, Gasolina C e preo relativo (PE/PG) ................................ 26

Tabela 2 Produo de biocombustveis celulsicos nos EUA (em milhares de L). .................................... 47

Tabela 3 Capacidade produtiva de etanol celulsico............................................................................... 49

Tabela 4 reas aptas ao plantio de cana-de-acar, considerando sua aptido agrcola e o uso atual da terra (Mha) ................................................................................................................................................. 53

Tabela 5 - Estratificao dos custos de Produo dos Produtos da Cana-de-acar ................................. 54

6

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

1. Oferta de Etanol

A produo brasileira de etanol apresentou uma considervel recuperao na safra

2013/14. Os principais motivos foram a liberao de recursos pblicos para o setor

sucroenergtico, o aumento da produtividade agrcola, o baixo preo internacional do

acar, o aumento do percentual de anidro na gasolina C e a desonerao tributria

do etanol. Cada um desses fatores ser abordado neste boletim.

Em 2013, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social - BNDES ajustou

os critrios para a aquisio de recursos do Programa de Apoio Renovao e

Implantao de Novos Canaviais - Prorenova1, de forma a incentivar a renovao dos

canaviais e expandir a rea plantada. Entre os ajustes esto: a reduo da taxa de

juros de 9% a.a. para 5,5%; a ampliao do limite de financiamento, de 4.350,00

R$/ha para 5.450,00 e a liberao dos recursos para empresas com capital estrangeiro

[17]. Com isso, a demanda pelo Prorenova alcanou R$ 2,65 bilhes em 2013, frente

aos R$ 1,35 bilho contratados em 2012, ainda significativamente aqum dos R$ 4

bilhes que podem ser disponibilizados pelo BNDES.

Segundo o BNDES, as atenes, a partir de agora, devero se voltar para o retorno

dos investimentos em expanso de capacidade da indstria, visto que a mesma est

prxima de seu limite [56].

possvel verificar, atravs do Grfico 1, o movimento conjunto entre a aquisio de

financiamentos pblicos para o cultivo da cana e a produtividade agrcola no Brasil,

com uma certa defasagem entre os mesmos.

1 A vigncia do programa expirou no fim de 2013 e sua prorrogao, com eventuais mudanas, ser avaliada em 2014.

7

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 1 Produtividade agrcola x Aquisio de financiamentos pblicos

Fonte: BNDES [18] e CONAB [26]

1.1. rea, Produtividade Agrcola e Rendimento da Cana

O Grfico 2 apresenta a evoluo das reas reformadas2, em reforma3, de expanso4

e de cana soca5 nos estados de Gois, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do

Sul, Paran e So Paulo.

Observa-se um aumento da relao rea de cana planta6 / rea de cana disponvel

para a colheita nas ltimas trs safras, resultado da retomada do processo de

renovao dos canaviais. Na safra 2013/14 essa relao foi de 18,7%, enquanto que

nas safras 2010/11 e 2011/12 esse valor atingiu 9,8% [38]. Observa-se que o

percentual desejvel para esta relao de cerca de 21% [63].

2 rea reformada aquela recuperada no ano da safra anterior e que est disponvel para colheita. 3 rea em reforma aquela que no ser colhida, pois se encontra em perodo de recuperao para o

replantio da cana ou outros usos. 4 rea de expanso a classe de lavouras de cana que, pela primeira vez, esto disponveis para colheita.

5 Cana que j passou por mais de um corte.

6 Cana planta Cana de primeiro corte, proveniente das reas reformada e em expanso.

0,2 0,2 0,4

0,6 0,7 0,7 0,6

0,9

1,2

2,1

73,9 73,9 77,0 79,0

81,0 81,6 77,4

67,1 69,4 74,8

0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

50,0

60,0

70,0

80,0

90,0

0,0

0,5

1,0

1,5

2,0

2,5

3,0

2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

tc/h

a

Bilh

e

s d

e re

ais

Fianciamentos para o cultivo da cana Produtividade Agrcola

8

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 2 - Evoluo da rea de cana total cultivada*

Fonte: EPE a partir de INPE [38] * rea de cana para todos os fins (setor sucroalcooleiro e outros) GO, MG, MS, MT, PR e SP.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento CONAB, a rea total colhida para

o setor sucroalcooleiro, na safra 2013/14, atingiu 8,8 milhes de hectares, um

aumento de 3,8% em relao anterior [27]. A instituio estima um novo

crescimento de 3,6% para a safra 2014/15, o que totalizar 9,1 milhes de hectares.

Produtividade Agrcola

Os investimentos realizados em 2012 e 2013 ainda no proporcionaram a plena

recuperao da produtividade agrcola na safra 2013/14, j que a reduo dos

investimentos em reforma do canavial e em tratos culturais, juntamente com os

problemas climticos, foram bastante significativos entre 2009 e 2011. Registra-se

que, com o aumento da mecanizao da colheita, a partir de 2007, houve elevao do

ndice de perdas de sacarose.

De acordo com a CONAB [27], a safra 2013/14 apresentou um aumento de 7,7% na

produtividade da cana, atingindo 74,8 tc/ha. No entanto, este valor est aqum dos

maiores ndices j alcanados nas safras de 2008/09 e 2009/2010, respectivamente,

81,0 e 81,6 tc/ha. Cabe ressaltar que a ocorrncia de geadas em algumas regies

prejudicou a produtividade agrcola da cana.

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Milh

e

s d

e h

ect

are

s

Soca Reformada Expanso Em reforma

9

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

O processo de renovao do canavial, aliado aos tratos culturais adequados, tem

efeito positivo sobre a produtividade agrcola. No entanto, entre dezembro e fevereiro7

de 2014, o clima atipicamente seco, combinado com temperaturas acima da mdia em

grande parte da regio Centro-Sul, dever resultar em uma reduo desta

produtividade na safra 2014/15, de 1,6% em relao safra anterior, caindo para

73,57 tc/ha8 [27].

Rendimento

Em maio e junho de 2013, chuvas intensas atrasaram a colheita e afetaram a

qualidade da cana. O ndice de ATR9/tc estimado para a safra 2013/14, no Brasil, foi

de 134,4 kg/tc, segundo a CONAB, inferior mdia de 141,5 kg ATR/tc, observada

entre as safras de 2003/04 e 2012/13 [27].

Atravs do Grfico 3, pode-se observar uma relao entre o aumento da mecanizao

da colheita e a reduo da qualidade da cana na regio Centro-Sul, intensificada pela

defasagem da mecanizao do plantio. Alm disso, as questes climticas ocorridas

nos ltimos anos tambm impactaram a qualidade da cana. O excesso de chuvas em

2009 contribuiu para a reduo da ATR/tc e a escassez em 2010, para seu

incremento.

7 poca que a cana est na fase de crescimento vegetativo. 8 Alguns agentes do setor apontam uma reduo ainda maior, devido aos problemas climticos, podendo chegar at 70 tc/ha. 9 Acares Totais Recuperveis.

10

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 3 Colheita e Plantio mecanizados x Qualidade da cana na regio Centro-Sul

Fonte: UNICA [61][62][63] e MAPA [42] Nota: No inclui fornecedores

Destaca-se que, para que haja a plena recuperao da qualidade da cana, alcanando

os maiores valores j registrados para este indicador, questes como: a preparao

adequada do solo durante o plantio, o alinhamento correto do canavial, a qualificao

apropriada dos operadores e a adaptao das variedades de cana para o corte

mecnico ainda precisam de soluo.

Alm de afetar a produtividade agrcola da safra 2014/15, o tempo seco que atingiu o

Brasil entre dezembro de 2013 e fevereiro deste ano far com que a colheita seja

iniciada mais tarde. Desta forma, a cana ser colhida fora do perodo ideal e sua

concentrao de acar poder cair. A CONAB, com efeito, estima uma reduo do

rendimento agrcola para a safra 2014/15, quando dever alcanar 133,4 kg/tc,

inferior ao valor registrado na safra 2013/14 [27].

1.2. Processamento de cana-de-acar

O volume de cana moda no ano civil de 2013 foi de 649,3 milhes de toneladas, o que

representa um crescimento de 9,3% em relao a 2012, conforme Grfico 4. A taxa

mdia de crescimento anual da moagem de cana de 2000 a 2009 foi de 10,4%,

enquanto a calculada para o perodo de 2000 a 2013, caiu para 6,3% a.a., em

decorrncia dos problemas j citados, ocorridos em 2010 e, principalmente, em 2011,

quando houve um decrscimo considervel na produo.

33% 35% 34% 36% 42%

54% 61%

73% 80% 85%

89%

33% 35% 48%

58% 71%

147 142 144 148 144 141

130

140 137 136 134

0

20

40

60

80

100

120

140

160

0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

90%

100%

2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Colheita Mecanizada Plantio mecanizado kg de ATR/tc

11

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 4 Histrico anual de processamento de cana

Fonte: EPE a partir de CONAB [27] e MAPA [41]

A CONAB estima que a moagem de cana na safra 2014/15 dever ser 2% superior,

representando 671,7 Mtc, apesar da reduo da produtividade [27]. Considerando que

a diferena entre os valores de ano civil e ano safra so da ordem de 3%, a estimativa

da companhia corresponde a cerca de 650 milhes de toneladas de cana modas no

ano civil de 2014. Por outro lado, agentes do setor indicam uma moagem de cana de

cerca de 630 Mtc para a safra 2014/15, devido aos problemas climticos relacionados

anteriormente.

1.3. Produo de etanol

Em 2013, foram produzidos 27,7 bilhes de litros de etanol (volume 18% superior a

2012), sendo 11,7 bilhes de anidro e 15,9 bilhes de hidratado, conforme ilustra o

Grfico 5.

254,9

495,5

552,8

622,6 625,7

565,8 594,3

649,3

0

100

200

300

400

500

600

700

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Milh

e

s d

e To

nel

adas

12

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 5 Produo brasileira de etanol

Fonte: EPE a partir de Conab [27] e MAPA [41]

O retorno adequado dos tratos culturais e da renovao dos canaviais possibilitou a

recuperao da safra brasileira de cana. Com isso, foi possvel aumentar o percentual

de anidro neste combustvel, de 20% para 25%, em maio de 2013, reduzindo-se

assim o dficit de Gasolina A no Pas, resultante da forte expanso da demanda

nacional de gasolina C. A produo de etanol anidro no Brasil em 2013 foi 22%

superior ao observado em 2012. Ao mesmo tempo, a produo de etanol hidratado

comeou a inverter a tendncia de queda observada desde 2010, com um volume

15% superior a 2012.

Estima-se que a produo de etanol na safra 2014/15 ser igual ou levemente inferior

da safra 2013/14, mesmo com a reduo da quantidade total de sacarose. O mesmo

nvel de produo justificado pelo excedente mundial de acar pelo terceiro ano

seguido, que dever reduzir a atratividade da produo dessa commodity,

aumentando consequentemente o direcionamento do ATR para o etanol, quando

comparado safra anterior.

1.3.1. Estoque de etanol

O Grfico 6 apresenta o histrico da variao de estoque fsico mensal declarado ao

MAPA [41]. Pode-se observar que o estoque de passagem, em dezembro de 2013, foi

de 7,4 bilhes de litros, 8,5% superior ao ocorrido em 2012, mesmo com o aumento

do consumo total de etanol em 2013, que ser analisado no item 3.1.

