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    A POLTICA TERRITORIAL E A PARTICIPAO SOCIAL

    1. A BAHIA SUA DIVERSIDADE E DESIGUALDADE

    O Estado da Bahia um dos mais plurais da nossa Federao. Sob os mltiplos aspectos

    que se analisa um territrio, a Bahia apresenta um mosaico de variedades sociais,

    culturais, econmicas e ambientais. Temos um Estado com o maior nmero de biomas e

    com um rico e variado processo de formao de seu povo, oriundo da miscigenao dos

    povos tradicionais do Brasil pr-colonial com os escravos das naes africanas e

    imigrantes advindos dos diversos pases do mundo em momentos diferentes da nossa

    histria (portugueses, espanhis, italianos, japoneses entre outros).

    Nesta base fsica e humana variada, constituiu-se ao longo do tempo diferentes formas e

    padres de uso e ocupao. Estas diferenas so um grande ativo que o estado da Bahia

    possui e amplia significativamente as oportunidades de gerao de riqueza e renda para

    a populao baiana. Todavia, um histrico de polticas pblicas espacialmente

    discriminatrias resultou na conformao de um estado desigual, com forte

    concentrao econmica e social na Regio Metropolitana de Salvador (43,2% do PIB e

    25% da populao segundo dados do IBGE 2013 e dados do IBGE- 2010

    respectivamente) e alguns territrios que mais se destacaram economicamente: o Litoral

    Sul (remanescente da cultura cacaueira, que hoje j no pujante), o Oeste Baiano

    (gros para exportao), o Norte do estado (fruticultura irrigada) e o Extremo Sul

    (silvicultura e indstria da celulose).

    No ranking da participao no PIB nacional de 2013 de acordo com o IBGE, o estado

    da Bahia se encontrava na 7 posio, com 3,8% do total. Entretanto, no ranking da

    receita tributria per capita dos Estados, figurava-se na 24 posio em 2015, conforme

    dados STN. Esses nmeros demonstram o quanto mais desenvolvido o Estado da Bahia

    poderia ser se a produtividade da nossa fora de trabalho fosse espacialmente mais

    homognea (ou menos heterognea).

    O mapa a seguir demonstra o quanto a economia baiana e a gerao de riqueza est

    concentrada. O Territrio Metropolitano de Salvador responsvel por 77,79% da

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    arrecadao do ICMS do Estado. Enquanto que outros com grandes potencialidades

    participam de forma pouco significativa, a exemplo: o Baixo Sul, com terras

    extremamente frteis para diversos tipos de cultura e com chuvas regulares, que

    contribui com 0,42% da arrecadao estadual deste tributo; a Chapada Diamantina, com

    suas riquezas minerais e naturais e potencial turstico, mundialmente reconhecido,

    0,16% e o Velho Chico, onde o Rio So Francisco percorre longitudinalmente seus

    quase mil quilmetros de extenso territorial, 0,13%.

    MAPA 1

    Percentual de Arrecadao do ICMS por Territrio de Identidade, 2015.

    Fonte: SEFAZ, 2015, elaborao: SEI

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    Esta desigualdade coloca os baianos em uma situao que estabelece um baixo padro

    de vida para a maior parte da populao e, ao Estado, poucos recursos para satisfazer as

    necessidades desta populao. Comparando-se a receita per capita e a rea do Estado da

    Bahia com outros da nossa Federao, percebe-se o tamanho do desafio da Bahia.

    TABELA 1

    Receita Per Capita e rea de Alguns Estados Brasileiros, 2015

    ESTADO RECEITA PER

    CAPITA (R$) REA (KM

    2)

    Bahia 2.892 564.733

    Rio de Janeiro 4.807 43.780

    Sergipe 4.159 21.915

    Amap 6.744 142.828

    Distrito Federal 9.728 5.779

    Fonte: STN, elaborao: SEPLAN

    Frente a este desafio, a adoo dos Territrios de Identidade e a instituio de uma

    Poltica Estadual de Desenvolvimento Territorial foi uma escolha histrica, estratgica e

    importante para alcanar o propsito da desconcentrao da riqueza e renda no estado.

