A INDISCIPLINA E A VIOLÊNCIA NA ESCOLA (BULLYING) ?· comportamentos desviantes, será a natureza humana?…

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<ul><li><p> A INDISCIPLINA E A VIOLNCIA NA ESCOLA (BULLYING)</p><p> ROBERTO RZEWUSKI</p><p> RESUMO </p><p> Este estudo oportuniza a fazer um diagnstico dos fatores que imperam para o </p><p>processo crescente de violncia na Escola. Tratando-se de relacionar a discusso sobre a </p><p>violncia na escola- problema atual, ao qual se debruam especialistas das mais diversas </p><p>reas com a discusso sobre a funo da escola e suas possibilidades de educar na </p><p>sociedade contempornea. Sugere-se que a violncia no mbito do cotidiano escolar </p><p>pode ser tratada a partir da clareza que se tenha sobre nosso lugar como educadores e </p><p>da importncia da escola como instituio realizadora a do direito educao. Com esta </p><p>pesquisa relacionaremos os principais motivos que geram a indisciplina e a violncia, e, </p><p>faremos e mensuras para diagnosticar que tipos de violncia o que leva a violncia, </p><p>quantidade de vezes que um aluno sofre violncia. Natureza da indisciplina. Os alunos </p><p>so indisciplinados por natureza ou porque as circunstncias os estimulam a assumir </p><p>comportamentos desviantes, ser a natureza humana? uma tendncia natural do ser </p><p>humano. Est escrito no cdigo gentico? E, ou a natureza humana um recipiente vazio, </p><p>pronto a ser preenchido pelos estmulos que recebe do exterior. Conforme a natureza </p><p>desses estmulos assim ser a criana ou o adulto? Com esta proposta de trabalho de </p><p>pesquisa avaliaremos em que faixa etria acontece situaes de violncia e indisciplina </p><p>com que intensidade e com qual frequncia. A violncia, no mbito das escolas pblicas </p><p>estaduais, pode ser entendida como um processo complexo e desafiador que requer um </p><p>tratamento adequado, cuidadoso e fundamentado teoricamente, por meio de </p><p>conhecimentos cientficos, desprovidos de preconceitos e discriminaes. </p><p>REVISANDO CONCEITOS</p><p> Atualmente, as diversas modalidades de violncia engendradas na sociedade </p><p>atingem, alm dos espaos privados, queles de domnio pblico. Os efeitos desta </p><p>violncia acabam por afetar praticamente todos os contextos institucionais, entre eles, a </p></li><li><p>escola. </p><p> Ao estudarmos questes referentes dade violncia/indisciplina, circunscrita aos </p><p>estabelecimentos escolares formais, procuramos ter como um dos pontos de orientao </p><p>um conceito ampliado de violncia, visto que esta tradicionalmente percebida </p><p>preferencialmente enquanto danos fsicos e materiais. O conceito de violncia oferecido </p><p>por Chau (1985) bastante abrangente, sobretudo ao ser utilizado na anlise de </p><p>instituies: </p><p>Entendemos por violncia uma realizao determinada das relaes de foras, </p><p>tanto em termos de classes sociais, quanto em termos interpessoais. Em lugar de </p><p>tomarmos a violncia como violao e transgresso de normas, regras e leis, preferimos </p><p>consider-la sob dois outros ngulos. Em primeiro lugar, como converso de uma </p><p>diferena e de uma assimetria numa relao hierrquica de desigualdade, com fins de </p><p>dominao, de explorao e opresso. Isto , a converso dos diferentes em desiguais e </p><p>a desigualdade em relao entre superior e inferior. Em segundo lugar, como a ao que </p><p>trata um ser humano no como sujeito, mas como coisa. Esta se caracteriza pela inrcia, </p><p>pela passividade e pelo silncio de modo que, quando a atividade e a fala de outrem so </p><p>impedidas ou anuladas, h violncia. (CHAU, 1985, p. 35). </p><p>Nos nossos dias, cada vez mais difcil estabelecer a disciplina e faz-la respeitar. </p><p> que, hoje, a posio do aluno muito diferente da que conheceram o seu pai e o seu </p><p>av. Estes viveram entre a famlia e a escola. Em meios homogneos, com toda a gente </p><p>admitia os modos de vida aceitos pela maioria e rejeitava quaisquer outros. Com o efeito </p><p>da evoluo das condies gerais de vida, em todos os meios, as crianas tornaram-se </p><p>mais independentes, menos dispostas a obedecer autoridade dos adultos.