almanaque cultura

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A primeira edição do Almanaque Cultura tem 20 páginas, duas cores e aborda questões relativas à comunidade, adotando uma linguagem acessível a leitores de diferentes classes sociais e níveis de escolaridade, com o firme propósito de democratizar o acesso à arte e à cultura (formais e populares), sem, contudo, empobrecer o conteúdo apresentado.

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  • jan 11

    A gente no quer s comida!

    1

  • Publicao bimestral da3marias Produtora Ltda.

    Jornalista ResponsvelAna Paula Pontes - Mtb 26.425

    Coordenao EditorialLuciana Teixeira - Mtb 25.863

    Coordenao Grfi caEliane Deliberali

    ArticulistasCarlos Augusto de Almeida

    Cllia BruschiEloiza TeixeiraRegina Gouvea

    RevisoJanete Stela Domenica

    CapaFoto: Eliane Deliberali

    Texto: Extrado da cano Comida, de autoria de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Srgio Britto.

    ImpressoGrfi ca e Editora Adonis Ltda.

    Tiragem10.000 exemplares

    DistribuioGratuita

    Cartas redaoAv. 9 de Julho, 1010, sala 6

    Jardim So Domingos - Americana - SPCEP: 13471-140

    Fone: (19) 3408-0300almanaque@3mariasprodutora.com.br

    almanaque

    cultura

    Realizao

    Personagem

    Ver e Ver-se

    Alternativo e Independente

    Mobilizao

    Vida de Artista

    Mais que Comida

    Bom de Ir

    57 9 11 13 1719

    Lulu Benencase, um poeta americanense

    O Almanaque Cultura uma publica-o que tem como objetivo principal a divulgao da cultura como elemento de incluso social, bem como a veicula-o das diversas manifestaes e ativi-dades cul turais e artsticas realizadas na regio dos municpios de Ameri-cana, Limeira, Nova Odessa e Santa Brbara dOeste. Alm de informar, o Almanaque pretende contribuir para formar, fazendo com que a regio des-cubra seus ta lentos, fale de si e para si e, ao mesmo tempo, dialogue com a cultura em outros nveis. Com lingua-gem gil e notadamente acessvel, a publicao pretende estimular a inte-ra tividade e a participao do pblico.Mais especifi camente, o Almanaque deseja informar e formar um pblico consumidor de cultura, com enfoque para o seu potencial estratgico de desenvolvimento; divulgar os artistas e a arte locais; divulgar trabalhos e projetos que utilizam a cultura como elemento de socializao; integrar ar-tistas e produtores culturais da regio; resgatar temas e elementos da cultura popular; resgatar a histria da regio e das comunidades que a constituem; popularizar e desmistifi car a lingua-gem artstico-cultural (erudita).Esta a nossa proposta e o nosso desafio.Boa leitura!

    Editorial

    Patrocnio

    Apoio

    Msica boa em discos bons de ouvir

    Muito trabalho e boa vontade em 10 anos do Fbrica das Artes e na expanso do Cineclube Estao

    Movimento Salve o Casaro conquista recursos para o restauro

    A arte de vencer de Silvia Negrona

    Quem investe em cultura merece aplausos

    Programe-se para o 2 Americana Mostra

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  • O almanaque um dos mais inusitados formatos editoriais j publicados, sendo considerado, inclu-sive, a primeira manifestao cultural popular do mundo.

    Os primeiros almanaques surgiram na Frana, por volta de 1450, destinados a um pblico pouco familiarizado ao hbito da leitura. Desde o incio,

    o almanaque caracterizou-se por ser escrito em linguagem fcil, apresentar-se fartamente ilus-trado e oferecer informaes para todos os gostos. Por volta de 1550, Nostradamus tornou-se clebre pelas profecias que publicou num almanaque que levava seu nome.

    No Brasil, um dos pri mei ros registros desse tipo de publica-o data de 1812, quando foi editado em Salvador o Alma-naque para a cidade da Bahia. O Almanak Histrico do Rio de Janeiro tambm dos mais antigos do pas, assim como o

    A cultura doAlmanaque

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    Almanak da Provn-cia de So Paulo. Com o passar dos anos, as publica-es desse gnero foram sendo edita-das em cidades co-mo Franca, Cam-pinas, So Luiz do Ma ranho, entre tan tas outras. O ponto alto na evoluo dos almanaques brasileiros foi a publicao do Al-manaque do Biotnico Fontoura e Jeca Tatu, que era elaborado e ilustrado por Monteiro Lobato e distribudo gratuitamente em todo o Brasil.

    Os almanaques j foram muito utilizados como meio de disseminao da arte, especial-mente a literatura e a caricatura. Poetas e es-critores como lvares de Azevedo, Machado de Assis, Olavo Bilac e o prprio Monteiro Lobato tiveram muitos trabalhos divulgados em al-manaques; outros, como o portugus Ea de Queiroz, criaram seus prprios almanaques com o intuito de dar acesso arte s mais di-versas camadas da populao.

