ANÁLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL PARA AS MICRO E ?ão... · Pode-se definir pesquisa como o procedimento…

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

INSTITUTO DE CINCIAS HUMANAS E SOCIAIS

CURSO DE ADMINISTRAO

JULIANA MORAES ROCHA

ANLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL PARA AS MICRO E

PEQUENAS EMPRESAS: UM ESTUDO EMPRICO EM

EMPRESAS DA CIDADE DE VOLTA REDONDA.

Volta Redonda - RJ

2014

2

JULIANA MORAES ROCHA

ANLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL PARA AS MICRO E

PEQUENAS EMPRESAS: UM ESTUDO EMPRICO EM

EMPRESAS DA CIDADE DE VOLTA REDONDA.

Trabalho de Concluso de Curso

apresentada ao Curso de Graduao em

Administrao do Instituto de Cincias

Humanas e Sociais da Universidade

Federal Fluminense, como requisito

parcial para obteno do grau de

Bacharel em Administrao.

Orientador: Prof. Dr. UALISON

RBULA DE OLIVEIRA

Volta Redonda

2014

3

JULIANA MORAES ROCHA

ANLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL PARA AS MICRO E PEQUENAS

EMPRESAS: UM ESTUDO EMPRICO EM EMPRESAS DA CIDADE DE

VOLTA REDONDA.

Monografia aprovada pela Banca Examinadora do Curso de Administrao da

Universidade Federal Fluminense UFF

Volta Redonda, ________de __________de __________.

BANCA EXAMINADORA

_____________________________________________________________________

Prof. Dr. Ualison Rbula de Oliveira Orientador

_____________________________________________________________________

Prof. Dr. Ilton Curty Leal Jnior

_____________________________________________________________________

Prof. Dr. Murilo Alvarenga Oliveira

4

AGRADECIMENTOS

Agradeo em primeiro lugar a Deus, que atravs da sua misericrdia, me capacita a cada

dia para que eu possa realizar meus objetivos.

Agradeo ao meu Orientador Prof. Ualison pela pr-atividade de ajudar-me na

concluso desse trabalho.

5

RESUMO

A pesquisa tem como objetivo principal investigar e analisar a estrutura de capital das

micro e pequenas empresas atuantes na cidade de Volta Redonda, para que seja possvel

identificar as propores de seus financiamentos bem como as caractersticas dessas

empresas. Para alcanar o objetivo foi feito uma pesquisa bibliogrfica e utilizado o

procedimento tcnico de levantamento. Utilizou-se como instrumento de coleta de

dados um questionrio, que foi aplicado junto a 27 micro e pequenas empresas da

cidade de Volta Redonda - RJ. O referencial terico explica os conceitos necessrios

para se entender a estrutura de capital, apresentando as teorias mais comentadas.

Conceitua as micro e pequenas empresas e por ltimo apresenta dados socioeconmicos

e das micro e pequenas empresas da regio do Mdio Paraba e da cidade de Volta

Redonda. Os resultados alcanados na pesquisa apresentam que as MPEs de Volta

Redonda tem preferncia pelas fontes de recursos prprios, e a maioria possu um baixo

ndice de endividamento.

Palavras-chave: Estrutura de Capital; Micro e Pequena Empresa; Volta Redonda.

6

ABSTRACT

The research is to study and investigate and analyses the overall capital structure of

micro and small enterprises in the city of Volta Redonda goal, to be able to identify the

proportions of their funding and the characteristics of these firms. To meet the goal was

made a literature search and used the technical procedure for waiver. Was used as an

instrument of data collection the questionnaire was applied to 27 micro and small

businesses in the city of Volta Redonda - RJ. The theoretical framework explains the

need to understand the capital structure, presenting the most commented theories. It

defines micro and small business concepts, and finally presents socioeconomic data and

micro and small businesses in the Mdio Paraba region and the city of Volta Redonda.

The results achieved in the research were that the MSEs of Volta Redonda has

preference for sources of own resources and most low debt ratio.

Keywords: Capital Structure; Small and Micro Enterprise; Volta Redonda.

7

LISTA DE GRFICOS

Grfico 1 Evoluo do nmero de estabelecimentos MPE X MGE n Brasil 2000-2011.

Grfico 2 - Evoluo do nmero de empregos MPE X MGE, Brasil 2000-2011.

Grfico 3 - Participao relativa das MPEs no total de estabelecimentos, empregos e na

massa de remunerao paga aos empregados formais nas empresas privadas no-

agrcolas. Brasil 2000-2011.

Grfico 4 - Distribuio das micro e pequenas empresas por setor de atividade

econmica, Brasil 2000-2011.

Grfico 5 - Distribuio dos empregadores por sexo, Brasil 2001-2011.

Grfico 6 - Distribuio dos conta prpria por sexo, Brasil 2001-2011.

Grfico 7 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, evoluo por setores de

atividade.

Grfico 8 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, para empresas constitudas

em 2006, por regies do pas.

Grfico 9 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, para empresas constitudas

em 2006, por Unidade da Federao.

Grfico 10 - Taxa de mortalidade de empresas de 2 anos, para empresas constitudas em

2006, por regies do pas.

Grfico 11 - PIB Produto Interno Bruto, Em Valores Correntes Regio Do Mdio

Paraba 2008.

Grfico 12 - Regio do Mdio Paraba Nmero de Micro e Pequenas Empresas.

Grfico 13 - Proporo de MPEs em relao as empresas de outro porte, nos anos de

2009 e 2010.

Grfico 14 - Idade dos Micro e Pequenos Empresrios.

Grfico 15 - Nmero de Scios da Empresa

8

Grfico 16 - Grau de Escolaridade dos Empresrios

Grfico 17 - Ocupao dentro da Empresa

Grfico 18 - Ocupao anterior ao Negcio

Grfico 19 - Experincia anterior no ramo atuante

Grfico 20 - Principal motivo para abertura do Negcio

Grfico 21 - Tempo de atuao da empresa

Grfico 22 - Responsvel pela administrao da empresa

Grfico 23 - Tipos de Recursos Utilizados

Grfico 24 - Uso de Operao de Crdito

Grfico 25 - Mdia de vezes que a empresa precisa fazer algum emprstimo eventual

Grfico 26 - Negociaes com o Gerente

Grfico 27 - Nvel de Endividamento nos ltimos cinco anos

Grfico 28 - Endividamento Oneroso Atual

Grfico 29 Endividamento atual para com Fornecedores

Grfico 30 - Prazo Mdio de Emprstimos

Grfico 31 - Prazo mdio concedido pelos Fornecedores

Grfico 32 - Prazo mdio concedido para os Clientes

Grfico 33 - Tempo Mdio de Estocagem.

Grfico 34 - Taxa Mdia de Emprstimos de Longo Prazo

Grfico 35 - Taxa Mdia de Emprstimos de Curto Prazo

Grfico 36 - Taxa Mdia do Desconto de Duplicatas

Grfico 37- Taxa Mdia Antecipao Carto de Crdito

Grfico 38 - Taxa Mdia do Crdito Rotativo

Grfico 39 - Taxa Mdia de Financiamentos de Mquinas e Equipamentos

Grfico 40- Ampliao do Negcio

9

LISTA DE TABELAS

TABELA 1 Classificao do SEBRAE para empresas segundo porte.

TABELA 2 - Nmero de estabelecimentos com e sem empregados, por porte e setor de

atividade econmica - Brasil 2011.

TABELA 3 - Distribuio das micro e pequenas empresas por setor de atividade

econmica - Brasil 2011 (em %)

TABELA 4 - Distribuio das micro e pequenas empresas por localidade Brasil,

Unidades da Federao 2010 e 2011 (em %).

TABELA 5 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, para empresas constitudas

em 2006, por regies e setores

TABELA 6 - Populao do Municpio de Volta Redonda

TABELA 7 Infraestrutura de Volta Redonda

TABELA 8 - PIB Produto Interno Bruto, Em Valores Correntes Regio Do Mdio

Paraba 2008 (R$ Mil)

TABELA 9 O nmero de estabelecimentos por porte e setor do municpio de Volta

Redonda nos anos de 2009 e 2010.

TABELA 10 - Setores Servios, Comrcio, Indstria e Agropecuria no Municpio de

Volta Redonda.

TABELA 11 Modalidades de crdito usadas pelas Micro e Pequenas Empresas

TABELA 12 Investimentos na Empresa

TABELA 13 Proporo De Capital De Terceiros (Entre Fornecedores E

Financiamentos Bancrios).

10

LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SMBOLOS

MPEs Micro e Pequenas Empresas

MGE Mdias e Grandes Empresas

SEBRAE Servio Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas

PIB Produto Interno Bruto

IDH ndice de Desenvolvimento Humano

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica

SIMPLES Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuies

RAIS Relao Anual de Informaes Sociais

MTE Ministrio do Trabalho e Emprego

VPL Valor Presente Lquido

11

SUMRIO

1. INTRODUO .............................................................................................. 12

1.1 Descrio do Problema ...................................................................................... 12

1.2 Objetivos Especficos ........................................................................................ 13

1.3 Metodologia ...................................................................................................... 13

1.4 Informaes Sobre as Empresas Pesquisadas. .................................................... 15

2. FUNDAMENTAO TERICA ................................................................. 16

2.1 Estrutura de Capital. .......................................................................................... 16

2.1.1 Fatores Determinantes na Deciso da Estrutura de Capital. ............................. 18

2.1.2 Teorias da Estrutura de Capital ....................................................................... 19

2.1.3 Modelos de Modigliani e Miller ...................................................................... 20

2.1.4 O Modelo de Miller ........................................................................................ 22

2.1.5 Teoria do Trade-Off ........................................................................................ 23

2.1.6 The Pecking Order Theory .............................................................................. 24

2.2 Micro e Pequenas Empresas............................................................................... 25

2.2.1 O Que Micro e Pequena Empresa (MPE)? .................................................... 26

2.2.2 As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) no Brasil........................................... 27

2.2.3 Mortalidade e Sobrevivncia das MPEs no Brasil. .......................................... 34

2.3 Estrutura de Capital em Micro e Pequenas Empresas. ........................................ 38

2.4 Micro e Pequenas empresas de Volta Redonda e Regio do Mdio Paraba. ....... 43

2.4.1 Informaes Socioeconmicas do Municpio de Volta Redonda e Regio do

Mdio Paraba. ........................................................................................................ 43

2.4.2 Caractersticas das Micro e Pequenas Empresas de Volta Redonda. ................ 47

3. RESULTADOS DA PESQUISA. ................................................................... 50

3.1 Resultados da pesquisa sobre o perfil dos micro e pequenos empresrios e

caractersticas do negcio. ....................................................................................... 50

3.2 Resultados da Pesquisa sobre a Estrutura Financeira das Empresas. ................... 55

4. ANLISE DOS RESULTADOS. ................................................................... 68

5. CONCLUSO ................................................................................................. 70

6. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ........................................................... 72

7. APNDICES ................................................................................................... 77

12

1. INTRODUO

Tem-se observado nos ltimos anos um grande crescimento das micro e

pequenas empresas na economia brasileira. Segundo dados do SEBRAE (2012) no

perodo 2000-2011, as micro e pequenas empresas suplantaram a barreira dos seis

milhes de estabelecimentos. Essas empresas so responsveis por mais da metade dos

empregos com carteira assinada do Brasil.

No municpio de Volta Redonda, at o ano de 2010, as micro e pequenas

empresas representavam um percentual de 98,5% do total dos estabelecimentos formais

existentes.

Porm h um fator que preocupa o alto nvel de mortalidade dessas empresas,

que no Brasil, conforme estudos do SEBRAE (2011), a cada 100 micro e pequenas

empresas (MPEs) abertas, 73 permanecem em atividade aps os primeiros dois anos de

existncia.

Em decorrncia disso, a sobrevivncia desses empreendimentos se torna

indispensvel para a manuteno e desenvolvimento da economia do pas,

principalmente no interior dos estados. O que tem motivado diversos trabalhos a

pesquisar mais profundamente sobre esse tipo de organizao, principalmente a estudos

aplicados a estrutura de capital, isto , a composio de suas fontes de financiamento.

Portanto, a presente pesquisa tem como objetivo geral investigar e analisar a

estrutura de capital das micro e pequenas empresas na cidade de Volta Redonda. De

forma que seja possvel identificar as propores de seus financiamentos bem como as

caractersticas dessas empresas.

1.1 Descrio do Problema

De acordo com Lemes Jnior et al. (2010), a estrutura de capital, tem sido

estudada cada vez mais profundamente devido a sua influncia no custo de capital e no

valor da empresa. A partir do trabalho considerado pioneiro de Modigliani e Miller em

1958, outras teorias sobre estrutura de capital foram sendo apresentadas. Como a teoria

de Trade-Off e do Pecking Order discutida por Myers em 1984. Desde ento, muito

13

vem se estudando sobre a existncia da estrutura tima de capital, e a existncia de um

nvel de endividamento timo vantajoso para empresa.

No Brasil, de cada 100 micro e pequenas empresas (MPEs) abertas, 73

permanecem em atividade aps os primeiros dois anos de existncia. Segundo estudos

SEBRAE (2011) sobre a Taxa de Sobrevivncia das Empresas no Brasil, estes so os

anos mais crticos para uma empresa.

De acordo com dados do SEBRAE-RJ (2011), as micro e pequenas empresas

representam 98,5% do total dos estabelecimentos formais existentes em Volta Redonda.

Diante dos dados relatados, relevante desenvolver uma pesquisa que busque

analisar a estrutura de capital das micro e pequenas empresas na cidade de Volta

Redonda, identificando as propores de suas composies e suas preferncias de

financiamentos.

Exatamente nesse sentido, o presente trabalho busca por meio de pesquisa

emprica, investigar essas empresas, para que seja possvel identificar a estrutura de

capital adotadas nessas micro e pequenas empresas.

Para tanto, esse objetivo est segmentado nos seguintes objetivos especficos:

1.2 Objetivos Especficos

Identificar qual a proporo de capital prprio e de terceiros existentes nas

empresas.

Conhecer as o perfil dos empresrios e as caractersticas dessas empresas.

Verificar as fontes desejadas de financiamento nas MPEs.

1.3 Metodologia

Pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemtico que tem

como objetivo proporcionar respostas aos problemas que so propostos (GIL, 2002, p.

17).

Para Moresi (2003), pesquisa um conjunto de aes, propostas para encontrar a

soluo para um problema, que tm por base procedimentos racionais e sistemticos.

14

Inicialmente para o presente trabalho, foi feita uma pesquisa bibliogrfica com o

intuito de adquirir conhecimento cientfico sobre o problema de pesquisa.

Em seguida utilizou-se o procedimento tcnico de levantamento, que de acordo

com Gil (2002), pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogao direta das

pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Consiste em, solicitar informaes a

um grupo significativo de pessoas a respeito do tema estudado, para poder obter as

concluses correspondentes aos dados coletados atravs de uma anlise quantitativa.

