Adubao cafeeiro - MANEJO DA FERTILIDADE DOS SOLOS E ADUBAO EQUILIBRADA PARA CULTURA DO CAF

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MANEJO DA FERTILIDADE DOS SOLOS E ADUBAO EQUILIBRADA PARA CULTURA DO CAF Palestra Eng. Agrnomo NELSON MENOLI SOBRINHO Instituto EMATER - U M de Grandes Rios Paran

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  • 1. MANEJO DA FERTILIDADE DOS SOLOS E ADUBAO EQUILIBRADA PARA CULTURA DO CAF MANEJO DA FERTILIDADE DOS SOLOS E ADUBAO EQUILIBRADA PARA CULTURA DO CAFCULTURA DO CAF V SIMPSIO GRANDES CULTURAS UEM 30.08.2012 CULTURA DO CAF V SIMPSIO GRANDES CULTURAS UEM 30.08.2012 Eng. Agrnomo NELSON MENOLI SOBRINHO Instituto EMATER - U M de Grandes Rios Eng. Agrnomo NELSON MENOLI SOBRINHO Instituto EMATER - U M de Grandes Rios

2. PRAGAS E DOENAS QUALIDADE PREO SECA DOLAR SUSTENTABILIDADE SOLOS E FERTILIDADE VARIEDADES PRAGAS E DOENAS MANEJO DA LAVOURA DOLAR GEADA PRAGAS PREO BAIXO MO DE OBRA A BASE MESMO 3. PRAGAS E DOENAS QUALIDADE PREOESTOU SUSTENTVEL - Tenho produtividade - Meu custo baixo - Meu produto tem SUSTENTABILIDADE SOLOS E FERTILIDADE VARIEDADES PRAGAS E DOENAS MANEJO DA LAVOURA - Meu produto tem bom preo 4. SUSTENTABILIDADE VARIEDADES MANEJO DA LAVOURA SOLOS E FERTILIDADE PRAGAS E DOENAS QUALIDADE PREO MANEJO DA LAVOURA 5. SUSTENTABILIDADE 6. COM CERTEZA VOC J VIU ESTA IMAGEM COM CERTEZA VOC J VIU ESTA IMAGEMVIU ESTA IMAGEMVIU ESTA IMAGEM 7. VOC J SE PERGUNTOU O QUE H DO OUTRO LADO ? VOC J SE PERGUNTOU O QUE H DO OUTRO LADO ?QUE H DO OUTRO LADO ?QUE H DO OUTRO LADO ? 8. VOC EST ACOSTUMADO A VER A PLANTA DE CAF MAS, J VIU O SEU SISTEMA RADICULAR ? TEM SE PREOCUPADO COM VOC EST ACOSTUMADO A VER A PLANTA DE CAF MAS, J VIU O SEU SISTEMA RADICULAR ? TEM SE PREOCUPADO COMTEM SE PREOCUPADO COM AQUILO QUE NO V ? COMO EST A FERTILIDADE ? TEM SE PREOCUPADO COM AQUILO QUE NO V ? COMO EST A FERTILIDADE ? 9. FISIOLOGIA DO CAFEEIRO CLIMA ORIGEM: Montanhas da Abissnia (frica) com altitudes entre 1000 e 2500 metros, temperatura mdia de 20C, com precipitao bem distribuda e superior aprecipitao bem distribuda e superior a 1600 mm entremeada por um perodo seco de 3 a 4 meses. Nestas condies o cafeeiro cresce sob densas florestas tropicais ao abrigo das altas temperaturas. 10. TEMPERATURA - Tolera: entre 16 e 24 C - timo: entre 18 e 21 C - Paralisa o crescimento: < 13 C e > 35 C - Regies equatoriais: Acima de 1000 metros ou sombreado - Folha no sol: 10 a 40 C acima da temp. do ar. - Folha na sombra: 1 a 2C abaixo temp. ar. - Temperatura diurna/noturna 26 e 20C = melhor acmulo de matria seca. - Temperatura de 0 a 4 C = estrangulamento do caule em plantas jovens 11. ADUBAOADUBAO POR QU ADUBAR ?POR QU ADUBAR ? QUANDO ADUBAR ?QUANDO ADUBAR ? QUANTO ADUBAR ?QUANTO ADUBAR ?QUANTO ADUBAR ?QUANTO ADUBAR ? COMO ADUBAR ?COMO ADUBAR ? ONDE ADUBAR ?ONDE ADUBAR ? 12. NOES DE FERTILIDADENOES DE FERTILIDADE NUTRIENTES: - O QUE SO ? Elementos ou compostos mineraisminerais necessrios s plantas. com eles que as plantas produzem seus alimentos, formando aucares, vitaminas e aminocidos para produzir novos tecidos (ramos, folhas, razes, flores eproduzir novos tecidos (ramos, folhas, razes, flores e frutos). Molcula de SACAROSE AUCARESAUCARES C, H e O cedidos de graa pela natureza 13. AMINOCIDOS E PROTENAAMINOCIDOS E PROTENA AMINOCIDO PROTENA ESTRUTURA QUATERNRIA DE PROTENA GLOBULAR Todas tem C, H, O e N Quase todas tem S Algumas tem P, F, Zn e Cu 14. VITAMINASVITAMINAS O pirofosfato de tiamina (TPP) a forma biologica- mente ativa da tiamina. TIAMINA (Vitamina B1) mente ativa da tiamina. Desempenha papel-chave no metabolismo