A Origem das Espécies

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<p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN 1. Zoologia da Viagem do Beagle I. Mamferos fsseis e vivos 2. Zoologia da Viagem do Beagle II. Peixes, anfbios, rpteis e aves 3. A Viagem do Beagle 4. Geologia da Viagem do Beagle 5. Crustceos Cirrpedes I. Pedunculados 6. Crustceos Cirrpedes II. Ssseis 7. A Origem das Espcies 8. Fertilizao nas Orqudeas 9. Plantas Trepadeiras 10. Variao sob Domesticao I 11. Variao sob Domesticao II 12. A Ascendncia do Homem 13. A Expresso das Emoes 14. Plantas Insectvoras 15. Cruzamento e Autofertilizao nas Plantas 16. Variao nas Flores 17. O Poder do Movimento nas Plantas 18. Manta Morta e Minhocas 19. A Vida de Charles Darwin 20. A Origem das Espcies Ilustrada</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>A</p> <p>ORIGEMDAS</p> <p>ESPCIESCHARLES DARWIN</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>A ORIGEM DAS ESPCIESATRAVS DA SELECO NATURAL OU A PRESERVAO DAS RAAS FAVORECIDAS NA LUTA PELA SOBREVIVNCIA</p> <p>CHARLES DARWINTraduo Ana Afonso</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>FICHA TCNICA Traduo: Ana Afonso Reviso: Nuno Gomes Prefcio: Jorge Vieira Capa: Nuno Gomes Impresso e maquetagem: Multiponto, S.A. Planeta Vivo Traduo da 6 edio original e ltima revista por Darwin: The Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life. 6th Edition, with additions and corrections to 1872. John Murray, Albermarle Street, London, 1876. Primeira edio original: 24 de Novembro de 1859. PLANETA VIVO UPTEC-PMAR Avenida da Liberdade, 4450-718 Lea da Palmeira, Portugal Tel. +351220120762 Fax. +351220120761 E-mail: planetavivo@planetavivo.net Web: www.planetavivo.net, www.planetavivo.pt Primeira edio: Novembro de 2009 ISBN: 978-972-8923-43-3 Depsito legal: 302554/09 Notas: Na capa esto assinalados os tentilhes de Darwin, como ficaram conhecidos os emberizdeos por ele catalogados nas Galpagos aquando da viagem do Beagle, que constituram um de muitos indcios na gestao da sua teoria da seleco natural, embora s muito brevemente os abordasse em A Viagem do Beagle e apenas os incluisse genericamente e sem especial relevo entre as aves daquele arquiplago em A Origem das Espcies. Na contracapa, est representada a rvore da vida, includa no Notebook B, de 1837-38, no qual dissertou sobre a transmutao das espcies, e que se tornou no embrio da sua teoria da seleco natural, muito antes da publicao da obra aqui transcrita. No texto, N. da T. so as notas da tradutora e N. do E. as do editor.</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>INTRODUO COLECO</p> <p>PLANETA DARWINCharles Darwin nasceu em 12 de Fevereiro de 1809 e publicou pela primeira vez aquela que viria a ser uma das obras mais revolucionrias da histria, A Origem das Espcies, em 24 de Novembro de 1859. Por este motivo, 2009 tornou-se num ano simblico por passarem 200 anos do seu nascimento e 150 da publicao daquela obra. A International Union of Biological Sciences (IUBS) estabeleceu 2009 como o Ano Darwin e promoveu uma srie de eventos comemorativos que se multiplicaram por todo o mundo, incluindo Portugal, onde numerosas entidades homenagearam, de diversas formas, este naturalista: palestras, exposies, publicaes evocativas, etc. A Planeta Vivo quis associar-se s comemoraes, editando em portugus a obra integral de Darwin, cuja coleco apelidou de Planeta Darwin. Esta coleco composta pelas suas 20 obras de carcter cientfico, uma autobiografia e uma edio especial de A Origem das Espcies, reunidas em 20 volumes, tendo sido excludos os artigos, notas e outras publicaes avulso, tanto individuais como colectivas. O objectivo permitir ao pblico lusfono usufruir da sua vasta obra, j que actualmente apenas alguns