</p><p>Hoje, vive-se numa sociedade onde crianas e jovens em alguns casos no tm </p><p>limites, nem to pouco, regras.</p><p>(...) as crianas de hoje em dia no tem limites, no reconhecem a autoridade, no respeitam as regras, a responsabilidade por isso dos pais, que teriam se tornado muitos permissivos. (AQUINO, 1998, p.7).</p><p>Podemos observar que atualmente algumas crianas, tornaram-se indisciplinadas, </p><p>sem limites, sem regras, ou seja, desconhecem uma boa educao; acham que so </p><p>donos de si, e que no precisam receber ou respeitar ordem de ningum. Esse tipo de </p><p>criana aquela que muito mimada, que tudo deve estar ao seu alcance, ao tempo e a </p><p>hora; acha tambm que os pais devem comprar tudo que almeje.</p><p>Esse tipo de criana chega escola, quer fazer o mesmo na sala de aula, grita e </p></li><li><p>d ordens nos colegas, e quer at mesmo mandar a professora calar a boca. Para Julio </p><p>Groppa Aquino (2003). (...) a indisciplina se trata de um fenmeno escolar que ultrapassa </p><p>fronteiras socioculturais e tambm econmicas.</p><p>Como diz Aquino; a indisciplina realmente no existe somente atrs do meio </p><p>sociocultural, ou econmico, ela nasce tambm atravs da falta de afetividade, do resgate </p><p>de valores.</p><p>Em um ambiente onde no h compreenso, dialogo amor e socializao familiar; </p><p>com certeza tem-se um sentimento de revolta, e desgosto e uma criana que nasce em </p><p>um lar desequilibrado; onde no existe a afetividade familiar, logicamente, sentir </p><p>rejeitado pela vida, o desanimado, e a tendncia ser descontar, em tudo e todos a sua </p><p>revolta.</p><p>As crianas indisciplinares no admitem receber ordens e no aceitam regras, nem </p><p>to pouco, limites impostos pelo professor ou pela escola.</p><p>Assim podemos ver que a indisciplina lamentavelmente gera graves transtornos, </p><p>em sala de aula e at mesmo na escola, demonstrados atravs do descumprimento de </p><p>regras como tambm pela falta de limites que os alunos evidenciam desafiando aos </p><p>professores por meio de atividades agressivas.</p><p>Disciplina representa a maneira de agir do individuo, em sentido de cooperao, </p><p>bem como de respeito e acatamento s normas de convvio de uma comunidade.</p><p>Conforme adverte Guirado (1996), para pensarmos na violncia escolar </p><p>contempornea imprescindvel que se retire o discurso do eixo das culpabilizaes </p><p>localizadas. </p><p>Dessa forma, ao darmos voz aos sujeitos institucionais, buscamos investigar os </p><p>atravessamentos advindos das redes de poder previamente estabelecidas, ou seja, os </p><p>efeitos que regulam os modos de relaes entre os sujeitos. </p><p>Por meio deste olhar sobre as instituies, a escola pode deixar de ser vista como </p><p>tendo carter essencialmente passivo e passar a ser vista como produtora de relaes e </p><p>prticas sociais especficas. </p><p> Falar sobre indisciplina escolar falar sobre assuntos presentes no cotidiano dos </p><p>colgios. A constatao que a indisciplina escolar no assunto recente e sempre rondou </p><p>o ambiente escolar/educacional (AQUINO, 1996, p. 40; GARCIA, 2001, p.376; ESTRELA, </p><p>2002, p. 13). AQUINO (1996. p. 43) mostra que as relaes escolares da educao de </p><p>antigamente eram permeadas por medo, coao e at mesmo de submisso dos alunos </p><p> demonstra que essas relaes eram determinadas em termos de obedincia </p><p>subordinao, uma pseudo-disciplina. </p></li><li><p>Nesta educao de antigamente, as situaes de disciplina eram descritas </p><p>rigorosamente, para os atos de indisciplina, as correes eram