5,6

9,6 7,0

8,0 8,7 9,7

11,7

4,9

17,6 19,1 19,9

14,2 13,9

15,9

10,5

27,1

26,1

27,9

22,9

23,5

27,7

0,0

5,0

10,0

15,0

20,0

25,0

30,0

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Milh

e

s d

e m

Anidro Hidratado Etanol Total

13

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 6 Evoluo mensal do estoque fsico de etanol

Fonte: EPE a partir de MAPA [41]

Do ponto de vista regulatrio, segundo a resoluo n 67/2011 da ANP [9], o produtor

de etanol anidro, a cooperativa de produtores de etanol ou a empresa

comercializadora dever possuir, em 31 de janeiro e em 31 de maro, de cada ano

subsequente, estoque prprio em volume compatvel com, no mnimo, 25 % e 8%,

respectivamente, de sua comercializao de etanol anidro combustvel com o

distribuidor de combustveis, no ano civil anterior, considerando o percentual de

mistura obrigatria vigente10.

Logo, segundo a legislao, em 31/01/2014, o estoque mximo de anidro11 a ser

comprovado pelos produtores de etanol, que possuem contratos com distribuidoras,

seria de 2,65 bilhes de litros, enquanto que, em 31 de maro de 2014, seria de 847

milhes de litros. Os estoques fsicos declarados ao MAPA [41], em 31 de janeiro e 31

de maro, foram de 2,2 bilhes de litros e 918 milhes de litros, respectivamente. O

valor de janeiro foi 17% inferior ao mximo estipulado em lei. No entanto, com o

10 Caso os fornecedores de etanol anidro contratem no ano de referncia, com distribuidor, no mnimo, 90% do volume de etanol anidro combustvel comercializado no ano civil anterior, observando o percentual de mistura obrigatria vigente, ficaro dispensados da comprovao de estoque prprio especificada para 31 de janeiro do ano subsequente. 11 Considera a alterao do percentual de anidro na gasolina C de 20% para 25% em maio de 2013.

3,4

4,0

2,6

7,4

2,8

4,7

1,2

6,2

1,2

6,3

2,3

6,8

1,5

7,4

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

Jan

Jun

De

zJa

n

Jun

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n

Jun

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n

Jun

De

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n

Jun

De

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n

Jun

De

z

2008 2009 2010 2011 2012 2013

Milh

e

s d

e m

Anidro Hidratado Total

14

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

decorrer da entressafra na regio Centro-Sul, o resultado em 31 de maro foi 8,4%

superior ao estabelecido pela regulamentao legal.

1.4. Produo de acar

Em 2013, a produo brasileira de acar caiu 2,6% em relao a 2012, alcanando

37,5 milhes de toneladas, conforme pode ser observado no Grfico 7.

Grfico 7 Produo e exportaes brasileiras de acar

Fonte: EPE a partir de MAPA [42]

A commodity foi influenciada por diversos fatores relativos aos mercados externo e

interno. A desvalorizao do Real frente ao Dlar, de 14,8% [16], poderia ter

impulsionado com maior intensidade as exportaes, caso o mercado mundial no

houvesse apresentado o quarto supervit seguido (2,6 milhes de toneladas em

2013). Em virtude do baixo preo internacional do acar, os pases j haviam

realizado, em 2012, importaes para elevar seus estoques internos. A isso, somou-se

ainda a forte expanso da produo da Tailndia e a no concretizao da esperada

quebra de safra na Rssia, ambos em 2013.

Neste contexto, a cotao mdia internacional apresentou uma queda de 17% em

relao a 2012 [41], conforme Grfico 8.

16,0

19,5

22,3 24,4

25,9 26,2

30,9 32,4

30,3

33,7

37,7 36,2

38,5 37,5

0

5

10

15

20

25

30

35

40

45

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Milh

es

de

Ton

elad

as

Exportao de acar Produo - Exportao

15

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 8 Preos internacionais do acar

Fonte: MAPA [41]

Apesar do aumento da demanda de acar nos pases asiticos e do norte da frica,

devido ao baixo preo internacional e ao incremento da renda familiar, acredita-se que

haver uma estagnao no curto prazo da produo mundial, devido situao

financeira das unidades produtoras da ndia, Brasil e China e aos elevados estoques

internacionais. A CONAB, entretanto, estima uma produo de 39,5 Mt de acar para

a safra 2014/15, maior que a indicada por outros agentes do setor (cerca de 37 Mt).

Registra-se, em 2013, o incndio em um dos principais terminais de acar no porto

de Santos, assim como a desonerao do PIS e COFINS sobre o produto

comercializado no mercado domstico na Lei n 12.839/2013.

0

100

200

300

400

500

600

700

800

900

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

Jan

Mai

Set

2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

US$

/ To

n

Acar Demerara (Bolsa de NY) Acar Cristal Ensacado (Bolsa de Londres)

16

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

1.5. Mix de produo

Desde a safra 2008/2009, observava-se uma tendncia de aumento da destinao da

matria-prima para o acar. Em 2013/2014, houve inverso deste comportamento,

com o mix de produo mais alcooleiro (aproximadamente 55% do ATR destinado

ao etanol), conforme pode ser observado no Grfico 9.

Grfico 9 Mix de produo (acar x etanol)

Fonte: MAPA [42]

Os estoques internacionais elevados de acar, resultado do quarto supervit seguido

e a consequente manuteno da tendncia de queda dos preos deste produto

contriburam para a alterao do mix, conforme mencionado. Alm disso, a elevao

do preo domstico do etanol, decorrente do aumento domstico do preo da gasolina

C, favoreceu o incremento da margem para o produtor de etanol.

Como consequncia deste cenrio, a remunerao mdia do ATR para o acar no

Brasil atingiu, em 2013, o mesmo patamar que a do anidro, o que no ocorria desde

2008, como pode ser observado no Grfico 10. Entretanto, ressalta-se a queda na

remunerao do ATR destinado ao etanol, tanto hidratado como anidro, pelo segundo

ano consecutivo, embora menor do que a do acar.

0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

90%

100%

Acar Anidro Hidratado

17

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 10 Preo do ATR para acar e etanol

Fonte: CONSECANA [28]

0,21

0,15

0,19

0,21 0,22

0,17 0,17

0,19

0,21

0,24

0,22 0,21

0,19

0,13

0,17

0,21 0,20

0,16 0,16 0,16 0,18

0,22 0,20 0,19

0,20

0,16 0,17

0,20

0,24

0,14

0,16

0,22 0,23

0,27

0,24

0,21

0,00

0,05

0,10

0,15

0,20

0,25

0,30

2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

R$

(2

00

0) /

kg A

TR

Anidro Hidratado Acar

18

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

2. Demanda de Etanol

2.1. Licenciamento de veculos leves

Em 2013, foram licenciados 3,58 milhes de veculos leves novos no Brasil.

Comparativamente a 2012, o volume de licenciamentos foi 1,5% menor, sendo a

primeira queda nos ltimos dez anos, conforme Grfico 11.

Grfico 11 Licenciamentos de veculos leves

Fonte: EPE a partir de ANFAVEA [8]

Do total, 2,26 milhes (64%) foram financiados, sendo 88,5% destes por Crdito

Direto ao Consumidor CDC. O nmero de veculos leves novos financiados foi

cerca de 1% inferior ao observado em 2012 [23].

Dentre os fatores que contriburam para a reduo dos licenciamentos, cita-se a

reduo dos recursos destinados concesso de crdito e o aumento da taxa de

juros no segundo semestre de 2013, conforme Grfico 12.

19

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 12 Taxa de juros Aquisio de veculos Pessoa Fsica (% a.m.)

Fonte: EPE a partir de BACEN [16]

Ademais, comparativamente a 2012, houve o aumento de 7,5% do ndice de

endividamento, representado pelo nmero mdio de famlias endividadas. O

financiamento de automveis foi uma das modalidades de dvidas mais citadas na

Pesquisa de Endividamento e Inadimplncia do Consumidor Peic12 em 2013 [24].

Ressalta-se que o ndice de Inadimplncia (atrasos nos pagamentos acima de 90

dias) apresentou queda ao longo do ano, conforme Grfico 13, o que mostra que

no foi este o fator responsvel pela reduo no ritmo de licenciamentos.

12 Pesquisa de Endividamento e Inadimplncia do Consumidor (Peic). apurada mensalmente pela Confederao Nacional do Comrcio de Bens, Servios e Turismo (CNC), desde janeiro de 2010. Os dados so coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com aproximadamente 18 mil consumidores.

http://sindiservicos.com.br/

20

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 13 ndice de Inadimplncia Pessoa Fsica

Fonte: EPE a partir de BACEN [15]

Em 2013, no houve aumento da alquota do IPI, como anteriormente indicado pelo

Ministrio da Fazenda. Neste caso, a manuteno das alquotas durante todo o ano

foi fundamental para que o volume de licenciamentos de veculos novos no fosse

ainda menor.

Do total de licenciamentos de veculos leves, 77% foram automveis. Houve

aumento das participaes dos modelos flex fuel e Diesel e queda na

representatividade dos modelos a gasolina. Os modelos flex fuel representaram

88,5% de unidades novas comercializadas, conforme Grfico 14.

Grfico 14 Perfil de licenciamento

Fonte: EPE a partir de ANFAVEA [8]

5,9

5,9

5,8

5,9

6,0

5,9

5,9

5

,9

5,9

5,8

5,7

5,6

5,5

5,4

5,4

5,3

5,3

5,0

5,0

4,8

4,8

4,6

4,5

4,4

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

jan

/12

fev/

12

mar

/12

abr/

12

mai

/12

jun

/12

jul/

12

ago

/12

set/

12

ou

t/1

2

no

v/1

2

dez

/12

jan

/13

fev/

13

mar

/13

abr/

13

mai

/13

jun

/13

jul/

13

ago

/13

set/

13

ou

t/1

3

no

v/1

3

dez

/13

%

21

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Os veculos leves novos com motores de mil cilindradas perderam participao,

representando 39,9% dos licenciados em 2013, contra 41,6% do ano anterior.

Cabe citar que, mesmo com a queda dos licenciamentos dos veculos novos, houve

aumento do total de veculos comercializados (novos + usados) comparativamente

ao ano anterior, sendo observado crescimento de 4,7% nas vendas de veculos

usados (9,43 milhes de veculos). Deste modo, conclui-se que houve tambm uma

substituio das vendas de veculos novos por usados no Brasil em 2013.

Em 2013, a frota brasileira de veculos leves atingiu 35 milhes de unidades, sendo

33 milhes com motores do Ciclo Otto. A frota flex fuel representou 59% da frota

nacional de leves.

O Programa INOVAR AUTO13, que apresenta como uma de suas metas o aumento

da eficincia energtica com o consequente impacto na demanda de combustveis,

foi implantado ao longo de 2013. Para habilitarem-se ao Programa e fazerem jus

aos descontos de 1% ou 2% sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados

IPI, diversas montadoras inscreveram modelos no Programa Brasileiro de

Etiquetagem Veicular PBEV em 2013.

O nmero de modelos inscritos no PBEV 2013 (488) foi muito superior ao

apresentado em 2012 (205). Quando se comparam, para os anos de 2012 e 2013,

as eficincias mdias dos veculos novos nas categorias subcompactos e

compactos, possvel notar um aumento de eficincia de 5% e 1%,

respectivamente [37]. Assim, alm de ampliar o conhecimento dos consumidores

sobre a eficincia dos veculos nacionais, com um maior nmero de modelos,

houve, em mdia, uma melhoria do desempenho energtico dos motores.