ttulos se encontram disponveis. As obras de Darwin so todas elas extensas e complexas e exigem um trabalho de traduo demorado. Por isso, este projecto estendeu-se por cinco anos, tendo sido editados os volumes cadncia de um por trimestre. A coleco est organizada por ordem cronolgica das primeiras edies originais, mas a edio no seguiu essa ordem, comeando por A Origem das Espcies, que corresponde ao stimo volume e cuja edio em 24 de Novembro de 2009 coincidiu simbolicamente com os 150 anos passados da data da primeira edio original, no mesmo dia de 1859. Diversos factores contribuiram para esta ordem de edio: importncia das obras, disponibilidade de outras verses em portugus, dificuldades de traduo, entre outros. Todavia, os 20 volumes que constituem a coleco esto numerados, de modo a constituirem um todo coerente para quem desejar obter a obra integral e conhecer a ordem de edio original. A Origem das Espcies a obra de Darwin que mais impacto teve, por colocar em questo a ideia assente da criao divina das espcies e admitir que elas evoluem e se podem transformar noutras, o que implicitamente incluiria o homem. Darwin evitou cuidadosamente esta questo nesta obra, por achar que na altura da primeira edio a discusso estaria inquinada e sujeita a preconceitos, mas as bases j as tinha elaborado, ainda que s viesse discutir este assunto delicado 12 anos mais tarde, na sua outra obra seminal, A Ascendncia do Homem, banindo definitivamente a nossa espcie do centro da criao e transformando-nos em animais quase to banais como os outros. As reaces a estas obras foram violentas, mas os seus detractores foram perdendo argumentos, at que a gentica moderna, iniciada com Mendel em 1865 (cujo trabalho permaneceu desconhecido de Darwin e da maioria dos naturalistas at ao final do sc. XIX), passando pela gentica populacional de Wright, Fisher e Haldane, de 1918-1932, a bioqumica do DNA de Watson, Crick e Wilkins, em 1953, at gentica molecular dos nossos dias, cujo ltimo avano Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>a descodificao do genoma de numerosas espcies, veio corroborar a maioria das asseres de Darwin, que nem sequer conhecia os mecanismos de transmisso de caracteres e s podia especular, baseado nas suas muitas evidncias e grande poder de observao e sntese. Na dcada de 40 do sc. XX, Mayr, Simpson e Dobzhansky refundaram o Darwinismo, acrescentando-lhe a componente gentica e fundando a Teoria Sinttica da Evoluo, tambm conhecida por Neodarwinismo, tal como lhe chamou George John Romanes. Mas Darwin no se cingiu a estas duas obras, e o seu contributo para as cincias naturais to diverso que inclui a geologia, a paleontologia, a ecologia, a taxonomia, a agronomia, a produo animal e vegetal, a botnica, a anatomia, a fisiologia, a pedologia e at a psicologia. Esta ltima foi abordada em A Expresso das Emoes, que estudou o comportamento humano 18 anos antes de Freud ter editado o seu primeiro livro, e que hoje uma referncia na Psicologia contempornea. Outras obras relevantes versam sobre a domesticao, a reproduo das orqudeas, a formao dos solos, os cirrpedes actuais e fsseis, ou a origem dos recifes de coral, tendo em todas estas reas Darwin dado um contributo decisivo para conhecer os fundamentos de to diferentes disciplinas. Manta Morta e Minhocas explicou a formao dos solos e foi a sua ltima obra, constituindo um inesperado sucesso editorial na sua poca. Darwin abriu a mente para a diversidade biolgica, ou para utilizar um termo actual e em voga, a biodiversidade, na sua famosa viagem volta do mundo a bordo do Beagle, navio ingls que tinha a misso de reconhecer a costa sul-americana mas que acabou por dar a volta ao globo, ao longo de quase cinco anos, e originaria um peculiar livro de aventuras, A