Anais Semanaqua 2008

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Anais da II Semana De Aquicultura do CEFET-Bambu.

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<p>Anais da Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu 07 a 11 de Abril 2008Ivan Vieira Daniel Pereira da Costa</p> <p>2008Semanaqua - CEFET-Bambu</p> <p>CENTRO FEDERAL DE EDUCAO TECNOLGICA DE BAMBU Ncleo de Zootecnia Ncleo de desenvolvimento da aqicultura</p> <p>ANAIS DA SEGUNDA SEMANA DE AQICULTURA DO CEFET-BAMBU 07 a 11 de Abril 2008.</p> <p>ORGANIZADORES Ivan Vieira Daniel Pereira da Costa</p> <p>Bambu MG Abril de 2008</p> <p>2</p> <p>Ficha Catalogrfica preparada pelo Setor de Processamentos Tcnicos da Biblioteca do CEFET-Bambu-MG.</p> <p>Semanqua 2008: semana de Aqicultura do CEFET-Bambu: (2. : 2008 : Bambu, MG.) Anais da 2 semana de aqicultura do CEFET-Bambu, 07 a 11 de abril de 2008, Bambu, MG / Organizadores: Ivan Vieira; Daniel Pereira da Costa ... [et al.] -Bambu: CEFET-Bambu, 2008. 51p.: il.</p> <p>1. Piscicultura. 2. Aqicultura. 3. Nutrio animal. 4. Biosseguridade. I.Vieira, Ivan. II. Costa, Daniel Pereira da. III. Centro Federal de Educao Tecnolgica de Bambu. IV. Ttulo.</p> <p>CDD 639.2</p> <p>3</p> <p>Apresentao Apresentamos os artigos selecionados para a Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu bem como os textos das palestras que sero proferidas no referido encontro. As informaes aqui contidas abrangem diferentes aspectos ligados a Aqicultura sendo de grande valia para estudantes e piscicultores j iniciados ou novatos na atividade. Tem como objetivo fornecer informaes que estimulem o crescimento da Aqicultura em nossa regio.</p> <p>4</p> <p>Contedopgina</p> <p>Parte 1 - Artigos apresentadosAlimentao Suplementar de Peixes Onvoros com Frutferas ............................................6 Farelo de Feijo Rosinha (P.Vulgaris L) na Alimentao de Peixes .....................................10 Mtodos de Controle de Odonatas na Piscicultura.............................................................14 O Papel dos Filtros e demais Equipamentos de um Aqurio ...............................................18 Qualificao Profissional na Aqicultura ...........................................................................23 Uso de Corretivos em Tanques de Piscicultura .................................................................30</p> <p>Parte 2 Textos das palestras Biosseguridade em Piscicultura.......................................................................................35 Metodologias de Avaliao de Alimentos para Peixes ........................................................37</p> <p>5</p> <p>Parte 1 - Artigos apresentados</p> <p>ALIMENTAO SUPLEMENTAR DE PEIXES ONVOROS COM FRUTFERAS1 2 2</p> <p>Noronha , Cssio Roberto Silva; Silva , Pedro Paulo da; Medeiros , Lucas Alves RESUMO A nutrio de peixes, muito pouco tempo atrs, baseava-se em parmetros de nutrio no adequados a estes animais. Com a evoluo das tcnicas e pesquisas realizadas nesta rea, hoje podemos afirmar que conhecemos intimamente as necessidades nutricionais dos peixes. Para se atingir estas necessidades nutricionais desenvolveram-se tcnicas de aproveitamento de vrias fontes alimentares e muitas suplementares. O objetivo deste trabalho discutir e apresentar uma forma alternativa de suplementao nutricional para peixes onvoros como o consrcio da piscicultura com a produo de plantas frutferas. PALAVRAS-CHAVE Suplementao alimentar, nutrio de peixes, frutferas.1</p> <p>Professor do Centro Federal de Educao Tecnolgica de Bambu CEFET- BAMBU, Rodovia Bambu/Medeiros, km 37, Zona Rural. CEP: 39.800.000. CAIXA POSTAL 05, Bambu Minas Gerais. Fone: (037) 3431-49002</p> <p>Alunos do Curso Tcnico Agrcola com Habilitao em Agricultura e Zootecnia Concomitantes do CEFET- BAMBU - Centro Federal de Educao Tecnolgica de