A zoologia pré-lineana no Brasil

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Neste bosquejo zoolgico do Brasil na poca pr-Lineana,h a realar, primeiramente, a heterogeneidade das contribuies, embora, quase todas, apenas de natureza faunstica. Isso se deve, basicamente, a dois factores. Em primeiro lugar, s diferenas nas prprias participaes individuais, pois algumas so vestigiais, outras maiores,mas apesar disso diminutas, outras ainda, como porexemplo as de Cardim, Soares de Sousa, Frei Cristvo e Marcgraf, de grande amplido. Em segundo lugar, diversidade geogrfica delas, que se centraram em locais ou regies diferentes do extenso pas que o Brasil. Para nada perder da disperso geogrfica dos elementos existentes e tambm para beneficiar do facto de que,para o mesmo local ou regio, quase sempre a atenodos naturalistas se dirigiu mais para este ou aquelegrupo animal, se entendeu que, mesmo as contribuiesmnimas, podiam revelar-se de utilidade neste esboo qualitativo.

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<ul><li><p>Nacapa: Selo de Portugal (1974), comemorativo do 4.' Cenll1lW a:" </p><p>Gois, grande humanista do sculo XVI. </p><p>Selo do Brasil (1934), comemorativo do 4. Centenrio do na</p></li><li><p>MUSEU BOCAGE </p><p>Museu Nacional de Histria ?\"atural </p><p>A ZOOLOGIA PR-LINEA~\~~ NO BRASIL </p><p>CARLOS ALMAA </p><p>Publicao subsidiada pela Fundao para a Cincia e 3 -=-~_ </p><p>Apoio do Programa Operacional Cincia, TecnolOQ::2. </p><p>Inovao do Quadro Comunitrio de Apoio III~ </p><p>LISBOA 2 O O 2 </p></li><li><p>MUSEU BOCAGE </p><p>Museu Nacional de Histria Natural </p><p>A ZOOLOGIA PR-LINEANA </p><p>NO BRASIL </p><p>CARLOS ALMAA </p><p>Publicao subsidiada pela Fundao para a Cincia e a Tecnologia </p><p>Apoio do Programa Operacional Cincia, Tecnologia, </p><p>Inovao do Quadro Comunitrio de Apoio III </p><p>LISBOA 2 O O 2 </p></li><li><p>A ZOOLOGIA PR-LINEA_Y_'i </p><p>NO BRASIL </p><p>CARLOS ALMAA Museu Bocage*, Departamento de Zoologia e Antro:: r ,_ </p><p>Centro de Biologia Ambiental *Rua da Escola Politcnica, 58., 1269-102 Lisboa. p,:~:,~~ </p><p>ISBN 972-98196-4-5 </p></li><li><p>A ZOOLOGIA PR-LINEANA </p><p>NO BRASIL </p><p>CARLOS ALMAA Museu Bocage*, Departameuto de Zoologia e Antropologia e </p><p>Centro de Biologia Ambiental </p><p>*Rua da Escola Politcnica, 58, 1269-102 Lisboa, Portugal </p></li><li><p>ndice </p><p>Prembulo ...................................................... . Introduo ...................................................... , A Histria natural nos sculos XVI e XVII .. ,.... . Primeiros cronistas ........................................ , .. ' Naturalistas pioneiros ........................................ , Alguns comentrios aos relatos quinhentistas </p><p>zoologiadoBrasil ....................................... " Os franceses no Maranho .............................. , </p><p>Cristvo de Lisboa e outros naturalistas c=, seu tempo ................................................... . </p><p>Naturalistas e artistas no Brasil holands ............. . </p><p>Princpios do sculo XVIII ............................... ' </p><p>Comentrios finais ............................................ . </p><p>Notas ............................................................... . </p><p>Bibliografia ....................................................... . </p></li><li><p>ndice </p><p>PreInbulo .......................................................... 