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<p>dos </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ano 2013 </p> <p> Ministrio de </p> <p>Minas e Energia </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>i </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>GOVERNO FEDERAL </p> <p>Ministrio de Minas e Energia Ministro Edison Lobo </p> <p>Anlise de Conjuntura dos </p> <p>Biocombustveis Ano 2013 </p> <p>Empresa pblica, vinculada ao Ministrio de Minas e Energia, instituda nos termos da Lei n 10.847, de 15 de maro de 2004, a EPE tem por finalidade prestar servios na rea de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energtico, tais como energia eltrica, petrleo e gs natural e seus derivados, carvo mineral, fontes energticas renovveis e eficincia energtica, dentre outras. </p> <p> Presidente Mauricio Tiomno Tolmasquim Diretor de Estudos de Petrleo, Gs e Biocombustveis Diretor de Estudos Econmico-Energticos e Ambientais Amlcar Gonalves Guerreiro Diretor de Estudos de Energia Eltrica Jos Carlos de Miranda Farias Diretor de Gesto Corporativa lvaro Henrique Matias Pereira </p> <p> Coordenao Executiva </p> <p>Ricardo Nascimento e Silva do Valle </p> <p>Coordenao Tcnica Angela Oliveira da Costa </p> <p> Equipe Tcnica </p> <p>Andr Luiz Ferreira dos Santos Angela Oliveira da Costa </p> <p>Antonio Carlos Santos Euler Joo Geraldo da Silva </p> <p>Henrique dos Prazeres Fonseca Lenidas Bially Olegario dos Santos </p> <p>Patrcia Feitosa Bonfim Stelling Pedro Nin de Carvalho </p> <p>Rachel Martins Henriques Rafael Barros Araujo </p> <p> URL: www.epe.gov.br </p> <p>Sede </p> <p>SAN Quadra 1 Bloco B Sala 100-A </p> <p>70041-903 - Braslia DF </p> <p>Escritrio Central </p> <p>Av. Rio Branco, 01 11 Andar </p> <p>20090-003 - Rio de Janeiro RJ </p> <p>EPE-DPG-SDB-Bios-NT-01-2014 Data: 04 de junho de 2014 </p> <p>http://www.epe.gov.br/</p> <p>2 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Apresentao </p> <p>A EPE apresenta sua quinta Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis, com os fatos </p> <p>mais relevantes ocorridos no ano de 2013. </p> <p>Os principais temas abordados so: a oferta e demanda de etanol e sua infraestrutura </p> <p>de produo e transporte, a comercializao de bioeletricidade nos leiles de energia, </p> <p>o mercado internacional, as expectativas para os novos biocombustveis e as emisses </p> <p>de gases de efeito estufa evitadas pela utilizao dessas fontes de energia. </p> <p>Nessa edio, alm da avaliao dos principais acontecimentos ocorridos em 2013, o </p> <p>documento apresenta um texto, em anexo, sobre as perspectivas dos custos de </p> <p>produo de etanol para os prximos anos. </p> <p>3 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Sumrio </p> <p>APRESENTAO ............................................................................... 2 </p> <p>1. OFERTA DE ETANOL ................................................................... 6 </p> <p>1.1. REA, PRODUTIVIDADE AGRCOLA E RENDIMENTO DA CANA ............................ 7 </p> <p>1.2. PROCESSAMENTO DE CANA-DE-ACAR ....................................................... 10 </p> <p>1.3. PRODUO DE ETANOL ............................................................................. 11 </p> <p>1.4. PRODUO DE ACAR ............................................................................. 14 </p> <p>1.5. MIX DE PRODUO .................................................................................. 16 </p> <p>2. DEMANDA DE ETANOL .............................................................. 18 </p> <p>2.1. LICENCIAMENTO DE VECULOS LEVES .......................................................... 18 </p> <p>2.2. DEMANDA DE COMBUSTVEIS DA FROTA CICLO OTTO ..................................... 22 </p> <p>3. ANLISE ECONMICA .............................................................. 