abelhas sem ferrão no rs: manejo e conservação

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    Porto Alegre, RS FUNDAO ESTADUAL DE PESQUISA AGROPECURIA - FEPAGRO Setor de Editorao

    Rua Gonalves Dias, 570 - Bairro Menino Deus CEP 90130-060 Porto alegre, RS - Brasil Fone: (51) 3288-8050 Fax: (51) 3233-7607 e-mail: editoracao@fepagro.rs.gov.br

    ISSN 0104-9089

    GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

    SECRETARIA DA CINCIA E TECNOLOGIA

    FUNDAO ESTADUAL DE PESQUISA

    AGROPECURIA

    Boletim FEPAGRO Nmero 15 - Agosto 2005

    ABELHAS SEM FERRO DO RIO GRANDE DO SUL

    Manejo e Conservao

    Sidia Witter Betina Blochtein

    Camila dos Santos

    Porto alegre,RS

    2005

  • 3

    Fundao Estadual de Pesquisa Agropecuria - FEPAGRO Diviso de Comunicao Rural: Lauro Beltro Comisso editorial: Nelson Gomes Bertoldo Lauro Beltro Pedro Cinel Filho Zlia Maria de Souza Castilhos Bernadete Radin Alberto Cargnelutti Filho Eduardo Pires de Albuquerque Nmora Arlindo Rodrigues ASSESSORIA DA COMISSO EDITORIAL: EDITORAO: Eduardo Pires de Albuquerque BIBLIOTECRIA: Nmora Arlindo Rodrigues CRB-10/820 JORNALISTA: Clarissa Goulart MtB 8524 DESENHOS: Flvia Tirelli e Rafael Rebelo CAPA: Rodolfo de Paris Chouene e Fernando Kluwe Dias REVISO TCNICA: Vera Lucia Imperatriz Fonseca - IBUSP

    CATALOGAO NA FONTE

    BOLETIM FEPAGRO, Boletim Tcnico da Fundao estadual de Pesquisa Agropecuria / FEPAGRO; Secretaria de Cincia e Tecnologia Porto Alegre, 2005. ISSN 0104-9089 Contedo: n. 15 WITTER, S. et al. Abelhas sem ferro do Rio Grande do Sul: manejo e conservao.

    REFERNCIA BIBLIOGRFICA

    WITTER, S. et al. Abelhas sem Ferro do Rio Grande do Sul: Manejo e Conservao. Porto Alegre: FEPAGRO, 2005. ???p. BOLETIM FEPAGRO, 15

    SUMRIO

    INTRODUO

    PARTE 1 - BIOLOGIA GERAL

    1.1 Nmero de espcies e distribuio

    1.2 Ninhos

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    1.3 Indivduos da colnia

    1.4 Diviso de trabalho

    1.5 Reproduo

    1.6 Enxameao

    1.7 Defesa

    PARTE 2 - MELIPONICULTURA PARA INICIANTES

    2.1 Escolha das espcies

    2.2 Espcies de abelhas sem ferro do Rio Grande do Sul

    2.3 Instalao do meliponrio

    2.4 Povoamento do meliponrio

    2.5 Modelos de caixas

    2.6 Inspees das colnias

    2.7 Fortalecendo colnias

    2.8 Evitar, detectar e eliminar inimigos das abelhas

    PARTE 3 - MEL DE ABELHAS SEM FERRO

    PARTE 4 - ABELHAS SEM FERRO E POLINIZAO

    PARTE 5 - REGULAMENTAO

    6 CONSIDERAES FINAIS

    7 REFERNCIAS

    8 AGRADECIMENTOS

    9 ANEXOS

    Relao de Tabelas

    1 Principais diferenas entre abelhas indgenas sem ferro e abelhas domsticas

    (Apis mellifera).

    2 - Espcies de abelhas indgenas sem ferro que ocorrem naturalmente no RS.

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    Relao de Figuras

    1 Entradas de ninhos de abelhas sem ferro: a) Jata; b) tubuna; c)

    mandaaia................................................................................................

    2 Disposio dos favos de abelhas sem ferro: (a) horizontal (mirim); (b) helicoidal

    (guiruu)...................................................................................

    3 Esquema do ninho de abelha sem ferro....................................................

    4 Vista do ninho de mirim emerina................................................................

    5 Favo com clula real. ................................................................................

    6 (a) Rainha fecundada de mirim mosquito; (b) priso de rainha virgem de mirim

    mosquito, construda sob tampa de colmia racional. ................

    7 Operria de mirim transportando plen na corbcula.............................

    8 Nuvem de machos de jata.....................................................

    9 Operria de mirim realizando trabalho de construo no ninho......... 10 Processo reprodutivo das abelhas sem ferro observando-se clulas em: (a)

    construo; (b) aprovisionamento; (c) postura; (d) fechamento (VELTHUIS, 1997);

    (e) clulas de cria de guiruu em construo...........

    11 Esquema do processo de enxameao em abelhas sem ferro: (1) escolha de

    local para abrigar a nova colnia; (1-3) vedao de frestas e delimitao da entrada

    do ninho; (4) transferncia de cerume e alimento da colnia me; (5) entrada da

    rainha jovem e de operrias; (6) construo de favos de cria e estabelecimento da

    colnia. Desenho Flvia Tirelli. ...........

