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  • NGELO VIEIRA DOS REIS ROBERTO LILLES TAVARES MACHADO ANTNIO LILLES TAVARES MACHADO

    ACIDENTES COM MQUINAS AGRCOLASMQUINAS AGRCOLASMQUINAS AGRCOLASMQUINAS AGRCOLAS::::

    Cartilha para agricultores

    Editora e Grfica Universitria/PREC/UFPEL PELOTAS/ 2010

  • Obra publicada pela Universidade Federal de PelotasObra publicada pela Universidade Federal de PelotasObra publicada pela Universidade Federal de PelotasObra publicada pela Universidade Federal de Pelotas

    Reitor: Prof. Dr. Antonio Cesar Gonalves Borges Vice-Reitor: Prof. Dr. Manoel Luiz Brenner de Moraes Pr-Reitor de Extenso e Cultura: Prof. Dr. Luiz Ernani Gonalves vila Pr-Reitora de Graduao: Prof. Dra.Eliana Pvoas Brito Pr-Reitor de Pesquisa e Ps-Graduao: Prof. Dr. Manoel de Souza Maia Pr-Reitor Administrativo: Eng. Francisco Carlos Gomes Luzzardi Pr-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento: Prof. Ms. lio Paulo Zonta Pr-Reitor de Recursos Humanos: Admin. Roberta Trierweiler Pr-Reitor de Infra-Estrutura: Mario Renato Cardoso Amaral Pr-Reitora de Assistncia Estudantil: Assistente Social Carmen de Ftima de Mattos do Nascimento

    CONSELHO EDITORIAL

    Profa. Dra. Carla Rodrigues Prof. Dr. Carlos Eduardo Wayne Nogueira Profa. Dra. Cristina Maria Rosa Prof. Dr. Jos Estevan Gaya Profa. Dra. Flavia Fontana Fernandes Prof. Dr. Luiz Alberto Brettas Profa. Dra. Francisca Ferreira Michelon Prof. Dr. Vitor Hugo Borba Manzke Profa. Dra. Luciane Prado Kantorski Prof. Dr. Volmar Geraldo da Silva Nunes Profa. Dra. Vera Lucia Bobrowsky Prof. Dr. William Silva Barros

    Diretor da Editora e Grfica Universitria: Carlos Gilberto Costa da Silva Gerncia Operacional: Joo Henrique Bordin Layout e Editorao Eletrnica: jhbarbacha@msn.com Reviso de texto: Rosane Tarouco Xavier

    Contedo 1. Acidentes de trabalho com mquinas agrcolas ........................................ 3 2. Causas dos acidentes com mquinas agrcolas. ....................................... 7 3. Simbologia utilizada para alertar sobre perigos. ........................................ 10 4. Preveno de acidentes. ............................................................................ 16 5. Manuseio de agrotxicos............................................................................ 35

    R375a Reis, ngelo Vieira dos Acidentes com mquinas agrcolas : cartilha para agricultores / ngelo Vieira

    dos Reis, Roberto Lilles Tavares Machado, Antnio Lilles Tavares Machado - Pelo-tas: Ed. Universitria UFPEL, 2010.

    48p. : il.

    ISBN : 978-85-7192-742-1

    1. Mquinas agrcolas 2.Acidentes de trabalho 3. Uso do trator 4.Preveno de acidentes 5. Segurana do trabalho 6.Tratores I.Ttulo II. II.Machado, Roberto Lil-les Tavares III.Machado, Antnio Lilles Tavares

    CDD 631.35

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao: Bibliotecria Marlene Cravo Castilho CRB-10/774 Obra financiada pelo Edital MCT/CNPq/MDA/SAF/MDS/SESAN - N 36/2007

    Impresso no Brasil ISBN 978-85-7192-742-1 Tiragem: 5.000 exemplares

    EDITORA E GRFICA UNIVERSITRIA R Lobo da Costa, 447 Pelotas, RS CEP 96010-150 Fone/fax: (53) 3227 8411 e-mail: editora@ufpel.edu.br

  • 1. Acidentes de trabalho com mquinas agrcolas

    1.1. Introduo

    As aAs aAs aAs atividades rurais so consideradas como as mais pertividades rurais so consideradas como as mais pertividades rurais so consideradas como as mais pertividades rurais so consideradas como as mais peri-i-i-i-

    gosas que existem para os trabalhadoresgosas que existem para os trabalhadoresgosas que existem para os trabalhadoresgosas que existem para os trabalhadores. Dentre as atividades

    rurais, as operaes as operaes as operaes as operaes com mquinas e equcom mquinas e equcom mquinas e equcom mquinas e equiiiipamentos agrcolaspamentos agrcolaspamentos agrcolaspamentos agrcolas so so so so

    as que oferecem maiores riscos de acas que oferecem maiores riscos de acas que oferecem maiores riscos de acas que oferecem maiores riscos de aciiiidentes.dentes.dentes.dentes.

    Essa cartilha tem como objetivo atacar o problema da falta

    de informao que ocorre no meio da agricultura familiar no que

    diz respeito operao eficaz de mquinas e, assim, espera-se a

    reduo dos riscos de acidentes. Para isso, so apresentadas

    algumas prticas de segurana na operao de tratores.

    1.2. Definio de acidente de trabalho

    Considera-se que acidente

    de trabalho todo acontecimento

    que no esteja programado e que

    interrompa, por pouco ou muito

    tempo, a realizao de um servio,

    provocando perda de tempo, danos

    materiais ou leso corporal.

    1.3. Por que deve haver preveno em relao a um acidente?

    No necessrio que haja leses ao trabalhador para que seja considerado um acidente.

  • Acidentes de trabalho com mquinas agrcolas

    4

    Aspectos econmicos

    Certamente, o aspecto econmico o primeiro a ser levan-

    tado, j que o mais visvel e palpvel, quando o assunto traba-

    lho. Neste aspecto devem ser consideradas trs questes: danos

    com o trator ou com a mquina agrcola, afastamento do trabalha-

    dor e prejuzo estatal.

    comum que a ocorrncia de um acidente resulte na

    quebra do trator ou do implemento, que tero de ser consertado

    para poder voltar a trabalhar. Logicamente, qqqquem paga pelo pruem paga pelo pruem paga pelo pruem paga pelo preeeejjjju-u-u-u-

    zo o agricultorzo o agricultorzo o agricultorzo o agricultor. Alm disso, como a tarefa que estava sendo

    realizada foi interrompida, pode ocorrer tambm um prejuzo indi-

    reto, conforme o estgio de desenvolvimento da cultura e o tempo

    necessrio para o conserto da mquina. Veja alguns exemplos:

    PerodoPerodoPerodoPerodossss ConsequnciasConsequnciasConsequnciasConsequncias

    Durante a colheita

    exposio a maiores riscos de in-tempries e ao ataque de animais silvestres

    degrana natural queda da qualidade de gros, se-

    mentes ou frutos

    Durante a semeadura perda dos perodos timos de se-

    meadura para a maximizao da produtividade

    Durante os tratamen-tos fitossanitrios

    srios riscos produo e quali-dade do produto

  • ACIDENTES COM MQUINAS AGRCOLAS

    5

    PENSE: O que aconteceria com

    a minha vida e com o futuro da minha famlia se eu tivesse a mo am-putada durante o traba-

    lho?

