Ações Eleitorais _ Direito Eleitoral

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<p>1</p> <p>Direito Eleitoral</p> <p>Aes eleitorais Visa desconstituir a situao do candidato ou do eleito. Sistema punitivo especial. Ataca a situao do candidato e do eleito.</p> <p>Gnero Aes que visam arguir inelegibilidade No se tratam de ilcitos que ocorram no processo eleitoral em curso, o candidato se apresenta a eleio com uma deficincia na sua capacidade eleitoral passiva, p. ex. idade, filiao, domiclio) o o Ao de impugnao ao registro de candidatura (3 LC 64/90) Recurso contra a diplomao (art. 262, I, do CE). (tem 4 hipteses de arguio)</p> <p> Aes que consistam em ilcitos eleitorais visam combater ilcitos eleitorais. Candidatos que praticou um ilcito eleitoral ou foi beneficiado, p. ex. abuso de poder econmico, compra de votos. So vrias aes para este fim. o Pode ser menos gravosos candidato responde, mas a sano pecuniria, multa. Em princpio no privado do registro ou do diploma do candidato. Representao Remanescente. </p> <p>Por propaganda eleitoral irregular - permitida aps 5 de julho, p. ex. outdoor proibido desde 2006, propaganda em bens pblicos 2006 tb, show). Segue o procedimento do art. 96 da lei n. 9.504 procedimento extremamente clere.</p> <p>Por pesquisa irregular deve ser necessariamente ser registrada junto ao rgo da justia eleitoral 5 dias antes junto ao juiz responsvel pelo registro das candidaturas (2012 eleies municipais). Permitir a fiscalizao (art. 33 da lei n. 9.504). Sujeio multa. o Prazo limite at a data das eleies.</p> <p>2</p> <p>Por doaes de campanha acima do limite legal Todo candidato por receber doaes (financiamento privado), mas a lei estabelece alguns limite, p. ex. 10% do rendimento bruto auferido no ano anterior eleio pessoa fsica. Para a pessoa fsica de 2%. A ao direcionada contra quem doou acima do limite, a sano vai ser multa e para a pessoa jurdica de contratar contra o poder pblico. Foro competente o domiclio do doador (questo de ordem no TSE). Prazo final 180 dias contados da diplomao (prazo previsto no art. 32 da lei 9.504 entendimento jurisprudencial) Ao rescisria eleitoral rescindir deciso que reconheceu inelegibilidade. Competncia s do TSE</p> <p> Representaes por propaganda partidria irregular.</p> <p> Ao de perda do mandato do partidrio infiel.</p> <p>o</p> <p>Pode ser mais gravosos sano a cassao do registro ou do diploma. Existem seis tipos.</p> <p> Aes que visam a combater os abusos genricos</p> <p> Ao de investigao judicial eleitoral (art. 22 da LC 64/90) Recurso contra a diplomao (art. 262, IV, do CE) (+ou-) Ao de impugnao ao mandato eletivo (art. 14, p. 10, da CF)</p> <p>Eleies _____________________________________________________</p> <p>Ao de Impugnao de Registro de Recurso Contra a Diplomao Candidatura Ao de Investigao Judicial Ao de Impugnao de Mandato Eletivo</p> <p>3</p> <p>Caractersticas</p> <p>- Trabalham com um conceito de generalidade no precisa nessas aes eleitorais fazer uma adequao tpica, tipo no direito penal (subtrair coisa alheia mvel etc..). Quando se ajuizada no precisa alegar a violao ao artigo x, pois ela trabalha com conceitos jurdicos indeterminados, fraude, abuso do poder econmico. No quer dizer que no proibido, mas no preciso.</p> <p>- A responsabilidade do candidato pode ser dada na condio de beneficirio. Pode responder e ser punido somente por ter sido beneficiado, ainda que no tenha concorrido dolosa ou culposamente.</p> <p>- Tutelam um bem jurdico comum. a lisura do pleito. Art. 14, p. 9, da CF (proteger a normalidade e legitimidade das eleies). A consequncia que para haver a procedncia do pedido no basta a prova do abuso, deve ser provado que o abuso teve forca suficiente para violar o bem jurdico tutelado, ou seja, o TSE tem entendido precisa-se de prova da potencialidade lesiva do ato afetar a lisura do pleito.