abinee tec 2017 .em entrevista à revista abinee, teixeira, que fará palestra no abinee tec 2017,

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  • Associao Brasileira daIndstria Eltrica e EletrnicaAno XIX - No 90 - maio/2017

    FIEE 2017: reformulada e em novo espao | Pg. 14

    E mais: Silvio Meira e Thales Teixeira falam sobre tecnologia

    ABINEE TEC 2017CONECTIVIDADE

  • 2 | Revista Abinee n 90 | maio 2017

    Trilhar novos caminhos, avanar, surpreender. Caractersticas que marcam a atuao da Aperam em sua busca pelo novo, sempre mantendo como referncia a qualidade e a satisfao de seus clientes. O GoCore representa esse compromisso da Empresa. O ao eltrico de gro superorientado (HGO) destaca-se por sua efi cincia na conduode energia. Ele resulta em transformadores capazes de reduziro consumo de eletricidade, algo fundamental quando se est em jogoa sustentabilidade e preservao dos recursos naturais. O GoCore insere a Aperam e o Brasil no seleto grupo de pases que produzem o HGO, ao de maior permeabilidade para alta efi cincia energtica. No estamos falando apenas de qualidade e inovao. Estamos falando de responsabilidade com o meio ambiente e respeito s futuras geraes.

    Efi cincia energticapara toda a vida

    Entre em contato:marketing@aperam.com

    mailto:marketing@aperam.com

  • maio 2017 | Revista Abinee n 90 | 3

    Publicao bimestral do Sindicato da Indstria de Aparelhos Eltricos Eletrnicos e Similares do Estado de So Paulo - Sinaees-SP e da Associao Brasileira da Indstria Eltrica e Eletrnica - Abinee

    Conselho editorialIrIneu GovaHumberto barbatoanderson JorGe de souza FIlHo

    editorCarla FranCo - mtb 21.797Carla@abInee.orG.br

    redaoJean Carlo martIns - mtb 48.950

    PubliCidadeCssIa baraldI CassIa@abInee.orG.br

    FotosabInee

    revisorosnGela darIva

    Produo GrFiCamorGantI PublICIdade - www.morGantI.Com.br

    imPresso e CtPduoGraF

    tiraGem 5.000 exemPlares

    av. PaulIsta, 1313 - 7 andar - 01311-923Pabx: 55 11 2175.0000 - Fax: 55 11 2175.0090www.sinaees-sp.org.br | www.abinee.org.br

    maIo de 2017 nmero 90

    As correspondnciAs pArA A revistA devem ser encAminhAdAs redAo viA correio ou e-mAil.

    Ao editor reservAdo o direito de publicAo de pArte ou ntegrA dAs mensAgens.

    AutorizAdA A reproduo dos textos publicAdos nestA edio desde que citAdA A fonte

    ou AutoriA. As opinies expressAs e mAtriAs publicAdAs nA colunA dAs AssociAdAs so de

    inteirA responsAbilidAde de seus Autores.

    livre opinioDe produto a servio: a transformao da indstriaPgina 53

    automao industrialGerando economia

    Pgina 50

    entrevistaPrincipal desafio

    voltar a crescerPgina 36

    perspectivasEsperana de dias melhoresPgina 38

    ndice

    isc brasil 2017 Tendncias e novidades tecnolgicas para o mercado de seguranaPgina 28

    comrcio exteriorProposta de alterao no

    regime de ex-tarifriosPgina 24

    abinee tecMisso Debate o tema

    conectividadePgina 8

    editorialO desafio de uma nova

    poltica para TICsPgina 4

    eventoNova FIEEPgina 14

    entrevistaThales TeixeiraPgina 6

    automaoRumo manufatura

    avanadaPgina 18

    iotAbinee integra Projeto 5G BrasilPgina 22

    maio 2017 | Revista Abinee n 90 | 3

    http://www.abinee.org.br/informac/revista.htmhttp://www.sinaees-sp.org.br/http://www.abinee.org.br/

  • 4 | Revista Abinee n 90 | maio 2017

    O desafio de uma nova poltica para TICsOBrasil comear a discutir, nos prximos meses, o futuro da sua economia na era digital - cami-nho este sem retorno. O motivo o debate sobre a reformulao da Lei de Informtica diante da condenao de polticas industriais praticadas pelo go-verno brasileiro no contencioso da Or-ganizao Mundial de Comrcio (OMC), aberto pela Unio Europeia e Japo. Este tema tambm representa um dos maiores desafios para a Abinee ao longo dos seus mais de 50 anos de existncia.

    Apesar da atual contestao, a Po-ltica de Informtica praticada no Pas no , como se costuma dizer, mais uma jabuticaba brasileira e no est fora do contexto mundial. Pelo contrrio.

    Ao avaliarmos estudo recente divulga-do pela Organizao para a Cooperao e Desenvolvimento Econmico (OCDE), verificamos que nossa Lei de Informti-ca est em linha com o novo consenso sobre poltica industrial que vem sendo praticado por diversas naes.

    Alguns pases, como Reino Unido e Itlia, lanaram recentemente progra-mas que visam a ampliar a capacidade de suas indstrias em realizar atividades de P&D e inovao. Outros pases adotaram, em suas estratgias nacionais de cincia e tecnologia, enfoques setoriais, combi-nando subsdios e financiamento de capi-tal prprio e incentivo fiscal. o caso de Frana, Holanda e Estados Unidos.

