Análise da produção e exportação de soja na fazenda ...cac-php. ?· produtividade e exportação…

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<ul><li><p>1 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>Anlise da produo e exportao de soja na fazenda Agrotoro S.A. situada </p><p>no Paraguai. </p><p>Stefani Marchi (UNIVEL) stefani.marchi@hotmail.com </p><p>Lucio Scheuer (UNIVEL) lucio@univel.br </p><p>Nilson dos Santos Dias (UNIVEL) nilson@univel.br </p><p>Resumo </p><p>Por se tratar de um cereal que bate recordes histricos e numricos, a soja instiga muitos pesquisadores no s no meio agrcola, mas tambm no meio cientfico, onde elaboram estudos para analisar o aumento significativo da produo e exportao desse gro a nvel mundial. A nvel local, especificamente na fazenda Agrotoro S.A., situada no Paraguai, um estudo de caso evidenciou quais os principais fatores responsveis pelo aumento da produtividade e exportao de soja, atravs da anlise do impacto de novas tecnologias, como por exemplo a agricultura de preciso, os maiores produtores desta commoditie e os principais compradores. Por meio de uma entrevista com o engenheiro agrnomo da fazenda, foram coletadas as principais informaes necessrias para a concluso deste artigo, como quantidade produzida e exportada e a influncia da agricultura de preciso. Pode-se observar que a interferncia do clima prejudicou a produtividade da safra, mas que analisando as reas com e sem agricultura de preciso, a produtividade maior nas reas com essa tecnologia e que mesmo com o alto valor investido, e por ser ainda a primeira safra que est sendo utilizada, o investimento compensa. Em relao a exportao, observou-se que apesar de o Paraguai no ter sada para o mar, conseguiu se sobressair, com ajuda do projeto do porto uruguaio e pelos rios Paran e Paraguai e atualmente exporta cerca de 95% da sua commoditie pelo modal fluvial. Isso explica o investimento na infraestrutura porturia, que pretende aumentar a sua capacidade de armazenamento. Palavras-chave: Soja. Produo. Produtividade. Agricultura de Preciso. Exportao. </p><p>rea Temtica: reas Afins das Cincias Sociais Aplicadas </p><p>1 Introduo </p><p>A produo e exportao de soja obtiveram um aumento significativo nas ltimas </p><p>safras, onde a soja produzida e exportada em larga escala por seus principais produtores por </p><p>se tratar de uma commoditie utilizada como matria prima para a produo de rao e leo de </p><p>soja para a alimentao mundial. Pode-se dizer que os principais produtores so considerados </p><p>o celeiro do mundo. </p><p>Segundo o USDA (2014), de acordo com dados da safra 2012/13, os Estados Unidos </p><p>o maior produtor e exportador mundial da commoditie, seguido pelo Brasil nos dois quesitos. </p></li><li><p>2 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>O Paraguai, apesar de possuir uma rea bem menor que os dois primeiros colocados, o </p><p>equivalente a 4,8% do territrio brasileiro, se encontra em sexto lugar no ranking mundial dos </p><p>produtores de soja e o quarto maior exportador do gro. </p><p>Conforme dados do site da CAPECO(2014), em 2012 a exportao da soja paraguaia </p><p>obteve um total de 2.971.039 toneladas, sendo 199.116 mil toneladas pelo modal terrestre e </p><p>2.771.923 pelo modal fluvial. Em 2013 foram exportadas 4.932.448 toneladas do gro, sendo </p><p>278.684 toneladas pelo modal terrestre e 4.653.764 toneladas pelo modal fluvial. </p><p>O motivo da exportao ser maior pelo modal fluvial se deve pelo fato de que tanto o </p><p>rio Paran que faz a divisa do territrio brasileiro e paraguaio quanto o rio Paraguai que corta </p><p>o pas de Norte a Sul possuem um canal que permite que as barcaas transitem facilmente at </p><p>mesmo em perodos de estiagem e desam at a Argentina ou