A sociologia clássica Émile durkheim

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<ul><li> 1. A SOCIOLOGIA CLSSICA</li></ul> <p> 2. Durkheim 3. Weber 4. Karl Marx 5. OBJETIVO DA AULA </p> <ul><li>O presente aula tem como objetivo, o estudo deteorias sociais clssicas. </li></ul> <p> 6. O QUE SO TEORIAS? </p> <ul><li>Asteoriasconstituem sistemas de idias. Diferentemente das doutrinas, as teorias so sistemas abertos confirmao, contestao, refutao. </li></ul> <p> 7. PORQUE LER OS CLSSICOS? </p> <ul><li>Norberto Bobbio </li></ul> <ul><li>talo Calvino </li></ul> <p> 8. O QUE SERIA UMAUTORCLSSICO? </p> <ul><li>De acordo com Norberto Bobbio, para garantir um lugar entre os clssicos, um pensador deve obter reconhecimento nestas trs eminentes qualidades: </li></ul> <p> 9. PRIMEIRA: </p> <ul><li>1. Deve ser considerado como tal intrprete da poca em que viveu que no se possa prescindir da sua obra para conhecer o esprito da poca. </li></ul> <p> 10. SEGUNDA: </p> <ul><li>2. Deve ser sempre atual , no sentido de que cada gerao sinta necessidade de rel-lo e, relendo-o, dedicar-lhe uma nova interpretao.</li></ul> <p> 11. TERCEIRA: </p> <ul><li>3. Deve ter elaborado categorias gerais de compreenso histrica das quais no se possa prescindir para interpretar uma realidade mesmo distinta daquela a partir da qual derivou essas categorias e qual as aplicou. </li></ul> <ul><li>Esse o caso dos autores que sero objeto de nossos estudos: Durkheim, Weber e Marx. </li></ul> <p> 12. PODERAMOS AINDA PERGUNTAR </p> <ul><li>O QUE SE PODE ENTENDER POR UMAOBRACONSIDERADA CLSSICA? </li></ul> <ul><li>talo Calvino nos sugere algumas respostas: </li></ul> <p> 13. talo Calvino </p> <ul><li>Para ele, os clssicos so aqueles livros dos quais, em geral, se houve dizer:estou relendo...e nuncaestou lendo...Isto porque,toda a primeira leitura de um clssico na realidade uma releiturabem comotoda releitura de um clssico uma leitura de descoberta como a primeira,afinal escreve Calvino... </li></ul> <p> 14. talo Calvino </p> <ul><li> Um clssico um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer. Enfim, os clssicos servem para entender quem somos e aonde chegamos, ou seja, so obras fundamentais para compreender o mundo na sua infinita complexidade. </li></ul> <p> 15. A SOCIOLOGIA DE DURKHEIM 16. CONTEXTO HISTRICO </p> <ul><li>Com as grandes transformaes econmicas , scio-culturais e polticas que acompanhavam a REVOLUO INDUSTRIAL, muitos pensadores dedicaram a entender os imensos problemas que surgiam: </li></ul> <p> 17. CONTEXTO HISTRICO </p> <ul><li>Condies inumanas de trabalho; </li></ul> <ul><li>Explorao da mo-de-obra infantil; </li></ul> <ul><li>Precrias condies de higiene; </li></ul> <ul><li>Estrutura do poder pouco flexveis ou impermeveis aos anseios da massa. </li></ul> <p> 18. August Comte (1798-1857) 19. August Comte (1798-1857) </p> <ul><li>Foi o primeiro a utilizar o termo SOCIOLOGIA ao pretender uma CINCIA DA SOCIEDADE com um grau de POSITIVIDADE equivalente ao das cincias fsicasque deveria solucionar problemas concretos. </li></ul> <p> 20. August Comte (1798-1857) </p> <ul><li>A cincia da sociedade deveria atingir essa positividade, identificar leis naturais; </li></ul> <ul><li>A sociologia deveria se livrar de concepes dogmticas e elaborar um sistema de conhecimento baseado nos FATOS. </li></ul> <p> 21. DURKHEIM (1858 1917) </p> <ul><li>Nascimento:15 de Abril de 1858. pinal, Frana; </li></ul> <ul><li>Falecimento:15 de Novembro de 1917. Paris, Frana. </li></ul> <ul><li>Ocupao:Acadmico, socilogo, antroplogo, filsofo. </li></ul> <ul><li>Principais interesses:sociologia, antropologia, cincia, epistemologia, religio, suicdio, educao, direito, tica. </li></ul> <p> 22. INTRODUO:O QUE FATO SOCIAL? </p> <ul><li>Preocupaes:Definir com preciso o objeto, o mtodo e as