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ACERVO DA PINACOTECA DA ASSOCIAO PAULISTA DE MEDICINA

Direitos Reservados

Todos os esforos foram feitos no sentido de contatar os representantes legais das imagens aqui reproduzidas.

Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)

(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A158 Acervo da Pinacoteca da Associao Paulista de Medicina / Coordenao geral e textos Guido Arturo Palomba; textos Jacob Klintowitz. So Paulo: Associao Paulista de Medicina, 2015. 200 p. il.

ISBN: 978-85-99640-07-4

1. Arte 2. Pintura acervo I. Palomba, Guido Arturo II. Klintowitz, Jacob III. Ttulo.

CDD-750

Ficha Catalogrfica Isabel Cristina de Campos, CRB-8/5082

Coordenao GeralGuido Arturo Palomba

Textos Jacob Klintowitz e Guido Arturo Palomba

Projeto GrficoConsolo e Cardinali Design

Coordenao Editorial Guido Arturo Palomba e Flvia Negro

Produo Executiva Guido Arturo Palomba, Flvia Negro e Ricardo Alves

Captao de Cesses de Direitos Autorais Paulo Vergolino e Priscila Carmona

Fotografias das ObrasPedro Sgarbi, Osmar Bustos e Arquivo APM

DiagramaoKnow-how Editorial

Assistente de ArteLgia Guimares

Preparao de TextosVnia Cavalcanti

Revises de TextosPaula Baltazar

Superviso GrficaCeclia Consolo

Ficha Catalogrfica Isabel Cristina de Campos

Captao de Recursos Jorge Assumpo, Joo Batista Vita Neto e JLeiva Cultura & Esporte

Impresso e AcabamentoIpsis Grfica e Editora

Distribuio Gratuita2.000 exemplares

Associao Paulista de Medicina

Avenida Brigadeiro Lus Antnio, 278 Bela Vista

So Paulo/SP Brasil CEP 01318-901

Contato: 55 11 3188.4304

www.apm.org.br | pinacoteca@apm.org.br

ACERVO DA PINACOTECA DA ASSOCIAO PAULISTA DE MEDICINA

2015

RealizaoPatrocnio

4

PINACOTECA DA APM

Florisval Meino Presidente

Roberto Lotfi Jnior 1 Vice-presidente

Donaldo Cerci da Cunha 2 Vice-presidente

Paulo De Conti 3 Vice-presidente

Akira Ishida 4 Vice-presidente

Paulo Cezar Mariani Secretrio Geral

Antnio Jos Gonalves 1 Secretrio

Lacildes Rovella Jnior Diretor Administrativo

Roberto de Mello Diretor Administrativo Adjunto

Paulo Andrade Lotufo Diretor Cientfico

lvaro Nagib Atallah Diretor Cientfico Adjunto

Ivan de Melo Arajo Diretor de Comunicaes

Amilcar Martins Giron Diretor de Comunicaes Adjunto

Guido Arturo Palomba Diretor Cultural

Jos Luiz Gomes do Amaral Diretor Cultural Adjunto

Joo Sobreira de Moura Neto Diretor de Defesa Profissional

Marun David Cury Diretor de Defesa Profissional Adjunto

Toms Patrcio Smith-Howard Diretor de Economia Mdica

Marly Lopes Alonso Mazzucato Diretora de Economia Mdica Adjunta

Mara Edwirges Rocha Gndara Diretora de Eventos

Regina Maria Volpato Bedone Diretora de Eventos Adjunta

Ademar Anzai Diretor de Marketing

Nicolau DAmico Filho Diretor de Marketing Adjunto

Carlos Alberto Martins Tosta 1 Diretor de Patrimnio e Finanas

Claudio Alberto Galvo Bueno da Silva 2 Diretor de Patrimnio e Finanas

Associao Paulista de MedicinaGesto 2014/2017

5

PINACOTECA DA APM

Paulo Tadeu Falanghe Diretor de Previdncia e Mutualismo

Clvis Francisco Constantino Diretor de Previdncia e Mutualismo Adjunto

Evangelina de Araujo Vormittag Diretora de Responsabilidade Social

Jos Eduardo Pacincia Rodrigues Diretor de Responsabilidade Social Adjunto

Vera Lcia Nocchi Cardim Diretora de Servios aos Associados

Joo Carlos Sanches Anas Diretor de Servios aos Associados Adjunto

Alfredo de Freitas Santos Filho Diretor Social

Christina Hajaj Gonzalez Diretora Social Adjunta

Antnio Carlos Endrigo Diretor de Tecnologia de Informao

Marcelo Ferraz de Campos Diretor de Tecnologia de Informao Adjunto

Everaldo Porto Cunha 1 Diretoria Distrital

Ana Beatriz Soares 2 Diretoria Distrital

Camillo Soubhia Jnior 3 Diretoria Distrital

Wilson Olegrio Campagnone 4 Diretoria Distrital

Flvio Leite Aranha Jnior 5 Diretoria Distrital

Cleusa Cascaes Dias 6 Diretoria Distrital

Irene Pinto Silva Masci 7 Diretoria Distrital

Helencar Igncio 8 Diretoria Distrital

Margarete Assis Lemos 9 Diretoria Distrital

Paulo Roberto Mazaro 10 Diretoria Distrital

Zilda Maria Tosta Ribeiro 11 Diretoria Distrital

Lus Eduardo Andreossi 12 Diretoria Distrital

Marcio Aguilar Padovani 13 Diretoria Distrital

Marcelo Torrente Silva 14 Diretoria Distrital

7

PINACOTECA DA APM

Genzyme

A Genzyme estende arte seu jeito nico de cuidar do que raro

Promover projetos socioculturais relacionados memria e s artes do nosso pas uma das motivaes de responsabilidade social da Genzyme, especialmente quando a histria que esses projetos contam vai alm do resgate da cultura e se confunde com a trajetria de seus idealizadores.

