A RESOLUÇÃO 125 DO CNJ COMO POLÍTICA PÚBLICA DE ... ?· RESUMO O presente artigo tem como objetivo…

Download A RESOLUÇÃO 125 DO CNJ COMO POLÍTICA PÚBLICA DE ... ?· RESUMO O presente artigo tem como objetivo…

Post on 20-Jan-2019

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<p>A RESOLUO 125 DO CNJ COMO POLTICA PBLICA DE </p> <p>FORTALECIMENTO DA CIDADANIA NO TRATAMENTO DOS CONFLITOS </p> <p>Luthyana Demarchi de Oliveira* Luciano de Arajo Migliavacca** </p> <p>SUMRIO </p> <p>1 Introduo. 2 Contextualizao social e conflitos. 3 A Resoluo 125 do CNJ como poltica pblica de tratamento de conflitos. 4 Uma poltica pblica para o fortalecimento da cidadania.5 Consideraes Finais. 6 Referncias. </p> <p>RESUMO </p> <p>O presente artigo tem como objetivo delinear o Estado e a ordem globalizada frente a sociedade e seus conflitos contemporneos. Nesse sentido, a implementao das polticas pblicas estabelece aes e metas que vo nortear o tratamento de muitos problemas sociais. Desse modo, a poltica pblica de tratamento do conflito instituda pela Resoluo n 125 do Conselho Nacional de Justia consolida-se apresentando mecanismos consensuais como a mediao e a conciliao que vem contribuindo para a construo de um novo paradigma de sistema voltado para a pacificao social. Frente a esse contexto, analisam-se os contornos da crise do mundo globalizado de modo que a poltica pblica possa promover a cidadania. Palavras- chaves: Estado. Tratamento de conflitos. Polticas Pblicas. Cidadania. </p> <p>ABSTRACT </p> <p>This research paper aims to outline the state and global order in the face of contemporary society and its conflicts. In this sense, the implementation of public policy establishes actions and goals that will guide the treatment of many social problems. Thus, the public policy treatment of the conflict, as established by Resolution n. 125 of the Conselho Nacional de Justia consolidated performing consensual mechanisms such as mediation and conciliation that has </p> <p> * Mestre em Direito pela UNISC (2012). Especialista em Direito Civil pela IMED (2010). Especialista em Direitos Humanos pelo IFIBE (2006). Docente da Faculdade Meridional/IMED/Passo Fundo. Advogada. ** Doutorando pela UNESA/IMED 2013. Mestre pela UNISC (2013). Especialista em Direito Tributrio (UPF 2004). Graduado em Direito (UPF, 1999). Advogado, Professor, Juiz Leigo. </p> <p>contributed to the construction of a new paradigm of system oriented to social peace. Faced with this context, analyze the contours of the crisis of the globalized world so that public policy can promote citizenship. Keywords: State. Treatment of the conflict. Public Policy. Citizenship. 1 Introduo </p> <p>Diante da complexidade da sociedade contempornea, de fundamental </p> <p>importncia anlise do panorama do sistema estatal, em especial da </p> <p>sociedade e seus conflitos e o modo de trat-los. Nesse contexto, frente aos </p> <p>desafios da globalizao, estabelece-se uma interligao em escala mundial </p> <p>das dimenses econmicas, polticas, sociais e culturais. </p> <p> Desse modo, o presente artigo, atravs do mtodo de reviso </p> <p>bibliogrfica e da coleta de dados, informaes e resoluo, faz uma anlise da </p> <p>importncia das polticas pblicas para o sistema jurisdicional traando, o </p> <p>alcance desses mecanismos para a sociedade. </p> <p>Dessa forma, atravs da Resoluo n. 125, o Conselho Nacional de </p> <p>Justia institui uma poltica pblica denominada Poltica Judiciria Nacional de </p> <p>Tratamento Adequado de Interesses no mbito do Poder Judicirio, de modo a </p> <p>incentivar e adotar mecanismos consensuais de tratamento do conflito. Por </p> <p>meio de Resoluo, estipula-se a mediao e a conciliao como mecanismos </p> <p>de soluo e tratamento do conflito de modo a transformar o paradigma de </p> <p>litgio para o de consenso. </p> <p> Nesse sentido, aps uma breve contextualizao da transformao do </p> <p>Estado na sociedade contempornea e seus desafios frente ao fenmeno da </p> <p>globalizao, analisa-se