A POLÍTICA TERRITORIAL E A PARTICIPAÇÃO ?· 1 A POLÍTICA TERRITORIAL E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL 1.…

Download A POLÍTICA TERRITORIAL E A PARTICIPAÇÃO ?· 1 A POLÍTICA TERRITORIAL E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL 1.…

Post on 18-Nov-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

  • 1

    A POLTICA TERRITORIAL E A PARTICIPAO SOCIAL

    1. A BAHIA SUA DIVERSIDADE E DESIGUALDADE

    O Estado da Bahia um dos mais plurais da nossa Federao. Sob os mltiplos aspectos

    que se analisa um territrio, a Bahia apresenta um mosaico de variedades sociais,

    culturais, econmicas e ambientais. Temos um Estado com o maior nmero de biomas e

    com um rico e variado processo de formao de seu povo, oriundo da miscigenao dos

    povos tradicionais do Brasil pr-colonial com os escravos das naes africanas e

    imigrantes advindos dos diversos pases do mundo em momentos diferentes da nossa

    histria (portugueses, espanhis, italianos, japoneses entre outros).

    Nesta base fsica e humana variada, constituiu-se ao longo do tempo diferentes formas e

    padres de uso e ocupao. Estas diferenas so um grande ativo que o estado da Bahia

    possui e amplia significativamente as oportunidades de gerao de riqueza e renda para

    a populao baiana. Todavia, um histrico de polticas pblicas espacialmente

    discriminatrias resultou na conformao de um estado desigual, com forte

    concentrao econmica e social na Regio Metropolitana de Salvador (43,2% do PIB e

    25% da populao segundo dados do IBGE 2013 e dados do IBGE- 2010

    respectivamente) e alguns territrios que mais se destacaram economicamente: o Litoral

    Sul (remanescente da cultura cacaueira, que hoje j no pujante), o Oeste Baiano

    (gros para exportao), o Norte do estado (fruticultura irrigada) e o Extremo Sul

    (silvicultura e indstria da celulose).

    No ranking da participao no PIB nacional de 2013 de acordo com o IBGE, o estado

    da Bahia se encontrava na 7 posio, com 3,8% do total. Entretanto, no ranking da

    receita tributria per capita dos Estados, figurava-se na 24 posio em 2015, conforme

    dados STN. Esses nmeros demonstram o quanto mais desenvolvido o Estado da Bahia

    poderia ser se a produtividade da nossa fora de trabalho fosse espacialmente mais

    homognea (ou menos heterognea).

    O mapa a seguir demonstra o quanto a economia baiana e a gerao de riqueza est

    concentrada. O Territrio Metropolitano de Salvador responsvel por 77,79% da

  • 2

    arrecadao do ICMS do Estado. Enquanto que outros com grandes potencialidades

    participam de forma pouco significativa, a exemplo: o Baixo Sul, com terras

    extremamente frteis para diversos tipos de cultura e com chuvas regulares, que

    contribui com 0,42% da arrecadao estadual deste tributo; a Chapada Diamantina, com

    suas riquezas minerais e naturais e potencial turstico, mundialmente reconhecido,

    0,16% e o Velho Chico, onde o Rio So Francisco percorre longitudinalmente seus

    quase mil quilmetros de extenso territorial, 0,13%.

    MAPA 1

    Percentual de Arrecadao do ICMS por Territrio de Identidade, 2015.

    Fonte: SEFAZ, 2015, elaborao: SEI

  • 3

    Esta desigualdade coloca os baianos em uma situao que estabelece um baixo padro

    de vida para a maior parte da populao e, ao Estado, poucos recursos para satisfazer as

    necessidades desta populao. Comparando-se a receita per capita e a rea do Estado da

    Bahia com outros da nossa Federao, percebe-se o tamanho do desafio da Bahia.

    TABELA 1

    Receita Per Capita e rea de Alguns Estados Brasileiros, 2015

    ESTADO RECEITA PER

    CAPITA (R$) REA (KM

    2)

    Bahia 2.892 564.733

    Rio de Janeiro 4.807 43.780

    Sergipe 4.159 21.915

    Amap 6.744 142.828

    Distrito Federal 9.728 5.779

    Fonte: STN, elaborao: SEPLAN

    Frente a este desafio, a adoo dos Territrios de Identidade e a instituio de uma

    Poltica Estadual de Desenvolvimento Territorial foi uma escolha histrica, estratgica e

    importante para alcanar o propsito da desconcentrao da riqueza e renda no estado.

    Seus instrumentos visam reconhecer a diversidade e as potencialidades espacialmente

    distribudas no territrio baiano, introduzindo a participao e articulao social,

    desenvolvendo polticas pblicas mais efetivas e afins s necessidades e possibilidades

    de cada Territrio.

    2. BREVE HISTRICO DA TERRITORIALIZAO NA BAHIA

    A configurao dos Territrios de Identidade do Estado da Bahia teve como principal

    indutor o Ministrio do Desenvolvimento Agrrio MDA, que em 2003, atravs da

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT, introduziu o Programa Nacional de

  • 4

    Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios Rurais PRONAT com o objetivo de

    promover o planejamento e a autogesto do processo de desenvolvimento sustentvel

    dos territrios rurais e o fortalecimento e dinamizao de sua economia. Nesse

    contexto, foram identificados na Bahia, a princpio, cinco territrios para participar do

    Programa: Sisal, Chapada Diamantina, Litoral Sul, Velho Chico e Irec. Posteriormente,

    outros nove territrios foram incorporados ao programa: Semirido Nordeste II, Serto

    do So Francisco, Bacia do Rio Corrente, Serto Produtivo, Itaparica, Baixo Sul,

    Piemonte do Paraguau e Bacia do Jacupe. Em sntese, o Programa promoveu o apoio

    institucional aos territrios, ofertando assistncia tcnica ao seu processo de articulao

    e organizao do seu colegiado territorial, composto por representaes do territrio;

    apoio na construo do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel

    PTDRS e investimentos nas cadeias produtivas e infraestrutura rural.