</p> <p> Aes que visam a combater os abusos especficos - Representaes especficas.</p> <p> Representao por captao ilcita de votos (art. 41-A da LE = compra de voto). Todas elas esto previstas na lei das eleies Representao por condutas vedadas aos agentes pblicos (arts. 73/77 da LE). p. ex. uso de bens da administrao. Representao por captao gastos ilcitos de recursos (art. 30-A da LE caixa 2).</p> <p>Caractersticas</p> <p>- Especificidade. Sinnimo de taxatividade. Tem que ter uma espcie de adequao tpica. Quase a taxatividade do Direito Penal.</p> <p>4</p> <p>- A responsabilidade do candidato pessoal em regra. Ou seja, diferente das aes de abuso genrico, nessas representaes que o candidato seja responsabilidade pela sua conduta, participao ou anuncia (art. 41-A, art. 17 e 21 da LE, p. ex.). EXC. Salvo Nas condutas vedadas possvel punir na condio de beneficirio (Art. 73 p. 5 da LE). - Bens jurdicos diversos das lisura do pleito. No se fala em proteo da normalidade e legitimidade das eleies, logo no se fala em potencialidade lesiva. Os bens jurdicos tutelados so: a vontade do eleitor; princpio da isonomia entre os candidatos e princpio da moralidade (respectivamente). P. ex. basta a compra de apenas um voto.</p> <p>AO DE IMPUGNAO AO REGISTRO DE CANDIDATURA.</p> <p> uma ao para arguio de inelegibilidade. um candidato que no praticou um ilcito, mas veio com uma deficincia na sua capacidade eleitoral passiva. Est prevista no art. 3 e seguintes da LC 64/90.Art. 3 Caber a qualquer candidato, a partido poltico, coligao ou ao Ministrio Pblico, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicao do pedido de registro do candidato, impugn-lo em petio fundamentada. 1 A impugnao, por parte do candidato, partido poltico ou coligao, no impede a ao do Ministrio Pblico no mesmo sentido.</p> <p>Tem por objetivo obter o indeferimento do registro de uma candidatura.</p> <p>Hipteses de cabimento: Ausncia de condio de elegibilidade (nacionalidade, domiclio, filiao, idade mnima, alistamento eleitoral) Incidncia de uma causa de inelegibilidade (contas rejeitas, condenao criminal confirmada por colegiado, renuncia art. 14 da CF ou 1, I/VI da LC 64/90). Inelegibilidade somente existe na CF ou LC. Documento reputado essencial - Condio de registrabilidade (juntada de foto para constar na urna eletrnica).</p> <p>5</p> <p>Convenes partidrias</p> <p>Prazo para registro das candidaturas</p> <p>Propaganda eleitoral</p> <p>Outubro Eleio.</p> <p>Dezembro Diplomao.</p> <p> Realizadas de 10 a 30 de junho no ano das eleies</p> <p>- 5 de julho</p> <p>O incio permitida a partir de 6 de julho do ano da eleio um dias aps o prazo final para o registro.</p> <p>Primeiro domingo o primeiro turno ou no ultimo domingo o segundo turno quando houver.</p> <p>No existe lei no dto eleitoral dizendo o dia. Normalmente est previsto em resolues do TSE, definido por quem concede o diploma.</p> <p>Momento de aferio art. 11, p. 10, da LE estabelece que as condies e causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalizao do pedido do registro da candidatura, ressalvadas modificaes supervenientes. Na prtica, qualquer partido, candidato, coligao ou MP a partir de 5 dias da publicao do edital pode impugnar. Na prtica, aps a abertura de um processo individual para cada candidato pelo escrivo, ocorre a publicao de edital. Independentemente de intimao pessoal, corre da publicao.</p> <p>OBS. O MP no se beneficia da prerrogativa de ser intimado pessoalmente.</p> <p> PRAZO 5 DIAS CONTADOS DA PUBLICAO DO EDITAL</p> <p>No ajuizada nesse prazo ocorre a precluso, salvo se for inelegibilidade de cunho constitucional ou superveniente ao registro. Devem ser atacadas do RECURSO CONTRA A DIPLOMAO (3 dias aps a sesso da diplomao).