Agronomia - Apostila

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<p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>NDICE 1-Introduo 2-Importncia social 3-Botnica e morfologia 4-Clima 5-Solo 6- Preparo convencional do solo 7- Tcnicas de conservao do solo 7.1-Plantio em nvel 7.2- Renques de vegetao permanente ou barreira viva 7.3-Canais escoadouros 7.4-Rotao de culturas 7.5-Cobertura morta 7.6-Adubao verde 8- Plantio, espaamento, densidade, quantidade de semente (milho) 9-Pragas 9.1-Lagarta rosca 9.2-Lagarta do cartucho 10-Doenas 10.1- Mancha de phaeosphaeria 10.2- Podrido do colmo e razes 11- Plantio e espaamento (feijo) 12-Pragas 12.1-Cigarrinha verde 12.2-Lagarta-militar 13-Doenas 13.1- Mosaico comum 13.2-Ferrugem 14- Plantio e espaamento (mandioca) 15- Sementes - seleo de manivas 16- Seleo de ramas 17-Pragas 17.1-caros 17.2-Mandarov 18-Doenas 18.1-Bacteriose 18.2-Podrido 19- Consorciao de culturas 20- Inseticidas naturais 20.1-Calda bordalesa 20.2-Calda de fumo 20.3-Macerado de urtiga 20.4-Emulso de leo 20.5-Ch de angico 21-Adubao</p> <p>radicular</p> <p>2</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>21.1-Compostagem 21.2-Adubao verde</p> <p>3</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>1.Introduo O Estado do Cear possui 75% de sua rea total includa na isoieta abaixo de 800mm anuais (isoieta que conceitua pluviometricamente o semi-rido, segundo Lei n 7.287 de 27/09/89). Apresenta extrema irregularidade das precipitaes pluviomtricas no tempo e no espao, com anos de seca ocorrendo em ciclos de oito a doze anos e temperaturas sempre superiores a 23C, no que resulta, em altas taxas de evapotranspirao potencial, com conseqentes ndices negativos do balano hdrico. Geologicamente, formado pelo embasamento cristalino, apresentando solos rasos, susceptveis eroso e com srias limitaes de guas subterrneas [Brasil (1973), SUDEC (1981) e Leite et al. (1988)], citados por Soares et al. (1995). A cobertura vegetal, no semi-rido, constituda pela caatinga, cuja caducifolia e pouca densidade, oferecem pouca proteo aos solos. A presso demogrfica exerce uma sobre-explorao dos recursos naturais, devido: ao baixo nvel tecnolgico e ausncia quase absoluta de uma conscincia conservacionista, resultando em uma baixa qualidade de vida da populao. Para reverter o quadro de pobreza rural, Silveira (2002) afirma que, aos enfoques inovadores terico-metodolgicos que permeiam a difuso de tecnologias, de crdito e fomento agrcola, devem ser incorporados como critrios de desempenho dos sistemas tcnicos empregados, no somente as produtividades dos cultivos e criaes, mas tambm a sustentabilidade ambiental, a equidade social e a apropriao cultural. A crescente participao das organizaes dos agricultores familiares, em comunho com outras organizaes da sociedade civil, na implementao de programas prprios voltados para a promoo do desenvolvimento agrcola, vem se configurando em um caminho inovador para os processos de formulao e implementao das polticas pblicas para a agricultura sustentvel. Um exemplo disso a recente busca de aproximao das agncias oficiais de desenvolvimento e as ONGs visando alcanar os agricultores mais desfavorecidos e promover o uso mais eficiente de seus recursos humanos e financeiros (Reijntjes et all, 1994). Conservao do meio ambiente, atravs do manejo correto das culturas desenvolvendo tcnicas racionais de uso do solo, da gua e dos recursos naturais da regio e desenvolvimento social e econmico da comunidade agrcola, atravs da melhoria no rendimento das lavouras so as metas que se espera alcanar ao final desta apostila.</p> <p>4</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>2. Importncia Social O milho um cereal de grande importncia em toda a Amrica. a espcie vegetal que cobre a maior rea cultivada em nosso continente, sendo no mundo, depois do trigo e do arroz, a mais extensa rea plantada. o cereal de maior consumo do pas. O rico cereal sempre constituiu o mais seguro sustento dos stios e fazendas, fornecendo bom alimento durante o ano sob as mais variadas formas, tanto ao homem como aos animais domsticos. O feijo uma leguminosa comestvel, dotada de elevado contedo protico, bem adaptada a regies quentes, pouco exigente fertilidade natural do solo e razoavelmente resistente seca. O feijo o tradicional prato nacional, obrigatrio na parcela populacional de baixa e mdia renda. No Nordeste brasileiro alimento protico, que substitui inteiramente a carne para os que tm baixo poder aquisitivo. A mandioca desempenha um grande papel social s populaes situadas no mundo tropical. Ela o alimento bsico para mais de 500 milhes de pessoas em muitos pases asiticos, africanos, e em algumas regies subdesenvolvidas de pases da Amrica Latina. uma das mais tradicionais culturas brasileiras, sendo cultivada em quase todo territrio nacional e em, aproximadamente 1,2 milhes de estabelecimentos agrcolas; destes, a maioria so pequenas propriedades familiares. Nas regies Norte e Nordeste h o predomnio da produo familiar, com inmeras indstrias artesanais (Casas de farinha), que destinam seu produto principalmente para o consumo domstico.