    Outra questo fi-

    nanceira, que vai alm do

    maquinrio, o afastamen-

    to do trabalhador para o

    restabelecimento de sua

    sade.

    No caso da agricultura familiar, a pessoa afastada ser um

    componente da famlia e, normalmente, no h previso ou con-

    dies de se contratar um trabalhador temporrio e, neste caso,

    poder haver perda irreversvel na produo.

    Por fim, mas no menos importante, o custo financeiro

    para o estado. Devido ocorrncia de acidentes, o governo deve

    prestar atendimento e assistncia aos feridos, pagar auxlio doen-

    a e, nos casos mais graves, pagar penso por morte e aposenta-

    doria por invalidez. No demais lembrar que todo esse custo

    pago por todos nstodos nstodos nstodos ns na forma de impostos e taxas.

    Aspectos sociais e familiares

    Um acidente com mquina agrcola pode causar um gran-

    de impacto sentimental na vida familiar, pois h a possibilidade de

    invalidez ou de falecimento do marido, da esposa, do pai, da me,

    do filho(a), ou outro membro da famlia. Alm do choque provoca-

  • Acidentes de trabalho com mquinas agrcolas

    6

    do pelo acidente e da dor ocasionada pela perda do ente querido,

    h o risco do comprometimento da renda familiar e, com isso, da

    estrutura familiar e todo um modo de vida. Essas transformaes

    normalmente levam migrao de toda a famlia para as periferias

    das cidades.

    Nas Figuras 1 e 2, podem-se ver dois exemplos com resul-

    tados de acidentes com mquinas agrcolas. O primeiro caso re-

    sultando na invalidez permanente do acidentado, e o segundo

    resultando na morte do agricultor.

    Figura 1 Dedos da mo decepados durante o trabalho com mquina agrcola.

    Figura 2 Tombamento lateral do trator em estrada.

  • Eu sou sempre cuidadoso. Nunca vou me machucar no trabalho. Esse jus-tamente o pensamento que fere e mata centenas de trabalhadores rurais.

    2. Causas dos acidentes com mquinas agrcolas

    Os motivos dos acidentes podem ser separados em atos

    inseguros e condies inseguras.

    2.1. Atos inseguros

    O agricultor e/ou operador, quando realiza um servio de

    maneira errada e/ou descuidada, est cometendo um ato inseguro

    (dirigir o trator em alta

    velocidade, no ter

    cuidado ao reabastecer

    o trator etc). Esses atos

    inseguros, resporesporesporesponnnnsveis sveis sveis sveis

    por 85% dos acidentespor 85% dos acidentespor 85% dos acidentespor 85% dos acidentes

    com mquinas agrcolas, podem se dar por desconhecimento ou

    de forma consciente, indicando pressa, m vontade, excesso de

    confiana, busca de notoriedade ou falta de noo das

    conseqncias que um acidente pode provocar.

    2.2. Condies inseguras

    As condies inseguras respondem por cerca de 15% dos

    acidentes com mquinas agrcolas e so caracterizadas quando as

    ferramentas, os tratores ou as mquinas agrcolas so usados

    mesmo com defeito ou sem dispositivos de segurana (ferramen-

  • Causas dos acidentes com mquinas agrcolas

    8

    tas estragadas, mal conservadas ou defeituosas, falta de arco de

    proteo nos tratores, etc).

    2.3. Causas especficas de acidentes com tratores

    As principais causas que resultam em acidentes envolven-

    do tratores so as seguintes:

    1) Operao do trator em condies extremas: o trator utili-

    zado sob condies que excedem os limites para as quais

    ele foi projetado, como o trabalho em ladeiras muito fortes,

    a velocidade excessiva, a trao de cargas muito pesadas.

    2) Perda do controle em subidas/descidas: h perda do con-

    trole por erro do operador, devido impercia, imprudncia

    ou falta de capacitao, como erro na troca de marchas em

    subidas ou descidas, trao de carretas agrcolas com ex-

    cesso de peso em descidas.

    3) Ingesto de bebidas

    alcolicas: o efeito

    do lcool sobre o

    operador de m-

    quinas agrcolas e

    o motorista de carro

    o mesmo. H uma diminuio da rapidez dos reflexos, o

  • A conscientizao sobre essas 6 causas e a capa-citao podem reduzir em at 75% os acidentes com tratores agrcolas.

    que pode dar margem batida, ao capotamento, perda

    de controle e m qualidade de certas operaes.

    4) Presena de pessoas junto ao posto do operador: a pes-

    soa que est de carona no conta com o auxlio dos dispo-

    sitivos de segurana do trator, estando sujeita a quedas,

    esmagamentos e atropelamentos, quando acontece um a-

    cidente.

    5) Falta de proteo das partes mveis do trator e do imple-

    mento: a falta de proteo permite que as pessoas tenham

    acesso a partes mveis inadvertidamente ou por impru-

    dncia. Os casos mais comuns referem-se ao eixo da to-

    mada de potncia, ao eixo card, rosca transportadora e

    ao sistema de transmisso por correia.

    6) Engate inadequado do implemento: os implementos de ar-

    rasto devem apenas ser

    engatados ao trator pela

    barra de trao. O uso do

    ponto de acoplamento

    superior (terceiro ponto)

    para puxar implementos desequilibra o trator, favorecendo

    o capotamento para trs.

  • 3. Simbologia utilizada para alertar sobre perigos

    importante conhecer e entender o significado dos smbo-

    los e alertas de segurana existentes nos manuais do operador e

    nos adesivos colocados nas prprias mquinas. Neles h informa-

    o sobre o risco de acidentes, aviso de perigo ou instruo de

    operao correta da mquina.

    3.1 Smbolos informativos

    Smbolo de alertaalertaalertaalerta de segurana - CUIDADOCUIDADOCUIDADOCUIDADO

    Sua presena indica:

    AAAAAAAATTTTTTTTEEEEEEEENNNNNNNNOOOOOOOO!!!!!!!! FFIIQQUUEE AALLEERRTTAA!!!!!!!! AA SSUUAA SSEEGGUURRAANNAA EESSTT EENNVVOOLLVVIIDDAA!!

    Smbolo com a palavra PERIGOPERIGOPERIGOPERIGO SSoo aapprreesseennttaaddooss nnaa ccoorr vvvvvvvveeeeeeeerrrrrrrrmmmmmmmmeeeeeeeellllllllhhhhhhhhaaaaaaaa ee iindicam os riscos mais graves de a-cidentes, que podem ocasionar mor-te. . . . Tambm apresentam texto expli-cativo abaixo do smbolo do perigo em questo.

  • 3.2. Aviso de perigo

    Os smbolos de aviso de perigo alertam para os possveis

    perigos na operao de mquinas, mostrando as conseqncias

    em caso de acidentes ou indicando como os perigos podem ser

    evitados.

