aerovisÃo nº 246 out/nov/dez 2015

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NOVAS ROTAS DE GESTÃO DA FAB - Melhor aproveitamento de recursos e mais eficiência: conheça a receita para fazer mais com menos ( edição atualizada em 09/11/2015)

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  • 50 anos Santa CruzFumaa

    C-130 Hrcules completa cincodcadas na FAB

    Base no RJ se prepara para as Olimpadas

    Esquadrilha volta com novas aeronaves

    Melhor aproveitamento de recursos e mais eficincia: conhea a receita para fazer mais com menosMelhor aproveitamento de recursos e mais eficincia:

    NOVAS ROTAS DE GESTO DA FAB

    Out/Nov/Dez - 2015 N 246 - Ano 42

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  • MDIAS SOCIAISMDIAS SOCIAIS

    Edio n 246 Ano 42Outubro/Novembro/Dezembro - 2015

    Prepare seu plano de voo

    Quer saber tudo que ro lou na sexta edio dos Jogos Mundiais

    Mil i tares? Confira o Fora Area Blog.#MundialMilitar #ForasnoEsporteAcesse: https://www.forcaaereablog.aer.mil.br

    6 jogos mundiais militares

    GESTO Mais com menosSaiba como unidades da FAB conseguiram tornar os processos administrativos mais geis.

    DEFESAInvestimento com retornoEstudo revela que operaes gata aumentam a arrecadao de impostos com o combate a crimes como o contrabando.

    OPERACIONAL - Foras areas do Brasil e de pases vizinhos treinam juntas para coibir os voos ilcitos em regies de fronteira. Em 2015, as operaes COLBRA e PERBRA exercitaram procedimentos para defesa da Amaznia e combate ao narcotrfi co.

    ENTREVISTAEntre o possvel e o necessrioChefe do Estado-Maior da Aeronu-tica explica os projetos de melhoria de gesto para tornar a Fora Area mais efi ciente.

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  • DEFESA

    Veja a edio digital interativa

    Expedio YanomamiFora Area Brasileira apoia organizao no governamental Expedicionrios da Sade para levar atendimento mdico a milhares de ndios em tribos isoladas na Amaznia. 40AmAzNIA

    FAB EM AOAssista reportagem que mostra como a rotina

    dos soldados da Aeronutica. Voc vai conhecer as vrias etapas da carreira desse militar, desde o in-gresso, a progresso, as atividades desenvolvidas e as oportunidades de preparao para o retorno ao mercado de trabalho.

    CONEXO FABMensalmente, voc pode acompanhar os prin-cipais acontecimentos da Fora Area Brasileira. Em outubro, o Conexo FAB tira as dvidas dos candidatos sobre como realizar o teste fsico para ingresso na Fora.

    Veja na FAB TV (youtube.com/portalfab)

    DEFESA AREAA casa da caaCriada para defender reas estratgicas do Pas, a Base Area de Santa Cruz se prepara para os Jogos Olmpicos de 2016.28

    5Aeroviso Out/Nov/Dez 2015

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  • Fora Area avio no cu, tropa em ao, controladores frente a painis imensos e uma srie de outras atividades onde decises rpidas fazem parte do dia a dia. Mas , tambm, tornar tudo isso possvel. Falamos de um silencioso, planejado, repetitivo e criterioso trabalho realizado nos bastidores, quase sempre de forma annima.

    esperado. Certamente no se tra-tam de atividades com o mesmo nvel de emoo: com pessoas sentadas frente de computadores, at as fotos so desinteressantes. Melhor seria se uma revista como a Aeroviso apenas retratasse msseis e bombas, fizesse o leitor sentir o cheiro e o calor do com-bustvel queimado nas turbinas. Mas sem uma gesto adequada de recursos, nada disso iria ocorrer. A Fora Area poderia ficar no cho.

    Antes mesmo da crise econmica vivida pelo Brasil em 2015, a Aeronu-tica j estava focada em melhorar sua gesto. O objetivo concentrar recur-sos nas atividades-fim, tornando os setores administrativos mais enxutos, menos burocrticos e mais eficientes.

    Um desses exemplos acontece na cidade do Rio de Janeiro, onde uma s unidade absorveu os servios admi-nistrativos de outras nove. O resultado o foco na misso original, no caso, oferecer uma manuteno adequada a aeronaves como os caas A-1. Com me-nos burocracia e mais gente disponvel para o trabalho de ponta, temos mais avies no cu.

    assim que at hoje a frota de C-130 Hrcules continua em operao, da Antrtica Amaznia, aps 50 anos

    de excelentes servios. Uma gesto eficiente leva a uma manuteno efi-ciente e, por sua vez, permite termos uma Fora Area presente na vida dos brasileiros com misses de grande relevncia como transporte de ajuda humanitria e combate a incndios florestais. Essa histria voc tambm confere neste nmero da Aeroviso.

    Gerir os recursos com eficincia garante que, mesmo em perodo de cortes, a Fora Area continue em ao. Nas fronteiras, exerccios binacionais firmam laos com pases vizinhos para ajudar a combater os crimes transna-cionais. No mar, o P-95 modernizado garante a vigilncia de nossas riquezas ocenicas. No Rio de Janeiro, a Base A-rea de Santa Cruz cumpre o seu papel de defender estruturas estratgicas e se prepara para os desafios dos Jogos Olmpicos. Na Amaznia, em parceria com a sociedade civil, a FAB ajuda a levar sade para ndios.

