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direito administrativo

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DCA O Direito a armadura do Estado Francisco Carnelutti Apostilas Resumos EsquemasDCA A lei a razo livre da paixo - Aristteles

Apostilas Resumos Esquemas

Apostila de Administrao

Introduo

NOES BSICAS DE ADMINISTRAO PBLICA

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO SERVIO PBLICO NO BRASIL (1.1.5)

NOTA: Usar as fontes: a Lei; Jurisprudncia; Costume; Doutrinas; Normas e outras necessrias administrao pblica.

I - ORGANIZAO POLTICO-ADMINISTRATIVA DO BRASIL

1. ENTIDADES COMPONENTES

A Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios, so entidades autnomas.

Cabe a Unio exercer a soberania do Estado Brasileiro perante o contexto internacional; exercer os poderes que garanta: a soberania e defesa nacional; a cidadania; os direitos individuais; a boa relao internacional; o bem-estar scio-econmico do povo; administrar e legislar, entre outras atividades.

Cabe a Unio, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios competncias como: conservar o patrimnio pblico; proteger os bens histricos, as paisagens naturais e stios arqueolgicos, o meio ambiente e da poluio; a sade e assistncia pblica; e sociedade em geral.

Cabe a Unio, aos Estados, e ao Distrito Federal (art. 24 da CF/88) legislar e normatizar sobre matrias especficas, como: direito tributrio, financeiro, econmico, oramentrio, trabalhista etc.

2. ORGANIZAO DOS PODERES DA UNIO

Os poderes da unio so independentes e harmnicos entre si, composto do Poder Legislativo, do Poder Judicirio e do Poder Executivo.

PODER LEGISLATIVO: exercido pelo Congresso Nacional que por sua vez composto pela Cmara dos Deputados e pelo Senado Federal. PODER JUDICIRIO: aplica a Lei, exercido pelos diversos rgos: ST F, STJ, TRF, TRT e outros.

PODER EXECUTIVO: exercido pelo Presidente da Repblica, e tem a colaborao e auxilio dos Ministros de Estado. Compete ao Presidente da Repblica entre as suas atividades remeter ao Congresso Nacional o Plano Plurianual (PPA), o projeto de Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) e as Propostas de Oramento, como tambm, prestar contas, ao Congresso Nacional referentes ao exerccio anterior.3. CONTROLE DA ADMINISTRAO PBLICA FEDERAL

Pelo Congresso Nacional, mediante Controle Externo e controle Interno de cada Poder, a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial dos rgos e entidades da Administrao Pblica Federal

Pelo Poder Legislativo mediante constituio de Comisses Parlamentares de Inqurito (CPI), e pelo Tribunal de Contas da Unio (TCU).

Pelo Poder Executivo o controle interno feito pelo Sistema de Controle Interno com apoio dos demais Sistemas de Atividades Auxiliares existentes.

Pela Procuradoria Geral da Repblica que tambm exerce o papel de controlador.

4. ADMINISTRAO PBLICA FEDERAL

Tem passado por transformaes e reformas na sua mquina administrativa preservando o Decreto-Lei n 200/67, e as atividades meio e fim na Lei n 9.649/98.

A Administrao Pblica Federal compreende a Administrao Direta e a Administrao Indireta.

5. SERVIO PBLICO NO BRASIL

5.1 Conceitos:a) De Hely Lopes Meireles: Servio Pblico todo aquele que prestado pela Administrao ou seus delegados sob normas e controles estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou secundrias da coletividade ou simples convenincia do estado.

b) De Cretella jr.: Servio Pblico toda atividade que o Estado exerce, direta ou indiretamente, para satisfao das necessidades pblicas mediante procedimento tpico do Direito Pblico.

c) De Diogo de Figueiredo Moreira Neto: Servio Pblico uma atividade de Administrao que tem por fim assegurar, de modo permanente, contnuo e geral, a satisfao de necessidades essenciais ou secundrias da sociedade, assim por lei considerados, e sob as condies impostas unilateralmente pela prpria Administrao.

d) De Celso Antnio Bandeira de Mello: Servio Pblico toda a atividade de oferecimento de utilidade ou de comodidade material fruivel diretamente pelos administrados, prestado pelo Estado ou por quem lhe faa s vezes, sob um regime de Direito pblico portanto consagrador de prerrogativas de supremacia e de restries especiais Institudo pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como prprios no sistema normativo.

e) De Di Pietro: Toda atividade material que a Lei atribui ao Estado para que exera diretamente ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente s necessidades coletivas, sob regime jurdico total ou parcialmente pblico.

Podemos dizer que Servio Pblico aquele que a Administrao Pblica presta comunidade porque reconhece a sua essencialidade para a sobrevivncia do grupo social e do prprio Estado.

