alexandre a. da costa caleidosc³pio pol­tico

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  • 1. CALEIDOSCPIO POLTICOAS REPRESENTAES DO CENRIO INTERNACIONAL NAS PGINAS DO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO (1938-1945) Alexandre Andrade da Costa

2. CALEIDOSCPIO POLTICO 3. CONSELHO EDITORIAL ACADMICO Responsvel pela publicao desta obra ureo Busetto Carlos Eduardo Jordo Machado Milton Carlos da Costa Wilton Carlos Lima da Silva 4. ALEXANDRE ANDRADE DA COSTACALEIDOSCPIO POLTICOAS REPRESENTAES DO CENRIO INTERNACIONAL NAS PGINAS DO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO (1938-1945) 5. 2010 Editora UNESP Cultura Acadmica Praa da S, 108 01001-900 So Paulo SP Tel.: (0xx11) 3242-7171 Fax: (0xx11) 3242-7172 www.editoraunesp.com.br feu@editora.unesp.brCIP Brasil. Catalogao na fonte Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ C87c Costa, Alexandre Andrade da Caleidoscpio poltico: as representaes do cenrio internacional nas pginas do jornal O Estado de S. Paulo (1938-1945) / Alexandre Andrade da Costa. So Paulo : Cultura Acadmica, 2010. il. Inclui bibliograa ISBN 978-85-7983-113-3 1. Poltica internacional, 1939-1945. 2. Cultura poltica Brasil Histria. 3. Intelectuais Viso poltica e social Brasil. 4. Impensa e poltica Brasil Histria. 5. Governo e imprensa Brasil Histria. 6. O Estado de S. Paulo (Jornal). I. Ttulo. II. Ttulo: As representaes do cenrio internacional nas pginas do jornal O Estado de S. Paulo (1938-1945). 11-0130.CDD: 070.40981 CDU: 070(81)Este livro publicado pelo Programa de Publicaes Digitais da Pr-Reitoria de Ps-Graduao da Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho (UNESP)Editora afiliada: 6. AGRADECIMENTOSEste trabalho no se iniciou no curso de ps-graduao. Ele comeou quando consegui uma bolsa de auxlio da prpria Unesp em 2003 e, por conta dela, busquei como orientadora a professora doutora Tnia Regina de Luca. Dessa data em diante, o jornal O Estado de S. Paulo tornou-se a fonte sobre a qual eu me debruaria por sete anos. As leituras referentes ao perodo estudado e histria da imprensa no Brasil compunham a rotina de pesquisa que cumpri com o auxlio de diversas pessoas. Inicialmente, gostaria de agradecer professora Tnia Regina de Luca a orientao segura e firme e a dedicao demonstrada nas inmeras correes que, durante todos esses anos, fizeram parte do nosso trabalho conjunto. Sua competncia e observaes crticas provenientes de um rigoroso estudo das fontes e do profundo conhecimento de vasta historiografia no s marcaram nosso convvio, mas constituem um paradigma da excelncia profissional. Ao meu pai, Donizete Carvalho da Costa, que teve a grandeza, a coragem e a ousadia de sonhar para mim um futuro radicalmente distinto daquele vivenciado por ele no presente. minha me, Leila Marta de Andrade Costa, que esteve ao meu lado em todos os momentos, incondicionalmente. minha av, Euripia Barbosa de Souza, cuja bondade e amor ultrapassam todos os limites. minha 7. 6ALEXANDRE ANDRADE DA COSTAirm, Adriana Andrade da Costa, que me apoiou nos momentos de indeciso e tornou minha vida acadmica possvel arcando com responsabilidades que no lhe eram pertinentes. A Susyanne, sem a qual minha vida teria um tom cinza. Agradeo a compreenso, o afeto, a confiana e, especialmente, por iluminar ainda mais minha existncia trazendo ao mundo a menina mais linda e carinhosa, Laila, com quem aprendo muito, diariamente. Aos professores Zlia Lopes da Silva e Antnio Celso Ferreira, presentes no exame de qualificao, cuja cuidadosa leitura e apontamentos foram essenciais para o desenvolvimento desta pesquisa, especialmente no que concerne aos jogos do poltico. A Clodoaldo Bueno, professor que mais de uma vez me recebeu em sua sala para discutir sobre a bibliografia do perodo no que tangia problemtica das relaes internacionais. A Marlene Gasque e a todos os funcionrios do Centro de Documentao e Apoio e Pesquisa (Cedap) devo agradecer o apoio, a eficincia e a agilidade, no que se refere tanto aos microfilmes quanto aos materiais necessrios catalogao de peridicos. A Vtor Souza, amigo e companheiro que se props digitalizar a volumosa coleo do peridico auxiliando nessa cansativa etapa com sua incansvel persistncia em busca da imagem perfeita, modificando a luz e o foco da mquina vrias vezes at encontrar o melhor ajuste. A todos os amigos que fiz na Moradia Estudantil, com os quais convivi durante os quatro anos da graduao, agradeo a oportunidade de conhecer e compartilhar momentos tristes e felizes. Julio, Cludio, Joo, Andr Csar, Andr Gonzaga, Gabriela, Joilson, Edileuza, Raphael, Daniel, Anlton, Carlos Menarin, Renata, e muitos outros. Aos meus amigos Augusto, Priscila e Larissa, que me ensinaram a respeitar a diversidade de opinies e que sempre estiveram a meu lado. A Melanie Vargas, que, alm de conviver comigo durante toda a graduao, se incumbiu de me guiar pela imensido labirntica de concreto e ao que a capital paulista em busca de fontes, arquivos e bibliotecas. Ao meu amigo Guilherme Pigozzi Bravo, companheiro dirio de horas de estudo depois