A PERCEPÇÃO AMBIENTAL DA COMUNIDADE ?· percepção ambiental da comunidade acadêmica e divulgar,…

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A PERCEPO AMBIENTAL DA COMUNIDADE UNIVERSITRIA E A EDUCAO AMBIENTAL NO MORRO SANTANA : UNIDADE DE

CONSERVAO NOS LIMITES DA UNIVERSIDADE

Orientao: Teresinha Guerra

Bolsistas: Marlia Cercin, Thamy Lara de Souza

Equipe executora: Srgio Luiz Carvalho Leite

INTRODUO

As Unidades de Conservao (UC) so reas territoriais restritas, regidas pela lei n. 9.985, de Julho de 2000 (SNUC), com o objetivo no s de conservar a fauna nativa e migratria e, flora autctone como tambm, manter os recursos naturais de forma sustentvel. Alm disso, indispensvel para a recuperao das reas degradadas permitindo a reintegrao da biomassa no seu territrio local. As UC categorizadas pelo SNUC- Sistema Nacional das Unidades de Conservao- dividem-se em dois grupos: Unidades de Proteo Integral - permite o uso indireto dos atributos naturais-; e Unidades de Uso Sustentvel- permite a explorao do ambiente, mantendo a biodiversidade e os demais recursos ecolgicos perenes. Os dois grupos so divididos em categorias, definidas com base na relevncia dos recursos locais, ou seja, nas caractersticas especficas de cada rea.

De 1989 at 2004 se realizou um trabalho de implantao de uma UC no Campus do Vale da UFRGS com aplicao direita desse territrio em prol da comunidade acadmica e da populao residente em seu entorno. Em 2004 foi aprovada, por mrito, pelo CONSUN- Conselho Universitrio- a criao da UC como Proteo Integral e, em 2006 estabeleceu o limite da rea de 321,12ha. e a denominao na categoria Refgio de Vida Silvestre- REVIS da UFRGS da (Portaria 71/2004).

A criao de uma UC dentro do territrio universitrio beneficia a manuteno e recuperao da biodiversidade, o uso da rea em prol da pesquisa e educao, o

contato direto da comunidade do entorno com a conservao ambiental. Tambm, possibilitar a arrecadao de verbas de rgos nacionais e de instituies internacionais para assegurar condies bsicas de sustentabilidade e manejo da regio, bem como, para fins de pesquisa (rel. Roberta, 2006).

OBJETIVOS:

O trabalho tem a finalidade de conhecer a percepo ambiental da comunidade acadmica e divulgar, para esse pblico e para a comunidade residente do Morro Santana, a Unidade de Conservao Ambiental Refgio de Vida Silvestre da UFRGS. Atravs de um questionrio semi-estruturado, contendo quatro questes, coletou-se as informaes diretamente com os alunos, docentes e tcnicos administrativos do Campus do Vale da UFRGS. Em conjunto foram realizadas sadas de campo ao REVIS-UFRGS com os alunos da graduao da Geografia (Semana Acadmica, 2007), das Cincias Biolgicas (Trote Consciente) e da Geologia (Semana Acadmica, 2008) onde aconteceram atividades em Educao Ambiental e trocas de conhecimento cientficos e naturais entre os alunos e professores. Dando sequncia iniciaram-se atividades de Educao Ambiental, junto comunidade, com abordagem nas escolas pblicas. A primeira a ser visitada foi a Escola Estadual de Ensino Fundamental Incompleto rico Verssimo. A partir das atividades em Educao Ambiental mostrar a fundamental importncia da conservao do REVIS da UFRGS para os alunos da 2 e 3 sries, conscientizando-os para que aprendam os manejos adequados da utilizao dos recursos naturais. Saber sobre o conhecimento ambiental dos alunos, atravs de

uma anlise e somar novas idias, com base nas suas realidades sociais, necessrio para o desenvolvimento de um trabalho de educao ambiental na rea.O objetivo do projeto divulgar a UC-REVIS, para a comunidade do entorno, o meio acadmico e a populao de Porto Alegre. Sensibilizar sobre a importncia da biodiversidade local, promovendo mudanas no modo como a populao se relaciona com a natureza por meio de prticas de educao ambiental, ecoturismo, lazer e pesquisa cientfica.

REA DE ESTUDO

A UFRGS possui uma Unidade de Conservao (UC) denominada Refgio de Vida Silvestre -REVIS- e, est localizada no Morro Santana, o ponto culminante de Porto Alegre, com 311m de altitude. Est localizado a 12 km de distncia do centro da cidade, entre os paralelos 30 02 14e 30 04 45 S e meridianos 51 06 33 e 51 08 35 E. Tem como limites a Av. Protsio Alves ao Norte, o municpio de Viamo a Leste, a Av. Bento Gonalves ao Sul e a Av. Antnio de Carvalho a Oeste. Ocupa uma rea de 1000ha, dos quais cerca de 600ha pertencem UFRGS. (resumo, salo de extenso 2008, Souza, Thamy)

Hoje, devido as especulaes imobilirias- os terrenos regularizados so muito caros-, essas reas vem sofrendo diminuies estruturais dos seus ecossistemas colocando em risco os recursos naturais desses locais. Agravando ainda mais a situao, atravs de habitaes irregulares, quando a rea pblica como o caso do Morro Santana.