    Por fim, amigo leitor, decidimos destacar o papel dos nossos militares da rea administrativa porque eles trabalham com um profundo respeito a voc. Quando cada centavo bem gas-to, quando a busca pelo aprimoramento constante, h um extremo respeito ao cidado brasileiro. A nossa maneira de agradecer pelos recursos a ns confia-dos saber fazer valer cada um deles. Obrigado pela confiana.

    Boa leitura!

    Brigadeiro do Ar Pedro Lus FarcicChefe do Centro de Comunicao

    Social da Aeronutica

    Gerenciar para voar

    Nossa capa: A arte, elaborada pelo Tenente Rachid Jereissati e pela Sargento Daniele Aze-vedo sobre fotografia do Cabo Vincius Santos, representa todos os militares da Fora Area Brasileira que atuam na rea de gesto. Abaixo, trs destaques sobre o objetivo final da rea administrativa: aeronaves no cu.

    7Aeroviso Out/Nov/Dez 2015

    Aos Leitores

  • ENTREVISTA

    Entre o possvel e o necessrio

    Ao mesmo tempo em que lida com os desafios do presente, de fazer mais com menos, a Aeronutica planeja seu futuro e se concentra cada vez mais na sua misso ins-titucional: Manter a soberania do espao areo nacional com vistas defesa da Ptria.

    Quem explica o Chefe do Estado-Maior da Aeronutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Hlio Paes de Barros Jnior. Ao longo de 45 anos de servio, o militar acumula passagens por cursos de gesto em universidades do Bra-sil, do Canad e dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que esteve frente de Organizaes Militares como o 1 Grupo de Defesa Area, a Base Area de Anpolis e o Comando-Geral de Apoio.

    Entre os assuntos abordados nesta entrevista esto o novo Plano Estratgico Militar da Aero-nutica, a otimizao dos servios administra-tivos e os projetos de Parceria Pblico-Privada. Tudo para alcanar uma lio aprendida na Escola Preparatria de Cadetes do Ar (EPCAR): a busca pela qualidade.

    GABRILLI DALA VECHIA

    8 AerovisoOut/Nov/Dez 2015

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  • Ser preciso rever as nossas necessidades, tanto em termos de

    infraestrutura quanto de recursos humanos, para fazer frente aos novos desafios que se

    descortinam

    9Out/Nov/Dez 2015Aeroviso

  • Aeroviso - Segundo dados divul-gados pela Embraer, nos ltimos anos, cada real investido em desenvolvimen-to de produtos de defesa gerou cerca de dez vezes esse valor em divisas de exportao. Como a Aeronutica tem contribudo para a Base Industrial de Defesa (BID)?

    Ten Brig Paes de Barros - Existem dois pontos que considero de grande importncia no que tange ao desenvol-vimento da BID.

    O primeiro foi a idealizao do CTA (Centro Tcnico Aeroespacial, criado em 1946 em So Jos dos Campos e atualmente designado Departamento de Cincia e Tecnologia Aeroespacial) e a decorrente criao da Embraer, pois a partir de ento o Brasil pde adentrar em um clube de pases produtores de aeronaves, tornando-se um dos maiores do mundo neste segmento de negcios. Para alcanar esse patamar, foram de suma importncia os pro-jetos militares solicitados Embraer, que, por meio de tecnologias duais, proporcionaram Base Industrial de Defesa alar voo em seus programas de cunho civil.

    O segundo ponto, e no menos im-portante, foi que Fora Area buscou incentivar o processo de manuteno de reparveis no Brasil, ou seja, aque-les itens das aeronaves que necessitam de revises peridicas. Assim, muitas vezes aproveitando as clusulas con-tratuais de offset, as empresas nacio-nais buscaram e alcanaram nveis de excelncia nesse tipo de servio. Isso possibilitou s indstrias o domnio completo do ciclo de vida de um determinado projeto. Tais aes no s elevaram a capacidade profissio-nal brasileira, permitindo inclusive a venda desses servios ao exterior, como tambm ofereceram ao Pas uma capacidade estratgica de durar na ao, ou seja, promoveram aumento no tempo de permanncia da Aeronutica em um conflito. uma relao que considero benfica para todos.

    Aeroviso - O COMAER tem insis-tido bastante nos ganhos dos projetos estratgicos como KC-390 e Gripen NG para alm dos benefcios imedia-tos. Tem se falado muito no incentivo transferncia de tecnologia, offset, gerao de empregos, etc. Por que isso bom para o Pas?

    Ten Brig Paes de Barros - H setores industriais no mundo, espe-cialmente o aeronutico, nos quais o contedo tecnolgico vastssimo e muito complexo, por isso seu valor agregado muito alto. Sendo assim, torna-se extremamente difcil penetrar nestes mercados, seja pelas dificulda-des tcnicas intrnsecas atividade, ou mesmo pelas restries do prprio mercado a outros competidores.

    As clusulas