</p> <p>Competncia art. 2, p. nico da LE (?). Presidente e vice TSE; Prefeito vice e vereador Juiz eleitoral O resto - governador, senador, deputado federal e estadual TRE.</p> <p>Legitimados Candidato (qualquer candidato), Partido, Coligao e MP eleitoral. OBS: Sobre Partido e coligao, uma vez coligado a legitimidade passa a ser da coligao e no do partido, sob pena de ser reconhecida sua ilegitimidade. EXC: Art. 6, p. 4, da LE</p> <p>6</p> <p> 4o O partido poltico coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da prpria coligao, durante o perodo compreendido entre a data da conveno e o termo final do prazo para a impugnao do registro de candidatos. (Includo pela Lei n 12.034, de 2009)</p> <p>Capacidade postulatria toda ao tem que ser proposta por advogado. exigida capacidade postulatria. EXC a impugnao ao registro de candidatura nas eleies municiais pode ser feita sem advogado, ressalta-se que para a interposio de recurso deve ser a pea subscrita, da, por advogado habilitado.</p> <p>TSE no reconhece ao eleitor legitimidade ativa. Nesse caso, d vista ao MP p. ele conferir.</p> <p>Recurso em eleio municipal, da sentena que indeferiu ou deferiu o registro cabe recurso no prazo de 3 dias (art. 258 do CE).</p> <p>O efeito dado ao recurso sempre se entendeu que essas decises s teriam eficcia aps o trnsito em julgado. Atualmente com a lei da ficha limpa essas decises possuem efeito a partir do trnsito em julgado ou da publicao da deciso proferida por rgo colegiado.</p> <p>AO DE INVESTIGAO JUDICIAL ELEITORAL (ART. 22 DA LC 64/90).</p> <p>Art. 22. Qualquer partido poltico, coligao, candidato ou Ministrio Pblico Eleitoral poder representar Justia Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indcios e circunstncias e pedir abertura de investigao judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econmico ou do poder de autoridade, ou utilizao indevida de veculos ou meios de comunicao social, em benefcio de candidato ou de partido poltico, obedecido o seguinte rito: I - o Corregedor, que ter as mesmas atribuies do Relator em processos judiciais, ao despachar a inicial, adotar as seguintes providncias: a) ordenar que se notifique o representado do contedo da petio, entregando-se-lhe a segunda via apresentada pelo representante com as cpias dos documentos, a fim de que, no prazo de 5 (cinco) dias, oferea ampla defesa, juntada de documentos e rol de testemunhas, se cabvel; b) determinar que se suspenda o ato que deu motivo representao, quando for relevante o fundamento e do ato impugnado puder resultar a ineficincia da medida, caso seja julgada procedente; c) indeferir desde logo a inicial, quando no for caso de representao ou lhe faltar algum requisito desta lei complementar; II - no caso do Corregedor indeferir a reclamao ou representao, ou retardar-lhe a soluo, poder o interessado renov-la perante o Tribunal, que resolver dentro de 24 (vinte e quatro) horas; III - o interessado, quando for atendido ou ocorrer demora, poder levar o fato ao conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral, a fim de que sejam tomadas as providncias necessrias; IV - feita a notificao, a Secretaria do Tribunal juntar aos autos cpia autntica do ofcio endereado ao representado, bem como a prova da entrega ou da sua recusa em aceit-la ou dar recibo; V - findo o prazo da notificao, com ou sem defesa, abrir-se- prazo de 5 (cinco) dias para inquirio, em uma s assentada, de testemunhas arroladas pelo representante e pelo representado, at o mximo de 6 (seis) para cada um, as quais comparecero independentemente de intimao; VI - nos 3 (trs) dias subseqentes, o Corregedor proceder a todas as diligncias que determinar, ex officio ou a requerimento das partes; VII - no prazo da alnea anterior, o Corregedor poder ouvir terceiros, referidos pelas partes, ou testemunhas, como conhecedores