    Seus instrumentos visam reconhecer a diversidade e as potencialidades espacialmente

    distribudas no territrio baiano, introduzindo a participao e articulao social,

    desenvolvendo polticas pblicas mais efetivas e afins s necessidades e possibilidades

    de cada Territrio.

    2. BREVE HISTRICO DA TERRITORIALIZAO NA BAHIA

    A configurao dos Territrios de Identidade do Estado da Bahia teve como principal

    indutor o Ministrio do Desenvolvimento Agrrio MDA, que em 2003, atravs da

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT, introduziu o Programa Nacional de

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    Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios Rurais PRONAT com o objetivo de

    promover o planejamento e a autogesto do processo de desenvolvimento sustentvel

    dos territrios rurais e o fortalecimento e dinamizao de sua economia. Nesse

    contexto, foram identificados na Bahia, a princpio, cinco territrios para participar do

    Programa: Sisal, Chapada Diamantina, Litoral Sul, Velho Chico e Irec. Posteriormente,

    outros nove territrios foram incorporados ao programa: Semirido Nordeste II, Serto

    do So Francisco, Bacia do Rio Corrente, Serto Produtivo, Itaparica, Baixo Sul,

    Piemonte do Paraguau e Bacia do Jacupe. Em sntese, o Programa promoveu o apoio

    institucional aos territrios, ofertando assistncia tcnica ao seu processo de articulao

    e organizao do seu colegiado territorial, composto por representaes do territrio;

    apoio na construo do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel

    PTDRS e investimentos nas cadeias produtivas e infraestrutura rural.

    Para a implementao do programa na Bahia, a SDT organizou oficinas com

    representaes de rgos federais e estaduais e de organizaes da sociedade civil. Logo

    na primeira, houve uma reao dos participantes quanto ao nmero reduzido de

    territrios e aos seus critrios de elegibilidade. Com isso, deliberou-se pela formao de

    um grupo de trabalho para mapear todos os territrios existentes no estado e propor

    novos critrios para a seleo dos futuros territrios beneficiados.

    Para definir a delimitao compatvel com a realidade do Estado, organizaes da

    sociedade civil e instituies pblicas atuaram na mobilizao dos atores locais para

    aprofundar as discusses em torno da proposta do MDA e construir uma nova

    formatao territorial, a partir da identificao dos espaos j constitudos.

    No perodo de 2003 a 2006, foram realizadas vrias atividades, dentre as quais

    levantamento das delimitaes geogrficas existentes, reunies entre organizaes e as

    bases locais para opinarem quanto insero dos municpios nos territrios,

    apresentao de propostas e ajustes, eleio de representantes de cada territrio. Desse

    processo foram revelados vinte e cinco territrios rurais.

    Nesse perodo, podemos ainda destacar: o movimento de outras organizaes, alm da

    SDT, para apoiar os territrios e sua organizao como a Secretaria da Agricultura

    Familiar SAF (do MDA), a Organizao das Naes Unidas para a Alimentao e

    Agricultura FAO e a Comisso Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira Ceplac.

    Foi neste perodo tambm que se deu a criao da Coordenao Estadual dos

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    Territrios CET, formada inicialmente pelos membros de um Grupo de Trabalho -

    GT criado pelo PRONAT e que hoje uma rede estadual de representao poltica dos

    colegiados territoriais. A Bahia foi o primeiro estado a criar esta rede estadual, que se

    denominou, Coordenao Estadual de Territrios - CET.

    Ao assumir o Governo da Bahia em 2007, o Governador Jaques Wagner reconheceu a

    legitimidade da diviso territorial que foi conformada e a adotou como unidade de

    planejamento das polticas pblicas do Estado da Bahia. Para tanto, foi necessria a

    ampliao da representao e do escopo das polticas trabalhadas nos espaos

    colegiados nos territrios, acrescentando ao rural as temticas e as entidades urbanas.