Rochas granticas geradas durante estgios de evoluo do cinturo orognico, conhecido como Cinturo Dom Feliciano que reflete a atividade do Ciclo Brasiliano no sul do Brasil. O granito Viamo e o granito Santana so os tipos de rochas granticas, geradas durante a formao do cinturo, que sustentam as formas de relevo.O Granito Santana constitui o padro em morros e possui uma forma alongada de direo NE-SW, sendo seu posicionamento controlado por uma zona de cisalhamento rptil-ductil subvertical de direo NE -SW. Unidade

litolgica mais jovem do que o Granito Viamo. sofreu menos todas as tenses tectnicas que caracterizam a formao do cinturo orognico.Granito Santana foi formado aps o desenvolvimento de grandes falhas transcorrentes que proporcionaram a formao do Granito Viamo. Esse granito formou-se quando passaram a predominar os esforos extensionais, originando novas falhas e reativando as antigas e, durante essa reativao, alojaram-se ao longo das suturas magmas granticos mais novos, como o Granito Santana, a cerca de 550 milhes de anos atrs. No geral, o Granito Santana apresenta uma foliao tectnica com pouca intensidade de deformao e com disposio subparalela foliao magmtica. Somente nos bordos, em contato com o Granito Viamo, a foliao mais forte chegando a apresentar rochas milonticas.

O granito Santana pouco intemperizado com uma pequena cobertura de rocha alterada e os campos de mataces aflorando nos topos e nas encostas do morro Isso ocorre devido existncia de uma estrutura fsico-qumica de desagregao e decomposio desenvolvendo formas esferoidais. Estas evidncias podem refletir as caracterstica do Granito Santana, pois, sendo essa uma rocha mais homognea oferece menor densidade de linhas de fraqueza para o ataque qumico da gua Desse modo, a ao da gua se faz atravs das fraturas verticais e horizontais que ocorrem na superfcie. Nveis centimtricos de solos litlicos arenosos que tem como limitao a sua reduzida espessura e reduzida disponibilidade de gua. Os solos saprolticos mais profundos ocorrem associados s zonas de falha, onde o intemperismo mais intenso Nas reas mais fraturadas, localizadas nas bordas dos morros, observa-se maior ao dos processos de intemperismo, proporcionando um manto de alterao mais profundo e formas de relevo mais baixas.

As formas do relevo provocam diferenas microclimticas (principalmente umidade), que potencializam a ocorrncia de diferentes formaes vegetais, elevando a biodiversidade desta rea.A vegetao caracterstica de Pampa, na encosta norte, noroeste e no topo do morro,

com cerca de 200 ha. considerada relictual, um tipo de formao testemunha da ltima glaciao, preservando espcies endmicas de plantas herbceas, como gramneas e asterceas Ainda ocorrem algumas cactceas e eventuais arbustos e palmeiras. Nas encostas voltadas para o sul e sudeste, o predomnio da vegetao de Mata Atlntica, formada posteriormente ao pampa e que tende a avanar sobre o mesmo, porque nessa latitude, onde se encontram os vales, h uma taxa baixa de incidncia luminosa, sendo mais mida, favorecendo o crescimento e a manuteno de espcies de porte florestal, com formas arbreas latifoliadas e perenes, que medem em mdia 10 a 20 m de altura. Ocorreu a expanso vegetacional oriunda de diferentes partes do continente sul-americano, ocasionando o encontro de pampa e mata atlntica. As formaes vegetais como matas aluviais, campos midos, juncais e macrfitas aquticas foram as mais impactadas, por causa do fcil acesso, e hoje se encontram restritas a poucos locais.O Morro Santana o divisor de guas de trs sub-bacias hidrogrficas: as nascentes dos arroios Dilvio, Feij e Passo das Pedras. (Dossie Morro Santana, 2003.)

A fauna nativa do morro Santana ainda muito pouco estudada. Apesar disto, sabe-se, por meio de relatos pessoais e registros visuais, que esta rea

ainda abriga importantes representantes da fauna nativa local. Alguns mamferos, apesar de no estarem inclusos na Lista das Espcies da Fauna Ameaadas de Extino do Rio Grande do Sul (Decreto no. 41.672 de 10 de Janeiro de 2002), encontram-se em perigo de extino local. A degradao das reas naturais da regio metropolitana de Porto Alegre vem confinando e isolando estas espcies em poucos refgios ainda existentes na malha urbana. Como exemplo, podemos citar o graxaim-do-mato (Cerdocyon thous), o mo-pelada (Procyon cancrivorus) e o ourio-caxeiro (Sphiggurus sp), entre outros. H registros anteriores da ocorrncia de bugio-ruivo (Alouatta guariba), uma das espcies apontadas como vulnervel pela Lista das Espcies da

Fauna Ameaadas de Extino do Rio Grande do Sul. Contudo, faltam estudos mais sistemticos para verificar a ocorrncia/ausncia deste primata no morro.