estimuladas e apoiadas. </p><p>A indisciplina sempre existiu, mas a opresso que o professor exercia sobre seus alunos </p><p> na educao de antigamente -, era maior que a existente na atualidade, e o aluno, que </p><p>estava sendo formado eram muito diferentes do atual. </p><p>Para aquele momento, o educando submisso e passivo era almejado. Continuamos </p><p>a guardar herana pedaggica que alheia aos nossos dias? Os tempos mudaram, a </p><p>sociedade muda, os professores e os alunos mudaram, espera-se que os discentes, na </p><p>atualidade sejam mais participativos e atuantes e no apenas assimiladores de contedos </p><p>impostos pelo professor. Os parmetros que norteiam a educao e a escolarizao so </p><p>regidos por aluno ideal ou real? A escola est organizada para um tipo de aluno e est </p><p>ocupada por outro? </p><p> Para GARCIA (2001, P. 376), Devemos conceber a indisciplina como fenmeno de </p><p>aprendizagem, superando sua conotao de anomalia, ou de problema comportamental a </p><p>ser neutralizado atravs de mecanismos de controle, sobrepujando a ideia de que a </p><p>indisciplina uma questo relativa somente ao comportamento. Dessa maneira, o aluno </p><p>indisciplinado no seria apenas aquele cujas aes rompem as regras da instituio, mas </p><p>tambm, aquele que prejudica o seu prprio desenvolvimento cognitivo, moral e atitudinal. </p><p> A violncia para Guimares (1996, p. 73), seria caracterizada por qualquer ato [...] </p><p>que, no sentido jurdico, provocaria pelo uso da fora um constrangimento fsico ou </p><p>moral. Dessa maneira muitos comportamentos apresentados pelos alunos durante as </p><p>aulas agresses fsicas e verbais, vandalismo, entre outros - no seriam indisciplina </p><p>escolar, mas violncia devendo, portanto, ser abordados com formas diferentes. </p><p>Nesse domnio a violncia escolar tambm conhecida como bullyng, um problema </p><p>social que vem preocupando os profissionais das reas de conhecimento da sade e </p><p>educao, chegando a despertar o interesse dos estudos da Psicologia Social. </p><p> A violncia escolar um problema social que vem alastrando-se de forma muito </p><p>rpida, e esta em constante divulgao nos meios de comunicao, tornando-se um </p><p>importante objeto de reflexo e debate pblico, despertando o interesse de educadores e </p><p>pesquisadores das reas. </p><p>A fim de responder estas questes o conhecimento cientfico busca ampliar suas </p><p>investigaes e, subsidiar a elaborao de pesquisas pblicas eficazes preveno e </p><p>enfrentamento desta problemtica (OLVEUS, 2004; FANTE, 2005; LOPES NETO, 2055; </p><p>COUTINHO SILVA, ARAUJO, 2009). </p></li><li><p> O BULLYING REFLEXOS NO RENDIMENTO ESCOLAR . . </p><p>Neste perodo de estudos e observao dentro da escola verificamos que uma das </p><p>mais srias formas de violncia entre os alunos/as o bullying, manifestado em </p><p>agresses fsicas, psicolgicas, simblicas, entre outras constantes,entre outras </p><p>agresses tais como chacota, sarrinhos, ironias, sadismo e preconceitos diversos. A </p><p>diversidade de violncias ocorre nos espaos da escola (banheiros, corredores, ptios, </p><p>sadas e entradas das aulas, onde h muita aglomerao de pessoas). Porm ocorre </p><p>outra forma de bullying pior e mais silenciosa at mesmo dentro das salas de aula, na </p><p>presena dos educadores/as, que, via de regra, no tem incorporado em sua prtica </p><p>docente um trabalho mais sistematizado sobre o tema. Fatores diversos, como salas </p><p>superlotadas e a indisciplina constantes, por exemplo, acabam contribuindo para que </p><p>muitas vezes os educadores optem pela omisso diante de certas situaes de violncia </p><p>quer seja pela dinmica educacional ou seja pela falta de instrumentalizao pedaggica. </p><p> O Bullying remete a uma das violncias intraescolar com grandes prejuzos para o </p><p>rendimento escolar. E os educadores/as podero