Águas suberráneas

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  • ORIENTAES PARA A UTILIZAO DEGUAS SUBTERRNEAS NO ESTADO DE SO PAULO

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  • REALIZAO

    FIESP - Federao das Indstrias do Estado de So PauloPaulo Skaf - Presidente

    DMA - Departamento de Meio Ambiente

    Nelson Pereira dos Reis Diretor Titular

    Arthur Cezar Whitaker de Carvalho Diretor Adjunto

    Nilton Fornasari Gerente

    Anicia Aparecida Baptistello Pio Especialista em Recursos Hdricos

    Gustavo Crivelaro Dias Barreira

    ABAS Associao Brasileira de guas Subterrneas

    PresidenteUriel Duarte

    1 Vice PresidenteLauro Csar Zanatta

    2 Vice PresidenteJos Lzaro Gomes

    Secretrio GeralClaudio Pereira Oliveira

    Secretrio ExecutivoJferson Plaza

    TesoureiroCarlos Eduardo Dorneles Vieira

    Conselho DeliberativoAndr Luiz Mussel MonsoresApolo Oliva NetoBenjamim Gomes de M. Vasconcelos NetoJos Roberto de Alcantara e SilvaMaurcio de SantAna BarrosPaulo Roberto Penalva dos SantosReinaldo Jos Barbosa Lira

    Conselho FiscalClia Regina T. BarrosJos Roberto SantiagoLeila Nunes Menegasse Velasquez

    Autoria

    Carlos Eduardo Quaglia GiampValter Galdiano Gonales

    ColaboradorCludia Ferreira Lima

    Data

    Setembro 2005

    Agradecimento especial empresa

    DH Perfurao de Poos Ltda

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  • MANIFESTAO DA FIESP

    Explorao racionalda gua subterrnea

    A gua insumo bsico para a maioria dos segmentos industriais. Tendo emvista os custos crescentes cobrados pelas concessionrias pblicas, bem como dotratamento das guas superficiais, associados sua escassez nas grandesmetrpoles, os mananciais subterrneos esto ganhando importnciaestratgica para o abastecimento.

    A FIESP, reconhecendo a importncia e o crescente interesse na utilizao dessafonte alternativa pelo setor industrial paulista, firmou parceria com a ABAS(Associao Brasileira de guas Subterrneas) para a edio deste manual.

    A Cartilha de Orientaes para a Utilizao de guas Subterrneas no Estadode So Paulo tem a meta principal de disponibilizar informaes prticas eadequadas sobre os procedimentos e cuidados a serem observados quando daperfurao de poos tubulares. Outro objetivo orientar as empresas naescolha de alternativa de abastecimento de boa qualidade e de baixo custo.

    Mais do que isto, a publicao alerta os usurios industriais sobre a necessidadede uma explorao racional e adequada dos mananciais subterrneos,significativamente mais vulnerveis e de difcil recuperao quandocontaminados.

    Esta cartilha integra-se, ainda, no contexto das aes de conscientizao dosetor industrial para a adoo de prticas de conservao da gua e deproduo mais limpa, minimizando a gerao de resduos e efluentes, visando conformidade ambiental da indstria paulista.

    Dessa maneira, acreditamos estar cumprindo nossa misso, em consonnciacom as Metas de Desenvolvimento do Milnio, objetivando uma atuao comresponsabilidade social, de forma a garantir melhores condies de vida paratoda a sociedade.

    Nelson Pereira dos Reis Paulo Skaf

    Diretor Titular Presidente

    Departamento de Meio Ambiente

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  • MANIFESTAO DA ABAS

    A ABAS ASSOCIAO BRASILEIRA DE GUAS SUBTERRNEASobjetivando o esclarecimento dos grandes usurios sobre as GUASSUBTERRNEAS E OS POOS TUBULARES PROFUNDOS, fator fundamentalnas atividades desse segmento, principalmente na Regio Metropolitana deSo Paulo, buscou o desenvolvimento de um texto conciso e prtico, capaz deser compreendido por profissionais no necessariamente especialistas.

    Foi considerado tambm o contexto das guas Subterrneas dentro dosRecursos Hdricos como um todo, tendo sido mencionados e divulgados asprincipais Leis Federais e Estaduais, assim como os rgos de gerenciamentoe fiscalizao.

    A preocupao com a proteo, controle e preservao desse manancial somanifestados atravs das aes incisivas da ABAS junto com o DAEE e oCREA, atravs da instituio do Credenciamento das Empresas de Perfuraode Poos. Essas empresas, habilitadas tcnica, jurdico e financeiramente,atravs de um Selo de Credenciamento, estariam aptas a atuar de formacorreta e idnea no atendimento dos usurios que demandam essa fonte decaptao dgua.