Outro grupo faunstico importante, a avifauna. J existem alguns dados pontuais que mostram a ocorrncia de espcies presentes na Lista das Espcies da Fauna Ameaadas de Extino do Rio Grande do Sul, como o caso do sabi-cica (Triclaria melachitacea) (Forneck, 2001; PPG-Ecologia, 2002), apontado como vulnervel no Rio Grande do Sul e globalmente ameaada de extino. A presena de aves migratrias de outras regies do continente sul-americano, que chegam ao morro Santana, principalmente do norte do Brasil e outros pases, nos perodos de primavera para nidificar, acasalar e alimentar seus filhotes. Por exemplo: a juruviara (Vireo olicaceus), o tuque (Elaenia mesoleuca), a guaracavaca-de-bico-curto (E. parvirostris), o filipe (Myiophobus fasciatus), o enferrujado (Lathrotriccus euleri), o irr (Myarchus swainsoni) e o bem-te-vi-rajado (Myodinastes maculatus), entre outros. A ocorrncia destas espcies eleva a importncia do morro Santana no contexto continental, sendo a rea do morro de fundamental importncia na manuteno destas espcies. Ainda dentro do grupo das aves, as matas do morro Santana so um dos ltimos hbitats de espcies da avifauna florestal e pampeana do municpio, como o inhambugua (Crypturellus obsoletus), a aracu (Ortalis gutatta) e a perdiz (Nothura maculosa) (Dossi-Morro Santana 2003).

Problemas relacionados ao Morro Santana:

O solo apresenta acentuando processos erosivos e desmoronamentos de terra;Poluio dos afluentes do arroio dilvio, pelo esgoto e lixo residencial depositados em lugares inapropriados;Entrada de pessoas no autorizadas a passeio ou de motociclistas, auxiliam na eroso do solo e no desmatamento, atravs da abertura de trilhas e de eventuais focos de incndio;reas degradadas por cultivo e criao de animais;Trechos reflorestados com espcies exticas como pinheiros (Pinnus sp.) e eucaliptos (Eucaliptus sp.); Pedreira desativada;O no isolamento da rea para conservao agrava ainda mais a ocorrncia destes problemas;A falta de segurana na regio;

Pouca informao e conhecimento sobrea UC - Refgio de Vida Silvestre Morro Santana;Loteamentos regulares e clandestinos, principalmente em zonas de encosta geram o desmatamento, expondo o solo para fequentes eroses.

Fig. 2- Vista da rea de Mata Atlntica do Morro Santana, regio Sul.

Fig.1- Mapa

mostrando a

vegetao e

origem do

mosaico

florstico do

Morro Santana.

1- Capim- caninha, Margarida-do-campo

2- Buti, Aroeira

3- Aoita- cavalo, guajuviras, Angico

4- Mata-olho, Canela-preta, Pitanga

1

3

Maria Luiza Porto e Rualdo Menegat

2

4

MATERIAL E MTODOS

Para se obter a percepo da comunidade acadmica sobre Unidades de Conservao (UC) e a REVIS da UFRGS, elaborou-se um questionrio semi-estruturado contendo quatro (4) questes incluindo dados pessoais e espao para observaes. Alm desse, foi desenvolvido um folder contendo informaes sobre as diferentes categorias das UC e a divulgao da REVIS da UFRGS, com o objetivo de esclarecer dvidas e divulgar a informao para rea acadmica. Abrangeu-se um total de 5,4% para cada categoria, contabilizando 349 alunos, 53 professores e 27 funcionrios, totalizando 429 questionrios tabulados.

O trabalho foi dividido em quatro etapas:

1. Fase de estudo direcionada para obteno de conhecimento sobre o assunto;

2. Fase de elaborao do material - questionrio e folder;

3. Entrevistas elaboradas utilizando o material produzido, abordando o pblico universitrio - alunos, professores e funcionrios.

4. Tabulao dos dados adquiridos nas entrevistas e anlise dos mesmos.

A aplicao do questionrio de percepo para os graduandos foi feita a partir de entrevistas em frente ao Restaurante Universitrio do Campus do Vale (RU) nos horrios de almoo -11:30 s 13:15 e janta- 17:30 s 19:00, alternando os dias de entrevista. Ao total precisou-se um pouco mais de um ms para a coleta do montante de alunos necessrios anlise de dados. A coleta foi feita de duas maneiras:

1- as pessoas no eram abordadas e, sim, motivadas a curiosidade por um cartaz que dizia: O que voc sabe sobre Unidades de Conservao?, fixo em frente a mesa de coleta.

2- coleta das informaes a partir da abordagem aos alunos, independente de seus cursos. Apenas as pessoas que no se

mostraram receptivas a pesquisa no foram quantizadas.

Apenas nos resultados foram feitas as separaes dos alunos cujos cursos possuem sede no Campus do Vale, so eles: Agronomia, Cincias Biolgicas, Cincias da Computao, Cincias Sociais-diurno, Cincias Social-noturno, Engenharia Ambiental, Engenharia Cartogrfica, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computao, Estatstica, Filosofia, Fsica, Fsica-Licenciatura, Geografia- diurno, Geografia-noturno, Geologia, Histria- diurno, Histria-noturno, Letras- Licenciatura, Matemtica- Bacharelado, Matemtica- Licenciatura, Medicina Veterinria, Qumica, Qumica- Licenciatura, Qumica Industrial. E, do total de pessoas abordadas, 79 no tiveram interessem em responder a pesquisa.

