aeridências artística em “formato aberto” de félix .de félix mula portugal nas feiras do

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  • N 254 * 28 de maro a 10 de abril de 2018Suplemento da edio n 1239, ano XXXVII,do JL, Jor nal de Le tras, Ar tes e Ideiascom a colaborao do Cames, I.P.

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    A residncia artstica

    em formato aberto

    de Flix Mula

    Portugal nas feiras do

    livro de Bogot em abril e de

    Leipzig em 2021

    Estados Unidos da Amrica O valor estratgico dos exames de portugus

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    Estados Unidos da AmricaO valor estratgico do exame NEWL de portugus

    A elaborao das provas de lngua portuguesa, na sua variante euro-peia, que vo ter lugar pelo segundo ano consecutivo nos Estados Unidos da Amrica (EUA), a de abril prximo, no quadro dos exames nacionais em lnguas estrangeiras (National Examinations in World Languages NEWL), promovi-dos pelos American Councils for International Education (AC), esto a ser apoiados pela primeira vez pelo Cames, I.P.

    S em os NEWL que j compreendiam exames em diversas outras lnguas passaram a contar com o exame de portugus nas suas variantes europeia e brasileira.

    As inscries para o exame de portugus no quadro dos NEWL de esto a decorrer at de mar-o, junto dos centros de exames nos estabelecimentos de ensino aprova-dos pela entidade promotora.

    O exame, que realizado em linha (online), tem como enorme vantagem o facto do seu resulta-do se poder converter em crditos adicionais no acesso dos alunos s universidades americanas, segundo explica Joo Caixinha, Coordenador

    do Ensino Portugus (EPE) nos EUA. Para essa aceitao, refere, con-ta o facto de ser promovido pelos AC e reconhecido pelo programa de Advanced Placement do College Board.

    Segundo os AC, os resultados do NEWL j foram aceites por vrias universidades de prestgio, incluin-do a Universidade de Maryland, a Universidade DePaul, a Universidade de Purdue, a Universidade de Cornell e outras. Um nmero crescente de estados tambm aceita os resultados do NEWL como uma medio vlida de profi cincia para o Seal of Biliteracy.

    Este sistema j existia para uma srie de outros idiomas, tendo a sua extenso ao portugus im-

    plicado uma luta de vrios anos, acrescenta o Coordenador da rede EPE nos EUA. O valor estratgico deste exame () bvio, ao permi-tir pr cobro a uma desvantagem, que no se compreendia, face a outros idiomas alguns deles bem menos falados do que o nosso e, simultaneamente, mobilizar muitos mais alunos, nos EUA, para a aprendizagem da lngua que todos partilhamos, declara o Coordenador.

    Para que esse resultado seja al-canado, necessrio fazer chegar a informao ao maior nmero possvel de interessados, sobretudo s escolas secundrias do ensino p-blico e s universidades, diz ainda Joo Caixinha.

    MEMORANDOO apoio elaborao de itens de portugus europeu para o exame NEWL de est ser prestado atravs da Diviso de Programao, Formao e Certifi cao da Direo de Servios de Lngua e Cultura do Cames, I.P., em articulao com a Coordenao do Ensino Portugus nos EUA, assegurada por

    Joo Caixinha e pelo Coordenador Adjunto Jos Ado.

    Este apoio decorre da assina-tura a de janeiro passado de um Memorando de Entendimento (MdE) entre o Cames, I.P., representado pelo embaixador de Portugal nos EUA, Domingos Fezas Vital, e os AC, na pessoa de Dan Davidson, presidente emrito da instituio norte-americana.

    No MdE, as duas entidades con-cordaram em colaborar em diversas reas que benefi ciem as misses de ambas as organizaes no que res-peita ao estudo e ensino de lngua e cultura portuguesas, nomeadamente trabalhando em conjunto para for-talecer a consciencializao pblica sobre os programas e atividades educacionais de ambas as organi-zaes, incluindo o exame nacional de lnguas estrangeiras (NEWL), em portugus e noutras lnguas, e no reconhecimento dos resultados dos exames NEWL pelas faculdades ou universidades afi liadas.

    A colaborao estende-se tam-bm pgina ofi cial do Cames, I.P. (uma ferramenta verstil para aprendentes e educadores ligados ao

    ensino e aprendizagem de portu-gus), ao apoio ao desenvolvi-mento profi ssional de professores e expanso e melhoria da educao em lngua portuguesa nos EUA.

    OUTROS APOIOSPara alm do suporte na elaborao de itens de portugus europeu para o exame NEWL de , o essencial do apoio do Cames, I.P., este ano, no mbito do MdE, traduz-se na atribuio aos AC de uma verba de mil euros, metade para apoiar os custos das propinas de estudantes portugueses ou luso-americanos que se candidatem ao exame de portugus NEWL e outra metade para apoiar a participao de pro-fessores de portugus nas ofi cinas de trabalho de desenvolvimento profi ssional, promovidos pelos AC/NEWL e que tero lugar no fi nal do vero ou no incio do outono de , indica Joo Caixinha, que refere ter j sido concedida numa base de fi rst come, fi rst available a verba para o apoio fi nanceiro a alunos que se queiram inscrever neste exame.