O apoio a esta divulgao do acervo da Pinacoteca da Associao Paulista de Medicina (APM) , para a Genzyme, um modo de perpetuar o pioneirismo da entidade que, na dcada de 1940, iniciou a formao de uma galeria de arte a partir de contribuies de seus associados no mesmo perodo da criao do MASP e do MAM, em So Paulo. A poca era de grande expresso cultural no Brasil e o incentivo de expoentes que frequentavam as instalaes da APM, como Di Cavalcanti e Aldo Bonadei , e de assessores especializados, como Srgio Milliet e Ciccillo Matarazzo, contribuiu para a ideia conquistar desta-cado espao e o apoio dos associados.

Mais recentemente, nos anos 1980, o acervo cresceu a partir de doaes feitas por autores contemporneos, muitos deles como forma de retribuio a servios mdicos prestados por profissionais associados. Hoje, o acervo tem quase 150 obras de renomados artistas, apresentadas ao pblico, neste catlogo, com textos do crtico e editor de arte, Jacob Klintowitz, e do Diretor Cultural Guido Palomba.

Naquela poca, mais precisamente em 1981, a Genzyme era fundada, em Boston, nos Estados Unidos, como uma empresa de produtos de biotecnologia. Pioneira em pesquisar, descobrir e proporcionar terapias transformadoras para pacientes com necessidades mdicas especiais e no atendidas voltadas s doenas raras, cardiovasculares, endcrinas, autoimunes e neurolgicas, incluindo a esclerose mltipla. A empresa iniciou suas atividades no Brasil em 1997 e foi incorporada ao Grupo Sanofi em 2011, integrando-se, no Pas, a um complexo produtivo que conta com mais de 5 mil colaboradores.

E, assim, estendendo arte o seu jeito nico de cuidar do que raro, a Genzyme apoia este especial e raro acervo!

8

PINACOTECA DA APM

Jacob Klintowitz Enquanto a minha mente elaborava um discurso sobre as virtudes das co-lees de arte feitas a partir da parcialidade e da intuio, o meu olhar se deteve na pintura de Flavio de Carvalho, de 1954, Modelo. E a exploso cromtica dessa pintura ocupa inteiramente a minha sensibilidade. o mo-mento do silncio pleno de significao. O olhar prisioneiro e cmplice dessa obra magnfica feita apenas de luzes, de pigmentos, sem contornos de traos negros, sem limitaes, apenas manchas de cores tcteis que se rela-cionam com manchas de cores para formar, quando olhadas no seu todo, na sua unidade essencial, um ser luminoso, uma mulher feita de arco-ris, gera-triz encantadora de encantamentos. Deusa solar de um pas solar.

Cesse tudo o que a musa antiga canta,Que outro valor mais alto se alevanta.Cames sabia da importncia da hierarquia e da prioridade.O silncio que abriga a emoo e o conhecimento profundo do perfil do

humano. A criao da arte, a elaborao dos smbolos, pois se trata disso, e a contemplao da arte nos tornam mais humanos.

E h o raro Lasar Segall, anotado como estudo, Paisagem de Campos do Jordo. O momento em que esse artista, que pintou algumas das telas mais pungentes e dramticas do sculo 20, como so os seus registros martimos dos imigrantes, encontra a paz e a placidez em um novo pas. Suas obras que registram os refugiados e imigrantes o tornam um dos pintores mais impac-tantes da sua poca. Para o lituano Segall, o Brasil o Novo Mundo sonhado e o da lenda, a terra da remisso, o encontro com a possibilidade de estar consi-go mesmo, sem a ameaa da irracionalidade do racismo. o reino de Eros, e no de Tanatos. A pintura poderia ser sombria, pois feita em tons baixos, com o predomnio de azuis e cinzas frios, mas resulta luminosa provavelmente pelo contraste dos ocres da casa e da terra. E afirma, no seu todo, um universo de paz e tranquilidade no qual ser e estar tm o mesmo significado.

O compromisso com a arte e a qualidade.E o prazer do inesperado.

9

PINACOTECA DA APM

Quem poderia imaginar que a cidade serrana de Campos de Jordo possi-bilitasse este encontro telrico? Talvez s o prprio Segall guiado por sua exacerbada sensibilidade.

O mundo da arte no se guia pela opulncia. A ausncia pode ser to im-portante quanto a afirmao mais estridente. O silncio entre o som das pa-lavras, o subjacente, a nuana so fundamentais. Em arte, o oculto pode ser revelador. Candido Portinari, em certo momento, representa a dor e a glria dos povos dos pases emergentes. Antonio Bento diz que ele foi o pintor do Terceiro Mundo. A sua obra impregnada ora do sentido histrico, ora do misticismo e, mais comovedora, do lirismo da simples existncia. Na pequena gravura em metal, Menino, existe o corte decidido da ponta seca, mas feito da sabedoria mais essencial. Sempre a indagao afirmativa de Portinari de que o