da aula e a quem respeito muito pela inteligncia e dedicao, agradeo por 8. CALEIDOSCPIO POLTICO7compartilhar o aprendizado da Histria. A Joo Arthur Ciciliato Franzolin, que conheci durante uma apresentao num congresso e que, desde ento, se tornou um parceiro no estudo da Alemanha e da Segunda Guerra Mundial, agradeo pela leitura atenta dos meus trabalhos e pelas valiosas indicaes e sugestes bibliogrficas. A Andra Helena agradeo as conversas tranquilizadoras e os materiais e textos que enviou para mim. A Priscila Miraz, que me presenteou com uma srie de livros fenomenais sobre o fascismo, e a Rodolfo Fiorucci, com quem aprendi a me levar um pouco menos a srio. A todos os funcionrios da Biblioteca Accio Jos Santa Rosa, especialmente a Milene R. Almeida, tcnica em biblioteconomia, responsvel pelo setor de intercmbio de livros entre as Universidades, pela agilidade e empenho na busca das obras necessrias pesquisa. A Valria Bertolotto, amiga que inmeras vezes me auxiliou na construo de grficos e tabelas. E finalmente agradeo Fapesp, que, por meio das bolsas de iniciao cientfica e mestrado, propiciou a dedicao exclusiva leitura e pesquisa das fontes sem as quais esse trabalho dificilmente seria possvel. Aos que eu no citei aqui e que participaram direta ou indiretamente dessa trajetria, gostaria de deixar minhas sinceras desculpas e agradecimento. 9. A poltica a continuao da guerra por outros meios. Michel Foucault 10. SUMRIOIntroduo 13 1 O Estado de S. Paulo e a defesa da democracia liberal (1938-1940) 27 2 O Estado de S. Paulo: permanncia dos discursos (1940-1942) 75 3 O Estado de S. Paulo: o debate em torno do ps-guerra (1942-1945) 145 Concluso 215 Referncias bibliogrficas 219 Anexos 227 11. INTRODUOA vida econmica, poltica e social do mundo to intrincada, to complexa e feita de tantos milhares de pequenos, mas fortssimos fios que, sem sabermos, eles nos envolvem numa vasta tela e nos ligam a acontecimentos que parecem no nos interessar. Ainda hoje sofremos todos da ltima guerra mundial. [...] Sem que o saibamos, esses pequenos fios podem estrangular-nos. Ignorar a existncia deles no nos salvar. Desprez-los suicdio.1O cenrio conturbado e complexo do campo internacional durante o final dos anos 1930 e o incio dos anos 1940, tempo em que o mundo envolveu-se em uma outra grande guerra, o pano de fundo deste estudo que contempla, ainda, os reflexos desses contextos no Brasil. Consequncia das mudanas de paradigmas vividas no seio das cincias sociais desde os anos 1960 e 1970, os estudos sobre a imprensa sofreram inflexo metodolgica importante com o trabalho de Maria Helena Rolim Capelato e Maria Lgia Coelho Prado, publicado no incio da dcada de 1980. Tambm no campo da sociologia inmeros trabalhos contriburam para um aumento exponencial, no 1 Cf. Ser a Hora H?, in O Estado de S. Paulo, 14 set. 1938, p.16. 12. 14ALEXANDRE ANDRADE DA COSTAque se refere imprensa como fonte.2 Alm disso, como assinalam os organizadores do livro Histria e imprensa, o redimensionamento da imprensa como fonte documental na medida em que expressa discursos e expresses de protagonistas possibilitou a busca de novas perspectivas para a anlise dos processos histricos. Dessa forma, superou-se a perspectiva limitada de identificar a imprensa como portadora dos fatos e da verdade. Deixaram-se tambm para trs posturas preconcebidas, que a interpretavam, desdenhosamente, como mero veculo de ideias ou foras sociais, que, por sua vez, eram subordinadas estritamente por uma infraestrutura socioeconmica. (Neves et al., 2006, p.10)Sabe-se que a imprensa participa ativamente do momento histrico no qual est inserida, uma vez que registra e tece consideraes a respeito de fatos do dia a dia, tornando possvel reconstruir os lances e peripcias dessa batalha cotidiana na qual se envolvem mltiplos personagens (Capelato, 1988). Muitas vezes, esses personagens, como lembra Tnia Regina de Luca (2008, p.8), so exatamente os mesmos, na imprensa, na poltica, nas instituies. Em outras, so, no mnimo, bastante prximos, pois intervenes polticas de peso so decididas no interior das redaes, estabelecendo e testemunhando avanos e recuos das prticas dos governos, da dinmica do pas, da formao de seu povo, do destino nacional. E os exemplos vm da Colnia, passam pelo Imprio, persistem na Primeira Repblica, seguem no Estado Novo e chegam at nossos dias.O trabalho com os jornais sempre arriscado, pois implica adentrar meandros repletos de complexidade e sutilezas. Faz-se necessria uma anlise no s do objeto que se estuda, mas, ainda, do contexto 2 Como exemplo dessa perspectiva podem-se citar as pesquisas efetuadas pelos professores e pesquisadores da Universidade de Braslia cujo livro, lanado em 2002, reflete uma parcela desses esforos (ver Luiz Gonzaga Motta, 2002). 13. CALEIDOSCPIO POLTICO15no qual aquela fonte se insere e exige do leitor/pesquisador estudar as biografias dos personagens que compem esse cenrio. Isso posto, resta a dvida: de que forma se deve abordar essa fonte o jornal como ob

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