    Desta forma, incluiu-se o Territrio Metropolitano de Salvador, o 26 territrio. E os

    territrios rurais passaram a ser chamados de Territrios de Identidade.

    Para o PPA 2012-2015, um 27 territrio foi revelado: Costa do Descobrimento.

    Originrio da diviso do Extremo Sul, passando este a ocupar a sua poro setentrional.

    J no PPA 2016-2019, no houve alterao do nmero de territrios, mas algumas

    migraes de municpios, com destaque para a unificao das delimitaes da Regio

    Metropolitana e do Territrio Metropolitano de Salvador.

    MAPA 2 Territrios de Identidade da Bahia, 2012

    17

    24

    18

    01

    25

    16 04

    15

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    26

    06

    12

    02 03

    11

    13 23

    08 20

    22

    07

    27

    05

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    3. TERRITRIO DE IDENTIDADE: CONCEITO

    A adeso a uma territorializao rural foi facilitada pelo conceito difundido pelo MDA e

    adotado ao longo das oficinas do PRONAT, no qual no se fazia distino do mundo

    rural e urbano. Muito pelo contrrio, buscava garantir a coeso social em sua

    multidimensionalidade. Como pode ser visto abaixo:

    O territrio um espao fsico, geograficamente definido, geralmente contnuo,

    caracterizado por critrios multidimensionais, tais como o ambiente, a economia, a

    sociedade, a cultura, a poltica e as instituies, e uma populao com grupos sociais

    relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de

    processos especficos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam

    identidade, coeso social, cultural e territorial.

    O processo de revelao dos territrios envolveu, portanto, mltiplos aspectos:

    Culturais: costumes e valores, religiosidade, manifestaes folclricas, gastronomia,

    produo cultural, viso da sociedade sobre si mesma e outras formas de expresso da

    realidade local;

    Geoambientais: caractersticas geogrficas e ambientais, como topografia, hidrografia,

    clima, fauna, flora, solo, ecossistemas, preservao dos recursos naturais, defesa do

    princpio da sustentabilidade;

    Poltico-institucionais: capacidade de formao de capital social (capacidade de

    negociao e cooperao da comunidade em prol de objetivos coletivos), sua

    institucionalizao em organizaes sociais e outras formas, grau de articulao poltica

    das foras sociais no territrio;

    Econmicos: base produtiva, especializao econmica, conformao dos mercados e

    fluxos comerciais, produo e distribuio de renda, infraestrutura voltada produo e

    s atividades econmicas, capacidade de transporte e comunicaes, capacidade de

    articulao dos recursos locais para gerar oportunidades de trabalho e renda, etc.

    Um conceito que est muito atrelado ao de territrio e que, por fim, resume e

    consequncia de todas as dimenses envolvidas o de pertencimento: os indivduos

    pensam em si mesmos como membros de uma coletividade na qual seus smbolos, em

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    mltiplos aspectos, esto atrelados quele espao geogrfico, ou seja, h um sentimento

    e crena de pertencerem quele territrio, o que justifica chamar de Territrio de

    Identidade.

    4. A POLTICA TERRITORIAL E SEUS INSTRUMENTOS

    A adoo dos Territrios de Identidade foi um grande avano para o planejamento

    pblico na Bahia, pois, no apenas, revela e considera toda a diversidade (cultural,

    ambiental, econmica e social) existente no estado como tambm, estabelece um novo

    paradigma na formulao das polticas pblicas: em vez de o Governo planejar PARA a

    sociedade este passa a fazer isto COM a sociedade. E para tanto, precisa respeitar a

    organizao espacial que a populao se sente pertencer e naturalmente estabelece seus

    vnculos e inter-relaes.

