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<p>N 439 Abril / 2017FUNDAO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONMICAS</p> <p>iss</p> <p>n 1</p> <p>678-6</p> <p>335</p> <p>As ideias e opinies expostas nos artigos so de responsabilidade exclusiva dos autores, no refletindo a opinio da Fipe</p> <p>Antonio Carlos Lima Nogueira analisa o relatrio sobre o desempenho do PIB do agronegcio no Estado de So Paulo referente a 2016, com a participao de cada etapa produtiva.</p> <p>Distorcer para No ReformarRogrio Nagamine Costanzi</p> <p>Tecnolgicos por Definio: a Economia Poltica de Harold Innis e Dallas Smythe na Teoria da Comunicao Canadense</p> <p>Julio Lucchesi Moraes</p> <p>Abertura Poltica, Redemocratizao e Poltica Fiscal: o Papel da Constituio Federal de 1988 Sobre o Processo Oramentrio e a Deciso de Gasto</p> <p>Elson Rodrigo de Souza Santos </p> <p>Evoluo Histrica do Estado de Bem-Estar Social no Brasil e na Espanha a Partir da Redemocratizao: um Estudo Comparativo</p> <p>Camila Steffens </p> <p>Relatrio de Indicadores FinanceirosNefin-USP</p> <p>anlise de conjuntura</p> <p>temas de economia aplicada</p> <p>AgriculturaAntonio Carlos Lima Nogueira </p> <p>Mercado de TrabalhoVera Martins da Silva</p> <p>p. 35</p> <p>p. 3</p> <p>Rogrio Nagamine Costanzi rebate alguns argumentos utilizados por aqueles que so contrrios a uma reforma no sistema previdencirio.</p> <p>p. 18</p> <p>p. 11</p> <p>p. 28</p> <p>p. 23</p> <p>Julio Lucchesi Moraes discute a Teoria da Comunicao dentro da Eco-nomia Poltica Canadense com enfoque em dois autores locais: Harold Innis e Dallas Smythe.</p> <p>Elson Rodrigo de Souza Santos analisa a relao entre a abertura poltica e redemocratizao sobre a conduo do processo oramentrio e deciso de gasto.</p> <p>O Ncleo de Economia Financeira da USP apresenta a evoluo dos valores de quatro tipos de carteiras, do dividend yield, do short interest e do ndice de volatilidade futura esperada para o mercado acionrio brasileiro. </p> <p>Camila Steffens apresenta, atravs de reviso de literatura, o desenvolvi-mento das polticas de bem-estar social no Brasil e na Espanha a partir da redemocratizao at as configuraes atuais.</p> <p>economia &amp; histriaAugusto Olympio Viveiros de Castro e a Academia de Altos Estudos do Instituto Histrico e Geogrfico Brasileiro: os Primrdios da Histria Tributria Nacional</p> <p>Luciana Suarez LopesLuciana Suarez Lopes faz um relato sobre a atuao pioneira de Augusto Olympio Viveiros de Castro no estudo do sistema tributrio brasileiro.</p> <p>p. 39</p> <p>p. 7 Vera Martins da Silva discute alguns dados do mercado de trabalho bra-sileiro, como taxa de desocupao, rendimento mdio do trabalho e saldo de gerao de empregos formais.</p> <p>abril de 2017</p> <p>Conselho Curador</p> <p>Juarez A. Baldini Rizzieri (Presidente) Andrea Sandro Calabi Denisard C. de Oliveira Alves Eduardo Amaral Haddad Francisco Vidal Luna Hlio Nogueira da Cruz Jos Paulo Zeetano Chahad Simo Davi Silber Vera Lucia Fava</p> <p>INFORMAES FIPE UMA PUBLICAO MENSAL DE CONJUNTURA ECONMICA DA FUNDAO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONMICAS ISSN 1678-6335</p> <p>Luiz Martins Lopes Jos Paulo Z. Chahad Maria Cristina Cacciamali Maria Helena G. Pallares Zockun Simo Davi Silber</p> <p>Editora-Chefe </p> <p>Fabiana F. Rocha</p> <p>Preparao de Originais e Reviso</p> <p>Alina Gasparello de Araujo</p> <p> Produo Editorial</p> <p>Sandra Vilas Boas</p> <p>http://www.fipe.org.br</p> <p>Diretoria</p> <p>Diretor Presidente</p> <p>Carlos Antonio Luque</p> <p>Diretora de Pesquisa</p> <p>Maria Helena Garcia Pallares Zockun</p> <p>Diretor de Cursos</p> <p>Jos Carlos de Souza Santos</p> <p>Ps-Graduao</p> <p>Mrcio Issao Nakane</p> <p>Secretaria Executiva</p> <p>Domingos Pimentel Bortoletto</p> <p>Conselho EditorialHeron Carlos E. do Carmo Lenina Pomeranz </p> <p>Observatrio do Emprego e do Trabalho</p> <p>O Observatrio do Emprego e do Trabalho oferece aos formuladores de polticas pblicas um conjunto de ferramentas inovadoras para aprimorar as possibilidades de anlise e de compreenso da evoluo do mercado de trabalho.