    Para a implementao do programa na Bahia, a SDT organizou oficinas com

    representaes de rgos federais e estaduais e de organizaes da sociedade civil. Logo

    na primeira, houve uma reao dos participantes quanto ao nmero reduzido de

    territrios e aos seus critrios de elegibilidade. Com isso, deliberou-se pela formao de

    um grupo de trabalho para mapear todos os territrios existentes no estado e propor

    novos critrios para a seleo dos futuros territrios beneficiados.

    Para definir a delimitao compatvel com a realidade do Estado, organizaes da

    sociedade civil e instituies pblicas atuaram na mobilizao dos atores locais para

    aprofundar as discusses em torno da proposta do MDA e construir uma nova

    formatao territorial, a partir da identificao dos espaos j constitudos.

    No perodo de 2003 a 2006, foram realizadas vrias atividades, dentre as quais

    levantamento das delimitaes geogrficas existentes, reunies entre organizaes e as

    bases locais para opinarem quanto insero dos municpios nos territrios,

    apresentao de propostas e ajustes, eleio de representantes de cada territrio. Desse

    processo foram revelados vinte e cinco territrios rurais.

    Nesse perodo, podemos ainda destacar: o movimento de outras organizaes, alm da

    SDT, para apoiar os territrios e sua organizao como a Secretaria da Agricultura

    Familiar SAF (do MDA), a Organizao das Naes Unidas para a Alimentao e

    Agricultura FAO e a Comisso Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira Ceplac.

    Foi neste perodo tambm que se deu a criao da Coordenao Estadual dos

  • 5

    Territrios CET, formada inicialmente pelos membros de um Grupo de Trabalho -

    GT criado pelo PRONAT e que hoje uma rede estadual de representao poltica dos

    colegiados territoriais. A Bahia foi o primeiro estado a criar esta rede estadual, que se

    denominou, Coordenao Estadual de Territrios - CET.

    Ao assumir o Governo da Bahia em 2007, o Governador Jaques Wagner reconheceu a

    legitimidade da diviso territorial que foi conformada e a adotou como unidade de

    planejamento das polticas pblicas do Estado da Bahia. Para tanto, foi necessria a

    ampliao da representao e do escopo das polticas trabalhadas nos espaos

    colegiados nos territrios, acrescentando ao rural as temticas e as entidades urbanas.

    Desta forma, incluiu-se o Territrio Metropolitano de Salvador, o 26 territrio. E os

    territrios rurais passaram a ser chamados de Territrios de Identidade.

    Para o PPA 2012-2015, um 27 territrio foi revelado: Costa do Descobrimento.

    Originrio da diviso do Extremo Sul, passando este a ocupar a sua poro setentrional.

    J no PPA 2016-2019, no houve alterao do nmero de territrios, mas algumas

    migraes de municpios, com destaque para a unificao das delimitaes da Regio

    Metropolitana e do Territrio Metropolitano de Salvador.

    MAPA 2 Territrios de Identidade da Bahia, 2012

    17

    24

    18

    01

    25

    16 04

    15

    10

    09

    19

    21

    14

    26

    06

    12

    02 03

    11

    13 23

    08 20

    22

    07

    27

    05

  • 6

    3. TERRITRIO DE IDENTIDADE: CONCEITO

    A adeso a uma territorializao rural foi facilitada pelo conceito difundido pelo MDA e

    adotado ao longo das oficinas do PRONAT, no qual no se fazia distino do mundo

    rural e urbano. Muito pelo contrrio, buscava garantir a coeso social em sua

    multidimensionalidade. Como pode ser visto abaixo:

    O territrio um espao fsico, geograficamente definido, geralmente contnuo,

    caracterizado por critrios multidimensionais, tais como o ambiente, a economia, a

    sociedade, a cultura, a poltica e as instituies, e uma populao com grupos sociais

    relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de

    processos especficos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam

    identidade, coeso social, cultural e territorial.

    O processo de revelao dos territrios envolveu, portanto, mltiplos aspectos:

    Culturais: costumes e valores, religiosidade, manifestaes folclricas, gastronomia,

    produo cultural, viso da sociedade sobre si mesma e outras formas de expresso da

    realidade local;

    Geoambientais: caractersticas geogrficas e ambientais, como topografia, hidrografia,

    clima, fauna, flora, solo, ecossistemas, preservao dos recursos naturais, defesa do

    princpio da sustentabilidade;

    Poltico-institucionais: capacidade de formao de capital social (capacidade de

    negociao e cooperao da comunidade em prol de objetivos coletivos), sua

    institucionalizao em organizaes sociais e outras formas, grau de articulao poltica

    das foras sociais no territrio;

    Econmicos: base produtiva, especializao econmica, conformao dos mercados e

    fluxos comerciais, produo e distribuio de renda, infraestrutura voltada produo e

    s atividades econmicas, capacidade de transporte e comunicaes, capacidade de

    articulao dos recursos locais para gerar oportunidades de trabalho e renda, etc.