energti- co da maioria das clulas. Deficincia de tiamina re- sulta em reduo da pro- duo de ATP, diminuindo a funo celular Todas tem C, H, O Algumas tem Co, Mo, Fe, Mg, S, Ca e N ATP = Trifosfato de adenosina 15. NUTRIENTES: - QUAIS SO ? - Nitrognio (N) PRIMRIOS: - Fsforo (P) - Potssio (K) - Clcio (ca) SECUNDRIOS: - Magnsio (Mg) - Enxfre (S) MACRONUTRIENTES - Enxfre (S) - Boro (B) - Silcio (Si) - Cobre (Cu) - Ferro (Fe) - Mangans (Mn) - Molibdnio (Mo) - Zinco (Zn) MICRONUTRIENTES 16. MACRONUTRIENTES: Necessrios em grande quantidade MICRONUTRIENTES: Necessrios em pequena quantidade DEMAIS NUTRIENTES: - Oxignio ( O ) - Hidrognio ( H ) Cedidos pela natureza ( Ar ) - Carbono ( C ) LEI DO MNIMO A produo das culturas limitada pelo nutriente mineral menos disponvel para as plantas 17. N P K Ca Mg S F Zn Cu B Mn Mo Si 18. Ca S Zn H2O KMg C P 19. XILEMA cido (pH = 3,0) Os ons inorgnicos no ficam aderidos parede FLOEMA tem (pH = 7,0): Os ons inorgnicos so fixados e disponibilizados para o restante da planta 20. PRIORIDADES DA PLANTA PARA NUTRIENTESPRIORIDADES DA PLANTA PARA NUTRIENTES ( 1 )FRUTOS ( 2 ) FLORES ( 3 )GEMAS ( 4 ) PONTOS DE CRESCIMENTO ( 5 ) RAZES 21. FONTES & DRENOS Fontes fortes: - Folhas - Ramos Drenos fortes: - Flores - Frutos- Ramos - Frutos - Frutos - Ramos novos - Caule - Raz 22. REPRESENTAO ESQUEMTICA DE UM CAFEEIRO EM PRODUO (Renna) 23. Razes de cafeeiros Arbica de 8 anos de idade Santa Tecla, El Salvador, 1946. Fonte: WELLMAN(1961) Nota: A-Cafeeiro que produziu uma colheita mdia. B-Cafeeiro que produziu uma supersafra ocasionou seca-de-ramos fisiolgica trs anos antes. As razes em decomposio so as de cor negra. 24. Razes de cafeeiros de 15 anos de idade mostrando a distribuio da placa superficial Santa Tecla, El Salvador, 1946. Fonte: WELLMAN(1961) Nota: A-Cafeeiro esgotado por supercarga de frutos. Trs razes principais (permanentes) desapareceram, em outras a decomposio est em processo, como indicado pela cor negra; B-Cafeeiro crescendo bem, com uma carga mdia de frutos, sem seca-de-ponteiros ou morte de razes. 25. SISTEMA RADICULAR EM 100 %SISTEMA RADICULAR EM 100 % 26. SISTEMA RADICULAR EM 85 %SISTEMA RADICULAR EM 85 % 27. SISTEMA RADICULAR EM 50 %SISTEMA RADICULAR EM 50 % 28. SISTEMA RADICULAR EM 30 %SISTEMA RADICULAR EM 30 % 29. SISTEMA RADICULAR EM 20 %SISTEMA RADICULAR EM 20 % 30. SISTEMA RADICULAR EM 0 %SISTEMA RADICULAR EM 0 % 31. ABSORO DE NUTRIENTES Definio: Absoro a entrada de um elemento, em forma inica ou molecular, numa regio qualquer da clula ou do tecido vegetal. ESSENCIALIDADE - Critrio direto: o elemento participa de um composto - Critrio indireto: Na ausncia, a planta no completa o ciclo. Absoro passiva: o elemento entra sem que a clula gaste energia, deslocando-se de uma regio de maior concentrao (soluo externa) para outra de menor concentrao (plasmalema). REVERSVEL Absoro ativa: o elemento atravessa a barreira lipdica (gordurosa) do plasmalema, atingindo o citoplasma, podendo atingir o vacolo. O on caminha de uma regio de menor concentrao para outra de maior. IRREVERSVEL 32. COMO ACONTECE A ASSIMILAO DOS NUTRIENTES EXTRAO DE NUTRIENTES PELO CAFEEIRO ABSORO RADICULAR H2OM (2) (1) M Raiz Os elementos entram em contato com a raiz por intercepo radicular (1), fluxo de massa (2) e difuso (3). Argila, M. Orgnica (1) (3) 3. DIFUSO: Mistura devido a agitao trmica ao acaso 2. FLUXO DE MASSA: Movimento em resposta a aplicao de uma fora (gravidade) M 33. Ca2 + 2H+ K+ H+ Mg2 2H+ NO3 OH- H+ Ca2+ K+ SOLUO DO SOLO ARGILA AR DO SOLO Mg2+ NO3 Ca2+ SO 2- Ca2+ Al3+ H+ K+ Ca2+ Mg2+ Mg2+ Al3+ Ca2+ NO3 - K+ NO3 - + K+ H+ K+ Cl- Figura - Diagrama da superfcie de troca inica mineral e orgnica no solo. SUPERFCIE DE TROCA INICA NO SOLO OH SO4 2OH- H2PO4 - OH- AR DO SOLO Ca SO4 2- H+ Mg2+ K+ H2PO4 - K+ Al3+ Ca2+ Al3+ Ca2 + K+ Al3+ Mg2+ MATRIA ORGNICA K+ Ca2+ SO4 2- H+ Mg2+ Ca2 + NO3 - H+ K+ Mg2+ Ca2+ Mg2+ H+ H 2PO4 - Mg2+ H+ Ca2+ H+ Al3+ Ca Al Ca2+ H2PO4 - Al+ 3+ RAIZ Quando a raiz efetua a captao de um nutriente (ex. Ca++), libera na soluo algum elemento com a mesma carga, tornando equilibrado ou neutralizado as cargas no solo 34. MOBILIDADE DOS ELEMENTOS MVEIS: N, P, K, Mg, Cl e Mo POUCO MVEIS: S, Cu, Fe, Mn, Zn e Si IMVEIS: Ca e B IMPORTNCIA PRTICA DA MOBILIDADE MVEIS: A deficincia aparece primeiro em folhasMVEIS: A deficincia aparece primeiro em folhas mais velhas; POUCO MVEIS e IMVEIS: a deficincia aparece primeiro nas folhas novas. As plantas exigem suprimento contnuo dos nutrientes pouco mveis ou imveis 35. Fe , Cu , Mn , Mo , Zn Baixa mobilidade no floema Ca , B N , P , K , Mg Imveis no Alta mobilidade floema no floema Diagnose foliar em funo da mobilidade dos nutrientes DA A IMPORTNCIA DE MANTER TEORES ADEQUADOS DE CLCIO (Calagem) e BORO (Matria Orgnica) 36. FAIXA DE pH ADEQUADA PARA MACRONUTRINETES 37. FAIXA DE pH ADEQUADA PARA MICRONUTRIENTES 38. RELAO ENTRE A NUTRIO E A PRODUO EM QUALQUER ESPCIE 80 100 120Produorelativa Fome ou excesso escondido Nutrio adequada 0 20 40 60 Produorelativa Nutrio Anormalidade visvel Fome ou excesso escondido 39. NITROGNIO Constituinte dos aminocidos livres e protenas, est presente em outros compostos nitrogenados importantes, como as bases nitrogenadas (purinas e pirimidinas), os cidos nucleicos (DNA e RNA), que perfazem cerca de 10% do total do nitrognio na planta. Nas folhas o nitrognio est nos cloroplastos (constituinte da clorofila), onde cada tomo de Mg est ligado a quatro tomos de nitrognio e tambm participa da sntese detomos de nitrognio e tambm participa da sntese de vitaminas, hormnios, coezima, alcalides, hexosamina s e outros compostos. Nutriente que est relacionado ainda aos mais importantes processos fisiolgicos que ocorrem nas plantas: fotossntese, respirao desenvolvimento e atividade das razes, absoro inica de outros nutrientes, crescimento, diferenciao celular e gentica. 40. SINTOMA DE DEFICINCIA DE NITROGNIO 41. Ao lado do Nitrognio, o Potssio um dos elementos mais extrados pelas plantas, difere do primeiro por no fazer parte de compostos especficos, atua como um elemento catalisador de reaes na planta (ativador enzimtico). O Caf muito exigente no elemento. Tanto no xilema como no floema, o Potssio caminha POTSSIO Tanto no xilema como no floema, o Potssio caminha na forma de K+, sendo rapidamente transportado pelo xilema aos rgos novos, onde se relacionam com as citocininas e com o metabolismo de Nitrognio na planta Potssio & Nitrognio: normalmente a presena do N aumenta a absoro de K, resultando em aumento de produo, aumenta do teor de protenas e de aminocidos solveis; 42. A funo do Potssio de natureza cataltica e osmtica, sendo essencial para as diversas funes vitais na planta. Caracterstica: o K tem como caracterstica a baixa afinidade por ligantes orgnicos, necessrio altas POTSSIO O potssio importante para a manuteno da quantidade de gua nas plantas. A absoro de gua pela clula e pelos tecidos frequentemente conseqncia da absoro ativa do potssio baixa afinidade por ligantes orgnicos, necessrio altas concentraes para que ocorram poucas ligaes Os sintomas aparecem primeiro nas folhas mais velhas, com clorose das bordas para o centro da folha, com posterior necrose. A deficincia de Potssio diminui a fotossntese e aumenta a respirao, reduzindo o suprimento de carboidratos e por conseguinte o crescimento da planta. 