Análise das instituições paulistas voltadas as políticas de transporte rodoviário

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Trabalho de Concluso de Curso (TCC) de Denis Vaz Meireles em Administrao Pblica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP que teve como base o estgio realizado no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) regional de Araraquara de 2005 a 2008. O trabalho teve como foco realizar um diagnstico organizacional do Servio de Assistncia Rodoviria aos Municpios (SP.4) presente na estrutura organizacional do DR.4 (Diviso Regional do DER localizada em Araraquara). Visando tal diagnstico o estudo pode ser dividido em duas frentes: - Uma que demonstra uma perpectiva histrica sobre as politicas de transportes adotadas pelo Brasil como um todo e pelo Estado de So Paulo em particular. - A outra apresenta as instituies paulistas criadas para esse fim que entre elas foram a Secretaria dos Transpostes do Estado de So Paulo e o DER Assim, aps essa contextualizao histrica foi possvel se elaborar uma analise organizacional do SP.4 que explicasse a motivao da sua criao e com base nesse dado tentar entender os acontecimentos que levaram a sua atual situao dentro da estrutura hierarquica do DR.4 e por consequncia do DER.

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  • 1. 1 FACULDADE DE CINCIAS E LETRAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Jlio de Mesquita Filho Relatrio de Estgio Supervisionado (82p.): Diagnstico Organizacional do Servio de Assistncia Rodoviria aos Municpios da Diviso Regional de Araraquara (SP.4) Aluno: VAZ, Denis Meireles Orientadora: Prof. Ana Cludia Niedhardt Capella Araraquara, 2008
  • 2. 2 Dedico este estudo aos meus pais, Aparecido e Irene.
  • 3. 3 this is not a black and white world to be alive i say that the colors must swirl and i believe that maybe today we will all get to appreciate the beauty of gray (Edward Kowalczyk, Chad Taylor, Patrick Dahlheimer and Chad Gracey)
  • 4. 4 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Organograma do Governo do Estado de So Paulo...................................... ... 09 FIGURA 2 Organograma do Departamento de Estradas de Rodagem........................... ... 11 FIGURA 3 Mapa das Divises Regionais do DER.......................................................... ... 49 FIGURA 4 Organograma da DR.4.................................................................................. ... 55 FIGURA 5 Organograma da DR.4/SP.4.......................................................................... ... 59 FIGURA 6 Modelo de Quadro de Distribuio do Trabalho........................................... ... 69
  • 5. 5 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Pedgios de por rgos governamentais do Estado de So Paulo................ ... 51 TABELA 2 Concessionrias e Rodovias presentes no territrio da DR,4....................... ... 52 TABELA 3 Trechos concedidos Estado de So Paulo.................................................. ... 53 TABELA 4 Quadro de Funcionrios do SP.4 no ano de 1986........................................ ... 66 TABELA 5 Quadro de Funcionrios do SP.4 no ano de 2008........................................ ... 67
  • 6. 6 SUMRIO 1 Introduo....................................................................................................................... ... 07 2 NOTAS SOBRE A ORGANIZAO......................................................................... ... 09 2.1 A Secretaria dos Transportes do Estado de So Paulo e o DER............................. ... 09 3 LINHA HISTRICA EXTERNA ORGANIZAO............................................. ... 13 3.1 A situao existente no perodo de constituio do DER......................................... ... 13 3.1.1 Da Repblica Velha Revoluo de 1930: a evoluo do tema transportes....... ... 13 3.1.2 A Era Vargas na poltica dos transportes.................................................................. ... 15 3.2 As decises governamentais e a administrao do DER ao longo do tempo.......... ... 20 3.2.1 O governo Dutra e a confirmao do caminho dado aos transportes....................... ... 20 3.2.2 De Vargas a Goulart: a desorganizao dos transportes......................................... ... 24 3.2.3 A poltica econmica da ditadura militar e suas conseqncias............................... ... 32 3.2.4 De volta democracia................................................................................................ ... 40 4 LINHA HISTRICA INTERNA ORGANIZAO.............................................. ... 47 4.1 A postura do governo paulista e seu reflexo na administrao do DER................ ... 47 5 ANLISE ADMINISTRATIVA................................................................................... ... 55 5.1 Reconhecimento da DR.4 (Diviso Regional de Araraquara) do DER.................. ... 55 5.1.1 Estrutura Hierrquica................................................................................................ ... 55 5.2 Estudo detalhado do Servio de Assistncia Rodoviria aos Municpios (SP`s)... ... 58 5.2.1 Histrico da unidade e sua estruturao................................................................... ... 58 5.2.2 Do pessoal pertencente ao SP.4................................................................................. ... 65 5.2.3 Anlise da distribuio do trabalho........................................................................ ... 68 6 DIAGNSTICO E CONCLUSES............................................................................. ... 73 6.1 Diagnstico organizacional do SP.4 e concluses..................................................... ... 73 Referncia.......................................................................................................................... ... 81
