A IMPORTÂNCIA DO AUTOFINANCIAMENTO PARA O FINANCIAMENTO ... ?· RESUMO Este artigo tem como objetivo…

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<ul><li><p> 1</p><p>A IMPORTNCIA DO AUTOFINANCIAMENTO PARA O FINANCIAMENTO DO PROCESSO DE EXPANSO DAS COOPERATIVAS AGROPECURIAS </p><p> ISABEL CRISTINA GOZER; REGIO MARCIO TOESCA GIMENES; GERVALDO </p><p>RODRIGUES CAMPOS; AMATI PRICILA; ROMEU FERRARI JUNIOR; </p><p>UNIPAR </p><p>UMUARMA - PR - BRASIL </p><p>isa@unipar.br </p><p>APRESENTAO SEM PRESENA DE DEBATEDOR </p><p>INSTITUIES E ORGANIZAES NA AGRICULTURA </p><p>A IMPORTNCIA DO AUTOFINANCIAMENTO PARA O FINANCIAMENTO DO PROCESSO DE EXPANSO DAS COOPERATIVAS AGROPECURIAS </p><p> RESUMO </p><p> Este artigo tem como objetivo analisar a gesto financeira de cooperativas agropecurias </p><p>atravs da utilizao de indicadores elaborados fundamentados na teoria da estrutura de capital e autofinanciamento, evidenciando a capacidade de autofinanciamento e o autofinanciamento. A metodologia proposta foi uma pesquisa descritiva de vinte cooperativas agropecurias do Estado do Paran, e o referencial terico contemplou a importncia do cooperativismo para o Estado do Paran, a gerao de poupana e crescimento das empresas, estrutura de capital e autofinanciamento e o autofinanciamento cooperativista. Aps a anlise e discusso dos resultados, mesmo considerando as limitaes de uma anlise descritiva, percebe-se que a orientao para o financiamento do processo de expanso atravs do autofinanciamento no </p></li><li><p> 2</p><p>oposta propsito cooperativista, mas sim, uma condio para que a cooperativa possa cumprir sua misso e manter-se no mercado prestando servios aos seus associados e remunerando melhor. conclui-se que a formao do autofinanciamento um fator relevante ao desenvolvimento econmico das cooperativas, mas observa-se que as cooperativas analisadas no conseguem ter uma poltica de captao interna de recursos, que so necessrios para diminuir a dependncia do mercado financeiro, pois os juros acabam corroendo a rentabilidade das empresas. </p><p> Palavras-chave: capacidade de autofinanciamento, gesto financeira, </p><p>cooperativismo, cooperativas agropecurias, processo de expanso. </p><p>rea Temtica: Instituies e Organizaes na Agricultura Apresentao com presidente da sesso e sem a presena de debatedor </p></li><li><p> 3</p><p>1 INTRODUO O cooperativismo agropecurio no Paran um setor de grande relevncia em tamanho e </p><p>importncia, pois representa 53% da economia agrcola do estado e representa 18% do PIB do Paran(OCEPAR, 2005). No obstante, existe elevada diversificao nos modelos de gesto das cooperativas, pois a nvel nacional no existe qualquer poltica objetiva para auxiliar o processo de gesto dessas organizaes, e com isso, todo o sistema cooperativista sofre desgastes, tanto junto opinio pblica, como junto ao sistema financeiro, com reflexos no seu processo de capitalizao. Muitos mecanismos podem ser usados para acompanhar e melhorar o processo de gesto financeira das cooperativas, mas muitas relutam em ver as informaes sobre seu desempenho econmico, financeiro e principalmente social divulgadas ao pblico. </p><p>Diante da relevncia do setor e da necessidade de aprimorar o seu processo de gesto, julga-se de vital importncia a realizao de pesquisas nessa rea, enfocando o processo de gesto financeira das cooperativas agropecurias do Paran, especificamente no que se refere sua capacidade de autofinanciamento, ou seja, a sua capacidade de gerao de resultados econmicos operacionais, que possibilitem financiar internamente e em grande proporo o capital de giro e os investimentos necessrios para a manuteno da cooperativa agropecuria. Para Fleuriet (1980, p. 25), o autofinanciamento pode ser considerado o motor que alavanca o desenvolvimento e o crescimento da cooperativa, com reflexos diretos nos seus associados. </p><p>Gimenes (2005) esclarece as cooperativas agropecurias possuem algumas particulariedades que no esto presentes nas firmas de capital, pois as cooperativas so controladas