9 </p><p>Alguns comentrios aos relatos quinhentistas sobre </p><p>Frei Cristvo de Lisboa e outros naturalistas do </p><p>Introduo.......................................................... 13 </p><p>A Histria natural nos sculos XVI e XVII.......... 17 </p><p>Primeiros cronistas.............................................. 21 </p><p>Naturalistas pioneiros .......................................... 27 </p><p>zoologia do Brasil ......................................... 89 </p><p>Os franceses no Maranho ................................. 101 </p><p>seu tempo ..................................................... 111 </p><p>Naturalistas e artistas no Brasil holands ....... ....... 121 </p><p>Princpios do sculo XVITI .................................. 129 </p><p>Comentrios finais .............................................. 131 </p><p>Notas ................................................................. 137 </p><p>Bibliografia ......................................................... 141 </p><p>7 </p></li><li><p>Prembulo </p><p>Em vrios livros anteriormente editados ~'-c </p><p>Bocage se tem declarado ser o ensino </p><p>de Histria do Pensmnento Biolgico, </p><p>ou de ambas, wn dos seus object1os r" </p><p>Porm, no s, Havia muito para desbrc!' </p><p>h, quanto participao portuguesa na cC. </p><p>da Histria natural e do Evolucionismo _~ </p><p>gao em que estes livros tm sido baseado.' </p><p>tra-o claramente. Pensou-se ser correcto;_~ </p><p>aos /icenciandos etn Biologia, rnesmo </p><p>anos, os resultados de investigao </p><p>que estes. sendo de ponnenm; no proCllreJl' </p><p>ou sequer ofuscar, as linhas fundamenTais .. </p><p>minado desenvolvimento. Por isso se 1fn: ,',. </p><p>escorregar para esses livros muita da in .~' </p><p>baseada em fontes primrias. Tal facto ;:,:. </p><p>obstar, naturalmente, a que se publiquem </p><p>e revistas mais acessveis internaciona.:;':=' </p><p>principais concluses da investigao. </p><p>Cabe agora a vez aos animais do Brasii, </p><p>foram descritos e comentados antes Ui:" </p><p>a ordenao da natureza. Procurou-se dar n:,~.' </p><p>s observaes e interpretaes dos natllj'(;, </p><p>lineanos que a urna e.x,:austiva nomeao </p><p>trabalho, de resto, j realizado com grm:. </p><p>por Hitoshi Nomura. No , alis, a prime;;', </p><p>o autor do presente estudo se refere a )2 </p></li><li><p>Prembulo </p><p>Em vrios livros anteriormente editados pelo Museu Bocage se tern declarado ser o ensino das disciplinas de Histria do Pensamento Biolgico, de Evoluo, ou de ambas, um dos seus objectivos principais. Porm, no s. Havia muito para desbravar, e ainda h, quanto participao portuguesa na ed~ficao da Histria natural e do Evolucionismo. A investigao em que estes livros tm sido baseados, demonstra-o claramente. Pensou-se ser conecto no /rtar aos licenciandos em Biologia, mesmo dos primeiros anos, os resultados de investigao original, desde que estes, sendo de ponnenOl; ntio procurem substituir; ou sequer ofuscar, as linhas fundamentais de determinado desenvolvinzento. Por isso se tem deixado escorregar para esses livros muita da investigatio baseada em fontes primrias. Tal facto lltio pode obstar, naturalmente, a que se publiquem em idioma e revistas mais acessveis internacionalmente as principais concluses da investigao. </p><p>Cabe agora a vez aos animais do Brasil, tal como foram descritos e c01nentados antes de Lineu iniciar a ordenao da natureza. Procurou-se