5.2 Modos ou naturezas de servios pelo Estado:

Os servios de natureza essencial, conhecidos por servios pblicos no sentido estrito, so impedidos de serem transferidos;

Os servios de natureza secundria so relevantes sociedade, so de utilidade pblica, no so essenciais, permite serem repassados a terceiros.

6 . ESPCIES OU CLASSIFICAO DE SERVIOS PBLICOS

6.1- Segundo as doutrinas, tm:

a) Sob a tica da sua necessidade (essencialidade) ao pblico destinatrio, h duas formas de modalidades :

servios pblicos

servios de utilidade pblica

b) Sob a tica de seus fins (adequao) ou de sua vinculao essncia do Estado, temos:

servios prprios do Estado

servios imprprios do Estado

6.2- Quanto prpria natureza (finalidade), podem ser:

a) administrativos

b) industriais.

6.3- Quanto ao nmero de pessoas destinatrias do servio pblico:

a) servios gerais ou uti universi e

b) servios individuais ou uit singuli ou especficos.

7 . COMENTRIOS SOBRE ESSAS MODALIDADES:

a) considerando-se pela sua essencialidade do servio:

servios pblicos: prestado pela Administrao Pblica (privativo do Poder Pblico) comunidade de forma direta e no pode ser delegada a particulares (prestao da sade pblica, da segurana pblica, defesa nacional etc)

servios de utilidade pblica: a Administrao Pblica presta diretamente ou admite ser prestado por terceiros (permisso, concesso ou autorizao) correndo por conta e risco dos seus executores (telefone, gs, energia eltrica,transportes coletivos etc).

b) considerando-se pela sua adequao do servio:

Servios Prprios do Estado : relacionado diretamente com as atribuies do Poder Pblico, s podem ser realizados por rgos ou entidades estatais, sem qualquer delegao a particulares voltada convenincia social (saneamento bsico, segurana pblica, iluminao pblica etc). Servios Imprprios do Estado : no afetam diretamente s necessidades da coletividade ou comunidade, so remunerados (autarquias,fundaes governamentais, e sociedades de economia mista) ou atravs de concesso, permisso ou autorizao.

c) considerando-se pela sua finalidade do servio:

Servios Administrativos : visam as suas necessidades internas ou preparando outros que sero prestados ao pblico (imprensa oficial, estaes experimentais etc)

Servios Industriais : rentveis para quem os realiza (rgos administrativos, concessionrios, permissionrios ou autorizados), via pagamento pelo consumo ou utilidade, chamado de tarifa ou preo pblico. Considerados imprprios pelo Estado (art.173 CF).

d) considerando-se pelos seus destinatrios do servio:

Servios Gerais ou Uti Universi : visa atender a coletividade como um todo (polcia, bombeiros, calamento de ruas etc), indivisvel, mantido por impostos, e no por taxas ou preo pblico.

Servios Individuais ou Uti Singulli : prestados para determinado usurio particular e mensurvel a cada destinatrio (telefonia, fornecimento de gua, energia eltrica, domiciliares (rede de esgoto)), obrigatrio e mantido por impostos, e no por taxas ou preo pblico.

e) outras modalidades de servios pblicos:

Servios de Execuo Direta : realizados pela prpria pessoa (no por terceiros) responsvel pela prestao do servio ao pblico, seja ela, estatal, autrquica, paraestatal, empresa privada e ou particular.

Servios de Execuo Indireta : aqueles que os responsveis por presta-los aos usurios transferem a terceiros a incumbncia de realiz-los, mas no delegando.

Servios Delegados a Particulares : realizados e delegados pelos rgos da Administrao direta ou indireta, ou por: Concesso , Permisso e ou Autorizao (art.37 & 6 do CF/88).

8 . ORIENTAO OU REGULAMENTAO E CONTROLE DO SERVIO PBLICO

Cabe ao Poder Pblico da Administrao Pblica a responsabilidade pela regulamentao e o controle, ao servio pblico concedido, ou permitido ou autorizado, mesmo nos casos de haver delegao de poderes a terceiros.

Nota: Observar que os servios pblicos ou de utilidade pblica de qualquer natureza, tem por objetivo principal de servir a coletividade social (a sociedade pblica), e em segundo o de produzir renda para aquele que o explora, e que toda a sociedade seja beneficiada com um servio de qualidade pelo Estado.

9 . FORMAS : MEIOS E REQUISITOS

Modernamente, o sistema se reporta ao art. 6, &1 da Lei n 8987/95, cujos requisitos esto sustentados em cinco princpios administrativos:

o da permanncia ou de continuidade - impe continuidade no servio; o da generalidade - impe servio igual para todos; o da eficincia - exige atualizao do servio;

o da modicidade - exige tarifas razoveis; e,

o da cortesia pelo bom tratamento para com a coletividade.

NOTA: Sem um destes requisitos em um servio pblico ou de utilidade pblica, dever da Administrao intervir para restabelecer, regularizando o seu fun