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<ul><li><p>Adi</p><p>tivos</p><p> par</p><p>a Co</p><p>ncre</p><p>to</p><p>Manual de utilizaode aditivos para concretodosado em central</p></li><li><p>Apresentao</p><p>Esta 1 edio do Manual de utilizao de aditivos para concreto dosado em central foi elaborado por uma equipe tcnica designada pelo IBI atravs da Cmara de Aditivos e tem como proposta disponi-bilizar informaes aos usurios e outros especialistas na utilizao de aditivos para concreto.</p><p>Este manual no exime a obrigao de se observar as normas tcnicas e legislaes pertinentes. Apesar de ter sido preparado com um cuidado meticuloso, o IBI no assume qualquer responsa-bilidade pela exatido das informaes, notas, sugestes ou erros de impresso. Nenhuma recla-mao pode ser feita contra o IBI ou os autores.</p><p>Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p></li><li><p>3Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>ndice</p><p>1- Definio de aditivo......................................................................................... 52- Tipos de aditivos............................................................................................... 73- Ensaios de caracterizao dos aditivos....................................................... 94- Clculo da dosagem do aditivo sobre o peso de cimento...................... 115- Seleo dos aditivos e sua compatibilidade no concreto........................ 136- Fatores climticos frente dosagem ........................................................... 177- Recomendaes para recebimento, amostragem, estocagem e descarte de aditivos........................................ 218- Influncia dos equipamentos na eficincia do concreto aditivado .... 259- Concreto auto adensvel ............................................................................... 27</p></li><li><p>5Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>Defi nio de aditivoAditivos so produtos qumicos, usados na composio do concreto e/ou argamassa, adicionados massa imediatamente antes ou durante a mistura, com o objetivo de melhorar as suas caracte-rsticas tanto no estado fresco como no estado endurecido. Nesta cartilha, trataremos a utilizao dos aditivos qumicos para concreto, sendo, no entanto, aplicveis s argamassas.Segundo a NBR 11768 (ABNT 2011), aditivo o produto adicionado durante o processo de pre-parao do concreto, em quantidade no maior que 5 % da massa de material cimentcio contida no mesmo, com o objetivo de modifi car suas propriedades no estado fresco e/ou no estado endu-recido. Para o caso de concreto projetado, a dosagem pode ser superior a 5%.Os aditivos qumicos atuam freqentemente nas propriedades reolgicas do concreto e alteram as reaes de hidratao do cimento: melhoram a trabalhabilidade, modifi cam a viscosidade, atu-am na reteno de gua, aceleram ou retardam o tempo de pega, controlam o desenvolvimento de resistncias mecnicas, intensifi cam a resistncia ao do congelamento, diminuem a fi ssurao trmica, atenuam as conseqncias do ataque por sulfatos, reao lcali-agregado e corroso de armadura, entre outras propriedades.A efetividade de cada aditivo pode variar dependendo de sua concentrao no concreto, tipo de ma-terial cimentcio, temperatura ambiente e dos materiais constituintes do concreto, energia de mistura, tempo de adio e variao dos constituintes dos mesmos. Alm do efeito principal, os aditivos podem apresentar algum efeito secundrio, modifi cando certas propriedades no concreto. </p><p>1</p></li><li><p>7Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>Tipos de aditivos</p><p>A norma NBR 11768 (ABNT, 2011) classifica os aditivos como: Aditivoredutordegua/plastificante:aditivo que, sem modificar a consistncia do concreto </p><p>no estado fresco, permite a reduo do contedo de gua de um concreto; ou que, sem alterar a quantidade de gua, modifica a consistncia do concreto, aumentando o abatimento ou flui-dez; ou, ainda, aditivo que produz os dois efeitos simultaneamente. Podem apresentar funes secundrias de retardo de pega (plastificante retardador PR) e acelerao de pega (plastifi-cante acelerador PA), ou no possuir funo secundria sobre a pega (plastificante PN).