dar mais relevo s observaes e interpretaes dos naturalistas prlineanos que a uma exaustiva nomeao das espcies, trabalho, de resto, j realizado com grande mrito por Hitoshi Nomura. Ntio , alis, a primeira vez que o autor do presente estudo se refere a naturalistas </p><p>9 </p></li><li><p>10 </p><p>pr-lineanos e s suas to ingnuas quanto interessantes especulaes sobre os animais (ver C.Almaa, 1998, Baleias,. focas e peixes-bois na Histria natural portuguesa, Lisboa: Museu Bocage). Porm, da sia e da frica j os gregos e romanos haviam trazido muitas espcies exticas que os naturalistas seus coetneos e, nzas tarde, rabes e medievais, descreveram e, no poucas vezes, mit~ficaram. Com o Brasilfoi diferente. Tudo era novidade ao chegarem os portugueses. O longussimo isolamento em relao aos outros continentes a propiciou a evoluo de linhas muito particulares, que nem a juno mais recente com a Amrica central desvaneceu. F oi um mundo de originalidade que se abriu para quem sabia ver e pensar. </p><p>Ver bem e pensar - por vezes e atendendo poca -, muto bem, souberam-no vrios naturalistas portugueses. Isso, porm. s tardiamente viria a contribuir para a edificao da Histria natural. Porqu? Porque nos sculos XVI e XVII no existiu em Portugal um meio cientifico que compreendesse o alcance das descobertas, descries e comentrios desses naturalistas. Ao passo que na Europa central e setentrional, nomeadamente na mais sensvel Reforma e suas muito variadas consequncias, se comeava a encarar muito seriamente o avano cientifico. Hoje, Portugal est, felizmente, bem lanado na construo do seu meio cientfico. Graas a uma </p><p>decidida participao das universidades, investigao e entidadesfinanciadoras e am::. conseguiu-se um posicionamento inten .. interessante se atendermos ao notvel atrc::' que se partiu. E evidente que isto tem o meio interno, tornando-o mais crtico e Se este livro tambm contribuir para isso, compensao suplementar para o lv[useu instituio editora e para o autor como i71\'()(~ e professor. </p></li><li><p>" z'71 reres</p><p>, _Almaa, ., "atural </p><p>, .. . ia sia : ~i'[I::,ido </p><p>seus </p><p>'ais, , Com </p><p>. :-3garem relao c70 de </p><p>5::) mais um </p><p>n1 sabia </p><p>-~ndo " ,', 'Cl listas </p><p>'iria a . '" (,atl/ral. </p><p>: ~~ e~"'(istiu_-I '::';:desse o </p><p>_:':entrios _: central e ,:i;svel </p><p>se </p><p>.- al'ano </p><p>na </p><p>a uma </p><p>decidida participao das universidades, institutos de investigao e entidades financiadoras e avaliadoras conseguiu-se um posicionamento internacional interessante se atendermos ao notvel atraso com que se partiu. E evidente que isto tem fortalecido o meio interno, tornando-o mais crtico e exigente. Se este livro tambm contribuir para isso, eis uma compensao suplementar para o Museu Bocage como instituio editora e para o autor como investigador e professor. </p><p>11 </p></li><li><p>Introduo </p><p>);as primeiras dcadas do sculo XVI em Portugal a perspectiva medieval da vida e '-_ ~ ... ~ e s a partir dos anos trinta comeou a man:~es: "-. classicismo renascentista. De fundo literr:'c e : " </p><p>t~llista, o classicismo conferia muito maior ao conhecimento dos autores greco-latinos ':: :.investigao da natureza. Estoutra diferencie' ;:Portugal atravs dos fa1coeiros e desenvolveu-se ~ .ravelmente em consequncia dos descob'::--, martimos. Classicismo e descobrimentos CO:-'e~ ~, assim, num humanismo global (Mendes, Animado pelo movimento humanista, sobreL,~_ ~ humanismo cristo de Erasmo de Roterdc. DJque reinou entre 1521 e 1557, investiu na que parece, tentou trazer Erasmo para a Cnj\e:;: .:::.., </p><p>1526, firmou um acordo com Diogo de G _"" , professor de teologia da Universidade de Paris e._ .. : do colgio de Santa Brbara, e criou 50 __ escolares portugueses estudarem em Paris. </p><p>em Portugal. A Universidade em breve seria e transferida para Coimbra (1537). Damio amigo de Erasmo, ao regressar definitivamen:e c:. ?