    Smbolo com a palavra AAAADDDDVERTNCIAVERTNCIAVERTNCIAVERTNCIA

    SSoo nnaa ccoorr llllllllaaaaaaaarrrrrrrraaaaaaaannnnnnnnjjjjjjjjaaaaaaaa eeeeeeee iiiiiiiindicam os riscos menos graves de acidentes.

    Smbolo com a palavra CAUTELACAUTELACAUTELACAUTELA SSoo aapprreesseennttaaddooss nnaa ccoorr aaaaaaaammmmmmmmaaaaaaaarrrrrrrreeeeeeeellllllllaaaaaaaa ee iindi-cam a necessidade de seguir instrues de segurana.

    CAUTELACAUTELACAUTELACAUTELA

  • Simbologia utilizada para alertar sobre perigos

    12

    Quadro 1 Smbolos de aviso de perigo dos acidentes mais co-

    muns com tratores.

    SMBOLO SIGNIFICADO

    No usar o trator em condies de inclinao lateral acentuada (condies extremas).

    Risco de atropelamento pelo trator Este smbolo indica a possibilidade de ser atropelado pelo trator na

    regio entre as rodas (esquerda); frente ou atrs delas (direita).

    Risco de capotamento lateral Trator sem Estrutura de Proteo na Capota-

    gem (EPC)

    Risco de capotamento lateral Trator com cabine e EPC

    Use o cinto de segurana! O cinto de segurana deve ser usado apenas em trato-

    res com EPC.

    No transporte caronas Risco de queda com o trator em movimento

  • No transporte caronas trator com cabine Risco de queda com o trator em movimento

    Risco de captura pela tomada de potncia

    (TDP)

    Smbolos utilizados como instrues de operao

    So encontrados geralmente no painel de instrumentos

    (Figura 3). Indicam situaes de mal-funcionamento ou informam

    sobre as funcionalidades das mquinas (Quadro 2).

    Alm dos smbolos, as normas utilizam cores especficas

    para cada grupo de funo. Assim tem-se as seguintes cores:

    Vermelho:- Parada do motor

    Laranja: Deslocamento do trator (rotao do motor; a-

    lavancas da transmisso; freio de estacionamento; blo-

    queio do diferencial)

    Amarelo: Engate de potncia (engate da TDP)

    Preto: Demais comandos (luzes, sistema hidrulico,

    acoplamentos etc.)

  • Figura 3 Painel de instrumentos tpico de um trator agrcola de quatro rodas (Fonte: John Deere)

  • Quadro 2 Alguns smbolos utilizados como instrues de operao em tratores. SMBOLO SIGNIFICADO SMBOLO SIGNIFICADO SMBOLO SIGNIFICADO

    Engatar a tomada de potncia.

    Desengatar a tomada de po-tncia

    Rotao da tomada de potncia

    Temperatura da gua do radiador

    Nvel de com-bustvel

    Presso do leo do motor

    Indicador de carga da bateria

    Trao dianteira ligada

    Trao dianteira desligada

    Faris de trabalho

    Tartaruga marcha lenta

    lento

    Lebre marcha rpida

    rpido

    Brao do hidrulico abaixar

    Brao do hidru-lico levantar

    Bloqueio do diferen-cial

    Hormetro horas trabalhadas

    Rotao do motor

    Estrangulamento do motor para o motor

    554400

  • Vestimentas adequadas reduzem o risco de fe-rimentos e mortes no trabalho.

    4. Preveno de acidentes

    4.1. Vestimenta adequada

    Vestir-se adequadamente para o trabalho o primeiro pas-

    so para a preveno de acidentes e uma operao segura de m-

    quinas agrcolas.

    Aqui vo algumas dicas que aumentam a segurana:

    Use calado de couro fe-

    chado com solado antider-

    rapante. Sandlias e chi-

    nelos oferecem pouca pro-

    teo contra espinhos, pisoteios, fagulhas e choque contra ob-

    jetos.

    Deixe alianas e correntes em casa.

    Amarre bem os cadaros para que no se prendam s partes

    mveis das mquinas.

    Caso tenha cabelos compridos, deixe-os cobertos ou prenda-os

    junto cabea.

    Vista calas compridas.

    Use roupas justas. Roupas com partes soltas podem se pren-

    der a partes dos tratores ou implementos (Figura 4).

  • USE PROTETOR AURICULAR ! Voc no se adapta a rudos altos; na verdade, voc perde

    a capacidade de ouvi-los. A perda auditiva cumula-

    tiva e irreversvel

    Figura 4 Como as roupas soltas podem se prender s partes mveis do trator.

    OsOsOsOs E E E Equipamentos de quipamentos de quipamentos de quipamentos de PPPProteo roteo roteo roteo IIIIndividual (EPIs) so de uso ndividual (EPIs) so de uso ndividual (EPIs) so de uso ndividual (EPIs) so de uso

    obrigatrio pobrigatrio pobrigatrio pobrigatrio para ara ara ara o operador de mquinas o operador de mquinas o operador de mquinas o operador de mquinas aaaagrcolasgrcolasgrcolasgrcolas,,,, toda vez que

    as condies ambientais

    sejam tais que a sua

    sade venha a ser

    prejudicada, como a

    exposio a rudos

    elevados ou a agrotxi-

    cos, o risco de impacto de objetos e/ou fagulhas.

    Outra questo que merece ser lembrada que as normas

    de segurana e as regulamentaes sobre o uso de EPIs so dede EPIs so dede EPIs so dede EPIs so des-s-s-s-

    tinadas proteo e mtinadas proteo e mtinadas proteo e mtinadas proteo e maaaanuteno da snuteno da snuteno da snuteno da sade do agricultorade do agricultorade do agricultorade do agricultor, no

  • Preveno de acidentes

    18

    SIGA AS ORIENTAES DE PREVENO!

    No h dinheiro que pague a perda de uma

    vida.

    devendo ser encaradas como

    obstculos lucratividade.

    4.3. Preveno dos principais acidentes com tratores

    CapotamentoCapotamentoCapotamentoCapotamento

    H dois tipos de capotamento: o lateral, que ocorre quando

    o trator tomba para um dos lados, e o longitudinal, quando o trator

    tomba para trs em torno do seu eixo traseiro. Este ltimo tipo

    muito grave e letal devido rapidez com que ele acontece: em

    apenas 1,5 segundos aps o incio de um capotamento longitudi-

    nal, o trator j est tombado; assim, o operador tem apenas 0,75

    segundos para evitar o acidente (pisar na embreagem, por exem-

    plo). Aps esse tempo, o trator ir tombar no importando mais o

    que o operador faa (Figura 5).

    1,5 segundo 3/4 de segundo

    Posio de no retorno

  • O EPC e o cinto de segurana, quando usados, so os dispositivos de segurana mais efetivos para salvar a vida do operador numa capotagem.

    Figura 5 Seqncia e tempo de capotamento longitudinal de um trator.

    Num capotamento, as reais chances de sobrevivncia do

    operador esto vinculadas presena de uma Estrutura de Prote-

    o na Capotagem (EPC) somada ao uso do cinto de segurana.

