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    ANALISE DA IMPORTNCIA DA HIGIENIZAO CORRETA DAS

    MOS COM ALUNOS DE UMA CRECHE EM IMPERATRIZ, MARANHO

    Layssa Lima Guimares; Patrcia Fernandes Sousa; Franciellen Costa Silva; MSc.Mrcia Guelma Santos Belfort ; DSc. Sheila Elke Arajo Nunes

    1Universidade Estadual do Maranho,layssalimal10@gmail.com

    2Universidade Estadual do Maranho, patyfeernandes738@gmail.com

    3Universidade Estadual do Maranho, franciellencx@gmail.com

    universidade federal do maranho,marciaguelm@hotmail.com

    Universidade Estadual do Maranho, nunesearaujo@uol.com.br

    Resumo: As crianas que frequentam creches ou pr-escolas apresentam o risco de adquirir

    infeces aumentadas em at duas a trs vezes, com impacto na sade individual e na disseminao

    das doenas comunidade. Uma medida individual simples e menos dispendiosa para prevenir a

    propagao das infeces relacionadas assistncia sade a correta higienizao das mos.

    Diante disso, com o objetivo de investigar a prtica de higienizao das mos realizadas por

    crianas matriculadas em creches conduziu-se este estudo com duas turmas de crianas entre 4 a 6

    anos de idade, matriculadas em uma creche pblica que atende a populao de baixa renda da

    periferia da cidade de Imperatriz, Maranho. Alm das oficinas abordando a importncia da higiene

    corporal e da correta lavagem das mos, para evitar a transmisso de doenas tambm foi realizada

    uma prtica, visando identificar por meio da coleta, microrganismos presentes no dedo indicador

    das crianas.Comprovou-se a necessidade da prtica da correta higienizao das mos, para garantir

    uma melhor qualidade de vida no ambiente escolar e familiar. Nesse estudo foi possvel observar

    que houve um decrscimo no crescimento de bactrias ao lavar as mos com gua, sabo e lcool a

    70%. Cientes que o nmero de morbidades decorrente de doenas causadas pela higienizao

    inadequada das mos expressivo, atividade desta natureza torna-se fundamental.

    Palavras chaves: Higiene, sade, bactrias.

    mailto:patyfeernandes738@gmail.commailto:marciaguelm@hotmail.commailto:nunesearaujo@uol.com.br

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    INTRODUO

    Nas ltimas dcadas, como tendncia

    mundial tem-se observado o crescimento do

    nmero de crianas que recebem diariamente

    cuidados fora do lar de forma coletiva

    (NESTI;GOLDBAUM, 2007). O impacto que

    esta realidade vem apresentando no

    comportamento das doenas infecciosas na

    comunidade, atravs do risco aumentado para

    a aquisio de doenas transmissveis a que

    esto expostos os envolvidos neste cuidado,

    tem sido amplamente reconhecido como

    problema de sade pblica (AIELLO;

    LARSON 2002).

    De acordo com a American

    AcademyofPediatrcs(1992) e Brady (2005)

    normas e prticas de controle de infeco para

    ambientes onde crianas recebam cuidado em

    grupoincluem rotinas padronizadas para: 1)

    promoo sade de crianas e funcionrios

    (superviso mdica de rotina e imunizaes);

    2) higienizao das mos; 3) troca de fraldas;

    limpeza de superfcies e objetos; 4) cuidado

    na manipulao de alimentos; 5) excluso de

    funcionrios e crianas por doena

    infecciosa;6) notificao de doenas

    infecciosas; 7) treinamento em controle de

    infeco entre outras. Particularmente, o

    hbito correto da higienizao traduz

    benefcio na preveno de doenas como:

    dermatoses, micoses, hepatite

    A,gastroenterites e enteroparasitoses que so

    comuns na infncia.H fortes evidncias de

    que a lavagem apropriada reduz a

    contaminao das mos e o risco de

    disseminao de doenas

    infecciosas(GIBSON et al., 2002; BRASIL,

    2007); intervenes para promover a lavagem

    de mos so custoefetivas, e estimase que

    possam salvar milhes de vidas (CURTIS;

    CAIRNCROSS, 2003).

    A pele das mos alberga,

    principalmente, duas populaes de

    microrganismos: os pertencentes microbiota

    residente e microbiota transitria. A

    microbiota residente constituda por

    microrganismos de baixa virulncia, como

    estafilococos, corinebactrias e micrococos,

    pouco associados s infeces veiculadas

    pelas mos. mais difcil de ser removida

    pela higienizao das mos com gua e sabo,

    uma vez que coloniza as camadas mais

    internas da pele. Com objetivo de investigar a

    prtica de higienizao das mos por crianas

    frequentadoras de creches conduziu-se este

    trabalho.