43. SINTOMA DE DEFICINCIA DE POTSSIO O Potssio (por ser grande) no se junta com ningum, sendo dissolvido na soluo do solo e facilmente lixiviado 44. Parece que a nica funo do fosfato no metabolismo a formao de ligaes, pirofosfato, as quais permitem a transferncia de energia. O fosfato nuclico est presente no ncleo das clulas, os acares fosfatados dominam no citoplasma, fosfolipdios dominam nos cloroplastos e fosfatos inorgnicos dominam nos vacolos. FSFORO fosfatos inorgnicos dominam nos vacolos. Baixas concentraes de fosfato inorgnico reduzem o crescimento, e numa concentrao muito baixa, o crescimento completamente inibido. O fosfato inorgnico no citoplasma tem uma funo regulatria, por influenciar a atividade de vrias enzimas, como por exemplo, a fosfofrutoquinase. 45. SINTOMA DE DEFICINCIA DE FSFORO 46. Uma das principais funes do clcio a na estrutura da planta, como integrante da parede celular, e sua falta afeta particularmente os pontos de crescimento da raiz. Deve-se ao Ca a movimentao das graxas nas plantas. CLCIO Alto teor de Clcio produz frutos com formao celular pequena, ou seja maior quantidade de clulas/cm, Como principal funo nas plantas destaca-se a sua participao na clorofila, na qual o Mg corresponde a 2,7 % do peso molecular; o Mg tambm ativador de um grande nmero de enzimas. MAGNSIO celular pequena, ou seja maior quantidade de clulas/cm, perde menos qualidade com o tempo. 47. SINTOMA DE DEFICINCIA DE CLCIO & MAGNSIO Ca Mg 48. O enxofre faz parte da molcula de vrios compostos orgnicos, como ferrodoxinas (protenas de baixo peso molecular contendo alta proporo de unidades de cistena e adicionalmente iguais nmeros de tomos de ferro e enxofre). Serve nas reaes de oxireduo da fotossntese, na reduo de NO (nitratos) e do SO4 ENXOFRE fotossntese, na reduo de NO (nitratos) e do SO4 (sulfatos) e sendo que o aminocido cistena pode se converter no aminocido metionina e no dipeptdeo cistina e esses aminocidos entram na composio das protenas, est a maior frao do enxofre nas plantas. Cerca de 70% do total do enxofre protico das folhas encontra-se nos cloroplasto e nas sementes encontrado nas suas pelculas externas. 49. SINTOMA DE DEFICINCIA DE ENXFRE 50. As principais funes so atribudas ao boro so: metabolismo de carboidratos e transporte de acares atravs das membranas; sntese de cidos nuclicos (DNA e RNA) e de fitohormnios; formao de paredes celulares; diviso celular. A hiptese mais aceita da funo bioqumica do B, a de facilitar o transporte de acares atravs das membranas, permeabilizando as paredes BORO membranas, permeabilizando as paredes celulares, aumentando a resistncia da planta seca. Uma das mais rpidas respostas deficincia de boro a inibio ou paralizao do crescimento dos tecidos meristemticos da parte area e das razes, considera-se que necessrio um contnuo suprimento de B para a manuteno da atividade meristemtica. SUA DEFICINCIA COMPARADA AO DIABETES 51. SINTOMA DE DEFICINCIA DE BORO 52. As principais funes do Cu so as seguintes : 1. Ocorre em compostos com as enzimas, de vital importncia no metabolismo das plantas; 2. Participa de processos fisiolgicos como: fotossntese, respirao, distribuio de carboidratos, reduo e fixao de nitrognio e metabolismo de protenas; 3. Influncia na permeabilidade dos vasos do xilema; 4. Controla a produo de DNA e de RNA e sua COBRE 4. Controla a produo de DNA e de RNA e sua deficincia severa inibe a reproduo das plantas; 5. Est envolvido em mecanismos de resistncia a doenas. A resistncia de plantas doenas