    O EPC, tambm chamado de arco de segurana ou Santo Ant-

    nio, uma estrutura metlica ligada diretamente ao chassi do

    trator formando um

    ou dois arcos de

    proteo. Na Figura

    6, pode-se ver um

    EPC do tipo arco.

    Figura 6 Estrutura de proteo contra o capotamento do tipo arco simples.

    A utilizao de cinto de utilizao de cinto de utilizao de cinto de utilizao de cinto de

    sssseeeeguguguguranaranaranarana em tratores sem EP em tratores sem EP em tratores sem EP em tratores sem EPC no C no C no C no

    aconselhada aconselhada aconselhada aconselhada (ainda que as leis de

  • Preveno de acidentes

    20

    Tratores so cavalos de trao e no cavalos de corrida. Opere sempre em baixa velocidade!

    trnsito assim o determinem para o trfego em estradas), porque o

    cinto impede que o operador pule do trator (talvez a sua nica

    chance de sobrevivncia) para escapar do esmagamento.

    PrincipPrincipPrincipPrincipais causas deais causas deais causas deais causas de CapotamentoCapotamentoCapotamentoCapotamento

    Conduzir ou manobrar o trator muito perto de valetas (Figura 7).

    Trafegar em alta velocidade em estradas ou no campo.

    Rebocar ou tracionar cargas acopladas por outro local que no

    a barra de

    trao (Figu-

    ra 8).

    Conduzir o trator em encostas muito inclinadas (Figura 9).

    Tentar subir rampas muito ngremes (Figura 10).

    Tentar fazer curva muito rpido, especialmente com carregado-

    res frontais.

  • Figura 7 Risco de capotamento pela operao muito prxima a valetas.

    Figura 8 Risco de capotamento pela trao de cargas pelo acoplamento do 3

    ponto.

    X m

    X m

  • Preveno de acidentes

    22

    Figura 9 Risco de capotamento lateral pela operao em encostas muito inclina-das.

    Figura 10 Risco de capotamento ao tentar subir em rampas muito ngremes.

    Principais causas de Principais causas de Principais causas de Principais causas de quedasquedasquedasquedas e atropelamentos: e atropelamentos: e atropelamentos: e atropelamentos:

    Haver pessoas prximas ao trator durante o trabalho.

    Transportar pessoas sentadas no pra-lama do trator, em p

    sobre a proteo principal da TDP ou em p sobre os braos in-

  • feriores de levante hidrulico.

    Haver pessoas prximas, no momento de ligar o trator ou p-lo

    em movimento.

    Haver crianas (as menores de 5 anos so atradas pelo baru-

    lho do funcionamento do trator) nos locais de trabalho.

    Para evitar acidentes:Para evitar acidentes:Para evitar acidentes:Para evitar acidentes:

    Nunca dar carona no trator.

    Nunca permitir a presena de outra pessoa durante a

    operao.

    Certificar-se de que no h

    ningum por perto quando li-

    gar ou colocar o trator em

    movimento.

    No burlar os sistemas de proteo de partida.

    Colises com Colises com Colises com Colises com obstcobstcobstcobstcuuuulos ou outros veculoslos ou outros veculoslos ou outros veculoslos ou outros veculos

    Para evitar colises, de fundamental importncia que, an-

    tes de comear o trabalho, haja o reconhecimento a p da lavoura

    e a demarcao com balizas (ex.: bambu) dos obstculos verifica-

    dos, como tocos, pedras, valetas, buracos, canais, colmias etc.

    Para o trfego do trator em estradas vicinais, deve-se ter

    em mente que o trator um veculo lento quando comparado com

    automveis e caminhes. A fim de minimizar os riscos, o trator

  • Preveno de acidentes

    24

    Uma pessoa pode ter um brao ou uma perna capturado pelo eixo da TDP antes que perceba que est em perigo.

    deve estar devidamente sinalizado com sinaleiras, refletores trasei-

    ros na sinaleira, faris frontais acesos.

    Contato com a tomada de Contato com a tomada de Contato com a tomada de Contato com a tomada de potncia (TDP)potncia (TDP)potncia (TDP)potncia (TDP)

    O perigo de contato com o eixo da TDP est relacionado

    com o elevado tempo de reao do homem em comparao com a

    rotao envolvida. Com

    uma rotao de

    540 rpm na TDP, se o se o se o se o

    operador for pego, o operador for pego, o operador for pego, o operador for pego, o

    eixo j ter dado mais de eixo j ter dado mais de eixo j ter dado mais de eixo j ter dado mais de

    6 voltas com a su6 voltas com a su6 voltas com a su6 voltas com a sua roupa, cadaro do caladoa roupa, cadaro do caladoa roupa, cadaro do caladoa roupa, cadaro do calado,,,, brao ou pernabrao ou pernabrao ou pernabrao ou perna, , , ,

    aaaannnntes que ele percebates que ele percebates que ele percebates que ele perceba.

    Para reduzir as possibilidades de ocorrncia de acidentes,

    deve-se manter sempre no lugar a proteo principal do eixo da

    TDP (Figura 11). Outro aspecto de fundamental importncia o

    uso da proteo do eixo cardan que leva o movimento da TDP at

    a mquina que est sendo acionada. Essa proteo, como se po-

    de ver na Figura 12, fixa, de forma que, se houver contato de

    alguma parte do operador ou de sua roupa com a proteo, no

    haver risco de enroscamento.

  • Figura 11 Proteo principal do eixo da TDP, onde (A) a capa do eixo.

    A

    B

    Figura 12 Eixo cardan da TDP (A) e sua proteo externa (B).

    Para evitar acidentes:Para evitar acidentes:Para evitar acidentes:Para evitar acidentes:

    Vestir-se com segurana para evitar enroscamentos....

    Manter as protees da TDP.

    Manter a proteo do cardan.

    Desligar a TDP e pare o motor antes de descer do trator.

    Nunca passar ou pular sobre o eixo cardan.

    AAAA

  • Preveno de acidentes

    26

    Somente ligue o trator sentado no banco do operador!

    Uso de tratores antigosUso de tratores antigosUso de tratores antigosUso de tratores antigos

    Os tratores antigos so geralmente menos seguros, porque

    no apresentam os dispositivos de segurana dos tratores atuais,

    alm disso, podem no estar com a manuteno em dia. As princi-

    pais razes de serem considerados menos seguros so ausncia

    de EPC e cinto de segurana, assentos sem apoio para braos e

    sem encosto, banco com poucos ou nenhum ajuste, ausncia de

    dispositivos de segurana para partida, freios deficientes, sistema

    de direo muito lento e ausncia de proteo principal fixa da

    tomada de potncia.

    4.4. Outros procedimentos de segurana

    LLLLigando igando igando igando e deslige deslige deslige desligando ando ando ando o tratoro tratoro tratoro trator

    Procedimentos seguros para ligar o trator:

    1. Subir no trator sempre do lado esquerdo e apoiado pelas duas

    mos e um dos ps.