25 </p> <p>3.1. MERCADO NACIONAL DE ETANOL ................................................................ 25 </p> <p>4. CAPACIDADE DE PRODUO E INFRAESTRUTURA DE </p> <p>TRANSPORTE DE ETANOL ............................................................... 30 </p> <p>4.1. CAPACIDADE PRODUTIVA .......................................................................... 30 </p> <p>4.2. DUTOS E HIDROVIAS ................................................................................ 33 </p> <p>4.3. VIAS DE EXPORTAO DE ETANOL ............................................................... 33 </p> <p>5. BIOELETRICIDADE ................................................................... 35 </p> <p>5.1. COMERCIALIZAO DE ENERGIA ................................................................. 36 </p> <p>5.2. GERAO VERIFICADA DAS FONTES ALTERNATIVAS ........................................ 37 </p> <p>6. BIODIESEL ............................................................................... 39 </p> <p>6.1. LEILES E PREOS DE BIODIESEL ............................................................... 39 </p> <p>6.2. PRODUO REGIONAL E CAPACIDADE INSTALADA .......................................... 40 </p> <p>6.3. MATRIA-PRIMA PARA O BIODIESEL ........................................................... 41 </p> <p>6.4. COPRODUTOS DO BIODIESEL ..................................................................... 43 </p> <p>7. MERCADO INTERNACIONAL DE BIOCOMBUSTVEIS ................. 44 </p> <p>7.1. ESTADOS UNIDOS BLEND WALL .............................................................. 45 </p> <p>7.2. UNIO EUROPEIA BIOCOMBUSTVEIS DE PRIMEIRA GERAO ...................... 46 </p> <p>8. NOVOS BIOCOMBUSTVEIS ...................................................... 47 </p> <p>9. EMISSES DE GASES DE EFEITO ESTUFA ................................. 50 </p> <p>10. ANLISE DOS CUSTOS DE PRODUO DO ETANOL ................. 51 </p> <p>REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................................ 59 </p> <p>4 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Lista de grficos </p> <p>Grfico 1 Produtividade agrcola x Aquisio de financiamentos pblicos ............................................... 7 </p> <p>Grfico 2 - Evoluo da rea de cana total cultivada* ................................................................................. 8 </p> <p>Grfico 3 Colheita e Plantio mecanizados x Qualidade da cana na regio Centro-Sul ............................ 10 </p> <p>Grfico 4 Histrico anual de processamento de cana ............................................................................. 11 </p> <p>Grfico 5 Produo brasileira de etanol .................................................................................................. 12 </p> <p>Grfico 6 Evoluo mensal do estoque fsico de etanol ........................................................................... 13 </p> <p>Grfico 7 Produo e exportaes brasileiras de acar ......................................................................... 14 </p> <p>Grfico 8 Preos internacionais do acar............................................................................................... 15 </p> <p>Grfico 9 Mix de produo (acar x etanol)........................................................................................... 16 </p> <p>Grfico 10 Preo do ATR para acar e etanol ........................................................................................ 17 </p> <p>Grfico 11 Licenciamentos de veculos leves ........................................................................................... 18 </p> <p>Grfico 12 Taxa de juros Aquisio de veculos Pessoa Fsica (% a.m.) ............................................. 19 </p> <p>Grfico 13 ndice de Inadimplncia Pessoa Fsica ................................................................................. 