Para funcionrios e professores a coleta de dados foi feita nos gabinetes, corredores e prdios de atuao. Separou-se os docentes de cada Instituto por seus respectivos departamentos. A aplicao do questionrio para docentes e tcnicos administrativos foi feita em horrios variados nos perodos da manh e da tarde.

Foram utilizados para a pesquisa apenas os tcnicos administrativos do Campus do Vale da UFRGS, deixando para uma prxima anlise os funcionrios terceirizados. Coletou-se o nmero estimado de questionrios em aproximadamente 10 dias.

Cada entrevistado aps a concluso do questionrio recebeu um folder com explicaes sobre as Unidades de Conservao e o REVIS da UFRGS, uma oportunidade para esclarecer dvidas e obter conhecimento relevante ao assunto. Os dados foram separados e tabulados estatisticamente, estimando a percepo ambiental da comunidade universitria. A sistematizao e anlise foram feitas no Programa Sphinx com gerao de grficos.

Fig. 3-Questionrio aplicado na comunidade acadmica do Campus do Vale da UFRGS.

Atividades de Extenso

Na Semana Acadmica do curso de Geologia-UFRGS, o SedeGeo_2008, os alunos iniciantes do curso junto aos professores Teresinha Guerra e Srgio Luiz de Carvalho Leite do Instituto de Biocincias/UFRGS, realizaram um trabalho de campo no Morro Santana na manh do dia 26 de maio, acompanhados pelos seguranas da universidade. Ao longo do caminho aconteceram trocas de conhecimentos sobre a importncia da implementao da UC, e foram apontadas a flora, a fauna, a geologia, o tipo de solo como caractersticas naturais, bem como os problemas relacionados rea. Foram observados butiazeiros, pitangueiras, ara, jeriv e bromlias. Entre elas, espcies ameaadas de extino, integrantes da lista

oficial do IBAMA (Portaria N 37-N/1992) como a canela-preta e as figueiras protegidas pelo Cdigo Florestal Estadual (Lei 9519/1992), ambas so declaradas como imunes ao corte.Entre a fauna, foi observado o sabi-cica (Triclaria malachitacea, Spix), espcie inserida na Lista das Espcies da Fauna Ameaadas de Extino no Rio Grande do Sul (Decreto Estadual 41672/2002); o macaco-prego (Cebus nigritus) e foram citados o graxaim-do-mato (Cerdocyon thous); e o ratinho-do-mato (Akadon montensis).

Fig. 4- Alunos da Geologia em sada de campo ao Morro Santana.

Escola Estadual de Ensino Fundamental rico Verssimo, Rua da Hidrulica 773,

Lomba do Sabo- CEP: 94400-970, Viamo/RS

Foi realizada uma pesquisa no site do google maps, das escolas situadas no entorno do Morro Santana, das quais fizemos um arquivo, com endereos, telefones e um mapa. Iniciamos as atividades com a Escola mais prxima devida as dificuldades de transporte, pois elaboramos uma proposta para uma possvel sada de campo ao Morro Santana. Fizemos contato pelo telefone com a direo e combinamos uma visita a Escola rico Verssimo para levar o plano de atividades a serem realizadas e conhecer a escola, com a presena e o apoio da professora orientadora da pesquisa Teresinha Guerra e da professora apoiadora da pesquisa Ktia V. C. L. da Silva. Conversamos com a Direo e com as professoras das 2 e 3 sries do turno da tarde.

Universidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Biocincias- Centro Ecologia

O Morro Santana e a Comunidade de seu Entorno

Nome:__________________________ Idade:__

Instituto/Departamento:____________________

() professor ()funcionrio () aluno graduao () aluno PG () aluno curso tcnico () outro

1. Voc sabe o que uma Unidade de Conservao (UC)?

() sim () no

Se respondeu SIM, diga qual(is) voc conhece:______________________________

2.Qual a importncia das reas naturais conservadas?

3.Voc~e sabia que a UFRGS tem um projeto de criao de Unidade de Conservao?() sim () no Como ficou sabendo?______

4.Gostaria de receber mais informaes sobre o assunto?() sim () no Como?e-mail:_______________________________outro:________________________________

Observaes:____________________________________________________________________________________________________

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=S95687

O primeiro contato foi positivo dando sequncia as atividades na escola.

As atividades foram desenvolvidas no perodo de 50 min em cada turma. O nmero de alunos que participaram das atividades em sala de aula foram 28 para a 2 srie e 30 para a 3 srie.

Fig. 5- Frente da Escola rico Verssimo.

Metodologia do Primeiro Encontro no dia 06/11, introduo aos conceitos Ecologia- Morro Santana- Unidades de Conservao- Biomas Pampa e Mata Atlntica:

Apresentaes e organizao das cadeiras em crculo. Atividades desenvolvidas com msica de fundo: sons da natureza.