</p><p> Aditivodealtareduodegua/superplastificantetipoI:aditivo que, sem modificar a con-sistncia do concreto no estado fresco, permite elevada reduo no contedo de gua de um concreto; ou que, sem alterar a quantidade de gua, aumenta consideravelmente o abatimento e a fluidez do concreto; ou, ainda, aditivo que produz esses dois efeitos simultaneamente. Po-dem apresentar funes secundrias de retardo de pega (superplastificante tipo I retardador SPI-R) e acelerao de pega (superplastificante tipo I acelerador SPI-A), ou no possuir funo secundria sobre a pega (superplastificante tipo I SPI-N).</p><p> Aditivodealtareduodegua/ superplastificante tipoII:aditivo que, sem modificar a consistncia do concreto no estado fresco, permite uma elevadssima reduo no contedo de gua de um concreto; ou que, sem alterar a quantidade de gua, aumenta consideravelmente o abatimento e a fluidez do concreto; ou, ainda, aditivo que produz esses dois efeitos simulta-neamente. Podem apresentar funes secundrias de retardo de pega (superplastificante tipo II retardador SPII-R) e acelerao de pega (superplastificante tipo II acelerador SPII-A), ou no possuir funo secundria sobre a pega (superplastificante tipo II SPII-N).</p><p> Aditivoincorporadordear(IA):aditivo que permite incorporao, durante o amassamento do concreto, uma quantidade controlada de pequenas bolhas de ar, uniformemente distribu-das, que permanecem no material no estado endurecido. </p><p> Aditivoaceleradordepega(AP):aditivo que diminui o tempo de transio do concreto do estado plstico para o estado endurecido.</p><p> Aditivoaceleradorderesistncia(AR):aditivo que aumenta a taxa de desenvolvimento das resistncias iniciais do concreto, com ou sem modificao do tempo de pega.</p><p> Aditivoretardadordepega(RP):aditivo que aumenta o tempo de transio do concreto do estado plstico para o estado endurecido.</p><p>Outras nomenclaturas usuais no mercado: Aditivospolifuncionais/multifuncionais:so aditivos qumicos redutores de gua/plastifi-</p><p>cantes, que permitem dosagens superiores aos plastificantes convencionais, conferindo maior trabalhabilidade e/ou reduo de gua.</p><p>2</p></li><li><p>Instituto Brasileiro de Impermeabilizao8</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p> Hiperplastificantes:so aditivos definidos na NBR 11768 (ABNT, 2011) - Aditivo de alta redu-o de gua/ superplastificante Tipo II.</p><p>Alm dos aditivos classificados pela norma NBR 11768 (ABNT, 2011), existem outros chamados de aditivos especiais, utilizados em casos mais especficos. Seguem alguns exemplos:</p><p> Aditivos modificadores de viscosidade;</p><p> Aditivos inibidores de corroso;</p><p> Aditivos redutores de permeabilidade capilar;</p><p> Aditivos retentores de gua;</p><p> Aditivos aceleradores para concreto projetado;</p><p> Aditivos redutores de reao lcali-agregado;</p><p> Aditivos para preparao de concreto </p><p>extrusado e vibro-prensado;</p><p> Aditivos controladores de hidratao;</p><p> Aditivos expansores.</p><p> Aditivos redutores e compensadores de </p><p>retrao por secagem;</p><p>Os primeiros aditivos redutores de gua desenvolvidos, chamados de plastificantes, apresentam uma capacidade de reduo de gua &gt; 5% com relao ao concreto sem aditivo. Com o avano da indstria qumica surgiu a primeira gerao de aditivos redutores de gua de alta eficincia, os classificados como superplastificantes tipo I, que permitem maior reduo da quantidade de gua &gt; 12 %, e podem ser utilizados em dosagens mais elevadas sem comprometer significativamente a hidratao do cimento.A ltima gerao de aditivos superplastificantes so os classificados de