</p> <p>5</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>3. Botnica e morfologia O milho uma planta monica e anual. Pertence classe das Monocotileneas; ordem Glumiflorae; tribo maydeae; famlia Graminae; gnero Zea e espcie Z. Mays L. H um grande nmero de variedades de milho, que se distinguem quanto ao porte, tipo e ciclo vegetativo. Existem milhos muito precoces, que com 65 dias esto amadurecendo, enquanto outros necessitam de 100,120,140 e at 180 dias. O caule do milho cilndrico, tipo colmo, com ns compactos e entrens mais curtos na base da planta. O sistema radicular do milho consiste de 2 tipos de razes: razes primrias (seminais) e razes adventcias. A folha do milho do tipo lanceolada, possuindo limbo e bainha. O embrio j possui de 4-5 folhas diferenciadas. O nmero de folhas de uma planta determinado poucos dias aps a germinao. As folhas so expostas a medida que o caule se desenvolve. O feijoeiro uma planta herbcea e anual. Pertence classe das Dicotiledneas; ordem Rosales; famlia Leguminosae; subfamlia Papilionoideae; gneros cultivados: Vigna e Phaseolus; principais espcies: P. vulgaris L, P. mungoL e P.lunatus L. O sistema radicular formado de raiz principal, pivotante, com ramificaes laterais. As razes principais podem crescer at 2 metros em busca de gua e nutrientes. O caule formado pela haste principal, do qual se originam os ramos. A mandioca uma planta monica. Pertence classe das Dicotiledneas; ordem Euphorbiales; famlia Euphorbiaceae; gnero Manihot; espcie Manihot esculenta crantz. O sistema radicular superficial, fibroso, constitudo de um nmero reduzido de razes. Apenas algumas razes intumescem pelo armazenamento de amido transformando-se em razes tuberosas que so superficiais. O caule, de altura varivel entre 1 e 3 metros pode ser ou no ramificado. Com o tempo torna-se suberizado com colorao cinzenta ou marrom. As cultivares ramificadas so classificadas em ramificao alta e baixa.</p> <p>6</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>4.Clima O milho produz muito bem em regies temperadas, onde existe um perodo de 180 dias de boa pluviosidade e ausncia de baixas temperaturas. Os veres devem ser quentes e midos. As variedades precoces podem produzirem um mnimo de 250 mm de chuva regularmente distribudas. Algumas variedades podem ser plantadas em zonas mais quentes. A principais variedades produzem altas colheitas onde a temperatura durante o seu desenvolvimento, no se distancie muito de 20 C a 22 C. Algumas alcanam o timo entre 30 a 32 C. E poucas variedades germinam com 10 C. As variedades j aclimadas sentem profundamente as mudanas do meio. uma planta muito sensvel ao fotoperiodismo. No decorrer de maior parte de seu desenvolvimento, o milho requer um bom teor de umidade no solo e no ar. De modo que as chuvas devam ser regulares at atingir o seu perodo crtico, isto , durante o florescimento. Neste perodo, as chuvas muito pesadas prejudicam a polinizao, como tambm a excessiva secura no ar no favorvel viabilidade do plen. O milho resiste, sem grandes prejuzos, a uma escassez de gua, durante o perodo de crescimento; parece ter um mecanismo de defesa contra a excessiva evaporao. O feijoeiro uma planta de clima relativamente quente e estvel. No suporta os fortes calores e os ventos frios. Para os feijes usados na nossa regio(vigna) suportam temperaturas mais elevadas. Necessita de chuvas moderadas e dias bem ensolarados. As fortes chuvas so desfavorveis cultura, pois o excesso de umidade produz o apodrecimento das folhas e vagens. Pode ser plantado no inverno ou durante o vero, nas bacias de irrigao, nas vazantes dos audes ou no leito mido dos rios peridicos. Em nosso meio, o plantio deve ser feito no princpio das chuvas, de janeiro a maro, quando o inverno se generalizar. As reas que mais produzem feijo no Cear so as zonas fisiogrficas do Serto Central, do Alto e Mdio Jaguaribe e do Serto Sudoeste. Como