As palavras principais da atividade foram escritas no quadro para uma melhor memorizao: Ecologia, Morro Santana, Unidades de Conservao e Interao. Conversa com o tema Ecologia- Morro

Santana. Definio da fauna e flora e suas interaes,

atravs de exemplos como o habitat dos animais tpicos do Morro Santana: cobra, aves, macacos, aranhas e as relaes entre o homem e o ambiente ao redor.

Explicao do termo Unidades de Conservao como reas destinadas para a preservao do ecossistema incluindo o homem inserido na natureza.

Atividade de percepo do conhecimento dos alunos em relao a fauna e flora.

Abordamos os diversos ecossistemas regionais: floresta, pampa, praias e a diferenciao de plantas exticas e nativas e dos animais domsticos e silvestres.

Atividades de perguntas e respostas: Entregamos meia folha de papel reciclado para

cada aluno. Pedimos que aidentificao e que respondessem as seguintes

perguntas escritas no quadro:1. Quais animais vocs conhecem, um

grande e um pequeno? Onde foi avistado?

Nessa questo explicamos a diferena entre animais domsticos e animais silvestres.

2. Quais plantas vocs conhecem, uma grande e uma pequena? E como interagimos com elas?

Perguntamos se algum j havia plantado uma rvore, e a resposta foi positiva para a maioria da turma Enquanto eles escreviam continuamos conversando e ajudando nas suas respostas. Instigamos para que pensassem em animais vistos pessoalmente em alguma mata, fazenda, stio, praia. Pedindo para que escrevessem a fauna e flora conhecidas. Fizemos a mesma didtica para as plantas, destacando os ptios e jardins de suas casas, j que nenhum deles reside em apartamento. Aproveitamos a abordagem dos assuntos para inserir a questo das frutas e legumes que esto na dieta ao invs de alimentos industrializados. No final do perodo arrumamos juntos a sala colocando as classes no lugar.Material Utilizado: giz, papel reciclado, lpis, borracha, rgua, rdio da escola e cd player sons da natureza.

Fig. 6- Alunas bolsistas da Pesquisa, na sala de aula com os alunos da 3 srie.

Metodologia da segunda atividade desenvolvida no dia 13/11/08; Fauna, Flora e problemas ambientais do Morro Santana:

Levamos um pster de figuras da fauna nativa do Morro Santana para cada turma e ramos de plantas caractersticas do REVIS-UFRGS.

Comeamos com a reviso da atividade anterior utilizando o quadro-negro. Retomamos o conceito Bioma usando como exemplo a Mata Atlntica e o Pampa;

Apresentamos as plantas nativas do Morro Santana, que esto inseridas no Bioma de Mata Atlntica e Pampa e que foram coletadas no campus do Vale, como a pitangueira, a goiabinha- serrana, a amoreira, o ara, o jeriv, a folha de bananeira, a caliandra, a margarida do campo e o coco, passamos as plantas e pedimos que macerassem a folha da pitangueira e do ara para sentirem o cheiro;

Montamos um pster dos animais nativos do Morro Santana, atravs de figuras coloridas sobre papel pardo e fixamos no quadro-negro. Com os respectivos nomes e grupos: Mamferos: o macaco-prego, o graxaim-do-mato, o ourio, o gamb, o bugio, o tatu-galinha, o pre e o mo-pelada; Aves: o sbia- laranjeira, o pica-pau e o quero- quero; Rpteis: a cobra coral e o lagarto tupinambis; Inseto: a borboleta amarela;

Explicamos a interao fauna-flora;

Fizemos uma reviso sobre rvores exticas, levamos uma amostra do jacarand, e falamos sobre o pinnus e as nativas trabalhadas durante a aula.

Falamos sobre problemas ambientais no Morro Santana: o lixo; a poluio da gua (esgoto), o desmatamento, focos de incndio, motociclistas e as moradias inadequadas;

Na atividade final entregamos folhas de papel reciclado para a realizao de um desenho imaginrio do Morro Santana a ser entregue no prximo encontro. Pedimos que fizessem o desenho com base nas atividades desenvolvidas e com o conhecimento do local que j possuam.

Por utilizarmos papel reciclado nas atividades aproveitamos para explicar a diferena com o papel branco colocando a questo das rvores exticas- Pinus e Eucalipto e falando do processo qumico que o papel sofre para ficar branco. Comparamos com o processo de reciclagem, mostrando que devemos separar o papel utilidade dos demais lixos domsticos.

Material Utilizado: Papel pardo, papel reciclado, cola, imagens da fauna, amostras de plantas coletadas no campus do vale.

Metodologia do terceiro encontro, dia 20/11: instrues sobre a sada de campo ao Morro Santana

Fomos escola comunic-los sobre a subida ao Morro Santana no prximo encontro. Alertamos sobre a utilizao do tnis, bon, roupas frescas, bloqueador solar, mochila leve, merenda de frutas e muita gua;

Convidamos as professoras para a subida e combinamos o horrio de ida e volta do nibus.

Metodologia do quarto encontro do dia 27/11: a subida ao Morro SantanaHorrio de sada: 14:00hHorrio de Chegada: 17:00h

Utilizamos um nibus da Ufrgs. Ao todo foram 25 alunos, 12 alunos da 2 srie e 13 alunos da 3srie, duas professoras da escola, dois seguranas da Ufrgs, um deles a cavalo, o professor do Instituto de Biocincias Sergio L.C. Leite, e as alunas da graduao e atuantes na pesquisa Marlia Cercin e Thamy Lara de Souza.