    Um conceito que est muito atrelado ao de territrio e que, por fim, resume e

    consequncia de todas as dimenses envolvidas o de pertencimento: os indivduos

    pensam em si mesmos como membros de uma coletividade na qual seus smbolos, em

  • 7

    mltiplos aspectos, esto atrelados quele espao geogrfico, ou seja, h um sentimento

    e crena de pertencerem quele territrio, o que justifica chamar de Territrio de

    Identidade.

    4. A POLTICA TERRITORIAL E SEUS INSTRUMENTOS

    A adoo dos Territrios de Identidade foi um grande avano para o planejamento

    pblico na Bahia, pois, no apenas, revela e considera toda a diversidade (cultural,

    ambiental, econmica e social) existente no estado como tambm, estabelece um novo

    paradigma na formulao das polticas pblicas: em vez de o Governo planejar PARA a

    sociedade este passa a fazer isto COM a sociedade. E para tanto, precisa respeitar a

    organizao espacial que a populao se sente pertencer e naturalmente estabelece seus

    vnculos e inter-relaes.

    Desta forma, ao longo dos ltimos anos, o Governo do Estado da Bahia vem adotando

    instrumentos que articulam as suas polticas pblicas com os territrios, promovendo

    uma maior aderncia s distintas necessidades territoriais e ampliando assim a

    efetividade das suas aes governamentais, alm de promovendo o fortalecimento de

    uma democracia mais participativa.

    Com isso, a fim de tratar a abordagem territorial como uma poltica de estado e no

    mais somente de governo, em 29 de dezembro de 2014 foi publicada a Lei n 13.214,

    que dispe sobre os princpios, diretrizes e objetivos da Poltica de Desenvolvimento

    Territorial do Estado da Bahia, instituindo tambm, atravs de Lei, o Conselho Estadual

    de Desenvolvimento Territorial - CEDETER e os Colegiados Territoriais de

    Desenvolvimento Sustentvel CODETERs.

    A seguir, apresentamos os principais instrumentos da Poltica de Desenvolvimento

    Territorial.

    4.1. Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial CEDETER

    O Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial CEDETER um rgo de

    carter consultivo e de assessoramento, vinculado SEPLAN, com a finalidade de

    subsidiar a elaborao de propostas de polticas pblicas e estratgias para o

    desenvolvimento territorial sustentvel e solidrio do Estado da Bahia. Foi,

  • 8

    primeiramente, institudo pelo decreto n. 12.354, de 25 de agosto de 2010 e,

    posteriormente, pela Lei 13.2014/14.

    Para reafirmar a importncia da iniciativa e a incorporao de instrumentos de controle

    e participao social na Bahia, o Governo do Estado estabeleceu uma composio

    paritria entre Poder Pblico e Sociedade Civil, atravs da representao de oito

    Secretarias de Estado e oito membros dos Colegiados Territoriais, alm da participao

    de representantes do Ministrio de Desenvolvimento Agrrio (MDA) e do Ministrio de

    Integrao Nacional.

    O CEDETER uma proposta pioneira no pas, sendo a Bahia o primeiro estado a

    institucionalizar esse instrumento de gesto participativa. A iniciativa consolida o

    modelo e estabelece novas bases para o planejamento e execuo de polticas pblicas

    que fortalecem a incluso e a participao social. O CEDETER composto pelas

    Secretarias de Estado: Secretaria do Planejamento SEPLAN, cujo secretrio exerce a

    presidncia; Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR, cujo secretrio exerce a Vice-

    Presidncia; Secretaria do Desenvolvimento Urbano SEDUR; Secretaria de Relaes

    Institucionais SERIN; Secretaria da Sade SESAB; Secretaria da Educao SEC;

    Secretaria da Cultura SECULT; Secretaria da Agricultura, Pecuria, Pesca e

    Aquicultura SEAGRI; Secretaria da Segurana Pblica SSP; Secretaria do Meio

    Ambiente SEMA e Secretaria de Infraestrutura Hdrica e Saneamento - SIHS

    Apesar de pouco tempo de existncia, o CEDETER, j discutiu e encaminhou questes

    importantes para a Poltica Territorial, a exemplo das alteraes de toponmias e

    reconfiguraes dos Territrios de Identidade para os PPA 2012-2015 e 2016-2019, o

    que culminou, inclusive, com a revelao de um novo territrio, o Costa do

    Descobrimento, e o processo de mobilizao e pactuao do PPA. Alm da apreciao

    da proposta e Projeto Lei da Poltica de Desenvolvimento Territorial do Estado da Bahia

    e do Zoneamento Ecolgico-Econmico ZEE.

    4.2. Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentvel CODETER

    O CODETER o frum de discusso e de participao social presente em todos os

    Territrios de Identidade. Trata-se de um espao de planejamento, cogesto e

    concertao de polticas pblicas, programas e projetos. Cada Territrio de Identidade

    possui um colegiado, composto por representantes de organizaes da sociedade, que

  • 9

    devem representar a diversidade social do territrio, e de rgos e instituies pblicas

    municipais, estadual e federal. O CODETER tem composio paritria com, pelo

    menos, 50% da sociedade civil e, o mximo de, 50% poder pblico.

    O fortalecimento das polticas territoriais no Brasil, a partir de 2003, favoreceu o

    surgimento e a consolidao dos colegiados, o que significou uma nova etapa na forma

    de construo de polticas pblicas, tornando-se mais democrtica, transparente e

    participativa.