Bambu. Fone: (037) 34314900 INTRODUO A dieta de organismos aquticos calculada levando-se em considerao suas exigncias nutricionais. A composio bsica dos alimentos utilizados na elaborao das raes, assim como sua qualidade, evidenciada (SOUSA &amp; TEIXEIRA FILHO, 1985). Os alimentos so utilizados pelos organismos aquticos com diversas finalidades, entre elas esto: formao de novos tecidos orgnicos, como fonte de energia, como reguladores das funes vitais, para manter o equilbrio psquico e funes nervosas, para completar o ciclo biolgico e outros (ANZUATENGUI &amp; VALVERDE, 1998). A suplementao das dietas alimentares realizada com produtos que so necessrios para comp-la, mas no se encontram, ou esto presentes em quantidades muito pequenas, nos produtos bsicos usados na sua elaborao. Os chamados premix possuem esta funo e so usados para suprir a necessidade das dietas bsicas de todas as raes produzidas comercialmente (LIMA, ET ALL., 1992). Verifica-se a utilizao de frutas, insetos, vegetais, resduos de agroindstria, os premix minerais e outros, para complementar as dietas alimentares de peixes.</p> <p>Anais da Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu 07 a 11 de Abril</p> <p>A deficincia nutricional de peixes se expressa nitidamente no comportamento e susceptibilidade dos peixes a doenas e injurias o que deve ser evitado afim de maiores ndices de produtividade na piscicultura (ROCHA &amp; CECCARELLI, sem data).</p> <p>O Objetivo deste trabalho avaliar a possibilidade da utilizao de frutas para essa complementao das exigncias nutricionais dos peixes nas suas dietas. DESENVOLVIMENTO</p> <p>A alimentao dos peixes em ambiente natural ocorre de duas fontes. Alimentam-se de plnctons e bentons. Este tipo de alimentao tambm ocorre em viveiros, lagoas e audes (MINISTRIO DA CINCIA E TECNOLOGIA, 2004). Com base nesta alimentao possvel obter ganho peso dos peixes, mas a adubao dos viveiros se torna necessria nesse processo. Os peixes possuem diversas formas e hbitos alimentares diferentes. Farinhas, tubrculos e frutos, sendo estes alimentos devem estar em timo estado de conservao. Pois se houver neles alguma alterao significativa de qualidade, mofo, fermentao, poder ocorrer a intoxicao e a morte dos peixes. A rao um dos principais alimentos para os peixes, pois possuem em sua composio, diversos nutrientes, como vitaminas, protenas, aminocidos, cidos graxos, alm de macro e micro minerais. So muitos os aspectos que podem ser observados na nutrio dos peixes, pois cada peixe tem uma exigncia nutricional especfica para sua espcie. O fornecimento de alimentos de uma maneira geral supe uma srie de informaes sobre a espcie considerada (CASTAGNOLLI &amp; CYRINO, 1992). O reaproveitamento de resduos no um tema atual, e merece cada vez mais ser destacado e incentivado. Na piscicultura tambm se pode reaproveitar resduos. As frutas, por exemplo, podem vir a se tornar uma fonte alternativa de muitos componentes nutricionais da dieta de peixes. A plantao de rvores frutferas como o figo, goiaba, jenipapo, ing, ara, seringueira, amora, jambolo, jambo, pinha, fruta po e muitas outras que se adaptam a cada regio podem fornecer uma boa alternativa para complementar a dieta nutricional dos peixes em cativeiro (CASTAGNOLLI, 1992). Os resduos vegetais oriundos de produtos hortifrutigranjeiros foram utilizados com sucesso na engorda de Pacu Piaratus mesopotamicus Holmberg, 1887, em gaiolas, onde os animais ganharam peso e se desenvolveram muito bem. Este experimento realizado no CEPTA Centro de Pesquisa em aqicultura, em Pirassununga, So Paulo, demonstrou que sua utilizao possvel e que pode se tornar uma alternativa importante para pequenos produtores (LIMA, ET ALL., 1992).