20 </p> <p>Grfico 14 Perfil de licenciamento ........................................................................................................... 20 </p> <p>Grfico 15 Demanda de Combustveis da Frota de Veculos Ciclo Otto* ................................................. 22 </p> <p>Grfico 16 Demanda anual de etanol hidratado e gasolina C ................................................................. 23 </p> <p>Grfico 17 Demanda total e participao de Combustveis na Frota de Veculos de motores Ciclo Otto* .................................................................................................................................................................... 24 </p> <p>Grfico 18 Demanda, Produo, Exportao e Importao de gasolina A .............................................. 25 </p> <p>Grfico 19 Preos por litro de Etanol Hidratado ...................................................................................... 26 </p> <p>Grfico 20 Histrico da relao PE/PG .................................................................................................... 27 </p> <p>Grfico 21 Relao PE/PG mensal em 2013 ............................................................................................ 28 </p> <p>Grfico 22 Nmero de Estados onde h competitividade do hidratado em relao gasolina C. .......... 29 </p> <p>Grfico 23 Volume do Hidratado sobre o Total de Combustveis consumidos pela Frota Ciclo Otto (VE/VT) X Relao de Preos PE/PG ............................................................................................................ 30 </p> <p>Grfico 24 Entrada de novas usinas no Brasil .......................................................................................... 32 </p> <p>Grfico 25 Principais portos exportadores de etanol do Brasil (Milhes de Litros) ................................. 34 </p> <p>Grfico 26 Principais destinos do etanol exportado via martima ........................................................ 34 </p> <p>Grfico 27 Investimentos do BNDES com nfase em Bioeletricidade .................................................... 35 </p> <p>Grfico 28 Energia Contratada no ACR pelas usinas de bagao de cana ................................................ 36 </p> <p>Grfico 29 Energia Contratada nos leiles: Elica x Bagao ................................................................... 37 </p> <p>Grfico 30 Preo mdio dos leiles de biodiesel ...................................................................................... 40 </p> <p>Grfico 31 Produo Regional de Biodiesel 2013 ................................................................................. 40 </p> <p>Grfico 32 Capacidade instalada de produo e consumo de biodiesel .................................................. 41 </p> <p>Grfico 33 Participao de matrias-primas para a produo de biodiesel (%) ...................................... 42 </p> <p>Grfico 34- Comportamento do mercado de leo de soja .......................................................................... 43 </p> <p>Grfico 35 Exportao de glicerina bruta ................................................................................................ 43 </p> <p>5 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Grfico 36 Exportaes brasileiras de etanol 2001 a 2013 ................................................................... 44 </p> <p>Grfico 37 Produo Real de Combustveis Celulsicos (EUA) ................................................................. 48 </p> <p>Grfico 38 Emisses Evitadas com Biocombustveis em 2013 Brasil .................................................... 50 </p> <p>Grfico 39 Histrico de mecanizao da colheita nas principais reas do Brasil .................................... 54 </p> <p> Lista de tabelas </p> <p>Tabela 1- Preos por litro de Etanol Hidratado, Gasolina C e preo relativo (PE/PG) ................................ 