melhor identificar estes fenmenos </p><p>recorrentes no cotidiano escolar, ao detectar o tipo de bullying que est ocorrendo e no </p><p>silenciar e nem se manter passivo, mas sim, fazer intervenes necessrias </p><p>para sensibilizar a todos os atores envolvidos, fazendo-os refletirem sobre a questo. </p><p>Neste sentido, cada profissional da educao deve atentar para sua formao constante, </p><p>buscando com isso ampliar o leque de estratgias de interveno e a conseqente </p><p>satisfao profissional. O bullying mais comum que ocorre na escola, alm daquele que </p><p>todos(as) veem em aes claras, detectamos tambm, na pesquisa, o tipo silencioso, </p><p>at </p><p>mesmo dentro das prprias salas de aula. E quem sofre so muitas vezes alunos e </p><p>alunas frgeis, que se sentem inferiores e acabam tendo problemas de autoestima, so </p><p>agredidos e permanecem silenciados e raramente pedem ajuda, com medo de piores </p><p>reaes dos agressores. J ocorreram casos que comprovam tal afirmao no colgio </p><p>onde foi implementada esta pesquisa e em uma das situaes,foi necessria a </p><p>interveno da promotoria e Conselho Tutelar, onde os agressores cumpriram Medidas </p><p>Universalmente, o Bullying define-se como um conjunto de atitudes agressivas, </p><p>intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivao evidente, adotado por um ou mais </p><p>alunos, causando dor, angustia e sofrimento (FANTE, 2005, p. 27). </p><p> A autora citada destaca tambm, algumas manifestaes de comportamento </p></li><li><p>bullying, entre os quais, insultos, intimidaes, atuao de grupos que hostiliza, </p><p>ridicularizam, e infernizam a vida de outros alunos causando danos fsicos, morais, e </p><p>matrias, mediante apelidos cruis, gozaes, e acusaes injustas.7Segundo Lopes </p><p>Neto (2005, p.16), o fenmeno bullying pode ser classificado em trs estilos: o bullying </p><p>direto, que engloba a imposio de apelidos, assdios, agresses fsicas, ameaas, </p><p>roubos e ofensas verbais em que as vtimas so atacadas diretamente; o bullying indireto, </p><p>envolvendo atitudes de indiferena, isolamento e difamao, quando as vtimas esto </p><p>ausentes e; o cyberbullying, que ocorre atravs da intimidao eletrnica por celulares ou </p><p>internet, atravs das quais o aluno utiliza-se de mensagens e e-mails difamatrios, </p><p>ameaadores, assediadores, e discriminatrio, provocando agresses. </p><p>2.1 CARACTERSTICAS DA VIOLNCIA </p><p>Na esfera escolar, a violncia se configura atravs de algumas caractersticas dos atores </p><p>e atrizes das situaes violentas, chegando a fatos tpicos, a saber: </p><p>1. Vtimas so expostos a atitudes negativas, causando-os danos de forma intencional </p><p>por parte de outrem ou do grupo (SILVA et al, 2077) Os efeitos agravam-se com o tempo </p><p>e regularidade; so raras as vezes que as vtimas revelam de forma espontnea o </p><p>sofrimento da violncia (bullying), uma vez que temem retaliaes, no acreditam nas </p><p>atitudes tomadas pela escola e receiam crticas advindas depessoas que para elas </p><p>constituem-se com de importncia significativa (LOPES, 2005).Geralmente. A vtima </p><p>discriminada por possuir algum atributo diferente, algo gera o preconceito ou a inveja do </p><p>(s) autor (es) da violncia. (TRINDADE, 2009). </p><p>2. Agressores So aqueles que efetivam as agresses buscando uma afirmao de </p><p>poder, so tipicamente populares, utilizam-se da liderana de um grupo, que lhe auxiliar </p><p>em seus ataques, sendo possvel destituir-se da culpa. Na maioria das vezes, esses </p><p>alunos assumem atitudes antissociais e satisfaz-se com o controle, a dominao e o </p><p>sofrimento da vtima (LOPES, 2005). </p><p>3. Vtimas/Agressores so aqueles que sofrem e tambm praticam violncia (bullying), </p><p>isto , essas pessoas tendem prtica das agresses para acobertar suas limitaes. Em </p><p>geral, so impopulares, rejeitados