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    MATERIAIS E MTODOS

    Como parte do projeto Higiene e

    Sade, apoiado pela Pr-Reitoria de Extenso

    e Assuntos Estudantis (PROEXAE) da

    Universidade Estadual do Maranho

    (UEMA), realizado por bolsistas do Curso de

    Cincias Biolgicas (Licenciatura) do

    Campus de Imperatriz, desde agosto de

    2015,aes foram conduzidas em uma creche

    pblica, que atende uma populao de baixa

    renda da periferia na cidade de Imperatriz,

    Maranho.

    Reunies foram conduzidas,com a

    direo da escola e, posteriormente com os

    pais, para explicar os objetivos da pesquisa.

    Duas turmas de crianas de 4 a 6 anos

    participaram da pesquisa. O tema

    higienizao e Sade: importncia da lavagem

    das mos para evitar doenas foi exposto,

    com auxlio de filmes didticos exibidos

    com data show, teatro de fantoches, desenhos

    para colorir e imagens ldicas para chamar a

    ateno das crianas e fixar o conhecimento,

    alertando sobre os microrganismos presentes

    nas mos e como a lavagem correta poderia

    elimin-los.

    Aps essa etapa, no Laboratrio

    Cincias da Sade, da Uema/Campus

    Imperatriz, foi preparado o meio de cultura,

    nas propores de 16,6g de gar nutriente

    para 700mL de gua destilada. Fervido no

    micro-ondas por 10 minutos, agitando sempre

    para completa dissoluo. Depois,

    autoclavado por 12 minutos e distribudo em

    50 placas de petri esterilizadas. Aps a

    solidificao do meio,as placas foram

    divididas em quatro campos: A, B, C e

    D.Com auxlio de caixa trmica higienizada,

    as placas foram transportadas para a creche no

    dia da prtica.As coletas foram realizadas no

    turno vespertino intitulada praticando a

    lavagem correta das mos.O procedimento

    no proporcionou nenhum risco criana j

    que tanto o meio de cultura quanto a placa de

    Petri foram esterilizados no laboratrio. Os

    alunos foram chamados individualmente

    apresentaram-se no local da coleta usando

    touca e mscaras,obedecendo o nome na lista

    de chamada, e na sequncia as placas eram

    identificadas.

    A coleta foi realizada numa rea

    correspondente superfcie do dedo indicador

    da mo direita no movimento de

    ziguezague (Figura1). Primeiro, sem

    lavaras mos, o dedo foi friccionado no

    campo A da placa de Petri; no campo B,aps

    a lavagem das mos como de costume pela

    criana, o dedo foi friccionado; no campo C,

    o dedo era friccionado aps a reproduo da

    correta da lavagem das mos, como ensinado

    na oficina em sala de aula, com uso de sabo

    e depois o uso do lcool em gel a 70% ,e o

    campo D foi o controle, onde se resguardou o

    no contato com superfcies.

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    Ao trmino das coletas, as amostras

    foram organizadas na caixa trmica e

    transportadas para o Laboratrio de Cincias

    da Sade, onde foram incubadas a 37 C na

    estufa bacteriolgica por 72 horas.

    Figura 1 Frico de dedo em placas de

    cultura, para avaliar o crescimento bacteriano.

    RESULTADOS E DISCUSSO

    Houve a participao de duas turmas,

    uma no horrio matutino e outra no

    vespertino, e 26 crianas participaram da

    pesquisa. O crescimento no o campoA foi

    observado em69% (n=18) das placas (Figuras

    2 e 3).No campoBo crescimento ocorreu

    em 53% (n=14) das placas e no campoCno

    houve crescimento bacteriano em 85% ( n=

    22).

    importante destacar que, na turma 2

    as coletas ocorreram no turno vespertino, e

    antesdo lanche as crianas tm a rotina da

    higienizao das mos.Podendo justificar

    pouca diversidade de colnias bacterianas e

    de fungos nos campos testados, entre as

    amostras de nmero 17 ao 26 (Tabela 1).

    Nesse estudo foi possvel observar

    que lavar as mos apenas com gua no

    elimina de forma eficaz a presena de

    bactrias, afinal, a microbiota transitria

    coloniza a camada mais superficial da pele, o

    que permite sua remoo mecnica pela

    higienizao das mos com gua e sabo,

    sendo eliminada com mais facilidade quando

    se utiliza uma soluo antissptica (BRASIL,

    2007), como o lcool em gel.Estudos como o

    de Almeida Filho e Nade Filho (2000)

    reforam a necessidade do uso do sabo e

    lcool em gel na preveno de doenas, como

    as causadas pelo o S. aureus, patgeno que

    pode ser encontrado na regio da nasofaringe

    e tambm nas fossas nasais, a partir das quais

    pode facilmente contaminar as mos e

    penetrar no alimento, causando a intoxicao

    estafiloccica.

