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  • Acidentes do trabalhocom mquinas - identificao

    de riscos e pr evenoRodolfo Andrade Gouveia Vilela

    Engenheiro Mecnico e de Segurana do Trabalho

    Doutorando em Sade Coletiva (rea Sade do Trabalhador) pela UNICAMP - SP

    Assessor em Segurana do Trabalho na SUCEN/SP e

    membro do Programa de Sade do Trabalhador de Piracicaba/ SP.

  • Anlise de riscos

    - 4 -

    INTRODUO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5

    AS MQUINAS E OS

    ACIDENTES DE TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8

    RISCOS E PREVENO DE

    ACIDENTES EM MQUINAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10

    REQUISITOS MNIMOS

    PARAPROTEO DE MQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13

    MTODOS DE PROTEO

    DE MQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14

    MANUTENO PREVENTIVA

    E PREDITIVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25

    BASES LEGAIS E NORMAS NACIONAIS

    SOBRE SEGURANA DE MQUINAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26

    ROTEIRO PARAAVALIAO

    DE RISCOS EM MQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27

    OUTROS RISCOS NA MQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30

    REFERNCIAS BIBLIOGRAFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33

    ndice

  • INTRODUO

    O objetivo desta publicao auxiliar os tra-

    balhadores e seus representantes, membros de

    C I PA, sindicatos, comisses de fbricas e

    outros profissionais, a identificar os principais

    riscos mecnicos e medidas bsicas para pre-

    veno de acidentes do trabalho com mqui-

    nas.

    Com a introduo da robtica e das novas

    tecnologias nas grandes empresas dos pases

    industrializados, os riscos mecnicos vem

    sendo gradativamente superados e substitu-

    dos por outros riscos mais diretamente relacio-

    nados organizao do trabalho. Um grande

    nmero de indstrias com utilizao de tecnolo-

    gias e mquinas obsoletas tem sido exportadas

    para os pases em desenvolvimento. Nos pro-

    cessos tecnolgicos mais avanados, onde

    ocorre a introduo da robtica, so os traba-

    lhadores de manuteno os mais expostos aos

    riscos mecnicos. Estes riscos esto presentes

    ainda em setores de servio, na indstria do

    l a z e r, onde a automao tem ainda pequena

    influncia, e nas pequenas empresas e indus-

    trias mais antigas que permanecem os proble-

    mas tradicionais de segurana em mquinas.

    Neste contexto, estes riscos esto ficando

    menos visveis e menos bvios, reforando a

    necessidade de maior ateno e uma melhor

    identificao dos mesmos.

    Para a segurana em mquinas possvel

    descrever risco de acidente como sendo a

    chance de um acidente particular ocorrer em

    determinado perodo de tempo, associado com

    o grau ou severidade da leso resultante

    (RAAFAT, 1989).

    Infelizmente o termo acidente utilizado na

    nossa lngua sugere que este evento ocorre por

    obra do destino, como algo imprevisvel, uma

    fatalidade fora do controle das aes huma-

    nas. Pior ainda, pois sugere que um evento

    impossvel de ser evitado. Mas sabemos que

    os acidentes ocorrem devido a uma interao

    de vrios fatores que esto presentes no

    ambiente ou na situao de trabalho muito

    antes do seu desencadeamento. So, portanto,

    eventos previsveis. Uma vez eliminados estes

    fatores, que do origem aos acidentes se pode

    eliminar ou reduzir a ocorrncia desses even-

    tos. So portanto eventos prevenveis.

    Os acidentes de trabalhoe a industrializao

    No final do sculo XIX Marx j diagnosti-

    cava que, nas fbricas que surgem, os traba-

    lhadores se transformam em um complemento

    vivo de um mecanismo morto. Desde aquele

    tempo, quando ocorre a Revoluo Industrial

    na Europa, o trabalho na fbrica exaure os

    nervos ao extremo, suprime o jogo variado dos

    msculos, e confisca toda a atividade livre,

    fsica e espiritual do trabalhador. Amquina ao

    invs de libertar o trabalhador do trabalho, des-

    poja o trabalho de todo interesse. Na produo

    capitalista ocorre o fenmeno de subjugao do

    homem ao maquinrio.1

    No Brasil, sade, condies de trabalho e

    acidentes so preocupaes dos trabalhadores

    desde o incio do processo de industrializao.

    Neste perodo - que tem muita semelhana

    com o ocorrido na Europa - verifica-se as pssi-

    mas condies de trabalho, com jornadas pro-

    longadas, baixos salrios, emprego de crianas

    e alto ndice de acidentes do trabalho.

    Levantamentos efetuados pelo Departa-

    mento Estadual do Trabalho de S. Paulo2 s o b r e

    a problemtica dos acidentes do trabalho no

    pas, indicam que j no incio do sculo XX, a

    -5 -

    1 MARX Livro 1, O Capital2 Boletim do Departamento Estadual do Trabalho, ano VIII, n 30 , 1919 , citado por FALEIROS(1982)

  • questo dos acidentes com mquina ganha

    relevncia e objeto de preocupao dos

    rgos pblicos. Segundo este levantamento,

    de 1912 a 1917 ocorrem 11.895 acidentes

    sendo 76% considerados leves, 22,2% graves

    e 1,1% fatais, e quanto localizao, obser-

    vado que a maioria dos acidentes de trabalho

    ocorre nas fbricas, oficinas, depsitos e casas

    comerciais, que respondem por 41,1% dos

    locais dos acidentes, sendo que os operrios

    representam a maior parcela dos atingidos:

    16%. As causas apuradas por este levanta-

    mento mostram que as mquinas so respon-

    sveis por 26,3% (435 trabalhadores atingidos)

    (FALEIROS,1992).

    Os acidentes do trabalho constituem a face

    visvel de um processo de desgaste e destrui-

    o fsica de parcela da fora de trabalho no

    sistema capitalista. Segundo a Organizao

    Mundial de Sade os acidentes e doenas do

    trabalho so responsveis por mais de 120

    milhes de leses e pelo menos 220 mil mortes

    por ano no plano mundial (WHO,1997).

    O Brasil, depois de ocupar durante a

    dcada de 70 o ttulo de campeo mundial de

    acidentes de trabalho, continua, com base nos

    dados da Organizao Internacional do Tr a b a-

    lho - OIT de 1995, posicionado entre os dez

    piores no plano mundial, ao lado da ndia,

    quanto ao ndice de acidentes em relao ao

    nmero de trabalhadores empregados na

    indstria (ISTO- 1997).

    A despeito das medidas de controle e cam-

    panhas implantadas no pas para reduo dos

    acidentes a partir da dcada de 70, os resulta-

    dos obtidos at aqui revelam as limitaes do

    aparato de engenharia e de medicina do traba-

    lho montado no interior das empresas e a ser-

    vio das mesmas, bem como do sistema de fis-

    calizao do Estado. Revelam ainda que as

    relaes de trabalho no Brasil, marcadas pelo

    corporativismo e autoritarismo, no tem possi-

    bilitado uma atuao mais democrtica dos tra-

    balhadores e de seus representantes no interior

    das empresas, em defesa da sade, uma vez

    que no se garante a auto tutela e a auto prote-

    o por parte dos principais interessados: os

    trabalhadores.

    Estudo conduzido por Grunberg (1983)3

    comparou duas fbricas de montagem de auto-

    mveis sendo uma situada na Frana e outra

    na Inglaterra, produzindo o mesmo tipo de

    carro, com tecnologias equivalentes. A taxa de

    acidentes na fbrica da Frana, com fraca orga-

    nizao sindical, foi de cerca de 60 vezes

    maior que a taxa encontrada na Inglaterra. A

    diferena foi explicada pelos diferentes graus

    de sindicalizao e fora dos trabalhadores nas

    duas fbricas. (DWYER,1991)

    No Brasil prtica corrente nas empresas,

    investigaes que atribuem a ocorrncia do aci-

    dente a comportamentos inadequados do tra-

    balhador (descuido, imprudncia, neglign-

    cia, desateno, etc.) Estas investigaes

    evoluem para recomendaes centradas na

    mudana de comportamento: prestar mais

    ateno, tomar mais cuidado, reforar o trei-

    namento. Este tipo de concepo pressupe

    que os trabalhadores so capazes de manter

    elevado grau de viglia durante toda a jornada

    de trabalho, o que incompatvel com as carac-

    tersticas bio-psico-fisiolgicas humanas. Em

    conseqncia, a integridade fsica do trabalha-

    dor fica na dependncia quase exclusiva de

    seu desempenho nas tarefas. (BINDER&

    ALMEIDA,2000)

    A teoria do ato inseguro no fundo pressu-

    pe que o processo de trabalho deve ser visto

    como algo imutvel e perene, tendo o trabalha-

    dor que se adaptar a tais condies, transfe-

    - 6 -

    Anlise de riscos

    3 L. Grumberg. 1983 The effects of social relations of production on produtivity and workers safety: an ignored set of relations-hips. International Journal Health Services 13(4): 621 - 634.

  • rindo a responsabilidade da empresa para o tra-

    b a l h a d o r. ainda comum encontrarmos nas

    empresas cartazes, com o dedo apontado para

    o trabalhador, com dizeres:

    Voc o responsvel pela sua Segu -

    rana!;

    ASegurana depende de Voc!!

    Infelizmente esta cultura que tenta culpabili-

    zar as vtimas pelos prprios acidentes ocorri-

    dos ainda predominante no meio produtivo,

    nos tribunais e mesmo em escolas de capacita-

    o em nosso pas.

    Nossa concepo parte de outro princpio:

    que os seres humanos so limitados do ponto

    de vista psquico, fsico, e biolgico, sendo

    necessrios dispositivos de segurana para

    garantir que as falhas humanas possam ocor-

    r e r, sem que gerem leses

    aos trabalhadores. o

    princpio denominado de

    falha segura4. Neste sen-

    tido podemos dizer que

    uma mquina segura

    aquela a prova de erros e

    falhas humanas.