a sua atuao atravs das polticas pblicas, em </p> <p>especial a poltica pblica de tratamento de conflitos, como fortalecimento da </p> <p>cidadania. </p> <p>2 A contextualizao social e conflitos </p> <p> Os conflitos que permeiam a sociedade moderna so resultado de uma </p> <p>srie de fatores que englobam o sistema de organizao de uma sociedade. </p> <p>Normalmente o conflito nasce das complexidades das relaes sociais e o </p> <p>modo habitual de resoluo se d pela aplicao do Direito. </p> <p> O Direito, assim, exerce a funo de formular e aplicar princpios e </p> <p>regras de ordem social. A sociedade moderna movida por conflitos que </p> <p>envolvem questes tecnolgicas, polticas, econmicas e sociais. O conflito </p> <p>envolve uma disputa de interesses, ideias ou valores. Assim, para que haja um </p> <p>conflito preciso em primeiro lugar, que as foras confrontantes sejam </p> <p>dinmicas, contendo em si prprias o sentido da ao, reagindo umas sobre as </p> <p>outras (MORAES; SPENGLER, 2008, p.45). </p> <p> Em outras palavras, pode-se dizer que o conflito o enfrentamento, o </p> <p>litgio entre dois indivduos ou grupos, por um determinado direito, algumas </p> <p>vezes, esse direito pode ser garantido atravs da violncia. O Estado toma </p> <p>para si a legitimidade de regular as relaes sociais sendo que compete ao </p> <p>poder jurisdicional a resoluo do conflito. Consequentemente, </p> <p>Para tratar os conflitos nascidos da sociedade, o Estado, enquanto detentor do monoplio da fora legtima, utiliza-se do Poder Judicirio. O juiz deve, ento decidir os litgios porque o sistema social no suportaria a perpetuao do conflito. A legitimidade estatal de decidir os conflitos nasce, assim, do contrato social no qual os homens outorgaram a um terceiro o direito de fazer a guerra em busca da paz (MORAES; SPENGLER, 2008, p.65). </p> <p> O poder jurisdicional exercido pelo Judicirio, que representado por </p> <p>uma pessoa investida de poder, colhe as informaes necessrias para anlise </p> <p>e julgamento do conflito. Essa forma de resoluo do conflito tornou-se o </p> <p>mtodo tradicional. Para Alberton no se exaure na proteo de direitos, nem </p> <p>se identifica nessa proteo, mas na influncia que esse atuar ter sobre a vida </p> <p>das pessoas pelo acesso ordem jurdica justa (2009, p. 119). </p> <p> Nessa forma tradicional de tratamento de conflito, as pessoas acessam </p> <p>o sistema jurisdicional, de modo a buscar justia para seus problemas. Nas </p> <p>palavras de Cappelletti e Garth o acesso justia pode, portanto, ser </p> <p>encarado como o requisito fundamental o mais bsico dos direitos humanos </p> <p>de um sistema jurdico moderno e igualitrio que pretenda garantir, e no </p> <p>apenas proclamar os direitos de todos (1988, p.12). A abertura das portas do </p> <p>judicirio o resultado do crescimento da populao mundial que sofre com o </p> <p>aumento dos conflitos. Nesse sentido, </p> <p>A proliferao dos conflitos tem direita relao com o aumento populacional, que inevitvel. Com a tendncia universal de ampliao do acesso justia, sentida no Brasil, notadamente a partir do advento da Constituio da Repblica de 1988, conhecida como Constituio Cidad, sintomaticamente, houve uma redescoberta da justia pelo cidado (BACCELAR, 2003, p.30). </p> <p> Por conseguinte, o acesso ao Judicirio torna-se, assim, um direito para </p> <p>o cidado, fazendo com que cresa o nmero das demandas. A exploso de </p> <p>litigiosidade, em virtude das inovaes modernas, fez com que as pessoas </p> <p>vissem nessa a estrutura a nica forma vlida de soluo do conflito, </p> <p>instaurando assim, uma crise no sistema. Nesse vis, explica Spengler e </p> <p>Morais: </p> <p>Devemos, portanto entender esta crise sob diversas perspectivas: uma que diz respeito ao seu financiamento- infra-estrutura de instalaes, pessoal, equipamento, custos- que dizem respeito no apenas aos valores (custas judiciais, honorrios, etc.), efetivamente despendidos, como tambm ao custo diferido que se reflete em razo do alongamento temporal das demandas-, remunerao, etc.