Nos levantamentos a coleta de dados pode ser feita atravs de questionrios, de

entrevistas e de formulrios. Gil (2002) recomenda que o questionrio seja: i) de,

preferencialmente, perguntas fechadas; ii) com perguntas que se referem a uma nica

ideia de cada vez; iii) iniciado com perguntas simples e finalizado com as mais

complexas; iv) com nmero de perguntas limitados ao tempo de resposta entre trinta

minutos e uma hora; v) com perguntas que favoream os procedimentos de tabulao e

anlise de dados; vi) com questes que estejam relacionadas com as conjecturas da

pesquisa.

Dessa forma para presente pesquisa, utilizou-se o questionrio como

instrumento de coleta de dados, que se encontra no Apndice 1.

O questionrio composto de 43 perguntas, sendo 42 objetivas e 1 aberta, foi

aplicado junto aos proprietrios de Micro e Pequenas Empresas atuantes na cidade de

Volta Redonda. O mesmo procurou abordar perguntas para identificar o perfil dos

empresrios e as caractersticas das empresas (nmero de scios, idade, grau de

escolaridade, tempo de funcionamento etc.). E para identificar a estrutura financeira dos

estabelecimentos (tipos de recursos utilizados, tipos de modalidade de crdito, nvel de

endividamento, fornecedores, etc.).

Foram visitadas cerca de 40 MPEs, porm devido a fatores como falta de tempo

do micro/pequeno empresrio em responder o questionrio, negao de alguns em ceder

informaes, a no localizao do proprietrio ou scio na empresa; totalizou-se um

nmero de 27 questionrios devidamente respondidos.

As empresas foram selecionadas de forma aleatria, respeitando apenas as

premissas de se encaixarem no porte de Micro ou Pequena, e atuarem na cidade de

Volta Redonda RJ.

15

1.4 Informaes Sobre as Empresas Pesquisadas.

O foco da presente pesquisa consiste em investigar e analisar a estrutura de

capital das micro e pequenas empresas da cidade de Volta Redonda.

De acordo com dados do SEBRAE-RJ (2011), Volta Redonda, a cidade com

maior PIB da regio. O PIB identifica a capacidade de gerao de riqueza do municpio,

que no caso de Volta Redonda representa 36,17% do PIB da Regio do Mdio Paraba.

No ano de 2010, Volta Redonda contava com mais de 9.500 estabelecimentos

formais em atividade. Sendo que cerca de 9.371 estabelecimentos (98,5%), so do porte

de micro e pequena empresa.

Conforme apresentado na metodologia, a pesquisa utilizar a tcnica de

levantamento. Quando o levantamento recolhe informaes de todos os integrantes do

universo pesquisado, tem-se um censo, porm pelas dificuldades materiais que

envolvem sua realizao, os censos s podem ser desenvolvidos pelos governos ou por

instituies de amplos recursos (GIL, 2002, p. 51).

Por essa razo, como na maioria dos levantamentos, essa pesquisa no abordar

todos os integrantes da populao estudada. Ela abordar uma pequena parte dos

elementos que compem o universo, ou seja, algumas Micro e Pequenas Empresas

atuantes em Volta Redonda.

As empresas visitadas foram selecionadas de forma aleatria (casual,

randmica), respeitando apenas as premissas de se encaixarem no porte de Micro ou

Pequena, e atuarem na cidade de Volta Redonda.

Foram visitadas empresas localizadas em importantes centros comerciais da

cidade nos bairros: Aterrado, Centro, gua Limpa e Jardim Amlia. A maioria

pertencente do setor de comrcio, e uma pequena parte do setor de servios.

16

2. FUNDAMENTAO TERICA

2.1 Estrutura de Capital.

Qualquer expanso de uma empresa exige capital, que pode ser provido atravs

de uma dvida ou do prprio capital patrimonial. Dessa maneira capital o total de

recursos, prprios ou de terceiros, que financiam as necessidades de longo prazo da

empresa (LEMES JNIOR et al., 2010, p. 220).

Entende-se por capital de terceiros como a remunerao contrada dos

financiamentos de longo prazo, aps o Imposto de Renda. De acordo com Assaf Neto e

Lima (2011), o capital de terceiros inclu todos os fundos levantados pela empresa junto

a credores, representados por emprstimos e financiamentos. As empresas contratam

esses emprstimos por um prazo, e pagam juros pelo seu uso.

Assaf Neto e Lima (2011) afirmam que o custo de capital de terceiros mais baixo que

o do capital prprio em razo de:

O credor tem menos risco que o acionista, podendo assim ser remunerado por uma taxa mais baixa; E as despesas de juros pagas pelos passivos so

dedutveis para efeitos de Imposto de Renda, reduzindo em consequncia o

custo financeiro (ASSAF NETO E LIMA, 2011, p. 528).

E o capital prprio aquele que no balano patrimonial conhecido como

patrimnio lquido. O capital prprio, de forma geral, existe para financiar as

necessidades de longo prazo ou indefinidamente (LEMES JNIOR. et al., 2010, p.

188). Consiste nos recursos investidos pelos acionistas da empresa, atravs da compra

de aes ordinrias ou preferenciais. No possuindo prazo de reembolso estabelecido e

prazo de permanncia na empresa.

Lemes Jnior et al. (2011) afirma que essa fonte de financiamento fator fundamental

para o crescimento sustentvel, para sade econmico-financeira e para a obteno de

crdito no mercado financeiro. Atravs desses conceitos pode-se estabelecer a estrutura

de capital de uma empresa.

De acordo com Assaf Neto e Lima (2011) a estrutura de capital de uma empresa

refere-se composio de suas fontes de financiamento, que podem ser de capitais de

terceiros (exigvel) e de capitais prprios (patrimnio lquido).

17

A estrutura de capital refere-se combinao especfica entre capital de

terceiros a longo prazo e capital prprio que a empresa utiliza para financiar suas

operaes (ROSS et al. 2002, p.39).

J Gitmam (2010), define estrutura de capital como a combinao de capital de capital

prprio e capitais de terceiros de longo prazo mantida por uma empresa.

Estrutura

Financeira

Passivo

Circulante

Dividas

Longo

Prazo

Capital de

Terceiros de

Longo Prazo

Estrutura de

Capital Patrimnio

Lquido Capital Prprio

Figura 1 Estrutura de Capital

Fonte: LEMES JNIOR et al., 2010, p. 221.

Uma empresa pode adotar a composio de financiamento que desejar ter. Seja

optando por maior endividamento ou por maior participao de capital prprio.

Porm, todas as empresas buscam estruturar composies de capital que atinjam o

mesmo objetivo, de minimizar o custo total e maximizar o seu valor. A partir da, se

chega ao conceito de estrutura tima de capital.

Estrutura tima de Capital a combinao das fontes de financiamento,

prprias e de terceiros, que minimiza o custo total de capital, levando maximizao do

valor da empresa (ASSAF NETO E LIMA, 2011, p.529).

Segundo Gitmam (2010) a estrutura de capital tima aquela no qual o custo mdio

ponderado de capital minimizado, de maneira que se maximiza o valor da empresa.

Lemes Jnior. et al. (2010) afirma que a busca da estrutura tima de capital contnua,

pois o mercado e as condies de negcios mudam e se transformam constantemente.

Diversos autores afirmam que a determinao da estrutura tima de capital no

consiste em uma cincia exata. Algumas empresas de mesmos setores adotam estruturas

de capitais distintas.

18

O que se chega de concluso, que no existe receita para se atingir a estrutura

de capital tima, mas composies pra alcanar uma estrutura de capital que melhor se

adequa a cada empresa em especfico.

2.1.1 Fatores Determinantes na Deciso da Estrutura de Capital.

Vrios fatores influenciam nas decises de estrutura de capital em uma empresa.

De acordo com a literatura de Administrao Financeira, de Brigham e Ehrhardt (2006),

as empresas devem avaliar os seguintes fatores:

ESTABILIDADE DAS VENDAS: Uma empresa com as vendas consideravelmente

estveis so capazes de usar com segurana mais dvidas e incorrer em despesas fixas

mais altas. Devido a essa estabilidade da demanda, as empresas fornecedoras de

servios de utilidade pblica tm conseguido usar mais a alavancagem financeira do

que empresas do setor industrial.

ESTRUTURA DO ATIVO: De acordo com Santos et al. (2007) a respeito da

tangibilidade, os ativos fixos servem como garantia de dvidas, assim espera-se que

quanto maior a proporo dos ativos fixos, maior poder ser o nvel de endividamento.

Outras caractersticas importantes dos ativos so sua Intangibilidade e sua Longevidade.

Os ativos intangveis possuem um risco elevado, por isso no podem servir como

garantia de dvidas. Consequentemente, quanto maior for proporo de intangibilidade

dos ativos, menor ser o potencial de endividamento.

A respeito da longevidade dos ativos, quanto maior se apresentarem, maior ser o

potencial de endividamento.

TAXA DE CRESCIMENTO: De acordo com Brigham e Ehrhardt (2006), as empresas

que apresentam um crescimento mais rpido devem contar mais com capital externo.

LUCRATIVIDADE: Empresas mais lucrativas tendem a se endividar menos. Ou seja,

suas altas taxas de retorno proporcionam-lhes financiamentos com fundos gerados

internamente, por isso no precisam realizar muitos financiamentos com dvidas.

IMPOSTOS: Di Luca e Rambalducci (2007) afirmam que, uma das principais razes

para se usar capital de terceiros que os juros podem ser deduzidos para fins de

impostos, o que reduz o custo efetivo da dvida. Ou seja, quanto mais alta alquota de

imposto da empresa, maior a vantagem da dvida.

CONTROLE: A respeito do controle Lemes Jnior et al. afirmam que:

19

A preferncia do acionista deve ser levada em considerao na determinao

da estrutura de capital. Em algumas ocasies o controlador prefere uma

alavancagem menor que, ao mesmo tempo, o despreocupe da necessidade

peridica de produzir resultados suficientes para cobrir o pagamento fixo

mensal de juros (LEMES JNIOR. et al., 2010, p. 222).

ATITUDES DA ADMINISTRAO: Algumas administraes tendem a serem mais

conservadoras que outras e dessa forma usam menos dvidas que a mdia das empresas

em comum. J as com caractersticas mais agressivas usam mais dvidas em busca de

lucros mais elevados.

CONDIES DO MERCADO: As condies do mercado de aes e de ttulos de

dvidas sofrem diversas mudanas de curto e longo prazo, que exercem uma grande

influncia na estrutura de capital de uma empresa.

De acordo com Lemes Jnior et al. (2010), uma srie de restries contratuais ou de

politicas empresariais podem dificultar a emisso de novas aes, contratao de novas

dvidas, diluio do controle acionrio ou reteno de lucro.

FLEXIBILIDADE FINANCEIRA: Di Luca e Rambalducci (2007) afirmam que:

Os administradores financeiros de empresas sabem que uma oferta uniforme

de capital necessria para operaes estveis o que vital para o sucesso a

longo prazo. Eles tambm sabem que, quando h reduo de crdito na

economia, ou quando uma empresa est passando por dificuldades

operacionais, os provedores de capital preferem fornecer fundos a empresas

com balanos patrimoniais fortes. Portanto, tanto a necessidade potencial

futura de fundos como as consequncias de uma deficincia de fundos tm grande influncia na estrutura de capital desejada quanto maior for

necessidade futura provvel de capital e quanto piores forem s

consequncias de uma falta de capital, mais forte precisa ser o balano

patrimonial (DI LUCA E RAMBALDUCCI, 2007, p. 150).

RISCO: Santos et al. (2007) afirmam que empresas que apresentam menor volatilidade

em seus resultados deveriam ser menos propensas a dificuldades financeiras, o que

tornaria mais barato o custo do endividamento e, portanto, as tornariam mais propensas

contratao de dvidas.

2.1.2 Teorias da Estrutura de Capital

Diversas so as teorias de estrutura de capital apresentadas nas principais

publicaes a respeito do tema. Porm neste trabalho sero apresentadas as principais

20

teorias. Os modelos de Modigliani e Miller, a teoria do Pecking Order e os modelos de

Trade-Off.

2.1.3 Modelos de Modigliani e Miller

A teoria de Modigliani e Miller pode ser dividida em duas partes: a primeira, o

trabalho publicado em 1958 The Cost of Capital, Corporation Finance, and the

Theory of Investiment que foi contemplado com O Prmio Nobel; E o segundo

publicado em 1963 Corpore Income Taxes and the Cost of Capital: A Corretion.

Segundo Nakamura e Mota (2002), a teoria moderna da estrutura de capital

surgiu em 1958, com trabalho pioneiro dos professores Franco Modigliani e Merton

Miller, que depois foi complementado por outro artigo publicado em 1963, sendo

considerado o marco inicial dos muitos estudos que j foram realizados sobre estrutura

de capital.

No primeiro trabalho de 1958, Modigliani e Miller defendiam que, em um

mercado perfeito, o valor de uma empresa no afetado pela sua poltica de estrutura de

capital, uma vez que tanto faz uma empresa trabalhar com dvidas ou sem dvidas.

Em outras palavras, os resultados de MM indicam que no importa como a empresa

financia suas operaes, sendo assim, a estrutura de capital irrelevante (BRIGHAM;

EHRHARDT, 2010, p. 638).

Nesse trabalho consideravam suposies de um mercado de capitais perfeito, baseado

dentre outros, nos seguintes pressupostos:

1. No h custos de transao;

2. No h impostos;

3. No h custos de falncia;

4. Os investidores podem obter emprstimos com a mesma taxa que as

corporaes;

5. Todos os investidores possuem as mesmas informaes que a administrao

acerca das oportunidades futuras de investimento da empresa;

6. O LAJIR no afetado pelo uso da dvida.

Embora alguns desses pressupostos sejam utopias na realidade do mercado,

Brigham e Ehrhardt (2010) acreditam que, o resultado de MM sobre a irrelevncia da

estrutura de capital foi extremamente importante, tanto para indicar sob quais

condies a estrutura de capital irrelevante, quanto para oferecer orientaes acerca do

21

que necessrio para que a estrutura se torne relevante, e assim, afete o valor da

empresa.

Segundo Nakamura e Mota (2002), MM ainda demonstraram que o custo de

capital prprio de uma empresa diretamente proporcional ao nvel de endividamento

da mesma. Ou seja, quanto mais endividada uma empresa, maior tende a ser o custo

de capital prprio. De acordo com Brito et al., (2006), para os autores, o custo de capital

da empresa o mesmo para qualquer nvel de endividamento e, portanto, no haveria

uma estrutura de capital tima.

Modigliani e Miller publicaram um trabalho complementar em 1963, onde o

pressuposto da inexistncia de impostos no mercado foi eliminado, e comearam a

analisar a influncia dos mesmos na estrutura de capital.

Nesse trabalho, Modigliani e Miller chegaram concluso decorrente que, os juros

podem ser dedutveis na apurao do imposto de renda das empresas, gerando um

benefcio fiscal pela utilizao de dvidas. Em consequncia disso, um maior

endividamento seria algo positivo para empresa.

Segundo Nakamura e Mota (2002), diante desse quadro, os autores concluram

que as empresas deveriam trabalhar com algo prximo a 100% de capital de terceiros,

dada a economia fiscal que gerada pelo fato de se utilizar dvidas, j que os juros, que

remuneram o capital de terceiros, dedutvel para fins de imposto de renda.