fngicas est relacionada com suprimento adequado de cobre. Influe na uniformidade da florada e da frutificao, regula a umidade natural da planta, aumenta resistncia seca, importante na formao de ns. 53. SINTOMA DE DEFICINCIA DE COBRE As plantas no comem MATRIA O Cobre metlico retido no floema e no tem efeito algum, nem como nutriente, nem no controle de doenas comem MATRIA ORGNICA mas, fornecer Cu via foliar tem que ser orgnico (quelato) Cobre Orgnico (citrato por exemplo): 1/3 de cascas de caf (do Cereja Descascado) + 2/3 de gua + 2% de Sulfato de Cobre (24 a 48 horas) ------------------- VIA FOLIAR 54. As principais funes atribudas ao ferro so: 1. Ocorre em protenas dos grupos heme e no-heme e encontra-se principalmente nos cloroplastos; 2. Complexos orgnicos de ferro esto envolvidos no mecanismo de transferncia de eltrons; FERRO mecanismo de transferncia de eltrons; 3. Fe-protenas do grupo no-heme esto envolvidas na reduo de nitratos e de sulfatos; 4. A formao de clorofila parece ser influenciada por esse elemento; est diretamente implicado no metabolismo de cidos nuclicos; exerce funes catalticas e estruturais. 55. Todas as plantas tem uma necessidade especfica de mangans e aparentemente sua funo mais importante est relacionada com os processos de oxi-reduo. A funo mais estudada do mangans em plantas refere-se sua participao no desdobramento da molcula de gua e na evoluo do O2 no sistema MANGANS molcula de gua e na evoluo do O2 no sistema fotossinttico, na fase luminosa, de forma que tem-se a transferncia de eltrons para o fotossistema II. As plantas possuem uma protena contendo mangans, a manganina. O Mn acelera a germinao e aumenta a resistncia das plantas seca, beneficiando o sistema radicular. 56. SINTOMA DE DEFICINCIA DE FERRO E MANGANS Fe MnMn 57. A funo mais importante do Mo nas plantas est associada com o metabolismo do nitrognio. Esta funo est relacionada ativao enzimtica, principalmente com as enzimas nitrogenases e reduo do nitrato. MOLIBDNIO O zinco participa nos processos metablicos das ZINCO O zinco participa nos processos metablicos das plantas como componente de vrias enzimas, tais como: desidrogenases, proteinases, peptidases e fosfohidrogenase. Outra funo bsica do Zn est relacionada ao metabolismo de carboidratos e protenas, de fosfatos e tambm na formao de auxinas, RNA e ribossomas. Existem evidncias de que o Zn tem influncia na permeabilidade de membranas e estabilizador de componentes celulares. 58. SINTOMA DE DEFICINCIA DE MOLIBDNIO E ZINCO Mo Zn 59. CHAVE GERAL PARA A IDENTIFICAO DOS SINTOMA DE DEFICINCIA (-) E EXCESSO (+) CAUSA MAIS SINTOMAS PROVVEL ----------------------------------------------- FOLHAS MAIS VELHAS ------------------------------------------------------- 1. Clorose em geral (amarelecimento) - N 2. Cor verde azulada com ou sem amarelecimento das margens - P 3. Clorose e depois necrose das pontas e margens - K 4. Clorose entre as nervuras, seguida ou no da cor vermelho-roxa - Mg 5. Cor verde azulada com ou sem amarelecimento das margens + Al 6. Pontuaes pequenas e pardas perto das nervuras; coalescncia, encarquilhamento e clorose; interndios curtos + Mn 7. Clorose mosqueada perto da margem, manchas secas perto das margens + B 7. Clorose mosqueada perto da margem, manchas secas perto das margens e na ponta + B 8. Manchas aquosas e depois negras no limbo entre as nervuras + Cu --------------------------------------------- FOLHAS MAIS NOVAS --------------------------------------------------------- 1. Murchamento das folhas, clorose marginal, manchas nos frutos e morte das gemas - Ca 2. Clorose geral uniforme - S 3. Folhas menores e deformadas; morte da gema; superbrotamento de ramos - B 4. Murchamento, cor verde azulada, deformao do limbo, encurvamento dos ramos e acostelamento no limbo folhar - Cu 5. Clorose, nervuras em reticulado verde fino - Fe 6. Clrorose, nervuras em reticulado verde e grosso, tamanho normal - Mn 7. Lanceoladas, clorose internerval, interndio curto - Zn 8. Necrose na ponta -Ni 60. NUTRIENTE FUNO COMPOSTOS N Importante no metablismo como compostos Aminiocidos e protenas, aminas, amidas, aminoacares, purinas e piramidinas, coenzimas, vitaminas, pigmentos P Armazenamento e transferncia de energia; estrutural steres de carboidratos, nucleotdeos e cidos nuclicos, coenzimas e fosfolipdeos FUNES E OS COMPOSTOS RELACIONADOS AOS MACRONUTRIENTES K Abertura e fechamento de estmatos, sntese e estabilidade de protenas. Relaes osmticas Predomina em forma inica, no faz parte de compostos conhecidos Ca Ativao enzimtica, parede celular, permeabilidade Pectato de clcio, fitato, carbonato, oxalato Mg Ativao enzimtica, estabilidade de ribossomos, fotossntese Clorofila S Grupo ativo de enzimas e coenzimas Cistena, cistina, metionina, e taurina, Glutatione, glicosdios e sulfolipdeos, coenzimas 61. NUTRIENTE FUNO COMPOSTOS B Transporte de carboidratos, absoro inica, sntese de lignina Borato Compostos desconhecidos Cl Fotossntese Acutumina e acutumidina Co Fixao biolgica do nitrognio Regulao hormonal Vitamina B 12 e derivados Cu Fotossntese, Respirao, Regulao hormonal, Fixao de N Protenas: anurina, estelacionina, umecianina, glicoprotena Fotossntese, respirao, fixao Citocromos, ferrodoxina, catalase FUNES E OS COMPOSTOS RELACIONADOS AOS MICRONUTRIENTES Fe Fotossntese, respirao, fixao biolgica de N e assimilao de N e S Citocromos, ferrodoxina, catalase Quelados e Fitoferritina Mn Absoro inica, Fotossntese, respirao, controle hormonal e sntese de protenas Manganina Mo Reduo de nitrato e Fixao biolgica do N Constituinte da redutase do nitrato, nitrogenase Zn Respirao, controle hormonal e sntese de protenas, crescimento do interndio Constituinte da anidrase carbnica, desidrogenase lactica, desidrogenase alcolica Ni Metabolismo do nitrognio 62. FERTILIZANTE CONCEITO DE ADUBAO PLANTA ADUBAO = PLANTA - SOLO SOLO ADUBAO = (PLANTA - SOLO) x f Vitti 63. FATORES DE PERDAS CHUVA VOLATILIZAO NH3 (Uria) FERTILIZANTE ABSOROABSORO EROSO N = P = K NH3 (Uria) LIXIVIAO NO3 - > K+ FIXAO H2PO4 - FERTILIZANTE Vitti 64. Adubao corretiva CALAGEM GESSAGEM FOSFATAGEM RECUPERANDO O SOLO PRTICAS CORRETIVAS (calagem, gessagem e fosfatagem) Sistema Radicular Absoro de gua Absoro de nutrientes (calagem, gessagem e fosfatagem) 65. PROPORCIONALIDADE DE CTIONS EM SOLO IDEAL Ca/Mg = 6/1 < 3 (Calctico) 6 (Dolomtico) > 6 (Magnesiano) Ca/K = 13/1 Mg/K = 2/1 TEORES FOLIARES TIMOS K = 2,20 % - Ca = 1,40 % - Mg = 0,40 %K = 2,20 % - Ca = 1,40 % - Mg = 0,40 % K = 55 % - Ca = 35 % - Mg = 10 % PROPORO DE CTIONS Adubao e Calagem so prticas que devem andar juntas. Ao adicionar um fertilizante que acidificar o solo, haver necessidade de calagem, e a esta prtica, deve ser seguido um rigoroso controle de Potssio e Micronutrientes. 