aglomerantes aéreos

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  • Introduo e Definies

    Aglomerantes So minerais que, ao serem misturados com a

    gua, formam pasta que endurece por processos fsico-qumicos, fazendo aderir entre si os componentes das argamassas e dos concretos. Aglomerantes areos: so os que s fazem pega

    ou presa e endurecem ao ar; exemplos: cal area, gesso, cimento magnesiano e argila. Aglomerantes hidrulicos: so os que fazem

    pega ou presa e endurecem mesmo embaixo de gua; exemplos: cimento portland, cimento metalrgico e aluminoso, cal hidrulica, pozolanas, cimentos naturais e aglomerantes mistos.

    Pega e Endurecimento So duas fases do processo de solidificao dos

    aglomerantes, argamassas e concretos Pega ou Presa: o fenmeno qumico que leva a

    alterao da constituio e enrijecimento

  • Endurecimento: o fenmeno fsico que no implica em alterao de constituio, mas em ganho de resistncia mecnica

    Rendimento de um Aglomerante Rendimento de um aglomerante: o volume da

    pasta obtido com uma unidade de volume do aglomerante. Portanto, a razo entre o volume de pasta e o volume que o aglomerante tinha antes de ser misturado com a gua.

    Coeficiente de rendimento: o fator que

    multiplicado pelo volume do aglomerante no estado seco permite calcular o volume da pasta quando se d a hidratao.

    eAglomerant

    Pasta

    RV

    VC

    Processo experimental

    1. Toma-se um frasco graduado e coloca-se nele um litro de aglomerante seco, previamente medido no barmetro; 2. Mistura-se a gua necessria para dar uma pasta de consistncia normal e mede-se o volume final alcanado;

  • 3. Calcula-se o CR pela frmula dada. Processo analtico

    1. Avalia-se previamente o volume a de gua por unidade de volume de aglomerante seco, para se alcanar uma pasta de consistncia normal, a densidade aparente d do aglomerante seco e a sua densidade absoluta D; 2. Calcula-se o CR pela frmula seguinte:

    aD

    dCR

    Nota: esta frmula permite calcular o rendimento para qualquer quantidade de gua de amassamento.

    Gesso

    Origem do Gesso obtido por desidratao a partir do mineral

    gipsita que um sulfato dihidratado de clcio CaSO4.2H2O encontrado livre na natureza. A gipsita assume as formas cristalina, fibrosa ou

    terrosa. A forma cristalina denominada de alabastro.

  • Desidratao da gipsita

    CaSO4.2H2O (gipsita)

    CaSO4.H2O (gesso hemi-hidratado)

    CaSO4 (gesso anidro)

    CaO (cal viva ou gesso morto)

    CaCO3 (gesso anidrido)

    130-180oC

    200-350oC

    1000oC

    >1000oC

  • Variedades de Gesso Gesso hemi-hidratado (CaSO4.H2O) Variedade mais conhecida Branco, pulverulento e amorfo Apodera-se facilmente da gua formando gesso

    dihidratado Usado puro em estuque, massa de vidraceiro,

    moldes, ladrilhos, etc. o mais usado na construo, misturado com o

    gesso anidro: molduras, forros-falsos, painis, flores, etc. Pega: inicia em 2-5min e finaliza em 15-30min

    Gesso anidro (CaSO4) Menos vido de gua do que o CaSO4.H2O Maior resistncia mecnica Maior resistncia umidade atmosfrica Mais usado em pedras artificiais, reboco,

    granitina Pega: cerca de 24h

    Gesso calcinado (CaSO4.H2O + CaSO4 ) o que normalmente se vende no comrcio Alm de gesso hemi-hidratado e anidro, tambm,

    costuma conter impurezas Pega: entre 15-25min

  • Gesso cr (CaCO3) Efetivamente no gesso Usado em pintura e massa de vidraceiro

    Giz de escola (CaSO4 + CaCO3)

    Hidratao do Gesso Gesso hemi-hidratado: absorve 70 a 80% do seu

    peso em gua de amassamento para alcanar uma pasta de consistncia normal. O ponto ideal para o equilbrio entre tempo de pega e resistncia obtido com 50% de gua.

    Gesso anidro: absorve 35 a 45% do seu peso em

    gua de amassamento para alcanar uma pasta de consistncia normal. Tem maior resistncia do que o gesso hemi-hidratado.

    Pega e Endurecimento do Gesso A hidratao do gesso hemi-hidratado (CaSO4.

    H2O) e do gesso anidro (CaSO4) resulta de novo em gesso dihidratado (CaSO4.2H2O), mas em estado cristalino e no amorfo A solidificao comea pela pega ou presa ,

    quando a pasta perde plasticidade e firma-se pela hidratao de molculas

  • O processo acompanhado de grande elevao de temperatura

    Fatores que alteram o tempo de pega: Menos gua diminui o tempo de pega gua mais quente diminui ou acelera o tempo

    de pega Gesso mais fino faz pega mais rpida do que o

    grosso Gesso mais puro tem pega mais rpida Sal de cozinha acelera a pega O retardamento da pega feito com adio de

    gesso anidro, em quantidade proporcional ao efeito desejado

    Coeficiente de Rendimento do Gesso Densidade aparente do gesso: d=0,85;

    densidade absoluta: D=2,50; quantidade de gua unitria para a pasta de consistncia normal:

    a0,5 Clculo de CR

    82,05,050,2

    85,0 a

    D

    dCR

  • 1 dm3 de gesso em p d 0,82 a 0,84dm3 de pasta, com o uso da quantidade ideal de gua. Todavia, conforme a quantidade de gua de

    amassamento, o valor pode variar de 0,52 a 1,32dm

    3; neste ltimo caso, aparecero fissuras

    durante a secagem.