Uruguai para carregarem os </p><p>navios. </p><p>A temtica deste artigo se d em torno de um estudo de caso, de como e por que a </p><p>produo e exportao da soja vm aumentando nos ltimos anos, partindo do ponto que, </p><p>conforme o Union State Department of Agriculture (USDA), na safra 2012/13 a produo </p><p>mundial de soja foi de 267,9 milhes de toneladas e uma rea plantada de 108 milhes de </p><p>hectares.Para uma melhor compreenso da commoditie soja, foi elaborado um estudo de caso </p><p>da produo e exportao da soja, na fazenda Agrotoro S.A., situada no Paraguai a partir da </p><p>comparao de dados da safra 2012/13 com a 2013/14. </p><p>Por se tratar de um cereal que bate recordes histricos e numricos, a soja instiga </p><p>muitos pesquisadores no s no meio agrcola, mas tambm no meio cientfico, onde </p><p>elaboram estudos para analisar o aumento significativo da produo e exportao desse gro a </p><p>nvel mundial. Com isso, surge o seguinte questionamento: Quais os principais fatores </p><p>responsveis pelo aumento da produtividade e exportao da soja na fazenda Agrotoro S.A. </p><p>na safra 2013/14? </p><p>Para encontrar a resposta deste questionamento, foram elaborados alguns objetivos, </p><p>sendo o principal a anlise da produtividade e exportao da soja na fazenda Agrotoro S.A. na </p><p>safra 2013/14, baseada na safra 2012/13. E os especficos que foram a verificao do aumento </p><p>na exportao desse cereal e quais os principais compradores da safra 2013/14; e anlise do </p><p>impacto das novas tecnologias a partir da implantao da agricultura de preciso para o </p><p>aumento da produtividade na fazenda Agrotoro S.A. </p></li><li><p>3 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>Para a empresa, no caso a Fazenda Agrotoro S.A., o estudo se mostra importante pelo </p><p>fato de mostrar no papel as melhorias que esto acontecendo no dia a dia da produo e </p><p>exportao da soja, devido principalmente, a implantao da agricultura de preciso. </p><p>2 Referencial Terico </p><p>Este referencial abordar os principais assuntos referentes ao tema deste artigo, como </p><p>a origem da soja, mercado da commoditie no Paraguai, PIB, exportao, logstica e </p><p>infraestrutura do Paraguai e a agricultura de preciso. </p><p>2.1 Soja: sua origem e caractersticas </p><p>A soja cultivada hoje em dia muito distinta dos seus ancestrais, pois conforme o site </p><p>da EMBRAPA (2014) eram plantas rasteiras que se expandiam na costa leste da sia, em </p><p>especial ao longo do rio Yangtz, na China. Sua transformao iniciou com o surgimento de </p><p>plantas originrias de cruzamentos naturais entre duas variedades de soja selvagem que foram </p><p>estudadas e melhoradas pelos cientistas da antiga China. </p><p>As primeiras experincias de produo de soja na Europa foram frustradas, o que de </p><p>acordo com o site da EMBRAPA (2014), aconteceu naturalmente devido a fatores climticos </p><p>e a falta de conhecimento sobre a cultura e suas especificidades. A expanso do seu cultivo </p><p>ocorreu atravs dos norte-americanos que, entre o fim do sculo XIX e incio do sculo XX </p><p>lograram xito ao desenvolver o cultivo comercial da soja, elaborando novas variedades com </p><p>um teor de leo mais elevado. </p><p>Segundo o site da EMBRAPA (2014), hoje em dia h vrios tipos de soja transgnica </p><p>sendo desenvolvidas. A mais popular e mais plantada comercialmente a soja Roundup </p><p>Ready, que foi desenvolvida pela Monsanto na dcada de 80 e que obteve aps vrios estudos </p><p>e tcnicas da biotecnologia um gene de outro organismo, deixando-a mais tolerante e mais </p><p>resistente aplicao de um herbicida, o glifosato. </p><p>2.2 Mercado de futuros </p><p>Para conceito de mercados, aborda-se sua forma ampla: "toda a instituio