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Atendimento comunitário em saúde mental para crianças e adolescentes usuários do

SUS em  Sergipe, Brasil

Universidade Federal da BahiaInstituto de Saúde Coletiva

Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva

Vânia Carvalho Santos Darci Neves dos Santos

Saúde mental infanto juvenil no mundo

Afetam países desenvolvidos e em desenvolvimento; A cultura do país interfere na interpretação dos sintomas de TM;Os impactos são diferentes; O acesso ao tratamento difere entre os países:• Estigma social• Desconhecimento sobre o tratamento• Deficiências nos serviços de assistência

(Duarte,Paula,2013)

Revisão da literatura Tendência mundial de aumento da

demanda por tratamento psiquiátrico;

Cuidado em saúde mental infanto-juvenil:• Fragmentação dos serviços• Assistência restrita• Barreiras de acesso (econômicas, culturais, sociais e organização dos serviços)

(Halpern & Figueiras,2004; Passos et al., 2009)

Política Saúde Mental Desinstitucionalização

Reorientação do modelo assistencial

Modelo descentralizado e de base comunitária

Redução gradual dos leitos psiquiátricos (PT 251/02)

Ampliação da rede extra-hospitalar (PT 336/02)

Objetivo Geral

• Identificar os procedimentos de cuidado em psiquiatria ofertados pelos serviços substitutivos do sistema de saúde, entre 1999 e 2012 no Estado de Sergipe.

Objetivos Específicos1) Analisar a distribuição dos transtornos

mentais infanto-juvenis segundo as características sócio demográficas dos atendimentos realizados nos serviços comunitários;

2) Comparar as taxas de atendimento comunitário no período de 2008 a 2012;

3) Verificar a distribuição dos transtornos mentais infanto-juvenis segundo o diagnóstico principal (CID-10) dos atendimentos realizados nos serviços comunitários.

Método

Ecológico de série temporal, dados secundários do Sistema APAC (Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade) do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Sergipe no período de 2008 a 2012.

Sistema de Informações Ambulatoriais do SIA/SUS

Criado em 1994

Inicialmente para o registro dos atendimentos e procedimentos de terapia renal substitutiva (TRS), atendimentos de Oncologia e registro de fornecimento de medicamentos

Contem plam informações sobre o perfil sócio demográfico dos pacientes e a descrição dos procedimentos realizados.

(Cherchiglia, 2010)

Resultados

2008 a 2012 = 10. 898 atendimentos

Sexo: masculino (65,3% n=7.122)

Faixa etária: 15 a 19 anos (58,2% n=6.341)

Raça/Cor: Pardos (34,5% n= 3.762)

Residência Interior (58,9% n= 6.425)

AnoIdade (anos)

0-4 % 5-9 % 10-14 % 15-19 %

2008 47 2,2 286 13,2 489 22,7 1.338 61,9

2009 38 1,7 308 13,2 670 28,9 1.306 56,2

2010 72 3,4 207 9,8 597 28,2 1.241 58,6

2011 117 5,2 263 11,8 538 24,2 1.309 58,8

2012 123 6 285 13,8 517 24,9 1.147 55,3

Atendimentos Comunitários

Fonte: APAC/DATASUS – MS

Perfil sócio demográfico Na comparação entre os sexos,

observou-se a proporção do sexo masculino sobre o feminino de aproximadamente 2:1.

A distribuição da faixa etária entre masculino e feminino não foi homogênea (p < 0,0001).

Média de idade (anos) = 14 (dp ± 4,4 Min 0 Máx.19).

Aumento nas faixas etárias de 0-4 anos (2,2 - 6), 10 a 14 anos (22,7 - 24,9)

Perfil NosológicoTranstornos do desenvolvimento (26% -15,6%) Uso de substâncias psicoativas (22% - 5,6%) Transtornos neuróticos e somatoformes (22%-5,6%)Transtorno de personalidade (21,8% para 15%)

Retardo mental (12,9% -25,2%) Esquizofrenia e transt.delirantes (15,8%- 17,4%)TM e comportamentais (10,3%-24,3%) Transtorno do humor (14,3%-15,1%) Transtornos mentais orgânicos (19,6%-20,7%)

Distribuição dos atendimentos de transtornos mentais de crianças e adolescentes segundo o tipo da instituição prestadora do atendimento no estado de Sergipe (2008 a 2012)Tipo Instituição

Existentes no

estadoFrequência %

CAPS I 32 5.531 50,6CAPS i 02 3602 33,1CAPS AD 04 478 4,4CAPS III 03 333 3CAPS II 03 219 2,2Sem informação - 735 6,7

Fonte: APAC/DATASUS – MS

Conclusões Serviços destinados para a população

infanto juvenil restritos;

Necessidade de ampliação do número dos CAPS;

Dentre os 75 municípios existentes, 41 destes não dispõem de CAPS;

Reduzida evasão ao tratamento em atendimentos comunitários (1,3%).

Recomendações

Proporcionar atendimento em instituições próximas as residências dos pacientes;

Promover maior interiorização dos CAPS, principalmente CAPS i;

Monitoramento dos pacientes graves os quais necessitem de programas específicos de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças para manutenção do tratamento.

Obrigada

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