- que nominamos crise estrutural (MORAES; SPENGLER, 2008, p.78). </p> <p> Para os autores, mencionam-se os seguintes tipos de crise: a objetiva ou </p> <p>pragmtica que aquela referente a questes de linguagem tcnico-formal </p> <p>utilizada nos trabalhos forenses e que acumulam burocracia e lentido ao </p> <p>procedimento. A crise subjetiva ou tecnolgica que busca a (re) formulao das </p> <p>mentalidades, em especial as solues buscadas para conflitos </p> <p>transindividuais. E a ltima, considerada paradigmtica que aquela que se </p> <p>refere aos mtodos e contedos utilizados para a busca de um tratamento </p> <p>pacfico para os conflitos, ou seja, a adequao do modelo jurisdicional para </p> <p>atender s necessidades sociais do final do sculo- e do milnio (2008, p.79). </p> <p> Pode-se dizer que a identificao da crise do Estado e da jurisdio, </p> <p>nada mais do que o reconhecimento de uma transformao das </p> <p>organizaes e das formas de tratamento dos conflitos. a necessidade de </p> <p>reacomodao da sociedade para a convivncia, decorrncia da prpria </p> <p>humanidade (ALBERTON, 2009, p. 121). </p> <p> Portanto, a crise resultado tambm da prpria concepo de jurisdio. </p> <p>Normalmente, tem-se a jurisdio como sendo composta pela autoridade </p> <p>estatal (Juiz), encarregado de resolver o conflito dos cidados, sendo que </p> <p>nesse sistema, para se ter justia, tem-se um ganhador e um perdedor, ou </p> <p>seja, h uma cultura que privilegiou o paradigma ganhar-perder, que funciona </p> <p>com uma lgica determinista binria, na qual a disjuno e a simplificao </p> <p>limitam as opes possveis (SCHNITMAN; LITTLEJOHN, 1999, p.17). Para </p> <p>Spengler: </p> <p>A justia consensual surge como resposta ao disfuncionamento do modelo judicirio tradicional, resgatando um modo de regulao social que embora possa ser percebido como um instrumento de integrao apresenta-se como um procedimento geralmente informal, atravs do qual um terceiro busca promover a comunicao e, consequentemente, as trocas entre as partes, possibilitando que as mesmas se confrontem, em igualdade de posies, buscando o consenso. Essa busca pelo consenso ocorre mediante a apropriao, pelas partes, do poder de tratar seus conflitos (SPENGLER; SPENGLER NETO, 2010, p.3036). </p> <p> Desse modo, frente a esse quadro de crise iniciou-se um processo de </p> <p>reforma da justia em que o paradigma cultural do litgio volta-se para a </p> <p>consensualidade para o tratamento do conflito em busca da pacificao social. </p> <p>Frente essa perspectiva comea a ser implementada no pas uma nova poltica </p> <p>pblica. </p> <p>3 A Resoluo 125 do CNJ como poltica pblica de tratamento de </p> <p>conflitos </p> <p> Geralmente, a poltica pblica um conjunto de aes ou programa </p> <p>institudo pelo bem ou interesse comum. O conceito tem ligao direta com a </p> <p>poltica que advm da palavra de origem grega polis, que se refere s </p> <p>coisas da cidade, ou seja, ao que urbano, pblico, civil e social </p> <p>(RODRIGUES, 2010, P.13). </p> <p> Dessa forma, observa-se que vrias so as definies de polticas </p> <p>pblicas, sendo um processo pelo qual os diversos atores que compem a </p> <p>sociedade tomam decises coletivas que objetivam um interesse comum. </p> <p> Nesse sentido, a definio de polticas pblicas permeia um campo de </p> <p>estudo que vem trazendo importantes contribuies para compreender o </p> <p>funcionamento das instituies e das complexidades que envolvem a vida nos </p> <p>dias atuais. O quadro de crise do sistema exigiu do Estado reformas de modo a </p> <p>garantir e assegurar o princpio de acesso justia dos cidados. Nesse </p> <p>sentido, cria atravs da emenda constitucional n 45 de 30 de dezembro de </p> <p>2004, que inclui no art.103-B da Constituio Federal, o Conselho Nacional de </p> <p>Justia que o rgo encarregado de desenvolver aes e programas com o </p> <p>objetivo de garantir o