=_ </p></li><li><p>Introduo </p><p>Nas primeiras dcadas do sculo XVI ainda prevaleceu em Portugal a perspectiva medieval da vida e da cultura e s a partir dos anos trinta comeou a manifestar-se o classcismo renascentista. De fundo literrio e comentarista, o classicismo conferia muito maior importncia ao conhecimento dos autores greco-latinos do que investigao da natureza. Estoutra diferenciou-se em Portugal atravs dos fa1coeiros e desenvolveu-se consideravelmente em consequncia dos descobrimentos martimos. Classicismo e descobrimentos convergem, assim, num humanismo global (Mendes, 1993). Animado pelo movimento humanista, sobretudo pelo humanismo cristo de Erasmo de Roterdo, DJoo lII, que reinou entre 1521 e 1557, investiu na cultura e, ao que parece, tentou trazer Erasmo para a Universidade. Em 1526, firmou um acordo com Diogo de Gouveia, professor de teologia da Universidade de Paris e principal do colgio de Santa Brbara, e criou 50 bolsas para escolares pOltugueses estudarem em Paris. </p><p>Os estrangeirados Andr de Resende e Damio de Gis, erasmitas, foram muito bem acolhidos pelo rei. A orao de sapincia proferida por Andr de Resende na abeltura do ano escolar da Universidade de Lisboa, em 1534, considerada corno o manifesto do humanismo pedaggi co em Portugal. A Universidade em breve seria reformada e transferida para Coimbra (1537). Damio de Gis, amigo de Erasmo, ao regressar definitivamente a Portugal, </p><p>13 </p></li><li><p>14 </p><p>em 1545, foi, a despeito da amizade do rei, denunciado ao Santo Ofcio e bastante mais tarde, em 1571, processado por este. </p><p>A refmIDa universitria dependia da criao de colgios autnomos, destinados a um ensino preparatrio de qualidade. Assim, em 1547, fundado em Coimbra o Colgio das Artes, para o qual so chamados como professores bolseiros portugueses no estrangeiro. Andr de Gouveia, sobrinho de Diogo de Gouveia e dissidente dele, na poca principal do Colgio de Guyenne, em Bordus, incumbido pelo rei de dirigir o Colgio das Artes. Traz consigo alguns mestres bordaleses, uns portugueses, outros estrangeiros, e incorpora tambm professores do Colgio de Santa Brbara. Com perspectivas filosficas distintas, os primeiros erasmitas, os 'parisienses' ortodoxos, cedo viriam a confrontar-se. De facto, a partir de 1548, acabada a prestigiada direco intelectual de Andr de Gouveia pelo seu prematuro falecimento, desfez-se a integridade do corpo docente do Colgio das Artes. </p><p>breve o Santo Ofcio, acusando os erasmitas de protestantes encobertos, os julgou, encarcerou e dispersou, anulando a valorizao cultural que eventualmente trariam ao pas. Os contactos desses estrangeirados com o luteranismo e o calvinismo sobrepunha-se ao facto de o erasmismo criticar tanto a legitimidade da Reforma corno a das ordens religiosas (Mendes, 1993). Um potencial luteranismo assustava a sociedade portuguesa, fechada sobre si prpria e, ao que parece, esgotada pelas brilhantes inovaes que a haviam conduzido aos descobrimentos. </p><p>No longo perodo, que se estendeu at 16-+0. e;- .