planta de origem tropical, a mandioca prefere os climas quentes e midos. Mas pode ser cultivada em toda a faixa tropical e subtropical. As condies consideradas ideais vo de 18 a 35oC de temperatura e 1000 a 1500mm de chuvas bem distribudas anualmente, principalmente no incio da cultura. A mandioca cultivada em regies de clima tropical e subtropical, com precipitao pluviomtrica varivel de 600 a 1.200 mm de chuvas bem distribudas e uma temperatura mdia de em torno de 25C. Temperaturas inferiores a 15C prejudicam o desenvolvimento vegetativo da planta. Pode ser cultivada em altitudes que variam de prximo ao nvel do mar at mil metros. bem tolerante seca e possui ampla adaptao s mais variadas condies de clima e solo.</p> <p>7</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>5. Solo O solo tem as funes de servir de suporte mecnico para os vegetais e reter a umidade, libertando os nutrientes e o oxignio para as razes, quando as plantas dele necessitam. O solo agrcola a parte mais externa da crosta terrestre que sofreu a ao dos agentes intempricos. A riqueza mineral de um solo varivel com os elementos constituintes da rocha- matriz. O milho se desenvolve bem em solos frteis e de textura fina. Devem ser os solos profundos, drenveis e bem dotados de hmus. Tolera um solo moderadamente cido ou ligeiramente alcalino. Os solos muito compactos so difceis de ser trabalhados e se empapam facilmente de umidade ou racham quando secos; os solos arenosos so pobres e secam com facilidade, logo, no produzem bem esse exigente cereal. No Nordeste brasileiro, as aluvies fluviais e os tabuleiros e serras de solo profundos e frteis constituem as manchas de solo mais apropriadas para a cultura do milho. O feijo produz em vrios tipos de solos, desde que no sejam demasiadamente argilosos. Os melhores solos para sua cultura so os profundos, drenveis e com bom teor de hmus. As aluvies fluviais, frouxas e limosas que margeiam nossos rios e riachos ,so terrenos apropriados cultura do feijo. Para a cultura da mandioca deve-se preferir solos leves, profundos com textura mdia, bem drenados, pH de 5 a 6, de topografia plana e frteis, embora ela se desenvolva bem, tambm em solos pouco frteis, ter bom teor de matria orgnica e ser livres de pedras e cascalhos, apresentando boa insolao, fcil acesso, mecanizveis e com abundncia de gua de boa qualidade. Deve-se evitar solos muito arenosos e os permanentemente alagados.</p> <p>8</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>6. Preparo convencional do solo Com o propsito de minimizar o impacto negativo do preparo do solo, deve-se sempre ter em mente que as operaes devem contemplar, de uma maneira harmoniosa, no somente o solo, mas tambm as suas interaes com a gua, com vistas ao planejamento integrado, visando a sustentabilidade da atividade. Nesse sentido, a rea agrcola deve ser cuidadosamente planejada. Em funo das condies locais de clima e solo, elabora-se o planejamento conservacionista da rea. Todas as operaes mecnicas, a comear pelo preparo do solo, devem ser executadas em nvel. Com este cuidado, cria-se uma srie de pequenas depresses na superfcie, a rugosidade do solo, que, alm de armazenarem a gua at que esta se infiltre, funcionam tambm como pequenas barreiras ao escorrimento e formao da enxurrada. O plantio e cultivos realizados tambm em nvel, na seqncia, ajudam a aumentar a segurana do sistema de conservao de solo. A utilizao constante do mesmo equipamento, como a grade pesada ou o arado de discos, trabalhando sempre numa mesma profundidade, provoca compactao logo abaixo da camada preparada. Uma das maneiras de reduzir a compactao alternar anualmente a profundidade de preparo do solo. importante tambm atentar para as condies de umidade do terreno por ocasio de seu preparo. O ponto de umidade ideal aquele em que o trator opera com o mnimo esforo, produzindo os melhores resultados na execuo do servio. Com o solo muito mido, aumentam os problemas de compactao. H maior adeso da terra nos implementos, chegando a impedir a operao. Em solo muito seco, preciso um nmero maior de passadas de grade para quebrar os torres, exigindo maior consumo de combustvel. Com isso, o custo de produo fica maior e o solo, pulverizado.</p> <p>9</p> <p>www.baixenaboa.blogspot.com Baixe na Boa Downloads Ajude manter o Baixe na Boa no ar, clique nos links de nossos patrocinadores ( no necessrio comprar nada, basta clicar ate chegar ao site de alguma loja.. ), e voc j estar ajudando muito!</p> <p>7.Tcnicas de conservao do solo 7.1....</p>