    12 (a) Mirim saiqui colocando resina em formiga; (b) mirim droriana colocando

    resina em um dptero (mosca).............................................................

    13 Modelos de suportes para colmias racionais................................

    14 Procedimentos utilizados para transferncia de ninhos de abelhas sem ferro

    15 Ninho de abelha sem ferro no interior do tronco..........................

    16 Procedimento utilizado para transferncia dos favos de cria ...........

    17 Procedimentos utilizados para o preparo dos potes de alimentos danificados

    pelo meliponicultor durante o processo de transferncia de ninhos de abelhas sem

    ferro. (a) escorrer o mel sobre uma peneira ; (b) limpeza dos potes; (c)

    enxugamento do excesso de gua...................................................................

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    18 Sugador de insetos.............................................................................

    19 Tronco contendo ninho de abelha sem ferro cuja entrada foi fechada com tela

    para transporte (NOGUEIRA-NETO, 1997)..........................

    20 Mtodo simples de diviso de colnias de abelhas sem ferro (NOGUEIRA-

    NETO 1997)......................................................................................

    21 Detalhe do ninho de mirim emerina: (a) favo de cria nova; (b) favo de cria

    nascente..

    22 Modelo de colmia Portugal-Arajo, com modificaes de Oliveira & Kerr (2000)

    e Venturieri et al. (2003). Desenvolvida originalmente para Melipona fasciculata.

    Desenho de Giorgio Venturieri.

    23 Modelo de colmia Portugal-Arajo, com modificaes de Oliveira & Kerr (2000)

    e Venturieri et al. (2003). Desenvolvida originalmente para Melipona fasciculata.

    Desenho Flvia Tirelli.

    24 Melgueira de colmia modelo Portugal-Arajo com modificaes de Oliveira e

    Kerr (2000) e Venturieri et al. (2003). Desenhos com medidas para confeco.

    Desenho de Giorgio Venturieri e Flvia Tirelli.

    25 Sobre ninho de colmia modelo Portugal-Arajo com modificaes de Oliveira e

    Kerr (2000) e Venturieri et al. (2003). Desenhos com medidas para confeco.

    Desenho de Giorgio Venturieri e Flvia Tirelli.

    26 Ninho base, tampa e bandeja em corte de colmia modelo Portugal-Arajo com

    modificaes de Oliveira e Kerr (2000) e Venturieri et al. (2003). Desenhos com

    medidas para confeco. Desenho de Giorgio Venturieri e Flvia Tirelli.

    27 Modelo de colmia racional PNN (NOGUEIRA-NETO, 1997)

    28 Modelo de colmia racional PNN (NOGUEIRA-NETO, 1997)

    29 Modelo de colmia racional PNN (NOGUEIRA-NETO, 1997)

    30 Exemplos de alimentadores internos utilizados no estado para abelhas sem

    ferro. (a) tubo de ensaio; (b) copo pequeno descartvel.

    31 Alimentador externo modelo (Pedro Martini)

    32 Esquema do alimentador externo modelo (Pedro Martini). Desenho Rafael

    Rebelo.

    33 Adultos e formas jovens (larvas) de fordeos. (NOGUEIRA-NETO, 1997).

    34 - Armadilha para capturar fordeos. Desenho Flvia Tirelli.

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    35 Iratim ou abelha limo (Lestrimellita limao) saindo para roubar ninho de abelhas

    sem ferro.

    36 Mtodo utilizado para colheita do mel de abelhas sem ferro.

    37 Mtodo utilizado para colheita do mel de abelhas sem ferro.

    38 Mtodo para pasteurizao de pequenas quantidades de mel (banho-maria)

    (NOGUEIRA-NETO, 1997).

    39 Pasteurizao e envase do mel de abelhas sem ferro nas dependncias da

    casa do mel (Associao Gacha de Apicultores).

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    ABELHAS SEM FERRO DO RIO GRANDE DO SUL Manejo e conservao

    Sidia Witter1

    Betina Blochtein2

    Camila dos santos3

    INTRODUO

    As abelhas sem ferro eram as nicas produtoras de mel e as principais polinizadoras das plantas nativas no Brasil at 1838, quando foi introduzida no pas a abelha domstica (Apis mellifera) (KERR et al., 2001). O ndios foram os primeiros a utilizar os produtos dessas abelhas para alimentao, auxiliar na confeco de objetos de caa e na impermeabilizao de cestos e outros utenslios feitos de fibras vegetais (AIDAR, 1996).

    A criao das abelhas sem ferro chamada meliponicultura em referncia classificao destes insetos da subtribo Meliponina. A situao atual da meliponicultura no Brasil, caracteriza-se pela transmisso oral de conhecimentos, oriundos principalmente de herana cultural ou familiar e com interesse especfico na produo de mel (CORTOPASSI-LAURINO, 2004). No nordeste brasileiro a meliponicultura uma tradio (www.ib.usp.br/jandaira; www.ib.usp.br/urucu). O sucesso da criao de abelhas sem ferro depende do conhecimento de vrios aspectos, especialmente da biologia e ecologia dessas abelhas. A reproduo com sucesso o apogeu na linha de sobrevivncia de qualquer espcie e o seu conhecimento essencial para o desenvolvimento da meliponicultura. Apesar das inmeras publicaes sobre o tema, nota-se que a maioria

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