controle administrativo e processual, a transparncia e o </p> <p>bom funcionamento do Judicirio. </p> <p>Dentre as mltiplas funes do Conselho Nacional de Justia, estipulam-</p> <p>se aes de reforma do sistema de justia, instituindo, assim, uma poltica de </p> <p>tratamento adequado dos conflitos, atravs da Resoluo n 125 de novembro </p> <p>de 2010. A poltica pblica, normalmente, instituda tendo como base </p> <p>conceitual os problemas da esfera pblica. </p> <p> Assim, ampliando a abrangncia da poltica, conforme os termos da </p> <p>Resoluo n 70, de 18 de maro de 2009, do prprio Conselho, estipula-se </p> <p>que a eficincia operacional, o acesso ao sistema de Justia e a </p> <p>responsabilidade social sero os objetivos estratgicos do Poder Judicirio e </p> <p>que o direito de acesso justia, conforme o previsto no art. 5, XXXV, da </p> <p>Constituio Federal, implicar tambm a ordem jurdica justa. Para Bacellar: </p> <p>A finalidade do Poder Judicirio a pacificao social e, portanto, independentemente do processo e do procedimento desenvolvido para a resoluo dos conflitos no mbito do que se denomina monoplio jurisdicional, tambm cabe ao Judicirio incentivar mecanismos e tcnicas que mais se aproximem o cidado da verdadeira Justia (2003, p. 222). </p> <p> Portanto, a justificativa de implementao da poltica pblica considera o </p> <p>largo e crescente aumento dos problemas e conflitos jurdicos na sociedade, de </p> <p>forma a organizar e consolidar, em mbito nacional, no somente os servios </p> <p>prestados nos processos judiciais, como tambm de outros mecanismos de </p> <p>soluo de conflitos, em especial os consensuais, como a mediao e a </p> <p>conciliao. Assim, desenvolvem-se novas polticas sociais referentes ao </p> <p>papel jurisdicional do Estado frente a essa exploso de litigiosidade, decorrente </p> <p>da complexidade socioeconmica moderna (MORAES; SPENGLER, 2008, </p> <p>p.113). </p> <p> A Resoluo n 125, de 29 de novembro de 2010, do Conselho </p> <p>Nacional de Justia estipula uma poltica pblica de tratamento adequado dos </p> <p>conflitos de interesse, assegurando a todos soluo dos conflitos por meios </p> <p>adequados, atendendo sua natureza e peculiaridade. (art.1). </p> <p>Consequentemente, o objetivo desse artigo assegurar que todos os </p> <p>cidados tenham atendimento e orientao ao seu problema, oferecendo </p> <p>mecanismos de tratamento de controvrsias, em especial os denominados </p> <p>consensuais, como a mediao e a conciliao e no havendo resultado </p> <p>assegurar a soluo mediante sentena do rgo judicirio. Para tanto, a </p> <p>implementao da poltica, destacando a qualidade dos servios e </p> <p>disseminao da cultura de pacificao social, dever priorizar a centralizao </p> <p>das estruturas judicirias, formao e treinamento adequado aos servidores, </p> <p>conciliadores e mediadores e acompanhamento estatstico especfico. </p> <p>No art. 4 da Resoluo reitera-se, uma das atribuies do Conselho </p> <p>Nacional de Justia, de promover aes de incentivo auto composio de </p> <p>litgios e pacificao social por meio da conciliao e da mediao, prevendo </p> <p>a implementao do programa com a participao de uma rede de todos os </p> <p>rgos do Poder Judicirio, bem como pelas entidades pblicas e privadas </p> <p>parceiras e as entidades de ensino. </p> <p> Cabe destacar que a Resoluo menciona a conciliao e a mediao </p> <p>como instrumentos efetivos de pacificao social, de modo a solucionar e </p> <p>prevenir os litgios, j que sua prtica em programas pioneiros no pas tem </p> <p>reduzido excessiva judicializao dos conflitos de interesses, a quantidade de </p> <p>recursos e de execuo de sentenas, devendo servir de base para a criao </p> <p>de Juzos de resoluo alternativo de conflitos, verdadeiros rgos judiciais </p> <p>especializados na matria. Para Favreto deve-se trabalhar com uma soluo </p> <p>pacfica e negociada portanto, mais preventiva do que curativa- dos problemas </p> <p>que surgem na sociedade, visando estrutura de