acústica arquitetônica

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Acstica arquitetnica Materiais acsticos Materiais isolantes Materiais refletores Materiais absorventes Materiais difusores

1.

Acstica arquitetnica

A conexo entre Acstica e Arquitetura se d na pluralidade do melhor aproveitamento do espao quando se busca a qualidade em sua ocupao. A relao entre ambas se d atravs da esttica proporcionada pela "sofisticao" da geometria encontrada, cores, dimenses e funcionalidade associado ao conforto e o prazer na vivncia de sua ocupao. No basta somente a beleza, preciso buscar a humanizao plena da ocupao. A possibilidade de silncio faz com que tudo se organize. A definio acstica de cada unidade de ambiente interno, no que diz ou pretenda se estabelecer, torna-se a percepo auditiva de tudo que se venha gerar ou reproduzir particularizado e cada ambiente possuir sua dimenso privativa, individualizada de acordo com as caractersticas de quem vier vivenci-lo em sua plena ocupao. As reas destinadas ao descanso com seu ndice de conforto acstico prprio, recomendado para aquela atividade. As reas destinadas a servio, circulao, leitura, trabalho etc, respectivamente tambm com seus ndices de conforto recomendado. Tornando-se assim o espao lapidado, definido, prprio para cada atividade e personalidade de quem o ocupar. Esta integrao contudo tambm revela os limites da capacidade do empreendimento/empreendedor quando se tratar de um projeto coletivo e, tambm os limites da extenso do conceito de ocupao humana em ambientes fechados de seu arquiteto. Hoje h de se buscar mais do que pura funcionalidade e esttica mas, resultados saudveis na qualidade na ocupao. Sentir-se seguro de que a ocupao ser plena. O que adianta termos torneiras banhadas a ouro se no se consegue conviver com os rudos esprios? Rudos advindos do trfego virio, das atividades ruidosas do vizinho do andar superior, do inferior e como se no bastasse da vizinhana externa? Acstica Arquitetnica a arte e a cincia de promover tratamentos adequados das edificaes a ttulo de se obter isolamentos convenientes e proporcionar boas condies de audibilidade. Estas questes se baseiam no conhecimento dos princpios universais de comportamento dos materiais utilizados, os quais, sob nenhum pretexto, podem ser definidos exclusivamente em funo dos aspectos plsticos.

A garantia de nveis de rudo compatvel com as atividades humanas, tem sido a principal componente do conforto acstico em ambientes. No entanto, a acstica arquitetnica vem se desenvolvendo no sentido de propiciar algo mais aos usurios de ambientes diversos a qualidade sonora. Entende-se por qualidade sonora, um conjunto de atributos acsticos subjetivos que venham de encontro s expectativas da experincia acstica do ouvinte. Conscientemente ou no, a expectativa do usurio de uma sala de conferncias, que esta propicie condies acsticas para uma adequada inteligibilidade da fala. Isto ir requerer baixos nveis de rudo com certeza, porm algo mais necessrio para a adequada comunicao oral neste ambiente. A sala deve ser imune a ecos, pois sabemos pela prpria experincia, que a inteligibilidade da fala deteriorada por ecos, pois a mensagem atrasada repetida pelo eco, se sobrepe mensagem mais recente, sendo o resultado o mascaramento desta ltima informao. Ecos so situaes extremas de um comportamento mais comum observado em muitas salas a reverberao. A reverberao pode ser entendida como uma srie contnua no tempo de ecos discretos. No entanto, o seu efeito pode ser to prejudicial inteligibilidade da fala quanto ecos. Assim, para