</p> <p>7</p> <p>Anais da Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu 07 a 11 de Abril</p> <p>Na natureza as sementes e frutos se tornam disponveis segundo a ocorrncia de enchentes e vazantes. Na estao de enchentes muitas rvores e arbustos esto assegurando a presena de frutos e sementes, j quando as guas marginais retraem-se na poca da vazante o plncton passa a seu o alimento mais abundante (HONDA, 1974). A composio nutricional das frutas deve ser levada em considerao. Outro aspecto importante o volume de resduos orgnicos produzidos pelo excesso na alimentao de peixes. Este excesso vai super-adubar o tanque provocando a eutrofizao da gua. A comparao do potencial produtivo e do potencial poluente dos diferentes tipos de alimentos utilizados na piscicultura foi estudado por Kubitza, et all., (1996), e chegou-se a concluso que quanto pior a qualidade nutricional e estabilidade do alimento na gua maior o potencial poluente e menor a produo de peixes em um sistema de produo. Caractersticas como poca de florada e formao dos frutos tambm so pontos importantes para se escolher quais as espcies a serem plantadas (HONDA, 1974). As frutferas podero ainda, ser plantadas em volta dos tanques ou em reas especficas para produo de frutas. Quando plantadas as margens dos tanques, deve-se verificar o hbito de crescimento do sistema radicular das mesmas para que as razes no danifiquem a estrutura do tanque. Quando plantadas em rea prpria para a fruticultura deve-se lembrar dos custos de colheita e transporte das mesmas at os tanques de piscicultura. CONCLUSES</p> <p>A qualidade e o fcil acesso a raes industrializadas so um grande atrativo aos piscicultores e desestimulam a procura de formas alternativas de alimentao. A utilizao de frutas na suplementao alimentar de peixes onvoros se mostra um excelente forma de minimizar os custos de produo de peixes, principalmente na piscicultura de subsistncia ou de mo-deobra familiar. importante salientar que uma fonte suplementar de alimentao e nunca a nica fonte de alimento dos peixes em uma piscicultura. BIBLIOGRAFIA CITADA ANZUATENGUI, Ivan A.; VALVERDE, Cludio Cid. Raes pr-calculadas para organismos aquticos: peixes tropicais, trutas, rs e camares de gua doce. Guaba: Editora Agropecuria, 1998. 135p. CASTAGNOLLI, Newton. Criao de peixes de gua doce. Editora FUNEP: Jaboticabal, 1992. 189p. CASTAGNOLLI, Newton; CYRINO, Jos Eurico P. Piscicultura nos trpicos. 1 edio. Editora Manole LTDA: Pirassununga, 1986. 180p.</p> <p>8</p> <p>Anais da Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu 07 a 11 de Abril</p> <p>HONDA, E. M. S. Contribuio ao conhecimento da biologia de peixes da Amaznia. Alimentao de Tambaqui Colossoma bidens (Spix). Act. Amaznia 4 (2) : 4753. KUBITZA, Fernando, et ali. Qualidade da gua na produo de peixes. Brasmetano Ind. E Com Ltda e gua Viva Alimentos. Piracicaba, 1996. 42p. Apostila didtica. LIMA, J. A. et all. Utilizao de resduos de produtos hortifrutigranjeiros para a criao de Pacu Piaratus mesopotamicus Holmberg, 1887, em gaiolas. Boletim Tcnico: CEPTA, Pirassununga, v5, n.nico, 1992. p.1-9. Ministrio da Cincia e Tecnologia. Piscicultura. CENTEC - Instituto Centro de Ensino Tecnolgico. 2 ed. ver. Forteleza: Editora Demcrita Rocha. 2004. 72p. ROCHA, Rita de Cssia G. A.; CECCARELLI, Paulo Srgio. Sanidade, patologia e controle de enfermidades de peixes. Apostila didtica. CEPTA Centro de Pesquisa e Treinamento em Aqicultura. Pirassununga, sem data. 48p. SOUZA, E. Ceci P. M. de; TEIXEIRA FILHO, Alcides R. Piscicultura fundamental. 3 edio. Editora NOBEL: So Paulo, 1985. 696p.