agronomia - apostila

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NDICE 1-Introduo 2-Importncia social 3-Botnica e morfologia 4-Clima 5-Solo 6- Preparo convencional do solo 7- Tcnicas de conservao do solo 7.1-Plantio em nvel 7.2- Renques de vegetao permanente ou barreira viva 7.3-Canais escoadouros 7.4-Rotao de culturas 7.5-Cobertura morta 7.6-Adubao verde 8- Plantio, espaamento, densidade, quantidade de semente (milho) 9-Pragas 9.1-Lagarta rosca 9.2-Lagarta do cartucho 10-Doenas 10.1- Mancha de phaeosphaeria 10.2- Podrido do colmo e razes 11- Plantio e espaamento (feijo) 12-Pragas 12.1-Cigarrinha verde 12.2-Lagarta-militar 13-Doenas 13.1- Mosaico comum 13.2-Ferrugem 14- Plantio e espaamento (mandioca) 15- Sementes - seleo de manivas 16- Seleo de ramas 17-Pragas 17.1-caros 17.2-Mandarov 18-Doenas 18.1-Bacteriose 18.2-Podrido 19- Consorciao de culturas 20- Inseticidas naturais 20.1-Calda bordalesa 20.2-Calda de fumo 20.3-Macerado de urtiga 20.4-Emulso de leo 20.5-Ch de angico 21-Adubao

radicular

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21.1-Compostagem 21.2-Adubao verde

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1.Introduo O Estado do Cear possui 75% de sua rea total includa na isoieta abaixo de 800mm anuais (isoieta que conceitua pluviometricamente o semi-rido, segundo Lei n 7.287 de 27/09/89). Apresenta extrema irregularidade das precipitaes pluviomtricas no tempo e no espao, com anos de seca ocorrendo em ciclos de oito a doze anos e temperaturas sempre superiores a 23C, no que resulta, em altas taxas de evapotranspirao potencial, com conseqentes ndices negativos do balano hdrico. Geologicamente, formado pelo embasamento cristalino, apresentando solos rasos, susceptveis eroso e com srias limitaes de guas subterrneas [Brasil (1973), SUDEC (1981) e Leite et al. (1988)], citados por Soares et al. (1995). A cobertura vegetal, no semi-rido, constituda pela caatinga, cuja caducifolia e pouca densidade, oferecem pouca proteo aos solos. A presso demogrfica exerce uma sobre-explorao dos recursos naturais, devido: ao baixo nvel tecnolgico e ausncia quase absoluta de uma conscincia conservacionista, resultando em uma baixa qualidade de vida da populao. Para reverter o quadro de pobreza rural, Silveira (2002) afirma que, aos enfoques inovadores terico-metodolgicos que permeiam a difuso de tecnologias, de crdito e fomento agrcola, devem ser incorporados como critrios de desempenho dos sistemas tcnicos empregados, no somente as produtividades dos cultivos e criaes, mas tambm a sustentabilidade ambiental, a equidade social e a apropriao cultural. A crescente participao das organizaes dos agricultores familiares, em comunho com outras organizaes da sociedade civil, na implementao de programas prprios voltados para a promoo do desenvolvimento agrcola, vem se configurando em um caminho inovador para os processos de formulao e implementao das polticas pblicas para a agricultura sustentvel. Um exemplo disso a recente busca de aproximao das agncias oficiais de desenvolvimento e as ONGs visando alcanar os agricultores mais desfavorecidos e promover o uso mais eficiente de seus recursos humanos e financeiros (Reijntjes et all, 1994). Conservao do meio ambiente, atravs do manejo correto das culturas desenvolvendo tcnicas racionais de uso do solo, da gua e dos recursos naturais da regio e desenvolvimento social e econmico da comunidade agrcola, atravs da melhoria no rendimento das lavouras so as metas que se espera alcanar ao final desta apostila.