Quanto s motocicletas, o nmero de unidades novas licenciadas caiu pelo

segundo ano consecutivo. O alto ndice de exigncias e o maior rigor na aprovao

do crdito pelas financeiras atingiram principalmente as classes de menor renda, os

principais compradores de motos. Em 2013, foi licenciado 1,5 milho de unidades,

13 Para que a empresa habilitada faa jus a um desconto de 2% ou 1% do IPI, ela dever cumprir, at 1

de outubro de 2016, a meta de consumo energtico menor ou igual ao valor mximo (CE2) ou (CE3), respectivamente, conforme Nota Complementar NC (87-8) da TIPI, presente no Decreto n 7819, de 3 de outubro de 2012.[57]

22

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

com queda de 7,4% em relao ao volume comercializado em 2012. A frota atual

de motocicletas e similares de 14,7 milhes de unidades.

2.2. Demanda de combustveis da frota Ciclo Otto

A demanda de combustveis para motores do Ciclo Otto, medida em m de

gasolina equivalente, atingiu o valor de 51 milhes, em 2013, conforme Grfico 15.

Grfico 15 Demanda de Combustveis da Frota de Veculos Ciclo Otto*

*exclui o GNV

Fonte: EPE a partir de ANP [13] e MAPA [41]

Em 2013, a demanda de ciclo Otto cresceu a uma taxa de 7,7%. De acordo com o

Grfico 16 a seguir, aps trs anos de queda, a demanda do etanol hidratado voltou

a crescer em 2013 na comparao anual. Em relao a 2012, o crescimento foi de

23%, fechando o ano com volume de 13,9 bilhes de litros. O consumo do etanol

anidro cresceu 28,4%, enquanto a gasolina A recuou 0,25%. Com isso, o consumo

da gasolina C seguiu a trajetria ascendente, porm em menor ritmo, com

crescimento de 4,7% em 2013 (contra 11% de 2012), atingindo 41,4 bilhes de

litros.

23

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 16 Demanda anual de etanol hidratado e gasolina C

Fonte: EPE a partir de ANP [13] e MAPA [41]

A diferena nas taxas de variao quanto ao ano anterior das demandas de etanol

carburante14 (25,3%) e gasolina A (-0,25%) resultou em um aumento da

participao dos combustveis renovveis na demanda total de ciclo Otto, que

atingiu 51 bilhes litros em 2013. Enquanto a participao da gasolina A recuou de

67% para 62%, a do etanol carburante avanou de 33% para 38% do consumo

total de combustveis do ciclo Otto, conforme Grfico 17.

14 Total (anidro+hidratado) calculado em m3 de gasolina equivalente.

24

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 17 Demanda total e participao de Combustveis na Frota de Veculos de

motores Ciclo Otto*

*exclui o GNV Fonte: EPE a partir de ANP [13] e MAPA [41]

O Grfico 18 a seguir apresenta a evoluo da demanda, produo, exportao e

importao de gasolina A, para o perodo 2010-2013. Pode-se observar que, aps trs

anos de crescimento, a demanda de gasolina A apresentou ligeira reduo em 2013,

como citado anteriormente. Nota-se tambm que a importao de gasolina A recuou

24% e passou de 3,8 para 2,9 milhes de metros cbicos. Alguns fatores contriburam

para essa reduo: o aumento do percentual mandatrio de anidro de 20% para 25%,

na gasolina C a partir de maio; o crescimento da oferta de etanol hidratado, que, com

preo mais competitivo, substituiu parte do combustvel fssil consumido. Alm disso,

houve crescimento da produo de gasolina, resultado das aes da Petrobras, via

incremento de capacidade de refino e da utilizao das refinarias, com

redirecionamento de fraes de nafta para o pool de gasolina, esforos operacionais e

pequenos projetos para reduo de gargalos.

27 28 29 29

32 36 37

41 44

47

51

0

10

20

30

40

50

60

2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

milh

e

s m

ga

solin

a e

qu

ival

en

te

Etanol hidratado

Etanol Anidro

Gasolina A

Total

62% 61% 52%

19%

19%

17% 27%

17% 19%

10%

31%

63%

16%

67%

19%

25

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 18 Demanda, Produo, Exportao e Importao de gasolina A

Fonte: EPE a partir de ANP [13]

3. Anlise econmica

3.1. Mercado nacional de etanol

Pelo segundo ano consecutivo o aumento na oferta de etanol hidratado contribuiu

para reduzir a volatilidade dos preos deste biocombustvel. Ao longo de 2013,

registrou-se um crescimento de 3,6% no preo na bomba (mdia Brasil),

aumentando de 1,95 para 2,02 reais por litro, com uma pequena variao sazonal

nos meses de entressafra. Assim como em 2012, o preo na bomba apresentou

menor oscilao em comparao com os anos de 2010 e 2011. O Grfico 19

apresenta um comparativo dos preos na usina em So Paulo, nas distribuidoras e

na bomba (mdia Brasil), desde 2010.

26

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 19 Preos por litro de Etanol Hidratado

Fonte: EPE a partir de ESALQ [36] e ANP [14]

Como pode ser constatado na Tabela 1, enquanto o preo mdio anual na bomba

do biocombustvel aumentou 2,1% frente a 2012, o da gasolina C ficou 4,6% mais

caro, em consequncia direta de dois aumentos liberados pelo Governo Federal em

janeiro e novembro de 2013.

Tabela 1- Preos por litro de Etanol Hidratado, Gasolina C e preo relativo (PE/PG)

Fonte: EPE a partir de ANP [14]

O aumento menos intenso do preo mdio anual do hidratado em comparao com

a gasolina C resultou na queda de 2,2% do preo relativo (PE/PG) em relao ao

observado em 2012. Com isso, em 2013, a razo entre preos foi em mdia 68%,

Ano Etanol H Var % a.a. Gasolina C Var % a.a. PE/PG Var % a.a.

2009 1,48 3,5% 2,52 1,5% 0,59 2,0%

2010 1,63 10,1% 2,56 1,7% 0,64 8,2%

2011 1,96 20,1% 2,73 6,6% 0,72 12,7%

2012 1,92 -2,1% 2,74 0,4% 0,70 -2,7%

2013 1,96 2,1% 2,87 4,6% 0,68 -2,2%

27

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

valor considerado favorvel ao consumo do biocombustvel15. A reduo das

alquotas da Contribuio para o PIS/PASEP e da COFINS teve impacto positivo no

ganho de competitividade do combustvel renovvel. A desonerao do PIS/COFINS

incidentes sobre a venda do etanol foi implementada pelo governo federal, por meio

do Decreto N 7.997, de 7 de maio de 2013.

Analogamente ao ano de 2012, o recuo do preo mdio relativo teve grande

importncia. Apesar de pequeno, sinalizou uma ruptura com a tendncia de

elevao observada de 2007 a 2011. Ou seja, trata-se da segunda vez em sete anos

que o preo mdio anual do etanol hidratado caiu em relao ao preo mdio anual

da gasolina C. O Grfico 20 ilustra a variao do preo mdio anual relativo (PE/PG)

desde 2007.

Grfico 20 Histrico da relao PE/PG

Fonte: EPE a partir de ANP [14]

Na avaliao mensal, de acordo com o Grfico 21, possvel observar que a relao

PE/PG s ultrapassou o valor de 70% nos meses de maro e abril, quando Mato

Grosso e Gois foram os nicos estados com o preo do combustvel renovvel

15 O valor considerado de indiferena para o consumidor ocorre quando preo do etanol hidratado corresponde a 70% do preo da gasolina C (PE/PG = 70%). Ressalte-se que esta razo de preos foi calculada em termos de mdia Brasil, o que significa que, enquanto em alguns estados (So Paulo, em particular, que tem praticamente a metade da demanda nacional), a razo ficou em mdia abaixo dos 70%, em outros, a razo permaneceu acima, desestimulando o uso do etanol. Em funo do ICMS adotado em cada estado e dos custos de distribuio, os preos do etanol podem variar muito entre os diferentes estados.

http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7997.htm

28

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

economicamente favorvel em relao gasolina. A partir de abril, o preo mdio

relativo decresceu, registrando em agosto a menor mdia observada na srie

(65%), permanecendo neste patamar at outubro, ms com o maior nmero de

estados (5) em que o preo do etanol apresentava-se competitivo em relao

gasolina.

Grfico 21 Relao PE/PG mensal em 2013

Fonte: EPE a partir de ANP [14]

Registre-se, entretanto, que, conforme mostra o Grfico 22, nos anos 2009 e 2010,

o nmero de estados que, em mdia, vendiam o combustvel renovvel a preos

competitivos, era consideravelmente maior do que a partir de 2011. Em particular,

nos meses de agosto e setembro de 2009, este nmero chegou a 22.

29

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 22 Nmero de Estados onde h competitividade do hidratado em relao

gasolina C.

Fonte: EPE a partir de ANP [14]

A reduo do preo mdio relativo (PE/PG) em 2013, com elevao da

competitividade do etanol hidratado, resultou num aumento do consumo deste

combustvel renovvel. No Grfico 23, possvel observar os movimentos simtricos

entre o preo relativo e o volume relativo de hidratado no consumo total de

combustveis pela frota de motores Ciclo Otto.

Nota-se a tendncia de um movimento espelhado pelo fato dos combustveis

renovvel e fssil serem substitutos entre si. Desta forma, parte dos consumidores

substituiu a Gasolina C por etanol hidratado.

30

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 23 Volume do Hidratado sobre o Total de Combustveis consumidos pela

Frota Ciclo Otto (VE/VT) X Relao de Preos PE/PG

Fonte: EPE a partir de ANP [13] [14] e MAPA [41]

4. Capacidade de Produo e Infraestrutura de Transporte

de Etanol

4.1. Capacidade produtiva

Grandes mudanas estruturais ocorreram no setor sucroenergtico nos ltimos anos.

Segundo o MAPA, o Brasil registrava 440 unidades em operao em 2010, nmero

que caiu para 388 unidades, j em 2013. Isto foi resultado de um processo de

reestruturao do setor com fuses e aquisies, somado reduo de investimentos

em novas unidades e encerramento de outras [44].

Entre 2007 e 2013, 78 unidades encerraram suas operaes, o que determinou uma

reduo da capacidade de moagem de 88 Mtc. Em dezembro de 2013, 21 unidades

encontravam-se em recuperao judicial, o que representa um risco de reduo da

capacidade de moagem de mais 29 Mtc.

31

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Aps essa reestruturao, calcula-se que a atual capacidade de moagem das usinas

do setor sucroalcooleiro de cerca de 745 milhes de toneladas, considerando os dias

efetivos de operao16 registrados na safra 2011/12. Portanto, adotando a moagem

realizada na safra 2013/14, que foi de aproximadamente 649 milhes de toneladas, a

taxa de ocupao da indstria sucroalcooleira foi de 87% [26] [25].

A partir de 2012, coube ANP regular as atividades relativas indstria nacional dos

Biocombustveis, que passou a estabelecer os requisitos tcnicos, econmicos e

jurdicos para construo, ampliao de capacidade, modificao e operao de Planta

Produtora de Etanol.

Aps todo o processo de adequao das usinas aos requisitos para o registro, a

Agncia publicou, em maro de 2014, o primeiro Boletim do Etanol, relatrio das 382

unidades aptas a comercializarem o etanol anidro e hidratado17 [12], semelhante ao

que feito para o biodiesel. Como pontos relevantes do relatrio, destacam-se as

capacidade de produo de anidro, hidratado e tancagem disponvel por estado,

respectivamente, 19,3, 37,918 e 16,8 bilhes de litros.