    A partir de 2009, o governo estadual passou a financiar, atravs de convnios, o

    funcionamento dos CODETER, disponibilizando recursos para a contratao de

    articuladores, realizao de reunies, oficinas e seminrios para a construo de seus

    Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentvel PTDS. suas revises e as

    atividades de gesto e planejamento territorial de um modo geral. Com estes convnios

    foram repassados R$ 1,6 milho.

    Em 2012, as atividades do articulador territorial, contratado por uma organizao

    convenente, passaram a ser exercidas pelos Agentes de Desenvolvimento Territoriais

    ADT. Eles foram contratados pela Seplan, atravs do Regime Especial de Direito

    Administrativo Reda. Tambm foi estabelecida uma parceria entre a Seplan e o MDA

    para disponibilizar recursos para o funcionamento dos Codeter atravs de um contrato

    de repasse no valor de R$ 2,3 milhes com vigncia at maio de 2015.

    4.3. Plano Plurianual Participativo PPA-P

    4.3.1. Escuta Social

    O primeiro Plano Plurianual Participativo PPA-P na Bahia ocorreu em 2007, fruto de

    uma iniciativa at ento indita no Brasil e que teve o objetivo de assegurar maior

    dilogo entre Estado e sociedade para a construo de polticas pblicas e mais

    transparncia nas aes do governo. Naquela oportunidade, 16 cidades da Bahia foram

    sedes de plenrias que reuniram representantes dos 26 Territrios de Identidade, entre

    os meses de maio e junho. No total, mais de 12 mil pessoas participaram das plenrias

    territoriais e cerca de 40 mil se envolveram nas reunies preparatrias nos territrios.

    O PPA Participativo, por outro lado, contribuiu como impulso inicial para que outros

    processos consultivos fossem realizados na Bahia a partir de 2007. o caso das

  • 10

    Conferncias Territoriais de Cultura, Educao, Direitos Humanos, Comunicao,

    Juventude, Igualdade Racial, entre outras.

    Em 2011, foi realizado o segundo PPA-P. Com algumas mudanas em relao ao

    primeiro, das quais podemos destacar:

    a) Alinhamento do PPA com o planejamento estratgico de longo prazo do estado

    (Bahia 2023), englobando trs PPAs;

    b) Realizao das plenrias em todos os territrios;

    c) Criao do Grupo de Trabalho Territorial GTT formado por representaes

    dos Codeter, Cappa e rgos estaduais, como a CAR, Dires, Direc e EBDA, com

    a misso de realizar reunies prvias plenria e consolidar uma matriz de

    propostas estratgicas do territrio, com base nos Planos Territoriais de

    Desenvolvimento Sustentvel, j em construo. A implementao do GTT

    facilitou muito s discusses nas plenrias e a qualificao das propostas;

    d) Disponibilizao de seleo de propostas a partir da Internet, atravs do sistema

    PPAnet.

    Para a construo do PPA 2012-2015, percebeu-se um avano muito grande na sua

    escuta social: alinhamento com o planejamento estratgico do Estado; discusses

    anteriores em todos os municpios, com o apoio do GTT; existncia em muitos

    territrios de Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentvel PTDS, de modo a

    qualificar melhor as suas proposies.

    Ressalta-se o desenvolvimento do Sistema do PPA PPAnet

    (www.ppaparticipativo.com.br). Espao na web responsvel: pela alimentao das

    proposies realizadas nas plenrias do PPA-P; pela seleo, atravs das Secretarias,

    das propostas acatadas para a execuo; e pela associao, pelas mesmas, s aes

    oramentrias das LOAS. O Sistema PPAnet permite um melhor acompanhamento

    tanto do poder pblico como da sociedade da execuo das propostas advindas da

    escuta social do PPA-P (atravs do Sistema Informatizado de Planejamento Siplan).

    Em 2013, o Governo do Estado da Bahia iniciou a implantao do Sistema Integrado de

    Planejamento, Contabilidade e Finanas Fiplan. Para o PPA 2016-2019 as funes do

    PPAnet sero incorporadas em um mdulo do Fiplan.

  • 11

    Fluxo do PPAnet

    A cada PPA h o aprimoramento do seu processo de escuta social. Desta forma, para o

    PPA 2016-2019, buscou-se introduzir novos arranjos e instrumentos para qualificar

    ainda mais este processo. O Fluxo a seguir sistematiza todo o processo de escuta social

    PPA Participativo 2016-2019.

    Apreciando o fluxo, destacamos os avanos e processos da nova metodologia:

    Ampliao da escuta social para duas dimenses: a territorial e a setorial (antes

    era apenas territorial). A territorial envolver a participao dos Colegiados de

    Desenvolvimento Territorial CODETER de cada TI. A setorial ocorrer

    atravs da participao dos Conselhos Estaduais vinculados s polticas pblicas

    (educao, sade, segurana pblica, segurana alimentar, etc) e de reunies

    Alimentao das

    Propostas

    Seleo pelas

    Secretarias

    Associao s Aes

    Oramentrias

    Relatrios de

    acompanhamento

  • 12

    com entidades representativas do setor produtivo (indstria, comrcio, servios,

    agronegcio, agricultura familiar, turismo e construo civil).

    Os Conselhos Estaduais se reuniro conjuntamente para discutir temas

    transversais.

    As propostas histricas elaboradas pelos CODETER, Conselhos Estaduais e

    entidades do setor produtivo sero sistematizadas para a formulao de

    Propostas Estratgicas.