    2. Sentar no banco do

    operador e prender o

    cinto de segurana (se o

    trator tiver EPC).

    3. Pressionar o pedal de embreagem at o fundo.

    4. Colocar todas as alavancas de marcha em posio de neutro.

    5. Ajustar a alavanca do acelerador para 1/3 de acelerao.

  • 6. Por a chave de ignio na posio ligado (parte eltrica ligada)

    e verificar o painel do trator.

    7. Girar a chave para a posio ligar at o funcionamento do motor.

    8. Se o motor no ligar em 10 segundos, parar. Verificar o painel

    de instrumentos e esperar um minuto antes de tentar de novo.

    9. Deixar o motor funcionando em marcha lenta por pelo menos 30

    segundos para a correta lubrificao.

    Procedimentos seguros para desligar o trator:Procedimentos seguros para desligar o trator:Procedimentos seguros para desligar o trator:Procedimentos seguros para desligar o trator:

    1. Desacelerar at a marcha-lenta.

    2. Por a transmisso em neutro e acionar o freio de estaciona-

    mento.

    3. Desligar a chave de ignio e retir-la, para evitar que o trator

    seja ligado por crianas.

    4. Puxar o estrangulador da bomba injetora para parar o motor.

    5. Se o trator estiver numa ladeira, engrenar uma marcha reduzi-

    da.

    AcoplandoAcoplandoAcoplandoAcoplando implementos implementos implementos implementos

    Na Figura 13, so mostrados os principais rgos de acoplamento

    de um trator tpico.

  • Preveno de acidentes

    28

    Sempre engatar implementos de arrasto barra de trao !

    13

    1

    12 2 10 11

    4 9 3 8

    5 6

    7

    Figura 13 Vista traseira de um trator mostrando a barra de trao, o

    sistema de engate de trs pontos e a TDP.

    Para implementos de implementos de implementos de implementos de

    aaaarrrrrastorastorastorasto (aqueles acoplados pela

    barra de trao), deve-se adotar

    para o acoplamento o seguinte

    procedimento seguro:

    1. Manobrar o trator para alinhar o furo da barra de trao ao furo

    do cabealho do implemento (Figura 14).

    2. Desligar o motor, engatar uma marcha e acionar o freio de esta-

    cionamento.

    3. Acoplar o implemento com o pino adequado e o pino trava

    Legenda:Legenda:Legenda:Legenda:

    1) Braos inferiores; 2) e 10) esticadores late-

    rais; 5) ponto de acoplamento

    superior; 6) brao de ligao supe-

    rior; 11) TDP (com capa prote-

    tora); 12) barra de trao; 13) pontos de engate

    inferiores.

  • (Figura 14).

    4. Remover ou levantar o p de sustentao

    (caso exista).

    5. Acoplar o eixo da TDP e as mangueiras

    hidrulicas.

    Figura 14 Alinhamento da barra de trao ao cabealho do implemento e pino trava.

    No caso de implementos montadosimplementos montadosimplementos montadosimplementos montados (acoplados atravs do

    engate de trs pontos), recomenda-se o seguinte procedimento

    para o acoplamento seguro de implementos

    em tratores pequenos e mdios:

    1. Manobrar o trator para alinhar os furos dos

    braos inferiores aos furos de engate do

    implemento.

    2. Movimentar o hidrulico, para acertar a

    altura do brao esquerdo (em geral o brao fixo).

    3. Desligar o motor, engatar uma marcha e acionar o freio de esta-

  • Preveno de acidentes

    30

    Nunca permitir a presena de uma pessoa entre o tra-tor e o implemento durante as manobras para engate!

    cionamento.

    4. Engatar primeiro o pino no furo do brao inferior esquerdo e por

    o pino trava.

    5. Engatar o ponto de engate superior e por o pino trava.

    6. Por ltimo, engatar o brao inferior direito, ajustando a altura do

    furo atravs da

    manivela, e por o

    pino trava.

    Uso Uso Uso Uso do trator em operaes de campodo trator em operaes de campodo trator em operaes de campodo trator em operaes de campo

    Restam algumas recomendaes importantes a fim de tor-

    nar o uso principal do trator (operaes de campo) mais seguro.

    So elas:

    Conhecer a posio das marchas do trator que ir usar.

    Sempre soltar a embreagem lentamente, para evitar o levanta-

    mento das rodas dianteiras, o que pode resultar no capotamen-

    to do trator ou na quebra da ponta de eixo dianteira.

    Fazer um reconhecimento da lavoura a p. Identificar e marcar

    VALETAS, PEDRAS, TOCOS e outros obstculos.

    Usar velocidades baixas em terrenos irregulares, inclinados ou

    em curvas.

    Sempre unir com trava os pedais de freios quando sair da la-

    voura.

  • Utilizar marcha r para sair de valas profundas, para evitar o

    capotamento.

    Uso do trator em operaes de transpoUso do trator em operaes de transpoUso do trator em operaes de transpoUso do trator em operaes de transporrrrtetetete

    Ao trafegar em descidas, usar a mesma marcha que seria usa-

    da para subir. Jamais Jamais Jamais Jamais se se se se dedededeve descerve descerve descerve descer em po em po em po em ponnnntotototo----mortomortomortomorto.

    Manter os pedais de freio unidos por trava, pois o travamento

    de apenas uma roda pode causar o tombamento lateral do tra-

    tor mesmo em terreno plano.

    No exceder 32 km/h no reboque de cargas.

    No exceder 16 km/h no reboque de cargas com peso igual ou

    maior que o do trator.

    No rebocar cargas com o dobro do peso do trator ou mais.

    Apagar o farol traseiro ao trafegar noite em estradas.

    Ter muito cuidado ao fazer curvas, especialmente com imple-

    mentos suspensos ou reboques.

    Certificar-se de que os dispositivos de aviso se encontram em

    boas condies (refletores, piscas, faris).

    Uso de implementos acUso de implementos acUso de implementos acUso de implementos acionados pela tomada de potionados pela tomada de potionados pela tomada de potionados pela tomada de potnnnnciaciaciacia

    Deve-se saber que h duas rotaes

    padronizadas de funcionamento do eixo da to-

    mada de potncia (TDP) dos tratores: 540 e

  • Preveno de acidentes

    32

    Deve-se manter no lugar as protees da TDP!

    1.000 rpm. Para que no se corra o risco de acoplar um implemen-

    to que deve ser acionado a 540 rpm numa TDP de 1.000 rpm, os

    eixos tm dimetros e nmeros de estrias diferentes (Figura 15).

    Figura 15 Seo do eixo da TDP de 1.000 rpm (A) e 540 rpm (B).

    Prticas de segurana para o uso da tomada de potncia

    (TDP):

    Manter todas as partes da

    TDP e do eixo cardam com

    a proteo principal e a proteo externa fixa (Figuras 11 e 12).

    Parar a TDP e desligar o motor, antes de descer do trator por

    qualquer motivo.

    Dar a volta no trator ao invs de tentar pular o eixo da TDP em

    movimento.

    Sempre usar o eixo card recomendado para o implemento.