Cabe registrar que o MAPA ainda disponibiliza um cadastro com as unidades

sucroalcooleiras em operao no pas e que h divergncias entre os relatrios das

duas entidades, devido aos diferentes objetivos almejados. O MAPA realiza o controle

das unidades do setor sucroalcooleiro que esto em operao, inclusive as usinas

dedicadas produo de acar. J a ANP controla as unidades que esto aptas a

comercializarem o etanol anidro e hidratado, mesmo que no estejam em operao

em uma determinada data. Ademais, as unidades so obrigadas a informarem, ANP,

o planejamento de produo da safra em questo. Essas informaes, entretanto, no

so pblicas.

As capacidades nominais de produo de acar e etanol so flexveis e inter-

relacionadas, na medida em que, para se produzir uma maior quantidade de um dos

produtos, necessrio produzir menos do outro. Estima-se que esta flexibilidade seja

em torno de 15%.

16 No se consideram os dias perdidos de safra por questes climticas, que, em mdia, podem representar 5% do perodo. 17 No se caracteriza se a unidade est operando ou se est parada e no constam as unidades exclusivamente produtoras de acar. 18 Considerando uma mdia de 185 dias de safra.

32

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

No curto prazo, a expanso da produo de cana e a utilizao da capacidade ociosa

das usinas existentes podero mitigar os problemas atuais da oferta. Mas, no mdio e

longo prazos, ser necessria a retomada dos investimentos em novas usinas, para

acompanhar o aumento da demanda potencial deste segmento.

Conforme mostra o Grfico 24, entre 2008 e 2012, o nmero de novas unidades

implantadas por ano caiu significativamente. Em 2013, este nmero foi de 3 usinas e

no h expectativa de alterao deste cenrio de estagnao at 2016.

Grfico 24 Entrada de novas usinas no Brasil

Fonte: EPE a partir de MAPA [44] e UNICA [63]

O movimento de concentrao da estrutura societria do mercado sucroenergtico,

iniciado h alguns anos atrs, prosseguiu em 2013, embora de forma reduzida, com

foco em fuses e aquisies, em detrimento da construo de novas unidades

(greenfields).

8

24 26

33

22

14

5

2 3

2 1

2

0

5

10

15

20

25

30

35

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

33

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

4.2. Dutos e hidrovias

Atualmente, existe um sistema de polidutos e hidrovias em implantao pela Logum

Logstica19, com investimentos previstos da ordem de R$ 6,5 bilhes. Destes, R$ 432

milhes sero direcionados para o sistema hidrovirio.

Quando todos os trechos estiverem concludos, o poliduto atravessar 5 estados e 45

municpios. O sistema de polidutos ter 1.330 km de extenso, com capacidade anual

de transporte de at 22 milhes de m de etanol e capacidade total de

armazenamento de 1,2 milhes de m.

Em agosto de 2013, foi inaugurado o trecho entre Ribeiro Preto e Paulnia, de 207

quilmetros, com capacidade autorizada para transportar 12 bilhes de litros de etanol

por ano. O volume movimentado em cinco meses neste trecho foi cerca de 50.000 m

de etanol hidratado. O trecho entre Ribeiro Preto e Uberaba dever entrar em

operao no segundo semestre de 2014 [40].

O sistema hidrovirio comear a operar em 2015. Cada um dos 20 comboios20

previstos ter uma capacidade de transporte de 7,6 milhes de litros, o que

corresponder a uma movimentao total de 4 bilhes de litros de etanol por ano.

4.3. Vias de exportao de etanol

No Brasil, a principal via de exportao de etanol a porturia, que representou

99,8% dos volumes exportados em 2013. Entre os nove portos, trs apresentaram

volumes significativos em 2013, como demonstrado no Grfico 25.

19 Logum uma parceria entre seis empresas: Camargo Corra Construes e Participaes (10%),

Copersucar (20%), Raizen (20%), Odebrecht Transport Participaes (20%), Petrobras (20%) e Uniduto Logstica (10%). 20 Comboio Conjunto de embarcaes composto por um empurrador e 4 barcaas.

34

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 25 Principais portos exportadores de etanol do Brasil (Milhes de Litros)

Fonte: MDIC [46]

Os principais destinos do etanol exportado foram os EUA, com aproximadamente 57%

do volume total, e pases da sia, como pode ser observado no Grfico 26. Ressalta-

se que parte do volume destinado Amrica Central foi redirecionada para os EUA.

Grfico 26 Principais destinos do etanol exportado via martima

Fonte: MDIC [46]

35

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

5. Bioeletricidade

O panorama da bioeletricidade no ano de 2013 no divergiu do observado em 2012. A

energia advinda das usinas de biomassa de cana continuou participando de forma

tmida nos leiles de energia. Nos certames realizados com a presena das usinas

elicas, os resultados reiteram a maior competitividade desta fonte.

Neste contexto, cabe ressaltar os investimentos realizados no setor sucroalcooleiro.

Considerando todas as linhas de crdito destinadas ao setor, o BNDES liberou R$ 6,9

bilhes em 2013, 64% acima dos R$ 4,2 bilhes de 2012, retornando ao patamar

verificado em 2010. Os investimentos direcionados para a bioeletricidade caram 71%

de 2012 para 2013, conforme Grfico 27. O maior investimento em cogerao nos

ltimos seis anos foi obtido em 2008, com o desembolso de 1,9 bilho [19].

Grfico 27 Investimentos do BNDES com nfase em Bioeletricidade

*Outros: cultivo da cana, fabricao de acar, fabricao de etanol e tancagem

Fonte: BNDES 2014 [19]

0

1.000

2.000

3.000

4.000

5.000

6.000

7.000

8.000

9.000

2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

R$

Milh

e

s

Bioletricidade Outros*

36

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

5.1. Comercializao de energia

A partir do novo modelo do setor eltrico21, a energia originria das usinas de

biomassa passou a ingressar na matriz energtica nacional principalmente atravs de

leiles de energia. Alm da participao no PROINFA, a bioeletricidade esteve presente

em vrios certames, algumas vezes concorrendo com diversas fontes de energia,

outras s com elica e, em um dos leiles, teve participao exclusiva. O Grfico 28

ilustra a energia contratada de bioeletricidade da cana nos ltimos cinco anos.

Grfico 28 Energia Contratada no ACR pelas usinas de bagao de cana

Fonte: EPE a partir de CCEE [22]

Nos ltimos anos, a gerao eltrica atravs das energias renovveis tem contado com

maior participao das usinas elicas, que concorrem diretamente com a biomassa de

cana. As elicas foram includas de maneira incisiva na matriz nacional por meio do

programa de governo PROINFA Programa de Incentivo s Fontes Alternativas, e por

tornarem-se cada vez mais competitivas, a quantidade de energia comercializada por

elas foi crescente.

21 Lei 10.848, de 15 de maro de 2004. As usinas que possuam contratos de comercializao de energia

com a Agncia Nacional de Energia Eltrica - ANEEL anterior a este marco mantiveram os mesmos.

0

200

400

600

800

1.000

1.200

1.400

2009 2010 2011 2012 2013

MW

m

37

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

A anlise da energia contratada nos ltimos leiles evidencia que, a partir de 2013, o

montante j contratado pelas usinas eolioeltricas superior ao das usinas de

biomassa de cana, conforme ilustra o Grfico 29. Contudo, a quantidade de energia

efetivamente entregue no Ambiente Regulado tem sido inferior contratada via leiles

para ambas as fontes renovveis, como ser visto a seguir.

Grfico 29 Energia Contratada nos leiles: Elica x Bagao

Fonte: EPE a partir de CCEE [22]

5.2. Gerao verificada das fontes alternativas

As usinas sucroenergticas acresceram em 30% a quantidade de energia injetada na

rede em 2013 quando comparado com o verificado em 2012, atingindo 1,9 GWmd

[22]. As usinas elicas entregaram 571,6 MWmd, 16,7% superior ao observado em

2012 [53].

Contudo, historicamente, nem toda a energia eltrica contratada no ACR tem sido

suprida pelas usinas de biomassa de cana, assim como pelas usinas elicas [35] [5]

[22].

0

1.000

2.000

3.000

4.000

5.000

6.000

Bag

ao

Elic

a

Bag

ao

Elic

a

Bag

ao

Elic

a

Bag

ao

Elic

a

Bag

ao

Elic

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Bag

ao

Elic

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Bag

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Elic

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Bag

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Elic

a

Bag

ao

Elic

a

Bag

ao

Elic

a2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018M

Wm

d

ANEEL PROINFA Leiles

38

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

No que se refere a essa diferena entre o valor entregue e o contratado, um fator

relevante a garantia fsica das unidades geradoras (tanto elicas como biomassa). A

garantia fsica definida como a mxima quantidade de energia que o

empreendimento de gerao pode vender no SIN, segundo a Portaria MME n

258/200822 [47]. No entanto, em ambos os casos, estes agentes so os responsveis

pela declarao desta informao, conforme a Portaria MME n 484/2012 [48] para

usinas a biomassa e a Nota Tcnica n67/2012 da ANEEL, para as elicas [5].

Uma vez que o valor contratado baseado na garantia fsica declarada, e com o

objetivo de diminuir a distncia entre os valores contratados e a gerao verificada

para melhor representar a expectativa de gerao dessas usinas nos modelos de

gerao, a ANEEL publicou recentemente algumas Resolues Normativas RN.

A RN ANEEL n 440 de julho de 2011 estabelece os critrios para a quantificao da

gerao de usinas, propondo em seu artigo 2 que seja considerada a mdia histrica

dos ltimos 5 anos de gerao lquida disponibilizada ao SIN em cada usina23[3].

Complementando esta Resoluo, em maro de 2012, foi publicada a RN ANEEL n

476, determinando que, no caso de usinas com menos de 5 anos de operao,

somente os meses em que as usinas estiverem operando sero considerados para

clculo do fator [4].

Este clculo foi refinado em julho de 2013 atravs da RN ANEEL n 566, que

estabelece o conceito da Garantia Fsica Apurada24 para usinas eolioeltricas e trmicas

inflexveis com CVU nulo, conectadas ao SIN [6].

Essas medidas citadas tm como objetivo aumentar a confiabilidade do sistema nas

usinas de biomassa e elicas.

22 Portaria MME n 258/2008: As usinas cuja inflexibilidade igual disponibilidade declarada pelo agente gerador, ou ainda, que possuam Custo Varivel Unitrio - CVU nulo, como o caso das usinas de fonte elica UEE e das termeltricas movidas a biomassa, tero a sua Garantia Fsica, definida como a mxima quantidade de energia que a usina pode vender no SIN. 23 Para as usinas que no possuem este histrico dever ser utilizada a mdia do histrico existente. Caso seja um empreendimento novo, a GF ser calculada pela soma da potncia instalada multiplicada por um fator calculado pelo ONS Operador Nacional do Sistema. 24

Para o clculo da Garantia Fsica Apurada, a RN ANEEL 566/2013 determina que necessrio estimar o

Fator de Disponibilidade da Gerao, que calculado considerando os 60 meses mais recentes de medio na Cmara de Comercializao de Energia Eltrica CCEE. No caso das elicas, so utilizados os registros mais recentes disponveis.

39

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

6. Biodiesel

Em 2013, foram consumidos 2,92 bilhes de litros de biodiesel no Brasil, o que

representa um aumento de 7,3% sobre 2012. O percentual mandatrio manteve-se

em 5%, o mesmo desde 2010, e o crescimento do consumo deveu-se ao aumento na

demanda do leo diesel convencional.

Desde 2005, ano de implantao do Programa de Nacional de Produo e Uso do

Biodiesel PNPB, at dezembro de 2013, j foram produzidos e consumidos cerca de

13,9 bilhes de litros deste biocombustvel.