    A aplicao de produtos antisspticos,

    em especial, de agentes com base alcolica,

    pode reduzir ainda mais os riscos de

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    transmisso, pela intensificao da reduo

    microbiana ou por favorecer um aumento na

    frequncia de higienizao das mos

    (OLIVEIRA; PAULA, 2011).

    O lcool age por desnaturao protica

    com subsequente interferncia no

    metabolismo e diviso celular microbiana. Na

    ausncia da gua as protenas se desnaturam

    mais lentamente, explicando-se o fato de que

    em concentraes em torno de 70% mais

    efetivo do que em propores maiores ou

    menores. O lcool 70% rpido e de amplo

    espectro bactericida (inclusive em formas

    vegetativas), eliminando tambm vrus e

    fungos, mas no esporicida (ANDRADE et

    al., 2007).

    O nosso trabalho ressalta a relevncia

    da higienizao das mos, principalmente nas

    crianas,pois nessa fase que eles podem

    facilmente assimilar os hbitos, e repass-los

    para familiares, de forma a corroborar com a

    diminuio das taxas de contaminao e

    transmisso de doenas infecciosas e

    parasitarias.Segundo a cartilha higienizao

    das mos em servios de sade

    (ANVISA,2005), a limpeza das mos

    considerada a ao isolada mais importante

    preveno e o controle de infeces em

    servios de sade.Essa ao pode ser

    essencial tambm em outros espaos,como

    por exemplo, o escolar.

    Figura 2 Placas de cultura utilizando gar

    nutriente com crescimento de colnias nos

    campos A e B.

    (Figura 3)- Placas de cultura utilizando gar

    nutriente com crescimento de colnias nos

    campos A e B.

    Tabela 1 - Distribuio do crescimento

    bacteriano em placas de petri aps processos

    de higienizao das mos de crianas de 4 a 6

    anos,de uma creche pblica na periferia da

    cidade de Imperatriz, Maranho.

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    A* - sem /B* - higienizao habitual da criana /

    C* - higienizao com gua sabo e lcool em

    gel/ D* - controle.

    HC*-Houve crescimento. NHC*-No houve

    crescimento.

    CONCLUSO

    Os programas educativos nas

    escolas, como o realizado por este projeto,

    promovem ampliao do conhecimento

    dos alunos, na fase em que a criana

    incorpora com facilidade a prtica de

    novos saberes.

    imprescindvel orientar a criana

    e transformar seus hbitos, entretanto, no

    tarefa fcil, visto que a criana est

    inserida em vrios contextos sociais. Mas,

    atravs de intervenes, informaes e

    conhecimentos transmitidos, como ocorreu

    neste projeto, h uma maior probabilidade

    de assimilao dos conhecimentos pelas

    crianas.

    REFERNCIAS

    AIELLO A.E., LARSON E.L.

    Whatistheevidence for a causal link

    betweenhygieneandinfections? Lancet

    InfectDis. 2002;2:1038.

    American AcademyofPediatrcs, American

    Public Health Association. Caring for

    ourchildren: nationalhealthandsafety

    performance standards: guidelines for outof

    Amostra A * B** C *** D ****

    1 HC* HC NHC* NHC

    2 HC HC NHC NHC

    3 NHC HC NHC NHC

    4 HC HC NHC NHC

    5 HC HC NHC NHC

    6 HC HC NHC NHC

    7 HC HC NHC NHC

    8 HC HC NHC NHC

    9 NHC NHC NHC NHC

    10 HC NHC NHC NHC

    11 HC HC HC NHC

    12 HC NHC NHC NHC

    13 HC HC HC NHC

    14 NHC NHC NHC NHC

    15 HC HC HC HC

    16 NHC NHC NHC NHC

    17 NHC NHC NHC NHC

    18 HC NHC NHC NHC

    19 HC NHC NHC NHC

    20 NHC HC NHC NHC

    21 HC HC HC HC

    22 HC NHC NHC NHC

    23 HC HC NHC NHC

    24 NHC NHC NHC NHC

    25 HC NHC NHC HC

    26 NHC NHC NHC NHC

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    home childcareprograms. 2nd ed. Elk Grove

    Village: AAP; 1992

    ANDRADE, D; BERALDO, C.C;

    WATANABE, E; OLIVEIRA, B; ITO, I.Y.

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    nacional do ensino mdio,UERN,Mossor-

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