pelos associados que so ao mesmo tempo donos e clientes e recebem os benefcios gerados por ela, sendo assim a formao do autofinanciamento o principal entrave para o desenvolvimento econmico das cooperativas, fazendo com que a dependncia de recursos de terceiros uma fonte relevante para o seu crescimento. </p><p>O principal objetivo deste artigo analisar o processo de desenvolvimento e crescimento econmico cooperativo atravs da captao e aplicao de recursos financeiros prprios, ou seja, a capacidade de autofinanciamento das cooperativas agropecurias. </p><p> 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Gerao de poupana e crescimento das empresas </p><p> Numa empresa as decises de financiamento, investimento e distribuio de </p><p>dividendos constituem-se vitais para o processo de crescimento da mesma. A poltica de investimento das organizaes, que determina a composio dos ativos, consiste na alocao eficiente de recursos frente as alternativas de projetos de investimentos. </p><p>Todas as empresas possuem somente duas fontes de recursos: capital prprio e capital de terceiros, cabendo assim aos seus gestores determinar qual a melhor alocao de recursos para seus investimentos, ou seja, qual a melhor estrutura de capital da empresa. </p><p>Segundo Filardo (1979, p.22 23): </p><p>Em princpio razovel supor-se que a diviso do financiamento entre recursos prprios e de terceiros dependa de disponibilidade dos recursos de terceiros, do grau de flutuao da taxa de juros, da viso de risco dos administradores, do grau de incerteza associado demanda pelo produto e das limitaes impostas por uma dada estrutura de capital da empresa. [...] Alm de todos estes fatores na determinao da poupana das empresas ou </p></li><li><p> 4</p><p>de seus recursos prprios deve ser considerada a sua poltica de dividendos, pois esta determinar a partio do lucro total entre a parcela retida e a parcela distribuda. </p><p> O lucro gerado por uma empresa num determinado perodo tem duas finalidades </p><p>bsicas: reteno para autofinanciamento ou distribuio aos acionistas na forma de dividendos. A distribuio de dividendos prioridade para a empresa, sendo a disponibilidade de recursos para o autofinanciamento dos seus projetos de investimentos uma conseqncia dessa distribuio. Um comportamento conservador na poltica de distribuio de dividendos pode levar a empresa a uma maior capacidade de autofinanciamento. </p><p>Para enfatizar a importncia da gerao de poupana no financiamento do processo de expanso da empresa, considera-se a possibilidade dela se financiar com capitais de terceiros. Para que isso ocorra seria necessrio uma anlise mais acurada. Sobre essa possibilidade, Filardo (1979, p. 22-23), afirma o seguinte: </p><p> Ao analisarmos mais profundamente a possibilidade da empresa utilizar-se apenas dos recursos ofertados pelo mercado de capitais e financeiro, para se financiar, conclumos que esta s se verificaria se as seguintes condies forem satisfeitas: As caractersticas do mercado financeiro so tais que a empresa sempre se defronte </p><p>com uma oferta de fundos infinitamente elstica; As caractersticas do mercado de ao e dos acionistas so de forma a possibilitar </p><p>sempre a captao de recursos atravs de colocao adicional de aes; Existe perfeita simetria na avaliao dos retornos esperados do projeto de </p><p>investimento entre aqueles que emprestam os fundos e os que demandam; A estrutura de capital da empresa no impe restries possibilidade de utilizao </p><p>de vrias fontes de fundos. </p><p> praticamente impossvel uma empresa encontrar as quatros condies acima citadas, independentemente do seu ramo de atividade ou porte. Com isso fica claro que a gerao de poupana necessria para o investimento no seu processo de expanso, principalmente em pocas em que no h muitos recursos disponveis no mercado financeiro ou de capitais. </p><p> No mercado financeiro a empresa se defronta com uma taxa de juros dada. Mesmo que haja discriminaes entre empresas, de forma que as grandes obtenham fundos a