    Os acidentes de traba-

    lho ocorrem em determi-

    nadas condies de traba-

    lho dentro de um contexto

    de relaes estabelecidas

    entre patres e emprega-

    dos no processo de produ-

    o. Os acidentes de tra-

    balho so influenciados

    portanto por fatores rela-

    cionados situao ime-

    diata de trabalho, como o

    maquinrio, a tarefa, o

    meio ambiente de traba-

    lho, e tambm pela organi-

    zao do trabalho em sentido amplo, pelas rela-

    es de trabalho e pela correlao de foras

    existentes numa determinada sociedade. Desta

    forma a ameaa do desemprego, a presso da

    chefia exigindo mais produo, as condies do

    maquinrio, as condies do ambiente (como

    presena de rudo, calor), a reduo das equi-

    pes com aumento da sobrecarga dos trabalha-

    dores, a realizao de horas extras, so todos

    componentes importantes que devem ser anali-

    sados, quando se pretende entender e prevenir

    a ocorrncia dos acidentes. Entendemos por-

    tanto os acidentes como fenmenos multi-cau-

    sais, socialmente determinados, previsveis e

    prevenveis. No campo da preveno de aci-

    dentes com mquinas, no so suficientes as

    aes tradicionais de engenharia, com a sim-

    ples instalao de dispositivos de

    segurana. Por outro lado so

    totalmente desfocadas as

    campanhas e aes edu-

    cativas ou intimidatrias

    que visam punir os ditos

    atos inseguros, que no

    fundo colocam a culpa do

    acidente na prpria vtima.

    A abordagem que

    orienta a CUT e seus

    representantes na ao

    sindical a de que a pre-

    veno de acidentes s

    ser efetiva se for acompa-

    nhada do aumento dos

    espaos de atuao dos

    trabalhadores e seus repre-

    sentantes no interior das

    empresas. Organizao no

    Local de Trabalho OLT: o

    melhor remdio contra os

    acidentes e doenas!

    -7 -

    4 M.C.P. BINDER & I. M. ALMEIDA: Investigao de Acidentes de Trabalho Mimeo, Jan. 2000. 15p.

  • AS MQUINAS E OSACIDENTES DE TRABALHO

    Contrariamente ao que se imagina, a

    mquina no um artefato tcnico, um objeto

    neutro voltado a si mesmo. A mquina um

    artefato social e cultural, criado por seres

    humanos reais dotados de interesses e preocu-

    paes, para satisfazer determinadas necessi-

    dades. Quando um engenheiro projeta a

    mquina, a pedido de um empresrio, ele o faz

    via de regra atendendo uma demanda de maior

    produtividade, sem considerar os riscos gera-

    dos ou a possibilidade de acidentes. Por outro

    lado, se existem sindicatos e trabalhadores

    organizados, a demanda de uma nova

    mquina, com segurana, pode ser oriunda de

    uma negociao conseguida entre trabalhado-

    res e patres, com vistas a eliminar os riscos de

    leses aos trabalhadores.

    As mquinas, ferramentase aparelhos,tem papel

    relevante na gerao dosacidentes de trabalho .

    Uma anlise do ciclo de vida das mquinas

    no Brasil pode comprovar que so concebidas

    na fase de projeto sem uma preocupao com

    o ser humano que ir operar estes equipamen-

    tos, so vendidas para o mercado desprovidas

    de dispositivos mnimos de segurana, so

    colocadas em uso nestas condies. Aps a

    ocorrncia de acidentes e mutilaes, a depen-

    der do nvel de organizao dos trabalhadores,

    pode vir a ser objeto de alguma adaptao com

    instalao de dispositivos de segurana. A p s

    se tornar obsoleta, novamente colocada para

    venda (a Rua Piratininga em So Paulo um

    dos pontos especializados neste tipo de comr-

    cio). Adquirida por uma pequena ou micro

    empresa, com relaes precrias de trabalho,

    novamente em operao, ir acarretar novos

    acidentes, estes ainda mais invisveis que no

    iro constar das estatsticas oficiais.

    Estudo feito nos EUApelo NIOSH Instituto

    Nacional de Sade e Segurana - revelou que

    ocorreram no ano de 1985 dezoito mil amputa-

    es e 843 mortes com trabalhadores que

    operam mquinas nos setores industrial, agr-

    cola e da construo civil (SILVA, 1995).

    Pesquisa realizada em Osasco SP n o

    incio da dcada de 70 analisa 1.000 acidentes

    graves e conclui que as mquinas foram res-

    ponsveis por 85,5% dos acidentes, sendo que

    as prensas sozinhas responderam por 31,8%

    do total das ocorrncias. Essas mquinas so

    encontradas em sua maioria sem dispositivos

    de proteo, sendo fornecidas desta forma

    pelos fabricantes e revendedores, em flagrante

    desrespeito ao artigo 193 da CLT, que regula-

    menta a fabricao, venda e locao de mqui-

    nas e equipamentos (CLEMENTE, 1974).

    Outro estudo sobre a questo acidentria

    no pas conclui que a proteo insuficiente em

    mquinas causa de inmeros acidentes, bem

    como a utilizao de mquinas antigas e obso-

    letas, sendo um dos fatores que torna mais vul-

    nerveis trabalhadores fatigados, menos aler-

    tas e com reflexos mais lentos, com diminuio

    da acuidade visual e da coordenao motora,

    podendo ser atingidos com muito maior facili-

    dade por uma mquina em funcionamento

    (POSSAS, 1989).

    Investigao sobre os acidentados graves

    de trabalho, que foram encaminhados reabili-

    tao profissional, junto ao CRP - Centro de

    Reabilitao Profissional da Previdncia Social,

    observa que o ramo metalrgico, responde por

    25% dos casos graves, predominando os aci-

    dentes com mquinas, como prensas mecni-

    cas e o setor plstico responde por 8% dos

    casos, com destaque para as prensas

    injetoras(COHN e cols, 1985).

    Investigao feita em Bauru SP em 1990,

    revela que de um total de 683 acidentes estu-

    -8 -

    Anlise de riscos

  • dados, as mquinas, equipamentos e apare-

    lhos representam 14,2% dos fatores causais,

    enquanto que quedas, choques ou perda de

    equilbrio representaram 38,5%. Os autores

    alertam no entanto para a limitao das infor-

    maes retiradas dos campos objeto causa-

    dor e descrio do acidente das CATs

    (Comunicados de Acidentes do Trabalho), que

    por sua superficialidade e ausncia de critrios

    tcnicos, no permitem uma explorao ade-

    quada da causa dos acidentes de trabalho (-

    ALMEIDA&BINDER&TOLOSA, 1993).

    Outro estudo com 4.895 acidentes tpicos

    identificados pelo Programa de Sade dos Tra-

    balhadores da Zona Norte de So Paulo, classi-

    fica como graves 790 acidentes, sendo que

    neste conjunto, as mquinas so responsveis

    por 196 casos, ou seja 24,8%, demonstrando

    uma importante associao entre a ocorrncia

    de acidentes graves e o correspondente envol-

    vimento de mquinas em sua gerao. A s

    mquinas mais perigosas, do ponto de vista da

    gravidade dos acidentes gerados - com ampu-

    taes e esmagamentos - so as prensas, as

    guilhotinas, os cilindros e calandras, as impres-

    soras, as serras e as injetoras de plstico

    (SILVA, 1995).

    Analisando as condies ope-

    racionais de prensas mecnicas

    na Zona Norte de S. Paulo, so

    investigadas em 1989, 290

    prensas mecnicas, consta-

    tando que 52,75% das mqui-

    nas so acionadas por pedais,

    e 26,55% por meio de botoeiras

    simples. Somente 43 mquinas

    operam com comandos bi-

    manuais. A pesquisa avalia

    ainda os riscos junto aos pontos

    de operao de 74 mquinas,

    verificando que 37,8% destas

    mquinas exigem o acesso das

    mos na zona de prensagem,

    seja para alimentao, para retirada das peas

    ou em ambas situaes. Observa-se que esse

    acesso `as zonas de prensagem feito sem

    nenhum mecanismo de atenuao, como corti-

    nas de luz, barreiras, sensores de proximidade,

    ou dispositivos de afastamento, caracterizando

    perigo ao trabalhador. Segundo os autores -

    nenhuma mquina era dotada de dispositivo de

    proteo, que atenuasse o risco durante o

    acesso na zona de prensagem

    (MAGRINI&MARTORELLO,1989).

    Em 1997 levantamento feito em So Paulo,

    capital, constata que 70% das prensas mecni-

    cas operam com acesso das mos na Zona de

    Prensagem, apelidada de Boca do Leo.

    Acordo tripartite com participao do setor

    patronal, dos trabalhadores e dos rgos pbli-

    cos assinado neste ano visando a retirada

    das mos do trabalhador das zonas de opera-

    o das mquinas, atravs de mecanismos de

    proteo como alimentao em plano inclinado,

    gavetas, sistema de tambor giratrio e outros.

    Estudo feito pelo Sindicato dos Trabalhado-

    res Qumicos e Plsticos de So Paulo no ano

    de 1992 constata que as mquinas injetoras de

    plstico respondem por metade dos casos de

    acidentes do setor plstico, encami-

    nhados para reabilitao profissio-

    nal junto ao Centro de Reabilita-

    o Profissional do INSS da

    Capital - So Paulo. Depois de

    3 anos de negociao, envol-

    vendo os fabricantes de mqui-

    nas, os Sindicatos da Industria

    de Plstico, e instituies liga-

    das Sade do Tr a b a l h a d o r,

    foi assinada uma Conveno

    Coletiva de Segurana em

    Mquinas Injetoras do Setor

    Plstico do Estado de So

    Paulo. A Conveno entre

    outros avanos estabelece

    prazo para as empresas insta-

    -9 -

  • larem dispositivos de segurana nas mquinas,

    garante o emprego de trabalhadores sequela-

    dos, a capacitao dos operadores de mquina

    e a fiscalizao do acordo por parte das CIPAs

    e dos Sindicatos atravs de uma Comisso

    Permanente de Negociao. Novo levanta-

    mento junto ao CRP no ano de 1996 j aponta

    a reduo para 27% da participao das injeto-

    ras no total dos casos de Reabilitao Profissio-

    nal junto ao INSS. Aps 2 anos de acordo 3029

    operadores de mquina injetora j haviam par-

    ticipado de cursos de capacitao ministrados

    por entidades acordadas entre as partes e

    1.488 selos haviam sido expedidos para mqui-

    nas que passaram a possuir os dispositivos de

    segurana previstos na Conveno Coletiva

    (VILELA, 1998).