66. COMPLEXO DE TROCA - CTC ( % ) Cmolc H + Al Ca Mg K CTC Cmolc 1,78 6,30 1,89 0,52 10,5 % 17,00 60,00 18,00 5,00 100 ( % ) Cmolc H + Al Ca Mg K CTC Cmolc 6,70 7,01 2,1 0,61 16,42 % 40,80 42,69 12,8 3,71 100 IDEAL REAL K Mg K Ca Mg H + Al K Ca Mg H + Al 67. COMPLEXO DE TROCA - CTC pH 4 e CTC = 14,0 SOLO 1 SOLO 2 pH 6 e CTC = 9,0 68. BENEFCIOS DA CALAGEM CALAGEM DOSE 1. Fornece Clcio e Magnsio 2. Aumenta disponibilidade de nutrientes, principalmente H2PO4 3. Diminui disponibilidade de Al , Fe e Mn+3 +2 +2 4. Aumenta mineralizao da Matria Orgnica 5. Aumenta fixao simbitica do N2 do ar 6. Melhora a agregao do solo (efeito do Clcio) (V2 V1) x T 100 NC = necessidade de calcrio (t/ha) DOSE 100 PRNT V2 = saturao por bases desejada (70%) V1 = saturao por bases encontrada no solo (%) T = capacidade de troca catinica em mmolc.dm-3 NC = x T x (V2 V1) 10 x PRNT 69. CARACTERIZAO CaSO4.2H2O (Sulfato de clcio) ....... CaHPO4.2H2O (Fosfato biclcico) ...................... [Ca3(PO4)2].3CaF2 .(Fosfogesso) ................................ Umidade livre.................................................................. 1. COMPOSIO GESSO AGRCOLA (FOSFOGESSO) 96,5% 0,31% 0,25% 17%Umidade livre.................................................................. CaO.......................................................................... S....................................................................................... P2O5.............................................................................. SiO2(insolveis em cidos)........................................ Fluoretos (F)................................................................ R2O3(Al2O3+F2O3)......................................................... 17% 26 a 28% 15% 0,75% 1,26% 0,63% 0,37% 70. COMPORTAMENTO DO GESSO NO SOLO DISSOCIAO CaSO42H2O Ca2+ + SO4 2- + CaSO4 0H2O Fertilizantes Condicionador de sub superfcie Ca2+ + SO4 2- CaSO4 0 Troca inica Lixiviado 71. CRITRIOS (20-40cm) : NG (t/ha) = (50 - V1) x CTC 500 50 = Saturao por bases desejadas V1 = Saturao por bases atual do solo (20-40 cm) ( 1,0 50% da NC Critrio sugerido por PAVAN APLICAR APS A CALAGEM 75. QUANTIDADE DE NUTRIENTES CONTIDOS EM 1.000 kg DE ADUBO FERTILIZANTE NUTRIENTE QUANTIDADE (kg/Ton.) Uria N 450 Sulfato de Amnio N SO3 200 230 Superfosfato Simples P2O5 CaO MgO SO3 180 260 5 300 Cloreto de Potssio K2O CaO MgO 600 2 2MgO SO3 2 5 Formulado 20 . 05 . 20 N P2O5 K2O 200 50 200 Esterco de Curral N P2O5 K2O 20 - 20 Esterco de Galinha N P2O5 K2O 50 30 15 Palha de Caf N P2O5 K2O 15 - 20 76. Figura. Resultado pioneiro de resposta do cafeeiro calagem, adubao NPK e micro, em solos de campo /cerrado, Batatais/SP, 1956 (mdia de 10 produes). 77. COMO CALCULAR A ADUBAO DO CAFEEIRO EM PRODUO Necessidade para produo: (AP) Necessidade para vegetao: (AV) Necessidade para correo: % (AP + AV) LEVAR EM CONSIDERAO: Eficincia de N e P NECESSRIO CONHECER: Populao de plantas Carga pendente Anlise qumica do solo Eficincia do fertilizante 78. VARIVEIS PARA O CLCULO DE PRODUTIVIDADE NO CAF NA PRTICA: - Produtividade mdia por talho nas 4 safras anteriores - Safra em curso: ciclo de alta ou baixa ? - Estado nutricional- Estado nutricional - Com poda x sem poda - Condies climticas x esgotamento E SE VOC ERROU NO CLCULO ? Recalcule aps as floradas (dezembro), possvel corrigir (N e K) nas duas ltimas adubaes 79. EFICINCIA DOS FERTILIZANTES - Tradicional = 60 a 65 % - Adensado = > 65 a 70 % - Super adensado = > 70 % NITROGNIO (URIA) SOLO argiloso arenoso - Tradicional 30 % 40 % - Adensado 35 % 45 % - Super adensado 40 % 50 % FSFORO (Superfosfato Simples) SOLO MAIOR FIXAO 80. CALCULAR A NECESSIDADE DE NUTRIENTES E DETERMINAR A QUANTIDADE DE FERTILIZANTES 1. ANLISE DE SOLOS (Resultado expresso) - P (fsforo) ---------------------------------------------------- mg/dm de solo - C (carbono) ------------------------------------------------- g/dm de solo - pH -------------------------------------------------------------------- -log10[H ]+ - Al (alumnio) - H (hidrognio)- H (hidrognio) - Ca (clcio) - Mg (magnsio) ------------------------ cmolc/dm de solo - K (potssio) - SB (soma de bases) - T (CTC) - V (saturao de bases) - SAl (saturao de alumnio) ------------- ( % ) 81. NECESSIDADE DE NUTRIENTES PARA VEGETAO Nutriente Densidade de plantas ha-1 2000 4000 6000 8000 10000 ----------------------------- kg ha-1 ----------------------------- Nitrognio (N) Fsforo (P2O5) 46 10 80 18 108 24 119 28 125 30 Potssio (K2O) Clcio (Ca) 30 21 54 38 72 49 80 56 85 59Clcio (Ca) 21 38 49 56 59 Magnsio (Mg) Enxofre (SO4) 10 9 19 16 25 22 30 25 33 28 ------------------------------ g ha-1 ----------------------------- Zinco (Zn) 200 360 486 580 638 Boro (B) 400 720 972 1120 1235 82. NECESSIDADE DE NUTRIENTES PARA FRUTIFICAO Nutrientes 1000 kg de caf em coco ------------- kg -------------- Nitrognio (N) Fsforo (P2O5) 22 2,6 Potssio (K2O) Clcio (Ca) 36 2,4Clcio (Ca) 2,4 Magnsio (Mg) Enxofre (SO4) 2,1 5 ---------------g --------------- Zinco (Zn) 5 Boro (B) 17 83. SUGESTO DE ADUBAO FOSFATADA P no solo cmolc dm-3 Produtividade estimada Baixa Mdia Alta at 9 adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao + ad. corret.(20 %) + ad. corret.(15 %) + ad. corret.(10 %) > 9 a 15 adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao > 15 a 22 > 22 no adubar no adubar adub. frutificao no adubar adub. frutificao adub. frutificao 84. SUGESTO DE ADUBAO POTSSICA K no solo cmolc dm-3 Produtividade estimada Baixa Mdia Alta at 0,30 adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao + ad. corret.(20 %) + ad. corret.(15 %) + ad. corret.(10 %) > 0,30 a 0,45 adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao adub. vegetativa + adub. frutificao >0,45 a 0,75 > 0,75 no adubar no adubar adub. frutificao no adubar adub. frutificao adub. frutificao 85. MICRONUTRIENTES Densidades de plantas/ha FONTE 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 --------------------- kg/ha -------------------------- *Brax (Na2B4O7.H2O) 14,0 24,0 30,0 40,0 50,0 *No solo aplica-se em dose nica - cido brico (H3BO3) Pulverizao na concentrao de 0,4 % - Sulfato de Zinco (ZnSO4.7H2O) -Pulverizao na concentrao de 0,5 a 0,8 % - Sulfato de cobre (CuSO4.5H2O) Pulverizao na concentrao de 0,6 a 0,8 % - Todas as pulverizaes devem ser feitas no perodo de outubro a fevereiro - No mnimo uma e no mximo trs aplicaes por ano Observao: O Cobre no assimilado via foliar na sua forma metlica, deve ser na forma orgnica (quelato) - Misturar o Cobre com algum tipo de material orgnico (casca de caf resultante do cereja descascado + gua). 86. POCA DE ADUBAOPOCA DE ADUBAO FASES DO CICLO DO CAF NO ANO / EXIGNCIAS NUTRICIONAIS MACRONUTRIENTES ( N, P, K ) ( % ) 100 50 K N 0AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MesesVEGETAO FLORESCIMENTO FRUTIFICAO N P 87. MATURAO PERODO DE ADUBAO (meses) DOS FRUTOS Set. | Out. | Nov. | Dez. | Jan. | Fev. | Mar. | Abr. Precoce x POCAS SEMELHANTES DE ADUBAO PARA AS CULTIVARES DE MATURAO DIFERENCIADA * * * * Mediana Tardia * * * * * * * * * * * * Apesar das diferenas nas maturao entre variedades, pesquisas mostram que no h diferenas entre as pocas de adubao 88. SISTEMA DE CULTIVO NMERO DE PARCELAS APROVEITAMENTO DO N % Tradicional 4 60 Mdia densidade 4 65 Adensado 4 70 Super adensado 4 75 EFICINCIA DE N E P NOS SOLOS Super adensado 4 75 SISTEMA DE CULTIVO APROVEITAMENTO MDIO DO P ( %) SOLO ARGILOSO SOLO ARENOSO NMERO DE PARCELAS Tradicional 30 40 1 Mdia densidade 30 40 1 Adensado 35 45 1 Super adensado 40 50 1 89. MUITO OBRIGADO E BONS NEGCIOS MUITO OBRIGADO E BONS NEGCIOS Eng. Agrnomo NELSON MENOLI SOBRINHO Instituto EMATER - U M de Grandes Rios nelsonmenoli@emater.pr.gov.br Fone: (43) 3474-1321