    Jamais trocar o eixo card entre implementos diferentes.

    1.000 rpm1.000 rpm1.000 rpm1.000 rpm

    545454540 rpm0 rpm0 rpm0 rpm

  • Ajustar a barra de trao e o cabealho do implemento de for-

    ma a manter o eixo card sempre alinhado, prevenindo tenses

    no eixo ou na proteo durante curvas fechadas ou passagem

    por obstculos.

    Verificar, antes de cada utilizao, se a capa protetora do eixo

    card no est presa ao eixo. Se isso ocorrer, o problema deve

    ser solucionado antes de se comear a tarefa.

    Cuidados duranteCuidados duranteCuidados duranteCuidados durante as manutenes as manutenes as manutenes as manutenes

    As atividades de manuteno peridica e reparos no trator

    tambm so fontes de acidentes, por isso alguns cuidados impor-

    tantes devem ser tomados durante esses servios. Os principais

    esto listados a seguir:

    Antes de se afastar do trator, aplicar o freio de estacionamento,

    baixar o implemento ao solo, parar o motor e retirar a chave do

    contato.

    Efetuar trabalhos de manuteno sempre com o motor desliga-

    do.

    Se for necessrio remover as rodas, usar apoios firmes alm do

    macaco.

    Cuidado! A gua do radiador pode estar a mais de 100C.

    O gs que se desprende da bateria explosivo. Manter longe

    de chamas e fascas.

  • Preveno de acidentes

    34

    Manusear o combustvel com precauo.

    Desligar o motor antes de reabastecer.

    No fumar ao reabastecer.

    No subir nem descer do trator em movimento.

    ,

    Alguns cuidados especficos devem ser observados com o

    manuseio, a manuteno e a recarga da bateria, pois, alm do

    forte cido, h a possibilidade de formao de gases explosivos.

    Para o manuseio seguro da bateria recomenda-se:

    Verificar periodicamente o nvel da soluo

    eletroltica, completando o nvel com gua

    destilada para evitar o acmulo de gs hidro-

    gnio.

    Se necessrio, remover a bateria do trator, no se esquecendo

    de soltar primeiro o cabo do terminal negativo, para reduzir o

    risco de produo de fascas.

    Ao reinstalar a bateria no trator, fixar primeiro o cabo negativo.

    Usar luvas de borracha e culos de proteo ao completar o

    nvel com gua destilada, a fim de reduzir os efeitos de respin-

    gos de cido.

  • A palavra TXICO significa VENENOSO !

    5. Manuseio de agrotxicos

    A palavra agrotxico est geralmente associada aos produ-

    tos qumicos utilizados no tratamento

    fitossanitrio das culturas agrcolas

    conduzidas na forma tradicional. No entanto,

    outros produtos qumicos presentes num

    estabelecimento agrcola, como fertilizantes, combustveis,

    lubrificantes, solventes e produtos veterinrios, tambm podem

    causar danos sade humana se mal empregados. Dessa forma,

    aqui, o termo agrotxico empregado num sentido amplo, englo-

    bando todos os produtos que possam prejudicar o homem.

    Os efeitos dos agrotxicos no homem vo desde uma sim-

    ples dor de cabea at

    enjos, dores estomacais,

    diarria, calafrios, febre,

    desmaios, paralisia e at mesmo a morte. Por essa razo,

    importante que fique bem claro que oooo agrotxico v agrotxico v agrotxico v agrotxico veeeeneno, neno, neno, neno, e ve ve ve ve-e-e-e-

    neno mataneno mataneno mataneno mata.

    5.1. Formas de exposio a agrotxicos

    H quatro formas principais de contaminao do homem

    pelos agrotxicos: oral, inaladora, drmica e ocular (Figura 16).

  • Manuseio de agrotxicos

    36

    Figura 16 Principais formas de contaminao do homem pelos agrotxicos (fonte:

    ANDEF, 2003).

    Exposio oralExposio oralExposio oralExposio oral

    Neste tipo de envenenamento, ocorre a ingesto do agro-

    txico e, na maioria dos casos, o agrotxico no chega boca

    diretamente, primeiramente h a contaminao das mos. Isso

    acontece devido ao manuseio de embalagens, preparao de cal-

    das, manuteno de equipamentos entre outros. E, devido ao hbi-

    to de fumar, mesmo com o uso de luvas apropriadas, pode acon-

    tecer a contaminao das mos, porque, ao pegar o cigarro com a

    mo ou luvas contaminadas, pequenas quanti-

    dades do veneno acabam chegando boca.

    A fim de minimizar a ocorrncia de con-

    taminao pela exposio oral durante o trabalho, recomenda-se:

  • As mos calejadas no redu-zem a entrada de veneno.

    - sempre usar luvas apropriadas;

    - no fumar;

    - Consumir alimentos e bebidas apenas nos intervalos, la-

    vando-se as luvas antes de retir-las e, depois, as mos

    cuidadosamente com gua e sabo.

    Exposio drmicaExposio drmicaExposio drmicaExposio drmica

    A entrada do agrotxico no corpo ocorre atravs da pele,

    no manuseio de embalagens (cheias ou vazias), na preparao de

    caldas, na aplicao do produto ou mesmo nas caminhadas por

    reas recm tratadas.

    O envenenamento pode ocorrer nos atos mais comuns,

    como urinar usando as

    luvas contaminadas ou

    secar o suor da testa

    com a parte de trs da mo enluvada.

    O uso de luvas apropriadas sempre imprescindvel, visto

    que, ao contrrio do que as pessoas pensam, as mos calejadas

    do agricultor no reduzem a entrada do veneno no corpo.

    Sempre usSempre usSempre usSempre usarararar luvas luvas luvas luvas, jaleco e botas, jaleco e botas, jaleco e botas, jaleco e botas ao trabalhar com agr ao trabalhar com agr ao trabalhar com agr ao trabalhar com agrooootxtxtxtxi-i-i-i-

    cos.cos.cos.cos.

    Exposio respiratriaExposio respiratriaExposio respiratriaExposio respiratria

  • Manuseio de agrotxicos

    38

    O envenenamento atravs da respirao o que chega mais rpido ao sangue.

    o tipo de envenenamento que se d atravs dos pulmes,

    pela respirao de vapores, gases ou poeiras de agrotxicos.

    A exposio pode

    ocorrer durante a prepara-

    o de caudas, mistura de

    agrotxicos em p ou

    granulados, durante a trplice

    lavagem ou queima de embalagens.

    Sempre usSempre usSempre usSempre usarararar mscara de proteo ao usar agrotx mscara de proteo ao usar agrotx mscara de proteo ao usar agrotx mscara de proteo ao usar agrotxiiiicoscoscoscos.

    Exposio ocularExposio ocularExposio ocularExposio ocular

    Ocorre atravs dos olhos, pelo respingo de agrotxicos l-

    quidos e pelo p de produtos slidos, durante o manuseio, a pre-

    parao de caldas e a lavagem de embalagens.