    No entendimento da OCDE, o novo enfoque destas dessas polticas priori-za o apoio aos vnculos entre os atores (empresas, universidades, indivduos,

    intermedirios); o suporte tecnolgi-co; o apoio ao empreendedorismo e a atrao de multinacionais estrangeiras, alm do fortalecimento do papel das empresas domsticas nas cadeias glo-bais de valor.

    Ou seja, nada diferente do que con-templa a Lei de Informtica. Se todos es-ses pases fazem Poltica Industrial, por que no deveramos fazer no Brasil?

    Portanto, fundamental termos em mente: o que est em discusso no m-bito da OMC a forma da Lei e no a sua essncia. Esta deve ser mantida para preservar as conquistas alcanadas at aqui e permitir o avano acompanhando o dinamismo caracterstico do setor.

    Tambm temos que vencer resistn-cias internas, que sempre, de manei-ra oportunista e com uma viso parcial, tendem a criticar a Poltica de Inform-tica, deixando propositalmente de apre-ciar todos os benefcios que ela traz sociedade brasileira. Alm de garantir o equilbrio tributrio em todo o territrio nacional, os incentivos tm como desti-natrio final os consumidores, grandes beneficirios dessa poltica, uma vez que toda a renncia repassada ao preo.

    Entendemos que, em lugar de demo-nizar uma poltica to positiva como a Lei de Informtica, precisamos avaliar, de forma efetiva, seus efeitos, buscando aperfeioar e visando a melhoria cont-nua dos resultados, com o objetivo de acompanhar as transformaes econ-micas.

    Desde sua criao em 1991, a Lei de Informtica tem exercido papel deci-

    editorial

  • maio 2017 | Revista Abinee n 90 | 5

    O desafio de uma nova poltica para TICsexemplo, no teramos indstria de soft-ware no Pas.

    Por esses motivos, a Abinee no tem me-dido esforos para contribuir com o governo brasileiro, no apenas com o suporte jurdi-co que embasou a defesa do Brasil na OMC, mas apresentando propostas com vistas ao aperfeioamento da poltica industrial.

    Aps a condenao e, em paralelo ape-lao cabvel ao Pas, a Abinee criou um gru-po de trabalho para buscar solues alter-nativas, com foco na questo tributria, para garantir a continuidade da poltica dentro dos parmetros do rgo multilateral.

    Ser fundamental tambm o empe-nho do Legislativo no desenho da nova Lei. Nesse sentido, a Abinee est traba-lhando para a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Indstria Eltrica e Eletrnica, que vai ampliar a interao da entidade com o Congresso e conferir maior relevncia aos temas de interesse do setor. Entre os muitos tpicos que tra-taremos na Frente, a Poltica de Informti-ca se impe como o mais urgente.

    No bastassem todos os efeitos j co-nhecidos dessa Poltica, o cenrio que se desenha com a internet das coisas mais um fator que justifica a necessida-de de arcabouo legal adequado para a rea de TICs.

    Assim, a Abinee est mobilizada para garantir a preservao desse instrumento de poltica industrial da maneira mais in-teligente possvel, para que o Brasil con-tinue na rota do desenvolvimento tecno-lgico, garantindo populao o acesso informao, promovendo o crescimento econmico e a gerao de empregos.

    sivo na atrao dos principais players mundiais do setor de tecnologia da in-formao. Temos instaladas no Pas pra-ticamente todas as marcas globais deste segmento, que geram empregos de qua-lidade, investimentos em pesquisa e de-senvolvimento e colocam o Brasil na ca-deia global de valor deste segmento.

    Alm disso, o mecanismo contribuiu para a criao de um ecossistema envol-vendo empresas de capital nacional. H v-rios exemplos pelo Brasil afora de empre-sas de capital brasileiro que se beneficiam desse ambiente voltado ao desenvolvimen-to tecnolgico. Tambm estimulou a fabri-cao local de componentes, possibilitan-do o adensamento da cadeia produtiva.

    Ou seja, uma coisa conduz a outra. Sem uma indstria de informtica, por

    Edua

    rdo

    Raia

  • 6 | Revista Abinee n 90 | maio 2017

    Empresas tradicionais so mais resistentes s

    novas tecnologias

    O que podemos entender como empresa disruptiva e inovao disruptiva?

    O primeiro acadmico a falar sobre inovao disruptiva foi Clayton Christensen, professor de Harvard. Ele apontou dois tipos de inova-o. Um deles gradual, como ocorre com celulares e cmeras digitais. Voc compra um equipamento de dois megapixels, passa para cinco, para dez e assim por diante. So ino-vaes incrementais que vo melhorando aos poucos. No outro tipo ocorre uma mudana drstica na tecnologia, que faz com que con-sumidores que inicialmente no queriam esse tipo de tecnologia passem a demand-lo. Um exemplo clssico o carro eltrico. O consu-midor parte do carro movido a combustvel para o carro movido a energia. No h como fazer uma alterao gradual. No caso dos celulares, a nica mudana disruptiva dos ltimos anos foi o smartphone, que fez com que muitas pessoas deixassem de usar o com-putador.

    As tecnologias disruptivas podem ser con-sideradas uma tendncia inevitvel?

    As inovaes ocorrem de forma muito diferen-te de uma indstria para outra. As tecnologias disruptivas, por definio, so muito poucas e especficas de cada segmento: sade, eletroele-trnico, indstria automotiva etc. So mudan-as raras, que no vo acontecer a cada ano, a

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