abelhas um mel necessÁrio

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ABELHAS - UM MEL NECESSRIO

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PARTE I

01. 01.1. 01.2. 02. 03. 03.1. 03.2. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 09.1. 09.2. 09.3. 10. 10.1. 11. 12. 12.1. 12.1.1. 12.1.2. 12.1.3. 12.1.4. 12.1.5. 12.2. 12.3. 12.3.1.

Introduo Histrico Abelhas sociais Abelhas solitrias Abelhas parasitas A importncia das abelhas A rainha e o vo nupcial A Rainha O vo nupcial Como nascem as abelhas Os zanges As operrias Ciclo evolutivo das abelhas Como trazem o alimento Anatomia das abelhas A cabea O trax O abdome Comunicao das abelhas Comunicao das espcies As abelhas e a polinizao Produtos e alimento das abelhas O mel Sabor e colorao do mel Nutrientes do mel Composio qumica do mel Composies do mel Umidade do mel O plen A gelia real Como conservar a gelia real

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12.4. A prpolis 12.5. Apitoxina O veneno das abelhas 12.6. A cera 13. Apicultura & Meliponicultura 14. Apicultura e a histria 15. O apirio 16. Apicultura migratria ou mvel 17. Criao, vestimenta e utenslios 17.1. Vestimenta 17.2. Utenslios 17.2.1. . Fumegador 17.2.2. Como preparar e aplicar a fumaa 17.2.3. Formo do apicultor 17.2.4. Espanador 17.2.5. Facas e garfos desoperculadores 17.2.6. Pegador de quadros 17.2.7. Centrfugas 17.2.8. Outros equipamentos 18. A colmia 18.1. Tipos de colmia 19. O espao abelha 20. Tela excludora 21. O alvado 22. Escolha do local para o apirio 23. A gua 24. A flora das abelhas com ferro 25. Construes das colmias 26. Incio da criao de abelhas 27. Captura do enxame 28. Manejo das abelhas com ferro 29. A inspeo da colmia 30. O que verificar nas caixas 31. Processo de enxameagem 32. Estrutura dos ninhos

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33. Nidificao 34. Desenvolvendo o apirio 35. Alimentao artificial das abelhas 36. Fortalecendo a famlia 37. Multiplicao das colmias 38. Como saber qual a rainha 39. Plantas txicas para as abelhas 40. Doenas das abelhas 41. Inimigos das abelhas 41.1. Formigas 41.2. Aranhas 41.3. Pssaros 41.4. Piolho das abelhas 41.5. Ratos 41.6. Sapos e rs 41.7. Percevejos 41.8. Traas da cera 41.9. Outras abelhas 41.10. Patos e angolinhas 42. O que fazer em casos de acidentes PARTE II 43. Abelhas sem ferro importncia 43.1. Introduo 44. Meliponicultura abelhas s/ ferro 45. Por que criar abelhas sem ferro? 46. Quem so essas abelhas? 47. Instalao do Meliponrio 47.1. Tipos de caixas racionais 48. Ferramentas do dia a dia 48.1. Formo 48.2. Faca, esptula 48.3. Mangueira 49. Escolha do local para criar 50. Escolha da espcie

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51. Manejo do meliponrio 51.1. Povoamento do meliponrio 51..2. Captura e atrao de enxames 51.3. Diviso de colnias 51.3.1. Diviso em trigonas 51.3.2.. Diviso de meliponas 51.4. Reviso das caixas 51.5. Coleta e conservao do mel 52. Cuidados gerais 53. Conhea algumas abelhas nativas 53.1. Mirim preguia 53.2. Guaraipo 53.3. Manduri 53.4. Mandaaia 53.5. Ira 53.6. Jata da terra 53.7. Mirim guau 54. Flora das abelhas nativas 55. Abelhas exticas 56. Curiosidades sobre as abelhas 57. Mel & culinria/Receitas 58. Dvidas mais comuns 59. Dicionrio 60.. Concluso 61. Bibliografia

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INTRODUOAs abelhas chegaram ao Brasil, atravs dos Jesutas que estabeleceram suas misses no sculo XVIII, nos territrios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai e no noroeste do Rio Grande do Sul. Essas abelhas, provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesutas foram expulsos dessas regies. Em 1839 o padre Antonio Aureliano mandou vir colmias de Portugal e instalo-as no Rio de Janeiro. Em 1841 j haviam mais de 200 colmias instaladas na Quinta Imperial. Em 1845, colonizadores alemes trouxeram abelhas da Alemanha (as espcies Nigra e Apis mellifera) e iniciaram a apicultura nos estados do Sul. Entre 1870 a 1880, Frederico Hanemann trouxe abelhas italianas (Apis mellifera lingstica) para o Rio Grande do Sul. Em 1895, o padre Amaro Van Emelen trouxe abelhas da Itlia para o nosso Estado, Pernambuco. Em 1906, Emlio Schenk tambm importou abelhas italianas, porm vindas da Alemanha. Com certeza, alm destas, muitas outras abelhas devem ter sido trazidas para o Brasil por imigrantes e viajantes procedentes da Europa, mas, no houve registro desses fatos. bom registrar que atualmente existem no Brasil, muitas abelhas africanizadas. Assim, iniciou-se a apicultura no Brasil, assunto que detalharemos mais adiante, no decorrer de nosso trabalho.