O Brasil voltou a ocupar a terceira posio no ranking internacional de produtores de

biodiesel em 2013, antecedido pelos EUA e Alemanha, e sucedido pela Argentina, que

caiu de posio, em meio crise com acusaes de dumping pela Unio Europeia

[50][51].

Em 28 de maio de 2014, a Presidenta da Repblica assinou a Medida Provisria n

647, que altera o percentual mandatrio de biodiesel para 6%, a partir de 1 de julho

de 2014, e para 7%, a partir de 1 de novembro deste mesmo ano. Isso acrescentar

cerca de 1,2 bilho de litros de biodiesel ao consumo em 2015.

6.1. Leiles e preos de biodiesel

Em 2013, foram realizados seis leiles para a compra de biodiesel pelas distribuidoras

de combustvel, totalizando 34 desde o incio do programa. Nos dois ltimos certames,

os preos mdios de venda apresentaram alta, revertendo a tendncia de queda que

ocorria desde meados de 2012, conforme indica o Grfico 30. Os leiles, de

periodicidade bimestral, permitiram que as usinas planejassem a compra de matria-

prima a preos mais ajustados e com menores riscos, contribuindo para que os preos

do biodiesel convergissem para patamares prximos queles do diesel fssil.

40

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 30 Preo mdio dos leiles de biodiesel

Fonte: ANP [10]

6.2. Produo regional e capacidade instalada

As regies Centro-Oeste e Sul produziram cerca de 80% de todo o biodiesel consumido

no pas, no ano de 2013, como indica o Grfico 31.

Grfico 31 Produo Regional de Biodiesel 2013

Fonte: ANP[11] e MME [49]

2,1% 9,5%

41,6%

9,0%

37,8%

Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul

41

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Em 2013, a capacidade instalada continuou crescente e, ao final do ano, a capacidade

nominal das usinas era de 7,5 bilhes de litros, enquanto a produo de biodiesel

correspondeu apenas a 40% da mesma. Essa tendncia de excesso de capacidade

instalada vem se mantendo desde o incio do PNPB, como ilustra o Grfico 32.

Grfico 32 Capacidade instalada de produo e consumo de biodiesel

Fonte: EPE a partir de ANP [11]

Em 2013, o Brasil exportou biodiesel pela primeira vez, aproveitando uma janela de

oportunidades criada pela imposio de sanses impostas Argentina pela Unio

Europeia com acusaes de dumping no comrcio de biodiesel. Entretanto, h

incertezas quanto manuteno das perspectivas de aumento das exportaes, devido

principalmente a indefinies da Unio Europeia quanto sua poltica para

biocombustveis.

O aumento do percentual mandatrio, a partir da nova Medida Provisria n 647,

juntamente com a expectativa de crescimento da exportao de biodiesel devero

aliviar a presso sobre a capacidade instalada ociosa.

6.3. Matria-prima para o biodiesel

A participao do leo de soja na cesta de insumos caiu de 80,6%, em 2012, para

73,3% em 2013. Apesar da queda, a soja continua sendo a matria-prima

predominante. De todo o biodiesel consumido em 2013, 2,14 bilhes de litros foram

42

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

produzidos a partir do leo de soja, quantidade pouco superior quela de 2012

(2,06 bilhes de litros). A participao percentual das matrias-primas para

obteno de biodiesel, no ano de 2013, pode ser observada no Grfico 33.

Grfico 33 Participao de matrias-primas para a produo de biodiesel (%)

Fonte: ANP [11] e MME [49]

Embora haja um grande nmero de oleaginosas citadas como aptas para obteno

do biodiesel pela literatura tcnica, o leo de soja continua sendo a principal

matria-prima no Brasil e no mundo. As demais oleaginosas tm sido incipientes

para oferta de leos, por motivos como: escala, custo elevado e desconhecimento

agronmico. Aumentar a produo de leo proveniente de cultivos diversos um

dos grandes desafios para o setor nos prximos anos.

Em 2013, a produo de soja no Brasil foi de 81 milhes de toneladas [2]. No

entanto, essa produo recorde no refletiu no processamento domstico da soja,

cuja atividade foi a menor desde 2010, com consequente queda na produo de

leo e aumento significativo da exportao da soja em gro.

Por sua vez, a exportao de leo foi a menor de uma srie histrica de 10 anos,

sugerindo que o aumento da produo de biodiesel foi sustentado pela parcela do

leo que antes era destinada exportao. O Grfico 34 ilustra o comportamento

do mercado de leo de soja brasileiro desde 2003, com nfase para o perodo

posterior implantao dos percentuais mandatrios de biodiesel, em 2008.

73,3

20,5

2,3 4,7

leo de Soja Gordura Bovina

leo de Algodo Outros Materiais Graxos

43

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 34- Comportamento do mercado de leo de soja

(E) Estimativa (P) Previso Fonte: ABIOVE [2]

6.4. Coprodutos do biodiesel

A glicerina um coproduto da reao qumica para obteno do biodiesel, e

corresponde a 10% em peso do biocombustvel produzido. Desde a implantao do

PNPB, as exportaes brasileiras de glicerina vm se destacando, como mostra o

Grfico 35. Em 2013, a indstria do biodiesel gerou cerca de 250 mil toneladas de

glicerina bruta e a exportao total atingiu 178 mil toneladas, tendo a China como o

maior destino, com cerca de 80% do total.

Grfico 35 Exportao de glicerina bruta

Fonte: EPE a partir do MDIC [46]

0

1.000

2.000

3.000

4.000

5.000

6.000

7.000

8.000

2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013(E)

2014(P)

Mil

to

n

Produo Consumo interno Exportao

44

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

7. Mercado Internacional de Biocombustveis

Em 2013, o mercado internacional de biocombustveis manteve a gradual diminuio

dos incentivos para estes produtos e os volumes transacionados permaneceram

modestos, principalmente entre Brasil, Estados Unidos e Unio Europeia.

Os grandes mercados consumidores, ainda em processo de recuperao econmica,

tm buscado fortalecer a sua independncia energtica. Alm disso, observou-se, em

2013, um menor interesse em relao aos biocombustveis de primeira gerao,

dando-se preferncia a polticas de incentivo eficincia energtica e/ou promoo

de outras fontes mais avanadas, como os biocombustveis de segunda gerao.

Em relao ao etanol, Brasil e Estados Unidos permaneceram como os principais

agentes deste mercado, concentrando cerca de 80% de sua produo e

comercializao. Por um lado, as exportaes brasileiras de etanol totalizaram 2,9

bilhes de litros em 2013, um pouco menos do que no ano anterior (3,1 bilhes) [46],

conforme Grfico 36. O principal destino foi os Estados Unidos, para o qual foi

demandado 1,7 bilho de litros, um volume menor do que em 2012 (2,0 bilhes).

Grfico 36 Exportaes brasileiras de etanol 2001 a 2013

Fonte: EPE a partir de MDIC [46].

Por outro lado, o Brasil importou um volume de 100 milhes de litros de anidro em

2013, todo oriundo dos Estados Unidos. O maior volume j importado pelo Brasil foi

de cerca de 1,1 bilho de litros, em 2011.

0,3 0,8 0,7

2,4 2,6

3,4 3,5

5,1

3,3

1,9 2,0

3,1 2,9

0,0

1,0

2,0

3,0

4,0

5,0

6,0

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

Bil

h

es d

e lit

ros

45

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Em relao ao biodiesel, o comrcio mundial permaneceu concentrado entre a Europa,

Argentina, Indonsia e Estados Unidos. Em 2013, porm, o Brasil exportou 34 mil

toneladas do biocombustvel para a Unio Europeia, principalmente Espanha, volume

modesto, se comparado aos grandes exportadores mundiais, porm histrico em

relao nossa indstria.

Dois pontos, detalhados a seguir, foram marcantes em 2013: a questo da Blend Wall

e a consequente diminuio dos volumes totais da meta Renewable Fuels Standard

RFS e a alterao na participao dos biocombustveis tradicionais nas metas

estabelecidas pela Unio Europeia.

7.1. Estados Unidos Blend Wall

Em 2013, os Estados Unidos mantiveram a liderana na produo de etanol, com

aproximadamente 50 bilhes de litros, valor prximo de sua capacidade instalada de

produo [31]. Grande parte deste volume foi destinada ao mercado interno, para o

qual as metas do RFS25, presentes na lei Energy Independence and Security Act

EISA de 2007, estabelecem volumes crescentes de consumo deste biocombustvel at

o ano de 2022.

No entanto, o volume de etanol consumido est atrelado ao da gasolina pela mistura

E10 (10% de etanol na gasolina) adotada no pas e, desde 2007, observa-se uma

diminuio no consumo do combustvel fssil nos Estados Unidos. Esta tendncia deve

se manter nos prximos anos, dado que o governo americano est comprometido com

um grande esforo de melhoria da eficincia energtica no pas.

Alguns setores, dentre eles a indstria petrolfera, questionam as metas estabelecidas

dentro da RFS e consideram que 10% em volume de etanol a ser adicionado

gasolina o teto (Blend Wall) deste biocombustvel que pode ser absorvido pelo

mercado. O setor de biocombustveis considera que a Blend Wall uma tentativa do

setor petrolfero de manter sua fatia de mercado.

25Renewable Fuels Standart, metas de consumo de biocombustveis no perodo de 2006 a 2022, estabelecidas pela Lei Energy Policy Act de 2005 e posteriormente revisadas pela Energy Independence and Security Act de 2007.

46

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

O mercado norte-americano j vem apresentando certa dificuldade para absorver uma

quantidade maior de etanol, mesmo tendo sido aprovado o E15 (15% de etanol na

gasolina), cujo incremento no consumo resultaria em um aumento da demanda pelo

biocombustvel. Uma das sadas para os produtores de etanol tem sido direcionar os

volumes excedentes para o mercado externo, tornando o pas um grande exportador.

Desde 2010, os Estados Unidos tem exportado volumes significativos de etanol,

alcanando aproximadamente 2 bilhes de litros em 2013 [31].

Reconhecendo a dificuldade no cumprimento das metas, a Agncia de Proteo

Ambiental dos Estados Unidos EPA estabeleceu, em 29 de novembro de 2013, uma

reduo nos volumes exigidos de combustveis renovveis da RFS para 2014, de

forma que a mistura de biocombustveis na gasolina fique em 57,6 bilhes de gales,

valor 16% menor que o volume original [34].

7.2. Unio Europeia Biocombustveis de primeira gerao

Em 2013, sentindo os efeitos das crises recentes, os pases da Unio Europeia

dirigiram esforos para a recuperao de suas economias, em detrimento de aes de

incentivo s fontes renovveis, principalmente aos biocombustveis de primeira

gerao. Alm disso, muitas naes do bloco foram impelidas a proteger sua indstria

de biodiesel, tomando aes anti-dumping contra grandes exportadores, como os

Estados Unidos, Argentina e Indonsia, tendo ocorrido, inclusive, como consequncia,

uma abertura indita para outros exportadores, como o Brasil.

Apesar disso, permanece o compromisso do bloco com o uso de biocombustveis,

atravs da Diretiva 2009/28/CE, que estabelece metas indicativas de 10% e 20% nos

consumos finais automotivo e da matriz energtica total, respectivamente, em 2020.

Ademais, o bloco mantm as metas de mitigao de Gases de Efeito Estufa GEE(s) e

de aumento da eficincia energtica em 20% para o mesmo ano.

No entanto, h um forte questionamento quanto ao papel dos biocombustveis de

primeira gerao nos planos de independncia energtica do bloco europeu.