    As Propostas Estratgicas sero inseridas no Sistema Integrado de Planejamento,

    Contabilidade e Finanas do Governo do Estado da Bahia FIPLAN para que as

    Secretarias possam utiliz-las como insumos para a formulao dos Programas,

    Compromissos e Metas do PPA.

    As Secretarias tambm vo associar as Propostas Estratgicas aos

    Compromissos e Metas do PPA a fim de permitir a emisso de relatrios sobre o

    seu aproveitamento na formulao do PPA (incluso / no-incluso) e futura

    execuo dos programas atravs do monitoramento das Leis Oramentrias

    Anuais LOAs: devolutivas.

    O Governo Estadual vai enviar para as entidades participantes do processo estas

    devolutivas e realizar plenrias territoriais para apresentar nos 27 as suas metas

    para os prximos 4 anos em cada um deles.

    Com tudo isso, o processo de escuta social do PPA Participativo 2016-2019 conseguiu

    avanar ainda mais que os ltimos, garantindo uma maior efetividade deste processo.

    Ademais, para alm da formulao do PPA, esta nova metodologia qualificou todo o

    processo de gesto participativa e democrtica implementada pelo Governo do Estado

    da Bahia nos ltimos anos.

    4.3.2. Conselho de Acompanhamento do PPA CAPPA

    Alm de promover a construo de um plano mais sintonizado com as demandas da

    sociedade, o governo fortaleceu os instrumentos de transparncia, com a criao do

    Conselho de Acompanhamento do Plano Plurianual CAPPA, composto por

    representantes da sociedade eleitos nas plenrias territoriais do PPA e cuja funo

    acompanhar a execuo do plano e mediar o dilogo entre a sociedade e o Estado. Cada

  • 13

    um dos 26 Territrios de Identidade1 da Bahia elegeu dois representantes e dois

    suplentes nas plenrias realizadas em 20072.

    Ressaltamos, no mbito da Lei 13.214/14 que dispe sobre a Poltica de

    Desenvolvimento Territorial do Estado da Bahia, deu-se a criao do Comit de

    Acompanhamento do PPA CAPPA, vinculado ao Conselho Estadual de

    Desenvolvimento Territorial - CEDETER, com a finalidade de acompanhar a execuo

    do PPA, LDO e LOA.

    4.4. Dilogos Territoriais

    Os primeiros Dilogos Territoriais ocorreram entre os meses de abril e junho de 2010 e

    foram promovidos pelo CAPPA e pela Coordenao Estadual dos Territrios CET,

    com o apoio das Secretarias do Planejamento e de Relaes Institucionais. Os objetivos

    do evento foram a promoo de uma discusso sobre poltica territorial, o

    fortalecimento do papel dos membros do CAPPA com maior integrao junto aos

    colegiados territoriais e, tambm, a prestao de contas das aes de governo, desde

    2007, nos Territrios de Identidade.

    Uma das iniciativas mais importantes dos Dilogos Territoriais foi uma exposio sobre

    as realizaes do governo a partir das demandas apresentadas pelos territrios durante o

    PPA-P. O evento teve, portanto, uma dupla importncia. Por um lado, houve a indita

    iniciativa do governo de retornar aos territrios para apresentar as realizaes da gesto,

    o que nunca foi feito na Bahia. Por outro lado, houve o fortalecimento do controle

    social, medida que as aes tornaram-se pblicas e passveis de serem verificadas pela

    populao. Os Dilogos Territoriais aconteceram nos 26 Territrios de Identidade, com

    a participao de aproximadamente 2,6 mil pessoas.

    Em 2013, ocorreu o segundo Dilogos Territoriais em 20 Territrios de Identidade. Os

    demais no ocorreram por fora de contingenciamento oramentrio. Os objetivos

    foram semelhantes ao primeiro: o governo prestar conta das suas aes e submeter os

    1 Na poca eram 26 Territrios, o 27 apareceu no PPA 2012-2015. 2 O CAPPA foi extinto em 2012 e as suas atribuies esto sendo executadas pelo Comit de

    Acompanhamento do Plano Plurianual CAPPA (mesma sigla) institudo Lei 13.214/14.

  • 14

    seus programas para a avaliao popular. Uma diferena que a promoo, no mais

    pertenceu ao CAPPA e a CET, mas pela prpria SEPLAN.

    4.5. Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel PTDS

    O PTDS o principal instrumento orientador das estratgias e intervenes no

    Territrio. Tem como objetivo facilitar a articulao e a implementao de programas e

    projetos que viabilizem o desenvolvimento territorial sustentvel. Ele resultado do

    amplo processo de sensibilizao, mobilizao e construo coletiva dos principais

    atores do Territrio, tanto do poder pblico, como da sociedade civil organizada.

    importante ressaltar que o PTDS um instrumento elaborado pelo territrio, para o

    territrio, qualificando significativamente as suas demandas e proposies para os

    rgos pblicos nas diversas esferas, com destaque para sua utilizao na elaborao do

    PPA, como subsidio no processo da escuta social. O Governo Estadual pode, inclusive,

    consult-lo para elaborao de suas polticas para os territrios.

    A Secretaria do Planejamento, atravs da Diretoria de Planejamento Territorial, mantm

    uma estrutura para fazer a gesto da poltica territorial na Bahia, com a seguinte

    estrutura funcional:

    Todas as informaes territorializadas, de relevncia, inclusive para controle social, so

    disponibilizadas pela DPT no sitio da SEPLAN, no endereo:

    http://www.seplan.ba.gov.br.