dos fatos e</p> <p>7</p> <p>circunstncias que possam influir na deciso do feito; VIII - quando qualquer documento necessrio formao da prova se achar em poder de terceiro, inclusive estabelecimento de crdito, oficial ou privado, o Corregedor poder, ainda, no mesmo prazo, ordenar o respectivo depsito ou requisitar cpias; IX - se o terceiro, sem justa causa, no exibir o documento, ou no comparecer a juzo, o Juiz poder expedir contra ele mandado de priso e instaurar processo s por crime de desobedincia; X - encerrado o prazo da dilao probatria, as partes, inclusive o Ministrio Pblico, podero apresentar alegaes no prazo comum de 2 (dois) dias; XI - terminado o prazo para alegaes, os autos sero conclusos ao Corregedor, no dia imediato, para apresentao de relatrio conclusivo sobre o que houver sido apurado; XII - o relatrio do Corregedor, que ser assentado em 3 (trs) dias, e os autos da representao sero encaminhados ao Tribunal competente, no dia imediato, com pedido de incluso incontinenti do feito em pauta, para julgamento na primeira sesso subseqente; XIII - no Tribunal, o Procurador-Geral ou Regional Eleitoral ter vista dos autos por 48 (quarenta e oito) horas, para se pronunciar sobre as imputaes e concluses do Relatrio; XIV - julgada procedente a representao, o Tribunal declarar a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribudo para a prtica do ato, cominando-lhes sano de inelegibilidade para as eleies a se realizarem nos 3 (trs) anos subseqentes eleio em que se verificou, alm da cassao do registro do candidato diretamente beneficiado pela interferncia do poder econmico e pelo desvio ou abuso do poder de autoridade, determinando a remessa dos autos ao Ministrio Pblico Eleitoral, para instaurao de processo disciplinar, se for o caso, e processo-crime, ordenando quaisquer outras providncias que a espcie comportar; XIV julgada procedente a representao, ainda que aps a proclamao dos eleitos, o Tribunal declarar a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribudo para a prtica do ato, cominando-lhes sano de inelegibilidade para as eleies a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes eleio em que se verificou, alm da cassao do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interferncia do poder econmico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicao, determinando a remessa dos autos ao Ministrio Pblico Eleitoral, para instaurao de processo disciplinar, se for o caso, e de ao penal,ordenando quaisquer outras providncias que a espcie comportar; (Redao dada pela Lei Complementar n 135, de 2010) XV - se a representao for julgada procedente aps a eleio do candidato sero remetidas cpias de todo o processo ao Ministrio Pblico Eleitoral, para os fins previstos no art. 14, 10 e 11 da Constituio Federal, e art. 262, inciso IV, do Cdigo Eleitoral.(Revogado pela Lei Complementar n 135, de 2010) XVI para a configurao do ato abusivo, no ser considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleio, mas apenas a gravidade das circunstncias que o caracterizam. (Includo pela Lei Complementar n 135, de 2010) Pargrafo nico. O recurso contra a diplomao, interposto pelo representante, no impede a atuao do Ministrio Pblico no mesmo sentido. Art. 23. O Tribunal formar sua convico pela livre apreciao dos fatos pblicos e notrios, dos indcios e presunes e prova produzida, atentando para circunstncias ou fatos, ainda que no indicados ou alegados pelas partes, mas que preservem o interesse pblico de lisura eleitoral.</p> <p>Cabimento: Abuso do poder econmico Abuso do poder poltico Uso indevido dos meios de comunicao social</p> <p>(...)</p> <p>apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econmico ou do poder de autoridade, ou utilizao indevida de...</p>

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