superplastificantes tipo II. Dentre outras vantagens, oferecem altas taxas de reduo de gua &gt; 20% e, dependendo das caractersticas da base qumica do aditivo e a dosagem utilizada, oferecem grande manuteno de trabalhabilidade, sem o comprometimento de pega e at favorecendo significativamente as resistncias mecnicas. </p><p>De forma resumida, pode-se dizer que a adio de plastificantes e superplastificantes confere as seguintes caractersticas ao concreto: Aumento de consistncia: a fluidez do concreto aumentada sem a adio de mais gua; Aumento da resistncia compresso: mantendo fixa a consistncia do concreto, possvel </p><p>reduzir consumo de gua e manter o consumo de cimento constante (aumentando as resistn-cias mecnicas);</p><p> Diminuio do consumo de cimento: mantendo fixa a consistncia do concreto, possvel reduzir consumo de cimento e gua (com a mesma consistncia).</p><p>Nesta cartilha, sero abordados os assuntos relacionados aos aditivos qumicos lquidos, que so os mais usuais em concreto. </p></li><li><p>9Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>Ensaios de caracterizao dos aditivos</p><p>A uniformidade na composio dos aditivos desempenha um importante papel na minimizao de variaes na produo de concreto. Quando um aditivo produzido, as caractersticas fsicas e qumicas principais de cada lote so checadas, a fi m de que se enquadrem sempre dentro de uma faixa de especifi cao, que varia de produto para produto. Os ensaios listados abaixo, defi nidos pela norma NBR 10908 (ABNT, 2008), garantem um padro ou uniformidade entre os lotes do produto, sendo ele lquido, slido ou pastoso: Determinao do pH; Determinao do teor de slidos; Determinao da massa especfi ca; Determinao de cloretos; Anlise no infravermelho para verifi cao de homogeneidade do aditivo (opcional).</p><p>As amostras para testes de inspeo em obra ou central de concreto devem ser coletadas aleato-riamente na planta de produo, a partir das embalagens fechadas (tambores, bombonas ou con-taineres) ou no caminho-tanque durante o recebimento. importante tambm que o material seja pr-homogeneizado antes da amostragem e anlise, pois alguns tipos de aditivos lquidos so veiculados em forma de suspenso. Recomenda-se tambm que a embalagem de coleta e alocao da amostra esteja limpa, evitando qualquer tipo de contaminao que possa interferir na anlise. Este assunto abordado com mais detalhes no Captulo 7.</p><p>3</p></li><li><p>11Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>Clculo da dosagem do aditivo sobre o peso de cimentoCostuma-se denotar o consumo de um aditivo em um trao de concreto em termos de sua massa sobre a massa de cimento. Vale ressaltar que quando o concreto for composto por outros aglome-rantes hidrulicos (adies) alm do cimento, o clculo da dosagem do aditivo dever ser sobre a soma das massas de cimento e adio. Este nmero, em percentual, corresponde a dosagem do aditivo, comumente chamada de dosagem percentual sobre o peso de cimento, ou dosagem em % s.p.c., conforme frmula abaixo:</p><p>Equao 1 massa do aditivo (kg) x 100 Dosagem (% s.p.c.) = massa do cimento (kg)</p><p>Caso se queira trabalhar com o aditivo em volume, faz-se necessrio saber a sua massa especfica:</p><p>Equao 2 </p><p> [massa especfica ( kg / l )] x [volume do aditivo ( l )] x 100 Dosagem (% s.p.c.) = massa do cimento (kg)</p><p>Sendo:1kg/l= 1g/cm3 = 1g/ml</p><p>4</p></li><li><p>Seleo dos aditivos e sua compatibilidade no concreto</p><p>Como j mencionado, os aditivos conferem uma srie de propriedades benficas ao concreto. Estas propriedades dependem das interaes que acontecem entre os aditivos e os materiais que compem o mesmo. O tipo e durao das interaes entre aditivo e materiais, como por exemplo o cimento pode influenciar nas propriedades fsica e qumica do concreto, como demanda de gua, velocidade de hi-dratao, tempos de incio e fim de pega, resistncia mecnica e durabilidade. </p><p>De maneira prtica, o desempenho do aditivo depende de fatores como: Cimento: tipo, marca, lote, local de fabricao, consumo (por m3) ; Adies: tipo e consumo (por m3) quando houver; gua: qualidade de acordo com a NBR 15900 (ABNT, 2009), consumo (por m3); Agregados: forma, tipo (natural ou artificial), granulometria e propores; Presena de outros aditivos; Tempo e seqncia de mistura do concreto; Temperatura e umidade relativa do ar (ambientes); Temperatura dos materiais do concreto; Temperatura do concreto aps a mistura; Consistncia inicial do concreto (sem aditivo).