Ross et al. (2002) explicam que, como o benefcio fiscal se eleva com o nvel de capital

de terceiros, a empresa pode aumentar seu fluxo total de caixa e seu valor, substituindo

capital prprio por capital de terceiros.

Mesmo MM incluindo o imposto e renda de pessoa jurdica nesse segundo

trabalho, novamente a realidade do mercado diferente. Embora esse benefcio fiscal s

acontea pela inexistncia de custos de falncia, um absurdo a concluso de compor

em quase 100% de endividamento a estrutura de capital de uma empresa.

De acordo com Pealoza e Nobre (2005):

Os pressupostos de MM so muito restritivos, as coisas no acontecem de

forma to simplista na realidade. Em primeiro lugar, o mais provvel que as

taxas de juros se elevem medida que aumenta o endividamento. Em segundo lugar, o lucro declina para nveis extremos de alavancagem.

Terceiro, as alquotas de imposto mudam com elevados nveis de

endividamento, reduzindo o valor esperado da proteo fiscal da dvida. Por

outro lado, a probabilidade de falncia, aumenta com o ndice de

endividamento. Finalmente h comprovaes empricas de que muitas

empresas grandes e bem sucedidas, como a Apple e a Microsoft, utilizam

muito menos dvida do que sugere a teoria (PEALOZA E NOBRE, 2005,

p.1166).

22

Brigham e Ehrhardt (2010) ainda afirmam que na prtica a falncia pode ter

custos bem elevados. A empresa em processo de falncia incorre em elevadas despesas

legais e contbeis, alm de enfrentar dificuldades para manter o volume de clientes,

funcionrios e fornecedores. Alm disso, a falncia obriga a empresa a liquidar ou

vender os ativos por valores inferiores aos reais, caso continuasse em atividade.

Segundo Nakamura e Mota (2002) baixos nveis de endividamento no sugerem

nenhum risco de falncia para as empresas, porm, medida que elas se tornam mais

endividadas, esse risco tende a crescer significativamente de tal forma que os

investidores tratam de descontar do valor de mercado da empresa uma parcela que

corresponde a esses chamados custos de falncia esperados.

Existem dois tipos de custo de falncia, classificando-se em diretos e indiretos.

Os custos diretos so os gastos demandados pela empresa quando esta comea o

processo de falncia (tribunais, advogados, etc.).

E por custos indiretos, entende-se por aqueles que esto relacionados aos desequilbrios

financeiros e dos nveis operacionais da empresa provocados pelo processo de falncia.

Devido incerteza quanto sobrevivncia e continuidade da empresa, os clientes,

funcionrios e fornecedores, passam a evitar transacionar com a mesma.

2.1.4 O Modelo de Miller

Em 1977 o professor Merton Miller publicou um trabalho sozinho. Nesse

modelo Miller incluiu alm do imposto de pessoa jurdica, o imposto de pessoa fsica.

De acordo com Santos (2006) ao explorar a incidncia do imposto de pessoa

fsica, Miller verificou que por um lado os juros resultantes da alavancagem so

dedutveis do imposto de renda de pessoas jurdicas, os juros obtidos aos credores so

taxados, o que resulta na anulao do efeito da proteo fiscal sobre os juros.

Dessa forma os ganhos obtidos atravs da alavancagem no seriam to

expressivos com defendido por MM em 1963, j que os benefcios fiscais do

endividamento so contrabalanados com os impostos incidentes sobre os rendimentos

da pessoa fsica dos investidores.

Concluindo que a alavancagem afeta no valor da empresa quando so

computados os impostos de renda tanto de pessoa jurdica quanto de pessoa fsica

(BRIGHAM, EHRHARDT, 2010, p. 669).

23

2.1.5 Teoria do Trade-Off

Em 1984 Myers discutiu duas vertentes tericas relacionadas estrutura de

capital: Static Trade-off Theory e a Pecking Order Theory.

A Teoria de Trade-off surgiu atravs das discusses sobre os efeitos dos custo de

falncia das empresas, em meio as teorias de MM sobre os benefcios fiscais do

endividamento.

O modelo trade-off refere-se ideia de como uma empresa decide financiar a

dvida, ou seja, quanto do financiamento de capital utilizar, tendo como referncia o

equilbrio entre os custos e benefcios de recorrer ao capital alheio (GONALVES,

2009, p.10).

Na perspectiva de David et al. (2009), a teoria do trade-off defende que a

estrutura tima de capital de uma empresa determinada por meio do balanceamento

dos efeitos dos impostos sobre as dvidas e dos custos de falncia associados

alavancagem.

De acordo com Myers (1984) apud Santos (2006), a teoria do trade-off defende

que as empresas devem buscar uma estrutura de capital tima que maximize os

benefcios e minimize os custos de endividamento.

Um dos principais objetivos da teoria explicar que na maioria das vezes as

empresas so financiadas atravs de dvidas, sendo que a menor parte delas financiada

por capital prprio. O principal benefcio da dvida em relao ao patrimnio lquido

para a empresa tributrio: as despesas com juros so dedutveis dos impostos,

enquanto os fluxos de caixa do patrimnio lquido (dividendos) no so (DAVID et al.,

2009, p.5).

Os custos de falncia, conforme apresentado na seo 2.1.3, constituem-se nos

gastos incorridos (diretos), e nas perdas financeiras (indiretos) quando uma empresa se

encontra no processo de falncia. Quanto maior for o volume de recursos emprestados,

maiores sero os custos de falncia esperados.

Conclui-se que, isso que se trata a teoria do Trade-off, ou seja, o

endividamento gera custos. Diferentemente do modelo de Modigliani e Miller de 1963,

que defendia altos nveis de endividamento nas empresas, em decorrncia do beneficio

dos juros incorridos dos financiamentos serem dedutveis do imposto de renda. Custos

que so esperados conforme se aumenta a proporo de capital de terceiros na estrutura

da empresa. Da se faz necessrio buscar o nvel de endividamento que equilibre os

24

benefcios fiscais gerados com os custos de falncia esperados. o que a teoria chama

de nvel timo de endividamento.

A teoria ainda apresenta um terceiro custo relacionado falncia, alm do direto

e indireto. Este se denomina custo de agncia, que segundo Teixeira e Santana (2010)

refere-se aos custos gerados pelos conflitos que acontecem nas organizaes. Conflitos

esses motivados pelos interesses e atitudes divergentes existentes entre os diferentes

atores que participam das corporaes (credores, diretores e acionistas).

2.1.6 The Pecking Order Theory

A Teoria Pecking Order foi desenvolvida em 1984 por Stewart Myers. Segundo

Gonalves (2009), a teoria afirma que as empresas devem dar prioridade s fontes de

financiamento que exigem um menor esforo. Ou seja, devem hierarquizar as suas

fontes de financiamento.

David et al. (2009) afirma que a teoria do pecking order prescreve que as

empresas optam por recursos de forma hierrquica, selecionando inicialmente as fontes

internas e posteriormente as externas de maior facilidade e menor custo, e finalmente as

externas de maior dificuldade e maior custo.

algo como que, para empresa estabelecer sua estrutura de capital, tivesse que

respeitar uma ordem, uma hierarquia de fontes de recursos financeiros.

Assim segundo Myers (1984) apud Gonalves (2009), as fontes de

financiamento devem ser hierarquizadas do seguinte modo:

1. Dar preferncia ao financiamento com fontes internas, sendo estas utilizadas em

primeiro lugar e s, quando estes se esgotarem que a divida seria emitida;

2. Adaptam rcios de dividendos para as oportunidades de investimentos;

3. Comparar politica de dividendos, assim se o fluxo de caixa gerado internamente

for superior s despesas de investimento, a empresa virar-se- para carteira de

ttulos e valores mobilirios;

4. Admitindo que o financiamento externo seja necessrio, deve ter-se em conta a

segurana da divida, assim cada empresa deve observar os seus rcios de dvida

que reflete os seus requisitos para o financiamento externo.

25

Para muitos autores a teoria do Pecking Order pode ser sustentada pela Teoria

das Informaes Assimtricas. Essa teoria defende que existem discrepncias, isto ,

grande diferena entre as informaes de posse dos gestores e aquelas disponveis no

mercado.

Funciona da seguinte forma, segundo Santos (2006), os gestores geralmente

contam com informaes privadas sobre caractersticas de retorno da empresa e suas

oportunidades de investimentos, que nem sempre esto disponibilizadas para

conhecimentos dos investidores, credores e do mercado em geral.

A partir dessa afirmao se faz necessrio uma identificao e definio de uma

ordem de fontes de financiamentos para ser adotada pela empresa, resultante da

existncia dessa assimetria (disparidade) de informaes. Em outras palavras, em

virtude dessa discrepncia de informaes, faz com que a empresa opte por seguir uma

hierarquia de fontes de financiamento para que assimetria no se torne prejudicial para

empresa.

Segundo Teixeira e Santana (2010), associada assimetria das informaes, esta

teoria no busca uma meta tima de endividamento. Busca aproveitar as oportunidades

de investimento que apaream. Para aproveit-las, utiliza uma hierarquia na busca de

recursos:

Essas observaes sugerem uma teoria de ordem hierrquica da estrutura de

capital. assim: 1. As empresas preferem o financiamento interno, j que

esses fundos so levantados sem mandar qualquer sinal adverso que possa

baixar o preo das aes; 2. Se for preciso financiamento externo, primeiro as

empresas emitem dvida (elas emitem patrimnio apenas em ltimo caso).

Essa ordem hierrquica surge porque menos provvel que uma emisso de

dvida seja interpretada como um mau pressgio pelos investidores do que

uma emisso de patrimnio (BREALEY et al.,2003 p. 447-448).

A Pecking Order Theory procura desenvolver algo que combine o ponto de vista de

Modigliani e Miller com os efeitos dos impostos, dos custos de falncia e das tenses

financeiras (MYERS, 1984 apud GONALVES, 2009, p.10).

2.2 Micro e Pequenas Empresas

Nessa seco sero tratados os seguintes assuntos respectivos micro e pequena

empresa:

1- O que Micro e Pequena Empresa (MPE);

26

2- As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) no Brasil;

3- Mortalidade e Sobrevivncia da MPEs no Brasil;

2.2.1 O Que Micro e Pequena Empresa (MPE)?

De acordo com Sales e Souza Neto (2004), no existe unanimidade

conceituao e classificao das micro e pequenas empresas (MPE), devido a que, cada

pas adota formas particulares e de acordo com suas realidades de mercado. Silva (2006)

afirma que atualmente, h pelo menos trs definies utilizadas para limitar o que seria

uma micro e pequena empresa.

A definio mais usada esta no Estatuto da Microempresa e Empresa de

Pequeno Porte (Lei n 9.841/99) e pelo SIMPLES (Lei n 9.317/96), que utilizam como

forma de classificao, a receita bruta anual. De acordo o Estatuto, as micro empresas,

so as que possuem um faturamento anual de no mximo, R$ 240 mil por ano. E as

pequenas devem faturar entre R$ 240.000,01 a R$ 2,4 milhes anualmente.

E pelo SIMPLES, as microempresas podem ter faturamento anual de at R$ 120 mil, e

as pequenas de at R$ 1.200 milhes.

Outra definio provm do Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas

Empresas SEBRAE, e da RAIS/MTE (Relao Anual de Informaes Sociais /

Ministrio do Trabalho e Emprego do Governo Federal). Que utilizam o nmero de

pessoas ocupadas como forma de classificao conforme apresentado na Tabela 1.

TABELA 1 Classificao do SEBRAE para empresas segundo porte.

Porte Setores

Indstria Comrcio e Servio

Micro

Empresa at 19 pessoas ocupadas at 9 pessoas ocupadas

Pequena

Empresa de 20 a 99 pessoas ocupadas de 10 a 49 pessoas ocupadas

Mdia

Empresa de 100 a 499 pessoas ocupadas de 50 a 99 pessoas ocupadas

Grande

Empresa 500 pessoas ocupadas ou mais 100 pessoas ocupadas ou mais

Fonte: SEBRAE (2012).

Enfatizando que as mesmas delimitaes de porte foram utilizadas para o setor da

construo, e o setor servios no inclui administrao pblica e servio domstico.

27

A ltima definio a dos rgos federais como Banco Nacional de

Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES). Que tm outro parmetro de definio

de micro e pequena empresa para a concesso de crditos. Para o BNDES, uma

microempresa deve ter receita bruta anual de at R$ 1,2 milho; as pequenas empresas,

superior a R$ 1,2 milho e inferior a R$ 10,5 milhes.

2.2.2 As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) no Brasil.

De acordo com SEBRAE (2012) no perodo 2000-2011, as micro e pequenas

empresas suplantaram a barreira dos seis milhes de estabelecimentos.

Nesse perodo, o crescimento mdio do nmero de MPE foi de 3,7% a.a. Entre 2000 e

2005, o crescimento mdio foi de 4,8% a.a., enquanto o ritmo de crescimento entre

2005 e 2011 foi de 2,8% a.a. Em 2000, havia 4,2 milhes de estabelecimentos, enquanto

em 2011 um total de 6,3 milhes de estabelecimentos em atividade. Portanto, em todo o

perodo, houve uma criao de aproximadamente 2,1 milhes de novos

estabelecimentos conforme apresentado no Grfico 1, que compara a evoluo do

nmero de micro e pequenas empresas conta a evoluo das mdia e grandes empresas.

Grfico 1 Evoluo do nmero de estabelecimentos MPE X MGE no Brasil 2000-2011 (em milhes).

Fonte: SEBRAE, MTE, RAIS (2012).

http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/credito-pequenas-empresas.htm

28

Segundo Cezarino e Campomar (2006), o Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatstica - IBGE desenvolveu em 2003 um amplo estudo sobre as principais

caractersticas de gesto das MPEs brasileiras. Entre os principais achados esto:

1. Baixo volume de capital empregado;

2. Altas taxas de natalidade e mortalidade;

3. Presena significativa de proprietrios, scios e funcionrios com laos

familiares;

4. Grande centralizao do poder decisrio;

5. No distino da pessoa fsica do proprietrio com a pessoa jurdica,

inclusive em balanos contbeis;

6. Registros contbeis pouco adequados;

7. Contratao direta de mo-de-obra;

8. Baixo nvel de tercerizao;

9. Baixo emprego de tecnologias sofisticadas;

10. Baixo investimento em inovao tecnolgica;

11. Dificuldade de acesso a financiamento de capital de giro;

12. Dificuldade de definio dos custos fixos;

13. Alto ndice de sonegao fiscal;

14. Contratao direta de mo-de-obra;

15. Utilizao intensa de mo-de-obra no qualificada ou sem qualificao.

De acordo com SEBRAE (2012) entre 2000 e 2011, as micro e pequenas

empresas criaram 7,0 milhes de empregos com carteira assinada, elevando o total de

empregos nessas empresas de 8,6 milhes de postos de trabalho em 2000 para 15,6

milhes em 2011, conforme apresentado no Grfico 2. Em todo o perodo, o

crescimento mdio do nmero de empregados nas MPEs foi de 5,5% a.a.