    RISCOS E PREVENODE ACIDENTES EM MQUINAS

    A seleo e aplicao das diferentes tcni-

    cas de segurana em mquinas requer um

    envolvimento e participao dos diferentes

    atores que participam da cadeia produtiva.

    Alm das empresas que compram e dos traba-

    lhadores que operam com as mquinas, nesta

    cadeia participam ainda os setores de fabrica-

    o e projeto, de venda, dos servios de insta-

    lao e de manuteno.

    Do ponto de vista da segurana, os fabri-

    cantes e projetistas tem um papel privilegiado,

    pois podem interferir neste ciclo, assegurando

    que a mquina nasa com segurana desde o

    bero. A adaptao de protees, com a

    mquina j em funcionamento, muito mais

    difcil e onerosa. Os trabalhadores usurios

    das mquinas, por conhecer de perto o sistema

    de produo e a atividade a ser desenvolvida,

    tem uma grande contribuio na escolha e

    acompanhamento do funcionamento dos meca-

    nismos de segurana.

    Alm dos riscos mecnicos, que so mais

    enfocados neste trabalho, as mquinas podem

    representar outros riscos aos trabalhadores

    (rudo, calor, vibrao, radiao, etc) conforme

    discriminado no roteiro para avaliao de riscos

    ao final do texto.

    Riscos decor rentes de movimentose aes mecnicas das mquinas 5

    Existem muitos riscos mecnicos criados

    pelas partes mveis dos diferentes tipos de

    mquinas. O contato com as partes mveis

    das mquinas considerado como fonte de

    mais 10% de todos os acidentes ocupacio-

    nais na Sucia, a partir de 1979, quando este

    item foi includo na estatstica sobre a origem

    das leses ocupacionais (DS&BACKS-

    TRM, 1998).

    As partes mveis que representam riscos

    mecnicos envolvem os seguintes pontos:

    o ponto de operao, o ponto onde o traba-

    lho executado no material, como ponto de

    corte, ponto de moldagem, ponto de perfura-

    o, de estampagem, de esmagamento, ou

    ainda de empilhamento de material;

    mecanismo de transmisso de fora, qual-

    quer componente do sistema mecnico que

    transmite energia para as partes da mquina

    que executam o trabalho. Estes componentes

    incluem volantes, polias, correias, conexes de

    eixos, junes, engates, fusos, correntes, mani-

    velas e engrenagens;

    outras partes mveis, que inclui todas as

    partes da mquina que movem enquanto a

    mquina est trabalhando, tal como movimento

    de ida e volta, partes girantes, movimentos

    transversais, como tambm mecanismos de ali-

    - 10-

    Anlise de riscos

    5 Texto base Machine Safeguarding de Kenneth Gerecke da Encyclopaedia of Occupational Health and Safety 4 Edio, Vo l .2 pags. 58.1 58.82 (1998). Texto e figuras adaptadas e modificadas pelo autor.

  • mentao e partes auxiliares da mquina.

    Uma ampla variedade de movimentos

    mecnicos e aes podem apresentar perigos

    para os trabalhadores. Estes movimentos

    mecnicos e aes so bsicas

    a quase todas mquinas, e o

    reconhecimento dos riscos que

    representam o primeiro passo

    para a proteo dos trabalhado-

    res.

    Movimentos mecnicos

    que representam riscos:

    H trs tipos bsicos de movi-

    mento mecnico:

    movimento giratrio;

    movimento alternado (vai e vem);

    retilneo ou transversal.

    Movimento giratrio

    O movimento mesmo lento, de

    partes giratrias pode ser perigoso

    podendo gerar ferimentos graves. Setas

    giratrias lentas podem agarrar vesti-

    mentas e forar um brao ou a mo em

    uma posio perigosa. Anis, junes,

    engates, embreagens, volantes,

    pontas, fusos e eixo horizontal ou verti-

    cal so alguns exemplos tpicos de mecanis-

    mos giratrios que podem ser perigosos. Existe

    perigo adicional quando pinos, facas, lixas,

    chaves, roscas ou parafusos

    fixos esto expostos em

    partes giratrias das maqui-

    nas, podendo atingir uma

    pessoa ou ser arremessadas

    durante o giro das mesmas.

    Pontos entrantes (de

    belisco) em correntes so

    criados pelas partes giratrias

    da maquina. H trs tipos principais de pontos

    entrantes (de belisco):

    1. partes com eixos paralelos podem girar

    em direes opostas. Estas partes podem estar

    em contato (produzindo assim um ponto

    entrante) ou em proximidade ntima um para o

    outro, onde a alimentao de

    material entre os rolos produz

    os pontos entrantes (de belis-

    co). Este perigo comum

    em maquina com engrena-

    gens, moinhos giratrios,

    calandra de borracha, cilin-

    dros de secagem de papel,

    cilindros de massa na indus-

    tria alimentcia, como mostrado na Figura 1.

    2. outro tipo de ponto entrante criado entre

    partes mveis girantes e tangenciantes, como o

    ponto de contato entre uma correia de transmis-

    so de fora e sua polia; uma corrente e uma

    roda dentada; ou

    uma coroa e um

    pinho, como mos-

    trado na Figura 2.

    3. pontos entran-

    tes tambm podem

    existir entre partes

    giratrias e partes

    fixas que criam um

    tosquiamento, esma-

    gamento ou ao de

    irritao. Exemplos incluem discos manuais ou

    volantes com raios, roscas transportadoras

    abertas ou a periferia de um disco abrasivo e

    um suporte ajus-

    tado incorreta-

    mente, como mos-

    trado na Figura 3.

    Movimentoalternado

    Pode ser peri-

    goso porque durante a ida e a volta ou movi-

    mento de subida e descida, um trabalhador

    -11 -

    PONTOSENTRANTESCOMUNSEM PARTES

    GIRATRIASDEMQUINAS

    1

    2

    3

    PONTOSENTRANTES

    ENTRE

    ELEMENTOS

    GIRATRIOS

    PONTOS ENTRANTESENTRECOMPONENTESROTATIVOS E COMPONENTESFIXOS

  • pode ser golpeado por ou pode ser pego entre

    uma parte mvel e uma parte estacionria. Um

    exemplo mostrado na Figura 4 . Elevadores

    de carga da construo civil so exemplos de

    equipamentos com

    movimento alter-

    nado vertical.

    Movimentoretilneo

    Movimento em

    uma reta, linha con-

    tnua, cria um

    perigo pois o traba-

    lhador pode ser gol-

    peado ou pode ser

    pego em um ponto

    de aperto ou ponto

    de corte por uma

    parte mvel. Um

    exemplo de movi-

    mento retilneo peri-

    goso o movimento

    de uma esteira

    aberta que pode

    arrastar ou ferir uma

    pessoa.

    Aes Mecni-

    cas e seus riscos:

    H quatro tipos

    bsicos de ao

    mecnica:

    Ao de corte,

    Ao de punciona-

    mento,

    Ao de cisalhamento,

    Ao de dobramento ou flexo.

    Ao de corte

    Envolve movimentos giratrios, alternados

    e transversais. A ao cortante cria perigos no

    ponto de operao podendo ocorrer ferimento

    no corpo do trabalhador.

    Alm de mos e dedos, outras partes como

    a cabea, olhos e face podem ser atingidos por

    cavacos ou fagulhas arre-

    messados, causando feri-

    mentos.

    Exemplos tpicos de

    mquinas com ao de

    corte perigosa incluem

    serras de fita, serras circu-

    lares, fresadoras, plainas,

    furadeiras, tornos mecni-

    cos e moinhos. Figura 5.

    Ao depuncionamento

    Ocorre quando apli-

    cada fora a um mbolo,

    pisto ou martelo com a

    finalidade de amassar,

    repuxar ou estampar metal

    ou outros materiais. O risco

    deste tipo de ao reside

    no ponto de operao onde

    o material inserido, segu-

    rado e retirado pela mo.

    Mquinas tpicas que usam

    ao de puncionamento

    so prensas mecnicas

    nos trabalhos metalrgicos.

    (Figura 6)

    Ao decisalhamento

    Ocorre na aplicao de fora em uma

    lmina ou faca visando aparar ou tosquiar metal

    ou outros materiais. O perigo acontece no

    ponto de operao onde o material propria-

    mente inserido, segurado e retirado. Exemplos

    tpicos de maquinas usadas para cisalhar so

    -12 -

    Anlise de riscos

    4

    5

    6

    MOVIMENTOSALTERNADOS

    PERIGOSOS

    AODECORTEEM

    MQUINAS

    AODEPUNCIONAMENTO

  • as guilhotinas, tesouras mecnicas motoriza-

    das, tesouras hidrulicas e pneumticas

    (Figura 7).

    Ao de dobraou flexo

    Ocorre quando

    aplicada fora a uma

    lmina para amoldar,

    puxar ou estampar

    metal ou outros mate-

    riais. O perigo acon-

    tece no ponto de ope-

    rao onde o material

    inserido, segurado e

    retirado. Equipamen-

    tos que usam ao de

    dobra incluem pren-

    sas mecnicas, vira-

    deiras e dobradeiras.

    (Figura 8).

    REQUISITOSMNIMOS PARAPROTEO DE

    MQUINA

    Aproteo de uma

    mquina tm que

    atender aos seguintes

    requisitos para garan-

    tir segurana contra

    os riscos mecnicos:

    Pr evenir contato

    A proteo tem que impedir ou prevenir

    que as mos, braos ou qualquer parte do

    corpo ou vestimenta de um trabalhador

    entre em contato com as partes mveis

    perigosas, eliminando a possibilidade de

    a c i d e n t e s .

    Ter estabilidade no tempo

    As protees e dispo-

    sitivos de segurana

    devem ser feitos de mate-

    rial durvel que suporte

    as condies de uso,

    sendo firmemente afixa-

    dos mquina. Somente

    pessoas autorizadas, nor-

    malmente s o pessoal de

    manuteno ou teste

    pode, temporariamente,

    r e m o v e r, deslocar, ou reti-

    rar uma proteo.