26 </p> <p>Tabela 2 Produo de biocombustveis celulsicos nos EUA (em milhares de L). .................................... 47 </p> <p>Tabela 3 Capacidade produtiva de etanol celulsico............................................................................... 49 </p> <p>Tabela 4 reas aptas ao plantio de cana-de-acar, considerando sua aptido agrcola e o uso atual da terra (Mha) ................................................................................................................................................. 53 </p> <p>Tabela 5 - Estratificao dos custos de Produo dos Produtos da Cana-de-acar ................................. 54 </p> <p>6 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>1. Oferta de Etanol </p> <p>A produo brasileira de etanol apresentou uma considervel recuperao na safra </p> <p>2013/14. Os principais motivos foram a liberao de recursos pblicos para o setor </p> <p>sucroenergtico, o aumento da produtividade agrcola, o baixo preo internacional do </p> <p>acar, o aumento do percentual de anidro na gasolina C e a desonerao tributria </p> <p>do etanol. Cada um desses fatores ser abordado neste boletim. </p> <p>Em 2013, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social - BNDES ajustou </p> <p>os critrios para a aquisio de recursos do Programa de Apoio Renovao e </p> <p>Implantao de Novos Canaviais - Prorenova1, de forma a incentivar a renovao dos </p> <p>canaviais e expandir a rea plantada. Entre os ajustes esto: a reduo da taxa de </p> <p>juros de 9% a.a. para 5,5%; a ampliao do limite de financiamento, de 4.350,00 </p> <p>R$/ha para 5.450,00 e a liberao dos recursos para empresas com capital estrangeiro </p> <p>[17]. Com isso, a demanda pelo Prorenova alcanou R$ 2,65 bilhes em 2013, frente </p> <p>aos R$ 1,35 bilho contratados em 2012, ainda significativamente aqum dos R$ 4 </p> <p>bilhes que podem ser disponibilizados pelo BNDES. </p> <p>Segundo o BNDES, as atenes, a partir de agora, devero se voltar para o retorno </p> <p>dos investimentos em expanso de capacidade da indstria, visto que a mesma est </p> <p>prxima de seu limite [56]. </p> <p> possvel verificar, atravs do Grfico 1, o movimento conjunto entre a aquisio de </p> <p>financiamentos pblicos para o cultivo da cana e a produtividade agrcola no Brasil, </p> <p>com uma certa defasagem entre os mesmos. </p> <p>1 A vigncia do programa expirou no fim de 2013 e sua prorrogao, com eventuais mudanas, ser avaliada em 2014. </p> <p>7 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Grfico 1 Produtividade agrcola x Aquisio de financiamentos pblicos </p> <p> Fonte: BNDES [18] e CONAB [26] </p> <p>1.1. rea, Produtividade Agrcola e Rendimento da Cana </p> <p>O Grfico 2 apresenta a evoluo das reas reformadas2, em reforma3, de expanso4 </p> <p>e de cana soca5 nos estados de Gois, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do </p> <p>Sul, Paran e So Paulo. </p> <p>Observa-se um aumento da relao rea de cana planta6 / rea de cana disponvel </p> <p>para a colheita nas ltimas trs safras, resultado da retomada do processo de </p> <p>renovao dos canaviais. Na safra 2013/14 essa relao foi de 18,7%, enquanto que </p> <p>nas safras 2010/11 e 2011/12 esse valor atingiu 9,8% [38]. Observa-se que o </p> <p>percentual desejvel para esta relao de cerca de 21% [63]. </p> <p>2 rea reformada aquela recuperada no ano da safra anterior e que est disponvel para colheita. 