social na </p><p>qual bens e servios, assim como os fatores produtivos, so trocados livremente" (ARAJO, </p><p>2013, p.133, apud TROSTER e MOCHN, 1994). Conforme Arajo (2013) mercado no se </p><p>refere somente a um espao fsico, mas onde compradores e vendedores de um bem ou </p><p>servio entram em comunicao para comercializ-los. </p></li><li><p>4 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>Conforme Batalha (2008), em contratos que descrevem alguns termos para concluso </p><p>futura, existe um de notvel importncia para a comercializao de mercadorias </p><p>agroindustriais: o mercado de futuros, onde somente commodities so objeto de contratos de </p><p>futuros, sendo a quantidade comercializada necessariamente um mltiplo inteiro de um lote-</p><p>padro. (BATALHA, 2008, p.73). </p><p>Os mercados de futuros e opes de gros e sementes oleaginosas do Chicago </p><p>Mercantile Exchange (CMO Group) so teis aos produtores de commodities, usurios finais </p><p>e operadores intermedirios que buscam gerenciamento de risco em termos de oscilao de </p><p>preo e ferramentas de precificao. O mercado de futuro e de opes de gros e sementes </p><p>oleaginosas do CME Group consiste de contratos com entrega fsica. (CME Group, 2009). </p><p>Para a Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&amp;F) (2014), a base de raciocnio de todas as </p><p>transaes de compra e venda de contratos futuros de Soja saber qual o preo de mercado da </p><p>saca de soja em uma determinada data futura. Os Contratos de Soja Futuro so compromissos </p><p>de compra e venda de sacas de soja em uma data futura e a um preo consolidado entre as </p><p>partes no ato da negociao. </p><p>2.2.1 Mercado da soja no Paraguai </p><p>Segundo dados do site da CAPECO (2014), o Paraguai o terceiro maior produtor de </p><p>soja da Amrica do Sul, atrs apenas do Brasil e Argentina. Seus principais mercados da soja </p><p>nacional, em gros, so a Europa, responsvel por 39%, Rssia com 17% e Mxico com 10%. </p><p>Turquia, Brasil, Israel, Porto Rico, Costa Rica, Emirados rabes, Bangladesh e Coria do Sul </p><p>correspondem a 29%. Os 5% restantes esto entre Malsia, Japo, Arbia Saudita, Colmbia, </p><p>Peru, Indonsia, Panam, Vietn, Taiwan, Egito, Guatemala, Tailndia, Filipinas e Uruguai. </p><p>Na safra 2012/13, o Paraguai foi o sexto maior produtor mundial de soja, com uma </p><p>produo de aproximadamente oito milhes de toneladas (CAPECO, 2014). Em relao </p><p>exportao, o pas guarani ficou em quarto lugar no ranking mundial na safra 2012/13, </p><p>exportando quase cinco milhes de toneladas. </p><p>2.3 Produto Interno Bruto do Paraguai e o agronegcio </p><p> "O Produto Interno Bruto, PIB, o valor monetrio de todos os bens e servios finais </p><p>produzidos em um pas, em dado perodo de tempo." (KENNEDY, 2004, p. 12). De acordo </p><p>com Kennedy (2004), o PIB mede tanto a produo dos habitantes do pas como a produo </p></li><li><p>5 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>dos estrangeiros, que realizada dentro do espao geogrfico desse pas e, por isso, demonstra </p><p>claramente a atividade econmica interna dele. (KENNEDY, 2004). </p><p> Conforme publicao do Centro Empresarial Brasil-Paraguay (BRASPAR, 2014), a </p><p>partir de dados provisrios do Banco Central do Paraguai, o Produto Interno Bruto (PIB) </p><p>guarani, puxado pelo agronegcio, liderou o crescimento econmico do continente americano, </p><p>sendo um dos maiores do mundo em 2013. Segundo o Ministerio de Agricultura y Ganadera </p><p>(MAG, 2011), a partir de dados do Banco Central do Paraguai, em 2010, a agricultura era </p><p>responsvel por 18% do PIB paraguaio. </p><p> Em 2013, segundo Bosco (2014) de 20% a 30% do PIB paraguaio era advindo da </p><p>agricultura. Para 2014, o BRASPAR (2014) estima um aumento do PIB de 5,5% a 7,0%, </p><p>motivado pela expanso do crdito, da construo e do aperfeioamento dos investimentos em </p><p>novas fbricas, principalmente silos. </p><p>2.4 Exportaes: sua importncia na balana comercial </p><p> Em relao importncia da exportao para a economia de uma pas, Keedi (2002, </p><p>p.19) diz que "est na diversificao de mercados, deixando de atuar apenas no mercado </p><p>interno, aumentando o seu leque de compradores e, em consequncia, reduzindo seus riscos </p><p>de crise de mercado [...]