    DPT Diretoria de

    Planejamento Territorial

    CGT

    Coordenao de Governaa Territorial

    CEP Coordenao de Estudos

    e Planejamento Territorial

    CAF Coordenao de Articulao

    e Cooperao Federativa

    http://www.seplan.ba.gov.br/

  • 15

    4.6. Zoneamento Ecolgico-Econmico ZEE

    O ZEE um instrumento de gesto, que se insere na Poltica Territorial para

    ordenamento do espao territorial e servir para orientar os investimentos pblicos e

    privados em determinadas reas (zonas). Sua importncia para a Bahia est em apontar,

    atravs de lei:

    As reas adequadas implantao de arranjos scioprodutivos especficos;

    Os locais que devem ser protegidos devido maior vulnerabilidade ambiental;

    As regies que se encontram degradadas ou em estado de degradao, em

    decorrncia muitas vezes de processos antrpicos, que devero ser objeto de

    aes de recuperao.

    A SEPLAN e a SEMA coordenaram o processo de elaborao do ZEE iniciado em

    2010, quando foram definidas 36 Zonas Ecolgicas-Econmicas para o Estado da

    Bahia, seguindo as determinaes do Decreto Federal 4.297/2002, que estabelece os

    requisitos para elaborao do ZEE para fins de reconhecimento pelo Poder Pblico

    Federal. Em 2013 foi realizado o processo de consulta popular, que realizou 27

    consultas territoriais, 14 audincias pblicas em regies diferentes, considerando o

    agrupamento de territrios de identidade, reunies em diversos conselhos estaduais

    (CEPRAM, CONERH, CEDETER, CEDRS, etc) e com segmentos empresariais e

    Universidades, com o acompanhamento e superviso do Ministrio Pblico Estadual.

    Devido sua importncia, como instrumento de planejamento e de gesto, o ZEE/BA

    ser tratado em um Capitulo deste Livro.

    4.7. Consrcios Pblicos

    4.7.1. Uma nova Forma de Gesto Pblica

    A figura dos Consrcios Pblicos no recente. Com o processo de redemocratizao

    no Brasil e com o advento da Constituio Federal de 1988, os Municpios passaram a

    se consorciar, ainda que com fragilidades jurdico-institucionais decorrentes da ausncia

    de legislao especfica sobre o assunto.

  • 16

    A Emenda Constitucional 19/98 deu nova redao ao artigo 241 da CF. Com o novo

    texto, ao estabelecer que a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios

    disciplinaro por meio de lei os consrcios pblicos e os convnios de cooperao entre

    os entes federados, com a finalidade de executar a gesto associada de servios

    pblicos, fez surgir os Consrcios Pblicos com a configurao atual. Porm, apenas em

    2005, com a Lei 11.107, a Lei dos Consrcios Pblicos, sanou-se a questo da

    insegurana jurdica e ganhou-se um instrumento moderno e robusto de cooperao

    federativa. Essa lei foi regulamentada pelo Decreto 6.017/2017.

    Os consrcios pblicos so uma modalidade de associao entre entes federativos com

    vistas ao planejamento, regulao e execuo de atividades de um modo geral ou de

    servios pblicos de interesse comum de alguns ou de todos os consorciados. Os

    consrcios pblicos so autarquias e compem a administrao indireta dos entes

    consorciados.

    No cenrio atual a maioria das polticas pblicas como educao, sade, habitao,

    manuteno de estradas vicinais e desenvolvimento social so realizadas no mbito

    municipal. Em contrapartida, os municpios possuem baixa capacidade de investimento,

    dficits acumulados de servios pblicos oferecidos, alm de diversas regies

    apresentarem pouco dinamismo econmico.

    Ressalte-se que na Bahia 80% dos Municpios tm menos de 30.000 habitantes e no

    possuem condies institucionais de prestar os servios essenciais sua populao.

    Diante desse cenrio, o Governo do Estado da Bahia iniciou as discusses sobre a

    formao de Consrcios Pblicos ainda em 2007, quando a SEDUR, a partir de

    orientaes do Ministrio do Meio Ambiente MMA, definiu como estratgico para

    soluo dos problemas dos resduos slidos a formao de consrcios pblicos. No

    decorrer desse perodo, verificou-se que esta forma de gesto compartilhada poderia ser

    aplicada s demais reas de atuao da SEDUR, o que levou a concluso da formao

    de consrcios de desenvolvimento urbano.

    A partir de 2009, a SEPLAN comeou a participar das discusses, durante as quais

    chegou-se a um consenso de que deveria ampliar ainda mais o escopo de finalidades dos

    consrcios, permitindo que o consrcio pudesse atuar em reas diversas e amparadas no

  • 17

    marco regulatrio legal. Surgiu ento a proposta de formao de Consrcios de

    Desenvolvimento Sustentvel.

    Considerando a necessidade de apoiar a formao de consrcios pblicos pelos

    municpios do Estado da Bahia, foi constitudo um Grupo de Trabalho por servidores da

    SEPLAN e da SEDUR o GT Consrcios, que, com o apoio de uma consultoria

    especializada contratada e disponibilizada pela Procuradoria Geral do Estado PGE,

    elaborou os instrumentos legais necessrios constituio e implantao dos consrcios

    pblicos, em perfeita consonncia com os ditames legais, que foram todos

    disponibilizados em uma cartilha distribuda aos municpios.