Incio da trilha foram abordados os seguintes assuntos:O cuidado de manter todos unidos durante a subida; A abertura de trilhas indevidas e a eroso do solo;As plantas nativas;Observao das borboletas, dos insetos e dos pssaros pelo caminho;

Meio da trilha observou-se:

Os mataces de rochas. O processo de intemperismo: a eroso provocada pelas chuvas o que acentuou seu afloramento. Alguns seixos rolados tambm foram observados;

O perigo do desmatamento que provoca a eroso associada ao deslizamento de terra e ao rolamento de seixos e mataces;

O lixo, principalmente plsticos nas trilhas e a coleta dos mesmos;

Os diferentes portes de plantas, atravs da altura e razes das rvores, diferenciando-as pelos seus respectivos Biomas;

A diferena microclimtica entre a Mata-fresca e mida, e o Campo-aberto e quente;

Na parada para o lanche, verificamos se todos alunos e as professoras haviam levado frutas com a cobrana entre os colegas sobre o combinado do lanche e a conscincia de evitar o lixo plstico. Momento de interao, de questionamentos e de descanso.

Final da trilha - volta da sada de campo:

Foi registrada a subida ao morro atravs de fotografias;

Observao do tamanho do Morro Santana, sendo o ponto mais alto de Porto Alegre, e da vista panormica da cidade. Procuramos a escola rico Verssimo atravs da estao de tratamento de gua DMAE;

Na descida foi abordada, a questo das trilhas de motociclistas e do perigo de subir o morro sem seguranas;

Finalizando as atividades foi realizada uma pesquisa sobre o histrico das Unidades de Conservao no mundo, no Brasil e no Rio grande do Sul

Fig. 7- Alunos da escola rico Verssimo na primeira parada do passeio, com o professor Srgio Leite, a bolsista Marlia e o segurana da UFRGS.

Fig. 8- Subindo a trilha.

.

Fig. 9- Professor Srgio Leite, bolsistas Marlia e Thamy com os alunos

RESULTADOS

As porcentagens para o conhecimento de UC em geral mostrou (figura 10) que mais da metade dos entrevistados, em todas as categorias, desconhecem as reservas ambientais. Referente ao REVIS da UFRGS a porcentagem fica ainda menor (figura 11), com

aproximadamente 70% de desconhecimento para toda a comunidade universitria. No entanto, muitos dos entrevistados deduzem que o Campus do Vale tenha uma UC, sendo os motivos: a localizao do Morro Santana em uma regio afastada do centro metropolitano e uma grande extenso, pertencente a universidade, ainda no construdo.

Analisando a percepo ambiental dos alunos separando-os pelos seus respectivos cursos de graduao comparou-se os resultados a partir do montante igual ou similar de graduandos entrevistados.

O curso de Cincias Biolgicas foi o que teve maior nmero de questionrios respondidos,

no podendo ser comparado com os demais. Mas, fazendo uma seleo aleatria para igualar a quantidade de alunos entrevistados com aqueles cursos com maior nmero de coletas, confirmou-se que , junto com a Geologia e Geografia, os que tem mais conhecimento sobre o assunto.

Em detrimento ao REVIS-UFRGS, a porcentagem diminui significativamente - o mximo de 2,8%. Mas, os cursos de Cincias Biolgicas, Geografia e Geologia continuam sendo os que possuem maior conhecimento.

Para os docentes o nvel de percepo sobre as UC foi similar aos dos graduandos e analisados em relao aos seus Institutos, sendo que os departamentos com maior porcentagem foram os pertencentes aos Institutos de Biocincias e Geocincias. Em detrimento ao REVIS-UFRGS, a porcentagem se manteve similar UC para os docentes. Sendo que o Instituto de Qumica/ Departamento Inorgnica tambm teve destaque no nvel de conhecimento sobe a Unidade de Conservao Ambiental da UFRGS, alm dos Institutos de Biocincias e Geocincias.

Na categoria tcnico administrativo o Instituto de Qumica o que possui maior nmero de funcionrios com conhecimento sobre as UC e o REVIS-UFRGS. Porm, alguns Institutos divergiram em comparao s respostas dos graduandos e docentes. Com destaque positivo ficam os Institutos de Filosofia e Cincias Humanas e Engenharia de Alimentos.

O presente resultado indica que 9% da amostra j visitou o REVIS da UFRGS. Teve destaque as visitaes no PE de Itapu e a RB do Lami.

Para os graduandos a maior relevncias das reas naturais conservadas a Manuteno/Preservao/Conservao (figura

12). Muitos, porm, no tem bem claro qual a funo das Unidades de Conservao, mas possuem noo de sua importncia por responderem ser Fundamentais. O REVIS_UFRGS foi bem lembrado para aqueles que j o conheciam com 9% de visitaes.

