acondicionamento e guarda de acervos fotogrficos

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Departamento de Processos Tcnicos

RIO DE JANEIRO . 1999

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SRIE: DOCUMENTOS TCNICOS, 5

Abreu, Ana Lucia de Acondicionamento e guarda de acervos fotogrficos / Ana Lucia de Abreu. - Rio de Janeiro : Fundao Biblioteca Nacional, 1999. 187 p. : il. ; 26cm. - (Documentos Tcnicos ; 5) Bibliografia : p. 191 ISBN 85-333-0113-8 1. Fotografia - Conservao e restaurao I. Ttulo. II. Biblioteca Nacional (Brasil). Departamento de Processos Tcnicos. III. Srie. Documentos Tcnicos (Biblioteca Nacional (Brasil) ; 5. CDD 77.0.286

Projeto grfico, diagramao e desenhos: Ana Lucia de Abreu Capa, contra-capa, criao e arte-final: Silvia de Medeiros Cabral Capocci Fotografias: Claudio de Carvalho Xavier Reprodues: Maria Renata de Siqueira Cavalcanti Digitao eletrnica: Patrcia Cunha da Silva

PROIBIDA A REPRODUO TOTAL OU PARCIAL DESTA OBRA, DIREITOS RESERVADOS FUNDAO BIBLIOTECA NACIONAL

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SUMRIOAPRESENTAO INTRODUO NOTA EXPLICATIVACAPTULO 1

7 9 13 15 1818

AVALIAO DO ACERVO ACONDICIONAMENTO E GUARDA

CAPTULO 2

Os Sistemas, Nveis de Proteo e Tipos de Acondicionamentos Design 1 9 22

Padronizao dos Formatos

Sistema de Arquivamento Modulado / Funcionalidade do Sistema

2 3

CAPTULO 3

ESCOLHA DO SISTEMA26 SISTEMA VERTICAL

252 7 2 8 33

Sistemas

SISTEMA HORIZONTAL Tipos e Nveis 2 9 Consideraes Gerais

CAPTULO 4

APLICAO DO SISTEMA34 3 6

34

Espcies de Acervo Fichas Tcnicas

CARTELA PORTA-NEGATIVOS FOLDERS JAQUETAS PASSE-PARTOUT 40 4 6 52 62

3 7

ESTOJOS PORTA-CHAPAS PASTAS 69 PASTAS EM CRUZ PASTAS SUSPENSAS ENVELOPES 77

8 5 8 7

5

CAIXAS TELESCPICAS CAIXAS ESPECIAIS o Modelo CRUZ o Modelo PORTA-FOLIO

93 108 117 124 129 146

o Modelo PORTA-ESTOJO CAIXAS PORTA-CHAPAS o Modelo REGULVEL o Modelo COMPACTA Quadro Aplicativo

SISTEMAS DE ACONDICIONAMENTO E GUARDA Quadro Demonstrativo CAPACIDADE DOS ITENS DO SISTEMA 157

153

CAPTULO 5

CONSULTA x ACONDICIONAMENTO E GUARDA160

160

Acesso Informao / Procedimentos Elementares Suportes de Apoio FLUXO DE ATENDIMENTO 161 162

APOIO PARA LBUNS 163 SUPORTE PARA TRANSPORTE DE IMAGENS BANDEJAS PARA SUPORTE DE IMAGENS 165

164

CAPTULO 6

MOBILIRIO

166167 168 169 170 171 172 173

Especificaes Tcnicas

Elementos Adicionais para o Mobilirio CAIXA DIVISRIA ELEMENTOS DE APOIO ELEMENTOS DE VEDAO DIVISRIAS SUPERFCIES DE APOIO

CAPTULO 7

MATRIA-PRIMAEspecificaes Tcnicas

174175

ABSTRACT GLOSSRIO BIBLIOGRAFIA

183 184 191

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APRESENTAOA Fundao Biblioteca Nacional lanou, em 1997, uma nova srie documentos tcnicos destinada a prover a classe de bibliotecrios e seus auxiliares, bem como a outros profissionais, que lidam com material impresso sob todas as suas formas e sua guarda e preservao, com informaes e dados sob o dia a dia do trabalho envolvido em coletar, identificar, guardar e preservar esse enorme manancial de material documentrio contido em bibliotecas e arquivos. Essa srie essencialmente elaborada a partir de manuais e guias emanados na prpria Biblioteca Nacional, e que retratam as experincias nos diversos setores de trabalho desde a automao e catalogao, preservao e conservao preventiva. O presente manual, embora direcionado para material fotogrfico, prope um mtodo de abordagem das questes de acondicionamento e guarda que pode ser estendido, em sua essncia, a todo tipo de documentao em papel existente em bibliotecas e arquivos. Ensina, passo a passo, a como lidar com material de todo tipo em bibliotecas e arquivos, de forma a dar condies de conservao preventiva, evitando seu manuseio indevido e o contato com material que seja prejudicial e corrosivo. Ensina, tambm, os cuidados necessrios na circulao e transporte do acervo e na preparao de exposies. A autora do manual e funcionria da Biblioteca Nacional de longa data, e participou de trabalhos internos de conservao, de exposio e guarda de material fotogrfico atuando como designer em sinalizaes, desenhos de mveis a serem manufaturados, utilizando tcnicas de desenho industrial voltadas sempre preservao do ambiente, bem como do material impresso.

