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Autor: Caio Henrique Padilha da SilvaSOS Resgate de Abelhas Sem Ferrão.Espécies de abelhas sem ferrão nativas do Brasil.

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Abelhas Nativas Sem Ferro:

Abelhas nativas sem ferro.

Caio Henrique Padilha da Silva. Abelha-jataTetragonisca angustula

Nome Cientfico:Tetragonisca angustulaFamlia:Apidea Subfamlia MeliponinaeOrdem:HymenopteraDistribuio:Ocorrem na Amrica do Sul, Amrica Central, sia, Ilhas do Pacfico, Austrlia, Nova Guin e frica.Habitat:Se adaptam a vrios ambientes, vivendo em buracos de muros, de pedras, troncos, ocos de rvores, caixa de luz, entre outros.Alimentao:A maioria das abelhas se alimenta de produtos obtidos nas flores (sobretudo o plen na fase adulta).Reproduo:A rainha responsvel pela postura dos ovos, processo feito em uma clula construda com cerume (e que depois se transformam em larvas e pupa, at virar a abelha em si). A rainha d origem s fmeas (sejam elas rainhas ou operrias) e tambm parte dos machos (que em diversas espcies so filhos das operrias).A identificao de uma abelha-jata tem uma sequncia bsica. Para comear, este inseto pertence ordem dos Himenpteros ( qual ainda esto includas as vespas e as formigas). No caso da jata, ela faz parte do grupo de abelhas indgenas sem ferro (leia-se a subfamlia Meliponinae, pertencente tribo Trigonini).O sem ferro, neste caso, porque ele atrofiado. Outra curiosidade: todas as espcies Meliponinae so consideradas eusociais. Ou seja, vivem em colnia formada por muitas operrias, responsveis no s por sua construo e manuteno, mas tambm pela coleta e processamento do alimento. Isso sem falar da defesa do territrio e do cuidado com a prole.E para isso tudo, h uma rainha que reina soberana (embora em algumas poucas espcies elas possam ser encontradas at o nmero de cinco no poder). Aos machos cabem algumas tarefas dentro da colnia, alm, claro, de fecundarem a rainha. Assim que as crias nascem, eles so expulsos da colmeia. Abelha-IraNannotrigona testaceicornis

umaabelhasocial, da subfamlia dosmeliponneos, colorao geral preta com pilosidade grisalha, no medindo mais de 4mm de comprimento. De comportamento considerado como "tmido", exala cheiro agradvel e produz bommel, embora em quantidae muito pequena, tipicamente menos de um litro por ano. Tambm chamada de camuengo, jata-mosquito, jata-preta, jati-preta, mombuca, mumbuca, mumbuquinha, tui-mirim e tujumirim.Devido pequena produo de mel esta abelha no muito criada com este objetivo. Contudo, seu pequeno tamanho, comportamento manso e rusticidade a tornam uma boa opo para quem deseja empreg-las como agente polinizador em estufas ou pequenas plantaes, ou mesmo para quem tem interesse em manter um enxame apenas pelo contato com a natureza ou para decorao de uma varanda ou jardim. Uma caracterstica desta abelha que interessante neste caso que elas as operrias fecham a entrada da colmeia noite, e assim no so atradas pelas luzes artificiais da residncia.

Uruu Amarela -Melipona Rufiventris

AMelipona rufiventris uma abelha social brasileira, da tribo dos meliponneos. conhecida popularmente comoUruu-Amarela, Tujuba, Tujuva, Tiba, Tiva e Teba, nomes populares que tambm podem ser utilizados para outras espcies do mesmo gnero, como o caso da Melipona fasciculata, tambm chamada de Tiba no Estado do Maranho. Vive em colnias grandes, sendo pouco agressiva, cujo comportamento defensivo beliscar a pele. A sua raridade, tanto na natureza quanto na meliponicultura racional, tem elevado os custos de aquisio de novas matrizes, mas, mesmo assim, uma das espcies viveis com grandes possibilidades, principalmente para divulgao da atividade, pois sua beleza chama muito ateno.OcorrnciaAUruu-Amarela encontrada na Bahia, no Esprito Santo, em Gois, em Minas Gerais, no Paran, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em So Paulo.MorfologiaEssa espcie apresenta o tegumento com a colorao variando do negro ao ferrugneo, com o corpo coberto de pelos ferrugneos/amarelados.NinhoAscolnias da Uruu-Amarelapodem chegar a uma populao de 5 mil abelhas. Esta espcie nidifica preferencialmente em ocos de rvores. A entrada do ninho localizada no centro de raias convergentes de barro e permite que apenas uma abelha entre ou saia de cada vez. As clulas de cria so horizontais ou helicoidais, no ocorrendoclulas reais. O invlucro est presente e constitudo de vrias membranas de cerume. Os potes de alimento possuem cerca de 4 cm de altura.MelEmreas de boa florada, h grande capacidade produtiva da Uruu-Amarela, chegando facilmente na casa dos 10kg de mel/ano. Alm de ser um mel bastante procurado, pois muito saboroso.