</p> <p>9</p> <p>Anais da Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu 07 a 11 de Abril</p> <p>FARELO DE FEIJO ROSINHA (P.VULGARIS L) NA ALIMENTAO DE PEIXES Costa , Daniel Pereira da 2 ; Machado , Luiz Carlos 1; Alvarenga , Renato Jos2 ; Quadros , Artur Moreira 2; Ferreira, Fernanda Cndido 2 Resumo O farelo de feijo rosinha, produto do descarte de gros no aproveitveis para alimentao humana, pode servir como alimento alternativo para composio de raes comerciais para peixes, baixando assim o custo com a alimentao. Geralmente um produto barato, muitas vezes jogado fora possuindo caractersticas nutricionais considerveis em termos de protena e energia. Neste estudo so abordadas caractersticas nutricionais do farelo de feijo atravs de anlises bromatolgicas, revises bibliogrficas e determinao da energia digestvel estimada. Contudo alguns fatores como qualidade da protena (contedo de aminocidos) devem ser estudados para se poder formular raes com esse material.</p> <p>Palavras-chave Piscicultura, nutrio de peixes, alimentos alternativos1</p> <p>Professor do Centro Federal de Educao Tecnolgica de Bambu CEFET- BAMBU, Rodovia Bambu/Medeiros, km 37, Zona Rural. CEP: 39.800.000. CAIXA POSTAL 05, Bambu Minas Gerais. Fone: (037) 3431-49002</p> <p>Alunos do Curso Superior de Zootecnia do CEFET- BAMBU - Centro Federal de Educao Tecnolgica de Bambu. Fone: (037) 3431-4900 INTRODUO</p> <p>A piscicultura pode ser dividida em Intensiva, Semi - intensiva e Extensiva (VAN EER, 2004). O mtodo intensivo, o mais complexo, necessita de maior controle e a alimentao deve ser balanceada, para suprir as necessidades dos peixes. Nesse modelo de cultivo, a alimentao poder representar at 80% dos custos de produo, logo uma das alternativas para baratear esses custos seria o uso de ingredientes regionais introduzidos nas formulaes das raes (PASCOAL, 2006). Em pesquisas realizadas por Bastos (1988) testou-se a viabilidade econmica da utilizao de diferentes tipos de raes no convencionais na alimentao de Tilpia do Nilo, Oreochromis niloticus, em cativeiro no estado do Cear. Esse autor constatou que comparando os diferentes tipos de rao no convencionais com rao comercial, esta obteve melhor desempenho em funo de um maior nmero de ingredientes em sua composio (melhor balanceamento) e a presena de concentrados vitamnicos e minerais. No entanto dado o elevado custo da rao</p> <p>10</p> <p>Anais da Segunda Semana de Aqicultura do CEFET-Bambu 07 a 11 de Abril</p> <p>comercial provvel que o cultivo da tilpia, alimentada com raes no convencionais oferea melhores resultados econmicos aos piscicultores da regio. Em pesquisas realizadas por Boscolo (2005), pode-se constatar que a farinha de vsceras de aves sem penas foi um bom substituto da farinha de peixe o que proporcionou excelente desempenho s tilpias na fase inicial. Outro fator que deve ser destacado que no h necessidade da incluso da lisina sinttica nas raes com incluso de farinha de vsceras. O subproduto do feijo processado para consumo humano tem potencial para utilizao na formulao de dietas para animais. Este material composto por gros amassados, quebrados ou fora do tamanho padro para comercializao. Muitas vezes ele descartado a acaba virando lixo ou adubo o que se caracteriza como desperdcio de uma matria prima rica em nutrientes. Neste trabalho o feijo rosinha (Phaseolos vulgaris L.), comumente cultivado por produtores na regio Centro-Oeste de Minas Gerais e outras partes do Brasil, estudado como possvel alternativa para composio de raes para peixes tropicais. MATERIAL E MTODOS</p> <p>O material analisado compe-se de gros puros sem qualquer tipo de matria inerte ou restos culturais. Para determinao dos nveis de nutrientes no farelo de feijo (0,8 mm), foi coletado uma amostra, triturada em moinho analtico e enviada ao laboratrio de nutrio animal da UFV (Universidade Federal de Viosa). Foram avaliados os teores de protena bruta, matria seca, extrato etreo, matria mineral, fibra bruta, clcio e fsforo. Para clculo da energia digestvel realizou-se a predio segundo Meyer, Fracalossi e de Borba (2004), considerando-se 5640 Kcal/Kg de protena, 4110 Kcal/Kg de carboidrato, 9440 Kcal/Kg de Gordura. O teor de extrativos no nitrogenados foi determinado por di...</p>