    Sempre usSempre usSempre usSempre usarararar viseira facial ou culos fechados ao trab viseira facial ou culos fechados ao trab viseira facial ou culos fechados ao trab viseira facial ou culos fechados ao trabaaaalhar lhar lhar lhar

    com agrotcom agrotcom agrotcom agrotxicosxicosxicosxicos....

    5.2. Classes de toxidade

    Com a finalidade de informar aos agricultores o nvel de

    perigo a que esto expostos durante o manuseio de agrotxicos,

    as embalagens trazem a classe de toxidade do produto que con-

    tm:

    CCllaassssee II -- eexxttrreemmaammeennttee ttxxiiccoo vveerrmmeellhhoo CCllaassssee IIII -- aallttaammeennttee ttxxiiccoo -- aammaarreelloo CCllaassssee IIIIII -- mmeeddiiaannaammeennttee ttxxiiccoo -- aazzuull CCllaassssee IIVV -- ppoouuccoo ttxxiiccoo -- vveerrddee

  • Para um melhor entendimento dos riscos de contaminao,

    a cada uma das classes est associada dose mortal para um

    adulto. Assim, tem-se:

    Classe I - extremamente txico: 1 pitada ou algumas gotas;

    Classe II - altamente txico: de algumas gotas a 1 colher de ch;

    Classe III - medianamente txico:de 2 colheres de sopa a 1 copo;

    Classe IV - pouco txico: de 1 copo a 1 litro.

    Ficam evidentes os perigos a que se est sujeito ao usar

    os agrotxicos da Classe I, porque, mesmo uma pequena

    exposio (causada por descuido, falta de conhecimento, no uso

    de EPI- equipamento de proteo indvidual - ou fatores no

    previstos) pode levar morte ou, no mnimo, ao envenenamento

    grave.

    5.3. Equipamento de Proteo Individual (EPI)

    So equipamentos de trabalho que visam a proteger a sade

    do trabalhador rural, sendo de uso obrigatrio por esse toda vez

    que as condies ambientais sejam tais que a sua sade venha a

    ser prejudicada. Dessa forma obrigatrio o uso de EPIs quando

    do manuseio de agrotxicos.

  • Manuseio de agrotxicos

    40

    Os EPIs devem possuir o nmero do Certificado de Apro-

    vao (C.A.) emitido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego. No

    permitido o uso de EPI sem o C.A. Os principais itens do EPI so

    estes: (Figura 17).

    Figura 17 Principais itens do EPI (fonte: ANDEF, 2006).

    5.4. Ordem de vestir e retirar o EPI

    Para evitar o envenenamento do trabalhador, deve-se seguir

    uma sequncia para vestir e retirar os EPIs, a qual apresentada

    nos Quadros 3 e 4.

  • Quadro 3 Sequncia de vestir o EPI (Fonte: adaptado de ANDEF, 2005)

    VESTIR

    1

    A calacalacalacala e o jalecojalecojalecojaleco devem ser vestidos sobre a roupa comum, o que permitir a retirada do EPI em locais abertos. Os EPI podem ser usados sobre uma ber-muda e camiseta de algodo, para aumentar o conforto. O aplicador deve vestir primeiro a cala do EPI, em se-guida o jaleco, o qual deve ficar sobre a cala e perfeitamente ajustado.

    2

    BotasBotasBotasBotas impermeveis, devem ser cala-das sobre meias de algodo de cano longo, para evitar atrito com os ps, tornozelos e canelas. As bocas da cal-a do EPI sempre devem estar para fora do cano das botas, a fim de impe-dir o escorrimento do produto para o interior do calado.

    3

    AventalAventalAventalAvental, deve ser utilizado na parte da frente do jaleco durante o preparo da calda e pode ser usado na parte de trs do jaleco durante as aplicaes com equipamento costal.

    4

    RespiradorRespiradorRespiradorRespirador:::: deve ser colocado de for-ma que os dois elsticos fiquem fixa-dos corretamente e sem dobras, um fixado na parte superior da cabea e outro na parte inferior, na altura do pescoo, sem apertar as orelhas. Para usar o respirador, o trabalhador deve estar sempre bem barbeado.

  • Manuseio de agrotxicos

    42

    5

    ViseiraViseiraViseiraViseira facialfacialfacialfacial, deve ser ajustada firme-mente na testa, mas sem apertar a cabea do trabalhador. A viseira deve ficar um pouco afastada do rosto para no embaar.

    6

    Touca rabeTouca rabeTouca rabeTouca rabe, deve ser colocado na cabea sobre a viseira. O velcro do bon rabe deve ser ajustado sobre a viseira facial, assegurando que toda a face estar protegida, assim como o pescoo e a cabea.

    7

    LuvasLuvasLuvasLuvas, ltimo equipamento a ser vesti-do. Devem ser usadas de forma a evi-tar o contato do produto txico com as mos. As luvas devem ser colocadas para dentro das mangas do jaleco normalmente. No entanto, se o jato de pulverizao for dirigido para cima da linha dos ombros do trabalhador, elas devem ser vestidas para fora das man-gas do jaleco. O objetivo evitar que o produto aplicado escorra para dentro das luvas e atinja as mos.

    Quadro 4 Sequncia de retirar o EPI (fonte: Adaptado de ANDEF, 2003)

    RETIRAR

    1

    Antes de comear a retirar os EPI, re-comenda-se que o aplicador lave as lave as lave as lave as luvasluvasluvasluvas vestidas. Isto ajudar a reduzir os riscos de exposio acidental.

    2

    Touca rabeTouca rabeTouca rabeTouca rabe, deve-se desprender o velcro e retir-la com cuidado.

  • 3

    Viseira facialViseira facialViseira facialViseira facial, deve-se desprender o velcro e coloc-la em um local de forma a evitar arranhes.

    4

    AventalAventalAventalAvental, deve ser retirado desatando-se o lao e puxando-se o velcro em seguida.

    5

    Deve-se desamarrar o cordo. Em se-guida curvar o tronco para baixo e pu-xar a parte superior (os ombros) simul-taneamente, de maneira que o jaleco no seja virado do avesso e a parte contaminada atinja o rosto.

    6

    BotasBotasBotasBotas, durante a pulverizao, princi-palmente com equipamento costal, so as partes mais atingidas pela calda. Devem ser retiradas em local limpo, onde o aplicador no suje os ps.

    7

    CalaCalaCalaCala, deve-se desamarrar o cordo e deslizar pelas pernas do aplicador sem serem viradas do avesso.

    8

    LuvasLuvasLuvasLuvas, deve-se puxar a ponta dos de-dos das duas luvas aos poucos, de forma que elas possam ir se despren-dendo simultaneamente. No devem ser viradas ao avesso, o que dificultaria o prximo uso e contaminaria a parte interna

  • Manuseio de agrotxicos

    44

    9

    RespiradorRespiradorRespiradorRespirador, deve ser o ltimo EPI a ser retirado, sendo guardado separado dos demais equipamentos, dentro de um saco plstico limpo, para evitar conta-minao das partes internas e dos fil-tros

    10

    Importante: aps a aplicao,Importante: aps a aplicao,Importante: aps a aplicao,Importante: aps a aplicao, o tr o tr o tr o traaaabbbba-a-a-a-lhador deve tomar banho com bastalhador deve tomar banho com bastalhador deve tomar banho com bastalhador deve tomar banho com bastannnnte te te te gua e sabonete, vestindo roupas gua e sabonete, vestindo roupas gua e sabonete, vestindo roupas gua e sabonete, vestindo roupas LIMPAS a sLIMPAS a sLIMPAS a sLIMPAS a seeeeguir.guir.guir.guir.