custos mais baixos que as pequenas, deve-se supor que dada uma taxa de juros, a concorrncia entre as empresa grandes faz com que nenhuma delas tenha condies de alterar o preo do dinheiro. Logo, mesmo que a empresa seja grande no mercado de seu produto, dificilmente o ser, com a mesma intensidade, no mercado financeiro (MARRIS, 1971, p. 87). </p><p> Diante disso, quando uma empresa encontrar-se numa situao em que haja restries </p><p>no mercado de capitais e financeiro, a mesma dever praticar uma poltica de preos que permita obter a gerao de recursos internos suficientes para financiar seu processo de expanso. Essa atitude possibilitar empresa uma postura at certo ponto independente das ofertas do mercado de capitais e financeiro. </p><p> Esta possibilidade, com a qual a empresa conta, de praticar uma poltica de preos dos seus produtos que lhe permita ampliar o volume de lucros, e conseqentemente o volume de recursos para autofinanciamento, deve estar sujeita a amplas variaes, dependendo do setor de atividade em que a empresa atua, do seu tamanho e do seu poder de mercado, pois se uma grande empresa no mercado oligoplico possui algum poder de fixar o preo </p></li><li><p> 5</p><p>de seu produto, o mesmo no acontece com uma pequena empresa de um mercado altamente concorrencial (GIMENES, 1995, p. 79). </p><p> A estrutura de financiamento de uma empresa, distribuda entre recursos prprios e de </p><p>terceiros, difere bastante de empresa para empresa. De um lado ficam aquelas que tm o poder de decidir o preo do seu produto, com isso aumentam os seus lucros e, conseqentemente sua capacidade de autofinanciamento, tornando-se assim, relativamente independentes do mercado financeiro. De outro lado, situam-se as empresas que no possuem poder para determinar o preo de venda do seu produto, pois atuam num mercado altamente competitivo, onde o preo lhe dado, o que faz com que tenham lucros menores e, simultaneamente, menor capacidade de autofinanciamento e uma maior dependncia de capitais de terceiros. </p><p> As indstrias esto divididas em dois grandes grupos, sendo cada um composto por empresas de diferentes tamanhos. [...] O primeiro grupo, isto , o setor competitivo, caracteriza-se pela existncia de vrias empresas pequenas que so em conjunto responsveis por parcela razovel do produto total da indstria. [...] Estas obtm lucros normais, utilizando-se de pouco capital, sendo grande a possibilidade de entrada de novas empresas concorrentes. [...] O segundo grupo, isto , o setor oligoplico, caracteriza-se pela existncia de lucros acima do normal at para as menores empresas, sendo que a necessidade de capital tal que h dificuldade para a entrada de novas empresas (STEIDL, 1983, p. 40). </p><p>Para a empresa, tanto as fontes de recursos prprios quanto a de terceiros, possuem determinados custos. A reteno de lucros para a gerao de poupana implica em custos de aporte individual que podem causar insatisfao dos acionistas. Mas isso pode ser solucionado atravs de adequada poltica de distribuies de dividendos. A obteno de recursos no mercado financeiro tambm tem custos, as despesas financeiras, que devem ser avaliadas na obteno desses recursos. </p><p>O objetivo principal de uma empresa capitalista expandir suas vendas para aumentar seus lucros e isto implica diretamente na expanso de sua capacidade produtiva, que depende nica e exclusivamente de sua capacidade de investimentos. Adrian Wood citado por Filardo (1979, p. 22 23), define a reteno de lucros como a fonte de fundos mais importante para investimentos de uma empresa, introduzindo a necessidade de autofinanciamento como contribuio ao objetivo da empresa, que o crescimento das receitas de vendas. A reteno de lucro ou gerao de poupana aparece como fonte essencial para o financiamento da empresa. Com isso a quantidade de lucros a ser atingido determinada pela quantidade de investimentos que a mesma planeja realizar. </p><p> Se o objetivo da empresa maximizar o valor presente dos rendimentos futuros, na realizao de um projeto de