</p><p>coroa portuguesa esteve entregue a um rei c </p><p>os territrios ultramarinos portugueses cor.,- .. _=- - interesse e a cobia dos inimigos de Espanha . .:.: .... ~... </p><p>diversificados. Foi nesta poca que se prodez: .. </p><p>mais importantes trabalhos sobre Histria na::.. </p><p>-lineana do Brasil, da autoria de naturalistas _ </p><p>e estrangeiros. </p><p>Tinha-se inovado na cincia nutica para G::s .. </p><p>inovou-se no conhecimento da natureza </p><p>descoberto. As consequncias da originalid:;.c.:: -~ ~ </p><p>demonstrada no foram mais profundas por </p><p>essenciais. A primeira foi a estagnao cultural ::-:-.~: </p><p>pela Inquisio. A segunda, o segredo de este::, .. </p><p>impunha um notvel intimismo aos conhecimerc::, , </p><p>os territrios de alm-mar. No domnio da Histr:2 .. ":'. </p><p>poder-se-ia ter chegado muito mais longe </p><p>das prprias observaes e no reconhecime:-': . </p><p>mritos dos naturalistas pOItugueses, no ~ ... </p><p>cidade a que se condenou o conhecimento orrg:</p><p>Deve assinalar-se que a zoologia pr-lineana r.':: :::::-:. </p><p>no foi apenas abordada por portugueses. </p><p>durante o perodo pr-lineano, que, no caso eS;-:: ~: </p><p>do Brasil, se pode localizar entre 1500 e o lir:ce . </p><p>de 1735 data de publicao da primeira e:': </p><p>Systema naturae trs dezenas de .. . </p><p>escreveram sobre a fauna brasileira. As cont=-::::, ..... : </p><p>individuais deste copioso nmero de individuaE~::=' </p><p>sido descritas com pormenor por Nomura ~::::..: </p><p>1997, 1998). Este autor tem procurado ide:-:::~: </p></li><li><p>. a despeito da amizade do rei, denunciado Ofcio e bastante mais tarde, em 1571, por este. </p><p>-::.: ~,lc:n\'ersitria dependia da criao de colgios _. - : ~:-_:S. destinados a um ensino preparatrio de - ~-;:.~ ..-'\ssim, em 1547, fundado em Coimbra o </p><p>- :, Artes, para o qual so chamados como C.l.cL' ::'" =:-;;3 portugueses no estrangeiro. Andr ::: ~.ela. sobrinho de Diogo de Gouveia e dissidente :' -:. poca principal do Colgio de Guyenne, em - ~:'_'. incumbido pelo rei de dirigir o Colgio das -::" -:;:-:-2.Z consigo alguns mestres bordaleses, uns </p><p>-:_;..:.~ses. outros estrangeiros, e incorpora tambm .. :: ~ ~::-es do Colgio de Santa Brbara. Com perspec</p><p>. _ ~Uv~c.&gt; distintas, os primeiros erasmitas, os - ,. - .ses ortodoxos, cedo viriam a confrontar-se. De </p><p>~.,-;-;,.. de 1548, acabada a prestigiada direco - - __ o "'''' Andr de Gouveia pelo seu prematuro :: ~ --::.~:-.:O. desfez-se a integridade do corpo docente </p><p>Artes. </p><p>Santo Ofcio, acusando os erasmitas de -:es encobertos, os julgou, encarcerou e 3.TIulando a valOlizao cultural que eventual-:2.m ao pas. Os contactos desses estrangei,:) luteranismo e o calvinismo sobrepunha-se erasmismo criticar tanto a legitimidade da </p><p>- ::GO a das ordens religiosas (Mendes, 1993). .- - ~ial luteranismo assustava a sociedade -- S:'. fechada sobre si prpria e, ao que parece, </p><p>3.S brilhantes inovaes que a haviam ':' ~:JS descobrimentos. </p><p>Ko longo perodo, que se estendeu 1640, em que a coroa portuguesa esteve entregue a um rei castelhano, os territrios ultramarinos portugueses concitaram o interesse e a cobia dos inimigos de Espanha, que eram d...</p></li></ul>

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