A forma mais abrangente de obteno do conhecimento sobre o REVIS-UFRGS em aulas e nos Diretrios Acadmicos. Os docentes, por sua vez, dizem ser a maior relevncia das reas conservadas a Manuteno/Preservao/Conservao. Com destaque tambm para a Educao e conscientizao da comunidade em prol dessas reas.

A figura 13 mostra que o REVIS-UFRGS e a Estao Ecolgica do Taim so as duas Unidades mais visitadas pelos professores. Com significativa equivocao, disseram ser a Amaznia e o Jardim Botnico de Porto Alegre Unidades de Conservao. E a forma como adquiriram informao sobre a reserva Morro Santana foi entre amigos e colegas e nos laboratrios de atuao.

A Manuteno/Preservao/Conservao para os tcnicos-administrativos a maior relevncia das UC, com destaque para o aumento da qualidade de vida quando essas reas so efetivadas. Infelizmente, O REVIS-UFRGS no foi visitado por esse grupo amostral tendo destaque o Parque Nacional Aparados da Serra e o PE Itapu. Houve diversas equivocao designando reas como

Unidades de Conservao: Fundao Zo-Botnica, Pantanal e Ceclimar. A maneira mais eficaz de disseminao sobre o REVIS-UFRGS entre os funcionrios foi atravs de colegas/amigos, trabalho/laboratrio e pelo Jornal da Universidade (figura 14).

Figura 10: Percepo ambiental da comunidade universitria em detrimento as UC.

Figura 11:Percepo da comunidade universitria em detrimento ao REVIS-UFRGS.

Figura 14: Meios adquiridos pelos funcionrios para o assunto.

Fig.13- Grfico destacando as UC mais visitadas.

Fig.12 Grfico mostrando a porcentagem dos itens de maior importncia sobre as UC para os graduandos.

Resultados das Atividades de Extenso na Escola

Atividade do dia 06/11A terceira srie foi mais participativa e a professora estava de licena, ento a turma ficou sem observao da atividade. Os alunos desenvolveram interesse em todas as questes abordadas, citadas na metodologia. A maioria disse no conhecer o Morro Santana, apenas 6 crianas o conheciam. Os mesmos relataram como conheceram e quem os acompanhou. Dois alunos tiveram a oportunidade de fazer uma trilha e os demais conhecem por serem parentes de moradores do entorno e passarem na rea para visit-los, mas feitas por ruas das vilas e no pelas trilhas existentes no Morro.A 2 srie foi mais tmida e no primeiro momento, para todas as questes respondiam de forma negativa. Precisamos desenvolver um pouco mais o interesse pelos assuntos abordados, para s ento, insistindo nas perguntas, responderem positivamente. A professora ficou observando. O resultado das perguntas aplicadas em sala de aula, mostrou um desconhecimento dos alunos em relao a fauna e flora caractersticas dos Biomas Mata Atlntica e Pampa. A maioria das respostas teve como base a vegetao cotidiana. Alguns animais citados eram animais exticos e domsticos. No entanto, a percepo das duas turmas foi produtiva, pois os alunos sabiam que os animais exticos citados em suas respostam no ocorrem no ecossistema do Morro Santana.

Atividade do dia 13/11A atividade com plantas coletadas no Campus do Vale rendeu um bom resultado, as duas turmas j conheciam a maioria das plantas levadas.Estavam empolgados com o contato da vegetao nativa que passava durante a aula e tambm com a cobra levada por um aluno para a feira de cincias na escola. Depois do entusiasmo conseguimos fazer uma reviso da atividade anterior- Ecologia- Morro Santana- Unidades de Conservao, utilizando o quadro-negro, respondendo as vrias perguntas que surgiram, o que mostra um interesse sobre os assuntos abordados anteriormente. Fixamos o pster e os alunos que no haviam se manifestado no encontro anterior, participaram ativamente dessa atividade, a

turma fez fila para olhar e ler os nomes da fauna ilustrada.A segunda srie mostrou uma maior desenvoltura com os assuntos abordados, a terceira srie estava mais dispersa.

Os desenhos referentes ao imaginrio do Morro Santana (figuras 29, 30 e 31), realizados antes da atividade de campo, mostraram que os alunos das duas sries tiveram uma boa interpretao dos assuntos levantados nas atividades anteriores. Por apresentarem as principais caractersticas do ecossistema Santana como a vegetao de Pampa e Mata Atlntica, as nascentes de gua, casas no p do morro, fauna nativa e relevo acentuado. Observamos, que a maioria dos alunos abstraram bem o contedo aplicado e demonstraram interesse pelo assunto, usando a criatividade; Outros alm de mostrar conhecimento sobre o Morro Santana, ainda se destacaram na sua interpretao artstica. O restante mostrou algumas interpretaes do contedo mas, no muita vontade em desenhar.

Atividade do dia 27/11

A subida ao Morro Santana foi muito positiva, os alunos mostraram felicidade e vontade de conhecer mais sobre a rea. Foram avistados poucos animais, devido a agitao da subida. Os alunos participaram ativamente da coleta do lixo no caminho da trilha. Curiosos e rpidos sempre atentos s explicaes do professor Srgio L. C. Leite. Acompanharam o passeio seguindo com o guarda a cavalo, apesar do grupo ficar disperso em vrios momentos no ocorreu maiores confuses.

