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ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACCI - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTRIA

ANLISE DE CONJUNTURA 1 TRIMESTRE 2017

EDIO ELETRNICA

Anlise elaborada com dados at 31-3-17

1T 17 ENVOLVENTE EMPRESARIAL - ANLISE DE CONJUNTURA

3

ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACCI - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTRIA

ndice de Assuntos

EDITORIAL ........................................................................................................................ 4

1. ENQUADRAMENTO ....................................................................................................... 6

1.1 Enquadramento internacional .......................................................................................... 6

1.2 Enquadramento nacional ................................................................................................ 7

2. ATIVIDADE ECONMICA GLOBAL ............................................................................. 11

2.1 Evoluo recente do PIB e de outros indicadores de atividade ......................................... 11

2.2 Projees macroeconmicas nacionais e internacionais ................................................... 16

2.3 Constituies, dissolues e insolvncias de empresas .................................................... 22

3. INTERNACIONALIZAO ........................................................................................... 24

3.1 Comrcio internacional ................................................................................................. 24

3.1.1 Comrcio internacional de bens .................................................................................. 24

3.1.2 Comrcio internacional de servios ............................................................................. 31

3.1.3 Balana de bens e servios ......................................................................................... 32

3.1.4 Termos de troca de bens e de servios ....................................................................... 33

3.2 Investimento direto ...................................................................................................... 33

4. FINANCIAMENTO ....................................................................................................... 35

4.1 Taxas de juro ............................................................................................................... 35

4.2 Crdito bancrio ........................................................................................................... 37

4.3 Mercado de capitais ...................................................................................................... 39

5. MERCADO DE TRABALHO ........................................................................................... 41

6. CUSTOS DAS MATRIAS-PRIMAS ............................................................................. 43

7. CUSTOS DA ENERGIA ................................................................................................. 44

7.1 Eletricidade .................................................................................................................. 44

7.2 Gs natural .................................................................................................................. 45

7.3 Combustveis ................................................................................................................ 45

8. COMPETITIVIDADE PELOS PREOS E PELOS CUSTOS LABORAIS ........................................... 47

8.1 Competitividade pelos preos: cmbios e inflao ........................................................... 47

8.2 Competitividade pelos custos laborais ............................................................................ 49

9. AJUSTAMENTO DA ECONOMIA PORTUGUESA .......................................................... 50

9.1 Equilbrio externo ......................................................................................................... 50

9.2 Endividamento ............................................................................................................. 50

9.3 Contas pblicas ............................................................................................................ 51

FICHA TCNICA

Propriedade

CIP - Confederao

Empresarial

de Portugal

Praa das Indstrias

1300-307 LISBOA

Diretor

Joo Costa Pinto

Edio

CIP - Departamento de

Assuntos Econmicos

Coordenao Pedro Capucho

Redao

Nuno Torres

Lurdes Fonseca

Paulo Caldas

Sede de Redao

CIP - Confederao

Empresarial

de Portugal

Praa das Indstrias

1300-307 LISBOA

NIF 500 835 934

Design Grfico

Mariana Barros

Periodicidade

Trimestral

ISSN

2183-198X

Registo na ERC 117830

autorizada a

reproduo dos

trabalhos publicados,

desde que citada a

fonte e informada

a direo da revista.

1T 17 ENVOLVENTE EMPRESARIAL - ANLISE DE CONJUNTURA

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ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACCI - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTRIA

EDITORIAL

1. Destacam-se no primeiro trimestre deste ano, na envolvente europeia, dois

marcos simblicos: a celebrao do 60 aniversrio do Tratado de Roma, logo seguida

da notificao britnica que deu incio formal ao processo de sada do Reino Unido da

Unio Europeia.

Ambos os marcos do conta de uma Europa em busca de um rumo, entre foras

contraditrias, de coeso e desintegrao.

Receosa de provocar mais clivagens ou de queimar solues, a Comisso limitou-se,

no seu Livro Branco sobre o Futuro da Europa, a apresentar aos Estados-membros

cinco cenrios, para reflexo.

Na declarao solene dos dirigentes europeus, em Roma, a frase atuaremos em

conjunto, a ritmos e com intensidades diferentes quando for necessrio, avanando

todos na mesma direo, parece indicar a opo por um desses cenrios: o da Europa

a vrias velocidades.

Resta esperar que passadas as prximas eleies em vrios pases da Unio Europeia,

cujos resultados so cruciais para clarificar o enquadramento poltico, seja possvel dar

contedo concreto s intenes expressas dessa declarao.

Quanto ao Brexit, as partes envolvidas mantm um posicionamento pouco propcio

dissipao da incerteza e dos receios que este processo indito levanta s empresas de

ambos os lados do Canal.

2. No plano nacional, salientam-se diversos sinais animadores na conjuntura

econmica: os resultados do quarto trimestre vieram confirmar o desempenho da

atividade acima do esperado, na segunda metade de 2016, aps um incio de ano que

dececionou, pelo menor dinamismo.

Estes resultados so particularmente positivos, porque se ficaram a dever,

fundamentalmente, acelerao das exportaes (com aumentos de quotas de

mercado) e do investimento empresarial.

Os indicadores j disponveis relativos ao incio de 2017 do conta de algum reforo

destas dinmicas positivas.

Os nmeros do emprego continuam a evidenciar um maior dinamismo do mercado do

trabalho com o emprego a aumentar 1.8% no quarto trimestre, aumento este

concentrado nos setores secundrio e tercirio e nos nveis de ensino mais qualificados.

1T 17 ENVOLVENTE EMPRESARIAL - ANLISE DE CONJUNTURA

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ASSOCIAO INDUSTRIAL PORTUGUESACCI - CM ARA DE COMRCI O E I NDSTRIA

Mantm-se, contudo, razes para alguma prudncia, que se prendem com a

sustentabilidade a prazo desta rota de recuperao econmica.

O facto de o aumento do emprego ser superior ao crescimento da atividade econmica,

com uma queda da produtividade de 0.2% em 2016, sugere que, a mdio prazo, o

atual dinamismo do mercado do trabalho pode facilmente ser reversvel.

Nas suas projees para 2017/2019, o Banco de Portugal antev um abrandamento na

evoluo do emprego e uma recuperao da produtividade inferior observada em

anteriores fases de recuperao, traduzindo-se num crescimento dos salrios reais

igualmente baixo.

Ora, se esta moderao salarial no se verificar, a degradao dos custos unitrios do

trabalho relativos penalizar a competitividade externa, colocando em risco as duas

variveis chave essenciais ao crescimento econmico: o investimento e as exportaes.

Acresce que a retoma do investimento ainda conta com um contributo significativo da

componente de material de transporte, o que indicia alguma fraqueza na sua

capacidade para impulsionar ganhos mais significativos de produtividade (pese embora

a componente de mquinas e equipamento dar, finalmente, sinais de recuperao).

Finalmente, as projees do Banco de Portugal apontam para uma acelerao do PIB

em 2017, consistente com a manuteno de equilbrios macroeconmicos

fundamentais, mas para um abrandamento ligeiro nos dois anos seguintes, ficando

ainda aqum do necessrio ao reincio do processo de convergncia real face rea

Euro.

Fiquemos, pois, atentos e ativos quanto s duas condies apontadas para que um

maior crescimento seja possvel: aprofundar a orientao de recursos para empresas

mais expostas concorrncia internacional e mais produtivas, e continuar o processo

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