</p> <p>O Observatrio inova a anlise do mercado de trabalho em dois aspectos importantes. Primeiro, utiliza um conjunto de indicadores novos, especialmente criados pelos pesquisadores da FIPE, os quais junta-mente com indicadores mais conhecidos e tradicionais permitiro um acompanhamento mais detalhado do que ocorre no mercado de trabalho. Segundo, porque estes indicadores podem ser utilizados tanto para analisar o mercado como um todo, quanto para analisar aspectos desagregados do mercado como, por exemplo, uma ocupao ou um municpio. So indicadores poderosos, que oferecem uma viso de curto prazo e tambm podem formar uma srie histrica. O conjunto de indicadores pode ser usado para acompanhar tanto as flutuaes decorrentes das alteraes conjunturais de curto prazo quanto as evolu-es estruturais de longo prazo. Mensalmente divulgado um Boletim que apresenta um resumo do que ocorreu no mercado de trabalho do Estado. As bases de dados que originam as informaes divulgadas pelo Observatrio so: a) CAGED (MTE); b) RAIS (MTE); c) PNAD (IBGE).</p> <p>O Observatrio do Emprego e do Trabalho foi desenvolvido e mantido em conjunto pela Secretaria do Emprego e Relaes do Trabalho do Governo do Estado de So Paulo (SERT) e pela Fundao Instituto de Pesquisas Econmicas da USP (FIPE).</p> <p> Para saber mais, acesse: </p> <p> http://www.fipe.org.br/projetos/observatorio/</p> <p>3anlise de conjuntura</p> <p>abril de 2017</p> <p>Agricultura: o Agronegcio no Estado de So Paulo em 2016</p> <p>Antonio Carlos Lima Nogueira (*)</p> <p>A anlise agregada do agronegcio, considerando as etapas de insu-mos, agropecuria, agroindstria e servios, tem valor para agentes pblicos e privados relacionados com essas atividades e investido-res em busca de oportunidades no setor. Essa informao tem sido oferecida pelo Centro de Estudos Avanados em Economia Aplicada (CEPEA) da Esalq-USP, por meio de levantamentos com metodologia prpria. Este artigo analisa o rela-trio sobre o desempenho do PIB do agronegcio no Estado de So Paulo referente a 2016, com a par-ticipao de cada etapa produtiva. O mtodo avalia a renda real gera-da em cada segmento por meio do valor adicionado, que por sua vez medido a preos de mercado. </p> <p>O valor total do PIB do agronegcio paulista somou R$ 276,7 bilhes, o </p> <p>que representa um crescimento de 7,2% em relao a 2015. Trata-se de um resultado impressionante, considerando-se a queda de 3,6% no PIB nacional agregado. Inicial-mente, cabe destacar a predomi-nncia das etapas de servios, com 43%, e da indstria ps porteira (processamento), com 41% no PIB do agronegcio, enquanto a pro-duo agropecuria responde por 11% e a indstria pr porteira (insumos) tem 5%. A relevncia do segmento de servios indica o desenvolvimento dos mercados, o que permite a especializao das atividades de suporte. A presena da agroindstria de processamen-to revela aspectos tecnolgicos e a proximidade com os canais de distribuio e o consumidor, dada a concentrao populacional do Estado. </p> <p>A seguir, passamos a analisar o PIB de cada setor do agronegcio. No setor de insumos, o ramo agrcola responsvel por R$ 9,6 bilhes, que representa 63% do valor total. Nessa parcela do ramo agrcola, o segmento lder o de defensivos, com 39%, seguida pela rea de fertilizantes, com 24%, e produo de mquinas e equipamentos agr-colas, com 16%. Essa distribuio, que reflete o perfil dos custos de produo do agricultor, indica um excesso de gastos com defensivos, que pode ser decorrente dos preos dos produtos, da alta incidncia de pragas e doenas ou do uso exa-gerado dos defensivos. A terceira razo seria a mais preocupante, tendo