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ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACC I - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTR IA

ANLISE DE CONJUNTURA 2 TRIMESTRE 2017

EDIO ELETRNICA

Anlise elaborada com dados at incio de julho e informao de envolvente

nacional e internacional at final de junho

2T 17 ENVOLVENTE EMPRESARIAL - ANLISE DE CONJUNTURA

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ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACC I - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTR IA

ndice de Assuntos

EDITORIAL ........................................................................................................................ 4

1. ENQUADRAMENTO ....................................................................................................... 6

1.1 Enquadramento internacional .......................................................................................... 6

1.2 Enquadramento nacional ................................................................................................. 7

2. ATIVIDADE ECONMICA GLOBAL ............................................................................. 12

2.1 Evoluo recente do PIB e de outros indicadores de atividade ......................................... 12

2.2 Projees macroeconmicas nacionais e internacionais ................................................... 17

2.3 Constituies, dissolues e insolvncias de empresas .................................................... 26

3. INTERNACIONALIZAO ........................................................................................... 28

3.1 Comrcio internacional .................................................................................................. 28

3.1.1 Comrcio internacional de bens .................................................................................. 28

3.1.2 Comrcio internacional de servios .............................................................................. 35

3.1.3 Balana de bens e servios ......................................................................................... 36

3.1.4 Termos de troca de bens e de servios ........................................................................ 36

3.2 Investimento direto ....................................................................................................... 37

4. FINANCIAMENTO ........................................................................................................ 38

4.1 Taxas de juro ............................................................................................................... 38

4.2 Crdito bancrio ........................................................................................................... 40

4.3 Mercado de capitais ...................................................................................................... 42

5. MERCADO DE TRABALHO ........................................................................................... 44

6. CUSTOS DAS MATRIAS-PRIMAS .............................................................................. 46

7. CUSTOS DA ENERGIA ................................................................................................. 47

7.1 Eletricidade .................................................................................................................. 47

7.2 Gs natural................................................................................................................... 48

7.3 Combustveis ................................................................................................................ 48

8. COMPETITIVIDADE PELOS PREOS E PELOS CUSTOS LABORAIS............................................ 50

8.1 Competitividade pelos preos: cmbios e inflao ........................................................... 50

8.2 Competitividade pelos custos laborais ............................................................................ 52

9. AJUSTAMENTO DA ECONOMIA PORTUGUESA .......................................................... 53

9.1 Equilbrio externo .......................................................................................................... 53

9.2 Endividamento .............................................................................................................. 53

9.3 Contas pblicas ............................................................................................................ 54

FICHA TCNICA

Propriedade

CIP - Confederao

Empresarial

de Portugal

Praa das Indstrias

1300-307 LISBOA

Diretor

Joo Costa Pinto

Edio

CIP - Departamento de Assuntos Econmicos

Coordenao

Pedro Capucho

Redao

Nuno Torres

Lurdes Fonseca

Paulo Caldas

Sede de Redao

CIP - Confederao

Empresarial

de Portugal

Praa das Indstrias

1300-307 LISBOA

NIF

500 835 934

Design Grfico

Mariana Barros

Periodicidade

Trimestral

ISSN

2183-198X

Registo na ERC 117830

autorizada a

reproduo dos

trabalhos publicados,

desde que citada a

fonte e informada

a direo da revista.

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ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACC I - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTR IA

EDITORIAL

1. Os novos dados relativos evoluo da economia portuguesa confirmam e

reforam a anlise que procurei sintetizar h trs meses, neste mesmo espao.

Por um lado, os resultados macroeconmicos do primeiro trimestre de 2017 revelam

uma ntida melhoria da conjuntura, dando continuidade acelerao da atividade

econmica, impulsionada pela maior dinmica de crescimento do investimento e das

exportaes, cujo peso no PIB subiu para um novo mximo histrico de 43.2%.

Acresce que as exportaes passaram a registar um ritmo de crescimento superior ao

das importaes, o que permitiu a retoma de um contributo positivo da procura externa

lquida para a evoluo do PIB.

Para alm da Formao Bruta de Capital Fixo (FBCF) ter aumentado taxa mais

elevada desde o final de 1998, a sua composio revelou-se mais equilibrada e mais

sustentvel: a FBCF em material de transporte abrandou, passando a componente de

outras mquinas e equipamentos a ser a que est a crescer a um ritmo mais forte.

Alm disso, a generalidade dos indicadores coincidentes e avanados apontam para a

consolidao, nos prximos meses, desta evoluo favorvel da economia.

Saliento ainda a reviso em alta das projees de crescimento econmico nos prximos

anos a que procederam o Banco de Portugal e o FMI, perspetivando o reincio do

processo de convergncia real com a Unio Europeia (interrompido desde o incio dos

anos 2000), sob um padro consistente com a manuteno dos equilbrios

macroeconmicos fundamentais.

Contudo, permanecem as razes para alguma prudncia, que tive ocasio de apontar,

relativamente sustentabilidade a prazo desta rota de recuperao econmica.

No primeiro trimestre, o aumento homlogo de 3.2% do emprego continuou a superar

a taxa de crescimento do PIB (2.8%), o que significa que a produtividade do trabalho

continua em queda.

certo que encontraremos justificaes para estes nmeros: o impacto do investimento

que est agora a ser realizado ainda no se reflete plenamente nos resultados das

empresas. Alm disso, o aumento do emprego corresponder ainda a um ajustamento

cclico dos mercados, aps anos de retrao.

No entanto, nas suas projees, o Banco de Portugal antecipa a manuteno de uma

dinmica fraca da produtividade do trabalho, com uma virtual estagnao em 2017.

2T 17 ENVOLVENTE EMPRESARIAL - ANLISE DE CONJUNTURA

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Os dados que constam desta publicao revelam j, em 2016, uma degradao do

indicador de competitividade-custo (aps dois anos de melhoria) sob o efeito da

apreciao cambial do euro, mas tambm de um diferencial positivo da variao dos

custos laborais unitrios face ao exterior (ao contrrio do que se verificou nos dois anos

anteriores).

Mantenho, por isso o alerta que deixei no ltimo editorial quanto ao risco de a

degradao dos custos unitrios do trabalho relativos penalizar a competitividade

externa, afetando negativamente as duas variveis chave para o crescimento

econmico: o investimento e as exportaes.

2. No plano europeu, destaco o alvio da incerteza, tanto de natureza poltica

como econmico-financeira, que resultou dos resultados eleitorais em Frana, das

melhores perspetivas de estabilidade no setor financeiro italiano e do desbloqueio pelo

Eurogrupo de uma nova tranche de financiamento Grcia.

Pelo contrrio, as negociaes do Brexit iniciaram-se sem que se antevejam sinais de

uma menor incerteza sobre o seu desfecho. Qualquer um dos temas prioritrios na

primeira fase destas negociaes direitos dos cidados, a questo da fronteira

irlandesa e as obrigaes financeiras do Reino Unido adivinham-se difceis, o que far

adiar decises diretamente mais relevantes do ponto de vista empresarial.

A desacelerao das exportaes portuguesas para o Reino Unido a que no ser

estranha a depreciao da libra, mas tambm o clima de incerteza ger