    Tambm foram inseridos aspectos inerentes aos diferentes TIPOS DE POOS,buscando esclarecer e orientar, assim como muitos pontos importantes naorientao da instalao de equipamentos de bombeamento, operaopropriamente dita e manuteno. Uma Tabela de Como Proceder? Orienta osusurios na relao com as empresas perfuradoras, nos diversos momentos,desde a contratao at a concluso e instalao do poo.

    Completando a orientao e os esclarecimentos sobre os principaisaspectos que norteiam esse tipo de captao, foram mencionadas situaese cuidados que devem ser tomados quanto a proteo dos aqferos frentes contaminaes.

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  • NDICE

    1. INTRODUO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11

    2. OS RECURSOS HDRICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12

    2.1 guas Superficiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13

    2.2 guas Subterrneas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14

    2.2.1 Aqfero Guarani O gigante do Mercosul. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .16

    2.2.2 guas Subterrneas no Estado de So Paulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19

    2.2.3 Vulnerabilidade e cuidados com os aquferos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20

    3. LEGISLAO DE RECURSOS HDRICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20

    3.1 Legislao Federal de Recursos Hdricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20

    3.2 Legislao Estadual sobre Recursos Hdricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .22

    4. FONTES DE ABASTECIMENTO DE GUA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

    4.1 Sistema de Abastecimento Pblico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

    4.2 Sistemas de Abastecimento Prprio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

    4.3 Exportao de gua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24

    4.4 Custos da gua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24

    4.5 Onde intervir para economizar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25

    5. POOS TUBULARES PROFUNDOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26

    5.1 As principais Entidades Profissionais e Tcnicas Cientficas . . . . . . .26

    5.2 As principais normas que regulamentam o assunto . . . . . . . . . . . . . . .27

    6. ROTEIRO PARA A CONTRATAO, CONSTRUO E

    INSTALAO DE POOS TUBULARES PROFUNDOS . . . . . . . . . . . . . .28

    6.1 Anlise Fsico Qumica e Bacteriolgica da gua . . . . . . . . . . . . . . . .31

    6.2 Equipamentos e Materiais para o Bombeamento do Poo. . . . . . . . . .32

    6.3 Operao e Monitoramento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33

    6.4 Garantia do Poo Tubular Profundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35

    ANEXO I - Declarao Universal dos Direitos da gua . . . . . . . . . . . .36

    ANEXO II Endereos para Licenciamento no DAEE . . . . . . . . . . . . . . .37

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  • INTRODUO

    A gua fundamental para a vida, sendo, porm, um recurso limitado e de valoreconmico. Sua escassez pode ocorrer, tanto por condies climticas/ hidrolgicas ehidrogeolgicas, como por demanda excessiva, como por exemplo, a Regio Metropolitanade So Paulo. Sua importncia no se restringe apenas sobrevivncia humana, masprincipalmente para o desenvolvimento de todas as atividades produtivas, devendo paratanto, serem assegurados seus usos mltiplos: agro-pecuria (principalmente irrigao),gerao de energia eltrica, produo industrial, diluio de efluentes domsticos eindustriais, transporte fluvial e por ltimo, mas no menos importante, a manuteno dascondies ecolgicas e ambientais.

    Os usos mltiplos da gua podem ser classificados em duas categorias: Uso consuntivo: quando ocorre o consumo de gua, ou seja, a quantidade de gua retirada no retorna imediatamente, no mesmo local de onde foi retirada e namesma quantidade; Uso no consuntivo: quando no existe consumo de gua na atividade.

    Na Tabela 1 apresentam-se exemplos de usos segundo a classificao acima:

    Consuntivo No Consuntivo

    Abastecimento Urbano Gerao de Energia EltricaAgropecurio (Irrigao) Lazer / Paisagem / PescaAbastecimento Industrial Usos EcolgicosDessedentao de animais Navegao Fluvial

    PisciculturaDiluio e assimilao de esgotos

    Tabela 1 - Usos mltiplos da gua

    Em termos dos usos da gua por setor usurio, apresentam-se na Tabela 2, valorespercentuais mdios de consumo.

    Paises em Desenvolvimento Paises Desenvolvidos

    Agricultura 82 % Agricultura 34 %Indstria 10 % Indstria 55 %Domiciliar 8% Domiciliar 11 %Tabela 2 - Principais usos da gua - guas Doces do Brasil

    (Rebouas et al.) - 2002

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  • 12

    2. OS RECURSOS HDRICOS

    O Ciclo H