Recentemente, foram feitas trs propostas para limitar a participao destes na meta

de 10% no consumo automotivo. Elaboradas por diferentes rgos da Unio Europeia,

elas sugerem limitar a proporo de biocombustveis tradicionais em 5%, 6% e 7%. O

http://www.epa.gov/

47

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

restante seria oriundo de fontes tecnologicamente mais avanadas, como os

biocombustveis de segunda gerao.

8. Novos Biocombustveis

O ano de 2013 apresentou um avano relativo na produo em escala de combustveis

celulsicos (etanol e diesel de biomassa), notadamente nos EUA. Porm, as produes

reais mantiveram-se aqum das metas previstas para aquele pas, o que de maneira

geral sustenta o vis desfavorvel implementao mundial, em larga escala,

autnoma e sem incentivos governamentais de biocombustveis obtidos por processos

tecnolgicos disruptivos ou com matrias-primas de usos menos nobres, os chamados

biocombustveis avanados.

A meta estabelecida nos Estados Unidos para a produo de combustveis celulsicos

para o ano de 2013 [34] era de 3,8 bilhes de litros e foi revisada, no final de 2012,

para 22,7 milhes de litros (0,6% da meta original no RFS26). Entretanto, o volume

real de produo comercial atingiu aproximadamente 2 milhes de litros [33],

conforme a Tabela 2.

Tabela 2 Produo de biocombustveis celulsicos nos EUA (em milhares de L).

Ano 2010 2011 2012 2013

Total 0 0 80 1.948

Metas RFS para celulsicos 378.541 946.353 32.744 22.712

% realizada das metas 0,0% 0,0% 0,2% 8,6%

Fonte: EPE a partir de EPA [33].

Apesar das sucessivas revises feitas pela EPA e os volumes reais de produo muito

abaixo dos revisados, houve um crescimento expressivo na escala de produo, com

destaque para o diesel celulsico, como mostra o Grfico 37.

26 A EPA emite anualmente uma nota com as revises das metas estabelecidas no RFS para os anos entrante e subsequente, em virtude da real capacidade atendimento estar aqum do

previsto.

48

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Grfico 37 Produo Real de Combustveis Celulsicos (EUA)

Fonte: EPE a partir de EPA [33]

Para o ano de 2014, a EPA prope que a meta de combustveis celulsicos seja

novamente reduzida para 60 milhes de litros (apenas 1% da meta inicial para este

ano). Adicionalmente, ela prope manter as metas de biodiesel para os anos de 2014

e 2015 nos nveis de 2013, de 4,9 bilhes de litros, com a prerrogativa de aumento

deste volume para atendimento meta global de combustveis avanados.

A Agncia tem recebido crticas do setor de energia fssil por suas previses otimistas,

divulgadas a cada ano, as quais so respondidas com a afirmao de que as metas

revisadas so factveis [34].

No Brasil, o desenvolvimento de combustveis celulsicos segue com investimentos

modestos, dependendo basicamente de iniciativas governamentais, como o Plano

Conjunto BNDES-FINEP de Apoio Inovao Tecnolgica Industrial dos Setores

Sucroenergtico e Sucroqumico PAISS [17], que disponibilizou 3,3 bilhes de reais

para este fim. No ano de 2012, foi anunciada a primeira usina comercial de etanol

celulsico, localizada em Alagoas, cuja inaugurao est prevista para 2014 [65]. Com

o apoio do referido plano, a capacidade de produo brasileira poder atingir nos

prximos anos 245 milhes de litros de etanol celulsico, distribudos em cinco plantas

em construo. As capacidades, as datas de entrada em operao, as localizaes e

os investimentos previstos podem ser conferidos na Tabela 3.

49

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Tabela 3 Capacidade produtiva de etanol celulsico

Empresa(s) Cidade (Estado)

Produo

(milhes de

litros)

Entrada

em

Operao

Investimentos

(milhes de

reais)

Granbio/Carlos

Lyra

So Miguel dos

Campos (AL) 82 2014/15 350

Razen. Piracicaba (SP) 40 2015/16 210

Odebrecht

Agroindustrial Sem definio 80 2016/17 Sem definio

Petrobras/So

Martinho Quirinpolis (GO) 40

Sem

definio 240*

CTC So Manoel (SP) 3 2014/15 No disponvel

Total 245 -

Fonte: EPE a partir de Brasilagro [21], CTC [30], Valor Econmico [65]

*Observao: Valor estimado

50

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

9. Emisses de Gases de Efeito Estufa

O uso de biocombustveis na matriz energtica nacional proporciona uma significativa

reduo nas emisses de GEE. No Grfico 38, observam-se as emisses evitadas,

medidas em toneladas de CO2 equivalente, decorrentes do uso de biocombustveis

renovveis (etanol anidro e hidratado e biodiesel), em detrimento de seus equivalentes

fsseis: gasolina e diesel.

Grfico 38 Emisses Evitadas com Biocombustveis em 2013 Brasil

Fonte: EPE a partir de IPCC [39]

Alm dos biocombustveis lquidos, a bioeletricidade da cana-de-acar tambm

contribui para a reduo das emisses de CO2. A quantidade de energia injetada na

rede pelas usinas do setor sucroenergtico no ano de 2013, considerando-se tanto a

contratada quanto a comercializada no mercado livre, alcanou o montante de 1,9

GWmd. Quando aplicado o fator de emisso mdio de CO2 da matriz energtica

nacional calculado pelo MCT27[45], pode-se estimar que as emisses evitadas em 2013

foram 1,7 milho de toneladas de CO2 equivalentes, quase o dobro do evitado em

2012. Note-se, porm, que, apesar da crescente participao das usinas de cana no

cenrio energtico do pas, o que justifica esta grande diferena , principalmente, a

maior participao das usinas trmicas a gs natural na matriz nacional no ano de

2013, o que elevou o valor de fator de emisso mdio de CO2 utilizado no clculo.

27 O fator de emisso mdio de CO2 para energia eltrica calcula a mdia das emisses da gerao, levando em considerao todas as usinas que esto gerando energia e no somente aquelas que estejam funcionando na margem. Ele deve ser usado quando o objetivo for quantificar as emisses produzidas pelo total de energia eltrica que est sendo gerada em determinado momento. Neste caso, o valor utilizado foi de 0,0971 tCO2/MWh.

51

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

10. Anlise dos custos de produo do Etanol

Nos ltimos anos, especificamente de 2007 a 2011, o etanol perdeu continuamente

competitividade vis--vis a gasolina, no mercado brasileiro. Por um lado, a reduo da

produtividade da cana e o aumento dos custos de produo do combustvel renovvel

foram fatores cruciais neste processo. Por outro, os aumentos limitados do preo da

gasolina restringiram a subida de preo do etanol na bomba. Finalmente, a alta do

preo do acar no mercado internacional, observada nesse perodo, tambm

contribuiu para reduzir a oferta interna de etanol.

Com isto, a relao entre os preos do etanol e da gasolina (PE/PG) apresentou

trajetria ascendente at 2011, motivando parte dos usurios de veculos flex fuel a

migrarem do combustvel renovvel para o fssil.

O aumento do consumo de gasolina resultante criou uma expectativa de reduo

gradual da demanda de etanol no mdio e longo prazos.

Entretanto, a partir da safra 2011/2012, o cenrio mudou. Conforme exposto ao longo

deste documento, o setor retomou os investimentos agrcolas e recuperou

parcialmente a produtividade da cana; o preo internacional do acar caiu; a

rentabilidade do ATR destinado ao etanol aumentou na comparao com a da

commodity e o governo federal reduziu as alquotas de PIS/COFINS sobre a produo

e a venda do combustvel renovvel. Estes movimentos proporcionaram uma reduo

dos custos do etanol, deixando-o novamente competitivo em vrios estados da

Federao. De fato, como j visto, em 2012 e 2013 a relao entre os preos mdios

na bomba (PE/PG) caiu, alterando a tendncia dos ltimos cinco anos.

Com base no histrico do setor sucroenergtico, possvel enumerar os fatores

endgenos e exgenos que afetam diretamente a produtividade da cana e o custo de

produo do etanol e assim sua competitividade, tais como: formao do canavial,

qualidade da cana, expanso da rea plantada, custo do arrendamento, zoneamento

agroecolgico, mecanizao, custo de capital, bioeletricidade, preo ao consumidor

final da gasolina, rentabilidade do acar, entre outros. A partir da anlise destes

fatores so traados alguns prognsticos para o setor.

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Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Formao do canavial, produtividade (tc/ha) e qualidade (ATR/tc) da cana

Nos ltimos anos, o endividamento dos produtores e a consequente falta de

investimentos, aliados a vrios problemas climticos, provocaram o envelhecimento do

canavial, com perda de produtividade. Entretanto, a retomada dos investimentos para

renovao do canavial, recentemente iniciada, tem aumentado a produtividade agrcola

da cana-de-acar, reduzindo o custo do etanol. Estima-se que a produtividade

retorne, em um perodo de trs a cinco anos, ao valor mximo obtido em 2009 [27].

No mdio e longo prazos, o desenvolvimento e avano tecnolgico bem como a

manuteno dos investimentos na formao do canavial (plantio mecanizado, tratos

culturais e introduo de novas variedades, inclusive transgnicas) sero fatores

fundamentais para um aumento substancial da produtividade.

Espera-se tambm, uma recuperao dos ndices de qualidade da cana, a partir da

adequao do plantio com a colheita mecanizada.

Expanso da rea plantada e custo do arrendamento

A maior parte da rea plantada de cana-de-acar para atendimento da demanda de

etanol concentrou-se historicamente no Sudeste, regio com o maior custo da terra do

pas. Com o custo elevado e grande parte das terras agricultveis ocupadas, a

expanso da rea plantada de cana dirige-se para a Regio Centro-Oeste. Com isso,

esperam-se impactos positivos no custo de produo do etanol, visto que esta regio

apresenta o custo de arrendamento constante desde 2007/2008, ao contrrio da

regio tradicional (Sudeste), onde se verifica um crescimento contnuo, neste mesmo

perodo. Por outro lado, apesar dos projetos de logstica em implantao j citados,

poder haver um pequeno aumento dos custos logsticos, em funo da oferta de

etanol estar se distanciando dos grandes centros de consumo.

possvel, tambm, que impactos positivos advenham da intensificao da criao de

gado, que poder liberar novas reas com boa produtividade para expanso do plantio

da cana. Este aumento da oferta de novas reas tende a reduzir a presso no preo

das terras na regio tradicional.

53

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

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Zoneamento Agroecolgico da Cana-de-acar ZAE

O Zoneamento Agroecolgico da Cana-de-acar ZAECana foi elaborado pela

EMBRAPA em 2009 com a finalidade de fornecer subsdios tcnicos para formulao de

polticas pblicas visando expanso e produo sustentvel de cana-de-acar no

territrio brasileiro. Segundo o ZAE, a maior parte das novas reas de expanso da

cana (majoritariamente no Centro Oeste) oferecem condies ambientais e climticas

favorveis, alm de disporem de maior variedade e qualidade de material gentico

para suas lavouras. Desta forma, so esperados ganhos significativos de produtividade

e reduo do custo de produo no mdio prazo.

De fato, com base nos dados expostos na Tabela 4, observa-se que, dos 65 milhes de

hectares classificados como aptos para o plantio da cana, 93% so reas de alta ou

mdia aptido para o cultivo.