." </p><p> As exportaes influenciam na balana comercial, o que segundo Costa (2014) de </p><p>maneira bem resumida o levantamento de todos os bens e servios negociados com outros </p><p>pases. Conforme Costa (2014), se a exportao de um pas for maior que a importao, gera-</p><p>se o supervit, indicando um crescimento da produo e influenciado por uma melhor poltica </p><p>comercial. Caso contrrio, ou seja, se a importao for maior que a exportao do pas, </p><p>segundo Costa (2014) gera-se o dficit comercial, que provoca uma srie de consequncias, </p><p>como por exemplo, um recuo da produo do pas e um aumento dos estoques que acabam </p><p>sendo comercializados no mercado interno. </p><p>2.4.1 A exportao da soja no Paraguai </p><p>Para Keedi (2002) a presena de terras disponveis para a agricultura em um pas um </p><p>grande fator para a realidade das transaes internacionais. O pas que a tiver em demasia e </p><p>tiver as condies de aproveit-la, conseguir ter saldo para exportaes que sejam de </p><p>interesse dos importadores. </p></li><li><p>6 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>Em 2013, segundo dados do site da CAPECO (2014), o Paraguai plantou soja em uma </p><p>rea de 3.157.600 hectares, produzindo nela 8.202.190 toneladas, tendo uma produtividade de </p><p>2.598 quilos por hectare. Neste mesmo ano, o pas guarani exportou 278.684 toneladas pelo </p><p>modal terrestre e 4.653.764 toneladas pelo modal fluvial, ou seja, um total de 4.932.448 </p><p>toneladas exportadas, o que representa aproximadamente 60,14% do que foi produzido </p><p>naquele ano. </p><p>"A participao cada vez maior de um pas no comrcio mundial, significa um </p><p>aumento nas oportunidades de desenvolvimento e crescimento da sua economia." (KEEDI, </p><p>2002, p.23). </p><p>2.5 Logstica de transportes e a Infraestrutura do Paraguai </p><p>De acordo com Ludovico (2010), para que haja o transporte de mercadorias pelos </p><p>modais, necessrio uma infraestrutura para seu desenvolvimento, pelo fato de que a logstica </p><p>como tal provoca mudanas de qualidade em toda a extenso de um pas. </p><p>Segundo entrevista do ministro de Obras Pblicas do Paraguai, Ramn Jimenez ao site </p><p>Terra (2014), em 2014 o pas ir investir 500 milhes de dlares na infraestrutura de rodovias </p><p>e pontes. Esse investimento acontecer, pois o atraso da infraestrutura paraguaia to grande </p><p>que coloca o pas entre os 10 pases mais atrasados no mundo. </p><p>2.5.1 Os modais utilizados pelo Paraguai para a exportao da soja </p><p>Conforme Keedi (2002), o transporte aquavirio o mais importante, principalmente </p><p>para o comrcio internacional, onde lder absoluto. O modal terrestre-rodovirio tem mais </p><p>importncia quando se trata de deslocamentos internos de um pas. </p><p> Para Ludovico (2010), o transporte martimo o mais utilizado no comrcio exterior, </p><p>pois um dos benefcios que se tem o de poder embarcar um grande volume de mercadorias, </p><p>principalmente granis slidos ou lquidos e em economia de escala. </p><p>De acordo com Keedi (2002), o transporte terrestre-rodovirio pode ser realizado de </p><p>forma nacional ou internacional, este com modais de pouca relevncia, pois este transporte </p><p>mais utilizado