    3nmero um

    Um reizinho

    brasileiro

    em alemoSer que depois de exatos 50 anos, o Romi-Isetta,

    primeiro carro a ser produzido em srie no Brasil, es-tar de volta? Esse um boato que vive correndo entre os apaixonados por carros antigos e amantes do ve-culo. A empresa Indstrias Romi, que produziu o carro de 1956 a 1961, descarta a possibilidade, mesmo com os micros e pequenos automveis voltando a ter im-portncia no cenrio mundial. Cerca de trs mil Romi-Isettas foram fabricados no Brasil, sendo que muitos ainda circulam pelas mos de coleciona-dores. Para ver de perto um Romi-Isetta, v at o CEDOC da Fundao Romi (Av. Joo Ometto, 118 - Jd. Panambi - San-ta Brbara dOeste).

    Romi-Isetta volver?A escritora Luciene Regina Paulino Tognetta, de Americana, teve seu livro O reizinho e ele mes-mo, da Editora Adonis, traduzido para o alemo: Der kleine Knig und er selbst. A ideia de pu-blicar o livro em alemo surgiu dos trabalhos que realizo num curso de ps-gra duao. O livro j foi para a Alemanha e para a Sua e est nas mos de profes-sores em vrias escolas, conta a escritora.

    O livro aborda as relaes in-terpessoais e, na traduo, todo o seu contedo foi mantido. Quando falamos sobre a forma-o de pessoas mais ticas, fala-mos de seres humanos alemes, brasileiros, suos, enfatiza.

    para o alemo: Der kleinund er selbst. A ideiablicar o livro em alemdos trabalhos que realurso de ps-gra duao foi para a Alemanha Sua e est nas mos dores em vrias escolasscritora.O livro aborda as rela

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  • Papel imuneO papel um produto que no paga imposto em algumas circunstncias, de acordo com a lei brasileira. Trata-se do chamado papel imune, que fica restrito a algumas situaes, tais como livros e jornais, entre outros. Magali afirma que esta iseno possibilita um preo menor de impresso, mas no beneficia as outras etapas de produo e distribuio do livro.

    4

    Ler - e ter um bom li vro em casa - uma via gem que ainda no pode ser rea lizada pe la maior par te da po pu lao bra sileira. O preo do livro um dos responsveis pe la difi cul-dade do a ces so leitura

    no pas. Meu sonho que o livro che gue a toda pes soa que dese je ler num valor mais aces svel; que a pes soa tenha o livro como objeto de de-sejo e de direito, em casa, na cabeceira da cama, podendo com pr-lo no valor re al, afi rma Magali

    Por que o livro to caro?

    Berggren Comelato, dire-tora da Editora Adonis, de Americana.

    Ela informa que o livro sai da grfi ca e da editora a um valor, no mnimo, trs vezes menor do que aquele que chega s li-vrarias. Para chegar li vraria, o livro enviado em consignao ao distri-buidor, que cobra entre 50% e 60% em cima do preo de capa, explica.

    Magali conta que a in-dstria do livro no Bra-sil teve incio pelas mos de Monteiro Lobato, que comeou a editar as pr-prias histrias. Monteiro

    enviava cartas a peque nos comerciantes, propondo a ven da em consignao. Ele tratava o livro como um artigo comercial como qualquer outro e vendeu muito livro desse jeito.

    Ela acredita que o mer-cado editorial vai aquecer com a disseminao do livro digital, diminuindo o preo de venda. A in-ternet vai favorecer e fa-cilitar o acesso leitura, mas o livro impresso vai continuar sendo objeto de desejo das pessoas, que vo poder comprar um produto mais bara-to, sublinha.

    LemqureadaOred

    O publicitrio america-nense Andr Bastelli via-jou com Gulliver e trouxe na bagagem a proposta de criar o Lilliput Books, livros minsculos com te-mas interes santssimos, mui tos de les tendo como foco a sua cidade, como o caso do Lilliput Ameri-cana - Museu do Casa-ro. A criao nasceu de um sonho, que completa 15 anos em 2011. Como publicar editorialmen te era muito caro, pensei em um formato em que cada pgina fosse 1/100 de um A4. A sacada da dobra veio para facili-tar o acabamento, o ta-manho foi para viabili-zar economicamente e criar um diferencial de

    miniatura cole cionvel, explica Bastelli.

    Ao todo foram lana-dos 59 ttulos, sendo um em Nova Iorque. Entre as diversas histrias desses 15 anos, destacamos a ou sadia de Bastelli, que trouxe para o lanamento Airton, um ano que fa-zia performances e estava com um chapu quase do mesmo ta manho dele. Bastelli con ta que, embo-ra no es teja produzindo mais, tem guardadas mais de cem mil unidades.

    Da onde vem Lilliput?Lilliput uma ilha fi c-

    tcia do livro As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. O autor apresen-tou-a como parte de um

    arquiplago com Blufescu, algures no Oceano ndico.

    Nessa ilha o personagem principal deparou-se com a populao de pessoas minsculas (com menos de seis polegadas de altura), chamadas lilliputeanos, que o tomaram por gigante.

    Fonte: Wikipedia - enciclopdia livre

    Lilliput americanense

    Dim

    ens

    es d

    o Li

    llipu

    t: 2,

    1cm

    x 2

    ,8cm

    x 0

    ,5cm

    FilmeLanado no Brasil em

    2011, o fi lme As viagens de Gulliver, baseado no livro, conta a histria de um rapaz que trabalha num jornal e decide fazer uma viagem pelo mar. Devido a uma tempes-tade, ele vai parar na ilha de