    O exame avaliar as compe-tncias dos alunos, nas seguintes componentes: compreenso de tex-tos (Reading Comprehension - mi-nutos), compreenso oral (Listening Comprehension - minutos), apresentao escrita (Presentational Writing - minutos) e conversao (Interpersonal Listening/Speaking

    A residncia artstica em formato aberto de Flix Mula

    da dana, que j levou em a Lisboa a coregrafa cabo-verdiana Sara Estrela (que por estes dias apresenta o resultado do seu trabalho) e Praia a coregrafa portuguesa Sara Anjo.

    O Cames/CCP de Maputo de-senvolveu tambm na mesma linha, em e , um programa de residncias artsticas com a Fundao de Serralves, intitulado de Porto em Porto, que na sua primeira edio abordou a dana e a msica e na se-gunda as tcnicas expositivas.

    O PROJETO DAS CANTINASQuando perguntam ao vencedor do Prmio Novo Banco Photo de qual a importncia das residncias artsti-cas, Flix Mula admite que a mudana de espao fsico e os novos contactos e experincias sejam estimulantes para o artista visual/fotgrafo. Afi nal, diz, muito empobrecedor para um artista estar sempre em casa e ser tomado pela rotina, enquanto pelo mundo, as artes sendo elas muito dinmicas, est tudo sempre a mudar. Mas, ressalva, tambm depende do formato das residncias. Algumas propem for-matos fechados, quase que de dvida: esteve na residncia, obrigatoriamente no fi m exigida uma exposio. Essas, no tenho apreciado. Gosto das que a exposio ou qualquer outra forma de apresentao saiam por si, explica.

    Ser uma residncia em forma-to aberto funcionou precisamente para Flix Mula como motivao para concorrer em Residncia Artstica para Artes Visuais e Fotografi a em Lisboa/Portugal. Entre outras motivaes, claro, entre as quais est o facto de ele j estar a desenvolver em Maputo um projeto que, para dar um salto, sentia a necessidade de viajar para Portugal. Mas o ser um formato aberto e que acolhe mesmo projetos ainda no processo de pesquisa, foi importante para ele, porque no

    tinha ideia se, depois dos dias da residncia, teria material para uma exposio. Ento senti-me muito vontade, trabalhando sem tanto pensar na parte fi nal da pesquisa.

    E que projeto foi esse que Flix Mula trouxe a Lisboa? Defi ne-o como um projeto misto. Por um lado, continha muitas questes desenvolvi-das, primeiro entre a Ilha da Reunio, onde tambm estudei, r Moambique e [que], por fi m, continuaria em Portugal. Por outro tinha dois aspe-tos pontuais: () uma tentativa de busca

    de nomes de proprietrios das cantinas (lojas), localizadas ao longo da estrada nacional nmero , apenas no troo Maputo Xai Xai; () tentar localizar famlia Lee, de origem chinesa, que trabalhou com o meu pai e, que quan-do o pas fi cou independente decidiu ir viver para Portugal.

    Muitas cantinas, que vendiam qua-se de tudo durante a era colonial, foram abandonadas quando da independn-cia de Moambique, proclamada a de junho de , pois a maioria dos proprietrios eram portugueses e com a chegada da independncia abando-naram o pas (Moambique) por razes de vria ordem. E, tendo eu nascido depois da independncia, sempre fui tentado em saber: quem eram os donos? Como que funcionavam as cantinas? Onde estavam os donos? As respostas destas perguntas me faziam pensar em viajar para Portugal.

    PRMIOEm Portugal tive que andar procura de instituies que guardam documentos/arquivos da histria dos cantineiros (proprietrios das lojas) em Moambique. Tambm tentava procurar pelas pessoas que estiveram a residir em Moambique na era colo-nial, visitava cemitrios, procurando os nomes que tinha na lista, mas sem esperana de muitos sucessos, apenas

    Ele h residncias e residncias. Pelo menos o que se depreende das afi r-maes de Flix Mula (Maputo, ) apresentado frequentemente como fotgrafo, mas que fi ca vontade na famlia das artes plsticas , primei-ro vencedor, em , do programa de residncias para criadores moambi-canos de artes visuais e fotografi a em Lisboa, criado ao abrigo de um pro-tocolo de cooperao entre a Cmara Municipal (CML) da capital portuguesa e o Cames/Centro Cultural Portugus (CCP) em Maputo, e que j vai na sua edio.

    Depois de Flix Mula, de Euridice Kala (Maputo, ) e de Mrio Macilau (Maputo, ), o artista visual Jorge Dias (Maputo, ), mentor do MUVART (Movimento de Arte Contempornea de Moambique) e diretor e docente na Escola Nacional de Artes Visuais, em Maputo, vai estar este ano, em maio, em Lisboa, depois ter sido o vencedor do concurso para a edio de do programa de residncias.

    Este programa, que se traduz numa estadia em Lisboa, apoiada pelo mu-nicpio, de um artista visual/fotgrafo daquele pas da costa oriental africana, funcionou como detonad