para fornecer as mercadorias no mercado interno. Uma vantagem nica, que o </p><p>diferencia de todos os outros modais, sua possibilidade de trafegar em qualquer via, ou seja, </p><p>no se atm a um trajeto fixo, podendo se locomover por qualquer lugar, sendo bastante </p><p>flexvel. Uma desvantagem apresentar um frete muito elevado em relao a certas </p><p>mercadorias, sobretudo as de baixo valor agregado, como por exemplo agrcolas e </p></li><li><p>7 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>fertilizantes e tambm perde oportunidades pelo fato de transportar pouca carga (KEEDI, </p><p>2002). </p><p> De acordo com publicao de Tortato (2004) sabe-se que o ento governador do </p><p>Paran em 2004, Roberto Requio impediu o embarque de soja transgnica pelo porto de </p><p>Paranagu, o que fez com que o escoamento da safra paraguaia por terra chegasse a quase </p><p>zero, resgatando assim a estrutura da hidrovia Paran-Paraguai, que de acordo com a </p><p>CAPECO (2014) atualmente o principal modo de escoamento das safras. </p><p> O Paraguai, no ano de 2013, segundo a CAPECO (2014) exportou 94,35% da sua soja </p><p>pelo modal fluvial e o restante, 5,65% pelo modal terrestre. Como se v na Figura 1, pelos </p><p>rios Paraguai e Paran, as barcaas, que carregam uma carga equivalente a 50 caminhes, </p><p>descem at portos da Argentina ou Uruguai para ento carregar os navios e seguir para o </p><p>destino final, e, por rodovias, cortam o Paran at chegar ao porto de Paranagu (CAPECO, </p><p>2014). </p><p>Figura 1: Portos de Embarque e Logstica </p><p> Fonte:CAPECO 2014 </p><p> Segundo Rodrigues (2013), o presidente do Uruguai, Jos Mujica, pretende ajudar o </p><p>Paraguai e Bolvia a terem a to sonhada sada para o mar, para que assim, tenham a </p><p>possibilidade de melhorar o escoamento dos seus produtos. Para Jos Mujica, "integrar </p><p>significa construir infraestrutura e oferecer com generosidade um porto que possa ser </p><p>propriedade comum dos governos regionais." A ideia do mandatrio uruguaio vai alm: ele </p><p>quer tornar o projeto do porto de guas profundas, no Estado de Rocha, um espao para todos </p><p>os pases do Mercosul, como forma de integrao regional. RODRIGUES (2013). </p></li><li><p>8 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>2.6 Agricultura de preciso </p><p>Segundo o Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento (MAPA, 2013), h </p><p>relatos de que a agricultura de preciso j utilizada desde o incio do sculo XX, mas o </p><p>motivo para a sua implementao foi com o surgimento do GPS (Sistema de Posicionamento </p><p>Global por satlites) por volta de 1990. </p><p>A agricultura de preciso, conforme a EMBRAPA (2014) " um sistema de manejo </p><p>integrado de informaes e tecnologias fundamentados nos conceitos de variabilidades </p><p>espacial e temporal de fatores que influenciam os rendimentos dos cultivos e a </p><p>sustentabilidade de produo. </p><p>A aplicao desses conceitos permite identificar as causas das variabilidades, de forma </p><p>natural ou induzidas pelo homem, analisando seus efeitos na produtividade. Permite tambm a </p><p>aplicao dos insumos em locais exatos, em quantidades variveis e em tempos especficos. A </p><p>agricultura de preciso ajuda tambm a controlar para que os nveis de produtividade </p><p>especificados sejam obtidos (EMBRAPA, 2014). </p><p>Figura 2 - Aplicao da Agricultura de Preciso em uma safra.</p><p>Fonte: Google Imagens </p></li><li><p>9 </p><p>I CINGEN- Conferncia Internacional em Gesto de Negcios 2015 Cascavel, PR, Brasil, 16 a 18 de novembro de 2015 UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paran CCSA-Centro de Cincias Sociais Aplicadas </p><p>3 PROCEDIMENTOS METODOLGIC

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