em vista os riscos susten-tabilidade ambiental da atividade e sade dos trabalhadores rurais e consumidores. </p> <p>5anlise de conjuntura4 anlise de conjuntura</p> <p>abril de 2017</p> <p>O ramo da pecuria responde por R$ 5,6 bilhes no PIB do setor de insumos, com 37% do total. O seg-mento de maior peso o de alimen-tos para animais, com 50%, segui-do de medicamentos, com 36% e fertilizantes, com 4%. Neste caso, temos uma distribuio de custos do agricultor aparentemente acei-tvel, visto que a maior parcela de-corre da alimentao dos animais, com a aquisio de raes e suple-mentos que podem apresentar ele-vada oscilao de preos. Por outro lado, a participao relativamente menor dos fertilizantes indica um potencial de melhoria na gesto da pecuria, visto que a preservao da fertilidade dos solos pode au-mentar a disponibilidade de pasto e assim reduzir justamente os gas-tos com a alimentao dos animais. </p> <p>Em termos agregados o PIB de insumos apresentou um cresci-mento de 3,0% em relao ao ano anterior, atingindo R$ 15,6 bilhes. Comparando os ramos agrcola e pecurio, vemos que o primeiro cresceu 0,2%, enquanto o segundo apresentou uma elevao de 8,5%. Essas diferenas podem revelar temas para debates acadmicos ou entre os agentes do setor sobre as perspectivas de evoluo futura. Os fatores que podem influir so a lucratividade nos ramos agrcola e pecurio, as condies do mercado e preos de terras agrcolas e as possibilidades de alterar a distri-buio dos gastos com insumos como forma de aumentar a eficin-cia produtiva. </p> <p>No setor de agropecuria o PIB atingiu R$ 30,0 bilhes, resultado de um crescimento de 19% em re-lao a 2015. O desempenho foi ob-tido com a participao de 78% do ramo agricultura e 22% do ramo pecuria. Alm da predominncia na participao, a agricultura apre-sentou um crescimento de 24% no ano, superior elevao de 4,2% da pecuria. Para analisar as razes desse desempenho, o relatrio identifica os principais produtos de cada ramo. </p> <p>No ramo agricultura, a cana-de--acar o principal produto, com 55% de participao, seguida pela laranja, com 11%, e a soja, com 6%. Segundo os autores do relatrio, a cana-de-acar, que apresentou crescimento de 21% na renda gera-da, teve um ano de 2016 bastante favorvel. Para eles, as boas con-dies climticas e de solo tiveram bons ref lexos na produo e as condies favorveis de mercado do etanol e do acar aqueceram o segmento como um todo. Com relao laranja, que apresentou elevao de 36% na gerao de renda, os autores af irmam que preos maiores impulsionaram o faturamento. O documento infor-ma que a menor oferta dessa safra e a previso de baixos estoques de suco na indstria para o fim da temporada elevaram a demanda por parte das processadoras. Com isso, tanto no segmento industrial como no mercado in natura os pre-os foram recordes na citricultura. </p> <p>No ramo pecuria, o principal pro-duto a bovinocultura de corte, com 37% da renda gerada, seguida pela produo de ovos, com 24%, e pela avicultura de corte, com 19%. Apesar de ocupar a primeira posi-o na pecuria, a bovinocultura de corte apresentou uma queda de 8% na renda. Para os autores do relatrio, a queda estimada foi resultado de preos e produo em baixa. No caso das cotaes, a queda resultou de um enfraque-cimento da demanda interna no segundo semestre de 2016. O seg-mento de ovos observou uma ele-vao de 24% na renda. Conforme o relatrio, isso ocorreu em de-corrncia de elevao de preos e da produo. Para os autores, os produtores conseguiram repassar parte dos custos para o comprador atacadista/varejista, que por sua vez manteve o volume de compras mesmo com valores maiores. A justificativa apresentada no do-cumento que, com as carnes em patamares elevados, a demanda por ovos esteve aquecida. </p> <p>O setor de agroindstria em So Paulo atingiu um PIB de R$ 113,1 bilhes, resultado de um cresci-mento de 5,7% em