    Protegerde queda

    de objetos

    A proteo deve asse-

    gurar que nenhum objeto

    possa cair nas partes

    mveis, danificando o

    equipamento ou se tor-

    nando um projtil, que

    pode ser arremessado

    contra uma pessoa cau-

    sando ferimento.

    No criarperigosnovos

    Uma proteo perde

    seu objetivo quando cria em si um perigo adi-

    cional, tal como um ponto de cisalhamento,

    uma extremidade dentada ou uma superfcie

    inacabada. Sistemas de alimentao autom-

    tica como robs, podem ser usados como pro-

    teo desde que o movimento de seus braos

    por exemplo no representem riscos aos traba-

    lhadores.

    -13 -

    7

    8

    AODECISALHAMENT O

    AODE

    DOBRA

  • No criar interferncia

    Protees que impedem ou dificultam os

    trabalhadores de executar normalmente suas

    atividades so rapidamente desconsideradas e

    deixadas de lado. Componentes para lubrifica-

    o, por exemplo devem ser instalados de fora

    de uma porta de proteo, de modo que a lubri-

    ficao possa ser feita sem necessidade de

    ingresso do trabalhador na rea de risco.

    Participao e Capacitaoem Segurana

    Mesmo o sistema de proteo mais elabo-

    rado no pode oferecer proteo efetiva se os

    trabalhadores no participam de algum modo

    nas diferentes etapas como projeto, implanta-

    o, etc. A participao a garantia de que o

    dispositivo ser efetivo e ir cumprir com sua

    finalidade. Alm deste envolvimento, a capaci-

    tao especfica e detalhada uma parte

    importante de qualquer esforo para conseguir

    segurana em mquina. A proteo adequada

    pode melhorar a produtividade e aumentar a

    eficincia uma vez que pode aliviar os trabalha-

    dores de medos de acidentes e leses. A c a p a-

    citao em segurana necessria para os

    operadores novos, para a manuteno ou para

    o pessoal de instalao, quando nova proteo

    ou alterao instalada, ou quando os traba-

    lhadores so nomeados para novas mquinas

    ou operaes.

    Acapacitao deve minimamente abranger:

    uma descrio e identificao dos riscos

    associados com cada mquina e as protees

    especficas contra cada risco;

    como funcionam as protees; como e por

    que devem ser usadas;

    como e em que circunstncias pode ser

    removida uma proteo, e por quem (na maio-

    ria dos casos, s o pessoal de conserto ou

    manuteno);

    o que fazer (por exemplo, contatar o super-

    visor) se uma proteo danificada ou se

    perde sua funo, deixando de garantir uma

    segurana adequada.

    MTODOS DE PROTEODE MQUINA

    H muitos modos para proteger uma

    mquina contra os riscos mecnicos. O tipo de

    operao, o tamanho ou forma de material, o

    mtodo de manipulao, o lay-out fsico da rea

    de trabalho e as exigncias ou limitaes da

    produo ajudaro definir o mtodo de prote-

    o apropriado para uma mquina em particu-

    l a r. O projetista de mquina ou profissional de

    segurana, aps a consulta aos trabalhadores

    usurios, tm que escolher a proteo mais

    efetiva e prtica disponvel.

    As protees podem ser divididas em cinco

    classificaes gerais:

    Barreiras ou anteparos de proteo;

    Dispositivos de segurana;

    Isolamento ou separao pela distancia de

    segurana;

    Operaes;

    Outros.

    Bar reiras ou anteparos de Proteo

    H quatro tipos gerais de barreiras ou ante-

    paros que previnem o acesso s reas de risco,

    como segue:

    Barreiras ou protees fixas.

    Uma barreira ou proteo fixa uma parte

    permanente da mquina e no dependente

    das partes mveis para exercer sua funo.

    Pode ser construda de chapa de metal, tela,

    tecido de arame, barras, plstico ou qualquer

    outro material resistente o bastante para supor-

    -14 -

    Anlise de riscos

  • tar qualquer impacto que possa receber, garan-

    tindo uso prolongado. Barreiras ou protees

    fixas devem ser presas mquina por meio de

    parafusos, porcas etc, de modo que s possam

    ser retiradas com o uso de

    ferramentas. Por causa da

    sua simplicidade e perma-

    nncia so normalmente

    preferveis a todos os

    outros tipos de proteo

    (ver Quadro 1). Barreiras

    fixas construdas com

    material vazado como

    telas, grades, etc devem

    ser construdas respei-

    tando as distncias de

    segurana. Segundo a Norma Brasileira NBR

    13928 (1997) as protees devem ser projeta-

    das, construdas e posicionadas de forma a

    impedir que qualquer parte

    do corpo atinja a rea de

    perigo. Distncias de

    Segurana e aberturas

    devem obedecer a NBR

    13761(1996). Por exemplo

    uma malha de uma tela

    quadrada usada em uma

    barreira ou proteo fixa

    no pode permitir a passa-

    gem de um dedo para pro-

    teger o acesso de mos

    em uma zona de risco.

    A barreira ou proteo

    fixa pode ser usada, por

    exemplo, em uma prensa

    mecnica, quando fecha

    completamente o ponto de

    operao. O material ali-

    mentado lateralmente, com a retirada de peas

    ao centro e com a sada de retalhos pelo lado

    oposto. A Figura 21 mostra um sistema de ali-

    mentao automtico em uma prensa mec-

    nica, com proteo tipo barreira fixa que impede

    completamente o acesso do operador ao ponto

    de operao.

    A Figura 9 mostra uma proteo fixa com

    chapa e grade que protege uma correia e uma

    polia de uma unidade de

    transmisso de fora.

    Um painel de inspeo

    superior previsto para

    minimizar a necessidade

    de remoo da barreira.

    Telas podem minimizar o

    aquecimento dos com-

    p o n e n t e s .

    Na figura 10 so

    mostradas protees

    fixas em uma serra de

    fita. Estas barreiras protegem os operadores

    das polias giratrias e da lmina mvel. Normal-

    mente, a nica ocasio de retirada ou abertura

    das barreiras seria para

    uma troca de lmina ou

    para manuteno.

    Barreiras ou Protees

    interligadas

    ou de intertravamento

    Quando as barreiras

    ou protees interligadas

    so abertas ou so remo-

    vidas, o mecanismo de

    acionamento e ou de

    potncia automatica-

    mente desliga ou desen-

    gata, impedindo o funcio-

    namento da mquina ou

    o trmino de um ciclo, at

    que a barreira regresse

    sua posio fechada. Porm, recolocando a prote-

    o na posio fechada a mquina no deve auto-

    maticamente reiniciar seu funcionamento. Barreiras

    interligadas podem usar mecanismos de aciona-

    mento eltricos, mecnicos, hidrulicos ou pneu-

    -15 -

    9

    10

    PROTEOOU BARREIRA FIXAEMUMJOGO DEPOLIAS E CORREIAS

    PROTEESFIXAS

    APLICADAS

    EMUMA

    SERRADE

    FITA

  • mticos, ou qualquer

    combinao destes.

    Um exemplo de

    uma barreira interligada

    mostrado na f i g u r a

    11. O mecanismo bate-

    dor de uma mquina de

    desbaste (usada na

    indstria txtil) coberto

    por uma barreira interli-

    gada. Esta barreira no

    pode ser levantada com

    a mquina em funciona-

    mento. A mquina s

    pode ser reiniciada com

    a barreira na posio

    fechada. Outro exem-

    plo so as barreiras

    deslizantes ou portas

    utilizadas nas mquinas

    injetoras de plstico.

    Quando a porta

    aberta, possibilitando o

    acesso zona de pren-

    sagem, o dispositivo de

    potncia da mquina

    desligado, sendo utiliza-

    das duas chaves eltri-

    cas de fim de curso

    para cada porta, alm

    de uma vlvula hidru-

    lica e uma proteo

    mecnica adicional que

    impede o fechamento

    do molde com a porta

    aberta (NBR 13.536,

    1 9 9 5 ) .

    Proteo ajustvel.

    Barreiras ou protees ajustveis permitem

    flexibilidade acomodando vrios tamanhos de

    materiais.

    A Figura 12 mostra

    uma proteo ajustvel tipo

    telescpica, usada para

    proteger o movimento da

    lmina de uma serra de fita.

    Barreiras ou protees

    auto - ajustveis

    As aberturas das barrei-

    ras auto- ajustveis so

    determinadas pelo movi-

    mento do material. medida

    que o operador move o

    material para a rea de risco,

    a proteo puxada para

    trs ou para cima, possibili-

    tando uma abertura que

    grande o suficiente somente

    para o material. Depois que

    o material removido, a pro-

    teo retorna posio de

    descanso. A Figura 13

    mostra uma serra de brao

    radial com barreira tipo coifa

    auto ajustvel. Assim que a

    lmina empurrada ao

    material, a proteo move

    para cima, ficando em con-

    tato com o mesmo.

    Proteo comdispositivos

    H cinco tipos bsicos

    de dispositivos de segu-

    rana conforme resumido

    no Quadro 2 (pgina 21).