    A equipe tcnica da SEPLAN realizou, ainda, reunies com prefeitos, associaes

    municipais e colegiados territoriais. Formaram-se, ento, consrcios nos territrios do

    Sisal, Portal do Serto, Irec, Serto do So Francisco, Vale do Jequiri, Recncavo,

    Serto Baiano (Itaparica e Semirido NE II), Piemonte Norte do Itapicuru, Piemonte da

    Diamantina, entre outros. Apenas os Territrios Velho Chico e Piemonte do Paraguau

    ainda no possuem Consrcios constitudos, estando, entretanto, em vias de formao.

    Hoje, a Bahia possui 34 consrcios pblicos (alguns territrios tm mais de um

    Consrcio formado).

    Cabe destacar que estes consrcios foram formados atendendo trs premissas bsicas:

    Mltipla finalidade: O consrcio poder atuar em diversas reas como:

    planejamento regional, saneamento, transporte urbano e intermunicipal,

    infraestrutura, turismo, trnsito, assistncia social, educao, meio ambiente,

    desenvolvimento rural, apoio gesto municipal, etc.

    Territrio de identidade como referncia espacial: Alguns ajustes podero ser

    feitos para atender critrios tcnicos/polticos para aglomerao de municpios,

    em especial na rea de resduos slidos e saneamento.

    Controle social: Definiu-se por estabelecer j no protocolo de intenes

    (contrato do consrcio) a existncia de colegiado de controle social para garantir

    a participao da sociedade civil nas discusses do consrcio (Conselho

    Consultivo) e promover uma maior insero do consrcio na Poltica Territorial.

  • 18

    No se pode deixar de mencionar, tambm, o apoio da SEPLAN na constituio dos

    Consrcios de Sade, compondo a Comisso de Implantao dos Consrcios e apoiando

    tecnicamente a constituio dos mesmos.

    4.7.2. Aes Complementares

    Paralelamente ao de apoio formao dos consrcios, a SEPLAN passou a dialogar

    com os diversos rgos do Estado para fomentar parcerias entre estes e os consrcios

    constitudos para a implementao de projetos de interesse comum, buscando constituir

    o Caderno de Oportunidades.

    Com isso, esto sendo viabilizadas parcerias entre o Estado e os consrcios para

    implementao de aes consorciadas, como, dentre outras: estruturao administrativa

    dos consrcios; gesto ambiental compartilhada; construo de cisternas e aguadas;

    manuteno de estradas vicinais; recuperao e manuteno de rodovias estaduais;

    apoio regularizao fundiria.

    Atualmente, a SEPLAN est em vias de implantao do Centro de Tecnologia e Gesto

    de Consrcios Pblicos, projeto que ir disponibilizar formao para as equipes tcnicas

    dos Consrcios, alm de fornecer apoio jurdico, contbil e para elaborao de projetos.

    Esse Centro contar, ainda, com o Observatrio da Poltica Territorial, que ir captar,

    produzir, sistematizar e difundir informaes sobre o desenvolvimento da Poltica

    Territorial e seus instrumentos, no estado da Bahia.

    4.7.3. Principais Projetos e Aes desenvolvidos pelos Consrcios

    Os Consrcios Pblicos vm implementando alguns projetos e aes atravs de

    Convnios com rgos federais e estaduais, tais como:

    1. Estruturao do Consrcio: Convnio com a Secretaria do Planejamento -

    SEPLAN, assegurando a estrutura mnima de funcionamento dos Consrcios.

    2. Infraestrutura Hdrica: Construo de Cisternas, atravs de convnio com o

    Ministrio do Desenvolvimento Social - MDS.

    3. Infraestrutura: Recuperao e manuteno de rodovias estaduais, por meio de

    contrato com a Secretaria da Infraestrutura SEINFRA; aquisio de Patrulha

  • 19

    2013 2014 2015 TOTAL

    BA 115.975.448,31 88.737.229,73 1.489.740,03 206.202.418,07

    PR 14.425.533,70 5.630.485,73 7.828.190,08 27.884.209,51

    PE 5.773.946,75 5.339.078,04 - 11.113.024,79

    SC 4.518.926,60 2.967.149,00 4.069.886,43 11.555.962,03

    RS 4.967.922,52 1.613.628,72 10.747.060,84 17.328.612,08

    MS 650.697,32 1.519.122,26 494.460,00 2.664.279,58

    MT 1.471.205,67 1.280.000,00 850.000,00 3.601.205,67

    SP 1.946.098,12 735.000,00 - 2.681.098,12

    RN - - 396.000,00 396.000,00

    PB - - 350.000,00 350.000,00

    MG 42.875.523,35 698.547,00 321.814,36 43.895.884,71

    TOTAL 192.605.347,34 111.183.281,48 26.547.151,74 330.335.780,56

    EstadoValor de Repasse (R$)

    Mecanizada, atravs da Companhia de Desenvolvimento e Ao Regional

    CAR.

    4. Meio Ambiente: Implantao do Programa Gesto Ambiental Compartilhada,

    atravs de Convnio com a Secretaria do Meio Ambiente SEMA; implantao

    do Cadastramento de Imveis Rurais (CEFIR), atravs de Convnio com a

    SEMA.

    5. Resduos Slidos: Elaborao do Plano de Gesto de Resduos Slidos, atravs

    de Convnio do Ministrio do Meio Ambiente MMA; elaborao dos Planos

    Municipais de Saneamento, atravs de convnio com CREA/FUNASA;

    construo de Aterro Sanitrio, atravs de convnio com a Companhia de

    Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e Parnaba - CODEVASF.