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Tive o prazer de trabalhar com Ana Lucia de Abreu em momentos importantes da Biblioteca Nacional, quer em 1982 quer a partir de 1998 redesenhando os espaos internos da Biblioteca Nacional. pois, com uma prazer renovado que apresento esse manual, fruto de cuidadoso estudo e minucioso e eficiente trabalho consciencioso, atravs dos anos, dedicado preservao e conservao de colees especiais.

Clia Ribeiro ZaherDiretora Departamento de Processos Tcnicos da Biblioteca Nacional

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INTRODUOA crescente utilizao e conseqente valorizao dos documentos iconogrficos e mais especificamente dos documentos fotogrficos, no campo da pesquisa histrica, vem contribuindo de maneira decisiva para o desenvolvimento de um processo de maior conscientizao das bibliotecas e arquivos quanto especificidade deste gnero documental. Embora estejamos vivendo numa poca bem prxima do que vir a ser o boom da fotografia digital e para estes novos tempos devemos tambm nos preparar desde j o fato que nossas instituies de memria acumulam um considervel patrimnio de imagens fotogrficas em suportes convencionais que, em grande parte, no est guardado em condies ideais (preservao) nem oferece as facilidades de recuperao (acesso) almejadas por nossos pesquisadores. sabido que as fotografias so artefatos dotados de caractersticas bastantes especficas, por se constiturem de diversas camadas cujo comportamento fsico e qumico pode ser bastante diverso, ao interagirem com o meio-ambiente, alm de serem enormemente suscetveis aos ataques biolgicos. sabido tambm que as imagens fotogrficas requerem uma leitura e uma descrio de contedo que diferem consideravelmente daquela que tradicionalmente utilizada para a documentao textual. Foi com estes problemas em mente que o corpo tcnico da Biblioteca Nacional iniciou, na primeira metade dos anos 1980, um extenso levantamento seguido da elaborao de um projeto interdisciplinar e interinstitucional, visando desenvolver solues para a preservao e o tratamento tcnico das informaes contidas no acervo fotogrfico histrico da Biblioteca Nacional. Esta iniciativa sempre esteve centrada

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na Diviso de Iconografia, por ser a diviso especializada em imagem, onde naturalmente se encontra a maior parte deste acervo embora a Diviso de Manuscritos e a Diviso de Msica e Arquivo Sonoro tambm possuam colees expressivas de fotografias, que vem sendo tratadas de maneira unificada e coordenada.

O Profoto, nome pelo qual ficou conhecido o projeto, iniciou a concretizao de suas atividades em 1989, aps a obteno do patrocnio da Fundao Banco do Brasil, graas ao qual toda a pesquisa e desenvolvimento de mtodos, tcnicas, procedimentos e normas pode ser concretizada. As atividades se iniciaram pelo tratamento das fotografias da Coleo D. Thereza Christina Maria, construda pelo imperador D. Pedro II e doada em sua maior parte Biblioteca Nacional, aps a proclamao da Repblica.

No podemos deixar de ressaltar a importncia que teve o trabalho iniciado pelo Ncleo de Fotografia da FUNARTE, atravs de seu Programa Nacional de Preservao e Pesquisa da Fotografia Histrica e que teve seguimento na atuao do Instituto Nacional da Fotografia e de seu Centro de Preservao e Conservao Fotogrfica. Trabalhando junto com aqueles colegas e a partir de suas propostas de atuao, construmos este trabalho que hoje se encontra amadurecido e at mesmo, poderamos dizer, institucionalizado na Fundao Biblioteca Nacional.

Este Manual um dos frutos desta atividade interdisciplinar e sobre o mesmo gostaramos de tecer alguns comentrios. O desenvolvimento sistemtico das atividades de Design na Biblioteca Nacional Desenho de Produto e Comunicao Visual se iniciou a partir da gesto de Celia Zaher como Diretora Geral da Biblioteca Nacional em 1982-1983, com a criao de um setor especfico dotado de equipe e infra-estrutura para atender crescente demanda da Instituio por trabalhos desta natureza.

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Desde o incio de suas atividades, j era evidente o enorme potencial desta atividade profissional no campo da preservao documental. So inmeras as carncias, desde as que requerem simples aperfeioamentos at as que envolvem considervel complexidade de conhecimentos e um rduo trabalho de desenvolvimento. Da apresentao da coletnea de ensaios recentemente organizada pelos designers Rita Maria de Souza Couto e Alfredo Jefferson de Oliveira, extramos a seguinte afirmao: Fertilizando e deixando fertilizar-se

por outras reas de conhecimento, o Design vem-se construindo e reconstruindo em um processo permanente de ampliao de seus limites, em funo das exigncias da poca atual. Em linha com esta tendncia, sua vocao interdisciplinar impede um fechamento em torno de conceitos, teorias ou autores exclusivos. Sua natureza multifacetada exige interao, interlocuo e parceria (Formas do Design: por uma metodologia interdisciplinar. Rio de Janeiro : 2AB : PUC-Rio, 1999). este, pois, o esprito deste Manual elaborado pela designer Ana Lucia de Abreu, que esteve envolvida nas atividades do Profoto desde os seus primeiros dias. Um trabalho que se valeu da experincia dos bibliotecrios e arquivistas, conservadores, encadernadores, engenheiros das mais diversas reas, papeleiros, grficos... De normas e padres, de metodologias, do resultado de ensaios analticos especficos... De muita coisa, enfim. De muita investigao e experimentao sim, j se vo dez anos, desde quando se iniciou a confeco dos prottipos do sistema aqui descrito. A implantao de um completo sistema de acondicionamento e guarda de acervo, como o aqui proposto, sempr