e inseguros, levando a uma combinao d 8baixa </p><p>autoestima e atitudes violentas (LOPES NETO, 2055; SILVA etal, 2077). </p><p>4. Espectadores essas pessoas constituem maioria das personagens do contexto da </p><p>violncia escolar. Elas mantm-se afastadas dos envolvidos nos atos de bullying, por </p><p>medo de tornarem-se as prximas vtimas, fingindo no ver agresso, contudo no </p><p>deixam de ter sua parcela de participao (CIDADE, 2008). Segundo Lopes Neto (2005), </p></li><li><p>a forma como reagem ao bullying permite classificar essas testemunhas, como auxiliares </p><p>(participam ativamente das agresses), incentivadores (incitam e estimulam o autor), </p><p>observadores (s observam ou se afastam) ou defensores protegem o alvo ou chamam </p><p>um adulto para interromper a agresso) (p. 168). </p><p> Na literatura brasileira sobre o tema da violncia escolar, comum associar o termo </p><p>violncia ao j proposto por Costa em Violncia e Psicanlise: (...) o emprego desejado de </p><p>agresso com fins destrutivos (...). Na violncia, a ao traduzida como violncia pela </p><p>vtima, pelo agente ou pelo observador. A violncia ocorre quando h desejo de </p><p>destruio. </p><p> Outros estudos adotam o conceito de Michaud, o qual afirma que (...) h violncia </p><p>quando, numa situao de interao, um ou vrios alunos agem de maneira direta ou </p><p>indireta, macia ou esparsa, causando danos a uma ou vrias pessoas em graus </p><p>variveis, seja em sua integridade fsica, seja em sua integridade mora, em suas posses, </p><p>ou em suas participaes simblicas e culturais. </p><p> Diferentes olhares sobre as violncias e suas variadas manifestaes j receberam, </p><p>em pesquisas realizadas pela UNESCO, definies aproximadas as anteriores. A </p><p>violncia pode ser considerada como parte da prpria condio humana, manifestando-se </p><p>de acordo com arranjos societrios de onde emergem. </p><p> Mesmo considerando dificuldades em nomear o que seria violncia, (...) </p><p>algunselementos consensuais sobre o tema podem ser delimitados: noo de coero ou </p><p>fora; dano que se produzem indivduo ou grupo social permanente a determinada classe </p><p>ou categoria social, gnero ou etnia. (MICHAUD). </p><p> Considerando a literatura internacional sobre o tema da violncia nas escolas fica </p><p>evidente que h uma variabilidade de sentidos adotados para conceituar esse campo </p><p>especfico. Chama-se a ateno para a existncia de anlises que enfocam 9violncia por </p><p>parte de professores contra alunos, exercidas atravs de castigos e punies. Estudos </p><p>sobre violncia escolar, segundo o autor, devem considerar trs componentes: 1) os </p><p>crimes e delitos; 2) as incivilidades 3) o sentimento de insegurana este ltimo </p><p>resultante dos primeiros componentes. Chenais (2003) apresenta trs concepes de </p><p>violncia que abrangem a violncia fsica (que inclui a violncia sexual), a violncia </p><p>econmica (que se refere a danos causados ao patrimnio, propriedade) e a moral </p><p>ou simblica (que focaliza a ideia de autoridade).</p><p> 2.2 FATORES QUE INTERFEREM FORA E DENTRO DO SISTEMA ESCOLAR </p><p>Justificativas para o surgimento e proliferao das diversas manifestaes de </p><p>violncia nas escolas aparecem atreladas tanto a fatores internos como externos s </p></li><li><p>unidades escolares. </p><p>Na categoria dos fatores externos, as causas socioeconmicas parecem </p><p>preponderantes. comum se condicionar, de certa forma, a violncia na escola a um </p><p>agravamento da crise e da excluso sociais, as quais assentidas mais intensamente nas </p><p>classes baixas que estudam na escola pblica. A prpria violncia da sociedade, o rpido </p><p>crescimento do tempo livre e a falta de perspectivas de futuro para a maioria dos jovens </p><p>brasileira so considerados agravantes da violn

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