    Dispositivos sensores de posio

    So apresentados a seguir trs tipos de dis-

    positivos sensores que param a mquina ou

    - 16-

    Anlise de riscos

    11

    12

    13

    PROTEO INTERLIGADAEMUMAMQUINADEDESBASTE

    IND. TXTIL

    PROTEOAJUSTVEL

    TIPO TELES-CPICAEM

    UMASERRA

    DEFITA

    PROTEOAUTO-A JUSTVELEMUMASERRADEDISCO

  • -17 -

    QUADRO 1

    Mtodos de Segurana com Proteo ou Bar reira

    MTODO AO DE SEGURANA VANTAGENS LIMITAES

    Proteo

    ou Barreira

    Fixa

    Proteo ou

    Barreira

    interligada

    Proteo

    ajustvel

    Proteo

    auto-

    ajustvel

    n Assegura

    uma barreira

    n Bloqueia ou desliga

    a energia e previne a

    partida da mquina

    quando a proteo

    est aberta. Pode

    assegurar a parada

    da mquina antes que

    o trabalhador acesse

    a zona de risco

    n Assegura uma

    barreira que pode

    ser ajustada para

    facilitar uma varie-

    dade de operaes

    de produo

    n Assegura uma bar-

    reira que move de

    acordo com o tama-

    nho do material que

    entra na zona de risco

    n Adapta-se a muitas

    aplicaes

    n Pode ser conce-

    bida no projeto

    n Assegura uma pro-

    teo mxima

    n Usualmente requer

    um mnimo de manu-

    teno

    n Desejvel em pro-

    duo elevada e ope-

    raes repetitivas

    n Assegura proteo

    mxima

    n Permite acesso

    mquina para a remo-

    o de obstculos

    sem consumo de

    tempo na remoo e

    instalao de barrei-

    ras de proteo

    n Pode ser cons-

    truda para se adaptar

    a muitas aplicaes

    especficas

    n Pode ser ajustada

    para aceitar uma

    variedade de tama-

    nhos de material

    n Podem ser encon-

    tradas avulso para

    venda no mercado

    n Pode interferir na visibilidade

    n Limitada a operaes especfi-

    cas

    n Ajuste na mquina e manuten-

    es geralmente requerem a sua

    remoo, necessitando de outras

    medidas de segurana para a

    manuteno

    n Requer ajuste cuidadoso e

    manuteno

    n Pode ser facilmente anulada

    n Operador pode entrar na zona

    de risco. A proteo pode no

    ser completa em todo momento

    n Pode requerer manuteno e

    ajuste constante

    n Pode ser anulada por um ope-

    rador

    n Pode interferir na visibilidade

    n Nem sempre asseguram uma

    proteo mxima

    n Podem interferir na visibilidade

    n Podem requisitar ajuste e

    manuteno freqentes

  • interrompem o ciclo de trabalho quando um tra-

    balhador ingressa na zona de perigo:

    O Dispositivo fotoeltrico um dispositivo

    ptico detetor de presena, que usa um sis-

    tema de fontes luminosas e controles que

    podem interromper o ciclo de operao da

    mquina. Se o feixe de luz interrompido pela

    presena de uma pessoa, a mquina pra e

    no ir operar. Este dispositivo deve ser usado

    somente em mquinas que podem ser paradas

    antes que o trabalhador

    alcance a rea de perigo.

    Isto exige que a mquina

    tenha uma embreagem

    de frico ou outro meio

    eficaz de freio para parar

    de modo imediato. A

    Figura 14 mostra um dis-

    positivo fotoeltrico

    sensor de presena,

    usado em uma prensa

    mecnica.

    Dispositivo de p r e -

    sena por capacitor de

    r d i o - f r e q n c i a usa um

    feixe de ondas eletromag-

    nticas que parte do cir-

    cuito de controle da

    mquina. Quando o

    campo capacitante

    interrompido, a mquina

    pra ou no acionada.

    Este dispositivo s deve

    ser usado em mquinas

    que podem ser paradas

    antes que o trabalhador possa alcanar a rea

    de perigo. Isto exige que a mquina tenha uma

    embreagem de frico ou outro meio eficaz

    para parar.

    O dispositivo sensor electro-mecnico t e m

    uma sonda ou barra de contato que se posi-

    ciona a uma distncia predeterminada quando

    o operador inicia o ciclo de mquina. Se h uma

    obstruo que a impede de se posicionar a

    uma distncia predeterminada, o circuito de

    controle no aciona o ciclo de mquina. Figura

    1 5 mostra um dispositivo sensor eletro-mec-

    nico em uma mquina de ilhs. A sonda sen-

    sora em contato com o dedo do operador

    tambm mostrada.

    Dispositivos de arraste ou de restrio So

    dispositivos que utilizam uma srie de cabos

    presos `as mos ou pulsos do operador, e so

    usados principalmente

    em mquinas com ao

    de pistes ou martelos.

    Quando o martelo vai

    para cima, permitido

    acesso do operador ao

    ponto de operao.

    Quando o martelo

    comea a descer, um

    encadeamento mecnico

    assegura automatica-

    mente a retirada das

    mos do ponto de opera-

    o. Possuem muita

    resistncia ao seu uso

    devido ao aprisiona-

    mento literal do trabalha-

    dor mquina.

    Dispositivos de controle

    de segurana

    Todos estes dispositi-

    vos de controle de segu-

    rana so ativados

    manualmente e devem ser reajustados para rei-

    niciar manualmente a mquina:

    Controle de Segurana por impacto c o m o

    barras de presso, barras de impacto e cordas

    de impacto so controles manuais que propor-

    cionam meios rpidos para desativar a mquina

    em uma situao de emergncia.

    Barras de presso so sensores que

    -18 -

    Anlise de riscos

    14

    15

    DISPOSITIVOFOTOELTRICOSENSOR DE

    POSIO

    EMUMA

    PRENSA

    MECNICA

    DISPOSITO SENSORDEPOSIO

    ELETRO-MECNICOEMUMAMQUINADE

    COSTURA

  • quando pressionados,

    iro desativar a

    mquina no caso do

    operador ou qualquer

    pessoa tropear, perder

    o equilbrio ou ser

    jogado para a mquina.

    O posicionamento da

    barra importante, pois

    deve parar a mquina

    antes que uma parte do

    corpo alcance a rea de

    perigo. A Figura 16

    mostra uma barra de

    presso localizada na

    frente de um misturador

    de borracha (calandra).

    Dispositivos de Segu -

    rana tipo Vareta de

    D e s e n g a t e so dispositi-

    vos que desativam a

    mquina quando aperta-

    dos pela mo. Asua locali-

    zao muito importante

    pois elas tm de ser acio-

    nadas pelo operador

    durante uma situao de

    emergncia. A

    Figura 17 m o s t r a

    uma vareta de

    desengate localizada

    sobre uma calandra

    de borracha.

    Cabos de segu -

    r a n a so localiza-

    dos ao redor do

    permetro, ou pr-

    ximo rea de risco

    e tem a funo de

    parar a mquina,

    quando acionados.

    O operador deve poder alcanar o cabo com

    qualquer mo para parar a mquina. A F i g u r a

    1 8 mostra uma enroladeira

    equipada com este tipo de

    controle.

    Controles bi-manuais

    requerem presso simult-

    nea e constante das duas

    mos do operador para

    acionar a mquina, at que

    termine o seu movimento

    de risco. Quando instalado

    em prensas mecnicas a

    frico, estes controles

    usam uma embreagem de

    ciclo parcial e um monitor

    de freio, como mostrado na

    Figura 19. Com este tipo

    de dispositivo, as mos do

    operador so mantidas em

    uma localizao segura

    (em botes de controle) e a

    uma distancia de segurana

    da rea de perigo, enquanto

    a mquina completa seu

    ciclo final. Para prensas tipo

    de engate por chaveta, por

    no possuir sistema de freio

    e por apresentar falhas

    conhecidas como

    repique, devem

    possuir a zona de

    operao fechada e

    o controle bi-manual

    no um dispositivo

    de segurana

    vlido.

    P o r t a s so dispo-

    sitivos de controle

    de segurana que

    possuem uma bar-

    reira mvel que pro-

    tege o operador no

    ponto de operao antes que d incio ao ciclo

    da mquina. Portas so projetadas freqente-

    - 19-

    16

    17

    18

    19

    BARRADESEGURANA

    EMUMA

    CALANDRADE

    BORRACHA

    TRIPDEDESENGATE

    DESEGU -RANA

    EMUMA

    C A L A N D R A

    CABOSDE

    SEGURANA

    EM

    ENROLADEIRA

    COMANDOBI-MANUALEMUMA

    PRENSA

    MECNICA

  • mente para serem operadas com cada ciclo da

    mquina. A Figura 20 mostra uma porta em

    uma prensa mecnica.

    Se a porta no estiver

    na posio completa-

    mente fechada a

    prensa no ir funcio-

    nar. Outra aplicao de

    portas o uso como

    um componente de sis-

    tema de segurana de

    um permetro de segu-

    rana onde as portas

    ou cancelas garantem

    a proteo para os

    operadores e para o trfego de pedestres. Os

    elevadores de carga, nas obras da construo

    civil devem dispor de cancelas que s abrem

    quando a caamba do elevador estiver no nvel.

    O elevador por outro lado s se movimenta

    quando a cancela estiver na posio fechada.

    Proteo pela localizaoou pela distncia

    Para proteger uma mquina atravs da

    localizao, a mquina ou suas partes mveis

    perigosas devem ser de tal modo posicionadas

    que as reas perigosas no sejam acessveis

    ou no apresentam um perigo para o trabalha-

    dor durante a operao normal da mquina.

    Isto pode ser conseguido com paredes de

    fechamento, com uma localizao planejada,

    ou com cercas que impedem o acesso s

    mquinas. Outra possibilidade localizar as

    partes perigosas no alto o bastante (acima de

    2,50m. acima do piso ou plataforma) para estar

    fora do alcance normal de qualquer trabalhador.

    Seguem alguns exemplos de aplicao do

    princpio de proteo atravs da localizao

    com distncia de segurana.

    Processo de alimentao . O processo de

    alimentao pode ser protegido atravs de

    localizao, se for garantida uma distncia de

    segurana para proteger as mos do trabalha-

    d o r. Um triturador de

    alimentos de cozinha

    industrial ou da indus-

    tria de alimentos deve

    ter seu cone com com-

    primento tal que a mo

    do operador no

    possa alcanar a zona

    de risco.

    Controle de posi-

    c i o n a m e n t o. O posi-

    cionamento do opera-

    dor de uma cabine de

    controle apresenta o potencial de proteo atra-

    vs da localizao. A cabine de operao pode

    ser localizada a uma distncia segura da

    mquina, se no existe necessidade do opera-

    dor estar acompanhando de perto a mesma.

    Mtodos de alimentaoe extrao de segurana:

    Muitos mtodos de alimentao e de extra-

    o do material no exigem que os operadores

    coloquem as mos na rea de perigo. Em

    alguns casos o trabalhador no tem nenhum

    envolvimento com a mquina depois que

    dada a partida e regulagem da mesma. Em

    outras situaes os operadores necessitam ali-

    mentar manualmente o material ou com a ajuda

    de um mecanismo de alimentao. A l g u n s

    mtodos de alimentao e de extrao podem

    criar riscos adicionais, tais como o rob que

    pode criar um perigo adicional pelo movimento

    de seu brao (Ver Quadro 3)

    O uso de um dos cinco mtodos seguintes

    de alimentao e de extrao, no elimina a

    necessidade de outras barreiras ou outros dis-

    positivos, que devem ser usados na medida do

    necessrio para assegurar a proteo contra os

    riscos mecnicos.