    6. Regularizao Fundiria: cadastramento das famlias beneficirias, medio de

    imveis, laudo de vistoria, por meio de convnio com a Coordenao de

    Desenvolvimento Agrrio - CDA.

    Cabe ressaltar que consrcios da Bahia, at o ano de 2015, lideraram a captao de

    recursos federais, por meio de transferncia voluntria, registrado no SINCONV. A

    partir de 2016, houve uma alterao no sistema, no sendo possvel a atualizao dos

    dados referentes ao repasse de recursos federais aos Consrcios.

    Federao dos Consrcios Pblicos do Estado da Bahia FECBAHIA

  • 20

    Em 2012, foi criado pelos representantes dos consrcios intermunicipais, o Frum dos

    Consrcios Pblicos da Bahia com objetivo de implementar aes de fortalecimento e

    articulao dos Consrcios Pblicos Territoriais, como parte da estratgia de

    consolidao do desenvolvimento territorial em curso na Bahia. Em 2016, a partir do

    Frum, foi constituda a Federao dos Consrcios Pblicos do Estado da Bahia -

    FECBAHIA, entidade que congrega 23 Consrcios. A FECBAHIA, com o apoio da

    SEPLAN, j realizou dois seminrios para discutir temticas relativas aos consrcios

    pblicos, contando com a participao de estudiosos da matria de todo o pas.

    Em virtude do apoio que o Governo do Estado vem dando ao desenvolvimento da

    Poltica de Consorciamento, a Bahia referncia nacional na rea de Consrcios

    Pblicos, recebendo delegaes de outros estados, que buscam conhecer as estratgias

    aqui implementadas para o sucesso das aes desenvolvidas por esse importante

    instrumento, que a cada dia se consolida como fundamental para a implementao de

    polticas pblicas mais eficientes, em benefcio da populao baiana.

    4.8. Agenda Territorial da Bahia - AG-TER

    4.8.1. Uma nova estratgia

    Mesmo com os avanos da Politica Territorial, a partir de 2007, a Seplan identificou a

    necessidade de aprimorar e implementar uma nova ao estratgica no mbito da

    Poltica Estadual de Desenvolvimento Territorial. Destarte, aps um longo debate

    interno, com outras Secretarias, parceiros e com o Conselho Estadual de

    Desenvolvimento Territorial Cedeter, formatou-se o Projeto da Agenda Territorial da

    Bahia - AG-TER.

    Instituda como ao estratgica de Governo pelo Decreto N 16.792 de 17 de junho de

    2016, a AG-TER tem como finalidade proporcionar oportunidades de desenvolvimento

    dos Territrios de Identidade do Estado da Bahia.

    A iniciativa principal da AG-TER a integrao de esforos por meio de uma ampla

    mobilizao e articulao do governo do estado da Bahia, com a participao do setor

    produtivo, entidades financeiras, instituies de ensino superior, consrcios pblicos

    intermunicipais, rgos federais, estaduais e municipais, dentre outros. Esta ao tem o

    objetivo de acelerar o desenvolvimento econmico e aumentar a renda das famlias

    baianas, com rebatimentos na melhoria da arrecadao estadual. Busca ainda a

  • 21

    promoo de uma cultura empreendedora e o estabelecimento de uma viso de futuro

    compartilhada, com vistas a um projeto de desenvolvimento territorial sustentvel e de

    longo prazo para os Territrios de Identidade da Bahia, sob a coordenao da Secretaria

    de Planejamento - SEPLAN

    Com o objetivo de promover a gerao de renda e a melhoria das condies de vida da

    populao baiana a AG-TER contempla como diretrizes estratgicas:

    Integrao de esforos dos atores pblicos e privados para viabilizar a

    implantao de empreendimentos produtivos;

    Fomento cultura empreendedora com a disseminao de estratgias de

    negcios e da integrao de cadeias produtivas;

    Promoo de negcios em diferentes escalas para integrar mercados.

    Criada para abranger os 27 Territrios de Identidade, at 2018, a AG-TER tem definida

    as seguintes linhas de ao:

    Identificao e execuo de projetos produtivos;

    Ampliao de operaes de crdito;

    Implantao de projetos estruturantes;

    Disseminao do empreendedorismo;

    Melhoria dos servios pblicos de assistncia tcnica;

    Dinamizao do ambiente de negcio.

    A implementao da AG-TER, conforme o Decreto N 16.792, perpassa por uma

    estrutura de governana que congrega todos os parceiros e ao mesmo tempo considera a

    dimenso espacial local. A primeira instncia o Grupo de Gesto Institucional GGI,

    composto pelos titulares das secretarias que integram a AG-TER, de acordo com o

    Decreto que a instituiu: SDR, SDE, SEAGRI, SECTI, SECULT, SIHS e SETRE, ao

    qual est vinculado o Grupo de Trabalho GT, formado por tcnicos destas Secretarias.

    A segunda instncia diz respeito aos parceiros institucionais bancos, instituies de

    ensino e outros agentes. A terceira instncia, o Comit Territorial da Agenda CTA tem

    carter operacional e atuao delimitada ao seu Territrio de Identidade. Dele

    participam atores locais representantes de rgos pblicos, dos parceiros institucionais,

    do Colegiado Territorial de Desenvolvimento CODETER e representaes da

    sociedade civil.

Recommended

View more >