Viagem do Beagle ou Viagem de um Naturalista Volta do Mundo, uma coleco de livros sobre a fauna observada nessa viagem, Fauna da Viagem do Beagle, que seria a primeira obra do autor, e trs obras sobre a geologia dos locais visitados, compilados nesta coleco como Geologia do Beagle. certo que j antes manifestara profundo interesse pela histria natural e essa viagem apenas viria ampliar os seus conhecimentos e a compreenso dos fenmenos naturais. Nessa longa viagem, teve acesso a uma enorme diversidade de espcies, vivas e fsseis, e de estruturas geolgicas, que os seus conhecimentos anteriores como naturalista e a sua enorme curiosidade viriam a cimentar numa viso holstica da natureza e que lhe permitiria questionar (mais tarde) a origem das espcies, bem como explicar as maravilhosas estruturas, belas e complexas que as constituem, atravs da luta pela sobrevivncia e a seleco natural. E conseguiu compreender, mesmo sem saber como, que os caracteres parentais podem ser transmitidos aos descendentes (hoje sabemos que atravs dos genes) e que podem sofrer modificaes (mutaes), originando a diversidade de indivduos, que a matria-prima da seleco natural. Esse raciocnio, aparentemente simples, no pode deixar de nos maravilhar, por estar muito longe do pensamento da poca. S Wallace tinha conjecturado de forma semelhante, mas sem a capacidade argumentativa de Darwin. To radical esta ideia que, ainda hoje, existe uma corrente que teima em questionar a evoluo das espcies, apesar de todas as evidncias a seu favor. Esta a viso dos criacionistas, que fazem interpretaes literais da bblia, ou distorcem ou omitem factos para tornar as suas afirmaes credveis. Mas o criacionismo noColeco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p> uma teoria, antes uma crena, j que no pode ser submetido ao mtodo cientfico e corroborado por anlises independentes, tornando-se, por isso, intil a discusso em torno deste tema. Interessa mais compreender o contributo de Darwin para as cincias biolgicas contemporneas e para a sociedade em geral, que muito abrangente e est ainda em grande parte por descobrir pelo pblico portugus, por no ter disponvel na sua lngua as obras daquele naturalista. Esperemos que esta coleco possa despertar interesse pelos temas estudados por Darwin, a quem a Biologia tanto deve, e cuja abordagem inovadora o coloca entre os maiores pensadores da humanidade. Uma traduo uma adaptao e uma viso particular de quem traduz e rev. Por isso, para facilitar a leitura e a compreenso, alguns dos termos originais de Darwin no foram literalmente traduzidos, porque no tinham correspondncia em portugus, porque cairam em desuso, ou ainda porque criariam rudo na leitura. Por exemplo, Darwin aplica recorrentemente o termo organic beings, cuja traduo directa seria seres orgnicos. Embora correcto, este termo pouco usual na lngua portuguesa contempornea e substitudo pelo termo comum seres vivos, que tem tambm correspondncia directa no francs, lngua estrangeira privilegiada pelos naturalistas portugueses at meados do sc. XX. Outro termo frequente organisation, que Darwin aplica indiscriminadamente organizao do indivduo, ou seja, a sua estrutura ou organismo, e organizao taxonmica dos seres vivos, pelo que nem sempre se respeitou a traduo literal. Outro ainda, refere-se ao termo shell, aplicado genericamente a bivalves e gasterpodes, que so duas classes de moluscos. O termo concha no tem correspondncia directa a estes grupos, pois em portugus refere-se apenas ao invlucro desses animais, que at serve de referncia para a classificao das espcies, mas no pode ser aplicado como sinnimo de caracis, amijoas, ostras ou outros moluscos. E os exemplos poderiam continuar. Caso o leitor assinale alguma incorreco ou melhor forma de expresso