    -20 -

    Anlise de riscos

    20

    PORTA DESEGURANANAZONADE

    OPERAODE

    UMAPRENSA

  • - 21-

    QUADRO 2

    Mtodos de Segurana com Dispositivos

    MTODO AO DE SEGURANA VANTAGENS LIMITAES

    Clula

    Fotoeltrica

    Capacitor

    de Rdio-

    freqncia

    Eletro-

    mecnico

    Arraste

    n Mquina no d partida

    quando o campo de luz

    interrompido

    n Ao acessar a zona de

    risco, interrompe-se o

    feixe de luz, acionando

    imediatamente o sistema

    de freio

    n Mquina no d partida

    quando o campo capaci-

    tor interrompido

    n Ao acessar a zona de

    risco, interrompe-se o

    campo capacitor, acio-

    nando imediatamente o

    sistema de freio

    n Barra de contato ou

    sonda percorre uma dis-

    tncia predeterminada

    entre o corpo do operador

    e a rea de risco

    Interrupo deste movi-

    mento impede a partida

    do ciclo da mquina

    n Assim que a mquina

    comea o ciclo, as mos

    do operador so puxadas

    para fora da zona de risco

    n Possibilita

    liberdade de

    movimento ao

    operador

    n Possibilita

    liberdade de

    movimento ao

    operador

    n Possibilita o

    acesso ao

    ponto de opera-

    o

    n Elimina a

    necessidade de

    barreiras auxi-

    liares ou outras

    interferncias

    na zona de

    risco

    n No protege contra falhas mecni-

    cas da mquina

    n Pode requerer constante alinha-

    mento e calibrao

    n Vibrao excessiva pode causar

    obstruo de filamentos e destrui-

    o prematura

    n Limitado a mquinas que podem

    parar antes de completar o ciclo

    n No protege contra falhas mecni-

    cas da mquina

    n Sensibilidade da antena deve ser

    adequadamente ajustada

    n Limitado as mquinas que podem

    parar antes de completar o ciclo

    n Barra de contato ou sonda deve

    ser adequadamente ajustada para

    cada aplicao.

    n Este ajuste deve ser mantido

    apropriadamente

    n Limita e aprisiona os movimentos

    do operador

    n Pode obstruir o espao de traba-

    lho ao redor do operador

    n Ajustes devem ser feitos para

    cada operao e para cada indiv-

    duo

    n Requer superviso rigorosa para o

    uso do equipamento

  • Alimentao automtica

    AAlimentao autom-

    tica reduz a exposio do

    operador durante o pro-

    cesso de trabalho, e fre-

    qentemente no requer

    nenhum esforo do mesmo

    aps a programao e fun-

    cionamento da mquina. A

    prensa mecnica na

    Figura 21 tem um meca-

    nismo de alimentao automtica com uma pro-

    teo fixa transparente na rea de risco.

    Alimentao

    Semi-automtica

    Com a alimen-

    tao semi-autom-

    tica, como no caso

    de uma prensa

    mecnica, o opera-

    dor usa um meca-

    nismo para colocar

    a pea que pro-

    cessada debaixo do

    martelo a cada golpe. O operador no precisa

    acessar a rea de perigo, e a rea de perigo

    -22 -

    Anlise de riscos

    MTODO AO DE SEGURANA VANTAGENS LIMITAES

    Barra ou

    vareta de

    desengate

    Controle

    bi-manual

    Porta/

    cancela

    n Pra a mquina quando

    acionada

    n Apropriada como meca-

    nismo de parada de emer-

    gncia

    n Uso concorrente das

    duas mos requisitado

    prevenindo o acesso do

    operador na zona de risco

    n Assegura uma barreira

    entre rea de risco e o

    operador ou outras pes-

    soas

    n Simplicidade

    de uso

    nMos do ope-

    rador esto a

    uma distncia

    pr determi-

    nada fora da

    zona de risco

    nAs mos do

    operador ficam

    livres aps que

    uma metade do

    ciclo comple-

    tada

    n Pode prevenir

    o acesso ou a

    entrada dentro

    da rea de risco

    n Todos os controles devem ser

    acionados manualmente

    n Localizao pode dificultar o acio-

    namento

    n Protege somente o operador

    n Pode necessitar de afixao espe-

    cial para o segurador

    nPode necessitar de freio na mquina

    n Requer uma mquina de ciclo par-

    cial com freio (no se aplica a

    prensa mecnica com chaveta)

    n Alguns controles podem ser anula-

    dos pelo brao ou bloqueados, pos-

    sibilitando o acesso de uma mo na

    zona de risco

    n Protege somente o operador

    n Pode requerer afixao especial

    Pode ser danificado com vibrao

    da mquina

    n Pode requisitar inspeo e manu-

    teno freqente

    n Pode interferir na visibilidade

    21

    ALIMENTAOAUTOM-TICAEMUMAPRENSA

    MECNICACOMZONADE

    OPERAOFECHADACOM

    PROTEOFIXA

  • completamente fechada. A Figura 22 m o s t r a

    uma alimentao por rampa onde cada pea

    colocada manual-

    mente. A a l i m e n t a-

    o com rampa incli-

    nada em uma prensa

    facilita a centraliza-

    o da pea, que

    desliza para o interior

    da zona de prensa-

    gem, e pode tambm

    simplificar o pro-

    cesso de extrao.

    Outros tipos de ali-

    mentao semi-auto-

    mtica incluem ali-

    mentao por

    gaveta, por tambor

    giratrio e bascu-

    lante. Todas podem

    assegurar o

    ingresso do mate-

    rial para a zona de

    operao, que por

    sua vez deve ser

    fechada impedindo o

    acesso das mos do

    operador.

    Extrao automtica

    Extrao autom-

    tica pode empregar

    ar comprimido ou um

    aparato mecnico

    para remover a pea

    pronta de uma prensa, e pode ser interconec-

    tada com os controles operacionais para preve-

    nir a operao da mquina at que a extrao

    seja concluda. O mecanismo tipo prato extrator

    mostrado na Figura 23 move sobre a pea

    pronta assim que ocorre o levantamento do

    martelo para a posio superior. O extrator

    ento prende a pea processada e empurra a

    pea em uma rampa de descarga. Quando o

    martelo abaixa para a

    prxima prensagem, o

    prato extrator move para

    fora da rea de atuao.

    Extrao

    Semi-automtica

    De modo anlogo

    alimentao semi-auto-

    mtica vrios mecanis-

    mos como gaveta, prato

    giratrio, ou brao

    empurrador podem

    ser usados para reti-

    rar as mos da rea

    de risco, desde que a

    zona de operao

    seja fechada para a

    entrada das mos e

    dedos do operador.

    Robs

    So dispositivos comple-

    xos que alimentam e retiram

    peas das mquinas,

    montam peas, transferem

    objetos ou executam traba-

    lhos anteriormente feitos por

    um operador, eliminando

    deste modo a exposio do

    operador a perigos. Eles so

    usados em processos de

    alta produo que requerem rotinas repetitivas,

    podendo proteger os operadores contra outros

    perigos. Robs podem criar riscos adicionais,

    sendo necessrio a instalao de protees

    especficas. A Figura 24 mostra um exemplo de

    um rob alimentando uma prensa protegido por

    uma cerca e cancela de segurana.

    -23 -

    22

    23

    24

    ALIMENTAOEMPLANOINCLINADOEM

    UMAPRENSA ASMOS E DEDOSFICAM

    FORADAZONADE

    OPERAO

    EXTRAOAUTOMTICACOMPRATO

    EXTRATOR

    ALIMENTAOAUTOMTICACOMROB COMREADEMOVIMENTAO

    PROTEGIDA

    POR

    CERCA

  • -24 -

    Anlise de riscos

    MTODO AO DE SEGURANA VANTAGENS LIMITAES

    Alimenta-

    o auto-

    mtica

    Alimenta-

    o semi-

    automtica

    Extrao

    automtica

    Extrao

    semi-auto-

    mtica

    Robs

    n A matria prima ali-

    mentada por bobinas,

    fitas etc.

    n A matria prima ali-

    mentada por rampas,

    pratos giratrios, gavetas,

    etc.

    n Peas prontas so

    extradas por sopro de ar

    ou por outros meios

    mecnicos

    n Peas trabalhadas so

    extradas por meio mec-

    nico que so iniciados

    pelo operador

    n Realizam o trabalho

    feito pelo operador

    n Elimina a

    necessidade de

    envolvimento

    do operador na

    zona de risco

    n Elimina a

    necessidade de

    envolvimento

    do operador na

    zona de risco

    n Elimina a

    necessidade de

    envolvimento

    do operador na

    zona de risco

    n Operador no

    necessita entrar

    na rea de risco

    para retirar

    pea pronta

    n Operador no

    necessita entrar

    na zona de

    risco

    n So desej-

    veis em opera-

    es com fato-

    res altamente

    e s t r e s s a n t e s ,

    como rudo e

    calor excessivos

    n Outras protees so necessrias

    para a proteo do operador- nor-

    malmente barreiras fixas

    n Requer manuteno freqente

    n Pode no ser adaptvel varia-

    o da matria prima

    n Outras protees so necessrias

    como barreiras fixas, para a prote-

    o do operador.

    n Requer manuteno freqente

    n Pode no ser adaptvel varia-

    o da matria prima

    n Pode criar um risco com cavacos

    arremessados

    n O tamanho do material pode limi-

    tar o uso do mtodo

    n Sopro de ar pode causar rudo

    n Outras protees so requeridas

    para a proteo do operador

    n Podem no ser adaptveis

    variao do material trabalhado

    n Pode criar riscos adicionais neces-

    sitando de protees especficas

    n Requer manuteno mxima

    n Se aplicam somente em opera-

    es especficas

    QUADRO 3

    Mtodos de alimentao e extrao

  • Outros Mecanismosauxiliares de proteo

    Embora estes mecanismos auxiliares no

    garantam a proteo completa dos riscos em

    mquinas, eles podem proporcionar para os

    operadores uma margem extra de segurana.

    necessrio um julgamento cuidadoso na aplica-

    o e uso dos mesmos.