Durante os anos de 2000 a 2005, foram gerados 2,4 milhes de postos de

trabalho nas MPEs, um crescimento mdio anual de 5,1% a.a.. Entre 2005 e 2011,

houve mais aumentos, resultando na gerao de 4,6 milhes de novos postos de

trabalho, um crescimento mdio anual de 5,9% a.a.

29

Grfico 2 - Evoluo do nmero de empregos MPE X MGE, Brasil 2000-2011 (em milhes).

Fonte: SEBRAE, MTE, RAIS (2012).

De acordo com SEBRAE (2012), em 2011, as micro e pequenas empresas foram

responsveis por 99% dos estabelecimentos, 51,6% dos empregos privados no

agrcolas formais no pas e quase 40% da massa de salrios. Entre 2000 e 2011, de cada

R$ 100 pagos aos trabalhadores no setor privado no agrcola, cerca de R$ 40, em

mdia, foram pagos por micro e pequenas empresas (Grfico 3).

Grfico 3 - Participao relativa das MPEs no total de estabelecimentos, empregos e na massa de

remunerao paga aos empregados formais nas empresas privadas no-agrcolas. Brasil 2000-2011 (%).

Fonte: SEBRAE, MTE, RAIS (2012).

30

De acordo com SEBRAE (2012), em relao aos setores de atividade, o

comrcio manteve-se como a atividade com maior nmero de MPEs, ao responder por

mais da metade do total das MPEs brasileiras. No entanto, a participao relativa do

comrcio caiu de 54,7% em 2000 para 51,5% do total das MPEs em 2011. No ano de

2011, havia cerca de 3,2 milhes de MPE no comrcio.

No entanto, o setor de Servios se manteve como o segundo maior setor em

nmero de MPEs, e tambm teve sua participao elevada de 29,9% do total de MPEs

em 2000 para 33,3% do total de MPEs em 2011. Nesse ltimo ano, havia cerca de 2,1

milhes de MPEs no setor de servios.

Porm a indstria apresentou uma pequena queda na sua participao relativa,

saindo de 11,4% do total das MPEs em 2000 para 10,7% em 2011. Em 2011 a indstria

possua 674 mil MPEs.

Ao contrrio da indstria, o setor da construo apresentou um crescimento,

tendo sua participao relativa subido de 3,9% do total de MPEs em 2000 para 4,5% do

total de MPEs em 2011. Em 2011 o setor da construo tinha 284 mil estabelecimentos

de MPEs.

Grfico 4 - Distribuio das micro e pequenas empresas por setor de atividade econmica, Brasil 2000-

2011 (em %).

Fonte: SEBRAE, MTE, RAIS (2012).

A Tabela 2 apresenta o nmero de estabelecimentos de micro e pequenas

empresas em cada setor de atividade no Brasil no ano de 2011.

31

TABELA 2 - Nmero de estabelecimentos com e sem empregados, por porte e setor de

atividade econmica - Brasil 2011.

Porte Indstria Construo Comrcio Servios Total %

MPE 678.873 307.893 3.187.641 2.148.274 6.322.681 99,0

Micro 628.472 288.739 3.014.345 2.027.979 5.959.535 93,3

Pequena 50.401 19.154 173.296 120.295 363.146 5,7

MGE 12.768 4.364 20.636 25.365 63.133 1,0

Total 691.641 312.257 3.208.277 2.173.639 6.385.814 100,0 Fonte: Adaptado de SEBRAE (2012).

De acordo com dados do SEBRAE (2012), a taxa mdia anual de crescimento do

total de empregadores no pas apresentou pequena oscilao negativa de -0,1% a.a., nos

anos de 2001 a 2011, estabilizando-se num patamar aproximado de 3,2 milhes de

pessoas. Nesse mesmo perodo, o nmero de pessoas que trabalhavam por conta prpria

passou de 17 milhes para 19,7 milhes de pessoas. Uma expanso de 2,7 milhes de

novos conta prpria que representou para o perodo uma taxa mdia de crescimento de

1,5% a.a.

Durante os anos de 2001 a 2011, os homens predominavam entre os

empregadores e indivduos que trabalham por conta prpria. Entre os empregadores, a

proporo de mulheres passou de 23,4% para 28,3%, entre 2001 e 2011, conforme

apresentado no Grfico 5. Durante o mesmo perodo, entre os trabalhadores por conta

prpria, a proporo de mulheres passou de 29,6% para 31,2%, conforme apresentado

no Grfico 6.

32

Grfico 5 - Distribuio dos empregadores por sexo, Brasil 2001-2011 (em %).

Fonte: SEBRAE, IBGE (2012).

Grfico 6 Distribuio dos trabalhadores por conta prpria por sexo, Brasil 2001-2011 (em %).

Fonte: SEBRAE, IBGE (2012).

Ao observar os dados da Tabela 3, nota-se que em todas as regies do pas,

(Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), predominam-se as atividades no setor

de comrcio, com 61,3%, 60,5%, 46,8%, 49,1% e 53,5% respectivamente do total de

cada regio. Em todo o Brasil o comrcio representa um total de 50,4% das MPEs

atuantes.

33

Observa-se tambm que em todos os estados, o setor da construo a atividade

com menor nmero de MPEs.

TABELA 3 - Distribuio das micro e pequenas empresas por setor de atividade

econmica - Brasil 2011 (em %)

Brasil, Grandes Regies e

Unidades da Federao. Indstria Construo Comrcio Servios Total

Norte 9,4 6,0 61,3 23,3 100,0

Acre 9,2 8,4 62,0 20,4 100,0

Amap 7,7 7,3 63,3 21,7 100,0

Amazonas 9,3 5,8 59,3 25,6 100,0

Par 9,4 5,4 62,9 22,3 100,0

Rondnia 11,3 5,4 58,8 24,4 100,0

Roraima 7,4 7,3 60,5 24,8 100,0

Tocantins 8,3 6,5 61,8 23,4 100,0

Nordeste 9,3 4,9 60,5 25,3 100,0

Alagoas 6,7 4,5 63,0 28,8 100,0

Bahia 7,9 4,5 60,0 27,6 100,0

Cear 11,6 4,8 61,3 22,4 100,0

Maranho 6,7 5,1 69,3 18,9 100,0

Paraba 9,2 6,8 61,0 23,0 100,0

Pernambuco 11,5 4,0 56,5 28,1 100,0

Piau 8,4 4,9 68,2 18,4 100,0

Rio Grande do Norte 9,6 6,7 55,3 28,4 100,0

Sergipe 10,1 5,8 54,8 29,2 100,0

Sudeste 10,1 4,6 46,8 38,5 100,0

Esprito Santo 12,0 5,7 49,3 30,0 100,0

Minas Gerais 11,6 5,7 50,2 32,5 100,0

Rio de Janeiro 8,9 4,3 42,7 44,1 100,0

So Paulo 9,8 4,1 46,3 39,8 100,0

Sul 13,4 5,2 49,1 32,4 100,0

Paran 11,9 5,4 51,0 31,6 100,0

Rio Grande do Sul 13,2 4,9 49,7 32,2 100,0

Santa Catarina 16,0 5,2 44,9 33,9 100,0

Centro-Oeste 10,1 5,5 53,5 41,0 100,0

Distrito Federal 5,8 6,7 45,1 42,4 100,0

Goias 12,0 5,1 55,8 27,1 100,0

Mato Grosso 11,8 5,6 55,9 27,4 100,0

Mato Grosso do Sul 9,0 4,9 55,4 30,7 100,0

Brasil 10,7 4,9 50,4 34,0 100,0 Fonte: SEBRAE, MTE, RAIS (2012).

34

Observando os dados da Tabela 4, possvel visualizar que em todas as regies

do pas as MPEs esto localizadas em sua maioria no interior. Em todo o Brasil as

MPEs do interior representam tanto no ano de 2010 como no ano de 2011 um total de

69,3% contra 30,7% das capitais.

TABELA 4 - Distribuio das micro e pequenas empresas por localidade Brasil,

Unidades da Federao 2010 e 2011 (em %).

Brasil, Grandes

Regies e 2010 2011

Unidades da

Federao Capital Interior Total Capital Interior Total

Norte 42,2 57,8 100,0 42,0 58,0 100,0

Nordeste 34,7 65,3 100,0 34,1 65,9 100,0

Sudeste 32,0 68,0 100,0 32,1 67,9 100,0

Sul 18,6 81,4 100,0 18,5 81,5 100,0

Centro-Oeste 46,3 53,7 100,0 46,2 53,8 100,0

Brasil 30,7 69,3 100,0 30,7 69,3 100,0 Fonte: Adaptado de SEBRAE, MTE, RAIS (2012).

2.2.3 Mortalidade e Sobrevivncia das MPEs no Brasil.

De acordo com SEBRAE (2011) no Brasil, so criados anualmente mais de 1,2

milho de novos empreendimentos formais, desse total, mais de 99% so micro e

pequenas empresas.

As micro e pequenas empresas so responsveis por mais da metade dos

empregos com carteira assinada do Brasil, em decorrncia disso a sobrevivncia desses

empreendimentos se torna indispensvel para a manuteno e desenvolvimento da

economia do pas.

Atravs de diversos estudos realizados no Brasil e no mundo, concluiu-se, que

os dois primeiros anos de atividade de uma nova empresa so os mais difceis, tornando

esse perodo o mais importante em termos de monitoramento da sobrevivncia.

A partir do estudo do SEBRAE (2011) sobre a taxa de sobrevivncia das MPEs

no Brasil, foi possvel concluir as taxas de sobrevivncia esto aumentando. O dado

mais recente revela que a cada 100 empreendimentos criados, 73 sobrevivem aos

primeiros dois anos de atividade.

35

Conforme os dados apresentados pelo SEBRAE (2011), para as empresas

constitudas no ano de 2005, a taxa de sobrevivncia das empresas brasileiras com at 2

anos foi de 71,9%. Para as empresas constitudas durante o ano de 2006, a taxa de

sobrevivncia subiu para 73,1%, uma queda na taxa de mortalidade em 1,2%.

Ressaltando que para todos os dados as empresas constitudas em 2005 foram

verificadas nas bases de 2005, 2006, 2007 e 2008. E as empresas constitudas em 2006

foram verificadas nas bases de 2006, 2007, 2008 e 2009.

No ano de 2006, a taxa de sobrevivncia foi maior para as empresas industriais,

com 75,1%, seguido pelo comrcio 74,1%, servios 71,7% e construo civil 66,2%,

como apresentado no Grfico 7.

Grfico 7 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, evoluo por setores de atividade.

Fonte: SEBRAE-NA (2011).

Dentre todas as regies do pas, a regio sudeste a que apresentou a maior taxa

de sobrevivncia com 76,4%, seguida pelo sul com 71,7%, nordeste com 69,1%, centro-

oeste com 68,3% e por ltimo a norte, com 66%, conforme se apresenta no Grfico 8.

36

Grfico 8 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, para empresas constitudas em 2006, por

regies do pas.

Fonte: SEBRAE-NA (2011).

A Tabela 5 apresenta a taxa de sobrevivncia de cada setor de atividade para as

regies.

TABELA 5 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, para empresas constitudas

em 2006, por regies e setores.

Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil

Indstria 66,7% 71,8% 79,6% 73,9% 68,7% 75,1%

Comrcio 69,4% 72,6% 77,0% 72,2% 69,4% 74,1%

Servios 60,1% 62,2% 75,6% 70,8% 66,8% 71,7%

Construo

Civil 54,8% 68,8% 70,9% 65,4% 64,1% 66,2%

Total 66,0% 69,1% 76,4% 71,7% 68,3% 73,1% Fonte: SEBRAE-NA (2011).

possvel verificar no Grfico 9 que, os Estados, Roraima, Paraba e Cear

foram os que apresentaram as maiores taxas de sobrevivncia, prximo a 79%, seguidas

pelos estados de Minas Gerais com 78% e So Paulo com 77%. Dezessete Estados

apresentam taxas de sobrevivncia inferiores mdia nacional. Os estados de

Pernambuco, Amazonas e Acre so os que apresentam taxas de sobrevivncia mais

baixas, com 58%, 59% e 60% de taxa de sobrevivncia para empresas com at 2 anos,

respectivamente.

37

Grfico 9 - Taxa de sobrevivncia de empresas de 2 anos, para empresas constitudas em 2006, por

Unidade da Federao.

Fonte: SEBRAE-NA (2011).

Na perspectiva da mortalidade, a regio Norte foi a que apresentou a taxa mais

alta do Brasil, conforme se apresenta no Grfico 10.

Grfico 10 - Taxa de mortalidade de empresas de 2 anos, para empresas constitudas em 2006, por

regies do pas.

Fonte: SEBRAE-NA (2011).

38

De acordo com SEBRAE (2011) quando comparados os resultados das MPEs do

Brasil com as taxas semelhantes calculadas pela OECD 2010 (Organisation for

Economic Cooperation and Development) para 12 pases, verifica-se que a taxa de

sobrevivncia de empresas brasileiras constitudas em 2005 (71,9%) superior, por

exemplo, s taxas de pases como Holanda (50%), Itlia (68%) e Espanha (69%) e

inferior s taxas do Canad (74%), Estnia (75%) e Luxemburgo (76%).

2.3 Estrutura de Capital em Micro e Pequenas Empresas.

Devido ao crescente aumento das micro e pequenas empresas no Brasil, e por

sua grande participao na economia do pas, principalmente no interior dos estados,

muitos autores tem se motivado a pesquisar mais sobre esses tipos de organizao.

Porm ainda hoje a literatura sobre as pequenas empresas escassa, e quando se

trata especificamente de trabalhos aplicados a estrutura de capital de empresas de micro

e pequeno porte, o nmero se reduz ainda mais.

Essa escassez pode ser fruto da dificuldade de se coletar dados desse tipo de

organizaes, ou at mesmo porque boa parte no mantem registros financeiros

auditados, ou at no mantm nenhum tipo de registro.

De acordo com Pealoza e Figueirdo (2011) as diferenas entre pequenas e

grandes empresas no se resumem somente a aspectos quantitativos, mas tambm

fortemente presentes nos aspectos qualitativos.

Segundo Perobelli (2009):

As teorias de estrutura de capital foram elaboradas com vistas s grandes

empresas, que tm caractersticas prprias e acesso a recursos de diversas

fontes. J para anlises da estrutura de capital em micro e pequenas empresas

surgem novos questionamentos, devido dificuldade de se coletar dados dessas organizaes, do mercado na qual esto inseridas e, principalmente, de

diagnosticar os fatores determinantes do processo de escolha, fase esta

influenciada por diversas variveis [...] (PEROBELLI, 2009, p. 15).

Um bom exemplo o caso da gesto, onde nas grandes empresas realizado por

Administradores, enquanto que nas pequenas, na maioria das vezes, feita pelo prprio

proprietrio. Em razo disso as decises de Estrutura de Capital esto concentradas nas

mos do proprietrio, onde suas crenas pessoais, ideologias, objetivos, motivaes e

preferncias, influenciam na composio da estrutura financeira e formas de

financiamento da empresa.