umaboa qualidade sonora da sala de conferncias necessrio garantir a ausncia de ecos, e como a reverberao no pode ser eliminada totalmente (e a rigor nem deve ser), ser necessrio control-la adequadamente. Para cada finalidade da sala, h atributos acsticos subjetivos que devem ser atendidos. Diferentemente da sala de conferncias, onde a reverberao dever ser reduzida, numa sala destinada msica, certa reverberao necessria, no sentido de garantir a experincia acstica que o ouvinte espera ao escutar msica. Neste caso, considera-se que a superposio no tempo de sons que a reverberao propicia, avaliada favoravelmente pelo ouvinte na apreciao de msica. Para cada tipo de ambiente de audio crtica existem atributos acsticos subjetivos caractersticos. Estes atributos no se encontram ainda totalmente definidos para a maioria das salas de audio crtica, sendo muitos dos existentes, alvo de considervel debate e controvrsia, e por este motivo objeto de pesquisa e desenvolvimento. Os atributos de uma sala de conferncias so diferentes daqueles de uma sala destinada msica, e pelo que vimos, at conflitantes, no que tange reverberao. Tais atributos envolvem muitas vezes vrias dimenses subjetivas. Na sala destinada msica, um atributo subjetivo relevante sentir-se envolvido pela msica uma outra dimenso subjetiva. A pergunta que se faz : como que o projeto arquitetnico de uma sala destinada msica poder auxiliar no atendimento desta dimenso subjetiva? Antes de responder a esta pergunta, necessrio primeiro encontrar-se formas de quantificao desta dimenso subjetiva. Para tanto necessrio dispor-se de um ndice que quantifique objetivamente esta impresso subjetiva. Neste sentido, existem alguns ndices mensurveis que se correlacionam com algumas das dimenses subjetivas, porm, trata-se de uma rea que necessita ainda de pesquisa e desenvolvimento para alguns tipos de sala de audio crtica. Som em espao fechado Um ambiente fechado entendido como um ambiente em que temos o controle de suas condies fsicas como temperatura, umidade, ventilao, tempo de reverberao entre outros. Em alguns at privacidade, segurana etc. Uma sala, um quarto, uma cozinha, um banheiro (toalete), uma sala de concerto, um escritrio entre tantos podem ser considerados um ambiente fechado. Pois bem, todos os estudos para que possamos compreender as caractersticas de algumas propriedades acsticas de uma sala se deram de forma emprica. Buscou-se um parmetro de referncia para estabelecer relaes fsicas, materiais e geomtricas com todas as particularidades de cada item que compem o espao arquitetnico. Desta forma, a referncia mais usual e j consolidada adveio de uma relao emprica atravs de caractersticas de reverberao no espao fechado, seu volume e materiais absorvedores e/ou reflexivos presentes. Estabeleceu-se conceitualmente como parmetro o tempo de reverberao como o tempo necessrio para a presso sonora decair 60 dB. Fatores Acsticos no design arquitetnico Na concepo arquitetnica de uma sala de concerto, salas de msica, salas de conferncias, salas de leitura, bibliotecas, casas de espetculos, salas de aula e "home theatre", vrios fatores devero ser considerados para um bom resultado quanto ao conforto acstico em relao s propostas de projeto e execuo:

A Radiao Direta: - Em qualquer ambiente fechado existir uma projeo direta da fonte sonora assim como uma clara linha eqidistante entre ela e os ouvintes (audincia). Psicologicamente alm de ser um fator importante, tambm garante que existir uma bem definida chegada da radiao sonora direta. Nos grandes espaos isto requer que as reas destinadas aos assentos, incluindo balces, sejam desalinhadas lateralmente em relao ao de frente e ao de costas. Freqentemente, o palco elevado no sentido de poder realar as propagaes sonoras de incidncia angular, tanto no sentido horizontal quanto vertical sobre a rea dos assentos. Tambm poder-se- utilizar plataformas na forma de degraus de elevao dos assentos ao longo da distribuio na sala. Reverberao 500hz: - Busca-se um equilbrio apropriado entre a radiao direta e o campo sonoro reverberante. Ambos devero adequar-se aos limites da sala para que no se interfiram entre si.

Sobre os espaos relacionados com a msica Ambientes fechados designados prioritariamente para reproduzir msica so bem mais complexos do que os destinados para a fala. sempre difcil especificarmos o melhor tempo de reverberao, ou o tempo de reverberao ideal, o qual varia com o volume da sala, o tipo de msica e o efeito desejado. Os ambientes destinados msica podero ser um pouco mais reverberantes do que salas de leitura, biblioteca ou salas de conferncias.

O melhor tempo de reverberao est na faixa de 0,5s para salas de estar, cerca de 1,0s para uma pequena sala usada para um solista de msica de cmara e, acima de 2,5s para msica de rgo ou oratrios nas grandes catedrais. Msica clssica e barroca (sem rgo) geralmente requer um tempo de reverberao na faixa de 1,0s a 1,4s; entretanto orquestras musicais do sculo XIX tm requerido cerca de 2,0s de reverberao para produzir o melhor efeito. Estes valores so subjetivos para indivduos com "bom" gosto e atitude cultural. Em projetos de estdios de gravao de msica que no seja clssica [especialmente rock, pop rock, country, mpb (sem que seja bossa) e similares] ou um estdio de radiodifuso, aconselhvel possuir um tempo de reverberao de pequeno valor, particularmente se estes estdios so compostos por uma ampla variedade de equipamentos eletrnicos com limitador de amplitude, reverberao artificial e controle de freqncias. Para gravaes de rock, especificamente, o espao no poder ser pequeno, pois h uma predominncia da bateria que um instrumento de percusso com emisso de baixas freqncias em alta intensidade e, para compens-la, deve-se usar muita absoro, fazendo com que alguns elementos menores de percusso possam ser mascarados ou ofuscados. Os limites do ambiente paredes e teto devero possuir alta densidade para evitar vazamento para o meio exterior. Uma sala de concerto poder apresentar uma reverberao capaz de aumentar a energia sonora reverberante em at 15 vezes maior que a energia radiada direta. Subjetivamente, o campo sonoro poder causar uma sensao acstica duas vezes maior que a proporcionada pelo campo direto. Este fator que gera a sensao de potncia ou grandiosidade associada com a msica feita no perodo romntico. Sobre os espaos relacionados com a fala Num projeto de auditrio, os