de alguns termos, agradecemos a sua contribuio para uma futura reviso. As obras includas nesta coleco foram traduzidas a partir das ltimas verses corrigidas por Darwin. Ainda que alguns autores considerem, por exemplo, a primeira edio de A Origem das Espcies como mais sinttica e elegante, o facto que s a partir da terceira Darwin introduziu a nota histrica, e na sexta e ltima por si revista incluiu um captulo inteiro (sete) para responder a crticas sua teoria, bem como um glossrio, precioso para entender muitos dos termos utilizados nessa obra. E mesmo a sexta edio, de 1872, sofreu posteriores correces e adendas, sendo reeditada em 1876, o que tecnicamente corresponderia a uma stima edio revista, embora o editor mantivesse o nmero seis na reedio. esta a verso aqui traduzida. Estas revises e acrescentos devem ter sido importantes, pois, mesmo as reedies actuais, baseadas na primeira edio original, incluem a nota histrica e o glossrio, num misto editorial pouco claro. O nosso entendimento que se Darwin sentiu necessidade de corrigir e acrescentar as novas edies porque seria importante faz-lo, pelo que respeitamos essa vontade. O mesmo vlido para os outros ttulos que foram alvo de reedies por ele revistas. Gostaria, por fim, de agradecer equipa de tradutores, aos prefaciadores e revisores, bem como ao Dr. John van Wyhe, director do The Complete Work ofColeco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>Charles Darwin Online (que pode ser consultado em http://darwin-online.org.uk), que tornou possvel este projecto ao disponibilizar em formato digital todas as edies originais de Charles Darwin, bem como tradues em diversas lnguas, incluindo a coleco Planeta Darwin, podendo esta ltima ser tambm consultada no site da Planeta Vivo, www.planetavivo.net. Nuno Gomes Editor da Planeta Vivo</p> <p>Coleco PLANETA DARWIN: Planeta Vivo</p> <p>PREFCIO DA EDIO PORTUGUESA DE</p> <p>A ORIGEM DAS ESPCIESMuito se tem escrito com grande profundidade sobre a vida e obra de Charles Darwin, ao que no alheio o facto de, para muitos autores, A Origem das Espcies ser um dos mais importantes livros cientficos alguma vez escrito. Por esta razo, uma honra para qualquer investigador prefaciar a traduo em portugus de uma obra que dispensa qualquer prefcio. Enquanto obra cientfica, A Origem das Espcies peculiar. Note-se que a primeira edio, publicada a 24 de Novembro de 1859, tinha um ttulo diferente, Sobre a Origem das Espcies atravs da Seleco Natural, ou a Preservao das Raas Favorecidas na Luta pela Sobrevivncia. No entanto, o aspecto mais importante deste trabalho cientfico ser porventura o carcter de resumo necessariamente imperfeito que o prprio autor atribui na introduo. So muitas as aluses espalhadas por toda a obra a dados e concluses que Darwin tenciona publicar em data oportuna. Teve vrias edies, todas elas sem surpresa para um trabalho continuamente em construo com correces e alteraes significativas introduzidas pelo autor. A expresso sobrevivncia do mais apto, por exemplo, ocorre pela primeira vez apenas na quinta edio. A sexta edio inglesa de 1872, a ltima exaustivamente revista pelo autor, inclui um captulo totalmente novo, que Darwin aproveita como espao para dar resposta a mltiplas crticas. Em 1876, Darwin fez ainda algumas correces sexta edio; esta a edio aqui traduzida. O seu carcter de resumo talvez justifique a ausncia das muitas tabelas, figuras, grficos e equaes matemticas que se espera encontrar em qualquer texto cientfico. A ausncia de uma linguagem cientfica especializada em muito ter contribudo para o interesse mostrado por um pblico no especialista relativamente ao seu contedo. Note-se, a ttulo de exemplo, que a segunda edio (a de...</p>

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