aplicaes dessa nova cincia. (COSTA, P. 51, 1987) </li></ul> <ul><li>Objeto:os fatos sociais </li></ul> <ul><li>Mtodo : comparativo </li></ul> <p> 23. CARACTERSTICA DO FATO SOCIAL </p> <ul><li>Coercitivo </li></ul> <ul><li>Exterior </li></ul> <ul><li>Geral </li></ul> <p> 24. A OBJETIVIDADE DO FATO SOCIAL </p> <ul><li>Preocupao: </li></ul> <ul><li> O cientista deve-se manter distante e neutro em relao aos fatos sociais, resguardando a objetividade de sua anlise. preciso que o socilogo deixe de lado suas prenoes. (COSTA, p. 52, 1989) </li></ul> <p> 25. Sociedade: um organismo em adaptao </p> <ul><li>A sociedade, como todo organismo, apresentaria estadosnormaisepatolgicos , isto , saudveis e doentes. </li></ul> <ul><li>Normal:quando um fato social se encontra generalizado pela sociedade. </li></ul> <ul><li>Patolgico: quando um fato pe em risco a harmonia, o acordo, o consenso. </li></ul> <p> 26. A conscincia coletiva </p> <ul><li> Embora todos possuam suas conscincias individuais, seus modos prprios de se comportar e interpretar a vida, podem-se notar, no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento. (COSTA, p.54, 1989) </li></ul> <p> 27. A conscincia coletiva </p> <ul><li>O que ? </li></ul> <ul><li> Trata-se do conjunto das crenas e dos sentimentos comuns mdia dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida prpria. </li></ul> <p> 28. A conscincia coletiva </p> <ul><li>O que ? </li></ul> <ul><li> Ela revelaria otipo psquico da sociedade,que no seria apenas o produto das conscincias individuais, mas algo diferente, que seimporiaaos indivduos e perduraria atravs das geraes </li></ul> <p> 29. A conscincia coletiva </p> <ul><li>O que ? </li></ul> <ul><li> , em certo sentido, a forma moral vigente na sociedade. Ela define o que, numa sociedade, consideradoimoral, reprovvel ou criminoso . </li></ul> <p> 30. O estudo de Durkheim sobre o suicdio 31. Ponto de partida de Durkheim </p> <ul><li>Ainda que os humanos vejam a si mesmos como indivduos que tm liberdade de arbtrio e de escolha, seus comportamentos so frequentemente padronizados e moldados socialmente. </li></ul> <p> 32. Nesse sentido, seu estudo demonstrou... </p> <ul><li>Mostrou que mesmo um ato altamente pessoal como o suicdio influenciado pelo mundo social. </li></ul> <p> 33. Portanto... </p> <ul><li>Foi o primeiro a insistir na explicao sociolgica para o suicdio; </li></ul> <ul><li>Outros estudos procuravam consideraes como raa, clima ou desordem mental para explicar a predisposio de um indivduo para cometer suicdio. </li></ul> <p> 34. Constatao do Durkheim... </p> <ul><li>O suicdio era um fato social que poderia unicamente ser explicado por outros fatores sociais. </li></ul> <p> 35. Categorias de pessoas predispostas a cometer suicdio </p> <ul><li> Ele descobriu por exemplo que havia mais suicdios entre homens do que entre mulheres, entre protestantes em comparao a catlicos, mais entre ricos do que entre pobres, e mais entre solteiros do que entre casados (GIDDENS, p. 30, 2005) </li></ul> <p> 36. Essas descobertas levam Durkheim a concluir que h fatores externos aos indivduos que afetam as taxas de suicdio . </p> <ul><li>Integrao social; </li></ul> <ul><li>Regulao social. </li></ul> <p> 37. Conclui, ento... </p> <ul><li>Durkheim acreditava que as pessoas que estavam fortementeintegradas em grupossociais, e cujos desejos e aspiraes eramregulados por normas sociais , eram menos predispostas a cometer suicdio.</li></ul> <p> 38. Identificou 4 tipos de suicdio </p> <ul><li>Egostico : Marcado pela baixa integrao social; </li></ul> <ul><li>Anmico: causado pela falta de regulao social; </li></ul> <ul><li>Altrustico : ocorre quando o indivduo est integrado demais; </li></ul> <ul><li>Fatalista : quando o indivduo regulado demais. </li></ul> <p> 39. </p> <ul><li>FIM </li></ul>