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2. Importncia Social O milho um cereal de grande importncia em toda a Amrica. a espcie vegetal que cobre a maior rea cultivada em nosso continente, sendo no mundo, depois do trigo e do arroz, a mais extensa rea plantada. o cereal de maior consumo do pas. O rico cereal sempre constituiu o mais seguro sustento dos stios e fazendas, fornecendo bom alimento durante o ano sob as mais variadas formas, tanto ao homem como aos animais domsticos. O feijo uma leguminosa comestvel, dotada de elevado contedo protico, bem adaptada a regies quentes, pouco exigente fertilidade natural do solo e razoavelmente resistente seca. O feijo o tradicional prato nacional, obrigatrio na parcela populacional de baixa e mdia renda. No Nordeste brasileiro alimento protico, que substitui inteiramente a carne para os que tm baixo poder aquisitivo. A mandioca desempenha um grande papel social s populaes situadas no mundo tropical. Ela o alimento bsico para mais de 500 milhes de pessoas em muitos pases asiticos, africanos, e em algumas regies subdesenvolvidas de pases da Amrica Latina. uma das mais tradicionais culturas brasileiras, sendo cultivada em quase todo territrio nacional e em, aproximadamente 1,2 milhes de estabelecimentos agrcolas; destes, a maioria so pequenas propriedades familiares. Nas regies Norte e Nordeste h o predomnio da produo familiar, com inmeras indstrias artesanais (Casas de farinha), que destinam seu produto principalmente para o consumo domstico.

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3. Botnica e morfologia O milho uma planta monica e anual. Pertence classe das Monocotileneas; ordem Glumiflorae; tribo maydeae; famlia Graminae; gnero Zea e espcie Z. Mays L. H um grande nmero de variedades de milho, que se distinguem quanto ao porte, tipo e ciclo vegetativo. Existem milhos muito precoces, que com 65 dias esto amadurecendo, enquanto outros necessitam de 100,120,140 e at 180 dias. O caule do milho cilndrico, tipo colmo, com ns compactos e entrens mais curtos na base da planta. O sistema radicular do milho consiste de 2 tipos de razes: razes primrias (seminais) e razes adventcias. A folha do milho do tipo lanceolada, possuindo limbo e bainha. O embrio j possui de 4-5 folhas diferenciadas. O nmero de folhas de uma planta determinado poucos dias aps a germinao. As folhas so expostas a medida que o caule se desenvolve. O feijoeiro uma planta herbcea e anual. Pertence classe das Dicotiledneas; ordem Rosales; famlia Leguminosae; subfamlia Papilionoideae; gneros cultivados: Vigna e Phaseolus; principais espcies: P. vulgaris L, P. mungoL e P.lunatus L. O sistema radicular formado de raiz principal, pivotante, com ramificaes laterais. As razes principais podem crescer at 2 metros em busca de gua e nutrientes. O caule formado pela haste principal, do qual se originam os ramos. A mandioca uma planta monica. Pertence classe das Dicotiledneas; ordem Euphorbiales; famlia Euphorbiaceae; gnero Manihot; espcie Manihot esculenta crantz. O sistema radicular superficial, fibroso, constitudo de um nmero reduzido de razes. Apenas algumas razes intumescem pelo armazenamento de amido transformando-se em razes tuberosas que so superficiais. O caule, de altura varivel entre 1 e 3 metros pode ser ou no ramificado. Com o tempo torna-se suberizado com colorao cinzenta ou marrom. As cultivares ramificadas so classificadas em ramificao alta e baixa.

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4.Clima O milho produz muito bem em regies temperadas, onde existe um perodo de 180 dias de boa pluviosidade e ausncia de baixas temperaturas. Os veres devem ser quentes e midos. As variedades precoces podem produzirem um mnimo de 250 mm de chuva regularmente distribudas. Algumas variedades podem ser plantadas em zonas mais quentes. A principais variedades produzem altas colheitas onde a temperatura durante o seu desenvolvimento, no se distancie muito de 20 C a 22 C. Algumas alcanam o timo entre 30 a 32 C. E poucas variedades germinam com 10 C. As variedades j aclimadas sentem profundamente as mudanas do meio. uma planta muito sensvel ao fotoperiodismo. No decorrer de maior parte de seu desenvolvimento, o milho requer um bom teor de umidade no solo e no ar. De modo que as chuvas devam ser regulares at atingir o seu perodo crtico, isto , durante o florescimento. Neste perodo, as chuvas muito pesadas prejudicam a polinizao, como tambm a excessiva secura no ar no favorvel viabilidade do plen. O milho resiste, sem grandes prejuzos, a uma escassez de gua, durante o perodo de crescimento; parece ter um mecanismo de defesa contra a excessiva evaporao. O feijoeiro uma planta de clima relativamente quente e estvel. No suporta os fortes calores e os ventos frios. Para os feijes usados na nossa regio(vigna) suportam temperaturas mais elevadas. Necessita de chuvas moderadas e dias bem ensolarados. As fortes chuvas so desfavorveis cultura, pois o excesso de umidade produz o apodrecimento das folhas e vagens. Pode ser plantado no inverno ou durante o vero, nas bacias de irrigao, nas vazantes dos audes ou no leito mido dos rios peridicos. Em nosso meio, o plantio deve ser feito no princpio