    Desta forma, ao longo dos ltimos anos, o Governo do Estado da Bahia vem adotando

    instrumentos que articulam as suas polticas pblicas com os territrios, promovendo

    uma maior aderncia s distintas necessidades territoriais e ampliando assim a

    efetividade das suas aes governamentais, alm de promovendo o fortalecimento de

    uma democracia mais participativa.

    Com isso, a fim de tratar a abordagem territorial como uma poltica de estado e no

    mais somente de governo, em 29 de dezembro de 2014 foi publicada a Lei n 13.214,

    que dispe sobre os princpios, diretrizes e objetivos da Poltica de Desenvolvimento

    Territorial do Estado da Bahia, instituindo tambm, atravs de Lei, o Conselho Estadual

    de Desenvolvimento Territorial - CEDETER e os Colegiados Territoriais de

    Desenvolvimento Sustentvel CODETERs.

    A seguir, apresentamos os principais instrumentos da Poltica de Desenvolvimento

    Territorial.

    4.1. Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial CEDETER

    O Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial CEDETER um rgo de

    carter consultivo e de assessoramento, vinculado SEPLAN, com a finalidade de

    subsidiar a elaborao de propostas de polticas pblicas e estratgias para o

    desenvolvimento territorial sustentvel e solidrio do Estado da Bahia. Foi,

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    primeiramente, institudo pelo decreto n. 12.354, de 25 de agosto de 2010 e,

    posteriormente, pela Lei 13.2014/14.

    Para reafirmar a importncia da iniciativa e a incorporao de instrumentos de controle

    e participao social na Bahia, o Governo do Estado estabeleceu uma composio

    paritria entre Poder Pblico e Sociedade Civil, atravs da representao de oito

    Secretarias de Estado e oito membros dos Colegiados Territoriais, alm da participao

    de representantes do Ministrio de Desenvolvimento Agrrio (MDA) e do Ministrio de

    Integrao Nacional.

    O CEDETER uma proposta pioneira no pas, sendo a Bahia o primeiro estado a

    institucionalizar esse instrumento de gesto participativa. A iniciativa consolida o

    modelo e estabelece novas bases para o planejamento e execuo de polticas pblicas

    que fortalecem a incluso e a participao social. O CEDETER composto pelas

    Secretarias de Estado: Secretaria do Planejamento SEPLAN, cujo secretrio exerce a

    presidncia; Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR, cujo secretrio exerce a Vice-

    Presidncia; Secretaria do Desenvolvimento Urbano SEDUR; Secretaria de Relaes

    Institucionais SERIN; Secretaria da Sade SESAB; Secretaria da Educao SEC;

    Secretaria da Cultura SECULT; Secretaria da Agricultura, Pecuria, Pesca e

    Aquicultura SEAGRI; Secretaria da Segurana Pblica SSP; Secretaria do Meio

    Ambiente SEMA e Secretaria de Infraestrutura Hdrica e Saneamento - SIHS

    Apesar de pouco tempo de existncia, o CEDETER, j discutiu e encaminhou questes

    importantes para a Poltica Territorial, a exemplo das alteraes de toponmias e

    reconfiguraes dos Territrios de Identidade para os PPA 2012-2015 e 2016-2019, o

    que culminou, inclusive, com a revelao de um novo territrio, o Costa do

    Descobrimento, e o processo de mobilizao e pactuao do PPA. Alm da apreciao

    da proposta e Projeto Lei da Poltica de Desenvolvimento Territorial do Estado da Bahia

    e do Zoneamento Ecolgico-Econmico ZEE.

    4.2. Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentvel CODETER

    O CODETER o frum de discusso e de participao social presente em todos os

    Territrios de Identidade. Trata-se de um espao de planejamento, cogesto e

    concertao de polticas pblicas, programas e projetos. Cada Territrio de Identidade

    possui um colegiado, composto por representantes de organizaes da sociedade, que

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    devem representar a diversidade social do territrio, e de rgos e instituies pblicas

    municipais, estadual e federal. O CODETER tem composio paritria com, pelo

    menos, 50% da sociedade civil e, o mximo de, 50% poder pblico.