  • 7. 7 1 INTRODUO O Brasil em virtude de sua extenso sempre demandou estruturas administrativas complexas no desenho de suas instituies. Unindo-se a essa questo o fato de nossas estruturas governamentais serem, como no poderiam deixar de ser, permeadas de foras polticas, pode-se dizer que apenas dessas duas observaes j nascem algumas indicaes de como se constituiu boa parte do que vemos hoje em dia no setor pblico. A problemtica, que vem desde o final do sculo passado e que se apresenta para o incio deste, como moldar as organizaes pblicas no sentido de torn-las flexveis o bastante para acompanhar as constantes mudanas impostas pelo ambiente. Eventos como a globalizao, que traz a tona propostas como o neoliberalismo, tm pego os aparelhos governamentais de surpresa, quando no, mesmo sabendo das futuras dificuldades os mesmos no esto respondendo adequadamente, levando muitas instituies ao descrdito como rgos de representao pblica. Partindo-se do exposto tornam-se cada vez mais pertinentes estudos que visem melhorar as estruturas e processos administrativos de nossos rgos pblicos, posto que o atual cenrio brasileiro, de recursos reduzidos e ineficincias localizadas formadoras de uma geral, compromete a atuao do governo frente aos novos arranjos mundiais. Os captulos do presente estudo foram estruturados de forma a propiciar primeiramente a apresentao dos rgos responsveis pela conduo das polticas de transportes do Estado de So Paulo e posteriormente uma analise administrativa que caminhasse de fora para dentro. Resumindo, aps apresentar as instituies o estudo observou o ambiente externo e interno do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) visando obter subsdios para um melhor diagnstico organizacional do Servio de Assistncia Rodoviria aos Municpios da Regional de Araraquara (SP.4). O fato foi que se acreditou que por se tratar de apenas um elemento dentro da instituio a anlise isolada do SP.4 no traria as respostas que seriam almejadas. Portanto, j que a motivao do trabalho foi a de fotografar a atual operacionalizao do SP.4, nada melhor que se entender todos os tipos de motivaes que proporcionaram tal momento. Assim, o captulo Notas Sobre a Organizao buscou trazer a tona a estrutura hierrquica das instituies do governo paulista ligadas aos transportes, como ser visto o DER tem sua posio bem definida dentro desse sistema o que lhe gera por conseqncia as suas atribuies. A inteno desta parte do trabalho foi a de deixar bem claro o formato e as
  • 8. 8 responsabilidades que o DER tem para com o Estado e com a sociedade paulista em geral, uma vez que se julgou fundamental tal conhecimento para o entendimento de toda a temtica que seria abordada no desenrolar do relatrio. Aps essa apresentao as atenes se voltaram para a exposio dos fatores externos que influenciam a instituio e o Brasil como um todo, assim, a Linha Histrica Externa Organizao procurou apresentar toda a sorte de eventos mundiais e nacionais que direta ou indiretamente afetaram as polticas de transporte do Estado de So Paulo. Tal analise enriqueceu o relatrio no sentido de tornar conhecido muitos dos motivos para a existncia, crescimento e desenvolvimento das atividades do DER e por conseqncia do SP.4 tambm. Muitos dos fatos postos aqui abordam a atual conjuntura poltica, social e econmica por que passam o mundo e o Brasil e como seus reflexos atuam na conduo das polticas dos transportes e de infra-estrutura em geral. J a Linha Histrica Interna Organizao buscou justamente mostrar tais reflexos e principalmente como eles se deram nos servios pblicos prestados pelo DER, coube a essa parte do estudo esboar algumas mudanas internas nas estruturas da organizao e sua relao com os tipos de atendimentos dados a populao paulista em geral. Pode-se dizer que a inteno foi a de entender como o governo paulista lidou com as mudanas que anularam o modelo desenvolvimentista, que orientava o DER, em prol do atual modelo neoliberal. Com todo o embasamento colocado at aqui, o captulo Anlise Administrativa veio com o intento de trazer a luz como todos os movimentos destacados anteriormente influenciam a parte operacional do sistema, ou seja, influenciaram a ponta da estrutura que responsvel pelo contado direto com o pblico. O SP.4 foi avaliado por diversos os ngulos, desde o organograma que suporta sua estrutura, passando pelos seus processos, at chegar ao pessoal que o conduz, tudo para se ter uma viso a mais imparcial possvel sobre a atuao desse rgo em benefcio da coletividade. Finalizando, o relatrio traz a parte Diagnstica e Concluses que foi dedicada totalmente para se inter-relacionar todos os ngulos que foram objeto do estudo, ou seja, os focos: externo, interno e operacional que cercaram e cercam o SP.4. Somente com uma viso holstica como a que foi explorada se poderia tentar alcanar um resultado que fosse imparcia