39

As Micro e Pequenas empresas tambm sofrem restries e dificuldades para ter

acesso a capital em comparao com as grandes empresas, devido a burocracia e falta

de garantias necessrias para obterem um financiamento.

Para Kotey (1999) apud Pealoza e Figueirdo (2011), as maiores fontes de

financiamento para estrutura de capital de pequenas empresas so o capital pessoal ou

as dvidas de curto prazo.

Empresas que sofrem restries financeiras no conseguem obter recursos externos

suficientes para financiar seu crescimento; assim, o nvel de investimento/financiamento

determinado pelo montante de capital prprio e pela gerao de recursos internos

(HUBBARD, 1998 apud BURKOWSKI et al., 2009).

Por outro lado segundo BURKOWSKI et al. (2009), empresas que sofrem restrio

financeira iro exaurir seus fluxos de caixa para financiar os investimentos desejados,

assim o fluxo de caixa corrente determinante do endividamento, em maior intensidade

em pequenas empresas.

De acordo com Pealoza e Figueirdo (2011), alguns autores argumentam que,

na realidade, as pequenas empresas enfrentam a Pecking Order Theory numa verso

limitada ou modificada. Isto aconteceria porque as pequenas empresas tm menos

acesso aos fundos externos, logo, a nica opo seria recorrer aos fundos dos

proprietrios, capital prprio, ou em segundo plano as dvidas.

Segundo Pealoza e Figueirdo (2011) um dos motivos para as instituies

financeiras restringirem emprstimos de dinheiro s pequenas empresas, o que Berger

e Udell, em seu trabalho de 1998 chamaram de opacidade informacional. Para eles, a

falta de informaes confiveis sobre dados financeiros da empresa uma das

caractersticas das pequenas empresas. Diferentemente das grandes empresas, as

pequenas empresas em sua maioria no mantem registros financeiros auditados, ou ate

no mantm nenhum tipo de registro financeiro.

Segundo Perobelli (2009):

Estudos recentes demonstram que o porte influencia a estrutura de capital,

devido principalmente s caractersticas de pequenas organizaes, como

racionalidade limitada por parte dos gestores, autonomia ilimitada (muitas vezes os prprios scios so os administradores da instituio), falta de

conhecimento e de informao, alm da prpria dificuldade de acesso a

linhas de crdito, conseqncia da grande volatilidade dos resultados e,

algumas vezes, da falta de bens tangveis como garantia vivenciados por tais

organizaes (PEROBELLI, 2009, p. 16).

A partir desse sentido, observam-se proposies como a teoria da estrutura de

hierarquia de fontes modificada ou obrigatria.

40

A hierarquia de fontes modificada ou obrigatria, desenvolvida por Holmes e Kent

(1991) apud BURKOWSKI et al. (2009) para pequenas empresas, prope que a

pequena empresa se financie primeiramente com recursos internos (lucro acumulado e

fornecedores), posteriormente com dvidas (emprstimos), e, em ltimo caso, com

aumento de capital prprio, assim como na pecking order theory.

Dessa forma Perobelli (2009) afirma que a fonte preferencial de financiamento nas

pequenas empresas ser determinada pelo contexto, ou seja, pelo acesso ao crdito e no

pela inteno do gestor.

De acordo com Holmes e Kent (1991) apud Perobelli (2009):

Holmes e Kent (1991) afirmaram que as organizaes de pequeno porte

possuem uma limitao financeira sustentada por dois pilares: falta de oferta

de crdito e de conhecimento por parte dos gestores, ambas conduzindo a

estrutura de capital das instituies para a hierarquia modificada

(PEROBELLI, 2009, p.4).

Segundo Burkowski et al. (2009) emprstimos bancrios so avaliados como

nica alternativa de financiamento externo para pequenas empresas, j que os bancos

tm a capacidade de obter informaes privadas sobre das empresas ao longo do curso

do relacionamento entre eles. Dessa forma as empresas, mesmo as de pequeno porte,

com mais tempo de relacionamento com um banco, possuem uma maior disponibilidade

a crdito, com taxas de emprstimos mais baixas e menores exigncias de garantia.

A respeito da estrutura de capital em Micro e Pequenas Empresas e suas

decises de financiamento, existem alguns trabalhos que contribuem para melhor

compreenso do tema.

No trabalho de BURKOWSKI et al. (2009) intitulado de: A Identificao de

Preferncias e Atributos Relacionados Estrutura de Capital em Pequenas Empresas,

foram analisadas 99 empresas, 51 do setor de comrcio, 42 do servio e 5 da indstria

na cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais (MG), mediante a um questionrio fechado.

Este visava verificar e identificar caractersticas relacionadas deciso de

financiamento das empresas como lucratividade, porte, tangibilidade dos ativos,

volatilidade, etc. Alm de informaes sobre o financiamento atual.

Dos questionrios aplicados, o trabalho apurou que 36% das empresas no

utilizam nenhum tipo de financiamento externo. Identificou-se que o nvel mdio de

endividamento baixo: 44% das empresas possuem em sua estrutura de capital at 10%

de dvida e 63% possuem at 20% de dvidas (entre fornecedores e emprstimos).

41

Dentre as fontes de financiamento de curto prazo/giro, observou-se uma maior

utilizao de recursos internos: 35% entre negociao de prazos com fornecedores e

lucros acumulados. Outros 27% utilizam o sistema bancrio, entre linhas bancrias

especficas para capital de giro, contas garantidas e desconto de ttulos em factorings ou

bancos. O percentual de 24% declara no utilizar nenhum tipo de financiamento do giro,

nem mesmo prprio. E 10% das empresas utilizam vias no tradicionais para a obteno

de financiamento do giro, como emprstimos de familiares e de amigos, descontos

informais de ttulos/cheques, cheque especial/carto de crdito dos scios, emprstimo

bancrio em nome do scio.

A respeito dos financiamentos de longo prazo, 33% das empresas utilizam os

lucros acumulados. Alm desses, 19% utilizam emprstimos governamentais e 14%

emprstimos de fornecedores de equipamentos. Os emprstimos bancrios so usados

por 21% das empresas, e as vias no tradicionais, emprstimos bancrios e de familiares

aos scios foram citados por 9% dos entrevistados. Apenas 3% das empresas citaram

novos aportes de capital pelos scios foram citados como fonte de financiamento de

longo prazo.

Os resultados do trabalho de BURKOWSKI et al. (2009) indicam que as

empresas utilizam a ordem de financiamento que parece mais interessante para elas:

primeiro, lucros gerados internamente; segundo, dvidas; e, por ltimo, aumento de

capital.

Outro aspecto fundamental a ser compreendido alm das decises de

financiamento, so os fatores que influenciam a estrutura de capital nas MPEs. A partir

desse tema o trabalho de Pealoza e Figueirdo (2011), procurou investigar que fatores

afetam as decises das MPEs quanto escolha das fontes de recursos a serem utilizadas.

De modo exploratrio, foram estudadas as micro e pequenas empresas da cidade de

Fortaleza (CE). Foram entrevistados 59 empresrios dos quais 4 no correspondiam ao

perfil de MPEs e foram excludos da anlise.

De acordo com Pealoza e Figueirdo (2011):

De fato, a maioria dos trabalhos existentes sobre estrutura de capital de MPEs

tem uma tendncia para explicar as decises financeiras destas empresas

somente por causa da falta de acesso aos recursos. Essa viso um pouco

simplria exclui aspectos importantes, tais como as caractersticas e objetivos

do empresrio, principalmente se levarmos em considerao que uma das

questes que caracteriza as MPEs e a justaposio de propriedade e gesto (PEALOZA E FIGUEIRDO, 2011).

42

Segundo Romano e col. (2001) apud Pealoza e Figueirdo (2011), as teorias

existentes sobre estrutura de capital excluem fatores importantssimos, como o objetivo

dos proprietrios no planejamento de decises do negcio, o que as torna inadequadas

para as pequenas empresas.

De acordo com Barton e Gordon (1987) apud Pealoza e Figueirdo (2011), com

relao gesto das pequenas empresas, acontece uma concentrao do poder de

tomada de deciso nas mos do proprietrio (que o administrador). Dessa forma, os

alvos e preferncias dos gestores tem muita influencia nas decises de estrutura de

capital. Em outro trabalho de 1989, Barton e Matthews reforaram seu posicionamento,

afirmando que nas pequenas empresas a atitude do proprietrio em relao aos riscos

que determina a estrutura de capital e no as prprias politicas de estrutura de capital,

como ocorrem nas empresas de maior porte.

Chaganti et al. (1995) apud Pealoza e Figueirdo (2011) afirmam que a

estrutura financeira das pequenas empresas depende da motivao do empresrio ao

criar a empresa. De acordo com essa motivao, existiriam dois tipos de empresrios: o

empresrio arteso, que busca um desafio pessoal, fortemente motivado fazer o que

quer e valoriza o fato de ser seu prprio patro. De acordo com o autor, este tipo de

empresrio evita o endividamento e a entrada de novos scios para se defender da

interferncia de terceiros nos seus objetivos. O segundo tipo o empresrio

administrador, tem como objetivo a construo de uma organizao, sua fonte de

motivao o lucro. Esse tipo de empresrio inicia um negcio para suprir suas

necessidades financeiras, o que o torna mais suscetvel ao endividamento e a busca por

novos capitais, tendo em vista que a alavancagem financeira seria sua preferncia.

Ainda segundo esse autor o gnero do proprietrio tambm uma varivel que

influncia na estrutura de capital. De acordo com eles, empresas com uma mulher de

proprietria enfrentam condies menos favorveis de financiamento, exigncia de

maiores garantias ou diferenas nas taxas de emprstimo quando buscam o

endividamento, forando as proprietrias optarem por buscar uma maior parte de capital

prprio do que o endividamento.

De acordo com os resultados da pesquisa de Pealoza e Figueirdo (2011), dos

55 respondentes 67,3% so homens e 30,9% mulheres, um individuo no declarou o

sexo. Sobre o estado civil, 52,7% declaram-se casados, 34,5%, solteiros, e 12,7%,

separados. Cerca de 54,5% tem filhos. A idade varia de 18 a 58 anos: 21,8% com idade

at 25 anos, 25,5% com idade de 26 a 35 anos, 34,5% com idade de 36 a 45 anos e

43

18,2% com mais de 45 anos. O grau de instruo observado, 5,5% dos empresrios tem

primrio completo, 34,5% tem segundo grau completo e 60% tem nvel superior

completo ou mais.

Com relao s empresas, 58,2% delas so microempresas e 40,0% so

pequenas empresas, 34,5% tem ate 3 anos de vida, 12,7% tem entre 3 e 5 anos, 27,3%

entre 5 e 10 anos e 25,5% tem mais de 10 anos e so formadas majoritariamente por um

scio (56,4%).

Os empresrios dedicam em mdia mais de 50 horas por semana a empresa,

50,9% dedica entre 40 a 60 horas e 23,6% dedica mais de 60 horas por semana. A

grande maioria se declara otimista quanto s chances de sucesso de seu negcio (94,5%)

e tambm, sendo um pouco menos, quanto s chances de sucesso de negcios similares

aos seus (80%).

Pealoza e Figueirdo (2011) concluram na pesquisa a confirmao da

influncia de fatores comportamentais nas decises de estrutura de capital da empresa.

2.4 Micro e Pequenas empresas de Volta Redonda e Regio do Mdio Paraba.

Essa seco apresentar informaes socioeconmicas do municpio de Volta

Redonda RJ e Regio do Mdio Paraba, baseado nos dados publicados pelo

SEBRAE-RJ (2011), bem como abordar as caractersticas das micro e pequenas

empresas que se inserem nessa regio.

2.4.1 Informaes Socioeconmicas do Municpio de Volta Redonda e Regio do

Mdio Paraba.

De acordo com dados publicados pelo SEBRAE-RJ (2011), o municpio de

Volta Redonda tem uma populao de 257.966 habitantes, correspondentes a 30,15 %

do total da populao da Regio do Mdio Paraba do Estado do Rio de Janeiro.

A Regio do Mdio Paraba composta pelos municpios de: Barra do Pira,

Barra Mansa, Itatiaia, Pinheiral, Pira, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das

Flores, Valena e Volta Redonda. Volta Redonda possui uma extenso territorial de

182,4 km, correspondente a 2,95 % da rea da Regio do Mdio Paraba.

44

A Tabela 6 apresenta demais caractersticas sobre a populao de Volta

Redonda. Verifica-se que a maioria da populao, possu idade entre 30 - 49 anos.

Observa-se tambm que a populao predominantemente urbana e apresenta uma

participao feminina superior masculina em uma proporo de 91,1 homens para

cada 100 mulheres.

TABELA 6 - Populao do Municpio de Volta Redonda

Populao

Urbana 257.879 4,54%

Rural 117 95,46%

Homens 122.977 47,67%

Mulheres 135.019 55,33%

Faixa Etria

0 4 anos 14.890 5,77%

5 9 anos 16.178 6,27%

10 14 anos 19.792 7,67%

15 19 anos 20.328 7,88%

20 - 29 anos 43.555 16,88%

30 49 anos 76.193 29,54%

50 + anos 66.867 25,92%

Total da Populao: 257.966

Fonte: IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica Censo 2010

A cidade de Volta Redonda possu um IDH considerado alto, segundo dados do

IPEA (2000) retirados da cartilha do SEBRAE-RJ (2011).

O IDH permite medir o desenvolvimento de uma populao alm da dimenso

econmica. calculado baseado na:

1. Renda familiar per capita (soma dos rendimentos dividido pelo nmero de

habitantes);

2. Expectativa de vida dos moradores;

3. Taxa de alfabetizao de maiores de 15 anos.

O IDH classifica os municpios segundo trs nveis de desenvolvimento humano,

variando de 0 a 1. Municpios com baixo desenvolvimento humano (IDH at 0,5);

municpios com mdio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8) e municpios

com alto desenvolvimento humano (IDH acima de 0,8). Quanto mais prximo de um,

mais alto o desenvolvimento humano. Segundo o SEBRAES-RJ (2011), o municpio

de Volta Redonda est classificado com um ndice de alto desenvolvimento humano,

45

ocupando a 3 posio no critrio do IDH estadual. A Tabela 7 apresenta dados da

infraestrutura da cidade.

TABELA 7 Infraestrutura de Volta Redonda

Educao N Estabelecimentos

Ensino Pr-escolar 34

Ensino Fundamental 26

Ensino Mdio 12

Sade Quant. Oferecida

Hospitais Gerais 22

Postos de Sade 289

Turismo e Cultura N Estabelecimentos

Estabelecimentos Hoteleiros 17

Cinema 3

Teatro 3

Museu 0

Biblioteca 1

Financeiro e Comunicao N Estabelecimentos

Agncias dos Correios 12

Agncias Bancrias 37

Fonte: SEBRAE-RJ, MTE, RAIS (2011).