</p><p>Testes comparativos entre aditivos devem ser realizados, partindo das mesmas condies de ensaio.</p><p>Tanto a relao a/c (razo entre a massa de gua e massa de cimento no trao de concreto) como consistncia podem ser fixados: a) avalia-se a variao da consistncia inicial com a relao a/c fixa, ou; b) avalia-se a variao da gua de amassamento (variao da relao a/c), fixando-se a consistn-cia inicial desejada.Normalmente o comportamento de aditivos para concreto e argamassas estudado primeira-mente em laboratrio, para depois ser avaliado em campo. Os ensaios prvios de laboratrio, alm de simular o comportamento em campo (adotando as mesmas condies de temperatura e umidade, quando possvel), so teis para definir o ponto timo do aditivo, ou seja, a dosagem mais adequada apara atender uma especificao. A dosagem tima de aditivo (ou dos aditivos, quando se usa mais que um), pode ser definida atravs de alguns mtodos realizados em pasta de cimento, como funil de Marsh segundo NBR 7682 (ABNT, 1983) e ensaio miniabatimento de Kantro (ATICIN, 2000b apud KANTRO, 1980). Para ensaio em concreto sugerida a metodologia a seguir:</p><p>5</p></li><li><p>13Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>Seleo dos aditivos e sua compatibilidade no concreto</p><p>Como j mencionado, os aditivos conferem uma srie de propriedades benficas ao concreto. Estas propriedades dependem das interaes que acontecem entre os aditivos e os materiais que compem o mesmo. O tipo e durao das interaes entre aditivo e materiais, como por exemplo o cimento pode influenciar nas propriedades fsica e qumica do concreto, como demanda de gua, velocidade de hi-dratao, tempos de incio e fim de pega, resistncia mecnica e durabilidade. </p><p>De maneira prtica, o desempenho do aditivo depende de fatores como: Cimento: tipo, marca, lote, local de fabricao, consumo (por m3) ; Adies: tipo e consumo (por m3) quando houver; gua: qualidade de acordo com a NBR 15900 (ABNT, 2009), consumo (por m3); Agregados: forma, tipo (natural ou artificial), granulometria e propores; Presena de outros aditivos; Tempo e seqncia de mistura do concreto; Temperatura e umidade relativa do ar (ambientes); Temperatura dos materiais do concreto; Temperatura do concreto aps a mistura; Consistncia inicial do concreto (sem aditivo).</p><p>Testes comparativos entre aditivos devem ser realizados, partindo das mesmas condies de ensaio.</p><p>Tanto a relao a/c (razo entre a massa de gua e massa de cimento no trao de concreto) como consistncia podem ser fixados: a) avalia-se a variao da consistncia inicial com a relao a/c fixa, ou; b) avalia-se a variao da gua de amassamento (variao da relao a/c), fixando-se a consistn-cia inicial desejada.Normalmente o comportamento de aditivos para concreto e argamassas estudado primeira-mente em laboratrio, para depois ser avaliado em campo. Os ensaios prvios de laboratrio, alm de simular o comportamento em campo (adotando as mesmas condies de temperatura e umidade, quando possvel), so teis para definir o ponto timo do aditivo, ou seja, a dosagem mais adequada apara atender uma especificao. A dosagem tima de aditivo (ou dos aditivos, quando se usa mais que um), pode ser definida atravs de alguns mtodos realizados em pasta de cimento, como funil de Marsh segundo NBR 7682 (ABNT, 1983) e ensaio miniabatimento de Kantro (ATICIN, 2000b apud KANTRO, 1980). Para ensaio em concreto sugerida a metodologia a seguir:</p><p>5</p></li><li><p>Instituto Brasileiro de Impermeabilizao14</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>1. Adotar sempre que possvel um trao referncia. Na ausncia dele, adotar dois pontos na curva de relao a/c.