    O fortalecimento das polticas territoriais no Brasil, a partir de 2003, favoreceu o

    surgimento e a consolidao dos colegiados, o que significou uma nova etapa na forma

    de construo de polticas pblicas, tornando-se mais democrtica, transparente e

    participativa.

    A partir de 2009, o governo estadual passou a financiar, atravs de convnios, o

    funcionamento dos CODETER, disponibilizando recursos para a contratao de

    articuladores, realizao de reunies, oficinas e seminrios para a construo de seus

    Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentvel PTDS. suas revises e as

    atividades de gesto e planejamento territorial de um modo geral. Com estes convnios

    foram repassados R$ 1,6 milho.

    Em 2012, as atividades do articulador territorial, contratado por uma organizao

    convenente, passaram a ser exercidas pelos Agentes de Desenvolvimento Territoriais

    ADT. Eles foram contratados pela Seplan, atravs do Regime Especial de Direito

    Administrativo Reda. Tambm foi estabelecida uma parceria entre a Seplan e o MDA

    para disponibilizar recursos para o funcionamento dos Codeter atravs de um contrato

    de repasse no valor de R$ 2,3 milhes com vigncia at maio de 2015.

    4.3. Plano Plurianual Participativo PPA-P

    4.3.1. Escuta Social

    O primeiro Plano Plurianual Participativo PPA-P na Bahia ocorreu em 2007, fruto de

    uma iniciativa at ento indita no Brasil e que teve o objetivo de assegurar maior

    dilogo entre Estado e sociedade para a construo de polticas pblicas e mais

    transparncia nas aes do governo. Naquela oportunidade, 16 cidades da Bahia foram

    sedes de plenrias que reuniram representantes dos 26 Territrios de Identidade, entre

    os meses de maio e junho. No total, mais de 12 mil pessoas participaram das plenrias

    territoriais e cerca de 40 mil se envolveram nas reunies preparatrias nos territrios.

    O PPA Participativo, por outro lado, contribuiu como impulso inicial para que outros

    processos consultivos fossem realizados na Bahia a partir de 2007. o caso das

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    Conferncias Territoriais de Cultura, Educao, Direitos Humanos, Comunicao,

    Juventude, Igualdade Racial, entre outras.

    Em 2011, foi realizado o segundo PPA-P. Com algumas mudanas em relao ao

    primeiro, das quais podemos destacar:

    a) Alinhamento do PPA com o planejamento estratgico de longo prazo do estado

    (Bahia 2023), englobando trs PPAs;

    b) Realizao das plenrias em todos os territrios;

    c) Criao do Grupo de Trabalho Territorial GTT formado por representaes

    dos Codeter, Cappa e rgos estaduais, como a CAR, Dires, Direc e EBDA, com

    a misso de realizar reunies prvias plenria e consolidar uma matriz de

    propostas estratgicas do territrio, com base nos Planos Territoriais de

    Desenvolvimento Sustentvel, j em construo. A implementao do GTT

    facilitou muito s discusses nas plenrias e a qualificao das propostas;

    d) Disponibilizao de seleo de propostas a partir da Internet, atravs do sistema

    PPAnet.

    Para a construo do PPA 2012-2015, percebeu-se um avano muito grande na sua

    escuta social: alinhamento com o planejamento estratgico do Estado; discusses

    anteriores em todos os municpios, com o apoio do GTT; existncia em muitos

    territrios de Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentvel PTDS, de modo a

    qualificar melhor as suas proposies.

    Ressalta-se o desenvolvimento do Sistema do PPA PPAnet

    (www.ppaparticipativo.com.br). Espao na web responsvel: pela alimentao das

    proposies realizadas nas plenrias do PPA-P; pela seleo, atravs das Secretarias,

    das prop

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