Abelha-Limo (Lestrimelitta limao)

ALestrimelitta limao popularmente conhecida como Iraxim, Iratim, Arancim, Aratim, Canudo, Sete-Portas, Limo, Limo-Canudo e Abelha-Limo (por exalar um notvel cheiro de limo). uma abelha social da subfamlia dos meliponneos. Constri um grande ninho de barro, preso entre os galhos, com entrada tubiforme. umaespcie pilhadora, vivendo exclusivamente do saque a outros ninhos. A Abelha-Limo s sobrevive em reas onde haja grande densidade de ninhos de outras espcies.O sucesso no ataque a outrascolniasd-se por liberao de terpenoides volteis, das secrees ceflicas (das glndulas mandibulares), que provocam a disperso dos indivduos da colnia hospedeira e a consequente pilhagem. Por isso, o cheiro semelhante a limo que estas abelhas exalam, que a faz receber o nome popular de Abelha-Limo.OcorrnciaAAbelha-Limo encontrada na Bahia, em Minas Gerais e em So Paulo.MorfologiaA espcie mede cerca de 7 mm de comprimento, tem o corpo ligeiramente alongado e a colorao pardo-escura.NinhoA entrada doninho da Abelha-Limoapresenta protuberncias de cerume, que so abertas pelas operrias, no perodo da manh, e fechadas, ao anoitecer. Na sada do ninho, h vrios pitos, em forma de dedos, mas apenas um est ativo. Esta uma ttica de defesa contra predadores, como formigas, entre outros. Se o pito de sada desta abelha for destrudo, logo em seguida outro comea a surgir, pois a Abelha-Limo gosta de vrias opes de sada. Como esta abelha vive do roubo, os pitos alternativos so um indcio de que ela realmente uma ladra, pois so um meio de fuga.MelO mel produzido pelaLestrimelitta limao considerado txico e perigoso, se consumido pelo homem, em razo das secrees txicas das glndulas mandibulares dessa abelha.Comportamento cleptobiticoALestrimelitta limao considerada uma abelha pilhadora ou cleptobitica, ou seja, saqueia os ninhos de outras espcies para retiraro mel, o plen e a cera, armazenados nas colmeias alheias. Isso porque as operrias da Abelha-Limo no possuem corbcula, rgo localizado na tbia posterior para o transporte de plen e de outros materiais utilizados na estrutura do ninho. Ao saquear outras colmeias, essas operrias liberam substncias volteis, produzidas por suas glndulas mandibulares, que confundem a comunicao entre asabelhas da colmeiahospedeira, provocando a sua disperso. Assim, as pilhadoras conseguem saquear os ninhos, levando o produto do saque, nos seus papos, at os seus prprios ninhos.

Jata-da-Terra (Paratrigona subnuda)

AParatrigona subnuda popularmente conhecida comoJata-da-Terra ou Mirim-sem-Brilho. uma espciemuito mansa, de fcil manejo, frequentemente encontrada nas flores. Constri seuninho subterrneo, ocupandopanelas abandonadas de savas, cujos ninhos foram destrudos. Para localizar o ninho no solo, preciso cavar cuidadosamente seguindo o tubo de entrada. As rainhas virgens andam livremente pela colmeia, sendo encontradas ocasionalmente em repouso nos potes de alimento vazios. J os machos formam grupos dentro da colmeia, muitas vezes, junto ao depsito de detritos da colnia.OcorrnciaA abelha Jata-da-Terra encontrada em Minas Gerais, no Paran, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em So Paulo.MorfologiaEsta espcie possui acabea negra e o corpo alaranjado, com asas maiores que a extenso corporal, o que comum nas meliponas.NinhoConforme j dito, o ninho daParatrigona subnuda subterrneo e pode estar desde 40cm da superfcie do solo at mais de 1m. Esta espcie abre a entrada do ninho, pela manh, e a fecha, ao anoitecer, quando terminam as suas atividades. O tubo de entrada do ninho construdo com cerume.No interior do ninho, as clulas de cria so construdas em baterias de at 26 clulas, nas colnias fortes. Os favos tm sempre a forma espiral. Em volta do favo, h alguns potes ovoides para o depsito de alimento (mel e plen), bem como um invlucro formado por vrias camadas de cerume. Na parte de baixo dos favos, h um depsito de detritos consistente, onde muitos machos ficam. Isso acontece, pois o lixo libera calor, temperatura preferida pelos machos, que vivem em grupos nos locais mais quentes dos ninhos.MelO mel da Jata-da Terra muitosaboroso e suave, alm de possuirpropriedades medicinais.

Boca-de-Sapo (Partamona helleri)

APartamona helleri uma abelha bastante agressiva. se sentir ameaada,enrosca nos cabelos e plos da vtima, alm de mordiscar a pele com suas mandbulas. conhecida popularmente comoBoca-de-Sapo, por construir aentrada do seu ninho em forma de uma boca grande de sapo, feita debarro com prpolis. A abelha Boca-de-Sapo no gosta dos ventos gelados e midos da regio serrana, preferindo sempre lugar mais seco e quente. uma espcie grandecoletadora de plen, visitando muitas espcies de plantas. Por isso, um inseto muito importante para a polinizao das rvores.OcorrnciaA abelha Boca-de-Sapo encontrada na Bahia, no Esprito Santo, em Minas Gerais, no Paran, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em So Paulo.MorfologiaAPartamona helleripossui a colorao do corpo negra e brilhante, com as asas maiores que a sua extenso corporal.NinhoABoca-de-Sapocostuma construir o seu ninho, no alto (areo), apoiado em superfcies como oco de arvores, vasos de plantas, postes, blocos de cimento, forro de casa, laje e cumeeira de telhado. A entrada do seu ninho tem a forma de uma boca grande de sapo, feita de