um processo de formao de </p> <p>pacificao social no mbito das lides- judicializadas ou no (2009, p.18). </p> <p>Por isso, a adoo da mediao e da conciliao como meio de </p> <p>tratamento de conflito busca de uma poltica no adversarial e de pacificao. </p> <p>Nesse sentido, Bacellar explica o processo perante o Judicirio s deve </p> <p>aparecer na impossibilidade de auto superao do conflito pelos interessados, </p> <p>que devero ter disposio um modelo consensual que propicie a resoluo </p> <p>pacfica e no adversarial da lide (1999, p.126). </p> <p>Por conseguinte, a introduo de mecanismos de tratamento de conflito </p> <p>permite uma nova viso do processo de construo de um sistema em crise. </p> <p>Nesse sentido, duas so as formas de tratamento consensuais de conflito: a </p> <p>conciliao e a mediao. A conciliao o meio pelo qual um terceiro </p> <p>interlocutor apresenta possveis respostas ao conflito, fazendo com que os </p> <p>envolvidos as aceitem ou no. Poder haver o debate entre as partes, contudo </p> <p>o terceiro limitar as propostas de modo a conciliar o conflito. Para Egger o </p> <p>conciliador faz sugestes incentivando as partes para a realizao do acordo </p> <p>(2008, p. 64). </p> <p> Destaca-se que a mediao meio pelo qual os envolvidos tratando o </p> <p>problema, ajudados por um terceiro, isento de qualquer proposta ou tentativa </p> <p>de acordo, restabelecem o dilogo. </p> <p>Nesse sentido, para melhor esclarecimento e distino, a arbitragem o </p> <p>mecanismo pelo qual as partes escolhem um terceiro, denominado rbitro, </p> <p>sendo que esse ter autoridade para proferir deciso. Nas explicaes de </p> <p>Cmara: os titulares de interesse em conflito, por ato voluntrio, nomeiam um </p> <p>(ou mais de um) terceiro, estranho ao litgio, conferindo-lhe poder para </p> <p>apresentar uma soluo para aquela lide, soluo est que lhe ser imposta </p> <p>coativamente (2005, p.10). </p> <p> Cabe salientar, que a poltica instituda pelo Conselho Nacional de </p> <p>Justia, refere-se pontualmente a conciliao e a mediao, prevendo, </p> <p>igualmente, outros mecanismos. Por fim, estabelece ainda a relevncia e a </p> <p>necessidade de organizar e uniformizar os servios de conciliao, mediao e </p> <p>outros mtodos consensuais de soluo de conflitos, para evitar disparidades </p> <p>de orientao e prticas, bem como para assegurar a boa execuo da poltica </p> <p>pblica. Nesse sentido, a seguir passa-se a analisar a poltica pblica como </p> <p>fortalecimento da cidadania. </p> <p>4 Uma poltica pblica como fortalecimento da cidadania </p> <p> Atualmente, a adoo de uma poltica pblica instrumento utilizado </p> <p>para a promoo da cidadania. O mundo suporta de uma sria de crises que </p> <p>trouxeram consequncias devastadoras para toda a sociedade. Nesse sentido, </p> <p>as polticas pblicas nascem com o objetivo de fortalecimento da cidadania e </p> <p>como uma alternativa pacfica de tratamento dos conflitos sociais. </p> <p> Observa-se, que fundamental para o Estado garantir os direitos </p> <p>individuais e coletivos, para a construo de uma sociedade livre que propicie o </p> <p>desenvolvimento social, o bem-estar e erradicao da pobreza. Para Leal, a </p> <p>concretizao do Estado Democrtico de Direito que tem como objetivo </p> <p>assegurar o exerccio dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a </p> <p>segurana, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justia, como </p> <p>valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos </p> <p>(1998, p.167). </p> <p> Vale ressaltar, que muitos desses direitos no tiveram sua efetiva </p> <p>aplicabilidade, devido uma srie de fatores de ordem poltica, economia e </p> <p>funcional que provocaram uma crise do Estado Democrtico de Direito. Assim, </p> <p>a retomada desse Estado perpassa pela ideia de poltica dedicada a reinventar </p> <p>a convivncia entre os cidados e isso depende da multiplicao de espaos </p> <p>sociais favorveis a expanso de nova

Recommended

View more >