    Os EPIOs EPIOs EPIOs EPIssss no foram desenvolvidos para substituir os d no foram desenvolvidos para substituir os d no foram desenvolvidos para substituir os d no foram desenvolvidos para substituir os de-e-e-e-

    mais cuidados na aplmais cuidados na aplmais cuidados na aplmais cuidados na apliiiicao e sim para complementcao e sim para complementcao e sim para complementcao e sim para complement----loslosloslos, evitando-

    se a exposio. Para reduzir os riscos de contaminao, as opera-

    es de manuseio e aplicao devem ser realizadas com cuidado.

    5.5. Medidas preventivas

    Cuidados no armazenamentoCuidados no armazenamentoCuidados no armazenamentoCuidados no armazenamento

    Os agricultores devem armazenar as embalagens nas suas

    propriedades apenas temporariamente e, mesmo assim, por um

    prazo inferior a um ano. Essa medida reduz os riscos de acidentes

    com pessoas que no trabalham com o agrotxico.

    Outras medidas preventivas durante o armazenamentoarmazenamentoarmazenamentoarmazenamento so

    listadas a seguir:

    As embalagens vazias devem estar adequadamente lavadas e

    com o fundo perfurado; garantindo, que no sero reutilizadas.

  • As embalagens, vazias lavadas ou cheias, devero ser guarda-

    das com as suas respectivas tampas e rtulos em local coberto,

    ao abrigo de chuva. Dessa forma, possvel identificar a classe

    de toxidade do veneno e as medidas de emergncia a serem

    tomadas em caso de envenenamento.

    Nunca guardar o produto ou as embalagens, lavadas ou no,

    junto com medicamentos, alimentos, raes, ou em locais utili-

    zados para abrigo de animais e/ou pessoas.

    O local de armazenamento deve ser ventilado, coberto e ter

    piso impermevel. Alm disso, deve ser mantido trancado.

    Colocar, no local de armazenamento, placa de advertncia:

    Cuidado, Veneno!Cuidado, Veneno!Cuidado, Veneno!Cuidado, Veneno!

    Cuidados durante o manuseioCuidados durante o manuseioCuidados durante o manuseioCuidados durante o manuseio

    Evitar contato do agrotxico com o nariz e a boca.

    Usar o EPI (Equipamento de Proteo Individual) correto.

    No desentupir bicos, orifcios e vlvulas com a boca.

    No utilizar equipamentos de aplicao de agrotxicos com

    vazamentos.

    Evitar o contato com os olhos. Caso ocorra, lavar

    imediatamente com gua corrente durante quinze minutos e, se

    houver irritao, procurar um mdico levando a embalagem,

    bula ou rtulo do produto.

  • Manuseio de agrotxicos

    46

    Evitar contato com a pele. Caso isso ocorra, lavar as partes

    atingidas imediatamente com gua e sabo em abundncia e,

    havendo sinais de irritao, procurar assistncia mdica,

    levando a bula, rtulo ou embalagem do produto.

    Em caso de respirao do produto, procurar um local arejado.

    Evitar respingos ao abrir a embalagem.

    Aplicar somente as doses recomendadas.

    Cuidados durante a aplicaoCuidados durante a aplicaoCuidados durante a aplicaoCuidados durante a aplicao

    No aplicar contra o vento.

    Usar o EPI (Equipamento de Proteo Individual) correto.

    No mexer no produto com as mos desprotegidas.

    Evitar, ao mximo, contato com a rea de aplicao.

    No trabalhar sozinho quando mexer em produtos txicos.

    No beber, comer ou fumar durante o manuseio e a aplicao

    dos agrotxicos.

    Preparar somente a quantidade de calda necessria aplica-

    o.

    Cuidados aps a aplicaoCuidados aps a aplicaoCuidados aps a aplicaoCuidados aps a aplicao

    Lavar as mos com gua e sabo aps a aplicao.

    No reutilizar a embalagem vazia.

    Manter as sobras de produtos adequadamente fechadas em

    local trancado, longe do alcance de crianas e animais.

  • Importante! Realizar a trplice lavagem no momento de prepara-o da calda.

    Tomar banho, lavarlavarlavarlavar o EPI (Equipamento de Proteo Individual)

    e a roupa utilizada por baixo do EPI durante a aplicao

    separadamente das outras roupasseparadamente das outras roupasseparadamente das outras roupasseparadamente das outras roupas.

    Usar luvas impermeveiUsar luvas impermeveiUsar luvas impermeveiUsar luvas impermeveis quando lavar as roupas de baixo, s quando lavar as roupas de baixo, s quando lavar as roupas de baixo, s quando lavar as roupas de baixo,

    jaleco, calas, touca rabe, avental e outras partesjaleco, calas, touca rabe, avental e outras partesjaleco, calas, touca rabe, avental e outras partesjaleco, calas, touca rabe, avental e outras partes.

    Trplice lavagem

    Este um procedimento de segurana que deve ser feito a

    fim de reduzir a poluio ambiental e os riscos de envenenamento

    de pessoas e animais.

    a) Retirar completamente o contedo da embalagem no

    tanque do pulverizador.

    b) Adicionar gua

    limpa embalagem at

    do seu volume.

    c) Fechar bem a embalagem e agit-la por 30 segundos30 segundos30 segundos30 segundos.

    d) Despejar a gua de lavagem no tanque do pulverizador.

    e) Fazer essa operao 3 vezes.

    f) Inutilizar a embalagem plstica ou metlica, perfurando o

    fundo.

    As embalagens vazias, juntamente com os rtulos e tam-

    pas, podem ser guardadas pelo agricultor por at um ano a partir

    da data da compra. Quando um nmero de embalagens suficiente

  • Manuseio de agrotxicos

    48

    estiver guardado, o agricultor deve entreg-las a uma unidade de

    recebimento, cujo endereo deve constar na nota fiscal de compra.

    BibliografiBibliografiBibliografiBibliografiaaaa1111

    ANDEF. Manual de uso correto de equipamentos de proteo indi-

    vidual. Associao Nacional de Defesa Vegetal. Campinas, So

    Paulo: Lnea Creativa. 2003, 28p.

    ANDEF. Manual de segurana e sade. Associao Nacional de

    Defesa Vegetal. Campinas, So Paulo: Lnea Creativa. 2006, 28p.

    1A maior parte das referncias foi omitida por questes de espao. No entanto, elas podem ser encontradas em Reis, . V.; Machado, A. L. T. Acidentes com mqui-nas agrcolas : texto de referncia para tcnicos e extensionistas. Pelotas : Ed. Universitria UFPEL, 2009. 103p

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