CONSIDERAES FINAIS

A comunidade universitria, em geral, desconhece que no Brasil existe um Sistema de UC;A maioria da comunidade acadmica desconhece o REVIS. Os estudantes dos cursos de Cincias Biolgicas, Geografia e Geologia tem maior acesso ao assunto por terem aulas ministradas pelos professores que esto envolvidos com a criao do REVIS, pelo trote consciente e pela dinmica dos cursos;Os funcionrio que tem conhecimento sobre esse tema so os moradores dos bairros no entorno do Campus do Vale. E, tambm, alguns participaram do curso tcnico em gesto ambiental no qual obtiveram esse conhecimento;A maioria dos entrevistados manifestaram interesse em adquirir mais informao sobre UC e REVIS e visitar a rea do Morro Santana.

A partir da aplicao do questionrio e da tabulao dos resultados, obteve-se o perfil da

percepo relevante s questes ambientais que envolvem a todos e fazem parte assdua da realidade acadmica, em detrimento as UC e o REVIS-UFRGS. Algumas pessoas no tiveram uma boa receptividade 17,6% do pblico alvo no quiseram participar.

Sobre as respostas afirmativas referente ao conhecimento sobre UC verificou-se que 39% de todo o universo pesquisado (alunos, funcionrios e professores), conhecem uma UC. Uma parcela significativa disseram ter visitado uma UC, desconhecendo que as regies citadas no fazem parte de reas de conservao ambiental, como exemplo, Pr-mata e Amaznia.

20,9% de todos os entrevistaram conhecem a REVIS da UFRGS.

Como no existem muitas campanhas de educao ambiental na universidade e no seu entorno e essa rea, dentro da Ecologia, recente, acreditamos que a pesquisa desenvolvida dentro do meio acadmico tenha sido a base para refletir os dados da atual

Fig.29- Desenho do Morro Santana do aluno Adler da 3 srie. Fig.30- Desenho do Morro Santana da aluna Camila da 3 srie.

Fig.31- Desenho do Morro Santana do aluno Carlos Eduardo da 2 srie.

situao e para prosseguir com a insero da comunidade tanto acadmica como dos residentes do entorno do REVIS em prol da conscientizao ambiental. Importante conhecimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas e manter o ecossistema conservado para estas e as futuras geraes.

As atividades de extenso realizadas no Morro Santana, durante o ano de 2008, foram todas realizadas com a presena dos seguranas da UFRGS, dos professores da Pesquisa Teresinha Guerra e Srgio Leite e das bolsistas da Pesquisa Marlia Cercin- Cincias Biolgicas/UFRGS e Thamy Lara de Souza- Geologia/UFRGS.Comparando as atividades de Educao Ambiental nas sadas de campo ao Morro Santana entre os alunos da Graduao dos cursos de Geografia, Cincias Biolgicas e Geologia com os alunos de educao primria da E.E.E.F rico Verssimo, foi observado as diferenas sociais e educacionais entre os grupos. Mostrou que essas diferenas no contriburam para o menor interesse de um grupo e outro em relao a proposta de conscientizao e educao em detrimento aos recursos naturais.Apesar dos alunos da UFRGS j possurem um conhecimento mais abrangente de sua realidade e uma vivncia em outras reas de conservao, a maioria no sabia sobre a existncia do REVIS-UFRGS. Os alunos da E.E.E.F rico Verssimo participaram pela primeira vez de uma atividade de campo em Educao Ambiental e, j mostraram um conhecimento cotidiano, por morarem no entorno do Morro Santana.O trabalho de Educao Ambiental na E.E.E.F rico Verssimo, foi positivo e acreditamos que conseguimos desenvolver o planejado. Gostaramos que as atividades em Educao Ambiental na respectiva escola e nas demais tenha continuidade, pois os alunos tiveram um bom desenvolvimento com os assuntos e uma participao ativa em todas as atividades realizadas. necessrio que seja ampliados os trabalhos em Educao Ambiental atravs do REVIS-UFRGS com os alunos da universidade e da comunidade em geral, para que se tenha uma efetiva conscientizao e conservao da rea.

Referncias Bibliogrfica

Comisso de Instalao da Futura Unidade de Conservao da UFRGS. Dossi-Morro Santana. Universidade do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 28 de Novembro de 2003.

Sistema Nacional de Unidades de Conservao -SNUC- Lei 9.985, de Julho de 2000.

Campos, R.S.P.R 2006. Avaliao Socioeconmica dos moradores residentes no entorno da Morro Santana, Porto Alegre, RS. In: Relatrio de Extenso.

Experincias em Educao Ambiental Pressupostos Orientadores Vol. 1. Projeto de Educao Ambiental Pr-Guaba.

Porto Gonalves, C.W. A Globalizao da Natureza e a Natureza da Globalizao ed. Ano 2007.

Diegues, Antonio Carlos Sant'Ana. O mito moderno da natureza intocada NUPAUB. So Paulo. BR. 1994. 163 p.

Disponvel em: http://eco.ib.usp.br/lepac/bie314/conservacao_ecohumana_2008.pdf acessado em dez. 2008

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