investimento espera-se que sua taxa de retorno seja maior que a taxa de retorno alternativa determinada externamente pelo mercado. Uma vez que a empresa deseja crescer e necessita se autofinanciar, a sua poltica de investimento ser tal que leve em considerao a necessidade de ampliar rendimentos em geral, isto , aqueles derivados da aplicao em aes e ativos financeiros. [...] Quanto hiptese de que a firma se defronta com uma oferta de fundos infinitamente elstica, Adrian Wood mostra que, dados os riscos e desvantagens envolvidos nas operaes de crdito, essa hiptese no verdadeira em todos os casos. [...] Os ofertantes de fundos transacionam no mercado at dada taxa de juros, pois acima desse limite os riscos aumentam de tal modo, que eles preferem no emprestar mais. [...] As empresas sofrem restries na possibilidade de emisso de novas aes e procuram manter um nvel de endividamento que minimize os riscos da perda de controle da firma, devido a flutuaes indesejadas </p></li><li><p> 6</p><p>no nvel dos lucros, que podem fazer com que os encargos financeiros se tornem muito elevados. Por estas razes, grande parte do financiamento do investimento provm da gerao interna de fundos (FILARDO, 1979, p. 22-23). </p><p> De acordo com Gimenes (1995, p.86 - 87): </p><p>Financiar projetos de investimento atravs da gerao de lucros retidos, ou seja, da capacidade de autofinanciamento das empresas, apresenta pontos positivos, muito embora esse processo possa ser limitado pelas prprias margens de lucro com que as empresas podem operar, dependendo do padro de concorrncia onde as mesmas atuam, da necessidade de distribuio de dividendos e do montante de proviso para depreciao que as empresas tenham sua disposio. </p><p> 2.2 Estrutura de capital e autofinanciamento </p><p>Como j foi citado no item anterior, determinar qual a melhor estrutura de capital uma das decises mais complexas da gesto financeira. O presente trabalho tem como pressuposto, que a expanso de uma empresa est intimamente relacionada sua capacidade de gerao de poupanas internas e de busca de recursos complementares no mercado financeiro e de capitais. investimentos. Pressupe-se ainda, que a empresa escolha uma dada composio ideal de estrutura de capital, entre fontes internas e externas, de acordo com os custos desses recursos. </p><p>De acordo com Kalecki (1983, p. 75), a expanso de uma empresa depende de sua acumulao de capital a partir dos lucros correntes, isto , depende essencialmente de sua capacidade de autofinanciamento, levando em considerao que o prprio acesso ao mercado de capital e financeiro, ou em outras palavras, o montante de recursos de terceiros que se pode obter depende em grande parte do volume do capital prprio da empresa. Isto significa que todas as demais fontes de financiamento guardam num prazo mais longo uma estreita relao com a gerao de lucros auferida pela empresa. Por outro lado, este lucro, que se constitui na remunerao do capital, tem uma relao direta com as receitas e os custos diretos e indiretos atravs das margens de lucros. </p><p>O autofinanciamento no um conceito comum entre os autores, mas pode ser definido como o montante dos recursos gerados pela empresa e que so conservados para o seu financiamento interno (FLEURIET, 1980, p. 30). </p><p>Pode-se, afirmar, ento, que o autofinanciamento a capacidade da empresa em auferir lucros, provenientes das suas atividade operacionais e suficientes para financiar suas necessidades de capital de giro e de investimentos em ativos fixos. </p><p> O autofinanciamento depende do poder de gerao e reteno de lucros, sendo este poder determinado pelo volume dos investimentos anteriores, pela margem bruta de lucros auferida pelas empresas sobre seus custos diretos e pela distribuio desta margem por diversos tipos de despesas indiretas (CALABI, 1981, p. 13). </p><p> necessrio que se conhea as vantagens e desvantagens do processo de autofinanciamento que segundo Pascual (2001 apud Gimenes, 2005) </p><p>a) Vantagens do autofinanciamento: </p></li><li><p> 