    Barreiras de advertncia

    Barreiras de advertncia no garantem pro-

    teo fsica, mas servem s para advertir os

    operadores que eles esto se aproximando da

    rea de perigo.

    Escudos

    Podem ser usados escudos para assegurar

    a proteo contra arremesso de partculas ou

    cavacos, respingos de flu-

    dos, de metal ou gotculas.

    A Figura 25 mostra duas

    aplicaes potenciais.

    Ferramentas manuais

    Ferramentas manuais

    so usadas para colocar e

    remover peas do ponto

    de operao de uma mquina. Diversos tipos

    podem existir com esta finalidade: alicates,

    pinas, ganchos magnticos. As ferramentas

    manuais so considerados complementos de

    segurana e no devem substituir outras prote-

    es de mquina.

    Alavancas de empurro ou bloqueio

    As alavancas podem ser usados para ali-

    mentar uma mquina, como uma serra de

    disco. Quando necessrio a proximidade das

    mos do disco, a alavanca de empurro ou blo-

    queio pode garantir uma margem de segurana

    ao operador.

    MANUTENO PREVENTIVAE PREDITIVA

    Alm de aumentar o tempo de vida da

    mquina, a manuteno preventiva e preditiva

    (que se baseia no tempo de vida til dos com-

    ponentes) fundamental para assegurar a efe-

    tividade dos dispositivos de segurana. A

    manuteno preditiva e preventiva pode asse-

    gurar que componentes como uma chave de

    fim de curso de uma porta de segurana por

    exemplo, seja substituda antes da sua danifi-

    cao, evitando assim a ocorrncia de aciden-

    tes. Um programa de manuteno voltado para

    a segurana das mquinas deve ser documen-

    tado em ficha, formulrio especfico ou livro

    para cada mquina, que contenha minima-

    mente: data da reviso; ser-

    vios e trocas efetuadas;

    recomendao de data para

    prxima reviso; nome e

    assinatura dos respons-

    veis pelo servio e autoriza-

    o ou permisso para o

    funcionamento da mquina.

    A atividade de manuten-

    o e teste da mquina

    expe os trabalhadores desta atividade a riscos

    especficos que no esto presentes na rotina

    de funcionamento da mquina. Em algumas

    situaes o trabalhador de manuteno tem

    que ingressar com o corpo inteiro na zona de

    operao de uma mquina. Para a realizao

    da tarefa de manuteno, todas as fontes de

    energia devem estar em situao neutra. Ta i s

    fontes so a energia eltrica, fludos hidrulicos

    sobre presso, ar comprimido, molas, partes

    suspensas escoradas e outras fontes que

    podem gerar um movimento mecnico inespe-

    -25 -

    25 ESCUDOSDEPROTEOEMMQUINAS

  • rado (SILVA,1995). Nestas situaes tambm

    importante que o operador possua o controle

    absoluto da energizao do equipamento,

    (recomenda-se a posse, pelo operador de

    manuteno, de chave de acesso ao sistema

    de acionamento, de modo a impedir o aciona-

    mento acidental da mquina por terceiros).

    Quando forem realizados testes que necessi-

    tam da energizao da mquina, medidas adi-

    cionais como calos ou barreiras mecnicas

    provisrias podem ser necessrias para o

    ingresso do trabalhador em zona de risco.

    BASES LEGAIS E NORMASNACIONAIS SOBRE SEGURANA

    DE MQUINAS

    Conveno 119 da Organizao Internacio-

    nal do Trabalho OIT de 25 de Junho de 1963

    e Promulgada no Brasil pelo Decreto 1255 /94 :

    Prev que os pases signatrios devero proibir

    a venda , a locao e utilizao de mquinas

    que apresentem riscos aos usurios, decorren-

    tes dos movimentos mecnicos perigosos tais

    como partes mveis, zonas de operao e

    transmisso de fora.

    A Norma Regulamentadora n 12 da Porta-

    ria n 3214/1978 do Ministrio do Trabalho e

    Emprego - Mquinas e equipamentos estabe-

    lece critrios bsicos sobre:

    as instalaes e reas de trabalho das

    mquinas;

    os dispositivos de acionamento de partida e

    parada de emergncia das mquinas;

    sobre a proteo de mquinas;

    n sobre mesas e assentos;

    sobre a proibio da fabricao, importao,

    venda e locao de mquinas sem os dispositi-

    vos de segurana;

    sobre a manuteno e operao de mquinas;

    Em seus anexos I e II esto normatizados

    respectivamente os dispositivos de segurana

    para Motosserras, e para Cilindros de Massa.

    Associao Brasileira de Normas T c n i c a s

    A B N T - Principais Normas de Segurana de

    Mquinas:

    Dispositivos de intertravamento associados

    a protees, princpios para projeto e seleo

    (NBR 13929/97);

    Dispositivos de comando bi-manuais aspec-

    tos funcionais e princpios para projetos (NBR

    14152/98);

    Distncias de segurana para impedir o

    acesso a zonas de perigo pelos membros supe-

    riores (NBR 13761/96);

    Distncias de segurana para impedir o

    acesso a zonas de perigo pelos membros infe-

    riores (NBR 13758/96);

    Equipamentos de parada de emergncia

    Aspectos funcionais princpios para projeto

    (NBR 13759/96);

    Princpios para avaliao de riscos (NBR

    14009/97);

    Folgas mnimas para evitar esmagamento

    de partes do corpo humano (NBR 13760/96);

    Partes de sistemas de comando relaciona-

    das a segurana (NBR 14153/ 98);

    Preveno de partida inesperada (NBR

    14154/98);

    Reduo dos riscos sade resultantes de

    substncias perigosas emitidas por mquinas

    (NBR 14191 1/98);

    Requisitos gerais para o projeto e constru-

    o de protees fixas e mveis (NBR

    13928/97);

    Temperatura de superfcies acessveis

    dados ergonmicos (NBR 13970/97);

    Prensas Mecnicas: requisitos de segurana

    (NBR 13930/97);

    Mquinas Injetoras para plstico e elastme-

    ros requisitos tcnicos de segurana para pro-

    jeto, construo e utilizao (NBR 13536/95);

    Mquinas de moldagem por sopro para arti-

    gos ocos de termoplstico requisitos tcnicos

    de segurana para projeto e construo (NBR

    13996/97);

    -26 -

    Anlise de riscos

  • Condies de Segurana em Tupia (NBR

    13181/ 94);

    Cilindros de massa alimentcia requisitos

    de segurana (NBR 13865/97).

    Constituio Federal 1988 : passa a atri-

    buir tambm ao Sistema nico de Sade

    SUS, atravs de aes descentralizadas para

    os Estados e Municpios e com participao da

    sociedade, aes de Vigilncia em Sade do

    Trabalhador (Ttulo VIII: Da Ordem Social,

    Captulo II: Da Seguridade Social, Seo II: Da

    Sade);

    Lei Federal 8080 1990 compete ao

    SUS a participao na normatizao, fiscaliza-

    o e controle das condies da produo,

    extrao, armazenamento, transporte, distri-

    buio e manuseio de substncias, de produ-

    tos, de mquinas e de equipamentos que

    representam riscos sade do trabalhador

    (Artigo 6, III).

    -27 -

    ROTEIRO PARA AVALIAO DE RISCOS EM MQUINA.

    1) Riscos Mecnicos

    Dados da mquina: Tipo / Modelo: . . . . . . . . . . . . . . . . . .Capacidade: . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Ano de fabricao: . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fabricante: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Croqui:

    Elabore um croqui simplificado da mquina identificando os pontos de maior risco:

    Partes mveis; movimentos giratrios, alternados e retilneos; pontos entrantes entre componen-

    tes; zona de operao da mquina; sistemas de transmisso de fora:

  • 2) No ponto de operao da mquina (onde a mquina executa o trabalho a que se destina) existe

    ao de:

    corte

    puncionamento

    cisalhamento

    dobra

    3) Riscos junto ao(s) ponto(s) de operao:

    O ponto de operao da mquina aberto e desprotegido ?

    c Sim c No

    Existe possibilidade de acesso de parte do corpo na zona de operao da mquina?

    c Sim c No

    Caso positivo, assinale que partes do corpo entram na zona de operao:

    c dedos c mos c braos c cabea c todo o corpo

    O acesso zona de operao da mquina acontece durante as atividades de:

    c Alimentao do material

    c Extrao do material

    c Na alimentao e na extrao do material

    c Quando ocorrem defeitos situaes especiais. Quais: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Existe alguma barreira de proteo, dispositivo de segurana que impede o acesso do corpo do

    trabalhador aos riscos na zona de operao?

    c Sim c No

    Caso positivo descreva o tipo de proteo utilizado: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Os dispositivos ou barreiras de proteo esto firmemente afixados mquina?

    c Sim c No

    Estas barreiras ou dispositivos cumprem com sua finalidade?

    c Sim c No

    Os mecanismos de proteo ou barreiras so vulnerveis, fceis de serem anulados?

    c Sim c No

    4) No caso de protees que necessitam de parada instantnea do ciclo da mquina o sistema de

    freio ou embreagem permitem esta condio?

    c Sim c No

    Riscos junto ao sistema de transmisso de fora (polias, correias, engrenagens, correntes, etc)

    A transmisso de fora protegida por alguma barreira fixa?

    c Sim c No

    A barreira impede o acesso de qualquer parte do corpo no interior da zona de risco?

    c Sim c No

    -28 -

    Anlise de riscos

  • 5) Outros movimentos de risco

    Existem outros movimentos de risco ou possibilidade de arremesso de materiais ?

    c Sim c No

    Em caso positivo existe alguma barreira ou mecanismo de proteo para prevenir contra esses

    riscos ?

    c Sim c No

    Em caso positivo, que tipo de proteo usada?