- Para aditivos plastificantes/ polifuncionais: adotar dois traos (fck 20 e fck 30), com utilizao de brita 1 e abatimento 100mm;- Para aditivos superplastificantes: adotar consumo de cimento superior a 350 kg/m3 e abati-mento desejado;</p><p>2. Ajustar a primeira dosagem com 100% da gua de amassamento para o abatimento desejado (para abatimento inferior a 260 mm), segundo a NBR NM 67 (ABNT, 1998). Fixar o abatimen-to determinado nesta etapa para todos os ensaios subseqentes;</p><p>3. Realizar ensaios subseqentes com variaes de dosagem de aditivo, construindo uma curva com 4 a 6 pontos, considerando os extremos a faixa de dosagem do aditivo recomendada pelo fabricante e intercalando os pontos mdios interno. Para cada dosagem de aditivo, ajustar a re-lao a/c de modo que o abatimento esteja fixo no valor determinado na etapa 2. Por exemplo, medida que a dosagem do aditivo aumentada, h a tendncia reduzir a gua do amassa-mento, mantendo o abatimento em valor fixo;</p><p>4. Para cada dosagem de aditivo, realizar a verificao da perda de abatimento, que mede a ma-nuteno de trabalhabilidade ao longo do tempo, segundo a NBR 10342 (ABNT, 2012);</p><p>5. Moldar corpos de prova para determinao da resistncia compresso nas idades de 1, 3, 7 e 28 dias, segundo a NBR 5739 (ABNT, 2007).</p><p>O ponto timo do aditivo alcanado na condio onde houve maior reduo de gua de amas-samento e maior ganho de resistncias mecnicas na idade desejada.Outros aspectos devem ser observados, como as seguintes propriedades bsicas do concreto fres-co e endurecido: Viscosidade; Coeso; Incorporao de ar; Tempos de incio e fim de pega; Segregao; Exsudao; Outras determinaes de resistncias mecnicas;</p><p>Outros ensaios podem ser realizados, dependendo da necessidade.</p><p>Alm dos testes de laboratrio, de grande importncia a realizao de um teste de campo, para confirmao das propriedades requeridas, como: consistncia, bombeabilidade, adensamento, acabamento, dentre outros. O uso de aditivos promove normalmente uma melhora na qualidade do concreto, mas no capaz de compensar as variaes dos materiais, dosagem dos componentes do concreto e proce-dimentos inadequados. Por isso, deve-se ter em mente que nenhum aditivo, em qualquer quanti-dade, deve ser considerado um substituto para as boas prticas de confeco de concreto. </p><p>Compatibilidade aditivo-concreto</p><p>Quando se utiliza o aditivo em um mistura de concreto, podem ocorrer problemas de incompa-tibilidade com determinados lotes e/ou entregas dos materiais que compem o concreto, mesmo que os aditivos estejam perfeitamente dentro das especificaes. Estes problemas de incompati-bilidade dependem das interaes que acontecem entre os aditivos e os materiais que compem o concreto, com destaque para o cimento e adies. Como resultado, a incompatibilidade pode gerar: perda rpida de trabalhabilidade, acelerao ou retardo de pega excessivos, incorporao excessiva de ar, alterao no ganho de resistncias mecnicas, etc. </p></li><li><p>15Instituto Brasileiro de Impermeabilizao</p><p>Aditivos Para Concreto</p><p>A tabela abaixo (Tabela 1) exemplifica alguns problemas que podem ser encontrados no concreto fresco:</p><p>Menor reduo de gua que o esperado</p><p>Perda acelerada de abatimento</p><p>Menor tempo de pega que o esperado</p><p>Maior tempo de pega que o esperado</p><p>Excessiva incorporao de ar</p><p>Segregao</p><p>Variao na composio qumica do cimento x x x x x</p><p>Aumento da finura do cimento x x x</p><p>Variao das caractersticas dos agregados x x x x</p><p>Variao na propo

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