    Resistncia do Gesso Boa resistncia mecnica Resistncia compresso: 50-150 kgf/cm

    2

    Resistncia trao: 20 kgf/cm2, com 40% de

    gua

    Quanto maior o tempo de pega, maior ser a resistncia mecnica, porque se formam cristais maiores e mais entrelaados

    A adio de sulfato ou carbonato de potssio ao

    gesso aumenta a resistncia e o endurecimento

    Outras Propriedades do Gesso M aderncia pedra e madeira Oxida o ferro A adio de sulfato de zinco (Processo Sorel)

    torna o gesso com boa aderncia madeira, pedra ou ferro e evita a oxidao do ferro

  • No tolera altas temperaturas Bom isolante trmico e acstico Peso especfico: 850kg/m3, em p; 1600 kg/m3,

    quando endurecido A adio de 2 a 3% de gesso argamassa de cal

    ou cimento aumenta em cerca de 30% a resistncia da argamassa, embora retarde bastante a pega Finura recomendada: as normas americanas

    recomendam para o gesso em p uma granulao mxima de 0,6mm e que 90% passe na peneira 0,15mm

    Aplicaes Comuns do Gesso na Construo Fabricao de placas para revestimento e forros

    pr-fabricados Ornatos Tintas Escaiolas, juntamente com cal e cimento branco Argamassas

  • Cal Area

    Ciclo da Cal

    Calcinao: decomposio trmica dos calcrios/ dolomitos/ conchas calcrias que resulta na formao de dois produtos cal virgem ou cal viva ou cal area e dixido de carbono:

    CaCO3 + calor CaO + CO2

    CaCO3.MgCO3 + calor CaO. MgO + 2CO2 Hidratao da cal: a cal viva reage energicamente

    com a gua gerando o hidrxido de clcio, chamado cal apagada ou cal extinta:

    CaO + H2O Ca(OH)2 + calor

    Carbonatao: a cal apagada absorve lentamente o gs carbnico do ar, recompondo-se em carbonato de clcio duro, completando o ciclo da cal:

    Ca(OH)2 + CO2 CaCO3 + H2O Com base neste ciclo se fazem as argamassas de

    cal Mistura-se a cal apagada com areia e gua. Com o tempo a argamassa petrifica, pois a cal se

    transforma em carbonato de clcio duro,

  • praticamente insolvel na gua, e ligando os gros entre si.

    Fluxograma de Fabricao

    Rochas carbonatadas clcio-magnesianas: so constitudas em 50% ou mais pelos minerais calcita (CaCO3; rombodrico), aragonita (CaCO3; ortorrmbico) e dolomita (CaCO3.MgCO3; rombodrico)

    Industrializao da cal:

  • Classificao da Cal Area Quanto s relaes CaO-MgO Cal clcica: produto com alto teor de xido de

    clcio Cal dolomtica: produto com relao entre os

    xidos de clcio e de magnsio igual molecular CaO/MgO Cal magnesiana: produto com teor de xido de

    magnsio intermedirio entre a cal clcica e a cal dolomtica

    Quanto ao teor de CaO Cal gorda, ou branca, ou rpida: tem mais de

    90% de CaO. Cal magra, ou cinzenta, ou dolomtica, ou

    magnesiana, ou lenta: com menos de 90% de CaO, podendo conter grande quantidade de impurezas (areia, argila, clnquer e magnsia). Possui cor mais acinzentada e rendimento muito menor do que a cal gorda. A magnsia (MgO) pode chegar a 50% do volume.

    As especificaes brasileiras s exigem que as

    porcentagens de CaO e MgO somadas totalizem mais de 88%, podendo ser de 12% o resduo da extino. Despreza o efeito nocivo do magnsio nos rebocos (furos com pontos brancos no centro)

  • Empolamento da Cal Viva uma reao da cal viva que se traduz no

    aumento de volume, com o conseqente aparecimento de temperatura e tenses internas muito elevadas, o que leva a cal a desagregar e esfarinhar.

    Cuidados a tomar: Nunca usar cal viva CaO para fazer

    argamassas; Extinguir a cal completamente, transformando-a

    em hidrxido - Ca(OH)2 - para depois ser feita a argamassa.

    Calor de Hidratao da Cal Viva De 300oC, na cal magra, a 400oC, na cal gorda,

    em ambientes fechados De 100oC a 150oC, nas obras ao ar livre Cuidados a tomar durante a extino: Usar sempre EPIs culos, luvas, capacete e

    macaco impermevel pois a cal viva forma, ao ser apagada, bolhas que estouram e saltam a distncia e em alta temperatura;

  • No deixar a temperatura alcanar valor muito elevado, para anular o risco de formao de ndulos ou clnqueres que estragaro a pasta formada.

    Rendimento da Extino da Cal Viva Clculo de CR

    57,338,18,20,12,2

    7,185,0aa

    aa

    D

    dCR

    1 m3 de cal viva em pedra d 1,5 a 3,5m3 de

    pasta ou nata de cal extinta, com o uso da quantidade ideal de gua; A variao de rendime