relao ao ano anterior. Para esse desempenho, houve a participao de 88% do ramo agricultura e 12% do ramo pecuria. A evoluo em relao ao ano anterior tambm indica um desempenho superior no ramo da agricultura, com 6,3%, enquanto o ramo da pecuria cresceu 1,6%. Ainda que seja inferior ao desem-</p> <p>5anlise de conjuntura4 anlise de conjuntura</p> <p>abril de 2017</p> <p>penho da agropecuria, o resul-tado obtido pela agroindstria ainda relevante, tendo em vista a situao precria da indstria em geral no Pas durante o mesmo perodo. A seguir, avaliamos as principais atividades nos ramos de agricultura e pecuria do setor de agroindstria. </p> <p>No ramo agricultura, as principais atividades de agroindstria foram relacionadas ao acar, com 21% de participao, bebidas, com 13%, etanol, tambm com 13% e papel, com 12%. Segundo os autores do relatrio, a produo de acar tem sido a maior responsvel pela melhora de nimos na atividade ca-navieira. O relatrio informa que os preos do produto tm mostra-do forte recuperao, favorecendo a margem de lucro das unidades de produo. Os preos internos refletem a alta no mercado inter-nacional, que indicam expectativas de dficit global da commodity. Com isso, esse segmento experimentou um crescimento de 47% na renda gerada em relao ao ano anterior. </p> <p>No caso do etanol, observou-se uma elevao de 6% na gerao de renda, inferior observada para o acar. Esse movimento ocorreu em um contexto de adaptao do mercado nova poltica de preos de combustveis da Petrobras com maior aderncia s cotaes inter-nacionais do petrleo. Ainda que tenha ocorrido uma recuperao no preo do petrleo, o impacto nos preos da gasolina no Brasil </p> <p>foi atenuado pela valorizao do real em relao ao dlar. Por outro lado, o baixo nvel de atividade eco-nmica durante o ano de 2016 no favoreceu o aumento da demanda por etanol. </p> <p>O desempenho do ramo pecuria no setor de agroindstria do Es-tado de So Paulo foi produzido principalmente pelas atividades de laticnios, com participao de 42%, abate de bovinos, com 32% de participao e calados de couro, com 11%. O segmento de laticnios experimentou um cresci-mento de 16% sobre o ano anterior. Segundo os autores do relatrio, esse desempenho foi obtido com expressiva elevao dos preos, visto que a produo recuou 1,5% no Estado. O relatrio informa que no caso das cotaes, seguindo o movimento do leite pago ao pro-dutor, a elevao dos preos dos derivados relacionou-se menor produo de matria-prima. </p> <p>Na atividade de abate de bovi-nos ocorreu uma queda de 8,4% no faturamento, em um ambiente marcado por menores preos e produo. Os autores do relatrio observam que, para as cotaes, ainda que a mdia dos dez pri-meiros meses de 2016 tenha sido inferior ao mesmo perodo do ano anterior, os preos se mantiveram estveis durante o ano. Diante da menor oferta nacional decorrente da reduzida disponibilidade de animais para abate, observou-se a alta das cotaes em alguns meses </p> <p>do ano. No mercado nacional, a crise econmica limitou o poder de compra do consumidor, o que afe-tou negativamente a demanda dos cortes mais caros, enquanto elevou a procura por cortes mais baratos, como o dianteiro. Esse processo limitou maiores elevaes dos pre-os da carne. </p> <p>O setor de servios para o agrone-gcio no Estado de So Paulo apre-sentou um crescimento de 6,4% no faturamento sobre o ano anterior, atingindo um valor de R$ 118,4 bi-lhes em 2016. Neste setor, o ramo agricultura foi responsvel por 79%, com R$ 94 bilhes, enquanto o ramo pecuria representou 21%, com R$ 24,4 bilhes. Cabe destacar que os servios relacionados ao ramo agricultura apresentaram um crescimento de 7,6%, enquanto os servios para a pecuria aumen-taram em 2,0%. Para este setor, so apresentados os resultados com a agregao de agricultura e pecuria para os diversos segmen-tos. </p> <p>Os principais segmentos...</p>