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    6) Parada de emergncia

    Existem sistemas de parada de emergncia?

    c Sim c No

    Estes sistemas de parada de emergncia esto acessveis e ao alcance do trabalhador?

    c Sim c No

    Quando acionados eles bloqueiam imediatamente o ciclo da mquina? (verificar na prtica)

    c Sim c No

    No caso de cilindros giratrios, a parada de emergncia desengata os cilindros revertendo o movi-

    mento de risco?

    c Sim c No

    7) Manuteno:

    A empresa realiza manuteno:

    c Preditiva c Preventiva c Corretiva c outros

    Existe um livro, ficha ou controle especfico da manuteno de cada mquina?

    c Sim c No

    Os profissionais que executam as atividades de manuteno so credenciados para esta ativi-

    dade?

    c Sim c No

    anotado o nome e profisso do responsvel pelos servios?

    c Sim c No

    Existe uma autorizao formal de liberao para o funcionamento da mquina?

    c Sim c No

    indicada uma data para a prxima reviso?

    c Sim c No

    Amanuteno feita com a mquina parada e desligada e com todas formas de energia anula-

    das?

    c Sim c No

    Existem medidas especiais de segurana para as atividades de manuteno?

    c Sim c No

    Quais?: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    - 29-

  • OUTROSRISCOS NA MQUINA

    (MAIOR EMBASAMENTO

    SOBRE ESTES TEMAS

    DEVEM SER BUSCADOS

    NAS DEMAIS PUBLICAES

    DA COLEO

    CADERNOS DE SADE

    DO TRABALHADOR

    DO INST/CUT)

    Rudo

    Verificar nveis emitidos em torno da

    mquina e na altura do ouvido do operador.

    Verificar a necessidade de medidas coleti-

    vas para atenuao do rudo emitido na fonte.

    Vibrao

    Verificar a existncia de vibrao durante o

    funcionamento da mquina e se esta vibrao

    atinge o operador ou colegas. Verificar existncia

    de medidas de atenuao e controle como supor-

    tes de amortecimento, barreiras de absoro

    sonora etc. Podem ser necessrias avaliaes

    mdicas especficas para trabalhadores expostos

    (riscos de lees vasculares e neurolgicas).

    Temperaturas

    extremas

    Verificar se a mquina possui fonte de

    aquecimento e emisso de calor para o

    ambiente, ou retira calor resfriando o local de

    trabalho. Pode ser necessria avaliao de

    ndice de sobrecarga trmica. Barreiras para

    proteo do trabalhador, controle mdico,

    pausas fora do ambiente e outras medidas de

    atenuao podem ser necessrias no caso de

    exposio a temperaturas extremas.

    Risco de incndio

    e ou exploso

    Verificar a possibilidade de formao de

    mistura explosiva devido emanao de solven-

    tes volteis que possam entrar em contato com

    fontes de calor ou fasca.

    Verificar a possibilidade de formao de

    presso interna com gases ou fludos em vasos

    e recipientes.

    Verificar existncia de vlvulas de alvio de

    segurana para evitar presso interna exces-

    siva. Podem ser necessrias vlvulas corta-

    chama ou contra retrocesso de gs em equipa-

    mentos especficos.

    Verificar medidas de controle para materiais

    inflamveis (afastamento, rotulagem etc).

    - 30-

    Anlise de riscos

    8) Capacitao em segurana

    Os operadores de mquina so devidamente capacitados nos aspectos de segurana ?

    c Sim c No

    Quantas horas dedicado ao curso?

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    emitido um certificado formal de capacitao?

    c Sim c No

  • Verificar a existncia de extintores de incn-

    dio especficos para cada classe de fogo.

    Emisso de poeiras ou gases

    Verificar se a mquina emite partculas ou

    gases ou nvoas nocivas ou incmodas

    Neste caso verificar a existncia ou neces-

    sidade de instalao de sistema de ventilao

    local exaustora, como proteo coletiva aos tra-

    balhadores. Os efluentes gasosos que repre-

    sentam riscos s podem ser emitidos para a

    atmosfera aps reteno de poluentes.

    Medidas de controle mdico especfico

    podem ser necessrias quando ocorre exposi-

    o dos operadores a poeiras e gases.

    Ergonomia

    Verificar se a mquina se adequa s

    caractersticas e necessidades dos operado-

    res. Verificar se a operao da mquina

    exige movimentos com excesso de fora,

    movimentos repetitivos, posio esttica e

    ou incmoda ao trabalhador, existncia de

    quinas ou salincias que foram grupos mus-

    culares. Podem ser necessrias medidas de

    organizao do trabalho como pausas regu-

    lares de 10 minutos para cada hora traba-

    lhada, proibio de prmios de produtivi-

    dade, minimizao de jornada ou proibio

    de horas extras no caso de risco ergonmico

    elevado. Verificar condies do mobilirio,

    existncia de assentos adequados. Tr a b a l h o

    em p requer bancos para os momentos de

    pausa. Outras exigncias devem ser verifica-

    das como esforo visual e iluminao, umi-

    dade etc.

    Radiaes

    Verificar existncia de fontes de radiao

    ionizantes como raios X, Gama, Beta, A l f a ,

    feixes de neutrons. Alguns raios so utilizados

    em controle de qualidade de materiais.

    Verificar se existem barreiras especiais que

    impeam a exposio dos operadores.

    Verificar existncia de equipamentos de

    avaliao de dose de exposio (dosmetros) e

    se existe monitoramento mdico especfico.

    Radiaes No Ionizantes Verificar a exis-

    tncia de fontes de radiao como raios lumino-

    sos de corte e solda, raios ultravioleta e infra-

    vermelho, radiaes eletromagnticas de radio-

    frequncia, de microondas.

    Riscos

    biolgicos

    Verificar se a mquina ou equipamento

    utilizada para manipulao de material biol-

    gico, sangue, vrus, bactria, fungos, etc.

    Verificar existncia de medidas de isola-

    mento ou controle coletivo. Podem ser neces-

    srios medidas de ordem mdica como vacina-

    o dos operadores por exemplo.

    Riscos

    eltricos

    Verificar se trabalhadores ficam em contato

    com alguma parte energizada (contato direto)

    ou a ocorrncia de falhas na mquina pode pro-

    vocar descarga eltrica em seus componentes.

    Verificar se a mquina aterrada e se existe

    malha de aterramento adequada.

    Verificar se o sistema de acionamento el-

    trico protegido de modo a evitar sobrecargas

    ou fascas (acionamento deve ser feito com

    chave blindada e no com chave de faca).

    Trabalho em altura/

    riscos de queda

    Verificar a existncia de trabalho em altura

    com risco de queda dos operadores. Mquinas

    -31 -

  • de grande porte podem exigir que o operador

    acesse locais elevados para operao, inspe-

    o ou limpeza. Estes locais devem ser provi-

    dos de plataformas adequadas, pisos anti -

    derrapantes, sistema de guarda corpo e

    rodap e escadas fixas, com corrimo para

    acesso. Os pisos no solo devem ser regulares

    e limpos.

    -32 -

    Anlise de riscos

  • -33 -

    ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas Normas sobre Segurana em Mquinas

    Vrias Normas conforme relao no texto - Consulta na ABNT, Dez. 1999.

    ALMEIDA, I.M.&BINDER, M.C.P. & TOLOSA, D.E. R. - Acidentes do Trabalho no Municpio de

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    Paulo, Atlas, 1997

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    BINDER, M.C.P. & ALMEIDA, I.M. Investigao de Acidentes de Trabalho Mimeo, Jan. 2000.

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    DWYER, T. Life and Death at Work Industrial Accidents as a Case of Socially Produced Error,

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    FALEIROS, V. P. O Trabalho da Poltica: Sade e Segurana dos Trabalhadores S.Paulo,

    Cortez, 312p. 1992

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    toras de Plstico, Mimeo., 13p. 1995

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    POSSAS, C. Sade e Trabalho. ACrise da Previdncia Social, Hucitec, 2 Edio, S. Paulo,

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    de So Paulo.- Tese de Mestrado em Sade Coletiva UNICAMP, 1998

    Referncias Bibliogrficas

  • -34 -

  • EXECUTIVA NACIONAL DACUT - 1997/2000Presidente: Joo Antonio Felcio. Vice-Presidente: Mnica Valente.Secretrio Geral: Carlos Alberto Grana . Primeiro Secretrio: RemgioTodeschini. Tesoureiro: Joo Vaccari Neto. Secretrio de RelaesI n t e r n a c i o n a i s: Kjeld Aagaard Jakobsen. Secretria de Poltica Sindical:Gilda Almeida de Souza. Secretrio de Formao: Altemir Antonio To r t e l l i.Secretria de Comunicao: Sandra Rodrigues Cabral. Secretrio dePolticas Sociais: Pascoal Carneiro. Secretrio de Organizao: RafaelFreire Neto. Diretoria Executiva: Jos Jairo Ferreira Cabral, MariaEdnalva Bezerra de Lima, Elisangela dos Santos Arajo, Luzia de OliveiraFati, Rita de Cssia Evaristo, Lcia Regina dos Santos Reis, Jorge LuisMartins, Lujan Maria Bacelar de Miranda, Temstocles Marcelos Neto, JosMaria de Almeida, Jnia da Silva Gouva, Wagner Gomes, Gilson LuisReis, Jlio Turra. Suplentes: Jos Gernimo Brumatti, Francisco Alano,Aldanir Carlos dos Santos, Wanderley Antunes Bezerra, Rosane da Silva,Dirceu Travesso, Mnica Cristina da S. Custdio.

    CENTRALNICADOS TRABALHADORESRua Caetano Pinto, 575 - Brs - CEP03041-000 - So Paulo - SP- BRASILTel.: (0XX11) 3272 9411 - Fax: 3272 9610Homepage: www.cut.org.br - E-mail: executiva@cut.org.br

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    Diretor responsvelRemigio Todeschini

    EQUIPE TCNICA

    Coordenador executivoDomingos Lino

    Consultor tcnicoNilton Freitas

    Assessores tcnicosFtima Pianta

    Luiz Humberto Sivieri

    EQUIPE DE FORMAOEscola So Paulo

    So Paulo/SPEscola Sul

    Florianpolis/SCEscola Sete de Outubro

    Belo Horizonte/MGEscola Centro Oeste

    Goinia/GOEscola Marise Paiva de Moraes

    Recife/PEEscola Amazonas

    Belm/PAEscola Chico Mendes

    Porto Velho/RO

    CapaMarco Godoy

    Projeto grfico e diagramaoP I X E L Comunicao e Design

    FotolitoKingpress

    ImpressoKingraf - grfica e editora

    OUTUBRO 2000

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