O PIB - Produto Interno Bruto um indicador que mede a produo de um pas,

levando em conta trs grupos principais:

1. Agropecuria, formada por Agricultura, Extrativa Vegetal e Pecuria;

2. Indstria, que engloba Extrativa Mineral, Transformao, Servios Industriais de

utilidade Pblica e Construo Civil;

3. Servios, que incluem Comrcio, Transporte, Comunicao, Servios da

Administrao Pblica e outros servios.

Nota-se nos dados da Tabela 8, que Volta Redonda possu o maior PIB do Mdio

Paraba. Representando 36,17% do PIB da Regio.

46

TABELA 8 - PIB Produto Interno Bruto, Em Valores Correntes Regio Do Mdio

Paraba 2008 (R$ Mil)

Municpio PIB (R$ mil)

Volta Redonda 7.763.567

Resende 4.502.969

Porto Real 3.232.359

Barra Mansa 2.462.828

Barra do Pira 1.061.885

Pirai 680.302

Valena 637.694

Itatiaia 488.191

Rio das Flores 216.163

Pinheiral 162.343

Rio Claro 142.444

Quatis 111.851

Total 21.462.592 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE

Grfico 11 - PIB Produto Interno Bruto, Em Valores Correntes Regio Do Mdio Paraba 2008 (R$

Mil).

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE.

O Grfico 12 apresenta o nmero de Micro e Pequenas Empresas no Mdio Paraba.

Nota-se que a cidade de Volta Redonda supera as demais cidades, com um nmero

prximo a 10.000 empresas.

47

Grfico 12 - Regio do Mdio Paraba Nmero de Micro e Pequenas Empresas.

Fonte: SEBRAE-RJ, MTE, RAIS (2011).

2.4.2 Caractersticas das Micro e Pequenas Empresas de Volta Redonda.

Segundo dados do SEBRAE-RJ (2011), at o final do ano de 2010, as MPEs de

Volta Redonda correspondiam a 98,5% das empresas formais em atuao. A Tabela 9

apresenta o nmero de estabelecimentos por porte e setor do municpio de Volta

Redonda nos anos de 2009 e 2010.

TABELA 9 O nmero de estabelecimentos por porte e setor do municpio de Volta

Redonda nos anos de 2009 e 2010.

Municpio de Volta Redonda - N de Estabelecimentos por Porte e Setor 2009/2010

Porte Indstria Comrcio Servios Agropecuria Total Percentual

Setor 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010

Micro 768 807 3.783 4.148 3.467 3.665 33 38 8.051 8.658 94,2 91,0

Pequena 52 58 325 343 279 311 2 1 658 713 4,9 7,5

Mdia 18 21 18 24 38 39 0 0 74 84 0,7 0,9

Grande 3 3 15 15 38 42 0 0 56 60 0,2 0,6

Total 841 889 4.141 4.530 3.822 4.057 35 39 8.839 9.515 100,0 100,0 Fonte: SEBRAE, MTE, RAIS (2011).

48

Observando a Tabela 9, possvel verificar que o setor que apresenta o maior nmero

de MPEs foi o setor do comrcio, tanto em 2009 com em 2010. Seguido do setor de

servios, indstria, e por ltimo o setor de agropecuria.

O Grfico 13 representa a proporo de MPEs em relao s empresas de outro

porte, nos anos de 2009 e 2010.

Grfico 13 - Proporo de MPEs em relao s empresas de outro porte, nos anos de 2009 e 2010.

Fonte: SEBRAE-RJ, MTE, RAIS (2011).

Em 2009 as MPEs de Volta Redonda eram em 8.709. Em 2010 passaram para

9.371, um aumento de mais de 7,6%. A Tabela 10 apresenta como as MPEs esto

distribudas pelo municpio.

49

TABELA 10 - Setores Servios, Comrcio, Indstria e Agropecuria no Municpio de

Volta Redonda.

Servios Quantidade Estabelecimentos

Restaurantes e outros estabelecimentos

de servios de alimentao e bebidas

541

Atividades de ateno ambulatorial

executadas por mdicos e odontlogos

289

Atividades de servios prestados

principalmente s empresas no

especificadas anteriormente

231

Atividades de organizaes religiosas 224

Servios de engenharia 143

Comrcio Quantidade Estabelecimentos

Comrcio varejista de artigos do

vesturio e acessrios 569

Comrcio varejista de outros produtos novos no especificados anteriormente

422

Comrcio varejista de ferragens,

madeira e materiais de construo 268

Comrcio de peas e acessrios para

veculos automotores 218

Manuteno e reparao de veculos

automotores 189

Indstria Quantidade Estabelecimentos

Construo de edifcios 127

Obras de acabamento 42

Confeco de peas do vesturio, exceto roupas ntimas

38

Manuteno e reparao de mquinas e

equipamentos da indstria mecnica 32

Servios de catering, buf e outros

servios de comida preparada 29

CONTINUA

50

Agropecuria Quantidade Estabelecimentos

Criao de bovinos 14

Cultivo de cereais 9

Atividades paisagsticas 9

Cultivo de plantas de lavoura temporria no especificadas anteriormente

1

Horticultura 1

Fonte: SEBRAE-RJ, MTE, RAIS (2011).

3. RESULTADOS DA PESQUISA.

Com a finalidade de buscar o entendimento do problema, foram aplicados 27

questionrios, durante os meses de outubro e novembro de 2013, com perguntas

estruturadas para algumas micro e pequenas empresas atuantes na cidade de Volta

Redonda.

O questionrio continha 43 perguntas, sendo 42 objetivas e 1 aberta, abordando

questes para identificar o perfil dos empresrios e as caractersticas das empresas

(nmero de scios, idade, grau de escolaridade, etc.), e para identificar a estrutura

financeira dos estabelecimentos (tipos de recursos utilizados, tipos de emprstimos,

nvel de endividamento, etc.).

Assim, essa seo ser dividida em duas partes, uma para discutir os resultados

sobre o perfil dos empresrios e caractersticas das empresas entrevistadas, e a segunda

para discutir os resultados sobre a estrutura financeira das empresas.

3.1 Resultados da pesquisa sobre o perfil dos micro e pequenos empresrios e

caractersticas do negcio.

Foram aplicados 27 questionrios a micro e pequenas empresas de diferentes

segmentos localizadas em importantes centros comerciais na cidade de Volta Redonda.

Das 27 empresas, 21 ou (77,7%) afirmaram ser do setor de comrcio, e 6 ou

(22,3%) do setor de servios.

51

Com relao ao perfil dos microempresrios entrevistados, e a partir dos dados

coletados, concluiu-se que mais de 60% deles possui idade maior que 41 anos,

conforme apresentado no Grfico 14.

Grfico 14 Idade dos Micro e Pequenos Empresrios.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Com relao ao nmero de Scios, 16 entrevistados afirmaram no ter scios, 6

afirmaram ter 1 scio e 5 entrevistados afirmaram ter 2 scios, conforme observa-se no

Grfico 15.

Grfico 15 Nmero de Scios da Empresa.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

52

Sobre o grau de escolaridade, 3 entrevistados afirmaram ter somente o ensino

fundamental, 16 possuam o ensino mdio, 8 entrevistados possuam o ensino superior e

nenhum a ps graduao. O Grfico 16 apresenta esses dados.

Grfico 16 Grau de Escolaridade dos Empresrios.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Em relao ocupao dentro da empresa, 21 dos entrevistados, afirmaram ser o

(a) proprietrio da empresa, 3 afirmaram ser o gestor, e outros 3 relao de parentesco

(esposa, filhos), de acordo com o Grfico 17 apresentado abaixo.

Grfico 17 Ocupao dentro da Empresa.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

53

Sobre a ocupao dos entrevistados anterior ao negcio, 13 trabalhavam em

empresas privadas, 1 era funcionrio pblico, 6 trabalhavam em outra empresa, 3 eram

autnomos sem empresa constituda e 4 no possuam experincia profissional anterior,

conforme o Grfico 18.

Grfico 18 Ocupao anterior ao Negcio.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Concluiu-se tambm que mais de 44% dos entrevistados no possuam

experincia no ramo em que atuam hoje. Os demais 55,6% possuam experincia no

ramo, como empregado, scio ou autnomo de acordo com o Grfico 19, apresentado

abaixo.

Grfico 19 Experincia anterior no ramo atuante.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

54

A respeito do principal motivo para abertura do negcio, verificou-se que 9

entrevistados desejavam ter seu prprio negcio, 6 estavam desempregados, por isso

viram a abertura do negcio com a nica opo de sustento, 11 identificaram um boa

oportunidade para abrir um negcio e 1 entrevistado tinha capital disponvel para

investir, conforme apresentado no Grfico 20.

Grfico 20 Principal motivo para abertura do Negcio.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Sobre o tempo de atuao das empresas, mais de 40% esto em operao a mais

de 15 anos, como mostrado no Grfico 21.

Grfico 21 Tempo de atuao da empresa.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

55

No nmero de funcionrios, observou-se que 63% das empresas possuem de 1 a

5 funcionrios. Os demais 37%, afirmaram no possuir funcionrios.

Quando perguntados sobre o principal responsvel pela administrao financeira

da empresa, 70,4% das empresas afirmaram ser o proprietrio o responsvel, 18,5%

afirmaram ser algum membro da famlia, 7,4% sendo o contador e 3,7% outros (que no

caso, foi respondido que o scio era responsvel), conforme apresentado no grfico

abaixo.

Grfico 22 Responsvel pela administrao da empresa.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

3.2 Resultados da Pesquisa sobre a Estrutura Financeira das Empresas.

Os 27 entrevistados foram questionados a respeito de qual o tipo de recurso foi

utilizado para abrir a empresa: mais de 66% afirmaram ter utilizados apenas recursos

prprios, conforme os dados do Grfico 23 abaixo. Um percentual de 14% aproveitaram

os recursos provenientes de indenizaes para abrir o negcio. Outros 3,7% utilizaram

recursos prprios e recursos oriundos de emprstimos por familiares. A empresa que

marcou a opo Outros, afirmou ter utilizado apenas emprstimos de bancos para

abrir o negcio.

56

Grfico 23 Tipos de Recursos Utilizados.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Dentre as 27 empresas, apenas 2 nunca haviam feito uso de alguma operao de

crdito. No caso especfico de uma delas, a razo da no utilizao, era pelo fato do

negcio ter menos de 1 ano de funcionamento.

Grfico 24 Uso de Operao de Crdito.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Dessas 25 (92,6%) empresas que afirmaram utilizar operaes de crditos, 76%

responderam no ter tido nenhuma dificuldade para conseguir crdito. Outras 16%

afirmaram ter dificuldade sempre para conseguir crdito, 4% respondeu ter pouca

57

dificuldade e outro 4% afirmou ter dificuldade na maioria das vezes. Conclui-se ento

que um total de 24% das empresas afirmou ter algum tipo de dificuldade para obter

crdito.

As empresas foram questionadas sobre a origem dessa dificuldade, ressaltando

que o nmero de empresas utilizados nessa porcentagem diz a respeito dos 24% acima,

ou seja, 6 empresas. A dificuldade foi relacionada : 16,6% (1 empresa) burocracia,

16% (1 empresa) a falta de documentos pedido pelo banco, 16,6% (1 empresa) em

conseguir o valor de que necessitava, e 50% (3 empresas) relacionado falta de

credibilidade da empresa.

Quando perguntadas em mdia quantas vezes por ms a empresa precisa recorrer

a emprstimos bancrios eventuais para suprir alguma necessidade financeira de carter

emergencial, 23 responderam no precisar nenhuma vez, 3 responderam precisar em

mdia uma vez, e 1 respondeu precisar recorrer em mdia cinco vezes, conforme o

grfico abaixo. Vale ressaltar que, no significa que esse percentual de 85,1%, ou seja,

as 23 empresas nunca utilizaram emprstimos bancrios.

Grfico 25 Mdia de vezes que a empresa precisa fazer algum emprstimo eventual.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Com a apurao dos dados, tambm se concluiu que 55,5% dos entrevistados

no recebem orientao do gerente do banco, no quesito de melhor prazo e taxa de

juros, quando vai fazer algum emprstimo. Os demais 44,4% afirmaram receber

orientaes do gerente.

58

Outra questo contida no questionrio, perguntava quantas vezes o entrevistado

negociou/negocia a taxa de juros de algum emprstimo com o gerente. Mais de 60% ou

18 entrevistados afirmaram no negociarem com o gerente quando utilizam algum

emprstimo, como se pode visualizar no Grfico 26 abaixo.

Grfico 26 Negociaes com o Gerente.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Com o intuito de identificar quais eram as modalidade de crdito mais usadas

pelas micro e pequenas empresas de Volta Redonda, foi includo no questionrio uma

pergunta para o entrevistado marcar qual ou quais operaes a empresa j utilizou. Vale

ressaltar que nessa tabela esto sendo utilizadas para clculo as 25 empresas que

afirmaram fazer uso de operaes de crditos. Os resultados esto apresentados na

Tabela 11 a seguir:

59

TABELA 11 - Modalidades de crdito usadas pelas Micro e Pequenas Empresas.

Modalidade de Crdito N de MPEs que

utilizaram/utilizam % Colocao

Antecipao de recebimento de cartes de

crdito 16 64% 1

Cheque Especial 11 44% 2

Desconto de Cheques 8 32% 3

Emprstimos parcelados de 13 a 24 meses 7 28% 4

Financiamento de Mquinas e Equipamentos 4 16% 5

Emprstimos parcelados de 4 a 6 meses 4 16% 5

Crdito rotativo (conta garantida) 3 12% 6

Desconto de Duplicatas 2 8% 7

Emprstimos parcelados de 1 a 3 meses 2 8% 7

Emprstimos parcelados de 7 a 12 meses 2 8% 7

Financiamento de Veculos (uso comercial

da Empresa) 2 8% 7

Emprstimos do BNDES 0 0% x

Finame 0 0% x

Compror 0 0% x

Vendor 0 0% x

Outros (especificar) 0 0% x

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Verifica-se que, a modalidade de crdito mais utilizada Antecipao de

recebimento de cartes de crdito, com 16 empresas utilizando-as. Seguida pelo

Desconto de Cheques. As modalidades de Emprstimos do BNDS e Finame, Compror e

Vendor nunca foram utilizadas pelas MPEs entrevistadas.

Os entrevistados tambm foram questionados a respeito do nvel de

endividamento, isto , se nos ltimos 5 anos ele aumentou ou reduziu. Esse

endividamento, na pergunta em questo, pode ser tanto por parte de bancos quanto de

fornecedores. Dessas 27 empresas, as que possuam tempo de vida menor que 6 anos

foram excludas dessa anlise em especfico. Portanto para essa anlise esto sendo

consideradas 19 empresas. Dessas 9 empresas (47,6%), afirmaram que o endividamento

aumentou. Diversos motivos foram declarados, entre eles: O aumento no nmero de

concorrentes (fazendo com que se reduza o lucro total); Juros de emprstimos anteriores

que foram se acumulando; Inadimplncia dos clientes; Falta de conhecimentos

administrativos e financeiros. As demais 10 empresas (52,6%), responderam que o

60

endividamento reduziu. As razes declaradas foram que, comearam a comprar vista

com os fornecedores, implantao de um controle de estoque mais sistemtico (evitando

compras desnecessrias), etc.