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HISTRICOA Abelha um inseto que pertence a ordem dos himenpteros e a famlia dos apdeos ou apidae. Existem milhares de espcies, entretanto, so conhecidas cerca de vinte mil espcies diferentes. As abelhas do gnero Apis mellifera so as melhores para a polinizao, ajudando a agricultura na produo de mel, gelia real, cera, prpolis e plen. As abelhas so insetos sociais que vivem em colnias. Antes mesmo do surgimento do homem na Terra, elas j existiam. Exerceram importante papel entre egpcios, gregos e romanos. No Egito, existe at hoje a dana tpica chamada Passo da Abelha. Na Grcia elas eram valorizadas no comrcio e na literatura. Tanto que as antigas moedas gregas, numa das faces estampavam uma abelha como smbolo de riqueza. Os romanos veneravam-nas como smbolo de admirao e de defesa de territrio. Por muito tempo na Frana, constitua grande honra receber uma medalha de ouro estampando uma colmia povoada de abelhas douradas. Lus XII, muitas vezes, usava seu pomposo manto real todo bordado de abelhas douradas como sinal de bondade. Como foram desde os primrdios da humanidade, smbolo de defesa, riqueza e tema de escritos do sbio Aristteles, hoje tambm as abelhas continuam sendo produtoras de alimentos naturais riqussimos, essenciais para a humanidade. O mel produzido por estas abelhas acha-se espalhada pela Europa, sia e frica. A apicultura a tcnica de explorar racionalmente os produtos deste inseto e existe desde o ano 2400 aC.. Os egpcios e gregos desenvolveram as rudimentares tcnicas de manejo que s foram aperfeioadas no final do sculo

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XVII por apicultores como Lorenzo Langstroth (que desenvolveu as bases da apicultura moderna). Inseto trabalhador e disciplinado, que convive num sistema de muita organizao. Em cada colmia existem cerca de 60 mil abelhas e cada colnia constituda por uma nica rainha, dezenas de zanges e milhares de operrias. Elas podem ser consideradas de acordo com seus hbitos ou outras convenincias, em trs categorias: sociais, solitrias e parasitas. Em nossa pesquisa apresentamos prioridade as abelhas sociais que segundo cientistas servem de exemplo para o homem. importante sabermos que as abelhas importadas (Apis mellfera) para o Brasil so as abelhas com ferro, as quais, possuem veneno (apitoxina) e as abelhas nativas (abelhas indgenas) so as abelhas sem ferro, estas, so mais dceis e no possuem veneno. As abelhas com ferro produzem mais mel que as nativas, por isso elas so preferidas pelos apicultores. As nativas, ou seja, as que no tm ferro, produzem menos mel e so economicamente inviveis. Aquele que as cria so chamados de meliponicultores, na maioria dos casos, esta criao apenas por hobby. A famlia apidae, a qual pertencem as abelhas, possui duas subfamlias: 1. Meliponinae So sem ferro, as chamadas indgenas, vivem em regies subtropicais e tropicais. Possuem trs tribos: Lestrimellitini, Trigonini e Meliponini; 2. Apinae Encontramos os gneros Apis e Bombus que possuem ferro. No gnero Apis tem quatro espcies, entre elas o Apis Mellifera que a espcie mais utilizada para a produo de mel em todo o mundo. Apesar de nossas abelhas indgenas no possurem ferres, elas no so muito utilizadas para a

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produo de mel, por que, como j dissemos antes, sua produo baixa em relao as abelhas sociais do grupo das africanizadas; Apis Mellifera Adansonii Habitam da frica do Sul at o sul do Saara. So abelhas muito agressivas, polinizadoras e enxameadoras. Foram introduzidas no Brasil por volta de 1956; Apis Mellifera Lingistica Chamadas de Abelhas Italianas, so encontradas na Itlia e no litoral norte da Iugoslvia. So muito mansas, ficam calmas nos favos quando se faz o manuseio, so pouco enxameadoras. Foram introduzidas no Brasil por volta de 1875/1890; Apis Mellifera Mellifera Chamadas tambm de Abelhas do Reino, so encontradas por quase toda a Europa. So muito mansas, mas ficam agitadas durante o manuseio.

1.

ABELHAS SOCIAISSo as que vivem em enxames, em grande nmero de indivduos no

mesmo ninho e onde h diviso de trabalho e separao de castas. As castas so os membros da colmia, normalmente uma rainha, zanges e operrias. Embora sejam a minoria dentre as vrias espcies, este tipo de abelha, trazem em si o que realmente caracteriza a essncia do reino das abelhas. Nossa pesquisa e estudo est voltado para as abelhas sociais.

1.1.

ABELHAS SOLITRIASSo as que vivem sozinhas e morrem antes que seus filhos atinjam a fase

adulta. Constrem ninhos no cho, em fendas de pedras e rvores, em madeira

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podre ou em ninhos abandonados por outros insetos. Normalmente as fmeas fecundadas preparam cuidadosamente o ninho, suprem cada clula com uma quantidade adequada de alimento preparado a base de plen e mel e colocam o ovo sobre essa camada de alimento. A seguir, cobrem cada clula, fecham o ninho por fora e vo embora.

01.2. ABELHAS PARASITASSo um tipo de abelha que se utiliza apenas do trabalho e do alimento que o hospedeiro (abelha) armazenou. Na maioria dos casos, a abelha parasita invade os ninhos, coloca seus ovos nas clulas j prontas e providenciadas pelo hospedeiro e deixa que seus filhos se desenvolvam aos cuidados deste. Em a

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