Tabela 4 reas aptas ao plantio de cana-de-acar, considerando sua aptido agrcola e o uso atual da terra (Mha)

Brasil Classes de aptido Ap Ag Ac Ap + Ag Ap + Ag + Ac

reas totais

para o Brasil

Alta (A) 11,30 0,60 7,36 11,90 19,26

Mdia (M) 22,86 2,13 16,50 24,99 41,49

Baixa (B) 3,04 0,48 0,73 3,52 4,26

A+M 34,17 2,73 23,86 36,89 60,75

A+M+B 37,21 3,21 24,59 40,42 65,01

*Classes de Aptido: A: Alta; M: Mdia; B: Baixa Uso atual: Ac: Agricultura; Ag: Agropecuria; Ap: Pastagem Fonte: EMBRAPA [32]

Mecanizao da colheita e do plantio

Na composio dos custos dos produtos da cana (acar, etanol anidro e hidratado), o

custo agrcola corresponde maior parcela: 65% do total, na mdia de 2008 a 2012,

na regio tradicional. J a parcela correspondente ao custo industrial (transformao

do ATR em acar e etanol) de 27% e os 8% restantes so referentes ao custo

administrativo, conforme Tabela 5.

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Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

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Tabela 5 - Estratificao dos custos de Produo dos Produtos da Cana-de-acar

Mdia Regio Tradicional

Regio de Expanso

Custo Agrcola 65% 63%

Custo Industrial 27% 27%

Custo Administrativo 8% 10%

Custo Total 100% 100%

Fonte: EPE a partir de PECEGE [54]

Dentro da componente do custo agrcola, encontra-se a mecanizao do plantio e da

colheita. Na regio Centro-Sul, responsvel por cerca de 90% da moagem de cana no

Brasil, o percentual colhido mecanicamente nas safras 2012/13 e 2013/14 foi de 85%

e 88,8%, respectivamente. O Grfico 39 apresenta o histrico nas principais reas do

Brasil.

Grfico 39 Histrico de mecanizao da colheita nas principais reas do Brasil

* No inclui fornecedores Fonte: UNICA [61][62][63]

Ao longo do tempo, as perdas de produtividade e qualidade, derivadas do crescente

uso da mecanizao, sero reduzidas com a insero de variedades mais adequadas

regio de cultivo, a adoo do plantio mecanizado e o aperfeioamento tecnolgico das

mquinas colheitadeiras, que possibilitaro um melhor aproveitamento da cana.

Alm disso, com o fim do perodo de transio da colheita manual para a mecanizada,

os altos custos de capital relativos mecanizao sero reduzidos, minimizando a

necessidade de grandes aportes de recursos para aquisio das colheitadeiras. A

55

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

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amortizao dos financiamentos para aquisio das mquinas ter papel importante na

reduo destes dispndios.

Ademais, a mecanizao da colheita (j avanada) e, principalmente, do plantio (ainda

incipiente), reduzir a demanda por trabalhadores, diminuindo os custos de mo-de-

obra. Uma colheitadeira e uma plantadora substituem, respectivamente, cerca de 100

e 80 trabalhadores.

Custo de capital

O BNDES criou linhas especiais de financiamento, com desembolsos mximos de 7,7

bilhes de reais em 2010. Recentemente, destaca-se o Prorenova, que financia, em

condies especiais, gastos e tratos culturais associados ao plantio de cana.

A reduo das taxas de juros para financiamento, assim como a renegociao e o

refinanciamento das dvidas do setor sucroenergtico, tender a reduzir os custos de

capital e de capital de giro, necessrios retomada de novos emprstimos e

investimentos do setor.

A consolidao observada nos ltimos anos, decorrente da concentrao e

internacionalizao do setor atravs de fuses e aquisies, tem desempenhado papel

importante na modernizao e no fortalecimento das empresas e grupos

sucroenergticos. Alm disto, tem contribudo para profissionalizar a gesto das usinas

(em sua maioria de carter familiar), que passaram a ser geridas por grandes

corporaes brasileiras e internacionais. Mantida esta tendncia, espera-se uma

reduo do risco na anlise dos financiamentos para o setor e uma consequente

diminuio do custo de capital.

Desonerao fiscal

O Governo reduziu em abril de 2013 as alquotas de contribuio para o PIS/PASEP e o

COFINS do etanol, com impactos positivos para seu mercado de etanol. Os novos

valores passaram a ser, respectivamente, R$ 21,43 e R$ 98,57 por metro cbico de

etanol, no caso de venda direta por um produtor ou importador. No caso do

distribuidor, ambas as alquotas foram zeradas. A desonerao fiscal, implementada

pelo governo federal em atendimento ao pleito do setor, incidiu diretamente sobre os

56

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

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preos de venda do produtor e do distribuidor e, consequentemente, sobre a

competitividade do biocombustvel em relao gasolina.

Bioeletricidade

A insero da bioeletricidade no portflio de atividades das usinas um fator de

grande importncia para o setor sucroenergtico. O excedente de eletricidade

exportado para o Sistema Interligado Nacional (SIN) tem se consolidado como um

terceiro produto (alm do acar e do etanol), reduzindo os riscos associados a este

segmento. A realizao de contratos de longo prazo de fornecimento tem facilitado o

acesso s linhas de financiamento do BNDES para aquisio de equipamentos mais

eficientes, que possibilitam o aumento da quantidade de energia ofertada pelas usinas.

A tendncia de eficientizao das caldeiras, somada ao aumento da conexo das

usinas aos centros de distribuio de energia ligados ao SIN, fator crucial para

aumentar a rentabilidade e reduzir o custo da energia exportada. Com isto, espera-se

que o MWh derivado do bagao da cana-de-acar ganhe competitividade ao longo do

tempo, aumentando sua participao nos leiles de energia.

Preos da gasolina no mercado domstico

Atualmente, o preo da gasolina no mercado interno est inferior aos preos

internacionais. O Plano Estratgico 2030 da Petrobras aponta uma tendncia de

convergncia dos preos nacionais de derivados com os praticados internacionalmente.

Com a recuperao dos preos ao consumidor final de gasolina no Brasil, os produtores

de etanol tero margem para reajustar o preo do renovvel nas usinas, tornando-o

mais atrativo, o que dever incentivar novos investimentos em expanso e renovao

e a consequente diminuio dos custos mdios de produo.

Acar

Atualmente, existe uma interdependncia entre a produo de acar e de etanol, uma

vez que a maior parte das usinas brasileiras tem perfil misto. Neste modelo, em que a

usina pode flexibilizar, em mdia, de 40 a 60% do processamento da cana para etanol

ou acar, a produo exclusiva de um destes ativos no vivel fsica e

economicamente. Com esse limite, a deciso entre produzir mais etanol ou mais acar

tomada de acordo com o produto de maior rentabilidade no perodo da safra.

57

Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

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Devido a esta caracterstica das usinas, o acar tem desempenhado um papel

importante e, ao mesmo tempo, antagnico sobre a produo de etanol.

Por um lado, a sinergia existente entre estes dois produtos ocasiona economias de

escala e de escopo e, consequentemente, reduo dos custos mtuos de produo.

Alm disso, investimentos destinados ao aumento de produtividade e de produo de

acar trazem necessariamente benefcios tambm para a produo do etanol.

Por outro lado, sempre que h uma maior atratividade do acar, a maior parte da

cana processada tende a ser destinada produo da commodity, acarretando uma

menor produo de etanol e reduzindo sua participao no mix.

De fato, de 2007 a 2011, ambas as situaes foram verificadas. A maior rentabilidade

do acar na comparao com o etanol anidro e hidratado se traduziu numa tendncia

crescente para o mix de produo do acar. Em contrapartida, as altas da commodity

ocorridas no mercado internacional tm se refletido em incentivos econmicos para o

setor sucroenergtico.

Em meados de 2011, o preo internacional do acar iniciou uma trajetria de queda

que perdura, pelo menos, at o primeiro trimestre de 2014. Neste perodo, o preo do

quilo de ATR destinado commodity recuou de R$ 0,27 para R$ 0,2128, aumentando,

consequentemente, o mix de produo em favor do etanol.

Com a expectativa de crescimento do consumo per capita mundial e da manuteno

do Brasil como principal produtor e exportador de acar, esperado que a commodity

mantenha-se como um ativo estratgico, reduzindo os riscos e os juros de

investimentos e emprstimos do setor. Desta forma, investimentos na ampliao da

produo de acar, na rea agrcola e/ou na capacidade de moagem, podero

contribuir para o aumento da quantidade produzida de etanol. Em contrapartida,

quedas no preo internacional do acar tambm favorecem o aumento da produo

domstica de etanol, exatamente como ocorreu de 2012 para 2013.

28 Valores em Reais de 2000.

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Concluses

A reduo dos custos do etanol, ao longo do tempo, poder ocorrer basicamente pelo

aumento da produtividade da cana derivada de investimentos em expanso e

renovao do canavial e pela diminuio dos custos relativos ao processo agrcola,

que hoje representa aproximadamente 65% do custo total de produo do etanol. A

mecanizao ter papel relevante na diminuio dos custos, pois corresponde a uma

parcela significativa dos gastos agrcolas.

O custo industrial tambm dever decrescer, porm em menor intensidade, pois a

produtividade industrial j apresenta ndices elevados. Os ganhos esperados neste

segmento concentram-se na otimizao do processo de fermentao.

Os custos com arrendamento da terra possivelmente diminuiro, uma vez que a

fronteira agrcola direciona-se para o Centro-Oeste, onde o custo da rea menor.

Outro fator que deve contribuir para esta queda a intensificao do gado, em virtude

do qual haver uma maior disponibilidade de terra tambm no Sudeste, podendo

diminuir o gasto com arrendamento.

Ganhos devem ser contabilizados tambm na rea de bioeletricidade. Novos projetos

contam com este ativo desde o incio das operaes e as usinas j consolidadas

acrescentam esta alternativa como uma nova entrada de capital de longo prazo.

As fuses e aquisies, assim como a internacionalizao do setor sucroenergtico,

ainda em processo evolutivo, devero deix-lo mais robusto e mais resistente

volatilidade do mercado, o que tender a diminuir o custo de capital e dos

emprstimos e financiamentos ao setor.

O aumento do preo domstico da gasolina dar mais margem para aumento dos

preos do etanol, facilitando sua retomada.

A sinergia com o acar outro fator estratgico para a recuperao do etanol no

mdio prazo.

Finalmente, adota-se como premissa que o setor sucroenergtico direcionar esforos

com vistas melhoria dos fatores de produo, que, associados aos incentivos

governamentais, possibilitaro uma reduo gradual dos custos de produo do etanol.

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Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

Referncias Bibliogrficas N. REFERNCIA TTULO

[1] ABEEOLICA, 2014. Associao Brasileira de Energia Elica. A Perspectiva de Futuro da Energia Elica Disponvel em http://www.portalabeeolica.org.br/index.php/artigos/118-a-perspectiva-de-futuro-da-energia-elica.html. Acesso em 21 fev. 2014.

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[3] ANEEL, 2011. Agncia Nacional de Energia Eltrica. RESOLUO NORMATIVA N 440, de 5 de julho de 2011 Estabelece os critrios para a considerao de usinas no simuladas individualmente nos modelos computacionais de planejamento da operao e formao de preo.

[4] ANEEL, 2012. Agncia Nacional de Energia Eltrica. RESOLUO NORMATIVA N 476, DE 13 DE MARO DE 2012 Altera a Resoluo Normativa n 440, de 5 de julho de 2011, que estabelece os critrios para a considerao de pequenas usinas nos modelos computacionais de planejamento da operao e formao de preo.