Grfico 27 Nvel de Endividamento nos ltimos cinco anos.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Ainda sobre o nvel de endividamento das empresas, foi perguntado aos

entrevistados, em mdia, de cada R$ 100,00 investidos na empresa, o quanto era

oriundo de emprstimos bancrios atualmente. Vale ressaltar que para esse clculo

foram utilizadas 25 empresas (razo pelo qual 2 empresas afirmaram nunca ter feito uso

de operaes de crdito, conforme apresentou-se no Grfico 24). Os resultados se

encontram no Grfico 28 abaixo.

Grfico 28 Endividamento Oneroso Atual.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

61

Verifica-se que 60% das empresas afirmaram no possuir nenhum emprstimo

bancrio atual. Outra parte de 24%, afirmou ter em mdia 10% ou menos devidos de

emprstimos bancrios.

Uma questo semelhante tambm foi abordada, porm para com o nvel de

endividamento junto a fornecedores. Em mdia, de cada R$100,00 que a empresa possu

em dvidas atualmente, o quanto devido aos fornecedores. Os resultados esto no

Grfico 29 a seguir:

Grfico 29 Endividamento atual para com Fornecedores.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Nota-se que o nvel de endividamento para com fornecedores maior do que o de

emprstimos bancrios. Das empresas, 51,8% afirmaram no possuir dvidas com

fornecedores atualmente. No caso do emprstimo bancrio esse valor era de 60%, uma

diferena de mais de 8%. Outra maioria se concentrou em R$10,00 ou menos e entre

R$11,00 e R$20,00.

As empresas foram perguntadas, caso tenha, qual o prazo mdio de pagamento

dos emprstimos bancrios que possu. Os dados esto apresentados no Grfico 30

abaixo.

62

Grfico 30 Prazo Mdio de Emprstimos.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Dos 27 entrevistados, 23 afirmaram ter feito pelo menos algum tipo de

investimento na empresa nos ltimos anos. Dos 4 que no o fizeram, a razo foi de ter

pouco tempo de funcionamento no mercado. A Tabela 12 a seguir, apresenta os tipos de

investimentos e o nmero de empresas que o fizeram. Os entrevistados que marcaram a

opo outro tipo de investimento, afirmaram ter investido em veculos para transporte.

TABELA 12 Investimentos na Empresa.

Investimento N %

Sim, minha empresa abriu uma (ou mais) filiais nos ltimos

anos. 1 2,5%

Sim, minha empresa aumentou o tamanho da loja (construindo

uma ou alugando uma loja maior). 7 17,5%

Sim, minha empresa fez uma reforma para tornar o ambiente

mais agradvel e acolhedor para o cliente. 11 27,5%

Sim, minha empresa aumentou o depsito de armazenagem dos

produtos que ns vendemos. 9 22,5%

Sim, minha empresa investiu em tecnologia (leitora de cdigo de barras) e/ou controle de estoques e/ou nas mquinas que

produzem os produtos que so vendidos pela empresa.

6 15,0%

Outro tipo de investimento feito na empresa (especificar) 2 5,0%

No, a minha empresa no fez nenhuma expanso nos ltimos

anos. 4 10,0%

TOTAL 40 100%

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

63

Dessas 23 empresas que fizeram algum investimentos, 17 ou 73,9% afirmaram

ter usado apenas recursos prprios e de scios, 2 ou 8,7% apenas recursos financiados

de bancos, e 4 ou 17,4% dos entrevistados, ter utilizados uma parte de recursos prprios

e outra parte de recursos de bancos.

A partir dos dados apurados, observa-se que 24 entrevistados (88,8%) afirmam

que os fornecedores lhes vendem a prazo. Os demais 3 (11,1%) entrevistados que

responderam no, afirmaram no precisar de fornecedores.

O prazo mdio concedido pelos fornecedores baseado nas respostas dos 24

entrevistados se encontra no Grfico 31 a seguir.

Grfico 31 Prazo mdio concedido pelos Fornecedores.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Todos os 24 entrevistados afirmaram que seus fornecedores no exigem nenhum

percentual de pagamento vista ou entrada.

Das 27 empresas entrevistadas, 20 ou 74% vendem a prazo para os clientes. As

demais 7 (26%) s vendem vista. O prazo mdio concedido aos clientes dessas 20

empresas apresentado no Grfico 32 abaixo.

64

Grfico 32 Prazo mdio concedido para os Clientes.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

A respeito de estoques, 81,5% ou 22 dos entrevistados informaram possuir

estoques na empresa. Os 5 (18,5%) informaram no possuir. Das 22 empresas, o tempo

mdio de estocagem de produtos apresentado no Grfico 33.

Grfico 33 Tempo Mdio de Estocagem.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

65

A respeito das taxas das operaes financeiras, foi perguntada a mdia das

mesmas em algumas modalidades de crdito.

Em emprstimos com mais de 12 parcelas mensais (excluindo os financiamentos

de equipamentos e veculos), verificou-se com maior frequncia taxas entre 4% a 5% ao

ms, conforme os dados do Grfico 34.

Grfico 34 Taxa Mdia de Emprstimos de Longo Prazo.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

E em emprstimos com menos de 12 parcelas mensais, observa-se em maior

porcentagem taxas maiores que 6% ao ms.

Grfico 35 Taxa Mdia de Emprstimos de Curto Prazo.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

66

No Desconto de Duplicatas, verifica-se uma menor frequncia de uso por parte

das empresas, conforme o Grfico 36 abaixo.

Grfico 36 Taxa Mdia do Desconto de Duplicatas.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

A antecipao de recebimento de carto de crdito a modalidade mais utilizada

pelos micro e pequenos empresrios entrevistados, conforme apresentado na Tabela 11

nesta seo. A taxa mdia informada pelos empresrios foi entre 2% a 3% ao ms, de

acordo com o grfico abaixo.

Grfico 37 Taxa Mdia Antecipao Carto de Crdito.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

67

A utilizao do Crdito rotativo foi bem menor em comparao com as outras

modalidades. A taxa mdia informada foi de entre 3% a 4% ao ms.

Grfico 38 Taxa Mdia do Crdito Rotativo.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

A ltima taxa perguntada foi a de financiamento de mquinas, equipamentos ou

veculos, conforme o grfico a seguir.

Grfico 39 Taxa Mdia Crdito Rotativo.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

68

Por fim, os empresrios foram perguntados se por acaso surgir uma

oportunidade de ampliar o negcio hoje, supondo que no tivesse dinheiro suficiente

para isso, qual seria a atitude desejada. Os dados esto apresentados no Grfico 40

abaixo.

Grfico 40 Ampliao do Negcio.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2013.

Os empresrios que responderam alternativa Outros informaram preferir recorrer a

emprstimos de parentes.

4. ANLISE DOS RESULTADOS.

Os resultados reunidos neste trabalho indicam que as MPEs de Volta Redonda

tm preferncia pelas fontes de recursos prprios. O que se assemelha com as

afirmaes da teoria do Pecking Order, que prescreve que as empresas optam por

recursos de forma hierrquica, dando preferncia inicialmente pelas fontes internas e

posteriormente as externas de maior facilidade e menor custo, e finalmente as externas

de maior dificuldade e maior custo.

69

Verifica-se que mais de 62% das empresas entrevistadas no possuem nenhum

tipo de dvida atualmente. E mais de 51% afirmam tambm no possuir dvidas atuais

para com fornecedores. Conclui-se um percentual de 25,92% de empresas que no

possuem nenhuma dvida entre fornecedores e financiamentos bancrios.

As propores do nvel de endividamento das empresas esto apresentadas na Tabela 13

a seguir:

TABELA 13 Proporo de Capital de Terceiros (Entre Fornecedores e

Financiamentos Bancrios).

Proporo de Capital de Terceiros N de MPEs %

0% 7 25,92

AT 10% 5 18,51

DE 11% A 20% 5 18,51

DE 21% A 30% 1 3,7

DE 31% A 40% 3 11,1

DE 41% A 50% 4 14,81

DE 51% A 60% 1 3,7

DE 61% A 70% 1 3,7 Fonte: Elaborado pelo autor, 2014.

Vale ressaltar que, para o clculo da Tabela 13, foram utilizados os dados dos Grficos

28 e 29. Verifica-se que o segundo maior nvel de proporo de at 10% de capital de

terceiros, seguida da de 11% a 20% de endividamento.

Repara-se tambm essa preferncia por fontes internas, nos investimentos

realizados e na possibilidade de futuras ampliaes. Das empresas que realizaram algum

tipo de investimento, mais de 73% utilizaram somente recursos prprios.

No caso das futuras ampliaes, 33,3% afirmaram preferir juntar todo o dinheiro

primeiro, mesmo que demore 1 ou 2 anos para de fazer a ampliao.

Outra porcentagem tambm de 33,3%, afirmou preferir pegar emprestado com o banco

todo o dinheiro para a realizao da ampliao.

Segundo Burkowski et al. (2009), emprstimos bancrios so avaliados como

nica alternativa de financiamento externo para pequenas empresas, j que os bancos

tm a capacidade de obter informaes privadas sobre as empresas ao longo do curso do

relacionamento entre eles.

70

As modalidades de crdito preferveis foram a Antecipao de recebimento de

cartes de crdito com utilizao de 64% das empresas, e em segundo lugar o cheque

especial, com utilizao de 44% das empresas.

A respeito do perfil e das caractersticas dos micro e pequenos empresrios, a

maioria tem acima de 50 anos, no possui scio, possui o ensino mdio completo,

trabalhava em empresa privada e no possua experincia no ramo que atua atualmente.

Outro aspecto observado foi a gesto. Quando perguntados sobre o principal

responsvel pela administrao geral e das finanas da empresa, mais de 70%

afirmaram ser o proprietrio o responsvel. Outros 18% afirmaram ser algum membro

da famlia o responsvel. Esses dados assemelham-se tambm com tema abordado na

seo 2.3, onde a gesto nas grandes empresas realizada por Administradores,

enquanto que nas pequenas, na maioria das vezes, feita pelo prprio proprietrio. Em

razo disso as decises de Estrutura de Capital esto concentradas nas mos do

proprietrio, onde suas crenas pessoais, ideologias, objetivos, motivaes e

preferncias, influenciam na composio da estrutura financeira e formas de

financiamento da empresa.

5. CONCLUSO

Verifica-se primeiramente que o presente trabalho atingiu seus objetivos, que

eram investigar e analisar a estrutura de capital das micro e pequenas empresas na

cidade de Volta Redonda; identificando as propores de seus financiamentos bem

como as caractersticas dessas empresas; desenvolver uma reviso bibliogrfica para o

entendimento do conceito de estrutura de capital e as abordagens de suas principais

teorias; entendimento da definio dessas empresas, alm de suas principais

caractersticas, suas dificuldades e as causas que levam a sua mortalidade e

sobrevivncia, e por fim, desenvolver uma reviso bibliogrfica para uma melhor

compreenso das MPEs da cidade de Volta Redonda.

Concluiu-se que as Micro e Pequenas Empresas inseridas em Volta Redonda tem

uma expressiva preferncia pelo capital prprio, e a maioria delas, nenhum ou um baixo

nvel de endividamento. A respeito das caractersticas, a maioria tem acima de 50 anos,

71

no possui scio, possui o ensino mdio completo, trabalhava em empresa privada e no

possua experincia no ramo que atua atualmente.

Como limitao do estudo, observou-se que ainda hoje a literatura sobre as

pequenas empresas escassa, e quando se trata especificamente de trabalhos aplicados a

estrutura de capital de empresas de micro e pequeno porte, o nmero se reduz ainda

mais. Outro ponto so as prprias limitaes apresentadas pelo procedimento de

levantamento. GIL (2002) afirma que, entre as principais limitaes dos levantamentos

esto: A nfase nos aspectos perceptivos: Os levantamentos recolhem dados referentes

percepo que as pessoas tm acerca de si mesmas. Ora, a percepo subjetiva, o que

pode resultar em dados distorcidos. H muita diferena entre o que as pessoas fazem ou

sentem e o que elas dizem a esse respeito.

Para a realizao dessa pesquisa, encontraram-se algumas dificuldades. Umas

delas foram por parte dos micro e pequenos empresrios entrevistados, que

demostraram receio em responder o que foi pedido no questionrio, e outros, at mesmo

desinteresse em contribuir para a realizao da pesquisa.

Esse trabalho prope que sejam realizadas outras pesquisas para que aumentem

o nmero de informaes a respeito da estrutura de capital das Micro e Pequenas

Empresas. Em vista que, a sobrevivncia desses empreendimentos indispensvel para

a manuteno e desenvolvimento da economia do pas, principalmente no interior dos

estados.

72

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Gesto de Pequenas Empresas. Recife/PE, Abril, 2010.

77

7. APNDICES

Apndice 1

1. Qual o Nmero de Scios da sua Empresa

A) ( ) 1 Scio B) ( ) 2 Scios C) ( ) Mais de 2 Scios D) ( ) No tem Scio

2. Qual o Setor de atuao da sua Empresa

A) ( ) Comrcio B) ( ) Servios C) ( ) Indstria D) ( ) Outros_____________________

3. Qual a sua ocupao dentro da sua Empresa

A) ( ) Proprietrio B) ( ) Gestor C) ( ) Outros _____________________

4. Qual a sua Idade:

A) ( ) Abaixo de 21 anos B) ( ) de 21 a 25 anos C) ( ) de 26 a 30 anos D) ( ) de 31 a 40 anos E) ( ) de 41 a 50 anos F) ( ) Acima de 50 anos

5. Qual o seu Grau de escolaridade:

A) ( ) Ensino fundamental B) ( ) Ensino mdio C) ( ) Ensino superior D) ( ) Ps Graduao

6. Ocupao anterior ao negcio

A) ( ) Ex-Funcionrio de Empresa Privada

B) ( ) Empregado em outra empresa

C) ( ) Autnomo (sem empresa constituda) D) ( ) No possua experincia profissional

anterior

7. Possua alguma experincia anterior no ramo

que atua atualmente? (respostas mltiplas

admitidas)

A) ( ) No, nenhuma experincia no ramo

B) ( ) Sim, como empregado em empresa no ramo

C) ( ) Sim, como diretor em empresa do ramo D) ( ) Sim, como scio em empresa do ramo

E) ( ) Sim, como autnomo no ramo

8. Qual o principal motivo para

abertura do

negcio?

A) ( ) Desejava ter negcio prprio B) ( ) Estava desempregado C) ( ) Identificou uma boa oportunidade de negcio

D) ( ) Tinha capital disponvel para investimento

9. H quanto tempo empresa

vem atuando

no negcio?

A) ( ) Menos de 1 ano B) ( ) de 1 a 2 anos C) ( ) 3 a 5 anos D) ( ) 6 a 10 anos E) ( ) 11 a 15 anos F) ( ) Acima de 15 anos

10. Quantos funcionrios a

empresa possui?