3 rea em reforma aquela que no ser colhida, pois se encontra em perodo de recuperao para o </p> <p>replantio da cana ou outros usos. 4 rea de expanso a classe de lavouras de cana que, pela primeira vez, esto disponveis para colheita. </p> <p>5 Cana que j passou por mais de um corte. </p> <p>6 Cana planta Cana de primeiro corte, proveniente das reas reformada e em expanso. </p> <p>0,2 0,2 0,4 </p> <p>0,6 0,7 0,7 0,6 </p> <p>0,9 </p> <p>1,2 </p> <p>2,1 </p> <p>73,9 73,9 77,0 79,0 </p> <p>81,0 81,6 77,4 </p> <p>67,1 69,4 74,8 </p> <p>0,0</p> <p>10,0</p> <p>20,0</p> <p>30,0</p> <p>40,0</p> <p>50,0</p> <p>60,0</p> <p>70,0</p> <p>80,0</p> <p>90,0</p> <p>0,0</p> <p>0,5</p> <p>1,0</p> <p>1,5</p> <p>2,0</p> <p>2,5</p> <p>3,0</p> <p>2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013</p> <p>tc/h</p> <p>a </p> <p>Bilh</p> <p>e</p> <p>s d</p> <p>e re</p> <p>ais </p> <p>Fianciamentos para o cultivo da cana Produtividade Agrcola</p> <p>8 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Grfico 2 - Evoluo da rea de cana total cultivada* </p> <p> Fonte: EPE a partir de INPE [38] * rea de cana para todos os fins (setor sucroalcooleiro e outros) GO, MG, MS, MT, PR e SP. </p> <p>Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento CONAB, a rea total colhida para </p> <p>o setor sucroalcooleiro, na safra 2013/14, atingiu 8,8 milhes de hectares, um </p> <p>aumento de 3,8% em relao anterior [27]. A instituio estima um novo </p> <p>crescimento de 3,6% para a safra 2014/15, o que totalizar 9,1 milhes de hectares. </p> <p>Produtividade Agrcola </p> <p>Os investimentos realizados em 2012 e 2013 ainda no proporcionaram a plena </p> <p>recuperao da produtividade agrcola na safra 2013/14, j que a reduo dos </p> <p>investimentos em reforma do canavial e em tratos culturais, juntamente com os </p> <p>problemas climticos, foram bastante significativos entre 2009 e 2011. Registra-se </p> <p>que, com o aumento da mecanizao da colheita, a partir de 2007, houve elevao do </p> <p>ndice de perdas de sacarose. </p> <p>De acordo com a CONAB [27], a safra 2013/14 apresentou um aumento de 7,7% na </p> <p>produtividade da cana, atingindo 74,8 tc/ha. No entanto, este valor est aqum dos </p> <p>maiores ndices j alcanados nas safras de 2008/09 e 2009/2010, respectivamente, </p> <p>81,0 e 81,6 tc/ha. Cabe ressaltar que a ocorrncia de geadas em algumas regies </p> <p>prejudicou a produtividade agrcola da cana. </p> <p>0</p> <p>1</p> <p>2</p> <p>3</p> <p>4</p> <p>5</p> <p>6</p> <p>7</p> <p>8</p> <p>9</p> <p>10</p> <p>Milh</p> <p>e</p> <p>s d</p> <p>e h</p> <p>ect</p> <p>are</p> <p>s </p> <p>Soca Reformada Expanso Em reforma</p> <p>9 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>O processo de renovao do canavial, aliado aos tratos culturais adequados, tem </p> <p>efeito positivo sobre a produtividade agrcola. No entanto, entre dezembro e fevereiro7 </p> <p>de 2014, o clima atipicamente seco, combinado com temperaturas acima da mdia em </p> <p>grande parte da regio Centro-Sul, dever resultar em uma reduo desta </p> <p>produtividade na safra 2014/15, de 1,6% em relao safra anterior, caindo para </p> <p>73,57 tc/ha8 [27]. </p> <p>Rendimento </p> <p>Em maio e junho de 2013, chuvas intensas atrasaram a colheita e afetaram a </p> <p>qualidade da cana. O ndice de ATR9/tc estimado para a safra 2013/14, no Brasil, foi </p> <p>de 134,4 kg/tc, segundo a CONAB, inferior mdia de 141,5 kg ATR/tc, observada </p> <p>entre as safras de 2003/04 e 2012/13 [27]. </p> <p>Atravs do Grfico 3, pode-se observar uma relao entre o aumento da mecanizao </p> <p>da colheita e a reduo da qualidade da cana na regio Centro-Sul, intensificada pela </p> <p>defasagem da mecanizao do plantio. Alm disso, as questes climticas ocorridas </p> <p>nos ltimos anos tambm impactaram a qualidade da cana. O excesso de chuvas em </p> <p>2009 contribuiu para a reduo da ATR/tc e a escassez em 2010, para seu </p> <p>incremento. </p> <p>7 poca que a cana est na fase de crescimento vegetativo. 8 Alguns agentes do setor apontam uma reduo ainda maior, devido aos problemas climticos, podendo chegar at 70 tc/ha. 9 Acares Totais Recuperveis. </p> <p>10 </p> <p>Anlise de Conjuntura dos Biocombustveis </p> <p>Ministrio de Minas e Energia </p> <p>Grfico 3 Colheita e Plantio mecanizados x Qualidade da cana na regio Centro-Sul </p> <p> Fonte: UNICA [61][62][63] e MAPA [42]

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