[5] ANEEL, 2012. Agncia Nacional de Energia Eltrica. NOTA TCNICA n 067/2012-SRG/ANEEL 05 de setembro de 2012 Estabelece critrios para o clculo da Garantia Fsica apurada de usina eolioeltrica e termeltrica inflexvel com Custo Varivel Unitrio - CVU nulo, conectadas ao Sistema Interligado Nacional - SIN, cujas garantias fsicas tenham sido estabelecidas em legislao especfica.

[6] ANEEL, 2013. Agncia Nacional de Energia Eltrica. RESOLUO NORMATIVA N 566, de 16 de julho de 2013 Estabelece critrios para o clculo da Garantia Fsica apurada de usina eolioeltrica e termeltrica inflexvel com Custo Varivel Unitrio CVU nulo, conectada ao Sistema Interligado Nacional SIN, cuja garantia fsica tenha sido estabelecida em legislao especfica

[7] ANEEL, 2014. Agncia Nacional de Energia Eltrica. Energia Elica 6. Disponvel em .aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pd /0 -energia eolica( ).pd . Acesso em 21 fev.2014.

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[10] ANP, 2014a. Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis. Leiles de Biodiesel. Disponvel em http://www.anp.gov.br/?pg=70020&m=&t1=&t2=&t3=&t4=&ar=&ps=&cachebust=1394203021962. Acesso em 06 fev. de 2014.

[11] ANP, 2014b. Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis. Boletim Mensal do Biodiesel. Fevereiro de 2013. Disponvel em http://www.anp.gov.br/?dw=65299. Acesso em 06

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[12] ANP, 2014c. Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis. Boletim do Etanol n 1. Fevereiro de 2014. Disponvel em http://www.anp.gov.br/?dw=70000. Acesso em: 06 fev. 2014.

[13] ANP, 2014d. Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis. Dados estatsticos mensais. Vendas, pelas distribuidoras, dos derivados combustveis de petrleo (metros cbicos). Disponvel em http://www.anp.gov.br/?pg=64555&m=&t1=&t2=&t3=&t4=&ar=&ps=&cachebust=1392296351987. Acesso em 12 fev. 2014.

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Ministrio de Minas e Energia

[14] ANP, 2014e. Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis. Levantamento de preos. Disponvel em http://www.anp.gov.br/preco/prc/Resumo_Mensal_Index.asp. Acesso em 14 fev. 2014.

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[18] BNDES, 2014a. Banco Nacional do Desenvolvimento Econmico e Social. Comunicao Pessoal

[19] BNDES, 2014b. Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social Desembolso do Setor Sucroalcooleiro 2014. Comunicao Pessoal. Janeiro 2014

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[28] CONSECANA, 2014. Conselho de Produtores de Cana-de-Acar, Acar e Etanol do Estado de So Paulo. Circulares CONSECANA. Disponvel em http://www.orplana.com.br/circular.html. Acesso em 07 fev. 2014.

[29] CONSULCANA, 2014. CONSULCANA Solues Aplicadas a Cana-de-Acar. Termmetro da Safra Variedades; Safra 2013/2014. Comunicao pessoal

[30] CTC, 2014. Centro de Tecnologia Canavieira. Novas Tecnologias Etanol 2G. Site da empresa. Disponvel em http://www.ctcanavieira.com.br/biotecnologia.html. Acesso em 21 de jan. de 2014.

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Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

[31] EIA/DOE, 2013. Total Energy Data. Monthly Energy Review. Disponvel em . Acesso em Fevereiro de 2014.

[32] EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria. (Setembro de 2009). Zoneamento Agroecolgico da Cana-de-Acar expandir a produo, preservar a vida e garantir o futuro. Rio de Janeiro, RJ: Ministrio da Agricultura Pecuria e Abastecimento.

[33] EPA, 2012. Environmental Protection Agency. RIN Generation and Renewable Fuel Volume Production by Fuel Type. Disponvel em http://www.epa.gov/otaq/fuels/rfsdata/2011emts.htm. Acesso em 20 fev.2014.

[34] EPA, 2013. Environmental Protection Agency. EPA Proposes 2014 Renewable Fuel Standards, 2015 Biomass-Based Diesel Volume. Disponvel em . Acesso em Fevereiro de 2014.

[35] EPE, 2012. Empresa de Pesquisa Energtica, 2012. Informe Tcnico Anlise da Gerao

Verificada das Usinas a Biomassa 2008 2011. Disponvel em: http://epe.gov.br/geracao/Documents/Estudos_23/EPE_DEE_IT_059_2012.pdf. Acesso em 25 jan. 2013.

[36] ESALQ, 2014. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Indicador Mensal Etanol Hidratado CEPEA/ESALQ Combustvel (E.S.P.) So Paulo. Disponvel em http://www.cepea.esalq.usp.br/etanol/?page=407#. Acesso em 20 fev. 2014.

[37] G1 Autoesporte, 2013. Veja o consumo de 327 carros ano 2013, segundo o Inmetro. Disponvel em http://g1.globo.com/carros/noticia/2013/01/inmetro-inmetro-divulga-ranking-de-consumo-de-carros-de-2013.html. Acesso em 12 fev. 2014.

[38] INPE, 2013. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.. Canasat Mapeamento da cana via imagens de satlites de observao da terra. Disponvel em http://150.163.3.3/canasat/tabelas.php. Acesso em 10 dez. 2013.

[39] IPCC, 2006. Intergovernmental Panel on Climate Change. Disponivel em http://www.ipcc-nggip.iges.or.jp/public/2006gl/vol2.html. Acesso em 26 fev. 2014

[40] Logum Logstica S.A., 2014. Disponvel em http://www.logum.com.br/php/index.php. Acesso em 10 jan. 2014

[41] MAPA, 2014a. Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento. Acompanhamento da Produo Sucroalcooleira. Disponvel em http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/agroenergia. Acesso em 18 fev. 2014.

[42] MAPA, 2014b. Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento. Disponvel em http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/agroenergia/estatistica. Acesso em 28 jan. 2014.

[43] MAPA, 2013c. Ministrio da Agricultura Pecuria e Abastecimento. Comrcio Exterior Brasileiro. Disponvel em http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/agroenergia/estatistica. Acesso em 04 fev. 2014.

[44] MAPA, 2014d. Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento. Usinas e destilarias cadastradas. Disponvel em http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/agroenergia/orientacoes-tecnicas. Acesso em 04 fev. 2014

[45] MCT, 2013. Ministrio de Cincias e Tecnologia. Fatores de Emisso de CO2 para utilizaes que necessitam do fator mdio de emisso do Sistema Interligado Nacional do Brasil, como, por exemplo, inventrios corporativos. Disponvel em http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/321144.html#ancora. Acesso em 28 fev. 2014

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Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

[46] MDIC, 2014. Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior. Acesso aos Dados Estatsticos das Exportaes e Importaes Brasileiras. Disponvel em . Acesso em 20 fev. 2014.

[47] MME, 2008. Portaria MME n 258/2008. Disponvel em http://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CCYQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.aneel.gov.br%2Fcedoc%2Fprt2008258mme.pdf&ei=k6kgU57ROsXnkAehpYCADA&usg=AFQjCNEB8WDfnjgJAiORX7NwmhZcBEA67A&bvm=bv.62788935,d.eW0. Acesso em 03 fev. 2014.

[48] MME, 2012. Ministrio das Minas e Energia. PORTARIA No 484, DE 24 DE AGOSTO DE 2012. Disponvel em http://www.mme.gov.br Acesso em 07 fev. 2014

[49] MME, 2014a. Ministrio das Minas e Energia. Boletim Mensal dos Combustveis Renovveis. Disponvel em http://www.mme.gov.br/spg/menu/publicacoes.html. Acesso em 07 fev. 2014.

[50] MME, 2014b. Ministrio das Minas e Energia. Boletim Mensal dos Combustveis Renovveis. Disponvel em http://www.mme.gov.br/spg/menu/publicacoes.html. Acesso em 02 abr. 2014.

[51] Nextfuel, 2014. Disponvel em http://biodiesel.com.ar/7952/argentina-presento-un-reclamo-ante-la-organizacion-internacional-de-comercio-por-trabas-a-la-exportacion-de-biodiesel. Acesso em 02 abr. 2014

[52] O Estado, 2013. Disponvel em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,producao-de-etanol-de-2-geracao-vai-comecar-em-2014,1101951,0.htm. Acesso em 26 fev. 2014

[53] ONS, 2014. Operador Nacional do Sistema. Histrico de Operao, gerao de energia elica. Disponvel em http://www.ons.org.br/historico/geracao_energia_out.aspx?area=#. Acessado em 06 mar. 2014

[54] PECEGE, 2014. Programa de Educao Continuada em Economia e Gesto de Empresas. Custo de Produo de cana-de-acar, acar e etanol no Brasil: Fechamento da safra 2012/2013. Piracicaba: Universidade de So Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Programa de Educao Continuada em Economia e Gesto de Empresas/ Departamento de Economia, Administrao e Sociologia. 2013. 67 p. Relatrio apresentado Confederao de Agricultura e Pecuria do Brasil CNA. Acesso em 07 fev. 2014

[55] PETROBRAS, 2014. Plano Estratgico 2030. Disponvel em http://webcast.mzvaluemonitor.com/Spectator.aspx?PlatformId=2044&SpectatorId=127272. Acesso em 13 mar. 2014.

[56] Portal do Agronegcio, 2014. BNDES eleva a R$ 6,9 bi desembolso a usinas. Disponvel em http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/bndes-eleva-a-r-69-bi-desembolso-a-usinas-102733. Acesso em 07 fev. 2014

[57] Presidncia da Repblica Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurdicos. Decreto N 7.819 de 03

de outubro de 2012. Disponvel em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Decreto/D7819.htm. Acesso em 07 fev. 2014.

[58] Presidncia da Repblica Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurdicos. Decreto N 7.997 de 07 de maio de 2013. Disponvel em http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7997.htm. Acesso em 07 fev. 2014.

[59] Tribuna de Macau, 2014. Turbinas chinesas geram boom elico. Disponvel em http://jtm.com.mo/actual/turbinas-chinesas-geram-boom-eolico/. Acesso em 15 jan. 2014

[60] Unio dos Produtores de Bioenergia, 2013. Incndio em terminal de acar deve mudar cenrio econmico da commodity. Disponvel em: http://www.usinapederneiras.com.br/noticias/?p=101. Acesso em: 04 nov. 2013.

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Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis

Ministrio de Minas e Energia

[61] UNICA, 2013a Unio da Indstria de Cana-de-acar. Anlise da Safra 2013/14. Disponvel em: http://www.unica.com.br/download.php?idSecao=17&id=6288236. Acesso em: 10 jan.2014

[62] UNICA, 2013b Unio da Indstria de Cana-de-acar. Anlise da Safra 2013/14. Disponvel em: http://www.unica.com.br/download.php?idSecao=17&id=12655382. Acesso em: 30 abr.2014

[63] UNICA, 2014 Unio da Indstria de Cana-de-acar. Comunicao Pessoal.

[64] USDA, 2013. United States Department of Agriculture. Economic Research Service. U.S. Domestic Corn Use. Disponvel em http://www.ers.usda.gov/topics/crops/corn/background.aspx . Acesso em 26 de mar. 2013.

[65] Valor Econmico, 2014. Etanol de 2 gerao ganha escala comercial. Disponvel em:

http://www.valor.com.br/agro/3277020/etanol-de-2. Acesso em 21 jan. 2014.

[66] Valor Econmico, 2014 - Parques elicos geram menos energia que o previsto. Disponvel em http://www.valor.com.br/brasil/3425562/parques-eolicos-geram-menos-energia-que-o-previsto. Acessado em 11 fev. 2014

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