A) ( ) Entre 1 a 5 funcionrios B) ( ) Entre 6 a 10 funcionrios C) ( ) Entre 11 a 20 funcionrios

D) ( ) Mais de 21 funcionrios E) ( ) No possui funcionrios

11. Quem o principal responsvel pela administrao financeira da empresa?

A) ( ) Proprietrio da empresa

78

B) ( ) Membro da famlia C) ( ) Funcionrio contratado D) ( ) Contador E) ( ) Outros.Qual?____________________________

12. Que tipo (s) de recursos utilizou para abrir sua empresa? (respostas mltiplas so admitidas) A) ( ) Utilizou somente recursos prprios B) ( ) Utilizou recursos prprios e recursos financiados junto bancos C) ( ) Utilizou recursos prprios e recursos e parte do dinheiro foi emprestado junto aos D) familiares E) ( ) Aproveitou incentivos do governo ou indenizaes recebidas F) ( ) Outros. Qual?__________________________

13. Voc j fez uso de alguma operao de crdito (emprstimos e financiamentos)?

A) ( ) Sim B) ( ) No 14. Se responder (SIM) a questo anterior, responda essa questo; caso tenha respondido (NO)

pule para questo 16.

Voc teve alguma dificuldade em conseguir o crdito? (caso no tenha tido NENHUMA

dificuldade, pule para a questo 16).

A) ( ) Nenhuma dificuldade B) ( ) pouca dificuldade C) ( ) dificuldade na maioria da vezes D) ( ) dificuldade sempre

15. A dificuldade na hora de contratar algum emprstimo foi relacionada : A) ( ) Teve dificuldades, mas somente burocrticos B) ( ) Teve dificuldade devido a falta de documentos pedidos pelos bancos C) ( ) Teve dificuldade em conseguir o valor de que necessitava D) ( ) Teve dificuldade em conseguir dividir o pagamento nos nmeros de parcelas de que necessitava E) ( ) outros ___________________________________

16. Em mdia, quantas vezes por ms sua empresa precisa fazer algum tipo (QUALQUER TIPO)

de emprstimo no banco?

A) ( ) Nenhuma vez B) ( ) uma vez C) ( ) trs vezes D) ( ) cinco vezes E) ( ) dez vezes F) ( ) mais de dez vezes

17. Quando voc vai pegar algum emprstimo no banco, o gerente de seu banco lhe orienta qual

a melhor operao financeira, com o melhor prazo e a melhor taxa de juros?

A) ( ) SIM B) ( ) NO

18. Em suas operaes financeiras com os bancos, quantas vezes voc negociou a taxa de juros de

seu emprstimo com o gerente?

79

A) ( ) Sempre negocio e sempre consigo taxas menores B) ( ) Sempre negocio e na metade das vezes consigo taxas menores C) ( ) Sempre negocio e raramente consigo taxas menores D) ( ) Sempre negocio e nunca consigo taxas menores E) ( ) No negocio.

19. Em sua opinio, quais so os itens mais importantes quando voc necessita contrair um

emprstimo para sua empresa: Preencha o espao abaixo com notas de 1 a 5. (Sendo 5 (Mais

importante) e 1 (Menos importante)

O valor da parcela do emprstimo caber no oramento da empresa

O prazo para pagamento de o emprstimo ser longo

O valor da taxa de juros do emprstimo ser baixo

O emprstimo ter prazo de carncia para pagamento da primeira parcela

As tarifas de contrato (taxas diversas) serem as menores possveis

20. Quando voc necessita de emprstimos para sua empresa, quais so os tipos de emprstimos

que voc pega no banco? Marque um X nos tipos informados abaixo. (Respostas mltiplas

admitidas).

Desconto de Duplicatas

Desconto de Cheques

Antecipao de recebimento de cartes de crdito

Emprstimos parcelados de 1 a 3 meses

Emprstimos parcelados de 4 a 6 meses

Emprstimos parcelados de 7 a 12 meses

Emprstimos parcelados de 13 a 24 meses

Financiamento de Mquinas e Equipamentos

Financiamento de Veculos para uso comercial da Empresa

Emprstimos do BNDES

Finame

Compror

Vendor

Crdito rotativo (conta garantida)

Cheque especial

Outros (especificar)

21. Qual o nvel de endividamento oneroso atual (hoje) de sua empresa, ou seja, dando um

exemplo numrico, para cada R$ 100,00 investidos na empresa, quanto desses R$ 100,00 so

oriundos de dinheiro emprestado por bancos?

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, R$ 10,00 ou menos so de emprstimos de

bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 11,00 e 20,00 so de emprstimos

de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 21,00 e 30,00 so de emprstimos

de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 31,00 e 40,00 so de emprstimos

de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 41,00 e 50,00 so de emprstimos

de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 51,00 e 60,00 so de emprstimos

de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 61,00 e 70,00 so de emprstimos

de bancos.

80

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 71,00 e 80,00 so de emprstimos

de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 81,00 e 90,00 so de emprstimos de bancos.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, mais de 90,00 so de emprstimos de bancos.

A minha empresa atualmente no possui nenhum dinheiro emprestado

22. Hoje, qual o seu nvel de endividamento para com os fornecedores? Ou seja, caso os

fornecedores lhes concedam prazos para que voc faa o pagamento das faturas, tomando como

exemplo cada R$ 100,00 que sua empresa possui de dvidas, quantos reais so devidos aos

fornecedores?

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, R$ 10,00 ou menos so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 11,00 e 20,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 21,00 e 30,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 31,00 e 40,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 41,00 e 50,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 51,00 e 60,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 61,00 e 70,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 71,00 e 80,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, entre R$ 81,00 e 90,00 so de fornecedores.

De cada R$ 100,00 investidos na empresa, mais de 90,00 so de fornecedores.

A minha empresa atualmente no possui nenhuma dvida com fornecedores.

23. Nos ltimos cinco anos, o nvel de endividamento de sua empresa aumentou ou reduziu?

A) ( ) aumentou B) ( ) reduziu

24. O que contribuiu para o nvel de endividamento de sua empresa ter aumentado (ou reduzido)

nesses ltimos cinco anos?

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

25. A sua empresa fez algum investimento considervel nos ltimos anos? Marque umX nas

opes abaixo.

Sim, minha empresa abriu uma (ou mais) filiais nos ltimos dez anos.

Sim, minha empresa aumentou o tamanho da loja (construindo uma ou alugando uma loja maior).

Sim, minha empresa fez uma reforma para tornar o ambiente mais agradvel e acolhedor

para o cliente

Sim, minha empresa aumentou o depsito de armazenagem dos produtos que ns vendemos.

Sim, minha empresa investiu em tecnologia (leitora de cdigo de barras) e/ou controle

de estoques e/ou nas mquinas que produzem os produtos que so vendidos pela empresa.

Outro tipo de investimento feito na empresa (especificar)

No, a minha empresa no fez nenhuma expanso nos ltimos dez anos

26. Caso sua empresa tenha feito algum investimento (algum investimento igual aos acima

expostos, ou at mesmo diferentes) nela nos ltimos dez anos, qual foi origem dos recursos?

(respostas mltiplas so admitidas)

81

Somente dinheiro dos scios (dinheiro prprio)

Somente dinheiro dos bancos (dinheiro de emprstimos)

Uma parte de dinheiro dos scios e uma parte de dinheiro dos bancos

27. Os seus fornecedores (ou pelo menos alguns deles) lhes vendem a prazo? Se a resposta for sim,

responda a prxima questo. Se a resposta for NO, pule para a questo 30.

A) ( ) SIM B) ( ) NO

28. Qual o prazo mdio que os fornecedores lhe concedem?

A) ( ) entre 1 e 7 dias B) ( ) entre 8 e 15 dias C) ( ) entre 16 e 21 dias D) ( ) entre 22 e 30 dias E) ( ) entre 31 e 45 dias F) ( ) entre 46 e 60 dias G) ( ) entre 61 e 90 dias H) ( ) entre 91 e 120 dias I) ( ) superior a 121 dias

29. Quando os fornecedores lhe vendem a prazo, eles exigem algum percentual de pagamento a

vista (alguma entrada)? Se a resposta for NO, pule para a questo 31.

A) ( ) SIM B) ( ) NO

30. Qual o valor mdio que os fornecedores exigem de pagamento a vista sobre as mercadorias

que eles lhes vendem?

A) ( ) entre 1 e 10% de tudo o que comprado pago a vista B) ( ) entre 11 e 20% de tudo o que comprado pago a vista C) ( ) entre 21 e 30% de tudo o que comprado pago a vista D) ( ) entre 31 e 40% de tudo o que comprado pago a vista E) ( ) entre 41 e 50% de tudo o que comprado pago a vista F) ( ) entre 51 e 60% de tudo o que comprado pago a vista G) ( ) entre 61 e 70% de tudo o que comprado pago a vista H) ( ) entre 71 e 80% de tudo o que comprado pago a vista I) ( ) entre 81 e 90% de tudo o que comprado pago a vista

31. Sua empresa vende prazo? Se no vende prazo, pule para a pergunta 33.

A) ( ) SIM B) ( ) NO

32. Qual o prazo MDIO sua empresa concede aos clientes?

A) ( ) entre 1 e 7 dias B) ( ) entre 8 e 15 dias C) ( ) entre 16 e 21 dias D) ( ) entre 22 e 30 dias E) ( ) entre 31 e 45 dias

F) F) ( ) entre 46 e 60 dias G) G) ( ) entre 61 e 90 dias H) H) ( ) entre 91 e 120 dias I) I) ( ) superior a 121 dias

33. Sua empresa possui estoques? Se no possuir estoques, pule para a pergunta 35.

A) ( ) SIM B) ( ) NO

82

34. Qual o tempo MDIO que os produtos ficam estocados em sua empresa, antes de serem

vendidos?

A) ( ) entre 1 e 7 dias B) ( ) entre 8 e 15 dias C) ( ) entre 16 e 21 dias D) ( ) entre 22 e 30 dias E) ( ) entre 31 e 45 dias F) ( ) entre 46 e 60 dias G) ( ) entre 61 e 90 dias H) ( ) entre 91 e 120 dias I) ( ) superior a 121 dias

35. Quando sua empresa precisa de dinheiro, o que normalmente (geralmente) voc faz? A) ( ) pega dinheiro seu e/ou dos scios da empresa B) ( ) pega dinheiro emprestado em bancos em nome dos scios e o injeta na empresa C) ( ) pega dinheiro emprestado em bancos e/ou financeiras e/ou BNDES D) ( ) pega dinheiro emprestado com parentes e/ou amigos E) ( ) outros____________________________________________________________

36. Qual o prazo mdio dos emprstimos que sua empresa possui? A) ( ) menor que trinta dias B) ( ) entre 30 e 60 dias C) ( ) entre 61 e 90 dias D) ( ) entre 91 e 120 dias E) ( ) entre 121 e 150 dias F) ( ) entre 151 e 180 dias G) ( ) entre 6 meses e 12 meses H) ( ) entre 13 meses e 24 meses I) ( ) entre 25 meses e 36 meses J) ( ) entre 37 e 48 meses K) ( ) entre 49 e 60 meses L) ( ) superior a 61 meses M) ( ) No possuo emprstimos atualmente

37. Quando sua empresa pega algum emprstimo com MAIS de doze parcelas mensais (SEM SER

FINANCIAMENTO DE EQUIPAMENTO OU VECULOS), qual a taxa de juros mdia do

emprstimo que voc normalmente paga? A) ( ) menos de 1% ao ms B) ( ) maior que 1% e menor que 2% ao ms C) ( ) maior que 2% e menor que 3% ao ms D) ( ) maior que 4% e menor que 5% ao ms E) ( ) maior que 5% e menor que 6% ao ms F) ( ) maior que 6% ao ms G) ( ) minha empresa no utiliza esse tipo de recurso financeiro

38. Quando sua empresa pega algum emprstimo com MENOS de doze parcelas mensais, qual a

taxa de juros mdia do emprstimo que voc normalmente paga? A) ( ) menos de 1% ao ms B) ( ) maior que 1% e menor que 2% ao ms

C) ( ) maior que 2% e menor que 3% ao ms

D) ( ) maior que 4% e menor que 5% ao ms

E) ( ) maior que 5% e menor que 6% ao ms

F) ( ) maior que 6% ao ms

G) ( ) minha empresa no utiliza esse tipo de recurso financeiro

39. Quando sua empresa faz um DESCONTO DE DUPLICATAS, qual a taxa de juros mdia do

emprstimo que voc normalmente paga?

A) ( ) menos de 1% ao ms B) ( ) maior que 1% e menor que 2% ao ms C) ( ) maior que 2% e menor que 3% ao ms D) ( ) maior que 4% e menor que 5% ao ms E) ( ) maior que 5% e menor que 6% ao ms F) ( ) maior que 6% ao ms G) ( ) minha empresa no utiliza esse tipo de recurso financeiro

40. Quando sua empresa faz uma ANTECIPAO DE RECEBVEIS VISA, qual a taxa de

juros mdia do emprstimo que voc normalmente paga?

A) ( ) menos de 1% ao ms B) ( ) maior que 1% e menor que 2% ao ms C) ( ) maior que 2% e menor que 3% ao ms D) ( ) maior que 4% e menor que 5% ao ms E) ( ) maior que 5% e menor que 6% ao ms F) ( ) maior que 6% ao ms G) ( ) minha empresa no utiliza esse tipo de recurso financeiro

41. Quando sua empresa faz uma CONTA GARANTIDA (CRDITO ROTATIVO), qual a taxa

de juros mdia do emprstimo que voc normalmente paga?

A) ( ) menos de 1% ao ms B) ( ) maior que 1% e menor que 2% ao ms C) ( ) maior que 2% e menor que 3% ao ms D) ( ) maior que 4% e menor que 5% ao ms E) ( ) maior que 5% e menor que 6% ao ms F) ( ) maior que 6% ao ms G) ( ) minha empresa no utiliza esse tipo de recurso financeiro

42. Quando sua empresa faz um FINANCIAMENTO DE MQUINAS, EQUIPAMENTOS OU

VECULOS, qual a taxa de juros mdia do emprstimo que voc normalmente paga?

A) ( ) menos de 1% ao ms B) ( ) maior que 1% e menor que 2% ao ms C) ( ) maior que 2% e menor que 3% ao ms D) ( ) maior que 4% e menor que 5% ao ms E) ( ) maior que 5% e menor que 6% ao ms F) ( ) maior que 6% ao ms G) ( ) minha empresa no utiliza esse tipo de recurso financeiro

43. Se voc visualizar uma oportunidade de ampliao do seu negcio HOJE (pela abertura de

uma filial, ampliao de sua empresa, oferta de um novo produto, etc.) e se voc no tiver o

dinheiro necessrio para fazer essa ampliao, o que voc faria? Marque a resposta que julgar

que mais se aproxima daquilo que voc faria nessa situao:

A) ( ) Juntaria todo o dinheiro primeiro, antes de pegar um emprstimo, mesmo que isso demorasse uns dois anos, para depois fazer a ampliao do negcio.

B) ( ) Pegaria o dinheiro emprestado no banco

C) ( ) No ampliaria o negcio D) ( ) Outros____________________________________________________________

Obrigado pela sua ateno e participao!

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