7</p><p> uma fonte de capital maior solidez na estrutura financeira da empresa, pela maior participao de recursos prprios. Pode ser a nica opo da empresa quando a rentabilidade inferior ao custo disponvel do capital de terceiros, ou quando seu atual nvel de endividamento no permite captar um volume maior de recursos de terceiros em funo do elevado risco financeiro. </p><p> O autofinanciamento permite a recuperao do capital de giro com menor presso sobre a liquidez da empresa, principalmente quando seu excedente aplicado em ativos fixos, cujo retorno sobre o capital investido acontece no longo prazo. </p><p> Pelo Autofinanciamento, a expanso da empresa pode ocorrer sem endividamento. Geralmente os recursos financeiros possuem um maior custo e podem deteriorar o equilbrio financeiro da empresa. </p><p> A maior proporo de recursos prprios na estrutura de capital possibilita empresa, se assim o desejar, aumentar seu nvel de endividamento. Isso ocorre, quando a utilizao de recursos de terceiros proporciona um retorno maior aos acionistas pelo efeito da alavancagem. </p><p> b) Desvantagens do autofinanciamento: </p><p> Uma acumulao expressiva de recursos pelo autofinanciamento que no tenha utilizao </p><p>momentnea pode incitar os dirigentes a investirem em projetos de investimento desaconselhveis, sob o ponto de vista econmico, motivados pelo aumento da taxa de rentabilidade a qualquer custo. </p><p> A excessiva dependncia de autofinanciamento pode produzir uma reao de averso total a qualquer nvel de endividamento, fazendo com que, s vezes, a empresa perca oportunidades de realizar bons investimentos por falta de capital. </p><p> Incremento de autofinanciamento pode significar menor distribuio de dividendos, podendo, consequentemente, produzir queda no valor das aes da empresas cotadas em bolsa de valores. </p><p> Dessa forma, os recursos prprios gerados pelas empresas desempenham uma funo </p><p>de grande relevncia no financiamento dos investimentos ativos rentveis, essenciais s atividades das empresas no seu processo de expanso. </p><p>Constata-se tambm que a empresa com maior grau de autofinanciamento possui maior capacidade de expanso, uma vez que pode financiar seus investimentos com capital prprio e cria maiores possibilidades de recorrer de forma mais intensa ao mercado de capitais e financeiro, ou seja, tem maiores possibilidades de obteno de recursos de terceiros, sem configurar riscos crescentes por elevados nveis de endividamento. </p><p> 2.3 O autofinanciamento nas cooperativas agropecurias </p><p> Todas as empresas, inclusive as cooperativas agropecurias necessitam expandir-se, e </p><p>esse processo de expanso necessita de recursos financeiros. Com isso, um dos principais elementos da estratgia empresarial consiste basicamente na forma de captao de recursos para o financiamento do seu capital de giro e dos seus investimentos fixos. </p><p>Mesmo sendo uma sociedade de pessoas, e no de capital, este ltimo fundamental para seu desenvolvimento, pois um dos condicionantes do investimento o capital prprio ou </p></li><li><p> 8</p><p>patrimnio lquido, cuja quantidade limitar o montante do investimento. O patrimnio formado atravs de mecanismos de captao interna, e compreende a soma do capital integralizado, fundos (obrigatrios e institudos em assemblias) e sobras do exerccio, resultando num sistema de capitalizao efetivo, que garante os investimentos e o seu desenvolvimento, tornando a empresa uma unidade autnoma de acumulao de capital. </p><p>Determinar e evidenciar a capacidade de autofinanciamento uma ferramenta muito importante na gesto das cooperativas agropecurias e que pode ser adotada como uma forma de gerenciamento das origens e aplicaes de recursos resultantes das suas sobras auferidas num determinado perodo. Quando conceitua-se o cooperativismo agropecurio, ficou claro que o mesmo possui caractersticas que o diferenciam das empresas no-cooperativas, tais como: </p><p> Sociedade de pessoas e no de

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